Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

31 de março de 2017

Gilmar Mendes vem a São José na próxima segunda (3) e será recebido com protesto

31/3/2017 - O almoço entre empresários de São José dos Campos e região com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, na próxima segunda-feira, dia 3, tem tudo pra se tornar bem indigesto. Sindicatos de várias categorias programam um protesto contra o ministro, conhecido por defender medidas reacionárias e contra os trabalhadores.

Mendes virá à cidade para um almoço-debate no Hotel Golden Tulip, que fica dentro do Shopping Colinas. O evento está marcado para ocorrer entre as 12h e 14h30.

Sindicatos, como dos metalúrgicos, químicos, servidores municipais, entre outros, levarão faixas e cartazes para a frente do shopping, a partir das 11 horas. O PSTU estará presente.

Quem é Gilmar Mendes
Inidicado para o STF em 2002, durante o governo Fernando Henrique (PSDB), Gilmar Mendes coleciona uma série de polêmicas que, não à toa, o fazem ter a fama de inimigo dos trabalhadores e de ser um “tucano de toga”.

Mendes é autor de diversas declarações polêmicas contra o combate à corrupção e em defesa da anistia aos políticos de todos os partidos envolvidos com Caixa 2. A ação que tramitava no Supremo e acabava com o financiamento privado de campanhas eleitorais nunca foi julgado, apesar de ter a maioria dos votos dos demais ministros, pois Mendes pediu vistas e sentou em cima do processo, sem dar continuidade ao julgamento.

Sem falar na parcialidade para julgar casos que envolvam políticos acusados de corrupção, principalmente se for do PSDB. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez dois pedidos ao STF para investigar o senador Aécio Neves, envolvendo casos de corrupção em Furnas e no Banco Rural. Ele devolveu os dois à PGR, alegando que a resposta dada pela defesa do parlamentar tucano havia sido “suficiente”.

Em 2009, durante um bate-boca no plenário do STF, o hoje ministro aposentado Joaquim Barbosa disse que Mendes não estava “falando com os seus capangas do Mato Grosso”.

Não à corrupção, à impunidade e as reformas do governo Temer
O protesto dos trabalhadores ocorre na semana em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), corte atualmente presidida por Mendes, começará a julgar o processo que pede a cassação da chapa Dilma/Temer.

Os manifestantes vão protestar contra o ministro e levantarão bandeiras contra a corrupção, a impunidade e pela cassação da chapa Dilma/Temer.

O projeto aprovado pela Câmara dos Deputados que permite a terceirização irrestrita e as reformas Trabalhista e da Previdência também serão alvo do protesto.

“O povo não aguenta mais tanta corrupção, impunidade e ataques aos direitos. Temer tem de ser cassado junto com Dilma, pois faziam parte da mesma chapa, do mesmo governo, das mesmas maracutaias. De imediato, defendemos eleições gerais para todos os cargos no país, sob novas regras mais democráticas, e a Greve Geral para derrotar as reformas”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.





31M: Em São José e Jacareí, operários, professores e estudantes realizam manifestações rumo à Greve Geral

31/3/2017 - Como parte do calendário de mobilizações contra as reformas do governo Temer, as centrais sindicais incorporaram esta sexta-feira, dia 31, como um dia de protestos e manifestações, um esquenta rumo à Greve Geral marcada para o dia 28 de abril.

Em São José dos Campos e Jacareí, em assembleias, trabalhadores de fábricas metalúrgicas e químicas votaram de forma massiva a participação na Greve Geral de 28/4.

Na categoria metalúrgica, houve assembleias na TI Automotive, Parker Filtros e Gerdau, em São José, e na Parker Hannifin, em Jacareí. Nos químicos, houve assembleia na Monsanto, de São José. Na Revap, refinaria da Petrobras, houve atraso na entrada com a realização de uma plenária/ palestra na portaria da empresa.

O clima entre os trabalhadores é de total indignação e disposição de luta contra os ataques do governo Temer e do Congresso que, mesmo afundados na corrupção, querem acabar com os direitos trabalhistas e com a aposentadoria.

