Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

12 de agosto de 2016

16 de agosto é dia nacional de luta contra os ataques e as reformas do governo Temer

12/8/2016 - O próximo dia 16 de agosto será o Dia Nacional de Mobilizações convocado pelas centrais sindicais contra o desemprego, a inflação e as reformas da Previdência e Trabalhista que o governo Temer está preparando. O PSTU participará deste dia de luta.

Os trabalhadores brasileiros vêm sofrendo sérios ataques aos seus direitos, salários e emprego. Temer quer aplicar e aprofundar projetos que Dilma não conseguiu. São projetos que recebem o apoio do Congresso Nacional, de empresários, banqueiros e do agronegócio. Esta é a forma que encontraram para tirar o peso da crise econômica das costas deles e jogar sobre os trabalhadores. Basta olhar para o desemprego que já atinge 12 milhões de pessoas no país.

Para derrotar projetos como a reforma Trabalhista, a terceirização, as privatizações, a reforma da Previdência e outras medidas como o PLP 257 e a PEC 241, a unidade na luta é urgente.

Em Assembleia Nacional dos Trabalhadores por Emprego e Garantias de Direitos, realizada no dia 27 de julho, em São Paulo, a CSP-Conlutas, representada pelo membro da Secretaria Executiva Nacional Atnágoras Lopes, defendeu a unidade de ação para enfrentar os ataques do governo Temer contra os trabalhadores e  a necessidade de unificar as lutas, as campanhas salariais e construir uma Greve Geral.

“Por que de um lado é o interesse da nossa classe, do outro é o interesse da patronal, da burguesia e do imperialismo. (…) que o dia 16 seja um grande ponto de apoio para a construção de uma grande greve geral neste país para enfrentar e botar abaixo todo e qualquer governo que ataque nossos direitos”, ressaltou.

Nesta assembleia, as centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT,CTB, Nova Central, CSB e CGTB definiram a data 16 de agosto como o Dia Nacional de Mobilização e Luta pelo Emprego e pela Garantia de Direitos.

Diversas mobilizações ocorrerão em todo o país. Em São Paulo, um ato em unidade acontecerá em frente à Fiesp, na Avenida Paulista, a partir das 10h.

Caravana de São José dos Campos
Trabalhadores da região programam a realização de mobilizações neste dia 16. Metalúrgicos, por exemplo, planejam assembleias e paralisações.

Além da mobilização nas fábricas pela manhã, uma caravana sairá de São José dos Campos para participar do ato em São Paulo.  Os ônibus vão sair às 7h30, da sede do Sindicato. As inscrições devem ser feitas pelos telefones 3946-5311 ou 99158-9058.

O PSTU vai colocar a sua militância para construir um forte dia de luta. Em unidade com as centrais sindicais é preciso avançar rumo à construção de uma Greve Geral, pois só assim poderemos derrotar as reformas que Temer que impor.

Fora Temer! Fora Todos Eles! Eleições Gerais com novas regras já! Por um governo socialista dos trabalhadores, baseado em Conselhos Populares!

Com informações site CSP-Conlutas



10 de agosto de 2016

Em debate na Univap, Toninho coloca em xeque PT e PSDB em pergunta sobre corrupção

10/8/2016 - Na noite desta terça-feira, dia 9, aconteceu o debate promovido na Univap, pelo GLAP (Grupo Local de Ação Política), entre todos os candidatos a prefeito de São José dos Campos.

Como candidato do PSTU, Toninho apresentou o programa do partido em temas como saúde, creches, Conselhos Populares, denunciou a relação fisiológica entre Prefeitura e Câmara de Vereadores, entre outras questões, a partir da visão de que a cidade tem de estar a serviço dos trabalhadores e da população pobre.

A pergunta sobre corrupção foi um dos pontos altos do debate. Nos vídeos abaixo, confira falas de Toninho. Compartilhe!





Jacareí tem protesto contra reformas da Previdência e Trabalhista

10/8/2016 - Na manhã desta quarta-feira, dia 10, trabalhadores, aposentados e ativistas realizaram em Jacareí uma manifestação contra os ataques planejados pelo governo Temer (PMDB).

Na tradicional Praça Conde de Frontin, o ato, organizado pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, chamou a atenção da população, principalmente para as reformas da Previdência e Trabalhista, prestes a serem encaminhadas pelo governo.

Temer pretende, entre outros pontos, criar uma nova idade mínima para a aposentadoria, que pode chegar a 70 anos. Também está entre as propostas do governo, o corte de benefícios, como o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez.

A manifestação reuniu ativistas de vários sindicatos como o dos Metalúrgicos, da Alimentação de São José dos Campos e Região, dos Servidores Públicos de Jacareí, além da Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas) e CSP-Conlutas. A militância do PSTU participou da atividade.

