Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

28 de abril de 2017

Confira como estão as mobilizações da Greve Geral em São José dos Campos e região


Um dos pontos da Rodovia Presidente Dutra parada nesta sexta
28/4/2017 - Acompanhe ao longo desta sexta-feira, dia 28, algumas das principais mobilizações da Greve Geral em São José dos Campos e região. A mobilização, organizada pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, reúne mais de 20 sindicatos de várias categorias de trabalhadores.
A mobilização parou tudo na região: condutores, metalúrgicos, químicos, comerciários, bancários, trabalhadores dos Correios, da alimentação, aposentados, professores, petroleiros, entre várias outras categorias. Transporte, indústria, comércio, estradas e avenidas pararam. Confira algumas das mobilizações:

23h - 24h: Em São José e Jacareí, ativistas discutem os últimos preparativos para a Greve Geral que começa em poucas horas.

Sindicato dos Metalúrgicos de SJCampos

Jacareí

2h00 - O dia começou nas primeiras horas da madrugada nas garagens de ônibus da região. A maioria dos motoristas nem chegou às garagens. A mobilização garantiu greve total no transporte público em várias cidades do Vale, como São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba e Guaratinguetá.

JTU, em Jacareí
Maringá, SJC

4h - Depois de garantir  greve de condutores, várias fábricas começaram a entrar na Greve Geral. Na região, inclusive, várias empresas sabendo da disposição dos trabalhadores e de que a paralisação era inevitável, no dia de ontem anunciaram a liberação dos funcionários nesta sexta. Foi o caso de fábricas como as metalúrgicas GM, Embraer, Avibrás, TI Automotive, Armco, entre outras. Quem pagou pra ver, enfrentou a paralisação nesta sexta. Não houve produção em várias empresas, como as metalúrgicas Latecoere, MWL, Parker Hannifin, Deca, nas químicas Johnson &Johnson e Basf, na cervejaria Heineken e mesmo na Ambev, que chegou a contratar helicópteros para forçar os funcionários a trabalhar, depois que parte dos trabalhadores foi liberada. A produção foi afetada e não funcionou 100%. Correios estão parados desde quinta-feira. Bancos foram fechados e o centro comercial de São José e Jacareí teve a maioria das portas fechadas.

Latecoere, Jacareí

Estrada que leva à montadora Chery e à cervejaria Ambev

Johnson & Johnson



Ericsson
Revap

Centro de distribuição dos Correios

Heatcraft

7h  - Em vários pontos a Rodovia Presidente Dutra foi paralisada pelos manifestantes.





5h  - Dia de Greve Geral também tem as mulheres na linha de frente da luta



10h - Em São José dos Campos e Jacareí, manifestantes também tomam as ruas e realizam atos pelos centros das cidades. Os comércios que já não estavam fechados, foram fechando conforme avançava a passeata.

SJC


SJC

SJC

Jacareí
13h - Lamentavelmente, o dia acabou marcado por um grave acidente. Diante de uma manifestação de jovens na Via Dutra, por volta das 13h, um motorista avançou contra os manifestantes, atropelando e ferindo gravemente duas jovens. Elas foram socorridas e levadas ao pronto-socorro da Vila Industrial e o motorista foi perseguido e preso por tentativa de homicídio.

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14h - Os piquetes nas garagens de ônibus e nas fábricas da região continuaram na parte da tarde. Em São José e Jacareí, por exemplo, as empresas Sans Peña, Maringá e CS Brasil, e a JTU, não tiveram ônibus circulando novamente. Em Jacareí, na Latecoere, os trabalhadores do 2° turno também não trabalharam, e os trabalhadores da Heineken foram liberados depois do protesto da manhã.

Foi um dia de luta vitorioso. O dia de Greve Geral no Vale do Paraíba parou o transporte, indústrias, bancos, comércio e avenidas e estradas da região, numa inconteste demonstração do apoio dos trabalhadores e da ampla maioria da população. O governo Temer e o Congresso Nacional de corruptos não têm qualquer apoio ou legitimidade, muito menos para aprovar medidas absurdas, como as reformas da Previdência, Trabalhista e a terceirização.

Foi o primeiro round de uma batalha que vai continuar. No próximo dia 1° de Maio, os sindicatos que se unificaram neste dia 28 já programam manifestações para marcar o Dia Internacional do Trabalhador e a luta já aponta para uma grande manifestação em Brasília.






27 de abril de 2017

Câmara de bandidos aprova reforma trabalhista. Vamos dar o troco neste dia 28! É Greve Geral!

27/4/2017 - No final da noite desta quarta-feira, 26, a Câmara dos Deputados aprovou, por 296 votos a 177, o projeto que representa o completo desmonte da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). A pressa do governo em passar o projeto se deve ao temor da Greve Geral marcada para esta sexta-feira, 28, que vem ganhando proporções cada vez maiores.

O governo, através do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o “Botafogo” da lista da Odebrecht, fez votar o regime de urgência a fim de apressar a tramitação da reforma. Perdeu na primeira votação na semana passada, mas manobrou e pisou no próprio regimento da Casa, colocando novamente em votação no dia seguinte. Liberação de emendas a deputados, promessas de cargos e demais articulações espúrias, deram vitória ao governo. O projeto ainda precisa passar pelo Senado.

