Embraer: radiografia de uma operação criminosa

Artigo de Nazareno Godeiro, do Ilaese, detalha as consequências caso ocorra a venda da Embraer à Boeing

Manifesto: PSTU convida o ativismo à rebelião e à construção de um projeto socialista

Texto será discutido com ativistas para a definição de um programa socialista às eleições. PSTU abre legenda para lutadores

29 de dezembro de 2017

Negociação com a Boeing é golpe final para desnacionalização da Embraer. Nossa luta é pela reestatização!

29/12/2017 - Por Toninho Ferreira

As negociações entre a Embraer e a norte-americana Boeing, com possibilidade de venda da empresa de aviões brasileira, representa um grave golpe contra os trabalhadores e o país. Na prática, o que está em jogo é a desnacionalização total da Embraer, com a entrega da empresa ao capital estrangeiro.

Diferentemente do que tentam fazer parecer a direção da empresa, o governo Temer e os defensores dessa negociação, não há vantagens para o país. Terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo e única fabricante nacional, a Embraer cumpre um papel estratégico para o Brasil. A desnacionalização com a venda ou fusão da empresa representaria um prejuízo sem precedentes à nossa soberania e desenvolvimento tecnológico e científico.

Não é a toa que os países imperialistas não abrem mão de grandes empresas nesse segmento. Ao contrário. Têm políticas não só para manter e desenvolver suas fabricantes nacionais de aviões, como para avançar sobre as empresas de outros países, como estão fazendo contra a Embraer. Por isso, hoje no mundo, apenas um seleto grupo de nove países é que detém tecnologia para produzir aviões.

A venda para a Boeing concretizaria o processo que começou com a privatização, em 1994, e avançou ao longo dos últimos anos com a transferência da maioria das ações da empresa para estrangeiros e tem resultado na desnacionalização cada vez maior da empresa.

Há vários anos as ações da Embraer são negociadas nas Bolsas de Valores, como a de São Paulo e Nova Iorque, e estão nas mãos de grandes fundos de investimento e bancos norte-americanos.

De acordo com estudo feito em 2012, sob encomenda do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, somando as ações em mãos de Oppenheimer, Thornburg, J. P. Morgan, Vanguard Emerging Markets, Fidelity Global Funds, com as ações de posse de investidores em Nova York (“NYSE Outros”), 53% das ações estavam em mãos estrangeiras.

Nos últimos anos, a Embraer também passou a adotar uma política de desnacionalização cada vez maior por meio da transferência de parte de sua produção para o exterior, como é o caso dos jatos Legacy e Phenom para os Estados Unidos. Parte das peças do cargueiro militar KC-390 também está sendo produzida fora do país.

Portanto, o que vemos é que a direção da empresa toma suas decisões subordinadas aos interesses de grandes grupos internacionais e bancos estrangeiros, o que evidentemente não coincide com os interesses do Brasil e, muito menos, dos trabalhadores.

A Embraer foi privatizada no início da década de 90, num crime lesa-pátria no governo FHC – vale lembrar a preço de banana (foi vendida por irrisórios R$ 154 milhões pagos em moedas podres)-, mas nunca deixou de depender do financiamento do governo brasileiro. Aliás, a origem da empresa foi financiada pelo povo brasileiro.

A empresa é uma das principais beneficiadas com recursos do BNDES. Levantamento do site Congresso em Foco revelou que, entre 2009 e o primeiro trimestre de 2014, a Embraer abocanhou 40% (US$ 4,9 bilhões) dos financiamentos ao exterior feitos pelo banco público.

Ou seja, os lucros são privados, mas o dinheiro que financia as vendas da empresa sempre foi público.

A concretização de uma eventual venda ou fusão com a Boeing depende do aval do governo brasileiro. O que não é nada animador. Afinal, apesar de Temer ter dito publicamente que a perda de controle da empresa não estaria em discussão, também afirmou que via com bons olhos a negociação. Pior que isso, este ano, no dia 19 de julho, o Ministério da Fazenda fez uma consulta ao Tribunal de Contas da União sobre a possibilidade de abrir mão das ações “golden share” da Embraer, Vale e IRB-Brasil Resseguros. Sem essas ações, o governo perderia o poder de veto sobre essas empresas.

Considerando que a privatização é uma política de Temer, assim como também foi com FHC, Lula e Dilma, os trabalhadores não podem contar com o governo para impedir que a Embraer seja vendida.

É preciso iniciarmos desde já uma grande mobilização nacional contra a venda da Embraer, bem como pela reestatização da empresa. Seja pelo papel estratégico que cumpre, seja por que mesmo privatizada, a empresa seguiu sendo financiada com dinheiro público, é preciso retomar esse patrimônio nacional.

A Embraer emprega 16 mil trabalhadores em todo o país, sendo 12 mil apenas em São José dos Campos (SP), onde está sua sede.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região imediatamente ao anúncio das negociações divulgou nota de repúdio e anunciou uma campanha contra a venda da empresa, com exigência ao governo que vete essa negociação e reestatize a Embraer.

O PSTU se soma a essa luta. A Embraer é dos trabalhadores e do povo brasileiro! Não à sua venda! Reestatização já!


Toninho Ferreira é presidente do PSTU de São José dos Campos






14 de dezembro de 2017

Governo marca votação da Reforma da Previdência para fevereiro de 2018. Não vamos baixar a guarda!

14/12/2017 - O governo Temer, depois de passar o último mês repetindo que votaria a reforma da Previdência ainda em 2017 na Câmara, e gastando bilhões para isso, admitiu finalmente que não vai conseguir votar este ano.

Depois de várias cabeçadas, evidenciando a crise na base do governo, nesta quinta-feira, 14, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após um acordo com o Planalto e o Senado, marcou a votação na Câmara para o dia 19 de fevereiro, logo após a volta do Carnaval.

Na quarta-feira, logo após o PSDB ter divulgado que “fecharia questão” em torno da reforma, o líder do governo do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) veio a público dizer que a votação não seria mais em 2017 como trabalhava o governo, mas no início de 2018. Abriu-se uma crise interna no governo e o próprio Planalto desautorizou Jucá, afirmando que a data de votação só seria divulgada após reunião entre Temer e os presidentes da Câmara e do Senado. Mas um dia depois Maia admitiu que ela de fato só ocorreria em fevereiro.

O governo não conseguiu colocar em votação a reforma, apesar de toda a ofensiva realizada com o apoio do “mercado” e de praticamente toda a mídia. A fragilidade do governo e a crise em sua base mostram que é possível derrotá-lo. Ele não conseguiu, até o momento, ganhar a maioria da população, ou um setor expressivo, para a reforma. A massiva campanha de Temer que custou R$ 100 milhões, assim como a extensiva cobertura da imprensa pró-reforma, não viraram essa situação.

Isso ocorre porque toda a mobilização que realizamos no primeiro semestre, cujo ponto alto foi a Greve Geral do dia 28 de abril, consolidou na maioria da população uma visão crítica dessa reforma, que todas as mentiras propagadas pelo governo ainda não conseguiram reverter.

O governo Temer segue, contudo, querendo mostrar ao mercado que não jogou a toalha. Vai recrudescer sua campanha de mentiras e aumentar a pressão. Por isso é preciso manter a mobilização em direção a uma Greve Geral que impeça a reforma.

Se botar pra votar, o Brasil vai parar
Devemos nos manter mobilizados e montar um plano de lutas que culmine na Greve Geral e na tomada das ruas do país, capaz de impedir de vez que acabem com nossas aposentadorias.  Primeiro, é preciso retomar uma campanha política contra a destruição da Previdência pública. Todas as entidades do movimento, os sindicatos, centrais sindicais, etc., precisam responder e enfrentar essa campanha mentirosa do governo, das grandes empresas e da mídia burguesa, demonstrando à população que a reforma da Previdência ataca sim os pobres e garante os interesses daqueles que são os verdadeiros privilegiados: banqueiros, grandes empresários e essa corja de corruptos.