"Já ocorreram atos unificados dos aposentados em São Paulo e também em São José, onde inclusive ocupamos o INSS. Nossa proposta é denunciar para a população a gravidade dos ataques que estão sendo preparados. Só a mobilização de todos os trabalhadores, da ativa e aposentados, poderá evitar estes ataques", afirmou Ernesto Gradella, ex-deputado federal e candidato do PSTU a vereador de São José dos Campos.

Dia Nacional de Mobilizações
A manifestação em Jacareí foi um de aquecimento para o Dia Nacional de Mobilizações, que acontecerá no próximo dia 16. Chamado por oito centrais sindicais, entre elas a CSP-Conlutas, o ato vai unir trabalhadores de diversas categorias, em todo o país, contra as reformas Trabalhista e da Previdência.





5 de agosto de 2016

Dia 9, debate na Univap novamente reunirá candidatos a prefeito de São José. Toninho estará presente

5/8/2016 - Na próxima terça-feira, dia 9, acontecerá em São José dos Campos o terceiro debate entre candidatos a prefeito da cidade. O encontro desta vez é promovido pelo Grupo Local de Ação Política (GLAT), com apoio do Grupo Meon, e será realizado às 19h no Ceplade, no campus da Univap Urbanova.

O candidato do PSTU, Toninho Ferreira, estará presente. Os demais candidatos também confirmaram presença: Carlinhos Almeida (PT), Felício Ramuth (PSDB), Shakespeare Carvalho (PRB), Claude Moura (PV) e Luiz Carlos Oliveira (PEN).

O evento é gratuito e aberto ao público e conta com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção de São José dos Campos, do Rotary, ACI-SJC, CRECI-SP, SINCOR e Corecon.

Pela organização, cada candidato será sabatinado em três rodadas com perguntas sobre temas diversos, elaboradas previamente por representantes das entidades que se uniram ao GLAP. Cada candidato terá dois minutos para responder e ao final do encontro mais três minutos para considerações finais.

Em defesa de um programa socialista
Depois dos debates promovidos pela Igreja da Cidade e jornal O Vale e pela ACI (Associação Comercial e Industrial de São José dos Campos), Toninho também estará presente na Univap e vai defender um programa classista e socialista para o governo da cidade.

“O PT está se escondendo dos eleitores. Em Jacareí seu candidato vai disputar escondido na legenda do PSD. Em São José, vai esconder a estrela, o nome e a cor. Tudo pra tentar enganar os eleitores. No último debate, o Carlinhos nem apareceu”, afirmou Toninho.

“O PSDB também deve botar as barbas de molho. Em Taubaté, os últimos quatro prefeitos eleitos pelo PSDB não podem concorrer por estarem condenados por corrupção. Dois ex-presidentes do PSDB mineiros também já estão condenados. Um deles, inclusive, permanece preso”, continuou.

“Queremos participar de todos os debates. Estaremos presente debatendo nossas propostas para uma cidade para os trabalhadores, a juventude e a população pobre’, concluiu.



Manifestantes ocupam Câmara e protestam contra “Lei da Mordaça”

5/8/2016 - Na sessão da Câmara de Vereadores de São José dos Campos, nesta quinta-feira, dia 4, teve início a mobilização para barrar o projeto "Escola sem Partido", de autoria dos vereadores do PSC, Walter Hayashi e Luiz Carlos Mota. Junto com a “Frente Escola sem Mordaça de SJC”, o PSTU participou do protesto.

Formada por sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis e partidos, a Frente reuniu
dezenas de pessoas que se manifestaram na galeria da Câmara, durante a sessão. Faixas e palavras de ordem marcaram o protesto.

Não à lei da Mordaça!
O projeto escola sem partido, apresentado pelos vereadores joseenses, segue o que vem sendo apresentado em âmbito nacional e tramita na Câmara dos Deputados e no Senado. É um projeto reacionário e com caráter totalmente ditatorial, pois quer impedir o debate democrático e crítico entre os estudantes.

O projeto apresentado em São José detalha as supostas obrigações de uma "Escola Sem Partido" (veja abaixo). Uma lista de sete “deveres” e “proibições” aos professores que tolhem totalmente o debate nas escolas. Um dos itens estabelece: “O professor não poderá fazer propaganda religiosa, ideológica ou político-partidária em sala de aula, nem incitar seus alunos para participar de manifestações, atos públicos ou passeatas”.


“Ao verificarmos essa proposta de lei vemos que o que os governantes hoje querem, principalmente os metidos em escândalos de corrupção como da Lava Jato, como o PSC, é impedir que a juventude proteste, como vem ocorrendo no último período”, afirma Cleuza Trindade, professora da rede pública de São José e dirigente da Oposição Alternativa da Apeoesp.

“Sob o falso argumento do apartidarismo, escondem-se os interesses dos mesmos grupos de sempre, os planos de continuar mandando nos trabalhadores e impedindo que se formem estudantes críticos”, complementa Ernesto Gradella, ex-deputado federal, professor da rede pública em São José e pré-candidato a vereador do PSTU na cidade.

