Pelo país, categorias aprovam adesão e preparam a Greve Geral

Trabalhadores dos transportes, construção civil, metalúrgicos, petroleiros, entre outras, estão aprovando e preparando a Greve Geral de 30 de junho

22 de junho de 2017

"Esquenta da Greve Geral" agitou fábricas de São José e região

20/6/2017 - O dia de "Esquenta da Greve Geral" em São José dos Campos e Jacareí, nesta terça-feira (20), foi de muita mobilização.

Assembleias e panfletagens ocorreram em categorias, como metalúrgicos, químicos, vidreiros e condutores, bem como atos no centro da cidade, demonstrando que os trabalhadores estão cada vez mais indignados com os ataques do governo e a disposição é grande para a Greve Geral de 30 de junho.

Vamos em frente!
O governo Temer sofreu hoje um revés na tramitação da Reforma Trabalhista, com a derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Devemos aproveitar as crises deste governo corrupto e fortalecer nossa mobilização.

Vamos com tudo para fazer uma grande Greve Geral no dia 30 e fortalecer os comitês populares.

Nas lutas vamos derrotar as reformas, Temer e esse Congresso de corruptos.

Fora Temer! Fora Todos!

Por um governo socialista dos trabalhadores, baseado nos conselhos populares!















13 de junho de 2017

Organizar a Greve Geral de 30 de junho para derrotar as reformas e colocar para fora Temer e todos os corruptos

13/6/2017 - Leia a resolução aprovada pela CSP-Conlutas durante a última reunião da Coordenação Nacional da central, realizada de 9 a 11 de junho, em São Paulo

No dia 30 de junho está convocado um novo chamado unitário de Greve Geral. Será a segunda deste ano e a principal resposta da classe trabalhadora à crise política, econômica e social que vive o país. Apoiados nas bases das nossas entidades, vamos construí-la com toda nossa força, em unidade com as demais centrais sindicais e movimentos sociais e a partir da organização de comitês locais.

Uma greve geral vitoriosa que acumulou forças
No dia 28 de abril ocorreu a maior Greve Geral desde 1989, possibilitada pela disposição da classe e pela convocatória de um dia unitário de luta pelas centrais sindicais brasileiras. Essa disposição teve seus pontos altos nas mobilizações do 8M, 15M e 31M, deste ano, e se intensificou na expressiva adesão ao 28 de abril. De norte a sul do país, os trabalhadores/as cruzaram os braços para dizer não às contrarreformas, com forte impacto na situação política, contribuindo para o desgaste do governo Temer.

O dia 24M, “Ocupe Brasília”, que reuniu cerca de 150 mil pessoas, foi parte da continuidade dessa luta e demonstrou mais uma vez a indignação dos trabalhadores/as frente ao projeto de contrarreformas orquestrado pelo governo, pela burguesia e articulado com um Congresso Nacional cheio de deputados/as e senadores/as atolados/as em denúncias de corrupção com o apoio da grande mídia. Eles querem jogar a conta da crise nas costas dos/as trabalhadores/as. O governo tentou derrotar o movimento utilizando uma repressão brutal, incluindo munição letal e até convocando o Exército. Não conseguiu, apesar das bombas e da violência injustificada contra os/as trabalhadores/as, ocupamos Brasília e resistimos enfrentando a violência policial e nos mantendo organizados até o final do ato.

A CSP-Conlutas teve papel decisivo neste processo. Foi a primeira a defender a necessidade e a possibilidade de construir uma Greve Geral, que posteriormente foi assumido pelas centrais. Em Brasília, chamou a resistência e manteve o ato, enquanto parte da direção de algumas centrais se retiraram. Saímos fortalecidos e certos da necessidade de seguir lutando de forma unitária e de melhor nos prepararmos para os próximos desafios.

A crise política e a luta para derrotar as contrarreformas
A classe trabalhadora já compreendeu que as contrarreformas atacam profundamente nossos direitos e entenderam que esse congresso majoritariamente corrupto quer aprova-las para beneficiar a classe que representam, a burguesia. As delações das empresas corruptas já atingem centenas de deputados/as e demonstram que quem controla o Congresso Nacional brasileiro são os ricos empresários através de “milionárias mesadas”. As delações dos executivos da JBS, grupo que “enriqueceu” mais de dez vezes durante os governos petistas, colocaram Temer no centro da crise explicitando ainda mais as disputas entre as frações da burguesia.

No dia 9 de junho, num julgamento escandaloso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) desconsiderou, por maioria de votos, as delações da Odebrecht largamente transmitidas pela imprensa, assim como as da JBS que explicitaram o esquema de corrupção que envolve deputados/as e senadores/as, cuja compra de apoio foi negociada pelo próprio presidente da República. Advogados do PT, PMDB, PSDB se juntaram para defender a chapa Temer e Dilma e anular a cassação, numa aliança que demonstra a unidade dos de cima contra os debaixo. Os executivos da JBS depois de enriquecerem com a corrupção e superexploração dos trabalhadores/as estão livres nos EUA (Estados Unidos), enquanto Rafael Braga está há quatro anos na cadeia porque portava um “pinho sol” durante as manifestações de junho de 2013.

