Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

27 de julho de 2016

Em defesa do emprego e contra retirada de direitos Centrais Sindicais chamam dia nacional de mobilizações para 16 de agosto

27/7/2016 - A unidade para enfrentar as reformas Trabalhista e da Previdência foi o que moveu oito centrais sindicais a realizarem nesta terça-feira, dia 26, a “Assembleia Nacional dos Trabalhadores por Emprego e Garantias de Direitos”.

A atividade deu impulso à luta contra os ajustes do governo e a retirada de direitos, além de convocar um dia nacional de mobilizações para 16 agosto.

Estiveram presentes representantes das centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CGTB.

A CSP-Conlutas, representada pelo membro da Secretaria Executiva Nacional Atnágoras Lopes, defendeu a unidade de ação para enfrentar os ataques do governo Temer contra os trabalhadores e  a necessidade de unificar as lutas, as campanhas salariais e construir uma Greve Geral.

“Porque de um lado é o interesse da nossa classe, do outro é o interesse da patronal, da burguesia e do imperialismo; (…) que o dia 16 seja um grande ponto de apoio para a construção de uma grande greve geral neste país para enfrentar e botar abaixo todo e qualquer governo que ataque nossos direitos”, ressaltou.

Também estiveram presentes no evento Célio Dias, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, e Luiz Carlos Prates, o Mancha, membro licenciado da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas e pré-candidato do PSTU a vereador em São José dos Campos.

Informações: www.cspconlutas.org.br

Confira a fala de Atnágoras Lopes, no encontro







#TochaDaVergonha: passagem da tocha olímpica em São José tem protesto e prisão de Mancha

27/7/2016 - Assim como ocorreu em várias cidades por onde a tocha olímpica passou, em São José dos Campos, nesta terça-feira, dia 26, também houve protesto contra os gastos excessivos nas Olimpíadas.

Com tochas de papel, faixas, cartazes, bonecos de Dilma e Temer, sindicatos de trabalhadores e a CSP-Conlutas realizaram uma manifestação no centro da cidade.

Foi uma manifestação pacífica que teve início ainda no início da tarde. Manifestantes traziam faixas e "tochas" de papel, com inscrições "emprego", "educação", "saúde", “moradia”, e denunciaram o desperdício de dinheiro público nas Olimpíadas, enquanto o país enfrenta uma grave crise política e econômica.

"Vergonha, vergonha, tocha da vergonha" foi uma das frases entoadas. "Tá ,tá, tá, tá na hora... De botar todos pra fora... Já roubou, inflacionou de mais... Queremos eleições gerais!", foi outra palavra de ordem do protesto, que ganhou adesão popular no momento da passagem da tocha.

“O povo não aguenta mais ver tanta corrupção e mau uso do dinheiro público, enquanto há mais de 12 milhões de desempregados no país, a inflação corre solta e os direitos estão ameaçados”, disse Janaína dos Reis, dirigente do MML e pré-candidata do PSTU a vereadora em São José.


Prisão arbitrária

Quando os manifestantes já se preparavam para ir embora, por volta das 20h, a polícia cercou o dirigente do PSTU e da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, e o levou para a delegacia. Policiais disseram que não sabiam o motivo da prisão. Foi "ordem de cima". Chegaram inicialmente a impedir a entrada de um advogado. Os manifestantes permaneceram em frente do DP e Mancha foi liberado por volta das 21h.

“Dezenas de policiais me cercaram simplesmente por que participava da manifestação. Foi uma manifestação democrática, pacífica, que protestava, assim como em outras cidades, contra os gastos excessivos das Olímpiadas e por mais recursos para a saúde, educação, moradia”, contou.

“O uso desproporcional da PM foi para tentar intimidar o movimento, todos os que lutam. Os governos, seja de Temer, Alckmin ou Carlinhos, usam da repressão e da criminalização das lutas sociais para tentar impedir o questionamento popular aos seus desmandos, mau uso do dinheiro público e corrupção. Mas não vamos nos intimidar”, disse Mancha, que é pré-candidato do PSTU a vereador em São José.

A farsa do legado olímpico
Pesquisa do Ibope revelou que os brasileiros veem mais prejuízo do que benefícios com a realização das Olimpíadas no país.  Hoje, 60% acreditam que os jogos trarão mais prejuízos contra apenas 32% que acreditam que as Olimpíadas serão mais benéficas.

Para muitos, a competição já é um fracasso. E motivos não faltam para ter essa opinião. No país, assistimos uma das maiores crises da história e no Rio de Janeiro, é ponte que cai, servidor que não é pago, a saúde pública falida, a não finalização das obras para as competições e de infraestrutura, entre outros. O Rio está em estado de calamidade pública.

Sem contar que falar de “legado” à população é brincadeira. Assim como da maioria dos estádios da Copa, muitas obras virarão “elefantes brancos” após os jogos e não atendem as necessidades da população. Um exemplo são estações de metrô construídas que conectam bairros de classe alta às áreas dos jogos, quando a maioria dos moradores do Rio preferiria ver a construção de uma linha diferente, que conectasse o centro da cidade aos municípios menos chiques de Niterói e São Gonçalo, por exemplo, onde muitos trabalhadores vivem e que custaria metade do preço.

Segundo dossiê do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, cerca de 4.120 pessoas foram realocadas em razão dos Jogos. Ainda de acordo com o relatório, "em todos os casos, as retiradas aconteceram sem o acesso dos residentes a informações ou com a ausência de discussões públicas sobre os projetos de urbanização".

Leia mais: Olimpíadas: Medalha de ouro em desigualdade, violência e corrupção

Fotos: Tanda Melo/divulgação Sindmetalsjc




26 de julho de 2016

Participe do ato em São Paulo neste dia 30 que vai marcar os 22 anos de existência do PSTU

26/7/2016 - O PSTU está completando 22 anos de existência. Para comemorar essa data, convidamos todas e todos ao ato nacional no próximo sábado, dia 30 de julho, em São Paulo. Será às 18 horas, no ginásio do Tênis Clube Paulista, na Rua Nilo 430, na Aclimação, perto do metrô Paraíso.

Ônibus sairão de São José dos Campos para o ato. Nos concentraremos na rua do Sindicato dos Metalúrgicos (Rua Maurício Diamante, 65, centro) de onde sairemos para São Paulo. Para participar, basta entrar em contato pelo telefone 3941-2845, com mensagens no facebook/pstusjcampos ou falar com um de nossos militantes.

Necessidade de uma alternativa
No dia 5 de junho de 1994, ativistas e militantes revolucionários de todo o país, junto com a Convergência Socialista, se reuniam no colégio Caetano de Campos, em São Paulo (SP), e fundavam o PSTU.