No debate realizado entre candidatos a prefeito pela ACI (Associação Comercial e Industrial), Toninho Ferreira, candidato do PSTU a prefeito de São José denunciou o apoio do PSC e do PSDB ao projeto e afirmou que o partido é contra esse ataque à democracia e à escola pública. “Podem contar conosco na luta para barrar esse projeto absurdo”, disse.

Homenagem à Bolsonaro
Como se não bastasse o absurdo do projeto, o vereador Walter Hayashi propôs conceder a Eduardo Bolsonaro, também do PSC e filho do famigerado fascita Jair Bolsonaro, o título de cidadão joseense. Pai e filho são entusiastas desta “lei da mordaça” como fascistas que são e, no protesto realizado na sessão desta quinta-feira, os manifestantes também afirmaram repúdio a essa homenagem vergonhosa.

“Fascistas, racistas, machistas, não passarão” gritaram os manifestantes. Na sessão de ontem, foi aberto prazo para emendas a esse projeto até o dia 18 de agosto.

A luta vai aumentar
A Frente Escola Sem Mordaça já marcou uma nova manifestação na Câmara no próximo dia 11. A concentração será em frente ao Paço Municipal, às 17 horas, quando será feita uma passeata até a Câmara. O PSTU estará presente.

Abaixo a Lei da Mordaça. Por uma escola com liberdade de expressão, dirigida por pais, alunos e professores!



Leia também: Artigo "Escola sem partido" quer amordaçar estudantes e professores



“Escola Sem Partido” quer amordaçar estudantes e professores. Abaixo a lei da mordaça!

5/8/2016 - Por Cleuza Trindade, Ernesto Gradella e Edinoel Carvalho (*)
O projeto Escola Sem Partido, apresentado pela direita reacionária, nos níveis federal, estadual e municipal, é uma resposta da burguesia ao ascenso das lutas.

Greves históricas e movimentos ousados, como as ocupações das escolas, se espalharam pelo Brasil e fizeram os poderosos tremer diante de sua força.

A tentativa de calar os lutadores com esse projeto que se apresenta como resquício da ditadura é um ataque escancarado à escola pública. Querem impedir o debate democrático dentro das escolas, a formação crítica dos estudantes. Sob o falso argumento do apartidarismo, escondem-se os interesses dos mesmos grupos de sempre, os planos de continuar mandando nos trabalhadores e impedindo que se formem estudantes críticos.

Em São Paulo, Geraldo Alckmin vem – desde o início deste ano – tentando controlar a formação dos grêmios estudantis para que estejam atrelados às direções das escolas e ao governo.

Essa política de ataque aos direitos democráticos já vinha se mostrando presente no governo Dilma, quando ela vetou o kit anti-homofobia, retirou do PNE (Plano Nacional de Educação) as discussões sobre gênero nas escolas ou quando ameaçou retirar as disciplinas de Filosofia e Sociologia do currículo do ensino médio durante a campanha eleitoral de seu segundo mandato.

Lutamos por uma escola democrática, dirigida pelos trabalhadores e pelos estudantes.
Não podemos aceitar a “lei da mordaça”. É hora de fortalecer os grêmios estudantis, transformá-los em movimentos livres, democráticos e independentes das direções e dos governos. É preciso barrar o projeto com uma luta unificada de professores, estudantes e toda a comunidade.

Lutar contra os ataques `educação pública
Os governos estão unidos para atacar os trabalhadores e salvar os bancos e empresas. Os cortes no orçamento, a retirada de direitos e a intensificação da repressão contra os movimentos sociais são as respostas que os ricos apresentam para a crise mundial.

A educação foi uma das áreas que mais sofreu com os cortes. Dilma fez do lema de seu governo “Pátria Educadora” uma tentativa de mascarar o ajuste fiscal que aplicou, cortando verbas das áreas essenciais.

Seguindo a política do Banco Mundial e priorizando o privado em detrimento do público, os governos se esforçam para agradar aqueles que pagam suas campanhas.

Temer continua os ataques iniciados na gestão de Dilma e anuncia um novo pacote de maldades, incluindo aí a reforma da previdência que visa, inclusive, atacar os direitos dos funcionários públicos. Geraldo Alckmin aplica, “por debaixo do pano”, o projeto de Reorganização Escolar – derrotado em 2015 pelas ocupações lideradas pelos estudantes da escola pública.

O fechamento de salas de aula e a superlotação das que sobram é parte dessa mesma política que assola a educação no mundo inteiro.

Os salários arrochados e a realidade dos professores categoria “O” são também parte desses ataques.

Os professores, como a maioria dos trabalhadores do país, estão afogados em dívidas e preocupados com as incertezas do futuro. A inflação e o desemprego são hoje uma realidade no Brasil.

É preciso parar de pagar a dívida pública, parar de transferir dinheiro do povo para os ricos e aplicar imediatamente 10% do PIB na educação pública.