Mais uma vez, porém, o governo não conseguiu aprovar a medida com a quantidade de votos necessários para a aprovação da PEC da reforma da Previdência (são necessários 308 votos). Seria uma mostra para os banqueiros de que o governo conta com uma base suficiente para impor a medida que retira a aposentadoria para grande parte dos trabalhadores brasileiros.

Ataques
A reforma trabalhista que a Câmara, que conta com 39 deputados na “Lista Fachin”, aprovou altera mais de 100 pontos da CLT. Entre as principais medidas está a jornada de trabalho de 12 horas, o contrato de trabalho intermitente (por horas), a redução da multa do FGTS, restrições a que o trabalhador ingresse com ação trabalhista na Justiça, e a permissão para que trabalhadoras grávidas atuem em locais insalubres. Um verdadeiro retrocesso a direitos históricos (veja mais aqui).

Dia 28, o país vai parar!
Esse governo corrupto e essa Câmara de picaretas não tem qualquer moral para retirar direitos dos trabalhadores. É uma Câmara formada por corruptos, liderado por um notório corrupto e cuja maior parte dos partidos está envolvida na Lava Jato. Para se ter uma ideia da picaretagem, o relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) é um empresário dono de terceirizada investigado por fraude contra seus funcionários.

O efeito dessa votação, porém, deve ser o inverso do que espera o governo. O clima de insatisfação que fervilha por baixo vai ficar ainda mais explosivo, aumentando a indignação dos trabalhadores e do povo às vésperas do dia de Greve Geral. Dia 28 vamos parar o país, barrar as reformas trabalhista e previdenciária e botar esses ladrões para correr!

Confira aqui como cada deputado votou


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26 de abril de 2017

#28A: Greve Geral em São José e região une trabalhadores de diversas categorias e promete parar transporte, fábricas e comércio

26/4/2017 - Em uma entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (25), sindicatos de mais de 20 categorias de trabalhadores de São José dos Campos e região confirmaram a adesão à Greve Geral desta sexta-feira, dia 28. As entidades programam paralisações e manifestações que prometem parar o transporte, indústrias, comércio e avenidas da região.

A mobilização vai envolver trabalhadores de várias categorias, como metalúrgicos, condutores, químicos, trabalhadores dos Correios, da alimentação, do comércio, professores, petroleiros, bancários, vidreiros, papeleiros, servidores municipais, funcionalismo público, aposentados, entre outros.

Atos públicos
Além de paralisação nas fábricas, garagens de ônibus, bancos e comércios, estão programadas manifestações públicas nas cidades da região. Em São José dos Campos, os atos serão na Praça Afonso Pena, às 10h e 16h. Em Jacareí, o protesto será na Praça Conde Frontin, às 10h.

“Existe uma unidade dos sindicatos como não se via há muitos anos. Com certeza, teremos uma das maiores mobilizações dos trabalhadores da região neste dia 28. Os ataques do governo Temer representam um retrocesso histórico e a luta dos trabalhadores e do povo podem derrotar essas medidas. Fazemos um chamado à toda a população para que se somem às mobilizações, aos piquetes, ajude a parar o seu local de trabalho”, disse Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal.

Confiram alguns sindicatos que confirmaram adesão a Greve Geral:

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté
Sindicatos dos Condutores do Vale do Paraíba
Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e região
Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de São José dos Campos
Sindicato dos Servidores do INSS de São José dos Campos
Sindicato da Construção Civil de São José dos Campos e região
Sindicato dos Servidores Municipais de Jacareí
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo)
Sindicato dos Servidores de São José dos Campos
Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e região
Sindicato dos Bancários de São José dos Campos e região
Sindicato dos Comerciários de São José dos Campos
Sindicato dos Servidores Públicos de São José dos Campos
Sindicato dos Vidreiros de São José dos Campos e região
Sindicato dos Trabalhadores com Minérios e Derivados do Petróleo de São José dos Campos
Admap (Associação dos Aposentados e Pensionistas)
Comitê contra as reformas trabalhista e da Previdência de Jacareí
Movimento Mulheres em Luta
Sindicato dos Correios do Vale do Paraíba
Sindicato dos Têxteis de São José dos Campos
Sindicato dos Processadores de Dados de São José dos Campos
Movimento dos Sem Terra Luta Popular


25 de abril de 2017

Metalúrgicos da GM e Chery param em esquenta para Greve Geral

25/4/2017 - Trabalhadores da General Motors, de São José dos Campos, e da Chery, de Jacareí, cruzaram os braços nesta terça-feira (25) em um esquenta para a Greve Geral da próxima sexta-feira (28). A mobilização, que também ocorre em outras montadoras do país, foi convocada pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, CTB e Intersindical.

Na GM, a linha de produção ficou parada por duas horas, enquanto na Chery, a mobilização se estendeu por uma hora.

Os trabalhadores aprovaram a participação na Greve Geral, além da aprovação de uma pauta de reivindicação as montadoras, reivindicando a criação de um contrato coletivo nacional de montadoras, que proíba a terceirização nas atividades fins e a utilização de trabalho intermitente, que é aquele em que o trabalhador recebe apenas pelas horas trabalhadas. Esta modalidade de trabalho está prevista na proposta de reforma trabalhista.