Professores realizam ato no centro
Na parte da manhã, houve ainda um ato no centro da cidade de São José, organizado por professores, que reuniu estudantes e trabalhadores de outras categorias, como bancários e servidores federais da área de ciência e tecnologia.

Uma das categorias que mais tem sofrido com os ataques dos governos nos últimos anos e que será afetada em cheio pelas reformas, professores e estudantes tem protagonizado várias mobilizações pelo país. A manifestação no dia de hoje reuniu cerca de 150 pessoas que se concentraram na Praça Afonso Pena e seguiram em passeata até a Praça da Matriz, próximo à Rodoviária Velha.

 “O PSTU irá participar de todas as atividades neste dia 31 junto às categorias em luta, contra as reformas da Previdência, Trabalhista e a terceirização. Vamos discutir a importância de construirmos um grande dia de Greve Geral a partir das bases, através da organização de comitês de luta nos locais de trabalho, nos bairros e nas escolas”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

 “O momento agora é de construir a Greve Geral, pois só a mobilização dos trabalhadores e do povo nas ruas pode derrotar as reformas e por pra fora a corja de corruptos instalada no governo e no Congresso. Por isso também que nossa participação não se confunde com atos que porventura tenham o caráter de defender “Lula 2018”. A saída para os trabalhadores é construir nas lutas uma nova alternativa de direção para o país e governar através de conselhos populares”, concluiu Toninho.

Fora Temer! Fora Todos Eles! Eleições Gerais com novas regras já!

Que os trabalhadores governem através de Conselhos Populares!

Parker Filtros
Parker Filtros


Monsanto

Monsanto


Parker Hannifin

Parker Hannifin

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José

Ato organizado por professores no centro de São José


30 de março de 2017

Confira o boletim regional do PSTU sobre terceirização e reformas

30/3/2017 - Confiram boletim regional do PSTU de São José dos Campos, que denuncia o projeto de lei que tornou as terceirizações irrestritas no país e as reformas do governo Temer. Nas feiras e no centro da cidade, panfleto teve alta receptividade e aprovação da população.

O boletim denuncia também o deputado federal Eduardo Cury (PSDB) que votou a favor da terceirização, em mais um ataque aos trabalhadores.

Clique aqui:
https://issuu.com/73220/docs/boletim_contra_cury






28 de abril vamos parar o Brasil! A saída é a luta, é a Greve Geral!

30/3/2017 - As centrais sindicais decidiram convocar uma greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra o projeto de terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados. A convocação desse dia, muito defendida pela CSP-Conlutas, é uma vitória do movimento que fortalece a luta e a mobilização pela base.

As enormes manifestações e as paralisações do dia 15 de março e os atos do Dia Internacional de Luta das Mulheres, em 8 de março, demonstraram que a classe trabalhadora está disposta a ir à luta contra as reformas. A disposição da classe trabalhadora é grande, e o rechaço a Temer e ao Congresso corrupto é maior ainda.

A greve geral está colocada na ordem do dia e se massificou. Sua realização é possível. Para todo o lado, além do apoio generalizado à luta, é possível ouvir: “Tem que parar tudo!”. A greve geral é assunto nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas, nos pontos de ônibus e nas manifestações.

O governo sentiu a força das mobilizações. O suposto recuo em relação aos servidores estaduais e municipais na reforma da Previdência foi uma manobra para tentar enfraquecer a luta e jogar no colo dos governadores e prefeitos a reforma previdenciária. Se os governadores não fizerem a reforma em alguns meses, vai valer reforma geral.

Ao mesmo tempo, buscou mostrar serviço para os patrões ao desengavetar e aprovar o PL das terceirizações, que pegou de surpresa até sindicalistas pelegos.

Comitês de base
No entanto, para derrotar as reformas, as centrais sindicais precisam ir até o fim na luta. Não podem vacilar nem podem negociar nossos direitos e aceitar ou propor emendas na reforma da Previdência nem na trabalhista. Negociar qualquer coisa com Temer e o Congresso significa entregar de bandeja direitos históricos da classe trabalhadora.

As principais direções do movimento, que até então estavam metidas na negociação da reforma trabalhista e da reforma da Previdência, vão tentar se aproveitar da força das manifestações para se reforçarem nas negociações. Por isso, é preciso denunciar e exigir o fim dessas negociações e defender e se empenhar a fundo na organização da greve geral, como sempre defendeu a CSP-Conlutas.