Os que fundaram o PSTU estavam corretos ao apontar que as escolhas que fez o PT o levaria à traição aberta à classe trabalhadora. A escolha do PT por governar nos limites do capitalismo, de priorizar as eleições em detrimento das lutas, de não adotar uma estratégia de revolução, mas de um capitalismo com distribuição de renda, em aliança com partidos da burguesia e com o empresariado, banqueiros e multinacionais, deu no que deu.

Hoje, quando milhões de operários e operárias e a classe trabalhadora se sentem traídos e rompem com Dilma e com o PT, mais do que nunca, se faz necessário construir um partido revolucionário, operário e socialista.

O capitalismo conduz a humanidade à destruição
O mundo em que vivemos, dominado pelo sistema capitalista, voltado para o lucro de um punhado de bilionários, é cada vez mais um cenário de miséria, de degradação humana, de sofrimento, desemprego e opressão. Para manter seus lucros, os grandes grupos econômicos jogam a crise econômica nas nossas costas.

Ao contrário do que pregam o PT e outros partidos de esquerda, o capitalismo não pode ser reformado. É preciso destruir esse sistema de exploração. A produção não deve estar voltada para o lucro, mas voltada para as necessidades humanas. Não seria preciso ter um único desempregado sobre a terra. Seria possível ter tempo livre, diminuir a jornada de trabalho, ter emprego para todos e condições dignas de vida se não tivéssemos um sistema capitalista que ameaça o planeta.

Socialismo e revolução são uma necessidade!
Os trabalhadores lutam todos os dias contra os efeitos nefastos deste sistema. Para que essa luta não seja eterna e inútil, é preciso adotarmos a estratégia de acabar com o capitalismo e construir o socialismo.

Junto com o fim da exploração, lutamos pelo fim da opressão a negros, povos indígenas, mulheres, LGBT’s. Chega de sustentar um sistema que, com o mito da democracia racial, mantém séculos de racismo e injustiças contra os trabalhadores negros, contra os quilombolas e que assassina a juventude pobre e negra das periferias.

Numa luta de raça e classe, a revolução operária e socialista no Brasil será negra ou não será! Não queremos conviver mais com um sistema onde metade da humanidade, as mulheres, não possuem direitos iguais, são vítimas cotidianas de estupro e de todo o tipo de violência. Ou onde LGBTs são vítimas da LGBTfobia, discriminados e assassinados em todo o mundo.

Os propagandistas da burguesia dizem que o socialismo fracassou tomando o exemplo da União Soviética ou da China. Porém as grandes revoluções desses países, que de início trouxeram conquistas imensas, foram derrotadas por burocratas privilegiados que traíram a classe operária, instalaram ditaduras brutais e depois restauraram o capitalismo. Nenhum desses países foi socialista.

Independência de classe e internacionalismo
Como dizia Karl Marx, “a libertação dos trabalhadores só pode ser obra dos próprios trabalhadores”. Nada de aliança com a burguesia! Marx e Engels ainda conclamavam os trabalhadores de todo o mundo a se unirem, pois a classe operária é internacional.

O objetivo da revolução socialista é implantar um governo dos trabalhadores baseado em conselhos populares. Esse tipo de governo dos de baixo pode varrer toda a corrupção e garantir uma verdadeira democracia.

Venha construir o PSTU com a gente!
Para derrotar a burguesia, precisamos de organização e de democracia operária e vários tipos de organizações: assembleias, conselhos populares, comitês de base e sindicatos. Contudo, mesmo sendo todas essas organizações necessárias, elas são insuficientes para tirar a burguesia e garantir o poder para os trabalhadores.

Só um partido operário, revolucionário e socialista, que defenda um programa para a tomada do poder, pode garantir que, na hora H, a burguesia não nos derrote.

Um partido revolucionário disputará também as eleições, mas sua principal meta não pode ser essa, mas a organização da luta dos de baixo e a revolução social. Sua participação eleitoral deve estar subordinada a essa atividade principal: fortalecer as lutas e divulgar o programa socialista. Um partido revolucionário tem grande democracia e liberdade de discussão interna e uma atuação organizada contra a burguesia. É um partido desse tipo que o PSTU está construindo.

Hoje, no Brasil, depois da traição e do desastre do PT, pensamos que a classe operária não pode construir outro PT. Essa é a diferença que temos, por exemplo, com o PSOL, que repete os mesmos vícios e erros que levaram o PT aonde levaram: um partido para as eleições e não para a revolução, que não defende a independência dos trabalhadores frente aos patrões e governos, fazendo alianças com setores burgueses.

Confira o especial 22 anos do PSTU: www.22anos.pstu.org.br/

25 de julho de 2016

Todo apoio à luta dos trabalhadores da Delbras

25/7/2016 - Os metalúrgicos da Delbras ocupam desde a última sexta-feira, dia 22, as instalações da fábrica, localizada nas Chácaras Reunidas, região sul de São José dos Campos. A empresa, que está em recuperação judicial, demitiu quase todos os funcionários e quer dar o calote.

O FGTS não é pago desde 2010 e, agora diante do drama do desemprego, os trabalhadores não receberam o saldo do Fundo e a multa de 40%. São cerca de 70 funcionários que foram dispensados desde o mês de dezembro.

Os trabalhadores estão indignados. “Durante todo esse tempo vimos a empresa entregar muitos pedidos. Nunca faltou serviço. Agora vem com essa injustiça? Onde foi parar todo esse dinheiro e por que não foi priorizado o FGTS dos funcionários?”, disse Oswaldo Oliveira Sobrinho, ex-trabalhador da empresa.

Além do atual proprietário da empresa, Latif Antonios Elias, os trabalhadores também cobram o deputado federal e ex-prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB). Ele foi sócio da empresa durante oito anos e deixou o quadro, oficialmente, apenas em 2013. Ou seja, Cury também é responsável pelo não pagamento do FGTS, um direito essencial para os trabalhadores, principalmente no momento do desemprego.

"O fato é que a empresa está em recuperação judicial e tem garantindo o pagamento de seus credores, como bancos e outras empresas. O calote é apenas para os funcionários. Um absurdo", afirma Toninho Ferreira, suplente de deputado federal e pré-candidato do PSTU a prefeito de São José dos Campos, que visitou a ocupação nesta segunda-feira, dia 25.

"Os metalúrgicos estão acampados para evitar que sejam retiradas máquinas, equipamentos e matéria-prima. E se propõem a dar continuidade à produção. Todo apoio à luta dos trabalhadores. Esse é o caminho", disse Toninho.