“Com essa mobilização, os trabalhadores demonstraram que não vão aceitar a perda de direitos e que os metalúrgicos vão para a luta juntos. Esse governo e esse Congresso corrupto não podem mexer nos nossos direitos. No dia 28, o Brasil vai parar”, afirmou o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Na Chery, os trabalhadores também elegeram os delegados para o 12º Congresso da categoria.

Outras regiões
No ABC Paulista também ocorreram assembleias e mobilizações, nesta terça-feira, na Scania, Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen.

Outras assembleias estão previstas para ocorrer na GM de Joinville, e BMW de Araquari, em Santa Catarina, na Mercedes-Benz de Juiz de Fora (MG) e na Fiat de Goiânia (PE) e Campo Largo (PA).


Informações: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região

FALA TONINHO: Todos à Greve Geral nesta sexta, dia 28

24/4/2017 - O presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal, Toninho Ferreira, faz um chamado à participação na Greve Geral, marcada para a próxima sexta-feira, dia 28 de abril. Confira!

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24 de abril de 2017

Dia 28 é Greve Geral!

24/4/2017 - O Brasil vai assistir no próximo dia 28 de abril, a primeira Greve Geral no país depois de quase 30 anos. Por todo o país, trabalhadores de várias categorias já estão aprovando a paralisação total das atividades neste dia e comitês populares estão sendo formados nos bairros.

A paciência do povo se esgotou e tudo indica que vai ser uma grande mobilização. Os motivos não são poucos.

O Brasil vive hoje uma grave crise moral, política, econômica e social. A cada dia vêm à tona esquemas de corrupção que revelam que transformaram o Estado em um balcão de negócios a serviço de empresários e banqueiros. O povo pensava que elegia os governantes para representá-lo, mas na verdade o que esses políticos defendem são os interesses da Odebrecht, bancos e grandes empresas.

É esse governo e Congresso abarrotado de corruptos que têm a cara de pau de atacar brutalmente a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as condições de vida dos trabalhadores.  É preciso rejeitar as reformas de Temer integralmente. Não podemos aceitar nenhuma negociação que retire direitos.

Nas ruas, nas lutas, é possível derrotar todos esses ataques e por pra fora todos eles. Chega de corruptos que governam para atender os interesses dos poderosos. O PSTU defende um governo socialista, que funcione através de Conselhos Populares, com os operários e o povo no poder.




Por Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal

Artigo publicado no jornal O Vale, de 21/4/2017



Leia também: Operários e o povo no poder: organizar os de baixo para derrubar os de cima


20 de abril de 2017

Reforma trabalhista: Rodrigo Maia dá golpe e aprova regime de urgência na Câmara

20/4/2017 - Após sofrer uma derrota na noite desta terça-feira ao não conseguir os votos necessários para a aprovação do regime de urgência para a reforma trabalhista, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o “Botafogo” da lista da Odebrecht, fez uma manobra no pior estilo Eduardo Cunha e colocou novamente a medida em votação nesta quarta, 19.

Por 287 votos a 144, a urgência do PL 6787 passou no plenário da Câmara. Na terça, o governo havia obtido apenas 230 (sendo necessários no mínimo 257). A primeira derrota fez acender o sinal de alerta do governo, que passou todo o dia negociando, distribuindo cargos e emendas, e pressionando os parlamentares.

Diante da divulgação da “lista Fachin”, que compromete Temer, seus ministros mais próximos e boa parte da base aliada, assim como o próprio Congresso, o governo Temer trata de acelerar a tramitação das reformas da Previdência e trabalhista. É uma forma de mostrar, à burguesia e aos banqueiros, seu comprometimento.

Mesmo aprovando a aceleração da reforma trabalhista na Câmara, porém, o governo não conseguiu o que queria: demonstrar força conquistando o mesmo número de votos necessário para a aprovação da reforma da Previdência. Por ser uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional), o governo Temer precisa de 308 votos, número bem acima do que obteve nesta quarta.

Entenda
A reforma trabalhista é um conjunto de medidas (mais de 100 alterações na CLT) cujo objetivo é o de precarizar ainda mais a mão-de-obra no país. A principal mudança trazida pela reforma é o princípio de que o “negociado prevaleça sobre o legislado”, que permeia inúmeros ataques no projeto. Ou seja, direitos históricos conquistados poderão ser “flexibilizados” ao sabor da vontade dos patrões.

Isso inclui o parcelamento das férias (em até três vezes ao invés de duas como é hoje), a redução do horário de almoço para 30 minutos, a redução do pagamento da multa e aviso prévio pela metade (caso seja de “comum acordo”) e sem que o trabalhador tenha direito ao seguro-desemprego. O tempo de deslocamento para o trabalho também deixa de ser contado como parte da jornada.

A reforma também possibilita jornadas de trabalho de até 12 horas, no limite de 48 horas semanais (hoje a jornada no Brasil é de 44 horas).