Agora é hora de arregaçar as mangas, organizar a base nas categorias e exigir que sindicatos, associações de moradores, entidades de estudantes etc. façam assembleias para preparar a greve geral. É hora de organizar os comitês de luta contra as reformas e pela greve geral. Vamos organizar pela base a mobilização para não permitir que negociem em nosso nome. Vamos organizar os debaixo para derrotar Temer e suas reformas.

Os comitês precisam ser organizados nas fábricas, nos bairros, nas escolas, nas ocupações do movimento popular e de organizações de trabalhadores desempregados, como o SOS Emprego do Rio de Janeiro. Enfim, comitês que possibilitem unir os trabalhadores e a juventude que querem lutar e construir instrumentos para essa luta, que vão além das direções das centrais caso negociem emendas ou recuem da paralisação.

O caminho para derrotar as reformas de Temer e do Congresso é a luta e não as eleições. A solução não é Lula 2018 como defende o PT. Não dá para esperar. A hora de lutar para vencer é agora. O que os trabalhadores precisam é construir a greve geral e manter sua mobilização permanente contra qualquer ataque que vier.

Por outro lado, a alternativa política para os trabalhadores não é outro governo de Lula, que se aliou a banqueiros, empreiteiros e corruptos, garantindo altos lucros para os empresários. Isso não vai garantir pleno emprego, aposentadoria, soberania nem prisão e confisco dos bens dos corruptos e corruptores.

A saída é que os trabalhadores governem em conselhos populares. A saída é fazer os banqueiros, as multinacionais e os corruptos pagarem a conta da crise que criaram, começando por suspender o pagamento da dívida pública que suga quase metade do orçamento do país. Um governo socialista dos trabalhadores, que precisa nacionalizar e colocar sob controle dos trabalhadores o sistema financeiro, a propriedade dos corruptos e das multinacionais. Não vamos conseguir isso com eleições, mas com a mobilização dos trabalhadores.

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Editorial jornal Opinião Socialista 533
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28 de março de 2017

Todos contra as reformas: centrais sindicais marcam Greve Geral para o dia 28 de abril

28/3/2017 - “Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”. Com esta formulação as Centrais Sindicais decidiram por unanimidade os próximos passos da mobilização nacional unificada contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra a terceirização.

Todo o mês de abril será dedicado a protestos, atos, paralisações e atividades que culminarão com uma Greve Geral no País no dia 28.

Um Encontro Nacional dos Trabalhadores do Transporte, no próximo 6 de abril em São Paulo, organizará a paralisação do setor. Outras categorias também devem realizar encontros para organizar sua participação.

Este 31 de março também será incorporado, com comando conjunto, no calendário de luta das Centrais Sindicais, com panfletagens e mobilizações, servindo para preparar o 28 de abril com suas bandeiras unificadas.

A decisão foi aprovada na tarde desta segunda-feira (27) pela CSP-Conlutas, CTB, CUT, UGT, Força Sindical, Intersindical, CSB, CGTB e Nova Central.

Essa greve será construída em cada local de trabalho, em cada escola, universidade, nos bairros e também pelos movimentos sociais e pela juventude.

De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha, a decisão é fundamental. “Foi muito importante a marcação do dia 28 contras reformas e a terceirização e a CSP-Conlutas vai lutar com todas suas forças e organizar pela base uma verdadeira Greve Geral neste dia”.


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Veja abaixo a nota oficial assinada pelas Centrais Sindicais:

Dia 28 de abril
Vamos parar o Brasil

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017.
Adilson Araújo
Presidente da CTB

Antonio Neto
Presidente da CSB

Edson Carneiro (Índio)
Secretário Geral Intersindical

José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central

Luiz Carlos Prates (Mancha)
Secretaria Executiva da CSP-Conlutas

Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT

Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB

Vagner Freitas
Presidente da CUT

27 de março de 2017

Sarau Mahin abordou luta contra o racismo com muita cultura e debate político

27/3/2017 - Teve apresentações de poemas, feira de livros, muito rap e discussão política sobre a questão racial. Foi assim a edição do “Sarau Mahin”, realizada no último sábado (25), na zona sul de São José dos Campos.