Logo no início do ano que vem, para que estejamos realmente preparados para ir à Greve Geral e tomar as ruas contra a reforma, devemos realizar uma série de ações. Logo na volta do recesso parlamentar precisamos pressionar deputados e senadores, realizando atos em todos os aeroportos do país e também um grande ato recepcionando-os em Brasília, avisando que, se botar a reforma para votar, o Brasil vai parar.

Mas é preciso garantir efetivamente a Greve Geral. A maioria das direções das centrais não podem vacilar, como no dia 30 de junho ou no último 5 de dezembro em que desmarcaram a Greve Geral. Nem tampouco convocar uma mobilização só para o dia da votação. Temos que voltar do ano novo já com um plano de lutas para derrotar essa reforma.

O adiamento da votação mostrou que é possível derrotar essa reforma. Vamos mostrar a eles que vai ter luta e que podemos fazer a maior Greve Geral que esse país já viu.

Se colocar para votar, o Brasil vai parar!


www.pstu.org.br






6 de dezembro de 2017

Setores de direita novamente atacam Mancha com racismo. Não passarão!

6/12/2017 - Os trabalhadores da Johnson & Jonhson estão numa valorosa greve desde a última segunda-feira (4), em razão do impasse na Campanha Salarial. Uma luta que merece todo apoio, principalmente em meio ao atual momento no país em que a patronal desfere vários ataques aos trabalhadores com base na Reforma Trabalhista, visando retirar direitos.

Como se não bastasse a ofensiva e repressão da própria empresa que tenta acabar com a paralisação, setores da direita de São José voltam a atacar a luta dos trabalhadores e dirigentes sindicais com ofensas racistas dignas de repúdio.

Nesta quarta-feira (6), uma postagem nas redes sociais citando a greve dos trabalhadores da Johnson voltou a atacar o companheiro Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente do PSTU e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que levou apoio à mobilização dos químicos.

Uma fotomontagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugere inclusive “sumir” com o dirigente.

Postagem semelhante já havia sido divulgada em julho deste ano (clique aqui)




Voltamos a repudiar o ataque racista contra Mancha e reafirmamos que serão tomadas todas as providências cabíveis contra essa prática criminosa.




Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

6/12/2017 - Em mais uma demonstração da disposição de luta dos trabalhadores, esta terça feira, 5 de dezembro, foi mais um dia de importantes mobilizações pelo país. Assembleias e atrasos na entrada dos turnos de fábricas, protestos e trancamento de rodovias e atos públicos ocorreram nas capitais e em várias cidades de norte a sul do país, contra a Reforma da Previdência, o governo Temer e o Congresso de corruptos.

O forte dia de manifestações ocorreu apesar da traição das cúpulas das maiores centrais sindicais que, na semana passada, novamente desmarcaram a Greve Nacional, que havia sido unitariamente convocada, repetindo o recuo feito em 30 de junho.

Sem ter sido consultada e com total discordância sobre o cancelamento da Greve Nacional, a CSP-Conlutas manteve o caráter de dia nacional de paralisações e protestos e orientou suas entidades filiadas a realizarem o maior número de ações neste dia. Mas mesmo na base das outras centrais, como da CUT e Força Sindical, houve rebelião da base e diversos sindicatos e direções estaduais também decidiram manter o caráter de dia nacional de mobilizações.

Em estados como Sergipe e Maranhão houve paralisação no transporte, bancos e comércio, além de mobilizações em locais de trabalho, que praticamente conferiram um clima de esquenta de Greve Geral.

Pelo país, mobilizaram-se trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos, operários da construção civil, rodoviários, professores, servidores públicos, petroleiros (que se mobilizaram em todas as bases), bancários, comerciários, entre outros.

As mobilizações tiveram início nas primeiras horas do dia, ainda de madrugada, com assembleias em fábricas, e trancamentos de rodovias. Ao longo do dia, ocorreram atos e passeatas em várias cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Maranhão, Ceará, Natal, Piauí, Pará, Paraíba, Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Manifestação em São Luis (MA)


Manifestação no Rio de Janeiro




Em São José teve mobilização nas fábricas e manifestação
Em São José dos Campos, metalúrgicos realizaram assembleias e passeata.  Trabalhadores da GM, Parker Filtros, Friuli e Panasonic repudiaram em assembleia a reforma do governo Temer que, na prática, vai acabar com o direito à aposentadoria para milhares de trabalhadores.








Também houve assembleias de outras categorias, com protestos dos petroleiros na Revap (Petrobras) e químicos na Johnson & Johnson. Em Jacareí, os trabalhadores do setor de alimentação também se manifestaram na Ambev.



Ainda na parte da manhã, por volta das 10h, manifestantes começaram a se reunir na Praça Afonso Pena. Com faixas e palavras de ordem, convocaram a população a se juntar contra os ataques do governo.

Cerca de 200 representantes de 13 sindicatos, entre eles metalúrgicos, professores, químicos, servidores públicos, bancários e trabalhadores dos Correios, estiveram no ato que também contou com a participação dos partidos PSTU e PSOL, além de aposentados e moradores do conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Dirceu Travesso.

“Os trabalhadores seguem dando demonstrações de que estão indignados e têm disposição para lutar e defender seus direitos. São as cúpulas das centrais sindicais, como a Força Sindical, ligada ao governo corrupto de Temer, ou a CUT e a CTB, braços sindicais do petismo que preferem que o governo faça o serviço sujo agora para facilitar a eleição de Lula em 2018, que estão travando a realização de uma nova Greve Geral”, avalia o presidente do PSTU de São José dos Campos Toninho Ferreira.

“O corrupto governo de Temer fará de tudo para aprovar esta reforma da Previdência tão exigida pelos banqueiros e empresários. Já está demonstrado que desse Congresso também não se pode esperar nada. Ou seja, na calada da noite eles podem aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores. Portanto, a tarefa é organizar uma poderosa Greve Geral que enterre de vez essa reforma. O PSTU está junto com os trabalhadores e jogará todas suas forças para esse objetivo”, afirmou Toninho.

Diante da iminência de uma votação da Reforma da Previdência e se precavendo do vacilo das cúpulas das maiores centrais sindicais, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindicato dos Eletricitários e o Sintaema convocaram uma reunião aberta e ampliada para esta quinta-feira (7) para construir a Greve Geral. A CTB, que assinou a nota desmarcando a Greve Nacional, mas depois voltou atrás, também fez um chamado para uma nova reunião com todas as centrais na sexta (8).

Para o PSTU todas as iniciativas que, de fato, apontem para ação direta dos trabalhadores para barrar esta nefasta reforma que acaba com a aposentadoria no país são fundamentais, pois só a mobilização da nossa classe poderá barrar este ataque.




4 de dezembro de 2017

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos elege Comissão Eleitoral que comandará pleito sindical em 2018

01/12/2017 - Os metalúrgicos de São José dos Campos e região elegeram, nesta quinta-feira (30), a comissão que irá conduzir o processo eleitoral da diretoria do Sindicato para o período de 2018 a 2021. Num salão lotado, a categoria elegeu a Equipe 1 com 86% dos votos. A Equipe 2 obteve 14%.

A Comissão Eleitoral terá a responsabilidade de elaborar o regimento e conduzir todo o processo de forma transparente e democrática, fazendo valer a vontade da categoria. Na assembleia, foram eleitos o metalúrgico aposentado Adilson dos Santos, a trabalhadora dos Correios Raquel de Paula e o carteiro aposentado Ezequiel Ferreira Lima Filho.

A eleição da diretoria do Sindicato acontecerá no primeiro semestre de 2018. O calendário será definido pela comissão.

Na abertura da votação, o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, ressaltou a importância do trabalho da Comissão Eleitoral para garantir que seja cumprida a democracia operária e empossar a futura diretoria.

Antes dos trabalhadores votarem, dois representantes de cada equipe puderam apresentar suas propostas e defender os caminhos a serem seguidos pelo Sindicato no próximo período.