Outro ponto que precariza as relações de trabalho é o chamado “trabalho intermitente”. Ou seja, o patrão vai poder convocar o trabalhador para atuar apenas nos momentos em que houver serviço, pagando por hora. Se não houver, o trabalhador fica em casa sem receber. Na prática, fica absolutamente à mercê das necessidades do patrão.

O projeto de reforma ainda autoriza a contratação de trabalhadores “autônomos”, sem que fique caracterizada “relação empregatícia” com a empresa. Isso, na prática, institucionaliza a chamada “pejotização” do emprego, a contratação do trabalhador como pessoa jurídica sem o pagamento de qualquer direito, como férias ou décimo terceiro.

Vamos parar o país contra as reformas
Ao mesmo tempo em que o governo e o Congresso Nacional, metidos na Lava Jato, se esforçam em mostrar seus serviços ao empresariado e aos banqueiros, desgastam-se cada vez mais perante os trabalhadores e o povo. O chamado ao dia 28, dia de Greve Geral contra as reformas, massifica-se diante do aumento do repúdio aos políticos e a esses ataques.

No dia 28 de abril, vamos parar o Brasil. Um governo e um Congresso Nacional formado por bandidos não tem qualquer moral para roubar nossos direitos e aposentadorias.

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Emoção marca apresentação do filme “Elas continuam lutando” às famílias do Pinheirinho

20/4/2017 - A criançada era maioria. Iam chegando e perguntando onde seria a “sessão” de cinema. Mães, pais e vários jovens também foram se aproximando, trazendo banquinhos para sentar. Quando a kombi do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos chegou ao conjunto habitacional pinheirinho dos palmares, na noite desta quarta-feira (19), e começou a preparar os equipamentos para mais uma sessão do projeto “Cine Revolução”, a alegria e a expectativa tomou conta dos presentes.

A curiosidade era grande para assistir o documentário “Elas continuam lutando”, que retrata a história da ocupação Pinheirinho, onde as famílias ali presentes moraram até a desocupação em 2012.

O filme, produzido pela produtora Davi Filmes, com apoio do Sindicato, é narrado por três ex-moradoras da ocupação: Elisângela da Silva, Gina de Souza e Carmem Benedita, que ontem também estavam presentes para o lançamento.

As imagens foram aos poucos trazendo as lembranças de volta. Risadas, brincadeiras, emoção, foram vários os sentimentos demonstrados ao longo da apresentação do filme, que prendeu a atenção de todos durante 25 minutos. Nem mesmo os pequenos “problemas técnicos” que ocorreram e causaram apagões momentâneos no telão tiraram o bom humor e a atenção. Ao final do filme, quando já subiam os créditos, uma salva de palmas foi feita pelas famílias.

“Foi muito legal”, resumiu de forma simples o garoto Vinicius que foi um dos primeiros a chegar. Gina, uma das protagonistas do documentário disse orgulhosa “você viu como ficou cheio de gente?”.

Ainda antes da apresentação, Carmem Benedita destacou que o filme “é a história de todos nós”. Já Elisangela falou das famílias, inclusive ela, que moraram na antiga ocupação, mas ficaram sem casa. “A nossa luta ainda continua e precisa muito do apoio de vocês”, disse sendo aplaudida.

“A história do Pinheirinho foi registrada de diversas formas, principalmente a desocupação. A ideia de escolher mulheres para contar o filme, através dos seus olhares, surgiu com o objetivo de dar destaque ao setor que mais esteve na linha de frente e que foi protagonista de todo o processo que ocorreu desde a ocupação do terreno até a desocupação”, explica o diretor Viny Psoa. “Queremos que esse filme se transforme em um instrumento de luta para que outras ocupações, movimentos populares, sem teto, possam se espelhar e fazer surgir novos Pinheirinhos”, disse.

“A luta do pinheirinho não acabou e esse filme é uma demonstração de como podemos usar a arte como ferramenta de resistência e luta”, disse o diretor do Sindicato, Eduardo Gabriel, o Bob, que coordena o projeto Cine Revolução.

Toninho Ferreira, presidente do PSTU e que acompanhou a história do Pinheirinho desde o início, como direção e advogado das famílias, também se emocionou. Lembrou que foram muitas lutas travadas juntos e ter uma parte da história registrada por esse filme era muito importante. “A luta do Pinheirinho entrou para a história por sua luta e resistência”, resumiu.

Para não fugir da tradição combativa do Pinheirinho, Toninho não deixou de dar recado da Greve Geral do dia 28 de abril. “Dia 28 tem Greve Geral para derrotar os ataques do governo Temer e do Congresso, tomados por corruptos e inimigos dos trabalhadores e do povo pobre. Queremos chamar todos vocês do Pinheirinho a também se somarem às mobilizações deste dia”, disse, encerrando a atividade.

Filme será inscrito em festivais
Por enquanto, o filme "Elas continuam lutando" não será divulgado na íntegra na internet e nas redes sociais, para garantir a sua inscrição em festivais de cinema. Nos próximos meses, assim que passar essa fase, ele será divulgado a todos.

O projeto inclui também um webdoc, um site documentário que mescla interatividade e integração multimídia, que será lançado em breve, trazendo vídeos, documentos, fotos, notícias e peças jurídicas sobre a ocupação que durou por oito anos, de 2004 a 2012.