Chegou a hora de voltarmos às ruas e nos somarmos às lutas que estão acontecendo contra o ajuste, contra os governos, em defesa dos direitos e de um plano econômico para os trabalhadores!

Artigo de:
Ernesto Gradella é professor da rede pública e candidato a vereador do PSTU em São José
Cleuza Trindade é professora da rede pública e da Oposição Alternativa da Apeoesp
Edinoel Carvalho é professor da rede pública de São José e da Oposição Alternativa da Apeoesp



"Fora Temer" marca início das Olimpíadas no Rio de Janeiro

5/8/2016 - Sexta-feira, 5 de agosto, feriado ensolarado na capital carioca. Dia de abertura dos Jogos Olímpicos, os primeiros na América do Sul. Foi nesse ambiente que cerca de 10 mil pessoas se reuniram na praia de Copacabana para protestar contra os planos de ajuste fiscal e ataque aos direitos da classe trabalhadora e pedindo pela saída do presidente interino, Michel Temer (PMDB).

Foi um protesto unificado, que reuniu desde movimentos e centrais sindicais ligadas ao ex-governo Dilma, como CUT e CTB, passando por grupos de oposição que pedem o retorno de Dilma, como o MTST, até organizações que são abertamente contra o retorno do PT ao poder, como a CSP-Conlutas e o PSTU. Diversas correntes do PSOL também estiveram presentes, assim como o PCB.

O ato começou no fim da manhã, sob forte sol e calor, e com os olhares curiosos de frequentadores da praia e turistas que vieram para a Olimpíada. Aos poucos, os manifestantes iam desembarcando do Metrô, gritando “Fora Temer”, e se concentrando em frente ao tradicional Hotel Copacabana Palace.

Sindicatos, como o de Comerciários de Nova Iguaçu, e oposições como a dos Bancários do Rio, além de movimentos como o SOS Emprego, que reúne desempregados das obras do Comperj e dos estaleiros, além da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL), se fizeram presentes. Secundaristas das escolas estaduais que foram ocupadas no Rio, desempregados, trabalhadores de diversas categorias, moradores da periferia, todos sob a bandeira da CSP-Conlutas, além de diversos pré-candidatos do PSTU, como Cyro Garcia e Marília Macedo, que concorrem a prefeito e vice da capital carioca, Elias Alfredo e Brayer Lira, que concorrem a uma vaga na Câmara dos Vereadores do Rio, além de Danielle Bornia e Heitor Fernandes, nossos candidatos à prefeita e vice em Niterói.

Mesmo sabendo que a maioria do protesto, por ser organizada pelas Frentes “Brasil Popular” e do “Povo sem Medo”, se colocava pelo retorno de Dilma Rousseff ao governo, e achava que o impeachment foi um golpe, nós do PSTU não nos esquivamos de estar presentes. Esta unidade pela luta contra os planos do governo Temer de jogar a crise nas costas dos trabalhadores, e pela derrota do governo, é fundamental se queremos impedir que os ricos imponham a conta da crise sobre a classe trabalhadora e o povo pobre.

Mas também não nos esquivamos de apresentar nossa política. Achávamos, e ainda pensamos assim, que o PT de Lula e Dilma não governou nem governará pelos interesses dos trabalhadores, e sim a favor de seus ex-aliados da elite brasileira. Não podemos nos esquecer que o ministro da Fazenda era um banqueiro e, a da Agricultura, uma latifundiária. É por isso que só uma greve geral que coloque todos para fora, de Temer a Bolsonaro, de Aécio a Dilma e Lula, que marque eleições gerais sob novas regras, com financiamento público de campanha e tempo igual de TV, será capaz de derrotar a burguesia e seus agentes.

Da mesma forma, só um governo de trabalhadores, apoiado nas organizações da classe trabalhadora e em conselhos populares, será capaz de tirar o país da crise, estatizando empresas que demitam ou que fechem, colocando sob controle dos trabalhadores bancos, terra e demais riquezas. Enfim, um governo que destrua o capitalismo e coloque o Brasil num rumo socialista, o único capaz de salvar nossa sociedade da completa destruição.

Por Rodrigo Barrenechea, PSTU RJ
www.pstu.org.br





Convenção do PSTU em Jacareí confirma Zé Carlos para prefeito

4/8/2016 - O PSTU de Jacareí já tem a chapa de candidatos classistas e socialistas que vão defender um programa em defesa dos trabalhadores e do povo pobre nestas eleições. Em convenção nesta quarta-feira, dia 3, na Câmara, o partido confirmou o presidente municipal do partido na cidade José Carlos de Lima, o Zé Carlos, como candidato a prefeito.

Ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos
Campos e do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Zé Carlos é um conhecido ativista das lutas operárias em Jacareí e região. O vice é Francisco do Patrocínio, o Chicão, militante histórico do partido em Jacareí, sempre na luta da classe trabalhadora.