“Esta foi uma assembleia democrática, com espaço para diferente ideias e propostas. Agora, é começar a organizar o processo eleitoral de forma que tudo corra dentro do que está determinado no Estatuto da categoria”, afirma Adilson dos Santos, membro da Comissão Eleitoral.

Na assembleia, compareceram 437 metalúrgicos. Deste total, 376 votaram na Equipe 1 e 61 na Equipe 2.



Informações: Sindmetalsjc




Trabalhadores repudiam recuo das centrais sindicais e reafirmam dia de luta neste dia 5 de dezembro

4/12/2017 - Mesmo após a decisão da maioria das Centrais Sindicais em desmarcar a Greve Nacional, convocada para esta terça-feira (5), sindicatos, federações e trabalhadores de diversos cantos do país não recuaram e decidiram manter greves, paralisações e mobilizações neste dia. Em bases sindicais em que as Centrais optaram pelo recuo, houve a decisão dos trabalhadores em manter o dia de luta, inclusive, com críticas à postura tomada por parte dessas direções.

A CSP-Conlutas não foi consultada para tomar essa decisão pelo cancelamento e logo que soube publicou nota discordando das outras centrais.




“Isto acontece exatamente no momento em que o governo Temer está com dificuldade em conseguir o número de votos necessários para a aprovação do fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Acontece no momento em que na base aumenta a disposição em realizar a Greve Nacional e manifestações para derrotar definitivamente a Reforma da Previdência. Este recuo é um grave erro e ajuda somente ao governo Temer. Não conta com o apoio da CSP-Conlutas”, afirmou a nota.

Não falam em nosso nome!
A Fasubra, que organiza os técnico-administrativos das universidades federais, também rechaçou a nota das centrais. “O Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical vem a público expressar a sua indignação e discordância com essa decisão. O correto é que as cúpulas das centrais revejam essa decisão e mantenham a greve nacional (…) Há muitos sindicatos e ativistas que são das bases dessas centrais e que não concordam com tal decisão; por isso nós, do Comando Nacional de Greve da Fasubra Sindical, integrado por trabalhadoras e trabalhadores de diferentes grupos políticos, somos solidários a todos que acreditam na luta e na unidade da Classe Trabalhadora e propomos manter as mobilizações e o calendário de lutas contra as reformas e o governo Temer. As cúpulas das centrais, neste momento e deliberação específica, não falam em nosso nome!”, destacou a entidade, saudando as Centrais que não acataram e assinaram a nota.

A Fenametro, Federação dos Metroferroviários, também descordou da desmarcação da greve. “Nos somamos àqueles que repudiam essa decisão e propomos que os atos sejam realizados em todas as cidades no dia 5 de dezembro. E mais do que isso, consideramos fundamental a realização de uma greve nacional ainda antes da votação da reforma. Mas para isso é necessário que as Centrais e todo movimento sindical realmente se empenhem na sua preparação”, pontuou a entidade.

A CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que é filiada à CUT, mesmo com a orientação de desmarcação da greve por parte de sua central representativa, manteve a orientação para que suas bases realizem manifestações. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), representante dos/as trabalhadores/as em educação, grandes prejudicados com a proposta da reforma previdenciária, orienta suas entidades a manterem as suas mobilizações previstas no dia 5 de dezembro. Mesmo com a Nota das Centrais e CUT, vamos continuar a mobilização, e pressão sobre os parlamentares nos escritórios políticos, casas, aeroportos e nas ruas onde residem. Também que se utilize essa data para fortalecer a conscientização da população sobre os prejuízos causados pela reforma da previdência”, reforçou em nota.

O Sepe, sindicato dos professores do Rio, cuja entidade é filiada a CUT, divulgou nota em que contraria a orientação da sua direção nacional. “Trata-se de um erro histórico. Numa conjuntura que o presidente tem menos de 3% de aceitação, que o Congresso está comprovadamente envolvido em escândalos de corrupção, desmoralizados perante a população, é papel das direções impulsionar as lutas, organizar comitês de mobilização em escolas, fábricas, bairros e construir uma grande Greve Geral para derrotar Temer e seus ataques. Não temos dúvida de que todos os esforços do governo serão feitos para aprovar a Reforma da Previdência”, destacou em nota.

No Maranhão, e em outros estados, contrariando a orientação das Centrais nacionais, manteve-se o ato e a orientação de Greve Nacional no estado. Em nota intitulada “não tem arrego” e assinada pelas Centrais CSP-Conlutas, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical, reforçaram o chamado para o dia.

CSP-Conlutas reforça chamado. Nenhum passo atrás!
Bases da CSP-Conlutas, como Andes-SN, Sinasefe, Sindicato Nacional dos Docentes de Universidades Federais, Aduneb, de professores da Bahia, movimento S.O.S Emprego no Rio de Janeiro seguem com orientação da Central de manter a paralisação neste dia.

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul também filiado à CSP-Conlutas repudiou o recuo e seguiu a orientação da CSP-Conlutas. “O Sindimetrô/RS não compactua com este recuo e aponta para a necessidade de manter a mobilização, com forte pressão nos deputados federais em suas bases e no Congresso Nacional (…) Agora não é hora de recuarmos, uma vez que o recuo do governo não é definitivo. Portanto, a reforma pode ser colocada em votação ainda em dezembro”.

A FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) repudiou a decisão. “O conjunto da classe trabalhadora já se preparava para mais um enfrentamento contra o projeto de reforma da previdência do governo Temer. Com a dificuldade do governo de angariar votos, a ida às ruas teria um efeito progressivo na luta contra as reformas do governo e na conscientização da classe trabalhadora”, apontou a entidade. A Federação reforçou ainda a orientação de manutenção deste dia de luta. “A categoria petroleira encontra-se em luta em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo atacado pela direção da Petrobras. (…) A direção da Federação Nacional dos Petroleiros indica a manutenção da data, como dia nacional de mobilizações para pressionar a Petrobrás a apresentar uma proposta de acordo que não retire direitos”.

Não é hora de recuar
O governo Temer promoveu novos jantares neste fim de semana para continuar angariando votos para a aprovação da Reforma da Previdência. Na quarta-feira se reunirá com integrantes do PSDB para tentar um acordo favorável para a aprovação de mais esse ataque. Há informações já divulgadas na grande imprensa de que se conseguir o apoio pode colocar em votação no próximo dia 13 de dezembro.


Por isso, a CSP-Conlutas segue a orientação de não recuar, tampouco baixar a guarda para essa corja de corruptos que está querendo ganhar tempo e desmobilizar o povo. Neste sentido, a classe trabalhadora deve seguir em luta e não se deixar enganar com um suposto recuo do governo Temer. Mesmo sabendo que a população reprova a medida, não medirão esforços para aprová-la. Só nas ruas e fazendo greve será possível barrar essa reforma.


Informações: CSP-Conlutas







23 de novembro de 2017

Diga não à Reforma da Previdência! Greve Geral neles!

23/11/2017 - Temer, o Congresso e o ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, prometem votar a reforma da Previdência ainda este ano. Dizem que vão apresentar uma proposta enxuta da reforma para conseguir os 308 votos necessários na Câmara. A ideia do governo é aprovar pelo menos metade da proposta original e satisfazer os banqueiros e os grandes empresários, o tal mercado, os bilionários desse país injusto e desigual.

Banqueiros e empresários querem que sejam aprovados já os pilares centrais da reforma para o roubo da sua aposentadoria. Como tem eleições ano que vem e esse governo é rejeitado por 95% da população, o Congresso de picaretas, que se o povo pudesse, botava fogo como no Paraguai, sabe que, mais rejeitada que o presidente, só a reforma da Previdência. Por isso, não vai ser mole conseguir os 308 votos. Mas eles vão tocar assim mesmo, querem agradar ao mercado e, para tentar aprovar, vêm com essa história de reforma enxuta.