19 de abril de 2017

Fala Toninho: Cury (PSDB) apronta mais uma e vota a favor de antecipar Reforma Trabalhista

19/04/2017 - Nesta terça-feira (18), o governo Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tentaram aprovar um pedido de regime de urgência para acelerar a votação da Reforma Trabalhista. Com a medida, a reforma, que significa um retrocesso histórico nos direitos dos trabalhadores, poderia ter sido colocada em votação ainda ontem. Contudo, os picaretas foram derrotados.

O governo precisava de 257 votos para passar a manobra, mas obteve 230. Outros 163 deputados votaram contra. A derrota é uma importante vitória para os trabalhadores e reforça ainda mais a necessidade da Greve Geral marcada para o dia 28 de abril. Com uma grande paralisação nacional e a intensificação das mobilizações podemos barrar estas reformas absurdas e por pra fora Temer e esse Congresso de corruptos.

Mas vale destacar na votação de ontem que, entre os deputados picaretas que votaram a favor pra antecipar a votação da reforma, Eduardo Cury (PSDB) foi um deles. Entre os deputados da região, o tucano foi o único que votou junto com o governo corrupto de Temer.

É mais uma traição desse deputado inimigo dos trabalhadores. No dia 22 de março, na votação que aprovou a lei que permite a terceirização irrestrita, Cury também votou a favor dessa proposta que é extremamente prejudicial aos trabalhadores. Por isso, inclusive foi alvo de um forte protesto no dia seguinte, que levou centenas de manifestantes pra frente do condomínio onda mora.

Em relação à reforma da previdência, Cury também já deu a entender que é a favor da proposta do governo, que praticamente acaba com o direito à aposentadoria no país.

O fato é que Cury faz parte da base governista de Temer. Aliás, PMDB e PSDB formam juntos o governo atual e querem aprovar as reformas da Previdência e Trabalhista, ou seja, jogar a crise sobre os trabalhadores e a população, para garantir os lucros das grandes empresas e banqueiros.

Não podemos esquecer ainda que Cury também faz parte do esquema que domina a política brasileira, em que políticos são financiados pelas empresas e depois fazem um mandato para favorecê-las. Por isso, Cury só apoia medidas contra os trabalhadores e a favor dos poderosos.

Esse carrasco dos trabalhadores não pode ficar sem resposta. É preciso repudiar e protestar contra esse deputado que tem utilizado seu mandato apenas para atacar os direitos dos trabalhadores.

Por Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal 

Atualização 19/4/2017 (22 horas) - Ao melhor estilo "Eduardo Cunha", um dia depois de sofrer a derrota na votação da medida,  Rodrigo Maia colocou novamente em votação na noite desta quarta-feira (19) o pedido de urgência e conseguiu passar a proposta por 287 contra 144 votos. Cury novamente votou a favor e, dessa vez, outra deputada da região, Pollyana Gama (PPS), também votou contra os trabalhadores

16 de abril de 2017

Filme, que traz ex-moradoras do Pinheirinho contando história da ocupação, será lançado no Pinheirinho dos Palmares, dia 19

17/4/2017 - O projeto Cine Revolução, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, lança no próximo dia 19, o filme “Elas continuam lutando”, que retrata a história da ocupação Pinheirinho. O filme será lançado de forma inédita aos próprios ex-moradores que foram despejados em 2012.

A apresentação do filme ocorrerá às 19 horas, na Avenida da Feira (cruzamento com a Rua 3), no conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares, que fica no bairro do Putim, regiões sudeste de São José dos Campos.

O filme traz o relato sobre acontecimentos da ocupação, que chegou a ser uma das maiores da América Latina. O diferencial, entretanto, é que ele é contado sob a ótica de três ex-moradoras. No Pinheirinho, as mulheres eram maioria na ocupação, chefiando muitos lares e sendo líderes e coordenadoras do movimento.


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O projeto é uma produção da produtora Davi Filmes e foi patrocinado pelo Sindicato dos Metalúrgicos, uma das principais entidades que apoiou a ocupação durante toda sua existência.

Será divulgado nos bairros da cidade através do Cine Revolução, um projeto político-cultural desenvolvido pela diretoria da entidade. Uma Kombi, com um telão montado, costuma levar apresentações de filmes e documentários variados a comunidades da periferia de São José, sempre em praças e locais públicos.

"Com o Cine Revolução nossa proposta é levar cultura e lazer aos bairros da periferia, sempre buscando estimular o debate crítico. E esse filme sobre o Pinheirinho cumpre o papel de nunca esquecermos o massacre que os governos fizeram àquela população", explica o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos José Eduardo Gabriel, o Bob.

"É uma forma de não esquecer a atrocidade que foi cometida, mas acima de tudo de resgatar e manter viva a luta daquelas famílias. Nesse sentido, ter as mulheres como fio condutor, com sua força incrível. é fantástico", antecipa Bob.

Site trará história e documentos
O projeto inclui também um webdoc, um site documentário que mescla interatividade e integração multimídia, trazendo vídeos, documentos, fotos, notícias e peças jurídicas sobre a ocupação que durou por oito anos, de 2004 a 2012.

