Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

30 de maio de 2017

Denúncia: Manifestantes sofrem sequestro e tortura pela PM em Brasília

30/5/2017 - Já se passaram mais de 30 anos do fim da ditadura militar no Brasil. No entanto, os acontecimentos do último dia 24 mostram que o espírito dos porões nunca abandonou a nossa frágil democracia. No dia em que o presidente Michel Temer (PMDB) autorizou o Exército a fazer a segurança de Brasília, manifestantes do Vale do Paraíba conheceram os terrores do sequestro e da tortura praticados por agentes do Estado.

Foi o que ocorreu com o pedreiro Wesley, 29 anos, e o açougueiro Cláudio, 36, membros de uma ocupação sem-terra na região. (Esses são nomes fictícios; a verdadeira identidade deles está sendo preservada para evitar retaliações). Os trabalhadores foram à capital federal na caravana organizada pela CSP-Conlutas para se manifestar contra as reformas trabalhista e da Previdência e pela saída de Temer, mas acabaram sendo espancados e torturados pelo aparato repressor do Estado.

Tortura policial
Detidos arbitrariamente pela polícia do Distrito Federal após a ocorrência de alguns confrontos entre forças de segurança e manifestantes, Wesley e Cláudio foram levados para uma área atrás do Palácio do Planalto, longe dos olhos de qualquer testemunha.

No local que julgavam livres para praticar barbaridades, policiais sem identificação e com os rostos cobertos pelas viseiras dos capacetes iniciaram o ritual de tortura. Deixaram os manifestantes presos nas viaturas inalando grande quantidade de gás pimenta.

A violência policial tinha requintes de crueldade: as borrifadas do spray tóxico dentro do veículo eram sucedidas pelo fechamento dos vidros, potencializando a irritação e ardor nas mucosas dos olhos, nariz e da boca e a sensação de pânico das vítimas.

“Eles abriam a porta e jogavam o spray de pimenta. Era horrível, não dava para respirar. Eu pensei que iria morrer ali. Eu me debatia, tentava chamar a atenção de alguém passando, mas nada dava certo”, relata Cláudio, que afirma também ter sido levado para o estacionamento de um hospital em Brasília. Lá, a tortura se repetia a cada 15 minutos.

Estudos independentes de entidades de direitos humanos mostram que o gás pimenta ou gás OC (Oleoresin Capsicum) pode matar. Em geral, os óbitos não são imediatamente relacionados ao uso do gás, porque eles resultam de asfixia e problemas cardíacos que serão intensificados quando a vítima, depois de contaminada, for encarcerada em um lugar estreito e com pouca circulação de ar. Justamente os casos dos trabalhadores sem-terra.

"Jogaram spray de pimenta e fecharam o carro”, explica Wesley. “Depois de um tempo os policiais voltaram e perguntaram se eu estava recebendo para me manifestar, quem era o líder do protesto, essas coisas. Eles bateram com a ponta do cassetete na minha costela e também tomei uma paulada na altura dos olhos”.

No caso dele, a PM adotou medidas para tentar encobertar seus atos criminosos. Após cada sessão de espancamento e gás de pimenta, um policial assumia a direção da viatura e a conduzia até outra barreira policial. Passados alguns minutos, eles voltavam para o local de origem e as agressões continuavam.

Segundo Wesley, o procedimento se repetiu por quatro vezes, antes dele ser liberado. Uma nova viatura o levou para longe da Esplanada dos Ministérios já com o dia escurecendo. “Eu nem sabia onde estava. Fui perguntando para as pessoas e consegui chegar a uma rua que ia pra rodoviária. Depois encontrei um grupo de militantes que me ajudaram a encontrar meus companheiros”, relatou.

Humilhações na delegacia
Já Cláudio foi levado para uma delegacia em Brasília. Segundo ele, quatro policiais civis fizeram o transporte em outra viatura, não sem antes agredi-lo novamente com socos no rosto. Assim como Wesley, ele também foi interrogado sobre sua participação no protesto, sofrendo assédio constante no caminho.