Todo apoio à luta dos metalúrgicos da Delbras!

Não ao calote do FGTS! Latif e Cury que paguem o que devem!

Construir a Greve Geral para derrotar os ataques dos patrões e governos!







Mulheres negras têm história!

25/7/2016 - Por Raquel de Paula

Neste final de semana, nos dias 23 e 24 de julho, aconteceu o primeiro Seminário de Mulheres Negras do MML. Na quadra do sindicato dos metroviários, em São Paulo, nos reunimos para discutir vários assuntos que atingem nossas vidas. Éramos cerca de 400 trabalhadoras de todo o país.

O seminário foi aberto com o forte debate sobre a história do povo negro, muito antes de serem trazidos da África como escravos. Resgatamos a história de resistência, principalmente das mulheres negras, que infelizmente os livros escolares não contam. Foram momentos de muito debate político e também culturais.

Um dos principais assuntos discutidos foram os ataques do governo federal na retirada de direitos, como o projeto de terceirização, a reforma da Previdência, a reforma Trabalhista, entre outros, que vão atingir todos os trabalhadores e com mais profundidade as mulheres negras.

Em um momento como o atual, em que o país vive uma dura crise política e econômica que tem deixado mais de 12 milhões de trabalhadores sem emprego, o MML juntamente com a CSP- Conlutas têm a ousadia de reunir trabalhadoras negras de diversas categorias a nível nacional, para dizer que basta de ataques aos nossos direitos.

O seminário expressou um grande sentimento contra o “volta Dilma”, pois ela não representou os interesses das mulheres negras trabalhadoras. Estamos pelo “Fora Temer e Fora Todos que oprimem e exploram a classe trabalhadora”.

Aqui em São Jose dos Campos, nós, do PSTU, também fazemos um chamado a todo o povo negro a “aquilombar-se”, formamos novos “quilombos” contra o racismo, o machismo e a exploração, e para nos organizar contra todo o pacote de maldades dos governos, rumo à construção de uma greve geral no país.

Raquel de Paula, pré-candidata do PSTU a vereadora de São José dos Campos e militante do Movimento Quilombo Raça e Classe














22 de julho de 2016

Convenção do PSTU confirma Toninho como candidato a prefeito de SJC e lança candidaturas classistas e socialistas para vereador

22/7/2016 - São José dos Campos terá candidaturas socialistas e classistas que vão defender uma cidade para os trabalhadores e o povo pobre nestas eleições. Em convenção nesta quinta-feira, dia 21, o PSTU confirmou Toninho Ferreira, presidente municipal do partido e suplente de deputado federal, como candidato a prefeito, e divulgou a chapa de vereadores do partido.

O plenário da antiga Câmara Municipal, localizada no centro da cidade na Praça Afonso Pena,ficou cheio. Trabalhadores de várias categorias, dirigentes sindicais, ativistas, sem-teto, sem-terra, juventude e aposentados estavam entre as cerca de 150 pessoas presentes.


Os candidatos para vereador apresentados pelo partido são Ernesto Gradella (ex-deputado federal), Luiz Carlos Prates – Mancha (dirigente CSP-Conlutas), Herbert Claros (metalúrgico da Embraer e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos), Marcílio Medeiros (trabalhador dos Correios e dirigente sindical), Lauro Claudino (metalúrgico da GM e dirigente sindical), Eduardo de Toledo – Alemão (metalúrgico da GM e cipeiro), Raquel de Paula (trabalhadora dos Correios e dirigente sindical), Janaina dos Reis (dirigente da CSP-Conlutas e do Movimento Mulheres em Luta).

O cargo de vice-prefeito(a) será indicado pelo PSOL, partido com o qual a convenção aprovou coligação. O PSOL realiza convenção no próximo dia 2 de agosto.

Uma alternativa socialista em São José
Nas falas feitas pelos candidatos do partido e de representantes do PSOL e de algumas entidades, o destaque foi para a necessidade de apresentar um programa em São José nestas eleições voltado aos interesses dos trabalhadores e do povo da periferia. Com claro eixo de defesa da estratégia socialista, temas diversos foram abordados, desde a crise política nacional, a traição do PT e a decepção da classe trabalhadora, a falência do capitalismo e seu sistema político e econômico, entre outros.
(confira aqui vídeo com as falas dos candidatos a vereador).

Ex-deputado federal e militante histórico do PSTU, Ernesto Gradella destacou que as eleições municipais este ano ocorrerão em meio à grave crise econômica e política do país. “Teremos uma tarefa neste momento de discutir com toda a população a situação que estamos vivendo, que é nacional, mas que afeta o municipal também. Por isso, as candidaturas do PSTU terão a tarefa de enfrentar as máquinas eleitorais da burguesia, mas de conscientizar os trabalhadores e a população da necessidade de lutar e por todos eles para fora, e construir uma nova alternativa da classe trabalhadora”, disse.

“Nossas candidaturas estarão a serviço das lutas dos trabalhadores e dos setores explorados e oprimidos da cidade, como a população da periferia, das mulheres, negros e negras, LGBTs, juventude e aposentados”, afirmou.

Ana Pagamunici, da direção nacional do PSTU, ressaltou que o momento no país é complexo, com muitos ataques aos trabalhadores. “Nossa classe viu uma derrota com a traição e degeneração do PT, está confusa, mas ainda acredita que é possível lutar. Há lutas em todo o país. Nas eleições, o PSTU vai discutir que não basta somente lutar para arrancar aumento e defender direitos, mas que é preciso construir uma nova alternativa politica. Um governo dos trabalhadores, sem patrões, sem corruptos, baseados em conselhos populares”, disse.

“Infelizmente, grande parte da esquerda comprou o discurso do golpe feito pelo PT, enfraquecendo a luta para enfrentar a direita e também o governismo, o PT, que tanto atacou os trabalhadores. As eleições também são o momento de denunciar tudo que está acontecendo e por isso o PSTU decidiu lançar candidaturas próprias nas principais cidades do país, com exceções, como foi possível aqui em São José”, explicou.

“Nossas candidaturas vão denunciar o que ocorre nacionalmente, o que PT, PSDB, PMDB e os partidos no Congresso estão fazendo, pois aqui em São José eles não farão isso. Vão fingir que seus partidos não têm nada a ver com os ataques e a piora nas condições de vida, o desemprego, a inflação. É preciso alguém que denuncie para a população o que está acontecendo, os responsáveis e que é preciso lutar para por para fora todos eles”, falou.