Para vereador, o PSTU confirmou o nome de Roberto Rosa de Oliveira, o Baiano da GM. Operário metalúrgico, Roberto é diretor licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e região.

Fora Temer, Fora Todos Eles!
Nas falas durante a convenção, foi destacado que as eleições municipais deste ano serão marcadas pela situação nacional, de crise política e econômica. “Os problemas concretos dos trabalhadores e da população pobre nas cidades estão ligados aos problemas maiores em nível nacional. Tudo está relacionado. Nestas eleições, vamos discutir com os trabalhadores que não existe alternativa nas candidaturas ligadas ao governo Dilma ou Temer, seja do PT, PSDB, PMDB e ao Congresso de corruptos”, falou Ernesto Gradella, ex-deputado federal e candidato do PSTU a vereador em São José dos Campos.

“Aqui em Jacareí vamos lançar uma chapa nossa para fazer esse debate. De 32 partidos no país, 28 receberam dinheiro de empresas envolvidas na Lava Jato. O PSTU é um dos poucos que não está envolvido nessa sujeita. Nunca apoiamos os governos do PT e nem temos rabo preso com empresários e corruptos. Daqui a dois meses, as eleições acabam, mas as lutas dos trabalhadores continuam e nossas candidaturas tem o papel de fortalecer a luta e a organização da nossa classe”, disse.

Zé Carlos em sua fala destacou que nos últimos anos, com todos os prefeitos que passaram, a vida dos trabalhadores de Jacareí não mudou.

“Em 16 anos de governo do PT, há promessas feitas ainda por Marco Aurélio, que hoje não pode sequer concorrer às eleições, que não foram cumpridas, como a construção do Hospital Municipal”, denunciou. “Vamos discutir com os trabalhadores que nossa classe precisa construir uma nova alternativa.”, disse.

“Vamos denunciar todos eles, do PT, ao PSDB, PMDB e essa Câmara de vereadores que não serve para nada. Vamos denunciar o monopólio da JTU na cidade e como isso prejudica a população que precisa do transporte público. Mesmo antes do PT, nenhum governo enfrentou essa situação. Nós vamos defender sem medo a municipalização do transporte público para baratear a passagem”, disse.

Zé Carlos citou ainda os problemas que a população enfrenta como o caos na saúde, a criação de taxas como da iluminação, a situação dos bairros irregulares e sem infra-estrutura da periferia, entre outros.

“As candidaturas do PSTU estarão a serviço das lutas dos trabalhadores, em defesa de uma cidade para o povo trabalhador e pobre”, afirmou.







3 de agosto de 2016

Em debate na ACI, Toninho defende medidas como o fim da privatização da saúde, tarifa zero e escola democrática

3/8/2016 - Saúde, educação, revitalização do centro, incentivos fiscais. Estes foram alguns dos temas abordados no debate entre os candidatos a prefeito de São José dos Campos, ocorrido na última segunda-feira, dia 1°. Toninho Ferreira, candidato do PSTU, participou do debate, que reuniu ainda Claude Moura (PV), Felício Ramuth (PSDB), Luiz Carlos Oliveira (PEN) e Shakespeare Carvalho (PRB). Carlinhos Almeida (PT) fugiu do encontro.

Em meio ao costumeiro festival de promessas eleitoreiras dos outros candidatos, Toninho foi a única candidatura à esquerda, defendendo uma cidade para os trabalhadores e para a população pobre. A começar por denunciar que tanto os governos do PT e do PSDB, que governaram a cidade nos últimos 20 anos e supostamente polarizam a disputa em outubro, não resolveram os problemas da população.

Quando o tema foi sobre revitalização do centro da cidade e todos os candidatos criticam as obras feitas pelo governo Carlinhos, Toninho foi incisivo: “É fato, o centro tá bastante abandonado. Aqui quase todo mundo já foi governo e não resolveu o problema do centro. Além do mais, a preocupação não tem de ser só com o centro. Tem de ser com a periferia, com o Primavera 2, Jardim República, os bairros da zona norte”, disse.

Sobre o tema da saúde pública, Toninho defendeu o fim da política de privatização e terceirização adotada tanto nos governos do PSDB, quanto do PT. “Quase 30% do orçamento da cidade vai para a saúde. É muito dinheiro, mas não tem resolvido o problema, por que a política adotada é de privatização. Tem UBS que já nasce privatizada. Saúde não é uma mercadoria. É um dever do Estado e um direito da população. Se dá lucro para os empresários, por que não pode o próprio município gerenciar? É preciso acabar com a privatização”, disse.

Toninho defendeu ainda medidas como a adoção da Tarifa Zero no transporte público de São José e se posicionou contra o projeto de lei em tramitação na Câmara “Escola sem Partido” por ser um ataque à democracia, à livre expressão e formação crítica dos estudantes.