“O Pinheirinho entrou para a história das lutas sociais no Brasil, pela resistência, capacidade de organização e por ter desafiado os poderosos, colocando em discussão uma questão tão séria como a luta pelo direito à moradia”, avalia Toninho Ferreira, presidente do PSTU e que atuou como advogado das famílias.

“Sua história já foi tema de inúmeros documentários que retrataram a violência desocupação, de teses universitárias sobre a questão habitacional no Brasil, criando até jurisprudência nos tribunais. O filme Elas Continuam Lutando é mais uma grande contribuição para a preservação dessa história, de uma forma bela e justa, pois traz a frente três mulheres lutadoras, que viveram essa história e simbolizam uma das grandes qualidades do Pinheirinho, o papel desempenhado pelas mulheres da ocupação”, disse Toninho.


13 de abril de 2017

Operários e o povo no poder: organizar os de baixo para derrubar os de cima!

13/4/2017 - Editorial Opinião Socialista 534

Pela base está crescendo um movimento para uma grande greve geral no próximo 28 de abril. Metalúrgicos, trabalhadores da educação e transportes já decidiram que vão parar em todo o país.

Por todo o lado, é possível sentir a indignação dos trabalhadores e da população contra o governo corrupto que, a cada dia, mostra sua vontade de atacar os nossos direitos em favor dos patrões e dos banqueiros.

Já tivemos grandes mobilizações no 8 de Março, e o dia de greve com protestos no dia 15 de março surpreendeu a todos. O dia 28 vai ser maior.

Ao contrário dos que afirmavam que os trabalhadores estavam na defensiva, fruto de uma suposta onda reacionária, a realidade vem mostrando o oposto. Não só no Brasil como em toda a América Latina, os trabalhadores mostram uma grande disposição de luta.

No Paraguai, acabaram de atear fogo no Congresso. Na Argentina, fizeram uma greve geral que parou o país no dia 6 de abril.

Governo sentiu, mas vai para cima
O governo Temer mostrou que sentiu as mobilizações e o repúdio que se alastra e se aprofunda em toda a população contra ele. Ensaiou um recuo na proposta de reforma da Previdência e faz chantagem em relação às salvaguardas aos trabalhadores na terceirização, incluindo emendas na reforma trabalhista.

Ao mesmo tempo, aprofunda os ataques. Impôs as terceirizações e, enquanto fechávamos esta edição, o relator da reforma trabalhista mandava mais de 100 alterações na CLT.

O que o governo faz é uma verdadeira guerra social contra os trabalhadores e a população. O seu objetivo é destruir os direitos trabalhistas, acabar com a Previdência e aumentar a exploração dos trabalhadores para retomar a taxa de lucro dos capitalistas.

O que devemos fazer é derrotar as reformas e, assim, derrotar o governo. Não podemos cair na armadilha de negociar as reformas, como defendem setores como Paulinho da Força.

No dia 15 de março, falando aos operários da fábrica Deca, na Zona Sul de São Paulo, Paulinho argumentou que era impossível derrubar a reforma da Previdência, e o máximo que poderíamos fazer era aprovar emendas para torná-la “menos pior”. Vimos que isso é uma grande mentira. Primeiro, porque é possível sim derrotar a reforma. Segundo, porque não existe reforma menos pior.

Fortalecer os comitês contra as reformas 
Está colocada na ordem do dia a preparação do dia 28, fazendo assembleias nas bases das categorias para aprovar a participação na greve geral. Mas não só. É preciso organizar comitês contra a reforma nos locais de trabalho, periferias, escolas, universidades, unificando as categorias organizadas com os setores populares e a juventude pobre e negra das quebradas. Poderemos, assim, paralisar não só as categorias, mas ajudar a paralisar o comércio, os transportes e outros setores.

Temos que defender nossos direitos e apontar nossa alternativa. Contra o programa dos ricos para a crise, precisamos debater um programa dos trabalhadores. Um programa que passe por garantir direitos, salário e emprego, que, para isso, imponha o não pagamento da dívida aos banqueiros, que estatize sem indenização e sob o controle dos trabalhadores o sistema financeiro, que exproprie as grandes empreiteiras metidas em corrupção e as coloque sob controle dos trabalhadores.

Esse é o desafio colocado aos trabalhadores e ao povo pobre: construir uma grande greve geral, avançar a organização com os comitês contra a reforma e debater um programa da classe trabalhadora que imponha uma saída da classe para a crise.

Operários e povo no poder 
O PT e as frentes que se reúnem ao seu redor, como a Frente Povo Sem Medo e a Frente Brasil Popular, não têm como estratégia principal a ação direta para derrotar as reformas. O PT quer desgastar Temer para voltar ao poder em 2018 e seguir aplicando a mesma política que aplicou nos 13 anos que esteve no poder. A saída dos trabalhadores não está em Lula 2018.

Estaria, então, na “construção de uma alternativa de esquerda” como propõem setores do PSOL, que se adiantam a lançar pré-candidaturas à campanha eleitoral do ano que vem?