“A primeira coisa que fizeram foi me levar para uma cela. Lá eles me mandaram ficar nu. Eles me empurravam contra a parede e em cima de um banco de madeira. Ficavam falando que eu nunca mais ia protestar”, afirma ele, que foi impedido pela polícia de conversar com os advogados que se dirigiram à delegacia para defendê-lo.

O trabalhador ainda descreve as humilhações no momento de sua identificação e também no IML, durante o exame de corpo de delito. “Quando eu falei para o rapaz da identificação que eu era sem-terra, ele me disse que nós todos éramos vagabundos. No IML não durou mais do que cinco minutos, o médico só me perguntou onde estava doendo e me liberou”.

Além disso, também houve irregularidades com o boletim de ocorrência. O delegado responsável lavrou o documento considerando apenas o depoimento dos policiais, sem sequer ter anotado o depoimento de Cláudio.

Violência policial
Segundo balanço realizado pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal, 49 pessoas foram feridas durante a manifestação Ocupe Brasília. O caso mais grave é o do aposentado Carlos Giovani Cirilo, de 61 anos, baleado no maxilar por arma de fogo. Filiado à Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais, Cirilo está internado na UTI do Hospital de Base em estado grave.

Diversos especialistas em segurança pública consideraram a atuação da PM desastrosa e de grande irresponsabilidade com a vida dos manifestantes. Em vídeo que circulou nas redes sociais, dois policiais militares foram flagrados disparando aleatoriamente com armamento letal contra um grupo que participou do ato.

O procedimento da PM foi condenado até mesmo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em comunicado, o órgão afirmou estar preocupado com o uso excessivo de força mostrado pela polícia brasileira, além de condenar “o uso de armas de fogo, em uma situação em que manifestantes podem ser violentos, mas estão desarmados".

“A Esplanada dos Ministérios é um espaço público. Mesmo assim, vimos uma repressão extremamente violenta. A polícia atirou a esmo com armas consideradas não letais, mas que podem sim tirar a vida de alguém. Além disso, os relatos comprovam que a PM cometeu os crimes de tortura, cárcere privado e tentativa de homicídio”, afirma Aristeu Neto, advogado do Sindicato.

29 de maio de 2017

Centrais sindicais marcam nova greve geral para o final de junho

29/5/2017 - Em reunião realizada em São Paulo nesta segunda, 29, as centrais sindicais definiram a data para a próxima Greve Geral contra o governo Temer e a reformas da Previdência e trabalhista. A nova Greve Geral deve ser realizada no período entre 26 e 30 de junho, em data a ser definida posteriormente, de acordo com a tramitação das reformas.

“A CSP-Conlutas defendeu que era necessária e convocação imediata de uma nova greve de 48h, mas infelizmente não houve acordo sobre esse tema e foi marcado um calendário de mobilização e um período para uma nova greve geral entre 26 e 30 de junho“, explica Luiz Carlos Prates, o Mancha, que participou da reunião representando a CSP-Conlutas.

Até lá, as centrais orientarão protestos nos estados, aeroportos e locais de trabalho, e manifestações entre os dias 6 e 8 de junho, data marcada para começar o julgamento da chapa Dilma/Temer pelo TSE. As centrais deverão ainda publicar um jornal unificado para divulgar a luta contra o governo e as reformas.

Além da data da nova Greve Geral, as centrais fizeram um balanço sobre o protesto realizado em Brasília no último dia 24, em que avaliaram ter sido muito positivo, além de rechaçarem a brutal repressão policial. Uma nova reunião entre as centrais deve ocorrer no dia 5 de junho.

“Nós da CSP-Conlutas vamos nos jogar a fundo para organizar desde a base, desde as assembleias nas fábricas, nos locais de trabalho, essa greve geral, que achamos que deve ser de 48h”, reafirma Mancha.

