Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

28 de janeiro de 2016

Luto: explosão na Heineken mata dois trabalhadores e fere outros três

28/1/2016 - A explosão de uma caldeira causou a morte de dois trabalhadores e feriu gravemente outros três na cervejaria Heineken, em Jacareí, na manhã desta quinta-feira, dia 28.

O PSTU lamenta profundamente essa tragédia e se solidariza com os familiares das vítimas e trabalhadores da Heineken. Exigimos que haja uma investigação rigorosa do ocorrido, com o acompanhamento do Sindicato e da CIPA.

Um dos trabalhadores ficou gravemente ferido com queimaduras de terceiro grau e foi levado ao Hospital Municipal de São José dos Campos. Os nomes dos trabalhadores atingidos ainda não foram divulgados.

As vítimas atingidas pela explosão eram trabalhadores terceirizados de uma empresa que faz manutenção das caldeiras da Heineken. O acidente ocorreu por volta das 9h, quando os trabalhadores realizavam testes nas caldeiras.

A caldeira que explodiu abastecia o funcionamento das máquinas da cervejaria com vapor e ar-comprimido. A explosão foi tão forte que causou a destruição de parte do galpão fábrica (como mostram imagens obtidas pela G1).





O capitalismo mata!
O acidente ocorreu no dia em que os trabalhadores da Heineken elegeriam os novos integrantes da CIPA, comissão de saúde e segurança da empresa.

Porém, de forma arbitrária, a empresa impediu o acesso dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação e da CIPA ao local do acidente, o que é inaceitável.

Segundo informações do Sindicato, a caldeira na Heineken funcionava com óleo e estava sendo readaptada pela empresa para funcionar a gás, que teria um custo menor.

A cervejaria vem reestruturando a produção e demitindo funcionários. O excesso de jornada e o ritmo acelerado de produção na Heineken também têm sido denunciados pelo Sindicato da Alimentação ao Ministério Público do Trabalho. Atualmente, a Heineken conta com 400 trabalhadores divididos em três turnos.

“Lamentavelmente, mais duas vidas de trabalhadores são perdidas em razão de acidentes de trabalho e, novamente, são trabalhadores terceirizados, o setor mais explorado da classe. Essa é a triste realidade em nosso país e no mundo”, afirma o presidente do PSTU e suplente de deputado federal Toninho Ferreira.

“O fato é que a vida dos trabalhadores não costuma ser prioridade para a maioria das empresas que, em geral, priorizam o corte de custos e enxugamento de efetivo, em detrimento da saúde e segurança. As caldeiras são um exemplo. De grande risco, nem todas as empresas mantém fiscalização e manutenção 100% destes equipamentos. Em 2002, um acidente também com a explosão de uma caldeira matou quatro trabalhadores na Exotec, metalúrgica de São José dos Campos”, afirmou Toninho.

“É preciso apurar todos os fatos, punir os responsáveis e tomar todas as medidas para evitar tragédias como essa”, concluiu.

Nesta sexta-feira, dia 29, o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação realiza um ato em frente à fábrica, às 5h30. A manifestação, em solidariedade às vítimas e seus familiares, terá participação de trabalhadores e sindicatos da região.


26 de janeiro de 2016

Após seis dias de greve, trabalhadores da GM conquistam PLR

Foto: divulgação Sindmetalsjc
26/1/2016 - Parabéns aos metalúrgicos(as) da GM que começaram o ano dando mais uma lição de organização e disposição de luta.
A montadora, com sua ganância sem limites,tentou reduzir drasticamente a PLR, mesmo depois de repassar 9 bilhões de dólares para seus acionistas.
A luta dos trabalhadores, que fizeram seis dias de greve, conseguiu evitar mais um ataque da empresa e garantir seus direitos.
Esse é o caminho! Os trabalhadores não devem pagar pela crise como querem as empresas e os governos. O caminho é a luta para garantir empregos, salários e direitos!

Trabalhadores da GM aprovam PLR de R$ 5.600 e encerram greve
(fonte: www.sindmetalsjc.org.br)

Os trabalhadores da General Motors aprovaram hoje (26), em assembleia, a proposta de acordo para a segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) 2015 e encerraram a greve que completou seis dias.

Os metalúrgicos aprovaram o pagamento de R$ 5.600, mais antecipação de 50% do 13º salário e 60 dias de garantia de emprego ou salário. A montadora ainda deverá pagar metade dos dias parados.
Na assembleia de hoje, os trabalhadores rejeitaram a proposta de compensação aos sábados e aprovaram o desconto de 50% dos dias parados.