A maior corte da justiça eleitoral no país deu “sobrevida” a um presidente rejeitado pela quase totalidade da população brasileira e demonstrou que a justiça tem lado, a dos ricos e poderosos. Essa decisão pode aprofundar ainda mais o cenário de crise econômica, política e social. O governo tem a cara de pau de comemorar o “crescimento” do PIB em 0,5%. Essa “recuperação”, no entanto, é fruto do desemprego que atinge cerca de 20 milhões de pessoas e do corte de verbas na saúde, educação e demais serviços públicos que atendem a maioria da população brasileira. É com essa lógica, do interesse dos ricos acima dos que vivem do trabalho que a burguesia pretende impor as contrarreformas, com ou sem Temer, para jogar a conta da crise nas costas dos trabalhadores/as.

Em meio a essa crise, vão organizando um grande acordão, que envolve desde PMDB, PSDB e setores do PT e do PCdoB, em torno das eleições indiretas, para que o Congresso Nacional, em sua maioria corrupto, eleja o próximo presidente. Por outro lado setores do PT e do PCdoB, jogam para tentar acumular a pauta exclusiva das “Diretas Já!” só para presidente da República, fazendo alusão à campanha pela abertura democrática ocorrida na década de 1980. Isto, como parte das articulações para que o Congresso eleito e financiado pela Odebrecht, JBS e Itaú, e envolvidos em fortes escândalos de corrupção, garanta as contrarreformas.

Nosso centro é a Greve Geral
Nem a via do parlamento burguês, nem qualquer mecanismo de conciliação de classes são caminhos que atendem aos interesses dos/das trabalhadores/as. Em nossa ação para derrubar Temer, os corruptos do Congresso Nacional e as contrarreformas, devemos nos guiar, prioritariamente, no âmbito interno e externo, na construção da Greve Geral do dia 30 junho, com a tarefa de que ela seja superior à ocorrida em 28 de abril. Esta é a ação mais importante para enterrar de vez a política de retirada de direitos dos governos desde a década 1990.

Uma forte Greve Geral no dia 30 de junho pode manter favoravelmente a correlação de forças a favor da classe trabalhadora, colocar em xeque Temer, o Congresso Nacional e as contrarreformas. Por isso, vamos participar do dia 20 de junho como esquenta do dia 30. Nessa direção é necessário potencializar nossas ações nos estados, buscando construir atos pela Greve Geral de 30 de junho, contra as reformastTrabalhista e da Previdência; pelo Fora Temer e todos os corruptos, pela anulação da lei de terceirização e todas as contrarreformas (realizadas pelos governos de FHC, Lula, Dilma e, recentemente, no governo Temer); por prisão dos corruptos e corruptores com confisco dos bens, expropriação e estatização de todas as empresas envolvidas em corrupção, sob o controle dos/as trabalhadores/as.

Contra as eleições indiretas, eleições gerais com novas regras
Sabemos que ainda não temos neste momento condições de ter um governo da classe apoiado e construído no movimento, pois ainda necessitamos acumular mais força e organização nesta perspectiva. Caso se imponham eleições indiretas – “acórdão” entre as elites que dará um cheque em branco ao Congresso Nacional para eleger quem vai seguir com as contrarreformas – defendemos eleições gerais não só para presidente da República, mas para todos os cargos e com novas regras, sem financiamento privado de campanha, com tempo igual de TV a todos os candidatos e sem a participação de corruptos e corruptores.

No mesmo dia em que as centrais sindicais brasileiras decidiram pela convocação de uma nova Greve Geral contra as reformas, várias organizações lançaram a chamada “Frente Ampla Nacional Pelas Diretas já!”. Nossa Central não fez e nem fará parte dessa iniciativa que tem nas “Diretas já!” sua alternativa exclusiva. Já entendemos que a construção de um governo que interessa aos trabalhadores não passa apenas pela mudança do presidente da República tampouco a partir das atuais regras eleitorais. Nossa aposta deve continuar sendo a mobilização direta na ampliação e fortalecimento dos comitês nos locais de base, contra as reformas​ e na unidade de ação nas ruas a partir das nossas bandeiras de luta. Não podemos perder o foco e desviar a classe trabalhadora com falsas ilusões. É necessário concentrar esforços para a construção da Greve Geral.

Construir a Greve Geral desde a base
A definição unitária do dia 30 para a nova Greve Geral é uma vitória, mas por si só não garante que ela se realize e tenha a força necessária que a conjuntura exige. É preciso um forte trabalho de articulação e organização de nossa classe. Vamos buscar intensificar a unidade de ação na superestrutura do movimento sindical e popular. Mas, é nossa obrigação denunciar os que, ao invés de potencializar a organização da greve, querem discutir medidas provisórias para emendar reformas que jogam na lata do lixo os direitos trabalhistas e acabam com o direito à aposentadoria.

Construir a Greve Geral desde a base, votando nas categorias a adesão ao dia 30 de junho e organizando os comitês para unificar os trabalhadores das bases das categorias com o movimento popular, os estudantes e o povo pobre trabalhador, é a nossa tarefa imediata. É determinante que a Greve Geral seja construída em cada local de trabalho, estudo ou moradia.

O comitê pode e deve ser formado em uma categoria, em uma escola, em um bairro, em um local de trabalho. Ele funciona com todos que quiserem participar independentemente de serem organizados em categorias ou estarem na direção de sindicatos ou movimentos. Constitui-se em um espaço vivo para organizar as lutas e também é um forte ponto de apoio para aglutinar pessoas e transformar a indignação em ação.