Ao discutir sobre a proposta de comerciantes de São José para que o kit escolar (que foi fornecido pela Prefeitura na gestão de Carlinhos e que é alvo de denúncias de superfaturamento) seja substituído por um cartão para compra de material escolar nas lojas da cidade, Toninho destacou que isso teria de ser bem avaliado. “O que não pode é ter desvio de recursos, de se inflacionar, como ocorreu com o preço dos alugueis quando colocaram cerca de 2 mil famílias para fora de suas casas ou quando na primeira licitação do kit escolar um palito de sorvete custou mais que o palito inteiro”, disse. Toninho se referiu ao despejo das famílias do Pinheirinho, no governo Cury (PSDB), que tiveram muitas dificuldades para conseguir alugar uma casa na época. O candidato do PSTU lembrou ainda outros escândalos como o roubo da merenda no governo estadual do PSDB.

Sobre a relação Câmara x Prefeitura, Toninho afirmou: “É preciso acabar com esse toma-lá-dá-cá, essa política de que é dando que se recebe, que marca a política de São José. Seria bom que os candidatos assinassem em cartório se comprometendo a acabar com isso”, desafiou.

Tema: saúde


Tema: Escola sem partido


Tema: revitalização do centro, transporte e segurança



Tema: Relação Prefeitura x Câmara




1 de agosto de 2016

PSTU de Jacareí realiza convenção nesta quarta, dia 3 de agosto

1/8/2016 - O PSTU de Jacareí realiza na próxima quarta-feira, dia 3, a convenção que vai oficializar as candidaturas do partido na cidade. A convenção acontecerá na Câmara Municipal, às 18h30.

José Carlos de Lima, o Zé Carlos, terá o nome oficializado como o candidato do PSTU a prefeito e Francisco do Patrocínio como vice. Ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Zé Carlos é um conhecido ativista das lutas operárias em Jacareí e região.

Assim como em São José dos Campos, os candidatos do Partido em Jacareí serão candidaturas classistas e socialistas para defender uma cidade para os trabalhadores e a população pobre da periferia.

Jacareí é administrada pelo PT há 16 anos, sem que os principais problemas enfrentados pela população tenham tido real atenção por parte da Prefeitura. A saúde foi abandonada. A Santa Casa vive praticamente uma situação de calamidade e o Hospital Municipal até hoje não saiu do papel. Outra necessidade essencial para a população trabalhadora, o transporte público, também está a serviço de garantir lucros para as empresas de ônibus, enquanto a população pena com um serviço caro e de má qualidade.

“PT e PSDB se revezam na Prefeitura de Jacareí apenas disputando o poder, mas beneficiam os mesmos poderosos de sempre, sem atender as necessidades da população. Todos eles têm seus partidos afundados nos escândalos de corrupção e, no Congresso, preparam ataques aos trabalhadores. Vamos fazer uma campanha denunciando todos e defendendo que a classe trabalhadora e o povo pobre, com luta, podem construir um governo dos trabalhadores”, afirmou Zé Carlos.

“Faremos uma campanha modesta, mas fazemos questão de debater com cada trabalhador e com a população nos bairros da periferia, nosso programa socialista para fortalecer as lutas do povo”, disse.

Operário, negro, feminino e LGBT: assim foi o ato dos 22 anos de PSTU

1/8/2016 - Uma celebração emocionante do início ao fim. O ato que comemorou os 22 anos do PSTU nesse dia 30 de julho reuniu 1800 pessoas de várias partes do país e os rostos que lotaram o ginásio do Tênis Clube na capital paulista não deixava dúvidas: aquele era um ato operário,  negro, feminino e LGBT.

Um ato que reuniu operários da construção civil, metalúrgicos, professores, estudantes, ativistas como os do movimento SOS Emprego no Rio, moradores de ocupações como Jardim União de São Paulo, William Rosa de Contagem (MG) e Capão das Antas de São Carlos (SP).

Encontros e reencontros
Logo pela tarde, antes mesmo do início do ato, a emoção já prenunciava o que viria. Delegações de várias partes do país, algumas após percorrerem dias de viagem, chegavam com muita animação, empunhando a bandeira do PSTU e cantando palavras de ordem. Abraços calorosos selavam o reencontro de camaradas de regiões de ponta a ponta do Brasil.

Os militantes e ativistas foram recepcionados com um bloco cultural que começou logo de cara com a apresentação do grupo Convicção Negra.  Teve ainda a declamação de Brecht pelo CAS (Coletivo de Artistas Socialistas) e o cordel do natalense Nando Poeta, aplaudido de pé pelas centenas de operários, jovens e militantes que já quase lotavam o ginásio. "Nosso PSTU/mostra a vitalidade/da revolução no mundo/na busca por liberdade/Nesse ato o meu partido/sai mais fortalecido/pra lutar por igualdade", são alguns dos versos de Nando.

Marcaram presença ainda o Partido do Samba e a declamação potente, negra e emocionante de Liberto Solano Trindade, filho do poeta Solano Trindade."Ao meu partido no qual milito há mais de 15 anos, desejo que exista sempre no nosso coração, no coração do povo", afirmou, sendo muito aplaudido.