Os metalúrgicos da GM entraram em greve no dia 18 de janeiro após rejeitarem a proposta de R$ 4.250 de PLR apresentada pela montadora. Com a paralisação, a GM aumentou o valor para R$ 5.000, que também foi rejeitado pelos trabalhadores. O impasse levou a discussão da PLR ao TRT.

"Foi uma greve forte. Os trabalhadores começaram o ano dando um recado claro para a GM. Eles não vão ceder a pressões e vão lutar por direitos e emprego" , disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá

A proposta aprovada nesta terça-feira foi definida ontem (25) em audiência de conciliação que aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, em Campinas, conduzida pelo desembargador Lorival Ferreira dos Santos, presidente do TRT.


Debate resgata luta do Pinheirinho e afirma que trabalhadores precisam disputar o poder nas cidades

26/1/2016 - Em vários momentos a emoção tomou conta dos presentes ao debate “Pinheirinho quatro anos depois”, realizado na última sexta-feira, dia 22, no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O evento, realizado para marcar os quatro anos da reintegração de posse de uma das maiores ocupações do país, mais do que relembrar, pode demonstrar que a luta do Pinheirinho segue viva.

Ao relembrar a história da ocupação, os debatedores, o arquiteto urbanista e professor da FGV Kazuo Nakano e a militante do Movimento Luta Popular Helena Silvestre, falaram sobre temas diversos, como a formação das cidades no Brasil, a luta pela reforma urbana, os efeitos da crise nas políticas de habitação popular e da necessidade dos movimentos sociais por moradia no país.

“A luta do Pinheirinho foi um acontecimento histórico, por que foi uma disputa, um enfrentamento contra uma história de dois séculos. No Brasil, vimos as cidades serem formadas para favorecer setores dos mais conservadores.  Vimos as áreas mais urbanizadas serem ocupadas pelos poderosos, enquanto aos trabalhadores restou a periferia. É uma história muito desigual e o Pinheirinho é uma das mais fortes expressões de resistência a essa situação”, falou Nakano.

Segundo o urbanista, lamentavelmente, o Estado sempre esteve a serviço dos interesses dos poderosos e destaca que não se trata de uma questão apenas do Brasil, mas global. “Mesmo recentemente, quando conseguimos criar legislações avançadas no que se refere aos temas urbanísticos, na prática, não há respaldo dos governos em enfrentar interesses dos setores conservadores e tomar medidas visando uma política nacional de habitação”, falou.

Para o arquiteto, a recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a liminar de reintegração de posse da Vila Soma, em Sumaré/SP, é efeito do Pinheirinho. “A luta do Pinheirinho ressoa até hoje, porque a resistência das famílias mostrou que a luta por moradia não podia ser tratada daquele jeito, com tanta violência. Sabemos que esta é uma luta onde às vezes se perde, às vezes se ganha, como podemos constatar ao ver outras diversas ocupações e despejos pelo país, mas ficou a lição de que é preciso resistir”, disse.

“A terra urbana, a cidade, é fruto do trabalho e dos recursos de toda a população. Nada mais justo que seja distribuída com justiça social, pois é construída coletivamente. E nada mais justo do que a luta pela distribuição dessa  riqueza social”, disse.

Disputa de poder
Helena Silvestre foi enfática ao destacar que “lutar pela cidade é lutar pelo poder”. “Lutar pela cidade envolve muitas coisas, pois a cidade não é um lugar no mapa. Ela é uma dinâmica de vida no espaço. Uma forma de organização do território, em que existem relações que as pessoas estabelecem para atender suas necessidades, uma articulação entre os espaços de moradia, produção de alimentos, de trabalho, estudo, lazer”, disse.

“Os movimentos que lutam por moradia, mães que lutam por creche, as manifestações por transporte, as associações de bairro que ainda são combativas, os coletivos de hip hop de jovens da periferia, todos esses movimentos espalhados pelos bairros tentando melhorar a vida das pessoas, são movimentos de resistência, de guerra contra o modelo de cidade excludente que temos hoje. É desse jeito que reivindicamos a luta que aconteceu no Pinheirinho. Por isso, sua força”, disse a militante do Movimento Luta Popular.

“No Pinheirinho não tinha secretaria de habitação, mas as famílias fizeram casas. Não tinha prefeito, mas tinha administração dos problemas. Não tinha secretário de obras, mas tinha ruas e praças. Não tinha Secretaria de Cultura, mas tinha atividades culturais e educacionais”, disse Helena emocionada.

“Se os trabalhadores, sem estrutura nenhuma puderam garantir que uma comunidade funcionasse assim por vários anos, sem dinheiro, sem recursos, brigando contra o despejo, está provado que somos capazes de governar a cidade, de produziu outro modelo de cidade a partir dos bairros, das quadras, das ruas, baseados em conselhos populares que possam decidir coletivamente o que fazer”.