Que os ricos paguem a conta da crise!

Greve Geral para barrar as contrarreformas

Fora Temer e todos os corruptos do Congresso

Eleições gerais com novas regras


Calendário de Atividades
Até 20 de junho: Reforçar atividade/aeroportos, base dos deputados e senadores (presencial ou online); centrais sindicais organizam reuniões com senadores prioritariamente na CAS (Comissão de Assuntos Sociais) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça); orientar as categorias para realização de assembleias e debates, além da construção e fortalecimento dos comitês.

20 de junho – Dia Nacional de Mobilização Rumo à Greve Geral: Organizar panfletagens nos terminais de ônibus, nas estações de trens e metrôs, nos pontos de aglomeração; organizar caminhadas com panfletagens, explicando os motivos da Greve Geral e convidando todos/as a cruzar os braços no dia 30 de junho.

30 de junho: Greve Geral.


LEIA TAMBÉM: Centrais precisam manter e garantir a Greve Geral

12 de junho de 2017

Um ano depois de estupro, criminoso é condenado e jovem vítima tem convicção de que denunciar é o caminho

12/6/2017 - Há pouco mais de um ano, N., uma jovem advogada de São José dos Campos, foi vítima de uma das maiores violências que se pode sofrer e que atinge em cheio as mulheres em razão do machismo enraizado na sociedade: o estupro. No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos.

Seu caso ganhou repercurssão, pois N. teve a coragem de denunciar o agressor que acabou sendo capturado e preso. Este ano, o criminoso, Arnaldo Alves da Silva, foi condenado a 21 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.

A reportagem do blog PSTU Vale foi conversar com N., que também é militante do PSTU, para que ela nos contasse como transcorreram os últimos meses.

A exemplo da época em que sofreu a violência, N. demonstrou muita coragem e fez questão de nos dar a entrevista. "Falar sobre o que aconteceu e de como essa história, de certa forma, terminou, ajuda a me fortalecer e acredito que pode ajudar outras mulheres", disse.

Confira abaixo:

PSTU Vale: O que aconteceu nesse último ano, depois da violência que você sofreu?
N.: Precisei ir a delegacia algumas vezes. Em fevereiro fui ao fórum para a audiência, onde, mais uma vez, fiz o reconhecimento do indivíduo e relatei à juíza tudo o que aconteceu. Aguardei alguns dias e a juíza julgou o processo. Como não poderia ser diferente, ele foi condenado. E não foi condenado somente em razão do meu processo, mas por causa de outro também que ocorreu no mesmo mês que o meu. Ele estava cumprindo pena ainda quando me atacou. Estava em regime aberto. No meu processo, o total da pena dele foi de 21 anos 9 meses e 10 dias de reclusão (juntando estupro, roubo e tentativa de extorsão). No outro caso, foi condenado a 17 anos, um mês e 10 dias de reclusão (estupro e roubo).

PSTU Vale: Como você deu continuidade a sua vida depois do ocorrido? 
N.: Precisei reunir forças e me apoiei em diversas pessoas. Assim, aos poucos, fui retornando a rotina. Mas troquei de carro, não estaciono o carro em qualquer local, precisei fazer um acompanhamento psicológico. Porém, o fato de saber que ele nunca mais fará isso com nenhuma outra mulher, é o que me conforta e me dá força.

PSTU Vale: Como você vê a situação nos dias de hoje em relação à violência contra a mulher e a cultura do estupro? 
N.: É só assistir a TV, ler o noticiário, para encontrarmos uma notícia de estupro de uma mulher, muitas até crianças. Na verdade só me dá mais raiva ao ver isso. Fico horrorizada e sinto pela vítima, mas também sinto uma vontade maior de ir à luta contra tudo isso. Precisamos lutar contra o machismo, combater a cultura do estupro e exgir dos governos, que também são responsáveis pela violência que as mulheres estão sujeitas, políticas de proteção e prevenção contra a violência.

PSTU Vale: O que você diria às mulheres vítimas de violência e estupro?
N.: Que não deve, em hipótese alguma, se sentir culpada em ser vítima, pois a culpa nunca é da mulher. Não existe roupa, lugar aonde ela possa ir, o horário em que sai, nada disso causa o estupro. Meu caso é um exemplo. Estava com corpo todo coberto, saindo do trabalho, em plena luz do dia. E mesmo que estejam com roupa curta, saindo da balada, ou em qualquer outra situação, a culpa nunca será da vítima. E, apesar de ser muito difícil, é preciso denunciar. O silêncio facilita a impunidade.

9 de junho de 2017

Deu pizza: TSE absolve Temer em julgamento escandaloso. Greve Geral neles no dia 30!

9/6/2017 - Por 4 votos a 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve Temer à frente da presidência da República. O julgamento foi um verdadeiro escândalo desde o início e mostra as entranhas da chamada “justiça” nesse país.

A Justiça tem lado. O lado daqueles que têm muito dinheiro e são poderosos. Por isso, a “justiça” dos ricos não vai mudar nada no país, nem sequer diminuir a corrupção.