Organizada pelo Quilombo Raça e Classe e o grupo Drummond Punk, a atividade reuniu cerca de 50 pessoas, militantes de movimentos hip hop e de movimentos sociais da cidade.

A primeira edição do Sarau Mahin deste ano lembrou o Dia Internacional de Luta contra o Racismo, celebrado na semana passada (dia 21 de março), e o debate sobre a questão racial atravessou toda a atividade.

Foi uma noite de muita poesia. O rap, uma das mais fortes manifestações culturais da periferia, foi ponto alto do sarau, lembrando com muita força da necessidade da luta contra o racismo. A intervenção poética do grupo Drummond Punk contou com uma apresentação teatral e de poemas que animou a todos os presentes.

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 “É na periferia que os trabalhadores e a população mais pobre sentem os efeitos dos ataques dos governos e é preciso organizar os de baixo para lutar contra esses ataques. Fazer o debate com uma visão de raça e classe, é assim que pensamos essa atividade e pretendemos realizar muitas outras”, disse Raquel de Paula, militante do Quilombo Raça e Classe e do PSTU.


Confira algumas imagens do Sarau Mahin (fotos Sérgio Koei):
















Nesta quinta (30), Reforma Trabalhista será tema de palestra de lançamento do congresso dos metalúrgicos de São José e região

27/3/2017 - À frente de uma forte campanha contra as reformas da Previdência e Trabalhista, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região realiza nesta quinta-feira, dia 30, mais uma iniciativa para conscientizar e mobilizar os trabalhadores contra os ataques do governo Temer. Será a palestra “A Reforma Trabalhista e a ameaça aos direitos”.

A palestra acontecerá na sede do Sindicato, às 18h30, com o desembargador Flávio Cooper, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho - 15ª Região. Será o início das atividades preparatórias do 12°Congresso da categoria, que este ano definiu como tema principal “Organizar para derrotar as reformas Trabalhista e da Previdência”. O congresso está programado para os dias 26 a 28 de maio.

Conhecidos por sua tradição combativa e classista, os metalúrgicos de São José tem sido vanguarda nas mobilizações do último período, com várias mobilizações e uma forte campanha contra as reformas.

“Queremos realizar um forte Congresso, que arme a categoria para lutar contra os ataques do governo Temer”, explicou o presidente do Sindicato, Antônio de Barros, o Macapá.

“A aprovação pela Câmara dos Deputados, na semana passada, do projeto que liberou a terceirização irrestrita no país, gerou uma indignação geral entre os trabalhadores. E o pior é que eles querem impor mais flexibilização e redução de direitos com a reforma Trabalhista. A tarefa dos sindicatos e das centrais é conscientizar e mobilizar os trabalhadores rumo à construção da Greve Geral ainda neste mês de abril”, afirmou.

Flávio Cooper, ex-presidente do TRT da 15a região, será o palestrante






24 de março de 2017

Deputado Eduardo Cury (PSDB) é alvo de protesto por ter votado a favor da terceirização

24/3/2017 - O deputado Eduardo Cury (PSDB) deu voto favorável ao projeto de lei que permite a terceirização irrestrita no país, mas o ataque aos direitos dos trabalhadores não demorou a ter resposta. No final da tarde desta quinta-feira, dia 23, cerca de 200 manifestantes realizaram um protesto em frente ao condomínio onde mora o deputado em São José dos Campos.

O ato foi organizado pelo Fórum de Lutas Vale do Paraíba, formado por sindicatos e movimentos sociais. Estiveram presentes representantes dos sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos, Construção Civil, Condutores, Vidreiros, Farmacêuticos, trabalhadores dos Correios, Admap (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Vale do Paraíba), moradores da ocupação Dirceu Travesso e PSTU.

Antes de se concentrarem em frente ao condomínio Bosque Imperial, os manifestantes realizaram uma passeata ao longo da Avenida São João, no Jardim Aquarius, que parou o trânsito na região e chamou a atenção de quem passou pelo local.

Por cerca de duas horas, os manifestantes falaram no carro de som, denunciando o quanto prejudicial é o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados e criticaram Eduardo Cury, que foi o único deputado da região a votar a favor da precarização das condições de trabalho.