A parte cultural foi finalizada de forma apoteótica pelos versos do grupo de rap Gíria Vermelha, que transformaram o ginásio num grande quilombo.

Pré-candidaturas
Pouco antes do início do ato, houve a apresentação de algumas das várias pré-candidaturas lançadas pelo partido no país para as eleições deste ano. Pré-candidaturas como a de Altino, presidente licenciado do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, da operária sapateira Vera Lúcia, pré-candidata à prefeitura de Aracaju, de Cyro Garcia, pré-candidato no Rio de Janeiro, do atual vereador pelo PSTU em Belém, agora pré-candidato à prefeitura da capital paraense e Vanessa Portugal, uma alternativa de classe e socialista nas eleições em Belo Horizonte.

Estiveram presentes ainda o pré-candidato em São José dos Campos, Toninho Ferreira, e ainda o operário da construção civil em Fortaleza, Gonzaga."Esses candidatos são militantes que estão acostumados a fazer piquetes, a enfrentar tropa de choque, a se meter nas ocupações, a botar o dedo na cara do patrão, esses são os pré-candidatos do PSTU a prefeito, e vamos gritar bem alto nessas eleições: Fora Temer, Fora Dilma e o PT que governaram para os patrões, fora Cunha e esse Congresso corrupto, que não representam os trabalhadores e a maioria do povo brasileiro", disse Altino.

Ato político
A música “Vermelho” tocada pela Banda Cida e a Matilha marcou o tom do que seria o ato político, aberto por Angel Luis Parra, da Corriente Roja, seção da LIT-QI no Estado Espanhol.

Em um discurso bastante amplo, Parra, ou "Cabezas", falou sobre a atualidade do marxismo e da luta pelo socialismo e da importância do PSTU. "São 22 anos de um partido que reafirma que a sua razão de existir é a luta pela revolução e o socialismo pela classe operária", afirmou, lembrando o duro período em que o PSTU se fundou e se construiu, em pleno "vendaval oportunista" que arrastou grande parte do conjunto da esquerda revolucionária para o reformismo.

A atualidade do marxismo, porém, vem sendo comprovada pela própria falência do capitalismo. "A cada passo o sistema capitalista mostra sua contradição mais fundamental: o caráter social da sua produção e a apropriação cada vez mais individual dessa produção, é essa contradição que faz com que num pólo cada vez mais reduzido se concentre a riqueza e que em outro pólo cada vez mais amplo cresce a miséria", explicou.

Refutando setores de esquerda que restringem sua luta aos limites da democracia burguesa, Cabezas afirmou que "nós defendemos a única democracia real que a humanidade conhece: a democracia operária, a dos que produzem a riqueza social, a democracia que foi posta de pé pelos sovietes e pelo governo da classe trabalhadora na revolução de 1917 na Rússia".

Parra também polemizou com a tese de que há um retrocesso da consciência na classe trabalhadora, justificativa para a adaptação a setores reformistas e ao rebaixamento do programa. "A consciência operária não brota espontaneamente, é produto da confrontação, da ação consciente e tenaz uma direção revolucionária que a dispute em cada uma das lutas e que luta por um programa socialista, não por um futuro incerto, mas para o presente", disse.

Por fim, Cabezas, fez referência à recente ruptura de um setor de militantes do PSTU: "Dissolver ou romper um partido revolucionário em nome da unidade com essa esquerda que apoia partidos e governos burgueses, que apenas espera atuar nas eleições e eleger deputados e relega a luta pelo socialismo a um futuro incerto é um crime político"

Fora todos
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Antônio Macapá, atacou a falsa polarização entre o governo de Dilma e do PT e a oposição burguesa liderada pelo PSDB, assim como a capitulação de muitos setores da esquerda ao Partido dos Trabalhadores. "Assistimos no último período a falência de um projeto de colaboração de classes no Brasil, a falência do PT, um partido que para chegar ao poder resolveu fazer uma aliança com a burguesia e, que , no poder, governou para os banqueiros, empresários, latifundiários, em detrimento da classe trabalhadora", afirmou.

Macapá também desconstruiu o discurso do "golpe" contra Dilma, afirmando que a perda do lastro social que a presidente do PT mantinha até então, e a incapacidade de continuar aplicando os ataques que vinha fazendo, foi o real motivo que provocou a sua queda. "Na assembleia da GM em que perguntei quem queria que a Dilma ficasse, ninguém levantou o braço", relatou. "Está colocada a grande tarefa de colocar para fora Temer, mas que não seja para que volte Dilma, nós continuamos dizendo: é fora todos eles", discursou.

Organizar os mais explorados da classe
Já Vera Lúcia, dirigente do PSTU e operária sapateira, fez um discurso que levantou o ginásio completamente tomado. "Esse partido que existe há 22 anos não sucumbiu à democracia burguesia e ao parlamento porque esse partido tem uma estratégia que é tomar o poder junto com a classe trabalhadora", afirmou.