Wellington Cabral, dirigente do Sindicato dos Químicos, falou em nome do PSOL. “É uma honra estar na convenção de um partido revolucionário e um orgulho por que conseguimos construir a frente de esquerda em São José. Sabemos que as eleições não vão mudar a vida dos trabalhadores, mas é um momento importante para os revolucionários denunciar tudo que acontece”, falou Cabral.

Em contraponto ao discurso de que o governo Dilma foi vítima inocente de um golpe, como defende a direção nacional do próprio PSOL, Cabral, que é militante da corrente interna do PSOL Liga Socialista (LS), afirmou: “Golpe sofreram os trabalhadores neste país por parte do PT, PSDB, PMDB e o Congresso, que atacam duramente os direitos sociais e trabalhistas. Por isso, a importância é nos unirmos nas eleições e também nas lutas para por para fora todos os corruptos e os que apoiam ajustes contra os trabalhadores”.

Toninho encerrou a convenção. “Estou confiante que, mesmo com uma campanha modesta financeiramente, com poucos recursos, faremos uma das maiores campanhas que já fizemos em defesa dos trabalhadores e dos setores mais explorados e oprimidos. Tenho esta convicção ao ver este plenário cheio de lutadores sociais, novos e mais antigos, dirigentes sindicais, trabalhadores de várias categorias, aqueles que têm coragem para lutar. São esses que queremos representar”, disse.

“Vamos defender um programa socialista para São José. Defender a pauta que a juventude levantou em 2013, como a tarifa zero. Para isso, nossa proposta é a municipalização das empresas de ônibus para garantir transporte gratuito e de qualidade; o fim da privatização da saúde, direcionar o rico orçamento da cidade para, entre outras demandas da população trabalhadora e pobre, garantir mais creches. Vamos defender um programa, não para beneficiar os ricos como fez o atual governo do PT e o anterior do PSDB, mas para atender as demandas do povo trabalhador”, afirmou.

“Faremos a diferença. A única candidatura de esquerda em São Jose para denunciar a falsa polarização entre os partidos da burguesia. As candidaturas do PSTU estarão a serviço das lutas dos trabalhadores e da defesa de uma cidade para os trabalhadores e o povo pobre”, afirmou Toninho.
Ao final, os presentes entoaram a Internacional, o simbólico e histórico hino dos socialistas em todo o mundo.

Confira o álbum de fotos da convenção no Face








18 de julho de 2016

Quarta, dia 20, tem ato em São José contra Reforma da Previdência

Foto: Rodrigo Zaim/divulgação Admap
18/7/2016 - Contra a reforma da Previdência e os ataques planejados pelo governo interino de Michel Temer (PMDB), o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba organiza um ato, nesta quarta-feira (20), às 10h, na Praça Afonso Pena. É hora dos trabalhadores entrarem em campo e dizerem em alto e bom som: não aceitaremos os cortes na aposentadoria e direitos!

Participam do protesto os sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos e dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev/SP), além da Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas (Admap) e da CSP-Conlutas.

Além de dizer não à reforma da Previdência, os manifestantes também são contra o plano de estabelecer uma idade mínima para aposentadoria e os cortes do auxílio-doença e aposentadoria por invalidez.

Utilizando-se da desculpa da crise econômica, o governo planeja rever tais benefícios concedidos há mais de dois anos. Desta forma, os segurados podem ser convocados para uma nova perícia no INSS e ter seu direito cortado.

A recriação do Ministério da Previdência, o fim da alta programada e a contratação de mais servidores públicos paras as áreas da Saúde e Previdência também estão entre as reivindicações.

A culpa não é do aposentado
O governo não tem poupado esforços para justificar a reforma da Previdência. Entre os motivos, o mais propagado é um suposto déficit no fundo que arca com as aposentadorias.

O rombo no orçamento estaria comprometendo as contas públicas e, consequentemente, o futuro do país. Com isso, Temer e sua equipe econômica querem que os aposentados acreditem que são eles os culpados pela crise.

No entanto, o governo deixa de contar que desvia, anualmente, bilhões de reais da Previdência através da DRU (Desvinculação das Receitas da União). O destino de tanto dinheiro é um só: o bolso dos banqueiros, através do pagamento da dívida pública.

“Para barrar a Reforma da Previdência e os demais ataques do governo é fundamental a mobilização dos trabalhadores. Depois da Dilma, agora é a vez de Temer tentar empurrar a crise para o povo, mas nós não iremos aceitar”, afirma o diretor do Sindicato, Weller Pereira Gonçalves.


Informações: sindmetalsjc.org.br

14 de julho de 2016

Sobre o apoio do PT e do PCdoB ao “golpista” Rodrigo Maia para a presidência da Câmara

14/7/2016 - Se há uma coisa que ficou nítida na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados foi a confirmação de um dito popular que diz: "de onde nada se espera é que não sai nada que preste mesmo".

A eleição do deputado do DEM para presidir a Câmara é a demonstração cabal de que "eles se merecem". Sai o Cunha, entra o amigo do Cunha. Mas nada diferente disso era de se esperar mesmo, não é?

O que sim, chama atenção, foi o posicionamento do PT e do PCdoB na disputa, o apoio que deram ao candidato do DEM no segundo turno. Deu vergonha alheia ver o líder do DEM agradecer a "esquerda" pelo apoio dado a ele.

O PT e o PCdoB seguem fazendo uma campanha de denúncia do "golpe" que teria sido dado contra a democracia e o mandato da presidenta Dilma, do PT, com a votação do impeachment. E, atrás dessa ladainha, vão vários setores que se reivindicam de esquerda e socialista, como o PSOL, o MTST e outros grupos menores.

O PT e o PCdoB sabem perfeitamente que o discurso do "golpe" é apenas uma artimanha retórica, para passar a idéia de que o governo do PT foi perseguido pela "direita". Dessa forma buscam fugir da responsabilidade pelos golpes (estes sim, de verdade) que o governo do PT aplicou contra os trabalhadores a serviço de banqueiros e grandes empresários.

Isso ficou mais uma vez evidenciado pelo apoio desses partidos ao representante dos "golpistas" para presidir a Câmara dos Deputados.

Não custa perguntar: será que agora vai "cair a ficha" da turma que segue reproduzindo essa campanha de "golpe" feita pelo PT e PCdoB?

A eleição para presidência da Câmara vem mostrar mais uma vez que o desafio segue o mesmo. Não há saída para a crise que vive o país, que atenda os interesses dos trabalhadores, que não seja construída na luta contra todos eles.

Fora Temer, Dilma, Cunha, Aécio, Renan e Rodrigo Maia!

Fora todos eles!

Eleições Gerais já!

