19 de maio de 2017

Greve Geral de 48 horas e ocupar as ruas! Derrubar Temer, o Congresso e as reformas

19/5/2017 - A gravação da conversa do Temer com o dono da JBS apoiando a compra do silêncio de Eduardo Cunha deixou esse governo quase como um morto vivo.

Com popularidade abaixo do volume morto, depois da Greve Geral do 28 de abril, esse governo ficou ainda mais fraco, mostrando que podemos derrubá-lo, junto com esses pilantras do Congresso e as reformas dos patrões.

Ele seguia sendo sustentado pelo “mercado”: banqueiros internacionais e nacionais, industriais, a Globo, toda a mídia e toda corja burguesa desse país, que não passam dos 1% de bilionários que nos exploram todos os dias. Achavam que Temer conseguiria junto com esse Congresso corrupto aprovar as reformas que arrancam nossos direitos para aumentar os lucros e a roubalheira deles. Da mesma maneira como apoiaram Dilma enquanto ela tinha governabilidade para fazer a mesma coisa: acabar com o seguro-desemprego e o abono do PIS.

Agora, tudo isso está em questão, parecem remotas as possibilidades de o governo Temer levar adiante a aprovação das reformas, pois perdeu muito de sua capacidade de governar efetivamente. Do mesmo jeito que aconteceu com a Dilma lá atrás, eles querem escolher através do Congresso outro presidente que garanta as reformas contra nós.

Temer anunciou que não renuncia, quer convencer o “mercado” que ele pode garantir as reformas. Os principais setores burgueses aparentemente avaliam o oposto, e há pressão pela renúncia vinda de vários lados sobre o governo. Mas defendem que seja eleito outro presidente pelo Congresso, que a atual equipe econômica seja mantida e que as reformas venham a ser aprovadas, para dar mais dinheiro aos banqueiros, JBSs e cia.

Se a primeira tarefa é colocar para fora o governo Temer, não tem menos importância impedir que seja o Congresso e o STF a decidir quem vai nos governar. Vamos ocupar as ruas, fazer Greve Geral de 48 horas para derrubar Temer, esses picaretas do Congresso e derrubar também essas reformas de vez. Nós temos força para derrotá-los, derrubá-los e construir uma alternativa dos debaixo. Afinal quem produz tudo que existe e faz esse país funcionar é a classe operária, os trabalhadores, os setores populares.

Nesse sentido, ocupar Brasília no próximo dia 24 para derrubar as reformas e agora também o governo e este Congresso é muito importante, mas é preciso que as centrais aceitem a proposta da CSP-Conlutas e convoquem a Greve Geral de 48 horas e uma jornada de atos unificados, que possam colocar milhões nas ruas.

Não basta tirar Temer, tem que derrubar TODOS eles e as reformas!
Não vamos deixar que “mudem alguma coisa para que tudo continue igual”. Queremos Fora Temer e TODOS eles! Não vamos aceitar um “novo” presidente eleito por esse Congresso para, junto com essa corja de bandidos, retomar a aprovação das reformas em prol dos patrões e corruptos. Não devemos aceitar acordão por cima.

O PT, O PSOL, a Rede, entre outros estão defendendo diretas para presidente, o que mantém esse Congresso de pilantras aí.

Não podemos aceitar eleição de presidente pelo Congresso e nem que esse Congresso de corruptos permaneça e siga colocando para votar reformas que acabam com nossos direitos, como mandam os banqueiros, empresários e corruptos contra os trabalhadores e a maioria do povo. Temos que exigir Fora TODOS eles, e a retirada das reformas da Previdência, trabalhista e da lei das terceirizações.

O caminho para isso é organizar comitês, exigir convocação de nova Greve Geral, desta vez de 48 horas e ocupar as ruas. Nesse caminho também vamos organizar e defender as alternativas dos trabalhadores para a crise.