Já contrataram agência publicitária para tentar enganar você. Vão tentar dizer que estão combatendo privilégios dos funcionários públicos. Já começaram aumentando de 11% para 14% o desconto da Previdência sobre o salário do funcionalismo, dizendo que o governo arrecadará R$ 5 bilhões. Porém, só na semana passada, perdoaram mais de R$ 10 bilhões de dívidas dos ruralistas.

As grandes empresas devem R$ 426 bilhões para o INSS, três vezes mais do que o déficit que alegam existir e que, já está provado, nem existe. Só os bancos devem R$ 124 bilhões à Previdência. Por que o governo não cobra os banqueiros ao invés de cortar a aposentadoria dos trabalhadores, sejam eles da construção civil, sejam das fábricas, sejam professores? É que Temer é um lacaio dos banqueiros e dos empresários. E a reforma trabalhista comprova muito bem isso.

O governo diz que apresentará, depois do dia 20, uma proposta para ser votada em dezembro. O objetivo, entre outros ataques, é aumentar a idade mínima para se aposentar de 65 anos, para os homens, e 62 para as mulheres. Ou seja, isso fará com que a maioria dos setores mais pobres da população trabalhe até morrer, e toda a classe trabalhadora não tenha nenhuma segurança depois de trabalhar a vida inteira.

Privilegiados são os seis milionários que têm a renda equivalente à de 100 milhões de brasileiros. Privilegiado é Temer, que se aposentou aos 55 anos e recebe R$ 45 mil por mês.

Greve geral neles!
No dia 10 de novembro, depois de um forte dia de luta em todo o país, as principais centrais sindicais lançaram uma nota pública unitária, chamando uma paralisação nacional caso a reforma da Previdência vá à votação no Congresso. É necessário efetivamente alertar toda a classe trabalhadora e se preparar para a guerra. Não podemos deixar que o Congresso de picaretas vote mais esse ataque.

É preciso construir, pela base, uma campanha de esclarecimento e uma greve geral. Temos força para impedir mais esse ataque se tomarmos o caminho da luta unificada e pararmos o Brasil. É preciso exigir assembleias nos sindicatos e, também, exigir dos movimentos sociais e populares que construam esse processo pela base.

Temos de exigir das centrais que, diferentemente do que fizeram no dia 30 de junho, quando todas elas, exceto a CSP-Conlutas, desmobilizaram a greve geral, mobilizem até o fim agora. Não podemos ficar em silêncio, esperando que liguem a máquina de mentiras e pensem que vão passar por mais essa. Impedimos a votação da reforma da Previdência em maio, quando fizemos a Greve Geral de 28 de abril. Podemos fazer isso novamente e derrotar esses picaretas.

Por uma alternativa operária e socialista para o Brasil
Os capitalistas estão jogando a crise nas nossas costas, aumentando o desemprego e a exploração, desmantelando os serviços públicos, aumentando a violência contra os lutadores, grevistas e, especialmente, contra o povo e a juventude pobre e negra da periferia. Como se não bastasse, para aumentar a exploração, tentam dividir a classe trabalhadora para aumentar a desigualdade, atacando direitos e promovendo extrema violência contra mulheres, LGBT’s, imigrantes, indígenas e quilombolas.

Os ricos é que devem pagar pela crise. Para se ter emprego, salário, moradia, saúde, educação, terra e direitos, é preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros, anular as reformas do Temer e impedir as privatizações. É preciso estatizar o sistema financeiro sem indenização, expropriar e colocar sob controle dos trabalhadores as empresas corruptas e as multinacionais.

Só conseguiremos isso com um governo socialista dos trabalhadores, que governe por conselhos populares. E esse governo, só conquistaremos com a nossa luta. Vamos unir os de baixo para derrubar os de cima!



Neste sábado, dia 25, vamos às ruas denunciar a violência machista e racista contra as mulheres

23/11/2017 - O Brasil saltou do 7° para o 5° lugar no ranking de assassinatos de mulheres no mundo. Os números são assustadores. Todos os dias 13 mulheres são assassinadas, 135 são estupradas e uma é agredida a cada cinco minutos.

Nesse quadro de violência, as mulheres negras são as mais afetadas. Em 10 anos (entre 2003 e 2013), a taxa de homicídio de mulheres negras aumentou 54%, enquanto que entre as mulheres brancas diminuiu 9%.

Em outro dado alarmante, as notificações de estupros coletivos mais que dobraram desde 2011, passando de 1.570 para 3.526, em 2016.

Não bastasse essa barbárie fruto da violência machista, o governo Temer e os corruptos do Congresso tomam medidas e editam leis contra as mulheres, como a que está prestes a ser votada que proíbe o aborto totalmente no Brasil, mesmos nos casos extremos hoje permitidos por lei, como em casos de estupro e quando há risco para a vida da mulher (PEC 181).

Ato na Praça Afonso Pena
Neste Novembro de Lutas, iremos às ruas para denunciar essa situação.

Neste sábado, 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, os sindicatos do Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realizam um ato em São José dos Campos, na Praça Afonso Pena, às 10 horas, para marcar a data e denunciar o machismo, o racismo e a violência. Participe!




22 de novembro de 2017

Artigo: Sobre estupro e aborto

22/11/2017 - Está avançando na Câmara dos Deputados a PEC 181 (Proposta de Emenda Constitucional), que torna crime o aborto em qualquer circunstância, inclusive em caso de estupro, de risco de vida para a mulher ou de anencefalia do feto. Este é um grave retrocesso nos direitos da mulher e no atendimento de saúde pública.

A proposta pretende criminalizar quem, na verdade, é vítima de um crime cruel. Mulheres estupradas carregam consigo, por anos, as cicatrizes de uma violência difícil de esquecer. Obrigá-las a ter o filho é prolongar e elevar o sofrimento a um estágio que só a mulher pode entender.

No Brasil, um milhão de abortos são realizados todos os anos, e a cada dois dias uma mulher morre em decorrência de complicações no procedimento. É um contrassenso defender a PEC com o argumento de ser “a favor da vida”, como disse o autor da proposta, o deputado Jorge Mudalen (DEM).

Se a PEC for aprovada, as trabalhadoras, principalmente negras e pobres, serão as maiores prejudicadas. Elas estão mais expostas ao risco de estupro, não têm acesso à educação sexual e planejamento familiar e têm que recorrer a clínicas clandestinas de aborto, colocando em risco sua própria vida.

Não podemos aceitar que o Congresso Nacional, composto em sua maioria por homens corruptos e hipócritas, decida sobre nossas vidas. Precisamos tomar as ruas para continuar com o direito ao aborto seguro e gratuito em caso de estupro ou risco para a mulher. É preciso legalizar o aborto em qualquer circunstância.


Janaína dos Reis – membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML)


Artigo publicado no jornal O Vale de 22/11/2017

11 de agosto de 2017

Metalúrgicos do país definem dia de greves e manifestações em 14/9 e plenária nacional no dia 29/9

11/8/2017 - Os principais sindicatos de metalúrgicos do país reuniram-se nesta sexta-feira (11), em São Paulo, pela segunda vez neste mês de agosto, para organizar e definir iniciativas da unidade de ação nas campanhas salariais desse ano e na luta para combater as reformas Trabalhista e da Previdência.

As entidades presentes definiram a realização de um dia nacional de manifestações e greves no dia 14 de setembro e também uma plenária nacional dos metalúrgicos aberta a trabalhadores de outros setores industriais no dia 29 de setembro para discutir a luta contra as reformas e em defesa dos direitos.

Na última semana de agosto, haverá um “esquenta” com a realização de assembleias e distribuição de um jornal unificado.

A unidade de ação envolve representantes sindicais da CSP-Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Intersindical. Estiveram presentes na reunião desta sexta, dirigentes da CSP-Conlutas, CNTM Força Sindical , CNM CUT , Fitmetal (CTB), Intersindical, sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo, Guarulhos, Santo André, Santos, São José dos Campos, ABC, Sorocaba e Jaguariúna.