Por um governo dos trabalhadores, que funcione através de conselhos populares!


Por Zé Maria, presidente nacional do PSTU



Confiram entrevista do Portal Meon com Toninho como pré-candidato a prefeito de São José

14/7/2016 - Toninho Ferreira (PSTU): "Os outros pré-candidatos não trazem nada de novo"

Mais uma vez entrando na disputa pela Prefeitura de São José dos Campos, o advogado Toninho Ferreira (PSTU) acredita na transformação da sociedade para o socialismo e propõe um governo realmente voltado para a classe trabalhadora, com uma administração que não se curva aos interesses econômicos, "fazendo política e não politicagem".

Pré-candidato pelo PSTU, Antonio Ferreira, o Toninho, 58 anos, é casado e pai de três filhas. Trabalhou na GM e Embraer. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos por dois mandatos. Dirigiu grandes mobilizações de trabalhadores e do movimento popular. É advogado e dirigente das famílias do Pinheirinho. Esteve ao lado dos moradores na luta contra a desocupação. Em 2012, foi o quinto candidato a vereador mais votado e, em 2014, como candidato a deputado federal, obteve 23 mil votos, tornando-se 1° suplente de deputado federal.

Por que você é novamente pré-candidato pelo PSTU à Prefeitura de São José dos Campos?
Porque eu acho que precisamos qualificar o debate a prefeito. A cidade precisa disso e todas as alternativas colocadas aí são muito ruins, não acho que satisfazem a população. Acho que o Carlinhos está muito mal pelo que mostrou em sua gestão. Além do mais, a campanha desse ano será nacionalizada, não será só da cidade. Vai ser assim voltada aos problemas envolvendo os partidos políticos tradicionais. O PSDB apresenta um pré-candidato desconhecido e que também não resolve, já que a diferença entre o PT e o PSDB é quase nenhuma enquanto projeto, programa ou proposta política. É tudo igual. Os outros pré-candidatos que se apresentaram por aí  não trazem nada de novo.  Nós queremos apresentar uma coisa nova, embora já tenha sido candidato, vamos apresentar uma ideia nova, uma forma nova de governar. PT e PSDB governaram São José fazendo acordos com a Câmara, fazendo troca de favores, oferecendo cargos comissionados. Nós queremos mudar essa forma de fazer política, achamos que o que está mal não é a política, mas a politicagem.

O PSTU é muito ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos que é apontado como responsável  por afastar a instalação de novas empresas na cidade. O que acha disso?
Essa conversa é feita com muita maldade, pois tudo de ruim que acontece, o presidente do Ciesp de São José, Almir Fernandes diz que a culpa é do sindicato, isso é uma bobagem. O mesmo faz o Felipe Cury, presidente da ACI. É bobagem. Se o problema estivesse localizado aqui em São José dos Campos, diminuiu a economia só aqui. Se o desemprego fosse só aqui eu daria a mão à palmatória, mas não é isso. Temos demissões por todo o lado, em todas as montadoras e em todas as cidades, então o problema não é daqui. Vivemos uma crise econômica muito forte, com recessão muito forte. Não adianta vir qualquer pré-candidato e dizer que vai atrair empresas, porque é mentira. Se não resolver o problema da economia como um todo, não há solução.

Você falou em uma ideia nova. Como seria um governo do PSTU na Prefeitura de São José dos Campos?
A prefeitura tem que existir para ajudar aqueles que mais precisam: a população mais pobre e a população trabalhadora. É o que nós queremos fazer. Por exemplo, o transporte coletivo em nossa cidade, precisamos resolver isso. A meu modo de ver, precisamos estatizar o transporte. Tem que ser estatal,  porque o transporte público não pode servir para dar lucro. Isso não é novidade! Em outras cidades do chamado primeiro mundo é assim, não existe transporte privado. Só aqui onde há um capitalismo selvagem, ao invés de atender 99% da população, atende a 1% que é aquele que se beneficia do lucro. Se ganha muito com a passagem de ônibus a R$ 3,80 e as empresas choram as mágoas e dizem que as tarifas não cobrem os custos, mentira! A planilha de custos é sempre falsificada. O gasto com o transporte pesa no final do mês para o trabalhador, é muito caro! Vamos rever isso.

Sobre a discussão da nova Lei de Zoneamento, você acha que ela é necessária?
Uma lei de Zoneamento deve durar no mínimo 10 anos, porque só depois desse prazo é que saberemos se ela deu certo. O que não pode é virar uma colcha de retalhos, que possa ser mudada de acordo com os interesses de grupos de interesses do prefeito eleito. O que nós temos que procurar na Lei de Zoneamento? Qual é o bem-estar da população? Não pode ser pra quem vai ganhar mais dinheiro. Dizem que a lei trava o desenvolvimento da cidade, não vai ter emprego. Olha, com essa crise econômica, pode mudar a lei que você quiser, vai continuar assim. Toda essa briga é por causa de interesses imobiliários. A Lei de 2010 é ruim, mas eu prefiro que ela dure por alguns anos para poder saber o que efetivamente está acontecendo, não pode mudar todo ano. Não pode ser variável, tem que manter por dez anos e pensar a longo prazo, sem imediatismo.

Por que você quer ser prefeito de São José dos Campos?
Porque eu acho que posso ajudar! Posso colocar minhas ideias e meu projeto. Eu sou socialista e acredito em outro tipo de sociedade. É isso que eu defendo  e acredito que esse será nosso futuro. Não podemos ter um sistema que toda vez que ele está no auge, que se produz e consome muito. É preciso criar uma crise, porque para de dar lucro, e aí é preciso diminuir a produção e começar tudo de novo. Isso não pode dar certo.




Dia 21, convenção oficializará candidaturas socialistas do PSTU em São José dos Campos

14/7/2016 - No próximo dia 21, o PSTU de São José dos Campos oficializará as candidaturas do partido às eleições municipais deste ano. A convenção acontecerá no prédio da antiga Câmara Municipal de São José dos Campos, na Praça Afonso Pena, no centro, às 18 horas.

Vamos lançar a candidatura de Toninho Ferreira para prefeito de São José dos Campos e uma chapa de candidatos a vereador, formada por companheiros e companheiras classistas e socialistas.

 “Lançaremos candidaturas socialistas para fortalecer a luta pelo ‘Fora Temer, Fora Todos, Eleições Gerais com novas regras’ e para defender uma cidade para os trabalhadores e a população mais pobre”, afirma Toninho.