Quarta-feira (31) tem palestra "100 anos da Revolução Russa" na sede do PSTU SJCampos

29/5/2017 - Este ano, comemoramos o centenário da revolução operária e socialista que mudou a história da humanidade: a Revolução Russa. Suas lutas, conquistas, acertos e erros nos deixam lições até hoje, que mostram o caminho para o triunfo da classe trabalhadora mundial e, mais do que nunca, merecem ser conhecidas e debatidas.

O PSTU de São José dos Campos realiza, no próximo dia 31 de maio, uma palestra que vai debater um pouco dessa história. A atividade será realizada na sede do partido (Rua Romeu Carnevalli, 63, centro), a partir das 18h30 e é aberta ao público.

A Revolução Russa foi a primeira vez que os trabalhadores tomaram o poder e passaram a construir um país baseado no socialismo. As conquistas e as transformações, fruto da mudança na forma de produção e na economia da sociedade russa, foram muito rápidas e intensas, garantindo ainda nos primeiros anos após a revolução um grande avanço nas condições de vida do povo russo.

"Hoje, quando vivemos uma das maiores crises capitalistas da história e em todo o mundo assistimos o aumento da barbárie em razão da injustiça desse sistema, entender o que foi a Revolução Russa e tirar ensinamentos dela para construir uma nova sociedade é mais do que atual. É necessário", afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

"Convidamos a todas e todos os trabalhadores a vir nos visitar e prestigiar com a participação nessa palestra", disse Toninho.

Confirme presença evento no facebook e compartilhe para ajudar a divulgar:
https://business.facebook.com/pstusjcampos/?business_id=366733880183592



26 de maio de 2017

Manifestantes falam sobre #OcupaBrasília

25/5/2017 - Mais de 17 horas depois de sair da Brasília ainda há delegações na estrada de volta para seus locais de origem. Na caravana que saiu de Jacareí na última terça-feira (23), o clima entre os manifestantes é de cansaço, mas muita satisfação é certeza de que realizamos uma manifestação histórica. O clima está pra cima e a garra pra continuar a luta também. Temer e esse Congresso de bandidos que se preparem!

Confira:


Confira algumas imagens do #OcupaBrasília

25/5/2017 - Confira um pouco do #OcupaBrasília deste dia 24 de maio, que levou cerca de 150 mil manifestantes à capital federal, vindos de norte a sul do país.

Os trabalhadores seguem acumulando e aumentando suas forças. Temer pode esperar! É só o começo. A luta agora vai ser por uma nova Greve Geral de 48h.

O álbum completo confira em https://business.facebook.com/pstusjcampos/posts/640910079432636























25 de maio de 2017

Enfrentamos uma repressão inaceitável, mas ocupamos Brasília!

Foto: Ana Silva
25/5/2017 - No dia 24 de maio, mais de 100 mil manifestantes convocados pelas Centrais Sindicais, segundo os organizadores, tomaram Brasília. Fomos lá exigir a retirada das reformas da Previdência e trabalhista e a revogação da lei das terceirizações. E também lutar para pôr para fora Temer, esse Congresso de corruptos e dizer não às eleições indiretas.

O governo e esse Congresso de ladrões, porém, protagonizaram uma repressão brutal e inaceitável. Primeiro, tentaram revistar manifestantes ainda na passeata. Depois, quando ia começar o ato final, tentaram impedir que ele acontecesse.

Mesmo com os carros de som e os manifestantes no gramado à frente da barreira da PM, os policiais continuaram lançando, por mais de quatro horas seguidas, uma chuva de bombas, tiros de bala de borracha, uso de cavalaria contra as dezenas de milhares de manifestantes, tentando dispersá-los para impedir a realização do ato político e o direito de manifestação. Foi essa repressão selvagem, desencadeada pela Polícia Militar do governador Rodrigo Rolemberg (PSB), a pedido do Congresso e do governo Temer, a responsável pela situação gerada na esplanada dos ministérios no dia de ontem. Os manifestantes não fizeram mais do que se defenderem.

foto: Romerito Pontes
Diante da situação, o PSTU, na figura do Zé Maria, chamou os manifestantes a resistirem à agressão policial, a se manterem no gramado do Congresso e realizarem a manifestação. Dezenas de milhares de manifestantes e inúmeras organizações – destacamos o papel fundamental da CSP-Conlutas – resistiram por mais de quatro horas à violenta repressão policial, que chegou a usar inclusive arma letal, e resultou em dezenas de feridos. Reivindicamos fortemente a resistência. Os trabalhadores e trabalhadoras não podem abrir mão dos seus direitos, dentre eles o direito de se manifestar para defender seus interesses.