Faixas traziam frases como “Cury, carrasco do trabalhador”, “Terceirização é precarização”, “Mais terceirização é igual mais miséria”, “Fora Cury, Fora Temer, Fora Todos Eles”.

O presidente do PSTU, Toninho Ferreira, lembrou que não é a primeira vez que Cury vota e toma medidas contra os trabalhadores e o povo pobre.

“Cury foi o prefeito que despejou as famílias do Pinheirinho. Foi sócio da Delbras, empresa que deu calote nos funcionários, e quando foi prefeito recebeu um reajuste ilegal no salário, que recentemente foi condenado a devolver aos cofres públicos, a partir de uma ação do PSTU”, disse.

“Este senhor, que não sabe o que é bater cartão, porque nunca trabalhou, não tem o direito de piorar as condições de vida dos trabalhadores. Sem contar que ele defende a reforma da Previdência. É um inimigo dos trabalhadores”, afirmou.

O deputado tucano também tem sido alvo de uma enxurrada de críticas até mesmo na sua página no Facebook.

“Cury teve a cara de pau de divulgar uma nota em resposta ao protesto, afirmando que a manifestação foi um desrespeito à sua família. Ora, desrespeito foi o que ele fez contra milhões de trabalhadores brasileiros ao ajudar a aprovar essa lei, que se não for vetada ou derrubada, fará as condições de trabalho piorarem como nunca antes visto no país. Esse traidor merece todo o repúdio”, disse Toninho.

Atos como esse realizado contra o deputado do PSDB em São José dos Campos precisam ser repetidos por todo o país. Só a mobilização dos trabalhadores poderá barrar os ataques que Temer e esse Congresso de picaretas estão fazendo. As centrais sindicais programam uma Greve Geral para o mês de abril e este é o caminho para derrotar a terceirização, bem como as reformas da Previdência e Trabalhista.

Fora Cury! Fora Temer! Fora Todos Eles!
Não às Reformas da Previdência e Trabalhista! Contra a lei da terceirização!
Eleições gerais, com novas regras já!
Por um governo dos trabalhadores baseado em Conselhos Populares!












23 de março de 2017

Câmara dos Deputados de corruptos, com delatado à frente, impõe o liberou geral nas terceirizações

23/3/2017 - A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 22, por 231 votos contra 188, e 8 abstenções, o projeto que libera as terceirizações para todas as atividades das empresas.

A votação foi uma manobra do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o “Botafogo” da lista da Odebrecht, que retomou um projeto de Lei da época do governo FHC, parado há 15 anos no Congresso Nacional. Para quem não se lembra, Maia foi eleito para a presidência da Câmara com os votos e apoio também do PCdoB.

O PL 4302/98 foi aprovado pelo Senado em 2002 e esteve este tempo todo parado no Congresso Nacional. Não era, assim, aquele projeto aprovado pelo então presidente da Câmara e hoje presidiário Eduardo Cunha (o PL 4330), votado na Câmara e atualmente parado do Senado. A ideia de desengavetar esse projeto foi no sentido de apressar a medida e impor um “liberou geral” nas terceirizações.

Hoje, uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) impede a terceirização da chamada “atividade-fim” da empresa, ou seja, daquelas atividades que se relacionam diretamente com o objetivo da empresa. O PL colocado em votação agora pelo “Botafogo” libera as terceirizações para todas as atividades, inclusive no setor público.

O PL impõe ainda a chamada “obrigação trabalhista subsidiária”. O que é isso? No caso de descumprimento dos direitos trabalhistas, a empresa contratante só pode ser acionada se não houver mais bens da terceirizada para o pagamento desses direitos. Isso significa que a empresa que contrata não terá qualquer responsabilidade sobre os terceirizados. Isso vai trazer ainda mais dificuldades para o trabalhador receber seus direitos, a exemplo dos operários que trabalhavam no Comperj e que, demitidos e sem direitos, passaram meses sem receber um centavo.

O PL “flexibiliza” ainda os contratos dos trabalhadores temporários, ampliando de três para seis meses os prazos limite para essa modalidade, prorrogáveis por mais três. Ainda permite que se contrate temporariamente trabalhadores para substituir grevistas.