“O governo não pode continuar atacando os trabalhadores, sem reação das centrais e do movimento sindical de conjunto. Neste segundo semestre, teremos campanhas salariais de importantes e combativas categorias. Nas bases, a indignação é grande e os trabalhadores já demonstraram no último período que têm disposição e força pra lutar”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que participou da reunião.

“Nossa palavra de ordem é unir e resistir! Nenhum direito a menos”, concluiu.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 22 de agosto e será aberta a sindicatos de outros setores da indústria.

Com terceirização, Prefeitura do PSDB vai precarizar atendimento médico em São José dos Campos

8/8/2017 - Amparado pela nova lei da terceirização, o prefeito Felício Ramuth (PSDB) vai terceirizar parte do atendimento médico à população de São José dos Campos. A medida precariza a contratação dos profissionais e, para especialistas, está longe de resolver o problema da saúde na cidade.

A Prefeitura pretende contratar até 110 mil consultas nas áreas de clínica geral, pediatria e ginecologia, a um preço médio de R$ 22 cada. Em seis meses, a medida custará R$ 2,4 milhões aos cofres públicos. O atendimento será feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo médicos ouvidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos sob a condição de anonimato, a contratação de consultas não é o ideal. Entre os diversos problemas apontados, há um que atinge diretamente o paciente. Dificilmente, ele será atendido pelo mesmo médico em caso da necessidade de uma nova consulta – o que pode comprometer a eficiência do tratamento.

Em um primeiro momento, o modelo de contratação deve desafogar as filas nas UBS, mas não vai resolver o problema dos pacientes, que logo voltarão a sofrer com a espera pelo atendimento em outras especialidades, a fila para exames e a falta de medicamentos.

Baixos salários
O prefeito argumenta que a medida seria uma solução “inovadora” e visa resolver de imediato o problema da falta de médicos concursados na cidade. No entanto, os profissionais da rede municipal argumentam que o salário está defasado, inclusive muito abaixo de outras prefeituras. Este cenário leva ao número reduzido de médicos interessados em permanecer na rede pública da cidade.

Avanço da precarização
Na prática, a medida vai aprofundar a terceirização e a precarização nos serviços da saúde da cidade. Na rede pública de São José dos Campos, já existem empresas terceirizadas atuando nos serviços de agendamento, gerenciamento, limpeza e exames médicos.

O modelo rendeu muitos problemas e levantou suspeitas. Em março deste ano, a Comatic, empresa que era responsável pela limpeza nas unidades, foi flagrada cometendo uma série de irregularidades, como atrasos nos pagamentos dos funcionários e o não cumprimento de diversas cláusulas contratuais.

Em outro caso, a ICV (Instituto Ciências da Vida), responsável pela gestão da UPA do Putim, foi denunciada por quarteirizar suas funções para outras cinco empresas. Na época, a empresa recebeu R$ 1,15 milhão por mês da Prefeitura para gerenciar a unidade, mas se tornou, na prática, apenas uma mediadora, já que o serviço era realizado por outras. A UPA do Putim era alvo de muitas reclamações por parte da população.





Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

11/8/2017 - Encastelados no poder, Temer, o Congresso e os juízes (corruptos representantes do mercado) estão cada dia mais separados dos trabalhadores e da maioria do povo por um abismo sem fim.

Engana-se quem confia em aparências e acredita que há apatia na classe operária e no povo. Ninguém pode prever qual será a gota d’água que pode fazer transbordar o copo. A Greve Geral de 28 de abril foi só um apito da panela de pressão.

Temer impediu a votação de sua denúncia na Câmara com compra de deputados e ajuda da oposição. “Diretas já” só da boca para fora. O PT se mostrou favorável ao “fica Temer”. Para o PT, é melhor que Temer fique até 2018, aprove as reformas, faça as privatizações e seja vitorioso na operação salva-corruptos.

É por isso que Lula declarou que não vai desfazer as reformas que Temer fizer. É por não ter um projeto para o país diferente e contrário ao que exige o mercado que o PT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo orientam e veem com naturalidade que a cúpula da CUT puxe o tapete de Greve Geral e negocie a reforma trabalhista.

A cúpula da Força Sindical também está nesse acordão, pois o partido Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, é da base de sustentação de Temer no Congresso. Essa gente que segura Temer é a mesma que, na maior cara de pau, joga a culpa no povo.

Os capitalistas internacionais (imperialismo) e seus sócios menores, os capitalistas brasileiros (banqueiros, grandes empresários e latifundiários) têm como projeto para sair da crise roubar as riquezas do país e aumentar a exploração dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

O projeto deles entrega ainda mais o país às multinacionais. Transfere para banqueiros e donos dos títulos da dívida do governo metade de tudo o que o país arrecada. Aumenta a taxa de lucro das empresas com desemprego, reformas, terceirizações e diminuição de salários.

Para enfrentar essa guerra social e defender a soberania do país, precisamos ir à luta unificados. A greve geral continua sendo necessária.

Precisamos também de um projeto oposto ao projeto dos capitalistas.

É preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros. Anular as reformas de Temer, Dilma, Lula, FHC. Expropriar e estatizar, sob controle dos trabalhadores, as empresas envolvidas em corrupção e as empresas que devem mais de R$ 545 bilhões em PIS e Confins para a Seguridade Social e outros R$ 426 bilhões à Previdência. Estatizar o sistema financeiro.

Para aplicar esse projeto, precisamos de um governo socialista dos trabalhadores, que governe por Conselhos Populares e faça, de verdade, com que os capitalistas paguem pela crise.


Editorial Opinião Socialista 540



Leia também: Podemos enfrentar e derrotar a guerra social do governo contra os trabalhadores






24 de julho de 2017

Luto: Hiena, ativista que participou da histórica greve da GM de 1985, faleceu nesta segunda-feira (24)

24/7/2017 - Faleceu nesta segunda-feira (24) o ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Ediberto Bernardo dos Santos, o Hiena.

O camarada foi diretor do Sindicato entre 1987 e 1990, num período de muita luta e enfrentamentos.

Foi um dos ativistas que participou da histórica greve da General Motors em 1985. Por sua atuação, foi duramente perseguido. Fez parte do grupo dos 33 demitidos e processados criminalmente em razão da greve.

A perseguição política marcou a vida de Hiena e dos outros trabalhadores da GM que tiveram seus nomes incluídos nas chamadas “listas sujas” e amargaram anos de desemprego.

A anistia política veio em 2009, com pedido de perdão pelo Estado brasileiro.

Morreu vítima de câncer, aos 56 anos, e está sendo velado no Campo das Oliveiras, à Rua Siqueira Campos, 263, em Jacareí. O sepultamento será no Cemitério Parque Santo Antônio, às 15h30.

20 de julho de 2017

Podemos enfrentar e derrotar a guerra social do governo contra os trabalhadores

20/7/2017 - A puxada de tapete da Greve Geral por parte das cúpulas da Força Sindical, da CUT e da UGT teve, por trás, a negociação da reforma trabalhista e da operação “salva-corrupto”. O Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, faz parte do governo Temer no Congresso.

O PT está na oposição parlamentar, mas não tem um projeto realmente contrário às reformas dos patrões, porque se propõe a governar com banqueiros e empresários. Tanto que Lula já disse: “seria falso dizer que eu vou anular tudo”, referindo-se às reformas de Temer e à possibilidade de se eleger em 2018. Basta dizer que Meirelles, atual ministro da Fazenda, foi ministro de Lula. O PT prefere que Temer faça o trabalho sujo, aprove as reformas para tentar voltar a governar em 2018 com elas já feitas.

Perante a crise, a receita da burguesia é desatar uma guerra social contra os trabalhadores. Dilma começou a aplicar a reforma cortando o PIS e o seguro-desemprego. Temer continua com as reformas que os banqueiros e empresários querem: cortam nossos direitos e aposentadorias e pagam bilhões da dívida pública a banqueiros e empresários.