Num momento em que os trabalhadores se lançam à construção da greve geral, avançam sua organização e repudiam cada vez mais os políticos e o sistema, propor uma saída meramente eleitoral é um passo atrás. Além disso, um programa que não vá além da democracia dos ricos é repetir os passos do PT. Precisamos discutir uma alternativa política para a classe trabalhadora. O problema é que essa alternativa não virá pelas eleições de cartas marcadas da burguesia, nem por meio desse sistema.

Só é possível impor um programa socialista dos trabalhadores rompendo com esse regime e esse sistema dos ricos, com um governo dos trabalhadores. É na vitória da greve geral e no fortalecimento dos comitês que podemos fazer avançar a consciência e a organização dos trabalhadores. É isso que pode apontar para um governo socialista dos trabalhadores, não esperar as eleições de 2018.

Rumo à Greve Geral: sindicatos de São José e região realizarão ato e plenária sindical e popular no próximo dia 18

13/4/2017 - A preparação da Greve Geral está ganhando força em São José dos Campos e região. Sindicatos de diversas categorias, reunidos no Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, nesta quarta-feira (13), confirmaram a participação em peso dos trabalhadores da região na mobilização que promete parar o país no dia 28 de abril.

O esquenta para a Greve Geral começa a ser intensificado já na próxima semana. Na terça-feira, dia 18, as entidades programam um ato na Praça Afonso Pena, às 10 horas, e uma grande plenária sindical e popular, às 16 horas, no Sindicato dos Químicos de São José, para reunir ativistas e trabalhadores de várias categorias para avançar na organização da greve geral.

A cada dia é maior a indignação com os ataques que vêm sendo desferidos pelo governo Temer e os corruptos do Congresso Nacional. Já são várias as assembleias que foram realizadas em fábricas da região e estão demonstrando grande disposição de luta para derrotar as reformas do governo, que atacam a Previdência, os direitos trabalhistas e ampliam a terceirização.

A Greve Geral deve atingir as principais categorias da região, como metalúrgicos, trabalhadores de indústrias químicas, da alimentação, dos Correios, condutores, professores, bancários, servidores municipais, petroleiros, vidreiros, papeleiros, trabalhadores do comércio, entre outros.

“Tudo indica que teremos uma das maiores greves gerais que o país já assistiu. O clima de revolta e de disposição de luta é muito grande”, avalia o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, Antonio de Barros, o Macapá.

“Em todo o país, os informes que chegam é de assembleias que já estão aprovando a participação dos trabalhadores na Greve Geral, criação de comitês contra as reformas e de preparação da paralisação do dia 28. Vai ser grande”, disse.

A divulgação dos inquéritos da Lava Jato, pelo ministro do STF Edson Fachin, com as delações da Odebrecht, revela a dimensão da quadrilha que governa esse país. O povo já percebeu que são esses bandidos que querem acabar com a aposentadoria e os direitos dos trabalhadores, para continuar garantir lucros a grandes empresários e os privilégios de corruptos.

A Greve Geral e a intensificação da luta da classe trabalhadora podem barrar as reformas e derrotar o governo Temer e esse Congresso. Mais do que isso, nesse processo de luta, através do fortalecimento e ampliação dos comitês populares que vem sendo criados contra as reformas, está a possibilidade de criarmos uma saída para a crise que vive o país, ou seja, o surgimento de um governo socialista dos trabalhadores, baseados em Conselhos Populares.

Todos à Greve Geral de 28 de abril!
Abaixo as reformas da Previdência e Trabalhista! Não à lei das terceirizações!
Fora Temer! Fora Todos Eles! 
Por um governo socialista dos trabalhadores, baseado em Conselhos Populares!


Confira vídeo sobre a reunião do Fórum de Lutas do Vale do Paraíba 
que aprovou a Greve Geral

video

10 de abril de 2017

Transporte em São José: nem isenção de imposto, nem aumento de tarifa! Pela abertura dos livros e estatização das empresas de ônibus!

10/4/2017 - Na semana passada, a Câmara de São José dos Campos aprovou por unanimidade projeto do governo Felício Ramuth (PSDB) que concede isenção de ISS (Imposto Sobre Serviços) para as três empresas que operam o transporte coletivo do município.

A alíquota, que era de 3% sobre o faturamento das empresas, foi zerada. A medida fará com que a prefeitura deixe de arrecadar aproximadamente R$ 1,7 milhão por ano.

Com a aprovação da desoneração, a Prefeitura já prepara o anúncio do reajuste da passagem para os próximos dias. As empresas protocolaram o pedido em fevereiro, pedindo aumentos de até 30% na tarifa, o que pode elevar o valor dos atuais R$ 3,80 para até R$ 4,97.

Mais uma vez, empresários são beneficiados
A isenção de ISS já havia sido adotada pelo governo de Carlinhos Almeida (PT), entre abril de 2014 e dezembro de 2016. Na época da primeira aprovação da medida, os tucanos estavam na oposição e votaram contra. Agora, o PSDB concede a mesma isenção. Aliás, petistas e tucanos e todos os demais partidos na Câmara votaram juntos a favor dessa medida que só vai garantir ainda mais lucros aos empresários do setor.

Mais uma vez fica demonstrado, que seja nos governos do PT ou do PSDB, os empresários seguem sendo favorecidos, enquanto aos trabalhadores e a população seguem sendo penalizados com uma passagem cara e um serviço de má qualidade.