Levantamento realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de 2015 aponta que um trabalhador terceirizado recebem 25% a menos que os demais (mais da metade, 57%, recebem até dois salários mínimos), trabalham mais, cerca de 7,5% (3 horas), e ainda ficam a metade do tempo no emprego por sofrerem mais com a rotatividade.

Os trabalhadores terceirizados são também mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. Só como exemplo, das mortes ocorridas na Petrobrás entre 1995 e 2013, 80% eram terceirizados. É preciso lembrar ainda que as terceirizações tiveram crescimento vertiginoso durante os governos do PT.

Greve Geral
Longe de “criar empregos” como repetiram à exaustão os caras de pau desse governo no Congresso Nacional, o projeto que libera as terceirizações não tem outro sentido que precarizar ainda mais as relações de trabalho, rebaixando salários e direitos, atentando ainda contra o direito de greve. Visa generalizar as terceirizações, substituindo todos os trabalhadores por terceirizados. Aumenta a exploração dos trabalhadores a fim de manter os lucros dos patrões nesse momento de crise.

Esse Congresso Nacional e esse governo Temer metidos até o pescoço em corrupção e com o rabo preso com as grandes empresas e empreiteiras não tem nenhuma moral para retirar qualquer direito dos trabalhadores. A votação desta quarta reforça a necessidade de uma Greve Geral que pare esse país e derrote esses ataques, incluindo as reformas da Previdência e trabalhista, e assim, derrote esse governo e o Congresso.

O dia 15 de março mostrou que é necessária e possível uma Greve Geral. O show de horrores protagonizado por essa Câmara de corruptos nesta quarta, por sua vez, mostrou que não podemos confiar nesse Congresso para “emendar” ataques como a reforma da Previdência e trabalhista, como alguns deputados vem defendendo a exemplo do Paulinho da Força (SD-SP). É preciso rechaçar o projeto como um todo e, mais do que nunca, construir a Greve Geral para pôr abaixo esses ataques e esse governo.

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FALA TONINHO: Vai ter protesto em frente à casa de Eduardo Cury! Não à terceirização!

23/3/2017 - A aprovação do projeto de lei que tornou irrestrita a terceirização no Brasil é um dos mais agraves ataques aos direitos trabalhistas em décadas. A medida significará a precarização generalizada das condições de trabalho no país, disseminando a redução geral nos salários, mais acidentes de trabalho, calote nos direitos dos trabalhadores e aumento do desemprego e do trabalho precarizado. Mais terceirização é igual mais miséria!

Não vamos aceitar que esse Congresso de picaretas e corruptos e o governo Temer continuem aprovando ataques aos nossos direitos.

O deputado federal Eduardo Cury (PSDB) foi o único voto na região a favor deste projeto que é um retrocesso sem precedentes aos direitos trabalhistas. Mais uma vez, o tucano, que já foi dono de uma empresa metalúrgica, a Delbrás, que deu calote nos trabalhadores, vota contra os direitos trabalhistas!

Hoje, às 17 horas, haverá um grande protesto em frente sua casa, no condomínio Bosque Imperial, no Jardim Aquarius, em frente ao shopping Colinas e ao lado do supermercado Extra. Vamos protestar contra esse carrasco dos trabalhadores!
Fora Cury!
Fora Temer!
Fora Todos Eles!
Greve Geral já!

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Dia Internacional de Luta contra o Racismo será tema do Sarau Mahin neste sábado (25), em São José

23/3/2017 - O Quilombo Raça e Classe e Drummond Punk realizam no próximo sábado, dia 25, mais uma edição do Sarau Mahin, com atividades culturais e de debate racial. A atividade será realizada no Jardim Imperial, na zona sul de São José (Rua Felisbina de Souza Machado, 112).

A atividade vai marcar o Dia Internacional de Luta contra o Racismo, celebrado em todo mundo no último dia 21 de março. Haverá discussão sobre a questão racial, feira de livros, poesia e muito rap.

Basta de racismo
O dia 21 de março, Dia Internacional contra o Racismo, foi instituído como forma de protesto contra atos de violência racista, praticados por instituições do Estado em todo o mundo.