O pagamento dos juros mais altos do mundo aumenta a dívida pública. A necessidade de pagar esses juros serve de justificativa para o ajuste fiscal: corte nos gastos sociais, desvio de verbas da saúde educação e reforma da Previdência. O pagamento da dívida é um roubo ainda maior do que a corrupção.

O governo ainda beneficia os bancos com operações feitas pelo Banco Central que, com a desculpa de segurar a inflação, enxugam R$ 1 trilhão que sobram no caixa dos bancos, trocando essa sobra por títulos da dívida pública. Com isso, os bancos vão aumentar seus lucros, pois são pagos os juros mais elevados do mundo aos títulos.

Esse troca-troca aumenta ainda mais a dívida pública, que gera, por sua vez, novo aumento da despesa pública com o pagamento dos juros aos bancos. Pura agiotagem. É assim que os banqueiros levam metade do orçamento do país.

Esse dinheiro, segundo números da Auditoria Cidadã da Dívida, correspondente a 17,5% do valor do PIB (tudo que é produzido no Brasil). Mas ninguém vê o governo, a televisão, nem mesmo o PT denunciando que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que manda economizar dinheiro da saúde, da educação e da aposentadoria, é para pagar essa dívida. Tampouco se vê o PT propondo parar de pagá-la.

Guerra contra os de cima
Ao puxarem o tapete da Greve Geral, as cúpulas das centrais ajudaram a dar sobrevida a Temer e à provação da reforma trabalhista. Mas nós podemos derrotar os de cima organizando os debaixo. Precisamos tirar lições dessa traição e organizar, pela base das categorias, uma alternativa às cúpulas dessas centrais. Devemos exigir que os sindicatos enfrentem as direções das centrais e organizem a luta unificada para impedir a aplicação da reforma trabalhista.

Podemos unificar setores importantes da classe trabalhadora e não permitir a retirada de nenhum direito dos contratos coletivos. É necessário e possível, também, uma Greve Geral de 48 horas para derrotar também a reforma da Previdência e botar abaixo Temer e todos eles!

Precisamos debater um projeto dos trabalhadores, independente dos patrões e dos banqueiros. Um projeto que garanta os direitos e uma vida digna para a classe trabalhadora e o povo pobre. Que enfrente banqueiros, empresários e latifundiários.

Precisamos construir na luta um governo socialista dos trabalhadores, que governe em Conselhos Populares. Um governo que suspenda o pagamento da dívida aos banqueiros; exproprie e estatize as empresas corruptas e as coloque sob controle dos trabalhadores; estatize e coloque sob controle dos trabalhadores o sistema financeiro; entre outras medidas.


Editorial do Opinião Socialista nº 539
www.pstu.org.br

17 de julho de 2017

12° Congresso: Metalúrgicos de SJC cobram das Centrais nova Greve Geral e propõem o dia 2 de agosto

17/7/2017 - No último final de semana, trabalhadores metalúrgicos(as) de São José dos Campos e região realizaram o 12º Congresso da categoria, em Caraguaratuba/SP. Mais de 100 delegados(as) reuniram-se durante dois dias e debateram como fortalecer as lutas e a organização da categoria, principalmente, para derrotar as reformas Trabalhista e da Previdência.

Diante da grave crise política, econômica e social existente no país, os metalúrgicos reafirmaram o caminho da luta direta para derrotar as reformas, o governo Temer e o Congresso de corruptos. A categoria tem sido vanguarda nas lutas do último período, tendo realizado várias greves, paralisações e protestos contra os ataques aos direitos.

Uma das principais resoluções aprovadas faz uma exigência às Centrais Sindicais para que retomem o processo de mobilização para revogar a Reforma Trabalhista e a lei da terceirização, aprovadas pelo Congresso e sancionadas por Temer, bem como para impedir a Reforma da Previdência.

Propõe que as centrais definam um plano de lutas e organizem desde já, pela base, uma nova Greve Geral. Indicam o dia 2 de agosto, data em que a Câmara dos Deputados poderá votar o pedido para abertura de processo contra Michel Temer por corrupção passiva.


A categoria também refutou qualquer negociação com o governo Temer ou “remendo” nas reformas. “Tanto a proposta do governo Temer, quanto as propostas de emendas apresentadas por deputados e centrais sindicais retiram direitos trabalhistas. Nenhum trabalhador autorizou nenhuma central a negociar em seu nome”, afirma trecho da resolução de conjuntura nacional.

A defesa do “Fora Temer e todos os corruptos” também foi outra resolução aprovada, que continuará sendo incorporada nas lutas da categoria.

No caso da queda de Temer, contra uma saída institucional por eleições indiretas, a categoria aprovou que o Sindicato deverá chamar a luta por Eleições Gerais, com novas regras, ou seja, eleições para todos os cargos, não só para presidente da República, como também para deputados e senadores.

Fortalecimento da CSP-Conlutas
A tese proposta pela diretoria, e aprovada como resolução no Congresso, também faz um balanço da CSP-Conlutas, da qual o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos é fundador. A avaliação é que a Central após 11 anos de sua criação se firmou como uma alternativa classista, independente e democrática para as lutas dos trabalhadores. “Durante os governos do PT, a CSP-Conlutas cumpriu um papel protagonista na realização de lutas e paralisações”, diz trecho da tese.

Os metalúrgicos(as) aprovaram ainda impulsionar a discussão do Congresso Nacional da Central, que acontecerá em outubro. “O 12º Congresso resolve impulsionar a discussão do Congresso Nacional da CSP-Conlutas nas assembleias e organismos da categoria, reafirmando o projeto de independência de classe da nossa central em contraposição às organização que pregam a conciliação de classes. Construir a CSP-Conlutas na base, como alternativa de direção ara o movimento sindical brasileiro”, afirma resolução.


Organização de base, luta contra opressões e 100 anos da Revolução Russa
Os delegados e delegadas, eleitos(as) em dezenas de assembleias nas fábricas da categoria, também discutiram e aprovaram resoluções com a avaliação da categoria e o plano de lutas em relação a vários temas, como situação internacional, organização de base, saúde do trabalhador, mulher trabalhadora, luta contra as opressões, aposentados, entre outros.

Os 100 anos da Revolução Russa também foram lembrados pelo Congresso metalúrgico. No sábado à noite, Martin Hernandez, estudioso do tema e dirigente da LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional), deu uma palestra, destacando os principais acontecimentos e lições da revolução que mudou a história mundial.

Os membros da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes e Luiz Carlos Prates (Mancha) acompanharam os debates do Congresso.


www.cspconlutas.org.br





8 de julho de 2017

Todo repúdio aos ataques do MBL ao companheiro Mancha! Fascistas não passarão!

7/7/2017 - No dia 30 de junho, os trabalhadores deram mais uma demonstração de sua força e disposição de luta. Foram protestos, paralisações e cortes de estradas por todo o país, em protesto contra as reformas defendidas pelo corrupto governo Temer e pelo empresariado. Em São José dos Campos, região operária no Vale do Paraíba, conhecida pelo movimento sindical combativo e pelas grandes lutas dos trabalhadores, não foi diferente.

Foi após mais um grande dia de luta, com mais de 10 indústrias paralisadas, transporte afetado, bancos e comércios de portas fechadas e protestos nas ruas, que o companheiro Luiz Carlos Prates (Mancha), integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos na cidade e conhecido militante das lutas operárias na região, foi alvo de uma postagem racista do MBL de São José dos Campos (Movimento Brasil Livre), no Facebook.

Uma foto montagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugestiona inclusive “sumir” com o dirigente.


Imagem compartilhada pelo MBL de São José dos Campos 


Fascistas não passarão!
Todo o repúdio a este ataque racista e preconceituoso que não se dirige apenas ao companheiro Mancha, mas também às lutas dos trabalhadores.