A verdade é que essa “justiça” é parte desse sistema corrupto. Muitos juízes operam à luz do dia – como Gilmar Mendes –  a operação “Salva Ladrão” que vai varrer toda a sujeira para debaixo do tapete. Outros ainda foram até citados nas delações premiadas, como é o caso do próprio ministro do TSE Napoleão Nunes. O delator o acusa de receber dinheiro da empreiteira OAS, conforme reportagem do Valor desse dia 9.

Enquanto livra a cara o corrupto Temer – o tribunal chegou a rejeitar mesmo as delações da Odebrecht para preservar Temer e sua quadrilha – essa “justiça” dos ricos é implacável contra o povo pobre e trabalhador. O caso do catador de material reciclável Rafael Braga, 29, é particularmente revelador. Rafael foi preso em junho de 2013 por estar portando uma garrafa de Pinho Sol. No próximo dia 20 sua prisão completa quatro anos. Ele está no Complexo de Bangu, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Já corruptos como Temer e os empresários Joesley e Wesley, donos da JBS, gozam da mais ampla e irrestrita impunidade. Joesley e Wesley enriqueceram com base na corrupção e compra de políticos. Mesmo assim não foram em cana e estão desfrutando de toda grana roubada dos cofres públicos em suas mansões nos Estados Unidos.

O Congresso Nacional é um supermercado de ladrões. Está apinhado de corruptos e picaretas comprados pelas empresas e bancos. Esse bando de bandidos não representam os trabalhadores e povo pobre e agora estão roubando nossos direitos por meio das reformas de Previdência e trabalhista.

Absurda também foi atuação do PT. Enquanto diz defender o “Fora Temer” e “Diretas Já”, os advogados do partido estavam no TSE defendendo a não cassação da chapa Dilma-Temer. Na prática, se aliaram ao PMDB, ao PSDB e Gilmar Mendes para manter Temer na presidência.

Enquanto jogam para a torcida a história das “Diretas Já”, PT e PCdoB também articulam, por debaixo dos panos, que nome botar nas eleições indiretas que o Congresso poderá realizar caso Temer venha a cair. É tudo farinha do mesmo saco!

Já que os juizecos não tiraram Temer, vamos nós mesmos botar ele para fora e levar junto esse Congresso de corruptos. Dia 30 é Greve Geral neles!

Não vamos deixar eles roubarem nossos direitos com as reformas trabalhista e da Previdência. O caminho é Greve Geral e a construção de comitês de lutas contra as reformas nas fábricas, bairros, ocupações e escolar pra organizar luta do povo pobre. Vamos à luta e botar pra fora todos eles!

Leia também:
Campanha do PT por “Diretas Já” quer tirar de foco a construção da Greve Geral contra as reformas


5 de junho de 2017

PSTU e O3 inauguram sede na zona sul de São José dos Campos

5/6/2017 - O PSTU está com sede nova em São José dos Campos. No último sábado (3), o partido inaugurou uma subsede da regional na zona sul da cidade, com uma atividade política e cultural que agitou o novo endereço.

A nova sede funcionará em conjunto com o Movimento "O3" (Ouvir, Ousar e Organizar), que reúne vários grupos e coletivos de hip hop, cujo objetivo é "organizar os de baixo, para derrubar os de cima". O endereço é Av. Maria de Lourdes Medeiros de Assis, 600, no Campo dos Alemães (rua da feira, em frente à Casa de Cultura Flávio Craveiro).

Anteriormente, o partido já funcionava em outro endereço, mas foi decidido pela mudança para garantir melhor atuação na região.

A atividade rolou em meio à várias discussões políticas entre os participantes e nas letras das músicas e poesias.  Muito se discutiu sobre a atual situação do país e a necessidade de organização da classe trabalhadora e principalmente do povo pobre na luta em defesa dos seus direitos e por condições de vida digna.

Reocupação do Pinheirinho
A reocupação do Pinheirinho, ocorrida na sexta-feira (2) à noite, e que durou todo o sábado, marcou a inauguração da nova sede.

Ao longo do dia, parte da militância envolvida na organização da atividade acabou dando todo apoio e solidariedade à mobilização das famílias que entraram reocuparam o terreno, novamente levantando a bandeira da luta por moradia. À noite, quando a mobilização havia acabado, muitos ex-moradores do Pinheirinho foram para a sede do PSTU e do O3.

"Nós já temos nossa sede no centro da cidade, mas ter um ponto de encontro na zona sul de São José é muito importante, uma vez que nosso objetivo é estar cada vez mais próximos da realidade do povo pobre e trabalhador", disse Raquel de Paula, militante do PSTU e do Movimento O3.

Os planos para a nova sede passa pela realização de outras atividades políticas, culturais e de lazer. É só esperar!








Luta contra reformas não para: nesta terça (6) tem ato em São José dos Campos

5/6/2017 - Sindicatos e movimentos sociais que compõem o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba programou, para esta terça-feira (6), um novo ato em São José dos Campos contra o governo de Michel Temer (PMDB) e as reformas que atacam a aposentadoria e os direitos.

A manifestação está marcada para as 17 horas, na Praça Afonso Pena. Mais uma vez, os trabalhadores irão às ruas, com faixas, cartazes e carro de som exigir o Fora Temer e arquivamento das reformas em tramitação no Congresso e aprovadas pelo governo que retiram direitos.