Entra governo, sai governo, as planilhas de custos das empresas são manipuladas de acordo com os interesses do setor, sempre para tentar justificar reajustes que em muito superam a inflação acumulada. Mais do que isso, os livros-caixa das empresas não sofrem qualquer tipo de controle ou auditoria.

Pela abertura dos livros e municipalização do transporte
O país vive uma profunda crise econômica, com queda da renda dos trabalhadores e um desemprego que já atinge mais de 13 milhões de pessoas.

Pesquisas já demonstraram que o transporte corresponde a cerca de 30% dos gastos do orçamento familiar, competindo com alimentação. Quando se trata de famílias com menor renda, a maioria morando nas periferias das cidades, isso significa ter de escolher entre comer ou se locomover para ir trabalhar.

Qualquer reajuste na passagem de ônibus acima dos atuais R$ 3,80 é um absurdo e só vai piorar as condições de vida dos trabalhadores e do povo que precisa do transporte coletivo para se locomover. O caminho para barrar qualquer aumento é a mobilização, assim como ocorreu em 2013.

“Somos contra qualquer reajuste na tarifa. Exigimos que as empresas passem por uma minuciosa auditoria, com abertura de seus livros-caixa, para que, de fato, a população possa conhecer os lucros que realmente são obtidos à custa da exploração do transporte na cidade”, disse o presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal, Toninho Ferreira.

“Contudo, a solução para garantir um transporte público de qualidade à população passa por municipalizar as empresas de ônibus. Assim como saúde e educação, transporte também é um direito”, afirmou Toninho.

“Com a criação de uma empresa pública municipal seria possível já num primeiro momento reduzir significativamente o valor da passagem e garantir passe-livre 100% para desempregados e estudantes, rumo à Tarifa Zero. Isso seria possível, pois o transporte não teria o objetivo de garantir lucro a qualquer custo a um grupo de empresários, mas sob o controle dos trabalhadores e da população serviria para garantir um serviço público e de qualidade”, disse.



6 de abril de 2017

“A reação da classe trabalhadora abre a possibilidade de mudar a situação do país”, disse Zé Maria, durante palestra no PSTU

6/4/2017  - Na noite da quarta-feira, dia 5, a sede do PSTU em São José dos Campos ficou cheia para a palestra “Crise política, reformas e as lutas dos trabalhadores”, com o presidente nacional do partido, Zé Maria.

Os debates em torno da organização da Greve Geral marcada para o dia 28 de abril e sobre as saídas para os trabalhadores diante da crise política, econômica e social que atinge o país nortearam as discussões não só do palestrante, mas de vários trabalhadores presentes.

Zé Maria falou dos ataques que atingem a classe trabalhadora não só no Brasil, mas em todo o mundo, contextualizando que o que acontece no país é parte de uma realidade geral, em que os grandes empresários buscam sair da grande crise econômica mundial, que eclodiu em 2008, por meio de ataques às condições de vida dos trabalhadores e da maioria dos povos. Mas Zé Maria falou também que a resistência e as lutas da classe em várias partes do mundo também fazem parte dessa mesma realidade, demonstrando que há resistência.

“No Brasil, a classe em luta é a novidade mais importante na atualidade e essa reação abre a possibilidade de mudar a situação. Uma série de mobilizações que já vinham se dando há algum tempo e que  ganharam ainda mais força com as manifestações de 8 e 15 de março forçaram as centrais sindicais a marcar a greve. O que faltava era comando e agora temos a greve de 28 de abril marcada”, disse Zé Maria.


“Uma greve geral não é uma greve comum. É um grande desafio, pois não é uma greve corporativa por aumento de salário. É uma luta da classe de conjunto contra o governo, que demonstra que quem controla o país e produz a riqueza são os trabalhadores e que está em nossas mãos o poder de mudar tudo que está aí”, disse.

“Mais do que isso, nós do PSTU queremos discutir por que não aproveitar essa força que nós temos, para tomar em nossas mãos os destinos do país e construir uma nova alternativa de direção. Mas não o que o PT e alguns setores da esquerda têm a cara de pau de propor que é eleger Lula em 2018”, falou o presidente nacional do PSTU.

“Lula 2018 não é alternativa para os trabalhadores. Lula já governou e não o fez em aliança com os trabalhadores. Se aliou com banqueiros e grandes empresários e governou pra eles e vai fazer o mesmo se voltar ao poder. Tampouco, a saída é o que o PSOL e outros setores estão defendendo em criar uma frente de esquerda para disputar 2018. Não podemos enganar novamente os trabalhadores e dizer que a solução é o candidato X ou Y e que a vida do povo vai mudar pela eleição, controlada pelo poder econômico”, afirmou Zé Maria.

“O momento é construir a greve geral e acumular forças para que os trabalhadores entendam que é preciso um governo da classe, que não esteja a serviço de patrões e corrutos. Um governo baseado nas mobilizações e organizações da classe trabalhadora, que organizada em conselhos populares nos bairros, nas fábricas, decida democraticamente os rumos do país”.

Você pode conferir trechos da palestra de Zé Maria em:
https://business.facebook.com/pstusjcampos/videos/618951291628515/