A data foi aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas) para lembrar o dia 21 de março de 1960, quando estudantes da cidade de Shaperville, na África do Sul, protestavam contra o regime do Apartheid (violenta segregação racial). Durante a manifestação, o exército atirou sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. O episódio ficou conhecido como o “Massacre de Shaperville”.

Passados 57 anos, a violência racial e, particularmente, a questão do racismo “institucional”, continua sendo uma das faces mais visíveis e asquerosas do racismo mundo afora. O movimento negro exigiu e ainda permanece em luta pelas reparações e pelo fim do extermínio e do genocídio da população negra em várias partes do mundo.

Ainda hoje, o racismo impera no mundo. A presença de tropas militares, por exemplo, em países ocupados, na maioria das vezes tem como alvo o povo negro. Basta olhar o aumento de investimento pelo governo Trump na Minustah, as tropas militares que ocupam o Haiti.

O povo negro ainda recebe salários mais baixos, é o mais atacado no período de desemprego, é alvo da violência policial, entre outras injustiças. No Brasil, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o Mapa da Violência diz que há 138% a mais de chances de um jovem negro morrer do que um jovem branco, e que há 40% a mais de possibilidades de uma mulher negra ser assassinada pelo seu próprio marido, comprovando o aumento do feminicídio negro no Brasil a partir de 2015.

Caso a reforma da Previdência seja aprovada, as mulheres negras serão as mais prejudicadas por começarem a trabalhar mais cedo, por receberem os salários mais baixos e executarem de três a quatro jornadas diárias sem ter efetivamente o direito à aposentadoria.

Os ataques são muitos, mas a resistência do povo negro também é, nos marcos da resistência social e contra as opressões que tem ocorrido pelo mundo, seja com o protagonismo do movimento negro, de mulheres e em defesa dos LGBTs.

“Com o Sarau Mahin, queremos marcar essa importante data, com muita resistência cultural, muito rap e discussão racial”, disse Raquel de Paula, militante do Quilombo Raça e Classe e do PSTU.



Com informações movimento Quilombo Raça e Classe (site CSP-Conlutas)





22 de março de 2017

Tribuna Livre da Câmara de Jacareí é utilizada para denunciar Reforma da Previdência

22/3/2017 - Durante 15 minutos da sessão da Câmara dos Vereadores de Jacareí, nesta quarta-feira (22), o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Nilson Ferreira Leite falou sobre a reforma da Previdência e das consequências nefastas que a proposta pode trazer para os trabalhadores brasileiros.

Leite falou na Tribuna Livre, tempo reservado nas sessões de Câmara para as organizações da sociedade civil. A ida à Câmara foi definida pelo Comitê Municipal contra a Reforma da Previdência de Jacareí, que reúne sindicatos de trabalhadores de várias categorias da região, movimentos populares e ativistas independentes.

O dirigente sindical denunciou o quanto prejudicial é a reforma que o governo Temer quer aprovar a todo custo, que vai significar o fim da aposentadoria no país, caso seja aprovada. Falou ainda sobre a farsa do déficit da previdência, do desvio do dinheiro da Seguridade Social através da DRU (Desvinculação das Receitas da União) e defendeu uma Greve Geral para barrar a reforma da previdência, assim como outros ataques do governo, como a reforma Trabalhista e a ampliação da terceirização.

Integrantes do Comitê contra a Reforma acompanham sessão

Cartilha contra a reforma foi distribuída a vereadores e presentes
Ao final, Leite cobrou dos vereadores que votassem o requerimento de repúdio à reforma da Previdência, apresentado pelo vereador Paulinho dos Condutores, feito a pedido do Comitê, e que também cobrassem de seus partidos na Câmara que votem contra a reforma.

“A votação do requerimento não foi feita nesta sessão e ficou para a próxima. Como todos os vereadores assinaram o requerimento, esperamos que a Câmara de Jacareí aprove a moção de

repúdio à reforma da Previdência, como já vem ocorrendo em outras cidades do país. A nossa luta vai continuar, em todas as frentes, para derrubar na íntegra essa reforma”, informou Leite.

Confira trechos da fala do dirigente metalúrgico.

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