Não bastasse isso tudo, o governo Temer, à tarde, decidiu, por decreto, colocar as tropas do Exército nas ruas de Brasília por uma semana. Autorizou o “emprego das Forças Armadas para Garantia da Lei e da Ordem, no Distrito Federal”, usando de extremo autoritarismo, lembrando os momentos finais da ditadura militar.

Os manifestantes resistiram bravamente. Não conseguiram impedir nossa luta: ocupamos Brasília. O recurso às Forças Armadas pelo governo, longe de demonstrar força, expressou apenas sua fragilidade e sua incapacidade de governar. O recuo e a revogação do decreto só confirmam essa situação.

Governo, Congresso e patrões, entretanto, seguem querendo acabar com nossos direitos. Conforme noticia a imprensa, na hipótese de ser impossível manter o governo Temer, já estão tentando fazer um acordo para emplacar um novo presidente por eleição indireta, por esse Congresso de corruptos, para tentar retomar a aprovação das reformas contra nós.

Unidos somos fortes. A ocupação de Brasília ontem foi mais uma demonstração de que é possível derrotar o governo e enterrar de vez as reformas. Não há repressão que consiga parar a nossa luta se estivermos unidos e determinados. Os trabalhadores e trabalhadoras do nosso país, unidos e em luta, somos muito mais fortes do que todas as armas deles.

O caminho agora é convocar uma nova greve geral, de 48 horas para derrubar o governo, mas também esse Congresso e as reformas. Vamos parar o país e ir às ruas no Brasil inteiro. Mostrar a eles que não aceitaremos mais ataques aos nossos direitos, nem a bandalheira da corrupção instalada em Brasília. Nenhum direito a menos!

Devemos exigir das centrais sindicais que convoquem e marquem uma data para a greve. Para derrotar as reformas e botar para fora Temer e todos eles! Não vamos aceitar acordão nenhum para eleger um novo presidente de forma indireta para fazer as reformas.

Parafraseando os manifestantes de Brasília: “Temer Fora. Congresso Fora. Reformas Fora. Greve Geral de 48 horas”.


São Paulo, 25 de maio de 2017
Direção Nacional do PSTU


22 de maio de 2017

#OcupaBrasília: Fique por dentro da manifestação em Brasília pelo Facebook do PSTU de São José dos Campos

23/5/2017 -  Acompanhe pela página do Facebook do PSTU SJCampos a manifestação que vai ocupar Brasília, nesta quarta-feira (24).

Vamos acompanhar desde a saída da caravana de São José e região, falar com manifestantes e registrar momentos da marcha.

Acesse e compartilhe!

www.fb/pstusjcampos 

#OcupaBrasília: Caravana do Vale do Paraíba parte para Brasília com cerca de 1 mil manifestantes

Mesmo sob forte chuva, neste domingo (21), manifestantes ocuparam a Av. Paulista
22/5/2017 -  Tudo pronto para a caravana que sairá de São José dos Campos e região, nesta terça-feira (23), levando manifestantes para a grande marcha que vai tomar Brasília na próxima quarta-feira (24). Ao todo, está programada a saída de 25 ônibus da região, com aproximadamente 1 mil manifestantes.

Os ônibus levarão manifestantes de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá, entre os quais trabalhadores de várias categorias como metalúrgicos, trabalhadores dos Correios, alimentação, químicos, condutores, petroleiros, servidores públicos, construção civil, papeleiros, bancários e trabalhadores do setor de minérios, além de moradores do bairro Pinheirinho dos Palmares, ocupação Dirceu Travesso, aposentados e população em geral.