"Com a definição pelas centrais sindicais da data da nova Greve Geral para 30 de junho, esta manifestação já vai dar início à divulgação dessa paralisação nacional que precisa ser ainda mais forte que a de 28 de abril para derrotar de vez Temer, o Congresso de picaretas e as reformas", afirma o presidente do PSTU Toninho Ferreira.

Nos últimos meses, diante do agravamento da crise política no país, a região tem sido palco de uma forte mobilização contra o governo e as reformas. Já aconteceram vários atos em São José e Jacareí, sendo que os trabalhadores de várias categorias participaram em peso da Greve Geral realizada no dia 28/4 e no Ocupa Brasília, ocorrido dia 28/5.

Do Vale do Paraíba, um levantamento feito pela CSP-Conlutas, apontou a ida de 34 ônibus da região, sendo 25 somente de São José, com trabalhadores das mais diversas categorias, estudantes, aposentados, desempregados e população em geral. Somente o Sindicato dos Metalúrgicos de Sâo José enviou 12 ônibus.

Julgamento no TSE e votação reforma trabalhista
Atos em outras cidades também estão marcados para esta terça-feira, dia em que está previsto o início do julgamento do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão de abuso de poder econômico e político na campanha eleitoral de 2014.

Outro fato do dia é que a  Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar o relatório da reforma trabalhista (PLC 38/2017). A votação foi definida em acordo fechado por senadores da base e da oposição na semana passada.

"Motivos não faltam para irmos às ruas e é só desse forma, com muita mobilização, rumo a uma nova Greve Geral no dia 30 de junho, que poderemos derrotar Temer, barrar as reformas e, mais do que isso, por para fora todos eles, para que os operários e o povo pobre governem", conclui Toninho.

3 de junho de 2017

Famílias sem-teto reocupam Pinheirinho e colocam em debate novamente a falta de uso social do terreno em São José dos Campos

3/6/2017 - Durante todo o dia deste sábado (3), o terreno do Pinheirinho foi palco novamente da luta por moradia. Cerca de 80 famílias reocuparam a área na zona sul de São José dos Campos, que está abandonada desde 2012, quando ocorreu a violenta reintegração de posse em favor do especulador Naji Nahas.

A ocupação teve início às 22h, da última sexta-feira (2), e permaneceu ao longo de todo o dia deste sábado. Por volta das 18h, após um forte cerco da PM, que entrou no terreno e ameaçou as famílias, os sem-teto decidiram desmontar o acampamento. Contudo, deixaram o recado: a luta não acabou.

Fim do aluguel social
Grande parte das famílias que reocuparam o Pinheirinho são ex-moradores da ocupação, mas que foram excluídos do programa habitacional que garantiu casas às famílias despejadas em 2012. Com o fim do aluguel social, pago pelos governos estadual e municipal, a partir deste mês, as famílias entraram em desespero.

"Eles derrubaram nossas casas na época da desocupação e os governos disseram que todos que estavam no terreno teriam direito a novas casas. Mas depois inventaram um monte de dificuldades e por problemas de documentação mais de 200 famílias não puderam ter uma casa no Pinheirinho dos Palmares", conta Elisângela, ex-moradora da ocupação do Pinheirinho. "Agora cortaram o aluguel social. Como vamos fazer? Sem ter onde morar e pagar aluguel?", questionou.

Mas não foi só ex-moradores da antiga ocupação que montaram acampamento neste final de semana. São José dos Campos segue tendo um dos maiores déficits habitacionais do país, com mais de 15 mil famílias inscritas no cadastro da Prefeitura, e ainda nas primeiras horas da manhã deste sábado dezenas de pessoas dos bairros do entorno também entraram no terreno.

Juliana* entrou no terreno neste sábado e levou o filho. "Não tenho como pagar o aluguel e estou há anos no cadastro da Prefeitura. Este terreno deveria ser do povo", disse.

Como na época da antiga ocupação, as mulheres eram maioria entre os ocupantes nesta nova mobilização. Muitas traziam consigo os filhos e também erguiam os barracos de lona que rapidamente se espalharam pelo terreno.

Solidariedade
Com a notícia da reocupação, durante todo o dia, a avenida em frente ao terreno ficou cheia de moradores dos bairros próximos. A exemplo do que ocorreu em 2012, quando muitas pessoas apoiaram as famílias do Pinheirinho, o sentimento de muitos no local era de solidariedade e apoio.

"Tem mais é que ocupar mesmo. Este terreno tá que é só mato", disse Antonia Pereira.

Moradores do Pinheirinho dos Palmares também  compareceram para prestar solidariedade. "Ninguém pode ficar pra trás", disse Luciana*.

Sem função social
Cinco anos depois da desocupação que entrou para a história da cidade e teve repercussão internacional, o terreno do Pinheirinho, de mais de 1 milhão de metros quadrados, voltou a ser uma área tomada pelo mato e alvo de especulação imobiliária. Cinco anos depois, o terreno ainda deve mais de R$ 80 milhões em impostos à Prefeitura.

O PSTU acompanhou a mobilização desde a noite de sexta-feira e prestou todo apoio e solidariedade às famílias.

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"Os governos gastaram uma fortuna para despejar as famílias do Pinheirinho em 2012. Como a luta não parou, foram obrigados a construir o conjunto Pinheirinho dos Palmares, no Putim. Só que deixaram centenas de famílias de fora do programa", explica Toninho Ferreira, que é presidente do PSTU e advogado das famílias do Pinheirinho.