Após a fala dos debatedores, alguns dos presentes tomaram a palavra para fazer perguntas e falar sobre o tema. Uma das falas mais marcantes foi de uma das lideranças da ocupação da Vila Soma, Willian de Souza, que falou da situação vivida pelos moradores desta ocupação localizada em Sumaré poucos dias antes.

“Diante da iminente reintegração que havia sido autorizada pela justiça, repetimos a iniciativa das famílias do Pinheirinho e montamos nossa resistência com escudos e capacetes. No dia seguinte, a foto foi capa do jornal Folha de S.Paulo. No mesmo dia, o governo Alckmin nos chamou para uma reunião e nos ofereceu bolsa-aluguel. À noite veio a decisão do STF, suspendendo a reintegração de posse, em que o ministro escreveu - eu não quero e nenhum dos brasileiros querem que aconteça um novo Pinheirinho. No dia seguinte a Folha de S.Paulo noticiou: não haverá um novo Pinheirinho no Estado de São Paulo”, disse Willian.

“Hoje, eu vim aqui, para dizer apenas uma coisa. Eu sei que foi dolorido, que machucou, me emocionei ao ver o vídeo e as fotos, visitar o Pinheirinho e ver que não tem nada lá hoje, que o terreno não cumpre nenhuma função social. Mas, Pinheirinho muito obrigado! Por ter resistido, por ter enfrentado, por terem se machucado, por terem chorado, mas se não fossem vocês muitos que estão ocupando terra hoje estariam em condições piores. O Pinheirinho foi um divisor de águas e hoje eles pensam duas vezes antes de encostar em um sem teto”, concluiu sob aplausos dos presentes.

Para Toninho Ferreira, presidente do PSTU e suplente de deputado federal, que coordenou o debate, o Pinheirinho ainda é lembrado quatro anos depois pelo exemplo de resistência, disposição de luta e organização que marcaram toda a sua existência.

“É uma luta que inspira e virou modelo de organização para diversas outras ocupações e lutas pelo país. Até mesmo jurisprudências no campo jurídico, como demonstrou a recente decisão do STF. Por isso, nunca esqueceremos a covardia que foi a desocupação e seguiremos na luta pela reparação às famílias e entrega de suas novas casas. Acima de tudo, seguiremos na luta em defesa da moradia e por uma cidade que atenda as necessidades dos trabalhadores e do povo”, afirmou Toninho.

Documentário Pinheirinho
O Sindicato também lançou a exposição “Retratos do Pinheirinho”, com 28 imagens que retratam a ocupação desde o seu início. As fotos, de autoria de vários fotógrafos, são do acervo da entidade que apoiou a luta das famílias do Pinheirinho desde o início.

Toninho também anunciou que será lançado o projeto “Documentário Pinheirinho”, cujo objetivo será reunir a história da ocupação, nos seus mais variados aspectos, desde o início.









25 de janeiro de 2016

Sob ameaças e ataques, indígenas Guarani Kaiowá defendem retomada de terra no MS

Foto: Douglas Dias
25/1/2016 - Por Douglas Dias
A apreensão pode ser vista no rosto de cada indígena. Mesmo enquanto trabalham, os olhos permanecem atentos para a chegada de pistoleiros ou mesmo dos policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira). Esta é a realidade dos índios Guarani Kaiowá, que vivem na aldeia Takuara, em Mato Grosso do Sul.

Os indígenas seguem em luta pela retomada da aldeia de Takuara e vivem momentos de tensão, sob ameaça de pistoleiros e jagunços a serviço do fazendeiro Jacinto Honório da Silva, que se diz dono de uma área de 4700 hectares (Fazenda Brasília do Sul) localizada irregularmente dentro de uma área indígena.

Desde o dia 15, os índios Guarani Kaiowá estão enfrentando ataques comandados pelo fazendeiro. Eles foram obrigados a abandonar a aldeia e acampar na mata, de forma precária, sem nenhuma proteção. Embora tenham retomado a terra, estão cercados por homens armados e se sentem constantemente ameaçados.

E como se não bastassem os pistoleiros, policiais do DOF também se posicionam na defesa dos interesses do fazendeiro.

Provocações
Na madrugada desta quinta (21), os jagunços voltaram a realizar provocações. Os Guarani Kaiowá permaneceram despertos até o amanhecer. As ações, no entanto, continuaram durante todo o dia. No período da manhã, os caminhões que lançam veneno sobre o terreno apareceram ao menos duas vezes.

No início da tarde, as provocações recomeçaram. O coordenador da Fazenda Brasília do Sul, Ramon Evangelista, circulou de caminhonete pelo terreno enquanto gravava e fotografava os índios. Apesar do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que impede a atuação do DOF no conflito, uma viatura com quatro agentes também vigiou a entrada do terreno no início e no fim da tarde, na tentativa de intimidar os índios.