Cem mil em Brasília
Temer teve a cara de pau de dizer que não renuncia e ainda falou “se quiser, que me derrubem”. Pois é bom que ele se prepare. Convocada de forma unitária por todas as centrais sindicais, a estimativa é que a manifestação na capital federal pode reunir cerca 100 mil pessoas.

Manifestantes de localidades mais distantes do país já estão na estrada rumo à Brasília desde ontem (21). É o caso de caravanas saídas de cidades da região sul e norte, por exemplo.

A CSP-Conlutas está preparando caravanas em, ao menos, 16 estados do país. Em São Paulo, estão previstos mais de 70 ônibus, no Rio de Janeiro a caravana será de 30 ônibus. Em Minas Gerais, cerca de 20 ônibus estão sendo organizados. Ao todo, serão pelo menos 160 ônibus de 16 estados, segundo levantamento parcial.

“Se antes Temer tinha irrisórios 4% de aprovação, após a divulgação da delação da empresa JBS, isso caiu a zero e os ratos começam a pular do barco, com partidos da base aliada abandonando o governo. Está mais do que comprovado que esses políticos corruptos e as grandes empresas do país usam o Estado para benefício próprio, enquanto atacam as condições de vida dos trabalhadores e da maioria do povo pobre. É preciso derrubar este governo, o Congresso e barrar essas reformas”, afirma o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira.

“O governo Temer é insustentável. Mas nem o Congresso, nem o Judiciário, têm moral para escolher um novo presidente para o país e muito menos dar continuidade à tramitação das reformas. Vamos ocupar Brasília e em seguida organizar uma nova greve geral de 48 horas, para derrubar de vez as reformas e por pra fora todos eles”, disse.

O PSTU defende que a saída para crise política, econômica e social em favor dos trabalhadores passa por medidas como não pagar a divida externa e fazer uma auditoria; exigir investigação, punição e expropriação de todos os corruptos e corruptores; estatizar e colocar sob o controle dos trabalhadores as grandes empresas envolvidas na corrupção; impedir a demissão imotivada e assegurar empregos a todos com a redução da jornada de trabalho sem redução de salários, entre outras medidas.

Além disso, os trabalhadores não devem apostar na eleição de um novo governo burguês, com figuras da direita como Dória ou Bolsonaro e tampouco apostar em Lula 2018. Já está demonstrado que as eleições são controladas pela Odebrecht e outras empresas para servir a seus interesses. É hora dos operários e o povo no poder, através de um governo socialista, que funcione baseado em Conselhos Populares.


19 de maio de 2017

Ato pelo "Fora Temer" reúne centenas de manifestantes no centro de São José dos Campos

19/5/2017 - São José dos Campos, a exemplo de outras capitais e cidades brasileiras, também foi palco de protestos nesta quinta-feira (18). Centenas de manifestantes tomaram as ruas do centro da cidade para exigir "Fora Temer".

A manifestação reuniu cerca de 200 pessoas, entre trabalhadores de várias categorias, estudantes, aposentados e ativistas de movimentos sociais. O ato foi organizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba que, na luta contra as reformas do governo, tem unificado diversos sindicatos da região e centrais sindicais e realizado manifestações, como a Greve Geral no último dia 28/4. Entre as entidades que participaram do ato estavam os sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos, trabalhadores dos Correios, Admap, oposição da Apeoesp, Movimento Mulheres em Luta, entre outros.

O protesto tomou as ruas da cidade poucas horas depois do pronunciamento do presidente Michel Temer (PMDB) que, na maior cara de pau, se negou a renunciar após o agramento ainda maior da crise política no país, com a delação da empresa JBS.

Contudo, não foi só Temer que foi alvo dos manifestantes. Aécio Neves e o Congresso de corruptos também foram lembrados e denunciados. Faixas e cartazes exigiram prisão e confisco dos bens dos corruptos e a retirada das reformas da Previdência e Trabalhista.