"O absurdo é que o terreno do Pinheirinho, que poderia resolver a situação dessas famílias e de outras milhares que estão na fila de espera da Prefeitura por uma casa própria, voltou a ser uma área coberta pelo mato, sem qualquer função social. É apenas alvo da especulação imobiliária nas mãos do especulador Naji Nahas", denunciou.

"Enquanto os políticos lá em cima e o grande empresariado fazem toda essa roubalheira que fazem no país, as pessoas não têm condições de viver. Não tem dinheiro para comer, não têm dinheiro para pagar aluguel, não têm dinheiro para se vestir. Enquanto houver famílias sem um teto, ocupar e resistir é um direito”, afirmou Toninho.

E, de fato, tudo indica que a luta não acabou. Diante do cerco da polícia, as famílias decidiram recuar, mas prometem continuar a mobilização. "Vamos dar um passo atrás, para dar em breve dois passos à frente, pois a nossa luta não vai parar", disse Elisângela.

Acompanhe a cobertura completa nas páginas do Facebook do PSTU SJCampos e de Toninho Ferreira. 


















2 de junho de 2017

CSP-Conlutas repudia ação da AGU que tenta criminalizar lutas e defende o direito democrático à livre manifestação

1/6/2017 - A classe trabalhadora brasileira protagonizou neste último 24 de maio uma das maiores manifestações da história de nosso país, em Brasília. Foi às ruas exigir do Governo Federal e do Congresso Nacional respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, a retirada das propostas das reformas da Previdência e trabalhista e a revogação da lei das terceirizações aprovada recentemente. De Norte a Sul do Brasil, chegaram delegações para defender seus direitos provenientes de décadas de lutas.

Ao chegar à Esplanada dos Ministérios, 150 mil manifestantes se depararam com uma praça de guerra armada pela Polícia Militar do Distrito Federal que, desrespeitando a própria Constituição, tentou impedir os manifestantes de portarem suas bandeiras e faixas e de se aproximarem do Congresso Nacional.

É importante registrar que nunca se impediu manifestantes de se aproximarem do Congresso Nacional ou de portarem suas bandeiras e faixas como ocorreu na manifestação do dia 24. Não obstante, foi desencadeada uma repressão selvagem contra os trabalhadores e juventude, que insistiram em fazer valer seus direitos.

Durante quase quatro horas, na tarde do dia 24, a PM do DF despejou dezenas de bombas de gás lacrimogêneo e de gás pimenta sobre os que ali estavam, ignorando inclusive a presença de idosos e crianças. Foram disparados tiros com balas de borracha e com armas letais por militares completamente despreparados para enfrentar tal tarefa. Estão contabilizados aproximadamente 50 feridos. Um deles, Vitor Rodrigues Fregulia, com três dedos mutilados, e pelo menos um ferido por arma de fogo, Carlos Giovani Cirilo, que se encontra internado em estado grave no Hospital de Base de Brasília. O pedreiro Wesley e o açougueiro Cláudio (nomes fictícios), membros de uma ocupação sem-terra no Vale do Paraíba, foram espancados e torturados pelo aparato repressor do Estado.

Apesar da repressão inaceitável já instalada, o presidente Michel Temer decretou a “Garantia de Lei e de Ordem” em todo o Distrito Federal até o dia 31 de maio. Valendo-se da Lei Complementar nº 97/1999 e do artigo 84 da Constituição Federal, colocou as Forças Armadas para reprimir brutalmente a manifestação. Sem o apoio das próprias Forças Armadas e com forte repercussão negativa, foi obrigado a suspender o tal decreto no dia seguinte.

Tamanho foi o absurdo cometido pelo governo de Michel Temer que a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, em comunicado, condenou o uso "excessivo da força por parte da Polícia Militar para reprimir protestos e manifestações no Brasil".

Consta ainda do comunicado, que os órgãos internacionais "condenam todo ato de violência e urgem aos manifestantes a exercer seus direitos à livre manifestação de forma pacífica, ao mesmo tempo em que reafirmam que a ação das forças de segurança deve respeitar em todo momento as normas internacionais de direitos humanos".

Respaldada em direitos constitucionais e democráticos, a CSP-Conlutas, uma das convocantes da marcha, defende o direito à livre manifestação e declara ser inaceitável o argumento de que havia algumas dezenas de provocadores em meio aos manifestantes. Mesmo que isso correspondesse à verdade, nada justifica a agressão covarde que a PM desencadeou contra todos os manifestantes. Nada justifica o flagrante desrespeito aos direitos de manifestação de dezenas de milhares de pessoas que ali estavam para isso.

Não bastasse a violação às leis cometida pela Polícia Militar a mando do governo do DF e federal, a AGU (Advocacia Geral da União) move ação contra as Centrais Sindicais e movimentos na Justiça para que arquem com o prejuízo causado durante a repressão. Pois afirmamos: se alguém deve ser responsabilizado pelo o que aconteceu, devem ser as autoridades, federais e distritais, que promoveram uma verdadeira selvageria contra os manifestantes. E não podemos deixar de acrescentar que as acusações feitas contra as organizações que convocaram a manifestação - de causar prejuízo ao patrimônio público -, além de serem completamente infundadas do ponto de vista legal, beiram a mais pura hipocrisia vinda de autoridades que respondem na justiça neste momento pelo roubo de centenas de bilhões de reais do patrimônio público do nosso país.