“Será uma campanha modesta financeiramente, mas ambiciosa politicamente. O país vive uma de suas maiores crises, com todos os partidos afundados em corrupção e ao lado dos empresários e banqueiros para jogar a crise sobre o povo. Mas o PSTU tem orgulho de poder oferecer uma alternativa de esquerda, socialista. Um partido que não se vendeu, nem se corrompeu”, disse.

“Esperamos a presença de vários trabalhadores e trabalhadoras, ativistas e militantes dos movimentos sindical e social, para começarmos a construir uma campanha de esquerda que desmascare a hipocrisia e demagogia dos candidatos da burguesia e defenda, de fato, uma cidade que atenda as necessidades da classe trabalhadora e do povo pobre”, concluiu.

Convenção do PSTU
Quando: dia 21 de julho, quinta-feira
Onde: Antiga Câmara Municipal de São José dos Campos (Praça Afonso Pena)
Horário: 18 horas
Compareça!

11 de julho de 2016

Artigo: "A crise e as eleições 2016"

11/7/2016 - As eleições municipais deste ano não passarão ao largo da grave crise política no país. Os mesmos partidos que estão afundados nos escândalos de corrupção e são responsáveis pelos ataques aos direitos dos trabalhadores estarão cinicamente na campanha eleitoral apresentando candidatos, com falsas promessas e muita demagogia.

Mas a população está cansada dos corruptos de sempre, das mesmas promessas e das mesmas mentiras. O país vive a maior crise econômica de sua história e são os trabalhadores que estão pagando por ela. São mais de 11 milhões de desempregados. O preço dos alimentos sobe todos os dias. A renda média da população caiu 9% nos últimos três anos. E pode piorar.

Temer tem o mesmo plano que havia sido apresentado por Dilma e quer impor ataques, tais como aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos, retirar direitos trabalhistas e cortar gastos sociais em saúde, educação e moradia.

Agora nas eleições, eles vão fingir que não é com eles. Em São José, por exemplo, os políticos do PT nem usam o logo do partido nos seus materiais. Já o PSDB quer voltar ao poder, mas não tem como esconder que está afundado em corrupção, como no escândalo do roubo da merenda escolar, e junto com Temer, do PMDB, é conivente com os ataques e privatizações em curso. Até o PRB terá de manobrar bastante para esconder que foi um dos fieis aliados de Eduardo Cunha, com quem seu pré-candidato até posou para foto.

O fato é que nas lutas e nas eleições, a indignação dos trabalhadores e do povo pobre precisa reverter em ação contra a corrupção e os ataques aos direitos. Fora Temer, Fora Todos Eles!

Defendemos eleições gerais, para todos os cargos, com novas regras, em que os envolvidos em casos de corrupção não possam participar, haja tempo igualitário de TV entre os partidos, sem qualquer financiamento privado, além de mandatos revogáveis, fim dos privilégios e altos salários.








Por Toninho Ferreira, pré-candidato do PSTU a prefeito de São José dos Campos, presidente municipal do PSTU e suplente de deputado federal

Artigo publicado no jornal O Vale, de 9 de julho de 2016.

8 de julho de 2016

Parece mentira, mas não é: CNI sugere aumentar jornada de trabalho para 80 horas semanais

8/7/2016 - Em uma reunião nesta sexta-feira, dia 8, que reuniu o presidente interino Michel Temer (PMDB) e cerca de 100 empresários, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, afirmou que o governo precisa promover “medidas muito duras” e, entre as sugestões, defendeu aumentar a jornada de trabalho para 80 horas semanais.

Isso mesmo: 80 horas semanais. Não bastasse a reforma da Previdência que estão planejando para aumentar a idade mínima da aposentadoria para 65 anos, o governo Temer e os empresários seguem com a meta de fazer os trabalhadores morrerem de tanto trabalhar.

Hoje, pela Constituição brasileira, o limite da jornada semanal é de 44 horas. Contudo, nos últimos anos, a luta do movimento sindical e das organizações dos trabalhadores é de que esse limite caia para 40 horas semanais. O PSTU defende 35 horas semanais.

Principalmente, em meio a atual crise econômica, que no país já resultou em mais de 11 milhões de desempregos, a bandeira da redução da jornada é cada dia mais necessária. Afinal, é preciso trabalhar menos, para que todos trabalhem.

Para justificar sua sugestão, o presidente da CNI citou como exemplo a reforma trabalhista da França, que aumentou a jornada de trabalho e flexibilizou os direitos trabalhistas, precarizando as condições de trabalho e facilitando as demissões.

Ele só esqueceu que a tal reforma da França é a responsável pela onda de protestos e greves gerais que vive o país desde o início deste ano. Os trabalhadores e a juventude franceses protagonizam uma das principais lutas em curso no mundo atualmente.

A repercussão da tal sugestão da CNI foi tão negativa e tão rápida que a confederação patronal emitiu nota, afirmando que “jamais” a entidade defendeu a aplicação no Brasil das medidas adotadas na França.

O governo Temer, no site governamental "Agência Brasil", que publicou a notícia assim como vários órgãos da imprensa, também se apressou em voltar atrás e disse que “errou” na informação, reafirmando a mesma desculpa da CNI (http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-07/agencia-brasil-errou).

Fora Temer! Fora Todos Eles! Greve Geral para derrotar o ajuste fiscal
Em meio à grande insatisfação popular e as lutas que pipocam pelo país, a CNI e o governo Temer se apressaram a negar seus planos, mas aplicar um duro ajuste fiscal, com brutal retirada de direitos, é o verdadeiro plano de Temer e dos patrões.

O  ajuste fiscal às custas de ataques aos direitos trabalhistas, que começou com Dilma que reduziu o seguro desemprego e o PIS, segue com outras medidas como a ampliação da terceirização, a dificuldade para concessão do auxílio-doença, a reforma da Previdência, e outros.

É mais do que urgente construir uma forte e grande greve geral no país para derrotar Temer, os picaretas do Congresso Nacional, e barrar de vez este ajuste fiscal que pretende jogar a crise sobre os trabalhadores e o povo. Fora Temer! Fora Todos Eles!



PSTU oficializa pré-candidatura de Toninho Ferreira a prefeito de São José

8/7/2016 - O diretório municipal do PSTU de São Jose dos Campos oficializou nesta quinta-feira, dia 7, a pré-candidatura de Toninho Ferreira para prefeito nas eleições municipais deste ano. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos militantes do partido em plenária realizada na sede.

Toninho, 58 anos, é presidente municipal do PSTU e suplente de deputado federal, tendo recebido quase 23 mil votos nas eleições de 2014. Nas últimas eleições municipais, em 2010, dentre mais de 450 candidatos, foi o quinto candidato a vereador mais votado em São José, com 6.677 votos. Só não foi eleito em razão da regra do quociente eleitoral.