O PSTU participou em peso do protesto com sua militância e defendeu "Fora Temer, Fora Todos". O presidente municipal do partido, Toninho Ferreira, em sua fala, afirmou que só a mobilização dos trabalhadores poderá acabar com a bandalheira instalada no país.

O chamado à manifestação que promete ocupar Brasília na próxima semana, no dia 24, foi feito de forma unificada por todos os manifestantes. O Fórum de Lutas está organizando uma caravana que deve enviar dezenas de ônibus da região para a capital federal. Temer não quis renunciar, mas vai cair pela mobilização popular que é cada vez maior.

“O país só muda se colocarmos todos pra fora. Não adianta o Temer sair e colocar o Rodrigo Maia no lugar. São todos da mesma quadrilha que quer roubar os direitos dos trabalhadores, aprovando as reformas da Previdência e trabalhista. As manifestações têm de aumentar. Vamos ocupar Brasília no dia 24 e preparar uma nova Greve Geral, agora de 48 horas, para derrubar todos eles de uma vez e exigir Eleições Gerais sob novas regras já", disse.

"Acima de tudo, defendemos que os operários que produzem toda a riqueza é quem deve governar, Um governo que funcione através de Conselhos Populares, onde os trabalhadores e o povo pobre decidam democraticamente os rumos do país", disse Toninho.















Greve Geral de 48 horas e ocupar as ruas! Derrubar Temer, o Congresso e as reformas

19/5/2017 - A gravação da conversa do Temer com o dono da JBS apoiando a compra do silêncio de Eduardo Cunha deixou esse governo quase como um morto vivo.

Com popularidade abaixo do volume morto, depois da Greve Geral do 28 de abril, esse governo ficou ainda mais fraco, mostrando que podemos derrubá-lo, junto com esses pilantras do Congresso e as reformas dos patrões.

Ele seguia sendo sustentado pelo “mercado”: banqueiros internacionais e nacionais, industriais, a Globo, toda a mídia e toda corja burguesa desse país, que não passam dos 1% de bilionários que nos exploram todos os dias. Achavam que Temer conseguiria junto com esse Congresso corrupto aprovar as reformas que arrancam nossos direitos para aumentar os lucros e a roubalheira deles. Da mesma maneira como apoiaram Dilma enquanto ela tinha governabilidade para fazer a mesma coisa: acabar com o seguro-desemprego e o abono do PIS.

Agora, tudo isso está em questão, parecem remotas as possibilidades de o governo Temer levar adiante a aprovação das reformas, pois perdeu muito de sua capacidade de governar efetivamente. Do mesmo jeito que aconteceu com a Dilma lá atrás, eles querem escolher através do Congresso outro presidente que garanta as reformas contra nós.

Temer anunciou que não renuncia, quer convencer o “mercado” que ele pode garantir as reformas. Os principais setores burgueses aparentemente avaliam o oposto, e há pressão pela renúncia vinda de vários lados sobre o governo. Mas defendem que seja eleito outro presidente pelo Congresso, que a atual equipe econômica seja mantida e que as reformas venham a ser aprovadas, para dar mais dinheiro aos banqueiros, JBSs e cia.

Se a primeira tarefa é colocar para fora o governo Temer, não tem menos importância impedir que seja o Congresso e o STF a decidir quem vai nos governar. Vamos ocupar as ruas, fazer Greve Geral de 48 horas para derrubar Temer, esses picaretas do Congresso e derrubar também essas reformas de vez. Nós temos força para derrotá-los, derrubá-los e construir uma alternativa dos debaixo. Afinal quem produz tudo que existe e faz esse país funcionar é a classe operária, os trabalhadores, os setores populares.

Nesse sentido, ocupar Brasília no próximo dia 24 para derrubar as reformas e agora também o governo e este Congresso é muito importante, mas é preciso que as centrais aceitem a proposta da CSP-Conlutas e convoquem a Greve Geral de 48 horas e uma jornada de atos unificados, que possam colocar milhões nas ruas.