"Queremos uma sociedade onde todos possam ter o direito de ser diferentes: homens, negros, mulheres, homossexuais, transexuais, e que possamos viver plenamente toda a nossa diferença", defendeu, mas salientando que isso só vai ser possível destruindo o capitalismo, com a classe operária à frente.

"Os nossos aliados são os mais explorados da classe operária", reafirmou Dayse Oliveira. Num discurso emocionante, Dayse lembrou da luta contra o governo Pezão no Rio de Janeiro e a importância do SOS Emprego, movimento que vem se construindo e crescendo em todo o estado unindo principalmente operários demitidos do Comperj e dos estaleiros.

"O PSTU é o partido dos favelados, dos desempregados, das donas de casa, das mulheres negras, porque a mulher negra é a cara da revolução", reafirmou, sendo bastante aplaudida.

"Quem não se emocionou com a luta das meninas secundaristas, com a luta das mães que tiveram seus filhos assassinados pela polícia?", perguntou Ana Pagu, da Secretaria de Mulheres do PSTU. "Porque se é verdade que a classe operária é vanguarda da revolução, também é verdade que ela é formada por negros, mulheres, LGBT's", afirmou.

Polemizando com o estalinismo, que coloca a luta contra a opressão como algo que divide a classe, Pagu fez questão de afirmar: "nosso socialismo não combina com racismo, machismo e homofobia".

Nesse mesmo sentido, Wilson Silva, histórico militante do movimento negro, atuando há mais de 30 anos contra o racismo e a LGBTfobia, e na construção de um partido revolucionário, disse: "Somos aqueles que temos uma certeza na vida: nós vamos aquilombar os LGBT's, vamos enegrecer a luta das mulheres, vamos fazer uma luta contra o racismo e que seja uma luta contra toda opressão".

Num discurso absolutamente emocionante, Wilson foi categórico: "Aqui nós temos um inimigo muito definido: foi aquele que cresceu com a casa grande, não tem pacto com quem é da casa grande aqui".

Mas o ato também foi um ato da juventude. Júlio Anselmo, da juventude do PSTU, lembrou das importantes lutas protagonizadas pelos estudantes, principalmente os estudantes secundaristas que ocuparam escolas no Rio e em São Paulo. A juventude também faz parte dos setores mais atacados, sobretudo a juventude negra das periferias.

"Muitos podem achar brega ou antiquado, mas eu estou com Lênin, e o comunismo é a juventude do mundo e é essa juventude junto com a classe operária que pode mudar o mundo", discursou.

Venha para o PSTU
Zé Maria ficou com o papel de encerrar o ato daquela noite que já se tornava histórico.  Falou sobre o momento importante em que vivemos, quando há uma ruptura da classe trabalhadora com o PT e a busca, mesmo em meio a muitas confusões, de uma alternativa. "Aqui estamos nós que cerramos fileiras para construir nesse país um partido dos operários, dos negros, das mulheres, um partido operário, revolucionário e socialista", disse.

"O endereço para quem quer construir a revolução nesse país é o PSTU e temos uma fé inabalável nesse projeto", defendeu, enfatizando que “não por uma genialidade da sua direção, muito pelo contrário, somos muito frágeis, e talvez nosso melhor mérito seja a consciência da nossa fragilidade”.  Ele explicou que “a nossa fé inabalável se apoia em nossa determinação de construir esse partido na classe operário, em seus setores mais explorados, entre os negros, mulheres, LGBT's”.

Para Zé Maria, essa confiança também se apóia na coluna de quadros do partido. “É com base nisso que vamos superar essa fase e sairmos mais fortes, confiem em vocês companheiros, confiem na luta da classe trabalhadora, e ninguém vai nos segurar”, discursou.

Dirigindo-se aos que não eram militantes do PSTU, Zé Maria fez um convite: “venham militar conosco”.

“Nosso partido não tem nada que ver com as outras organizações, e não queremos ser igual a elas. Não oferecemos vantagem, muito pelo contrário, vamos tirar um tempo de vocês em que vocês poderiam estar mais com a família, estar namorando um pouco mais, tomando uma cerveja, para desenvolver atividades para organizar o partido e das lutas da nossa classe”, disse, salientando, porém, que “esse partido pode dar uma compensação que nenhum outro pode: lutar para libertar a classe e todos os excluídos da fome, da violência, da opressão, da humilhação que marcada a vida de cada um e cada uma que vive nessa sociedade”.

“Venham militar conosco e compartilhar desse sonho, e fazermos desse sonho realidade”, finalizou.

De punhos erguidos, os ativistas encerraram o ato cantando a Internacional. Era possível notar lágrimas em muitos antigos e novos militantes. E a certeza de que a luta pela construção de um partido que faça a revolução e acabe com a exploração e a opressão, embora seja difícil e cheia de percalços, é algo pelo qual vale a pena dedicarmos nossas vidas.

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