Com uma trajetória histórica de militância nas lutas sociais, Toninho participou de várias mobilizações dos trabalhadores e do movimento popular. Foi trabalhador na GM e na Embraer e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos por duas vezes.

Atuante nas lutas em defesa do direito à moradia, Toninho atua como advogado das famílias do Pinheirinho e esteve à frente da luta contra a desocupação.

Convenção
No dia 21 de julho, o PSTU de São José dos Campos realizará a convenção oficial que lançará a candidatura de Toninho e dos demais candidatos a vereadores. O evento será realizado no Plenário Mário Covas, na Câmara Municipal, às 18h.

“Lançaremos candidaturas classistas e socialistas, pois para o PSTU o fundamental é que nossas campanhas sejam porta-voz dos trabalhadores e setores mais explorados e um ponto de apoio às mobilizações em curso no país”, afirma Ernesto Gradella, ex-deputado federal, dirigente do PSTU de São José e um dos nomes que deverá ser oficializado como candidato a vereador.

"O povo cansou de tanta corrupção, enquanto a vida continua a cada dia mais difícil em razão dos ataques dos governos. Por isso, não dá para aceitar mais uma falsa polarização em São José dos Campos ou Jacareí, onde PT, PSDB, PMDB, PRB, enfim, os mesmos partidos que estão afundados nos escândalos de corrupção e são responsáveis pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, venham nas eleições com as mesmas falsas promessas e demagogia", avalia Toninho Ferreira.

“Diante da atual crise política, em que praticamente todos os partidos estão metidos em casos de corrupção ou patrocinam medidas contra o povo, o PSTU vai denunciar tudo que está aí. Nossas campanhas estarão construindo a mobilização pelo Fora Temer - Fora Todos Eles - Eleições Gerais com novas regras, e defenderão um programa para as cidades que atenda as necessidades dos trabalhadores e da população mais pobre”, afirmou.

7 de julho de 2016

PSTU lança pré-candidatos em capitais do país

Em SP, Altinho Prazeres e Janaína Rodrigues são pré-candidatos
7/7/2016 - O PSTU está definindo suas pré-candidaturas nas principais cidades do país. São lutadores, homens e mulheres com longa trajetória a serviço da organização da luta dos trabalhadores.

Já foram definidas pré-candidaturas em cidades como São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Em nossa região, em São José dos Campos e Jacareí, definiremos ainda na primeira quinzena deste mês de julho, os pré-candidatos(as) do partido para as Prefeituras e Câmaras Municipais.

Uma eleição em meio à crise
Normalmente, as eleições municipais são marcadas por questões específicas dos bairros e por campanhas clientelistas. No entanto, as eleições deste ano se dão em uma situação diferente e muito especial.

O país vive a maior crise econômica de sua história. São os trabalhadores e os setores populares os que estão pagando por ela com enormes sacrifícios. São mais de 11 milhões de desempregados. O preço dos alimentos sobe todos os dias. A renda média da população caiu 9% nos últimos três anos. A dos pobres, muito mais.

O governo e os patrões planejam impor sacrifícios ainda piores: aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos; retirar direitos trabalhistas e cortar gastos sociais em Saúde e Educação. Enquanto isso, eles enchem os bolsos com a corrupção e os roubos milionários de dinheiro público.

Por outro lado, durante muitos anos, os trabalhadores e o povo pobre viram os governos do PT como uma alternativa para melhorar suas condições de vida. Foram traídos. O PT se aliou com partidos burgueses de direita como o PMDB, o PSD e o PP, se atolou até o pescoço no mar de lama da corrupção e terminou adotando medidas contra os trabalhadores e o povo, que hoje o governo Temer trata de continuar.

Por que o PSTU participa de eleições
Nosso partido é o primeiro a denunciar que as eleições são manipuladas pelo poder econômico. Que os candidatos, inclusive a esquerda oportunista, são financiados pelos empresários e depois devolvem este dinheiro em benefícios.  Se isso é assim, por que o PSTU participa?

Participamos para oferecer uma alternativa independente dos patrões e dos governos, uma alternativa de luta pelos direitos dos trabalhadores e do povo pobre. Nossos pré-candidatos tem uma trajetória de anos de compromisso e de honestidade com os trabalhadores. Não aceitamos dinheiro de empresas nem de empresários.

Queremos apresentar um programa com propostas em defesa dos direitos dos trabalhadores, emprego, salários dignos, moradia, transporte, saúde e educação. Que os ricos paguem pela crise. Um programa que levante a luta contra este governo e todos os políticos exploradores e corruptos. Fora Temer e Fora todos eles!

Mas, principalmente, queremos apresentar uma opção a todos os trabalhadores. Um partido de esquerda que não se vendeu nem se corrompeu. Um partido socialista que luta para que os trabalhadores governem este país apoiados em conselhos populares. Nossos pré-candidatos são os porta-vozes desse partido e dessas propostas, mas o que queremos é que você que nos lê se una a nós para construirmos juntos o PSTU.


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6 de julho de 2016

Declaração da Direção Nacional do PSTU

6/7/2016 - Um setor de companheiros deixou as fileiras do PSTU para formar outra organização (leia a carta aqui). Essa ruptura se deu depois de meses de um debate interno, amplamente democrático, em que apareceram diferenças políticas, de programa e teoria.

A diferença mais importante foi em relação a que posição tomar diante da queda do governo de colaboração de classes de Dilma, formado pelo PT e seus aliados burgueses. O setor que agora rompe com o PSTU se colocou contra a política do partido que se expressou na palavra de ordem de “Fora Dilma, Aécio, Temer, Cunha, fora todos eles!”

Na opinião dos companheiros, o PSTU deveria adotar como palavra de ordem principal “Não ao impeachment” e, nesse contexto, afirmar nossa oposição a Dilma e Temer. Defendiam que nosso partido participasse de atos da Frente Povo Sem Medo para chamá-los à formação de um terceiro campo que tivesse como eixo o “Não ao impeachment”.

A maioria do partido rechaçou esta posição por considerar que o “Não ao impeachment” e a participação em atos da Frente Povo Sem Medo significava, na prática, a mesma postura política da campanha contra o suposto golpe, deflagrada pelo PT para tentar manter Dilma no governo. A Frente Povo Sem Medo, encabeçada pelo MTST e o PSOL, foi simplesmente a ala esquerda da campanha pelo “Fica Dilma”.