CSP-Conlutas, 31 de maio de 2017

30 de maio de 2017

Denúncia: Manifestantes sofrem sequestro e tortura pela PM em Brasília

30/5/2017 - Já se passaram mais de 30 anos do fim da ditadura militar no Brasil. No entanto, os acontecimentos do último dia 24 mostram que o espírito dos porões nunca abandonou a nossa frágil democracia. No dia em que o presidente Michel Temer (PMDB) autorizou o Exército a fazer a segurança de Brasília, manifestantes do Vale do Paraíba conheceram os terrores do sequestro e da tortura praticados por agentes do Estado.

Foi o que ocorreu com o pedreiro Wesley, 29 anos, e o açougueiro Cláudio, 36, membros de uma ocupação sem-terra na região. (Esses são nomes fictícios; a verdadeira identidade deles está sendo preservada para evitar retaliações). Os trabalhadores foram à capital federal na caravana organizada pela CSP-Conlutas para se manifestar contra as reformas trabalhista e da Previdência e pela saída de Temer, mas acabaram sendo espancados e torturados pelo aparato repressor do Estado.

Tortura policial
Detidos arbitrariamente pela polícia do Distrito Federal após a ocorrência de alguns confrontos entre forças de segurança e manifestantes, Wesley e Cláudio foram levados para uma área atrás do Palácio do Planalto, longe dos olhos de qualquer testemunha.

No local que julgavam livres para praticar barbaridades, policiais sem identificação e com os rostos cobertos pelas viseiras dos capacetes iniciaram o ritual de tortura. Deixaram os manifestantes presos nas viaturas inalando grande quantidade de gás pimenta.

A violência policial tinha requintes de crueldade: as borrifadas do spray tóxico dentro do veículo eram sucedidas pelo fechamento dos vidros, potencializando a irritação e ardor nas mucosas dos olhos, nariz e da boca e a sensação de pânico das vítimas.

“Eles abriam a porta e jogavam o spray de pimenta. Era horrível, não dava para respirar. Eu pensei que iria morrer ali. Eu me debatia, tentava chamar a atenção de alguém passando, mas nada dava certo”, relata Cláudio, que afirma também ter sido levado para o estacionamento de um hospital em Brasília. Lá, a tortura se repetia a cada 15 minutos.

Estudos independentes de entidades de direitos humanos mostram que o gás pimenta ou gás OC (Oleoresin Capsicum) pode matar. Em geral, os óbitos não são imediatamente relacionados ao uso do gás, porque eles resultam de asfixia e problemas cardíacos que serão intensificados quando a vítima, depois de contaminada, for encarcerada em um lugar estreito e com pouca circulação de ar. Justamente os casos dos trabalhadores sem-terra.

"Jogaram spray de pimenta e fecharam o carro”, explica Wesley. “Depois de um tempo os policiais voltaram e perguntaram se eu estava recebendo para me manifestar, quem era o líder do protesto, essas coisas. Eles bateram com a ponta do cassetete na minha costela e também tomei uma paulada na altura dos olhos”.

No caso dele, a PM adotou medidas para tentar encobertar seus atos criminosos. Após cada sessão de espancamento e gás de pimenta, um policial assumia a direção da viatura e a conduzia até outra barreira policial. Passados alguns minutos, eles voltavam para o local de origem e as agressões continuavam.

Segundo Wesley, o procedimento se repetiu por quatro vezes, antes dele ser liberado. Uma nova viatura o levou para longe da Esplanada dos Ministérios já com o dia escurecendo. “Eu nem sabia onde estava. Fui perguntando para as pessoas e consegui chegar a uma rua que ia pra rodoviária. Depois encontrei um grupo de militantes que me ajudaram a encontrar meus companheiros”, relatou.

Humilhações na delegacia
Já Cláudio foi levado para uma delegacia em Brasília. Segundo ele, quatro policiais civis fizeram o transporte em outra viatura, não sem antes agredi-lo novamente com socos no rosto. Assim como Wesley, ele também foi interrogado sobre sua participação no protesto, sofrendo assédio constante no caminho.

“A primeira coisa que fizeram foi me levar para uma cela. Lá eles me mandaram ficar nu. Eles me empurravam contra a parede e em cima de um banco de madeira. Ficavam falando que eu nunca mais ia protestar”, afirma ele, que foi impedido pela polícia de conversar com os advogados que se dirigiram à delegacia para defendê-lo.

O trabalhador ainda descreve as humilhações no momento de sua identificação e também no IML, durante o exame de corpo de delito. “Quando eu falei para o rapaz da identificação que eu era sem-terra, ele me disse que nós todos éramos vagabundos. No IML não durou mais do que cinco minutos, o médico só me perguntou onde estava doendo e me liberou”.

Além disso, também houve irregularidades com o boletim de ocorrência. O delegado responsável lavrou o documento considerando apenas o depoimento dos policiais, sem sequer ter anotado o depoimento de Cláudio.