Não basta tirar Temer, tem que derrubar TODOS eles e as reformas!
Não vamos deixar que “mudem alguma coisa para que tudo continue igual”. Queremos Fora Temer e TODOS eles! Não vamos aceitar um “novo” presidente eleito por esse Congresso para, junto com essa corja de bandidos, retomar a aprovação das reformas em prol dos patrões e corruptos. Não devemos aceitar acordão por cima.

O PT, O PSOL, a Rede, entre outros estão defendendo diretas para presidente, o que mantém esse Congresso de pilantras aí.

Não podemos aceitar eleição de presidente pelo Congresso e nem que esse Congresso de corruptos permaneça e siga colocando para votar reformas que acabam com nossos direitos, como mandam os banqueiros, empresários e corruptos contra os trabalhadores e a maioria do povo. Temos que exigir Fora TODOS eles, e a retirada das reformas da Previdência, trabalhista e da lei das terceirizações.

O caminho para isso é organizar comitês, exigir convocação de nova Greve Geral, desta vez de 48 horas e ocupar as ruas. Nesse caminho também vamos organizar e defender as alternativas dos trabalhadores para a crise.

Nós sabemos que não vamos mudar de verdade o país através das eleições dessa democracia dos ricos, que não é verdadeiramente democrática, pois elas são controladas pelo poder econômico. Os políticos são eleitos prometendo uma coisa e depois passam quatro anos fazendo outra e governando para quem manda nesse sistema, os banqueiros e grandes empresários. Com Dilma (PT) e com Temer, governaram os bancos e as grandes empresas. Chega de governos das grandes empresas e dos partidos que governam para elas, como fizeram PSDB e PMDB, mas também o PT.

A verdadeira alternativa é, através da luta e união dos debaixo, conquistar o poder para os operários e o povo pobre, para que possamos governar por meio de conselhos populares, com uma verdadeira democracia, para aplicar uma política econômica que acabe com a exploração, garantindo uma sociedade em que não existam uma ínfima minoria de ricos e uma enorme maioria de pobres.

Devemos construir nossa alternativa. Porém, não vamos de maneira nenhuma aceitar eleição indireta para presidente e nem que esse Congresso continue governando, porque não nos representa. Vamos derrubar o governo e se não tivermos o poder dos debaixo construído, devemos exigir Eleições Gerais já, para tudo: Presidente, Deputado, Senador e todo mundo.

Construir a alternativa dos trabalhadores. Operários e o povo pobre no poder!
A situação da classe trabalhadora brasileira é muito difícil e ficou ainda pior com a crise capitalista atual, porque para manter e aumentar o lucro dos patrões, eles demitem em massa, diminuem nossos salários, aumentam a violência contra a juventude pobre e negra das periferias, os quilombolas, os indígenas e querem acabar com os poucos direitos que conquistamos.

Nós necessitamos de emprego, moradia, terra, educação, saúde e direitos. Não podemos deixar que acabem com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e imponham a lei das terceirizações e continuem cortando verbas sociais para remunerar banqueiros e corruptos

A alternativa dos trabalhadores para a crise é acabar com a exploração e a roubalheira, com as seguintes medidas:

– Redução da jornada de trabalho sem redução de salário para que todos tenham emprego e seguro-desemprego para todo desempregado enquanto há crise;

-Plano de construção de moradia popular e de saneamento básico; escolas, hospitais;

-Verbas para a educação, saúde pública e Previdência;

Para garantir nossas exigências é preciso enfrentar banqueiros, multinacionais e corruptos e:

-Não pagar a dívida aos banqueiros, que consome quase metade de tudo o que o país arrecada para enriquecer um punhado de especuladores que cobram as maiores taxas de juro do mundo;

-Prisão e confisco dos bens de todos os corruptos e corruptores. Não basta cobrar uma “multinha” e deixar esses ladrões milionários, que se enriqueceram roubando o patrimônio público, com suas empresas e fortunas.