Nós sabemos que não vamos mudar de verdade o país através das eleições dessa democracia dos ricos, que não é verdadeiramente democrática, pois elas são controladas pelo poder econômico. Os políticos são eleitos prometendo uma coisa e depois passam quatro anos fazendo outra e governando para quem manda nesse sistema, os banqueiros e grandes empresários. Com Dilma (PT) e com Temer, governaram os bancos e as grandes empresas. Chega de governos das grandes empresas e dos partidos que governam para elas, como fizeram PSDB e PMDB, mas também o PT.

A verdadeira alternativa é, através da luta e união dos debaixo, conquistar o poder para os operários e o povo pobre, para que possamos governar por meio de conselhos populares, com uma verdadeira democracia, para aplicar uma política econômica que acabe com a exploração, garantindo uma sociedade em que não existam uma ínfima minoria de ricos e uma enorme maioria de pobres.

Devemos construir nossa alternativa. Porém, não vamos de maneira nenhuma aceitar eleição indireta para presidente e nem que esse Congresso continue governando, porque não nos representa. Vamos derrubar o governo e se não tivermos o poder dos debaixo construído, devemos exigir Eleições Gerais já, para tudo: Presidente, Deputado, Senador e todo mundo.

Construir a alternativa dos trabalhadores. Operários e o povo pobre no poder!
A situação da classe trabalhadora brasileira é muito difícil e ficou ainda pior com a crise capitalista atual, porque para manter e aumentar o lucro dos patrões, eles demitem em massa, diminuem nossos salários, aumentam a violência contra a juventude pobre e negra das periferias, os quilombolas, os indígenas e querem acabar com os poucos direitos que conquistamos.

Nós necessitamos de emprego, moradia, terra, educação, saúde e direitos. Não podemos deixar que acabem com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e imponham a lei das terceirizações e continuem cortando verbas sociais para remunerar banqueiros e corruptos

A alternativa dos trabalhadores para a crise é acabar com a exploração e a roubalheira, com as seguintes medidas:

– Redução da jornada de trabalho sem redução de salário para que todos tenham emprego e seguro-desemprego para todo desempregado enquanto há crise;

-Plano de construção de moradia popular e de saneamento básico; escolas, hospitais;

-Verbas para a educação, saúde pública e Previdência;

Para garantir nossas exigências é preciso enfrentar banqueiros, multinacionais e corruptos e:

-Não pagar a dívida aos banqueiros, que consome quase metade de tudo o que o país arrecada para enriquecer um punhado de especuladores que cobram as maiores taxas de juro do mundo;

-Prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores. Não basta cobrar uma “multinha” e deixar esses ladrões milionários, que se enriqueceram roubando o patrimônio público, com suas empresas e fortunas.

-Defendemos que todas as empresas envolvidas em corrupção sejam expropriadas, estatizadas sem indenização aos seus donos ladrões e colocadas sob controle dos seus funcionários. Odebrecht, JBS, J&F, OAS e todas as demais empresas (incluindo os bancos)

-Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores;

– Estatização das multinacionais e grandes empresas;

– Nacionalização e estatização do latifúndio sob controle dos trabalhadores, para que sejam colocados a serviço de produzir alimentos para o povo e parte também para a reforma agrária.

Essas medidas são possíveis. Mas apenas um governo socialista dos trabalhadores, que governe através de conselhos populares eleitos nos bairros, nas escolas, nas fábricas, nos quais sejam os debaixo a debater e decidir o que devemos fazer no país, e não os 1% de patrões e esse Congresso vendido, podemos mudar tudo isso aí.

Um governo assim, não vamos conseguir através de eleições, mas sim através da nossa mobilização unificada. Vimos na Greve Geral, que a classe operária, toda classe trabalhadora, os estudantes e o povo pobre, unidos têm muita força.  Somos nós que produzimos tudo que existe e que fazemos o país funcionar. Não precisamos de banqueiros e donos de fábricas e nem de políticos corruptos eleitos nestas eleições, nas quais quem manda é o poder econômico.

Direção Nacional do PSTU