Violência policial
Segundo balanço realizado pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal, 49 pessoas foram feridas durante a manifestação Ocupe Brasília. O caso mais grave é o do aposentado Carlos Giovani Cirilo, de 61 anos, baleado no maxilar por arma de fogo. Filiado à Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais, Cirilo está internado na UTI do Hospital de Base em estado grave.

Diversos especialistas em segurança pública consideraram a atuação da PM desastrosa e de grande irresponsabilidade com a vida dos manifestantes. Em vídeo que circulou nas redes sociais, dois policiais militares foram flagrados disparando aleatoriamente com armamento letal contra um grupo que participou do ato.

O procedimento da PM foi condenado até mesmo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em comunicado, o órgão afirmou estar preocupado com o uso excessivo de força mostrado pela polícia brasileira, além de condenar “o uso de armas de fogo, em uma situação em que manifestantes podem ser violentos, mas estão desarmados".

“A Esplanada dos Ministérios é um espaço público. Mesmo assim, vimos uma repressão extremamente violenta. A polícia atirou a esmo com armas consideradas não letais, mas que podem sim tirar a vida de alguém. Além disso, os relatos comprovam que a PM cometeu os crimes de tortura, cárcere privado e tentativa de homicídio”, afirma Aristeu Neto, advogado do Sindicato.

29 de maio de 2017

Centrais sindicais marcam nova greve geral para o final de junho

29/5/2017 - Em reunião realizada em São Paulo nesta segunda, 29, as centrais sindicais definiram a data para a próxima Greve Geral contra o governo Temer e a reformas da Previdência e trabalhista. A nova Greve Geral deve ser realizada no período entre 26 e 30 de junho, em data a ser definida posteriormente, de acordo com a tramitação das reformas.

“A CSP-Conlutas defendeu que era necessária e convocação imediata de uma nova greve de 48h, mas infelizmente não houve acordo sobre esse tema e foi marcado um calendário de mobilização e um período para uma nova greve geral entre 26 e 30 de junho“, explica Luiz Carlos Prates, o Mancha, que participou da reunião representando a CSP-Conlutas.

Até lá, as centrais orientarão protestos nos estados, aeroportos e locais de trabalho, e manifestações entre os dias 6 e 8 de junho, data marcada para começar o julgamento da chapa Dilma/Temer pelo TSE. As centrais deverão ainda publicar um jornal unificado para divulgar a luta contra o governo e as reformas.

Além da data da nova Greve Geral, as centrais fizeram um balanço sobre o protesto realizado em Brasília no último dia 24, em que avaliaram ter sido muito positivo, além de rechaçarem a brutal repressão policial. Uma nova reunião entre as centrais deve ocorrer no dia 5 de junho.

“Nós da CSP-Conlutas vamos nos jogar a fundo para organizar desde a base, desde as assembleias nas fábricas, nos locais de trabalho, essa greve geral, que achamos que deve ser de 48h”, reafirma Mancha.

Quarta-feira (31) tem palestra "100 anos da Revolução Russa" na sede do PSTU SJCampos

29/5/2017 - Este ano, comemoramos o centenário da revolução operária e socialista que mudou a história da humanidade: a Revolução Russa. Suas lutas, conquistas, acertos e erros nos deixam lições até hoje, que mostram o caminho para o triunfo da classe trabalhadora mundial e, mais do que nunca, merecem ser conhecidas e debatidas.

O PSTU de São José dos Campos realiza, no próximo dia 31 de maio, uma palestra que vai debater um pouco dessa história. A atividade será realizada na sede do partido (Rua Romeu Carnevalli, 63, centro), a partir das 18h30 e é aberta ao público.

A Revolução Russa foi a primeira vez que os trabalhadores tomaram o poder e passaram a construir um país baseado no socialismo. As conquistas e as transformações, fruto da mudança na forma de produção e na economia da sociedade russa, foram muito rápidas e intensas, garantindo ainda nos primeiros anos após a revolução um grande avanço nas condições de vida do povo russo.

"Hoje, quando vivemos uma das maiores crises capitalistas da história e em todo o mundo assistimos o aumento da barbárie em razão da injustiça desse sistema, entender o que foi a Revolução Russa e tirar ensinamentos dela para construir uma nova sociedade é mais do que atual. É necessário", afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

"Convidamos a todas e todos os trabalhadores a vir nos visitar e prestigiar com a participação nessa palestra", disse Toninho.

Confirme presença evento no facebook e compartilhe para ajudar a divulgar:
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26 de maio de 2017

Manifestantes falam sobre #OcupaBrasília

25/5/2017 - Mais de 17 horas depois de sair da Brasília ainda há delegações na estrada de volta para seus locais de origem. Na caravana que saiu de Jacareí na última terça-feira (23), o clima entre os manifestantes é de cansaço, mas muita satisfação é certeza de que realizamos uma manifestação histórica. O clima está pra cima e a garra pra continuar a luta também. Temer e esse Congresso de bandidos que se preparem!

Confira:


Confira algumas imagens do #OcupaBrasília

25/5/2017 - Confira um pouco do #OcupaBrasília deste dia 24 de maio, que levou cerca de 150 mil manifestantes à capital federal, vindos de norte a sul do país.

Os trabalhadores seguem acumulando e aumentando suas forças. Temer pode esperar! É só o começo. A luta agora vai ser por uma nova Greve Geral de 48h.

O álbum completo confira em https://business.facebook.com/pstusjcampos/posts/640910079432636