O MBL é um dos grupos de direita surgido no esteio das manifestações pelo impeachment de Dilma. Se autodenominam “apartidários” e “independentes”, mas são ligados e financiados pelo governo Temer, PMDB, PSDB, empresas e banqueiros. Não é a toa que são defensores das reformas da Previdência e Trabalhista e de todo o ajuste fiscal que penaliza os trabalhadores.

Dizem ser contra a corrupção, mas sumiram das ruas depois que Temer assumiu. Durante a ocupação das escolas pelos estudantes secundaristas agiram como forças paramilitares, usando de agressão física contra alunos, em várias cidades do país, para desocupar as escolas.

A postagem contra Mancha é criminosa, afinal racismo é crime, mas não é a única de caráter preconceituoso, pois na página do grupo é fácil encontrar a criminalização da pobreza e das lutas.

Em abril, na Greve Geral do dia 28, por exemplo, diante do caso de um absurdo atropelamento de manifestantes ocorrido durante os protestos na região, eles parabenizaram o motorista, tripudiaram os estudantes atropelados e sugeriram que essa deveria ser uma prática diante de protestos. Típico da ideologia fascista, que exalta e estimula a violência.

Repudiamos e vamos denunciar e tomar providências contra as práticas racistas e preconceituosas dessa organização de direita que age a serviço dos interesses do empresariado, contra os trabalhadores. Fascistas não passarão!



3 de julho de 2017

“Uma saída socialista para a crise brasileira” é o tema da palestra na sede do PSTU de São José dos Campos, nesta quarta-feira (5)

3/7/2017 - O PSTU de São José dos Campos realiza em sua sede, nesta quarta-feira, dia 5 de julho, às 18h30, a palestra “Uma saída socialista para a crise brasileira”. Atnágoras Lopes, da direção nacional do PSTU e da Executiva Nacional da CSP-Conlutas,  será o palestrante.

A crise política brasileira segue sem ter uma luz no fim do túnel. Não há quem arrisque com certeza os próximos passos da situação nacional, tamanha a crise no “andar de cima” e na economia do país.

Seja no governo Temer, no Congresso ou em outras esferas dos governos a corrupção é crônica e o pagamento da Dívida Pública a banqueiros e especuladores internacionais consome mais de 50% do orçamento da União, jogando a crise nas costas dos trabalhadores, com mais de 20 milhões de desempregados e piora nas condições de vida. Como se não bastasse, o governo e os grandes empresários iniciaram uma verdadeira “guerra social”, com brutais ataques aos direitos dos trabalhadores e do povo pobre.

Mais do que discutir essa situação, Atnágoras Lopes (foto) virá a São José p ara debater uma saída socialista para a crise brasileira, uma saída em favor da classe trabalhadora.

Compareça! Esperamos por você, seus amigos e família!

A sede do PSTU fica na rua Romeu Carnevalli, 63, centro (próximo ao Mercado Municipal).

Confirme presença na página do evento no Facebook e compartilhe:
https://business.facebook.com/events/1538137442885087








30 de junho de 2017

Fábricas paradas, protestos e manifestações marcam dia de Greve Geral em São José e região

30/6/2017 - São José dos Campos e região tiveram um novo dia de fortes mobilizações nesta sexta-feira, dia 30, a exemplo da Greve Geral realizada em abril. Como em outras regiões do país, foram realizadas greves, protestos e manifestações, demonstrando, mais uma vez, a forte disposição de luta dos trabalhadores.

Houve paralisações e mobilizações nas categorias: metalúrgica, petroleira, química, construção civil, rodoviários e bancária.

Em São José dos Campos, não houve produção na General Motors, seja entre os trabalhadores diretos da montadora, seja entre os terceirizados. Também pararam a Prolind, Hitachi, Parker Filtros, Heatcraft, Ericsson e Sun Tech.

Pararam os trabalhadores a Monsanto, os petroleiros e operários da construção civil terceirizados da Revap, e os bancários fecharam todas as agências da região central da cidade.

Já em Jacareí, pararam as metalúrgicas Avibras, Parker Hannifin, Armco e Deca e a química Basf (Jacareí). Em Taubaté, na indústria química IFF também teve greve.

O dia começou com mobilização e piquetes nas garagens de ônibus urbanos, tanto em São José como em Jacareí. Mas, ainda nas garagens, houve fortíssima repressão da PM que usou de muita violência para tentar impedir que se repetisse na região a forte paralisação ocorrida em abril, quando nenhum ônibus circulou.

Na Maringá, na zona sul, a Guarda Municipal agiu com truculência para forçar a saída dos ônibus. Dirigentes sindicais foram agredidos com cassetetes e gás de pimenta. Apesar de tudo, houve atrasos e paralisações pela manhã em São José e Jacareí.

Passeatas tomaram as ruas de São José e Jacareí
Após as mobilizações nas garagens e fábricas que tiveram início nas primeiras horas da madrugada, manifestantes de várias categorias se concentraram nos centros das cidades de São José dos Campos e Jacareí e saíram em marcha pelas ruas.

Em São José, o ato começou na Praça Afonso Pena, por volta das 10h, e seguiu pela Rua 15 de novembro e Avenida Madre Paula de São José, terminando por volta das 12h em frente ao INSS, na Avenida João Guilhermino.

Em Jacareí, os condutores da viação JTU conduziram os carros em operação tartaruga pelo centro da cidade, como forma de protesto contra Temer e as reformas que retiram direitos. A manifestação também contou com a participação de servidores públicos da Prefeitura, trabalhadores do serviço de água e esgoto, da alimentação, químicos, vidreiros, papeleiros e aposentados.

Durante duas horas eles percorreram as ruas da cidade com carro de som, faixas e cartazes que denunciavam a corrupção no governo Temer e os deputados federais da região Eduardo Cury (PSDB) e Pollyana Gama (PPS), que votaram a favor da reforma trabalhista e defendem a reforma da Previdência.

Repressão
Além da forte repressão feita pela PM nas garagens de ônibus, na Embraer, onde teve manifestação na entrada do primeiro turno, também houve abuso e violência contra manifestantes. A Polícia Militar chegou a agredir covardemente o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira.






No final do ato, na Praça Afonso Pena, em São José, houve um escandaloso caso de arbitrariedade. Cerca de 20 ativistas que participaram da passeata realizada no centro foram detidos após o final da manifestação, por cerca quatro horas no 1º Distrito Policial. A absurda prisão ocorreu quando os ativistas aguardavam na delegacia a liberação de outros dois manifestantes que haviam sido presos anteriormente.

Para o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, as mobilizações deste dia 30 de junho demonstram mais uma vez que há disposição de luta da classe trabalhadora para derrotar as reformas e o governo Temer.

A luta continua
“Os setores mais organizados da classe em diversas categorias pararam em todo o país. Assistimos greves, cortes de estradas, manifestações. Uma mobilização que alcançou todos os estados do país mais o Distrito Federal”, avaliou Toninho.

“Ficou mais uma vez demonstrado que há muita reserva de forças na classe trabalhadora, mas também vimos que nem todas as centrais sindicais estão comprometidas com a derrota das reformas”, disse.

Para Toninho, as mobilizações só não foram maiores em razão do vacilo de algumas centrais como a Força Sindical e a UGT e do processo de negociação que estas centrais estão fazendo com o governo Temer jogam contra a luta dos trabalhadores.

“Neste dia 30, quando milhares de trabalhadores estavam nas ruas contra as reformas, o Supremo Tribunal Federal retomou o mandato de Aécio e soltou o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os governos agiram com extrema violência e repressão contra os manifestantes. O governo também segue firme com o propósito de aprovar a reforma Trabalhista nos próximos dias”, analisa Toninho.

“Portanto, a nós trabalhadores, não resta outro caminho senão seguir lutando, intensificando as mobilizações, inclusive com a exigência de que as centrais sindicais rompam qualquer negociação com o governo e organizem a mobilização para derrotar as reformas de uma vez”, concluiu.