-Defendemos que todas as empresas envolvidas em corrupção sejam expropriadas, estatizadas sem indenização aos seus donos ladrões e colocadas sob controle dos seus funcionários. Odebrecht, JBS, J&F, OAS e todas as demais empresas (incluindo os bancos)

-Estatização do sistema financeiro sob controle dos trabalhadores;

– Estatização das multinacionais e grandes empresas;

– Nacionalização e estatização do latifúndio sob controle dos trabalhadores, para que sejam colocados a serviço de produzir alimentos para o povo e parte também para a reforma agrária.

Essas medidas são possíveis. Mas apenas um governo socialista dos trabalhadores, que governe através de conselhos populares eleitos nos bairros, nas escolas, nas fábricas, nos quais sejam os debaixo a debater e decidir o que devemos fazer no país, e não os 1% de patrões e esse Congresso vendido, podemos mudar tudo isso aí.

Um governo assim, não vamos conseguir através de eleições, mas sim através da nossa mobilização unificada. Vimos na Greve Geral, que a classe operária, toda classe trabalhadora, os estudantes e o povo pobre, unidos têm muita força.  Somos nós que produzimos tudo que existe e que fazemos o país funcionar. Não precisamos de banqueiros e donos de fábricas e nem de políticos corruptos eleitos nestas eleições, nas quais quem manda é o poder econômico.

Direção Nacional do PSTU

18 de maio de 2017

FALA TONINHO: Fora Todos Eles! É preciso colocar os operários e o povo no poder, com um governo baseado em Conselhos Populares

18/5/2017 - Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos, fala sobre o aprofundamento da crise política, após a delação da empresa JBS incriminando diretamente o presidente Michel Temer.

Convoca tomarmos as ruas pelo Fora Todos Eles e defende que a saída para o país é colocar os operários e o povo no poder, com um governo que funcione com base em Conselhos Populares.




Confira vídeo:


Jornal do PSTU chega às mãos de centenas de operários em São José e Jacareí

18/5/2017 - Os trabalhadores têm sido bombardeados todos os dias pelos principais meios de comunicação que têm feito uma campanha sistemática a favor das reformas da Previdência e Trabalhista. Mas, essa semana, um jornal que traz uma proposta totalmente oposta à visão dos poderosos está chegando às mãos dos trabalhadores de São José dos Campos e Jacareí.

É o jornal Opinião Socialista que está sendo divulgado nas fábricas da região. Publicação quinzenal do PSTU, a capa da atual edição faz um chamado a Ocupar Brasília no dia 24 de maio e construir uma nova Greve Geral de 48h no país.

Diante da grave crise política, o PSTU apresenta propostas sob uma ótica classista, de defesa dos trabalhadores e do povo pobre e defende, inclusive, que a saída desta crise não será via eleições ou um projeto Lula 2018. O Brasil precisa de uma revolução socialista, afirma matéria na página 16 do jornal.

A cobertura da Greve Geral no Brasil, ocorrida no dia 28 de abril, informações sobre os 100 anos da Revolução Russa e as eleições na França são outros temas presentes na atual edição.

“O jornal Opinião Socialista é um jornal operário e socialista que se propõe a estar a serviço da classe trabalhadora. Trazemos as informações sob uma visão classista e de esquerda que nós, trabalhadores, nunca vamos ver na Globo ou em qualquer outro grande meio de comunicação que funcionam a serviço dos poderosos”, afirma Célio Dias, o Célião, metalúrgico que trabalha na General Motors e militante do PSTU.

Centenas de operários já receberam o jornal essa semana. Já ocorreram piquetes, quando os militantes do partido vão às fábricas com o jornal para discutir com os trabalhadores, em várias empresas, como GM, Avibras, Gerdau, Chery, entre outras.

“A campanha de divulgação do jornal vai seguir. Procure um militante do PSTU e adquira o seu também”, convida Célião.