A posição dos companheiros não leva em consideração que o governo Dilma, do PT, ao trair miseravelmente os trabalhadores e ao atacar seus direitos, despertou entre eles um ódio mais que merecido. Os trabalhadores queriam que o governo saísse, e esse sentimento era correto e justo. O governo Dilma não era “progressivo” frente a uma alternativa burguesa qualquer, como Temer, por exemplo. Para os trabalhadores eram iguais. Portanto, não há que se defender um contra o outro e sim lutar contra os dois. Fora Dilma, Temer Cunha e Aécio! Fora todos eles!

Por outro lado, em nossa opinião, os companheiros dão uma importância às eleições burguesas maior do que elas deveriam ter para os revolucionários. Defendem que precisamos estabelecer, sistematicamente, alianças e frentes com partidos como o PSOL, que é uma organização reformista, porque nos apresentarmos sozinhos seria nos isolarmos. Essa avaliação se apoia numa visão de que vivemos mundialmente um longo período em que não estará colocada a possibilidade de revoluções socialistas, mas apenas de revoluções democráticas e que, portanto, é imprescindível eleger deputados e participar do parlamento.

A maioria do partido não concorda com essa visão. O projeto do PSOL é radicalizar a democracia. O projeto do PSTU é fazer a revolução socialista. São coisas completamente diferentes. Não há como apresentar e construir no movimento uma alternativa revolucionária junto com uma reformista. Elas se opõem. Frente única e unidade de ação fazemos com todos, mas para a luta da nossa classe. Para construir uma alternativa revolucionária, é preciso apresentá-la com nitidez aos trabalhadores.

A experiência do PT está aí para iluminar essa discussão. O PT nunca foi um partido revolucionário. Era classista e, por isso, progressivo. Mas quando decidiu buscar alianças com outros partidos porque queria ganhar as eleições de qualquer forma, se transformou em outra coisa, nisso que estamos vendo aí hoje.

Os companheiros não quiseram esperar o congresso do partido porque já não estavam dispostos a seguir defendendo a política da maioria de nossa organização.

O PSTU lamenta que tenham decidido romper, pois sua saída enfraquece, sem dúvida, a luta por um partido revolucionário em nosso país. Esse retrocesso é um fato. Mas a luta da classe operária por sua libertação está repleta de obstáculos e revezes. É neles que se forja nossa firme determinação de construir o partido revolucionário.

Sem dúvida cometemos muitos erros, mas temos o orgulho de poder mostrar uma trajetória coerente e uma bandeira sem as manchas do oportunismo e da colaboração de classes. É nessa trajetória que continuaremos.

Os jovens que há 40 anos fundaram a Liga Operária, depois Convergência Socialista e hoje PSTU, tinham, desde o princípio, o projeto político de construir um partido que lutasse para que a classe operária faça uma revolução, tome o poder, acabe com a exploração capitalista, com toda a opressão e construa o socialismo. Um partido internacionalista, ligado desde sua fundação a uma internacional revolucionária, a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI). Disposto a fazer toda unidade de ação ou frentes para lutar pelos interesses dos trabalhadores, contra o capital e também contra toda opressão machista, racista ou homofóbica, mas que nunca perca de vista esse objetivo maior.

Aos companheiros que acompanharam nossa trajetória nestes anos e ajudaram a construir o PSTU, mas principalmente aos milhares de operários e jovens que despontaram para a luta nestes últimos anos dirigimos este chamado: a hora é de intensificar esforços na construção dessa ferramenta revolucionária! Tomem esta bandeira em suas mãos!

Direção Nacional do PSTU





5 de julho de 2016

Ordem de Temer é “privatizar tudo que for possível”

A Caixa Econômica, de Dilma a Temer, na mira da privatização
5/7/2016 - O governo interino de Michel Temer (PMDB) prepara um novo programa de privatizações e a ordem é entregar à iniciativa privada “tudo o que for possível”. Segundo divulgado pela imprensa, a frase literal de Temer dita a alguns dos seus principais ministros teria sido: “senhores, tudo o que puder ser transferido à iniciativa privada, façam. Não temos preconceitos”.

O objetivo seria arrecadar algo em torno de R$ 20 a R$ 30 bilhões ainda em 2017. A equipe do governo ainda estaria montando a lista do que poderá ser privatizado, mas já se fala na venda dos Correios, da Caixa Seguridade, Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), de participações da Infraero em aeroportos e concessões de rodovias e portos.

Ajuste para os empresários
O frágil apoio do empresariado e setores da burguesia ao governo interino de Temer está condicionado à aplicação a qualquer custo do ajuste fiscal. Esse é o compromisso e a tarefa de Temer junto à burguesia, que quer não só o avanço das privatizações, mas também outras medidas como as reformas da Previdência e Trabalhista ou a criação de um teto para os gastos públicos que, na prática, significaria o sucateamento total da saúde, educação e dos serviços públicos.

Vale ressaltar, contudo, que o aprofundamento das privatizações já vinha sendo implementado pelo governo Dilma (PT). Aliás, a lista de patrimônio público a ser vendido que o governo Temer estuda agora é a mesma que o governo Dilma já havia cogitado, como os Correios, o IRB, entre outros.

Para não falar apenas do crime lesa-pátria que foi a entrega do Campo de Libra e do pré-sal, em 2013, o governo do PT também colocou em prática um pacote de concessões à iniciativa privada de portos, aeroportos, ferrovias e estradas. Tudo com generoso financiamento do BNDES.

O chamado “plano de desinvestimento” da Petrobrás, elaborado no governo Dilma, significa a venda indiscriminada do patrimônio da estatal, como importantes subsidiárias como Transpetro, Brasken, BR Distribuidora, usinas térmicas, gasodutos, etc.

Fora Temer, Fora Todos Eles!
Nas duas últimas eleições presidenciais, o tema da privatização ganhou destaque nas campanhas, tanto do PT, quanto do PSDB.  Para surfar no repúdio da população às privatizações do governo Fernando Henrique (PSDB), candidatos de ambos os partidos, inclusive Marina, adotaram um discurso à esquerda contra a entrega do patrimônio público à iniciativa privada. Mas, como sempre, no poder, a história é outra.

É preciso intensificar as mobilizações que já ocorrem pelo país pelo Fora Temer. Mas não para que Dilma volte, pois a petista defende as mesmas medidas. É preciso lutar pelo Fora Temer, Fora Todos Eles, Eleições Gerais já.

As centrais sindicais, como CUT, Força Sindicato, CTB e demais, se estiverem, de fato, dispostas a impedir as reformas e o ajuste fiscal de Temer, deveriam atender ao chamado já feito pela CSP-Conlutas e construir uma forte Greve Geral no país.