26 de junho de 2017

Nesta quarta (28), Fórum de Lutas do Vale do Paraíba faz reunião para organizar Greve Geral na região


26/6/2017 - Por todo o país, categorias estão aprovando a adesão à Greve Geral marcada para a próxima sexta-feira, dia 30 de junho, e reuniões e plenárias discutem a organização da mobilização que promete parar o país. O Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realiza reunião nesta quarta-feira (28) para acertar os detalhes da paralisação na região.

A expectativa das entidades é realizar uma mobilização maior e mais forte que a realizada em 28 de abril.

À época, o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba reuniu mais de 20 sindicatos de várias categorias, mobilizando trabalhadores como metalúrgicos, condutores, químicos, comerciários, bancários, trabalhadores dos Correios, da alimentação, aposentados, professores, petroleiros, entre outros. A mobilização parou tudo na região: transporte, indústrias, comércio, bancos, estradas e avenidas.

A disposição de luta é grande. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, por exemplo, realizou no último sábado (24) uma reunião com o Conselho de Representantes da entidade, formado por ativistas e trabalhadores da base e, por unanimidade, confirmou a disposição da categoria em parar as fábricas para derrubar as reformas trabalhista e da Previdência e exigir a saída de Temer (PMDB) e dos corruptos do Congresso Nacional.

O Sindicato dos Químicos realizou o Congresso da categoria neste último final de semana e, além de votar a filiação à CSP-Conlutas, também aprovou a adesão da categoria à Greve Geral do dia 30.

O Sindicato dos Condutores, em campanha salarial, nas assembleias com motoristas e cobradores da categoria, tem discutido a necessidade da Greve Geral.

“Muitas centrais diziam que seria impossível, que os trabalhadores não estavam preparados para uma Greve Geral. Mas em abril vimos que a realidade foi outra, com 40 milhões de pessoas paradas. Agora, vamos novamente mostrar a força da classe trabalhadora”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos e militante do PSTU Weller Pereira Gonçalves, que conduziu a reunião do Conselho.


Uma forte Greve Geral para derrotar Temer e avançar na organização dos trabalhadores
O PSTU está com toda sua militância na construção da Greve Geral. Nas fábricas, nos locais de trabalho em geral, nas escolas, nos bairros, distribuímos milhares de panfletos para ajudar a construir a mobilização.

“É preciso organizar os comitês pela base, realizar assembleias nas categorias, aglutinando os trabalhadores organizados com a população pobre das periferias. É necessário realizar uma grande greve com manifestações em todo o país e explicar aos trabalhadores que só mudaremos de fato a situação do país com um governo da nossa classe, independente dos banqueiros e grandes empresários”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

“Temos que avançar na organização da classe e da população pobre, não só para a luta contra esse governo, mas para irmos construindo desde já uma alternativa de poder dos trabalhadores, rumo um governo socialista, que funcione com base em Conselhos Populares”, disse.





22 de junho de 2017

Pelo país, categorias aprovam adesão e preparam a Greve Geral

22/6/2017 - Setores estratégicos como de transportes, construção civil, metalúrgicos, petroleiros, entre outras categorias, estão aprovando a adesão à Greve Geral de 30 de junho. Outros segmentos da classe também estão marcando assembleias nos próximos dias para fortalecer e organizar a mobilização, que tem o objetivo de derrubar as reformas Trabalhista e da Previdência impostas pelo governo Temer.

O setor de transportes, em plenária nacional realizada na última segunda-feira (19), com a participação de diversas entidades sindicais, aprovou a participação à greve, sem nenhum recuo.
Como parte desse reforço, a Fenametro (Federação Nacional dos Trabalhadores Metroferroviários), divulgou uma carta às Centrais Sindicais reafirmando a necessidade da greve geral, destacando que a categoria metroferroviária nacional mostra total disposição para parar no dia 30/06 (confira aqui a carta).

Já o Conselho de Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que reúne cipeiros, delegados sindicais, ativistas e trabalhadores da categoria, se reúne neste sábado (24) para organizar a greve, que tem sido aprovada de forma unânime nas assembleias nas fábricas.

Também engrossam a adesão ao dia 30 de junho os petroleiros do Litoral Paulista que, em plenária realizada nesta quarta-feira (21), aprovaram participação à greve. Em São José dos Campos, a categoria também realizou assembleias para ratificar a participação na paralisação.

No setor da construção também não é diferente. Em Fortaleza (CE), desde o começo dessa semana estão ocorrendo assembleias nos canteiros de obras da região metropolitana e panfletagens. O material de divulgação da greve está sendo distribuído aos operários, com a orientação de que a CSP-Conlutas não aceita a negociação da retirada de direitos e que a resposta é a greve para derrubar as reformas.

Assembleias também acontecem nos canteiros de obra de Belém (PA) para a aprovação da greve geral.  A CSP-Conlutas Pará está convocando uma reunião para a próxima segunda-feira (26) com as diversas categorias para organizar as categorias no estado. Um evento no facebook com um ato para o dia 30 de junho também foi marcado.

A categoria bancária de São Paulo se reúne na segunda-feira (26) para ratificar e preparar esse dia de luta.

Comitês Populares
Os comitês de luta contra as reformas, compostos por entidades do movimento popular, sindical, associações de bairro, entre outras entidades, também estão se preparando para a data. Com parte das iniciativas e para reforçar o chamado para a greve geral, os Comitês Unificados de Luta da Zona Sul de São Paulo divulgaram uma carta em que reiteram a importância da realização da greve geral. “A construção de uma nova greve geral só será possível com a unidade de todos aqueles que estejam dispostos a lutar contra as reformas. Todas as mobilizações que realizamos até o momento nos mostram que este é o caminho para derrotar Temer e suas reformas”, destacou o movimento.

No Rio de Janeiro, os preparativos para a data também seguem a todo vapor. Na quarta-feira (21) foi realizada uma plenária na sede do Sepe/RJ (Trabalhadores Estaduais em Educação do Rio de Janeiro), com a participação de diversas entidades sindicais. No encontro foi reafirmada a necessidade da greve geral no dia 30 de junho.

Votação da reforma trabalhista no Senado pode ficar para julho. Vamos barrar! Greve neles!
O calendário de tramitação do Projeto de lei 38/2017 que trata da reforma trabalhista pode sofrer atrasos em sua votação final. Após ser rejeitado na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), o relatório foi lido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) nesta quarta-feira (21), com a definição de um calendário que inclui mais duas audiências públicas na próxima semana.

O próprio relator da Comissão Romero Jucá (PMDB-RR) reconheceu que a votação em plenário do Senado pode não ocorrer no dia 28 de junho, e admite a possibilidade de que a matéria seja concluída apenas na primeira semana de julho.

Os trabalhadores não podem baixar a guarda e devem continuar fazendo pressão. A CSP-Conlutas reitera que não aceita negociar as reformas e convoca os trabalhadores para a greve geral do dia 30 de junho. Vamos enterrar de vez esses ataques contra os direitos trabalhistas e previdenciários. Fora Temer e os corruptos do Congresso Nacional!


Informações CSP-Conlutas

"Esquenta da Greve Geral" agitou fábricas de São José e Jacareí

20/6/2017 - O dia de "Esquenta da Greve Geral" em São José dos Campos e Jacareí, nesta terça-feira (20), foi de muita mobilização.

Assembleias e panfletagens ocorreram em categorias, como metalúrgicos, químicos, vidreiros e condutores, bem como atos no centro da cidade, demonstrando que os trabalhadores estão cada vez mais indignados com os ataques do governo e a disposição é grande para a Greve Geral de 30 de junho.

Vamos em frente!
O governo Temer sofreu hoje um revés na tramitação da Reforma Trabalhista, com a derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Devemos aproveitar as crises deste governo corrupto e fortalecer nossa mobilização.

Vamos com tudo para fazer uma grande Greve Geral no dia 30 e fortalecer os comitês populares.

Nas lutas vamos derrotar as reformas, Temer e esse Congresso de corruptos.

Fora Temer! Fora Todos!

Por um governo socialista dos trabalhadores, baseado nos conselhos populares!