O clima continua tenso. Nem mesmo as visitas da Funai e de parlamentares fizeram os pistoleiros recuarem. Os indígenas temem que fazendeiro, jagunços e DOF tentem realizar alguma ação durante a noite. Apesar das tentativas de intimidação, os Guarani Kaiowá já deixaram claro que vão defender a retomada e o direito à Takuara até o fim.

Para defender seus interesses, o fazendeiro utiliza pistoleiros em caminhonetes que ameaçam os indígenas e circulam armados pela região. Além disso, os jagunços têm destruído, poluído e até envenenado intencionalmente as fontes de água da região para forçar os índios a deixarem a terra.

Também é preciso denunciar o papel dos agentes do DOF que têm circulado pelo local fortemente armados, e avançado com as caminhonetes em alta velocidade, quase atropelando as crianças indígenas.

Histórico
A luta pela terra nesta região tem muita história, mais de 80 anos, segundo os próprios índios. Após anos aguardando a demarcação pelo governo, o cacique Marcos Verón liderou a primeira retomada em 1997, sendo assassinado por pistoleiros em 2003, enquanto defendia a terra.

Em 2010, o Ministério da Justiça reconheceu as terras e emitiu uma portaria declaratória, que concede a posse provisória aos índios. Mas para garantir a permanência na terra, falta a homologação da área pelo governo federal.

Segundo o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), cerca de 390 indígenas foram assassinados no Mato Grosso do Sul nos últimos 12 anos. Outros 500 cometeram suicídios, devido às humilhações e violência a que são submetidos.

*Douglas Dias é jornalista do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e foi ao Mato Grosso do Sul onde visitou a aldeia

fonte: www.sindmetalsjc.org.br

Fala Toninho: “São José passa a ter tarifa de ônibus maior que 25 capitais do país. Chega de aumento!”

25/1/2016 - Em entrevista ao jornal O Vale, o secretário de Transportes, Osman Cordeiro, defendeu o novo valor da passagem de ônibus em São José dos Campos e disse que há poucos avanços a serem feitos no sistema de transporte coletivo. Disse que o que tinha de ser feito na cidade já foi. Uma provocação!

Quem utiliza o transporte coletivo sabe bem os problemas que ainda persistem. Os veículos ainda trafegam lotados e o número de linhas e horários ainda é muito insuficiente.

O secretário citou o Bilhete Único, justificando que ele permite que os usuários façam quatro viagens com uma única passagem no período de duas horas. Ora, o que se faz em duas horas? Para a maioria dos trabalhadores e da juventude, que usa o transporte para o trabalho ou para o estudo, não dá para fazer nada.

O fato é que R$ 3,80 é um assalto no bolso dos trabalhadores!

Esse reajuste de 11,7% faz São José ter uma tarifa maior que 25 capitais do país, igual a de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que são muito maiores. É um grave ataque aos trabalhadores e ao povo, que em média gastam cerca de 20% do orçamento familiar com transporte.

O aumento da inflação no país está afetando em cheio o custo de vida da população.  A cada dia está mais difícil fazer nosso salário dar conta de despesas essenciais, como alimentação, aluguel, tarifas de água e luz, entre outras. O aumento da passagem de ônibus autorizado pelo prefeito Carlinhos (PT) vai agravar essa situação.

O fato é que, mais uma vez, Carlinhos preferiu atender aos interesses das empresas de ônibus, e não pensou nas dificuldades para o povo.

Pela municipalização do transporte!
As planilhas de cálculo apresentadas pelas empresas de ônibus, e levadas em conta pela Prefeitura para determinar o aumento da tarifa, são feitas sem transparência. Era assim no governo do PSDB e continua com o PT, com as empresas sendo favorecidas.

Os aumentos das passagens se somam às medidas tomadas pelo governo Dilma e demais governos estaduais e municipais para jogar a crise nas costas dos trabalhadores. Medidas como o aumento das tarifas (luz, água), os cortes de verbas na saúde e na educação, o crescimento da inflação e do desemprego e os ataques à Previdência.

Por isso, é preciso intensificar e fortalecer os protestos que estão ocorrendo nas cidades contra os aumentos das passagens e também contra os ataques dos governos. Não podemos pagar pela crise!

O transporte não é uma mercadoria. É um direito da população e não pode ser fonte para garantir lucros exorbitantes aos empresários, prejudicando milhares de pessoas.

O PSTU defende que o transporte público deve ser municipalizado, sob controle dos trabalhadores e da população.

Com isso, é possível uma tarifa mais barata. Sendo uma empresa pública, o objetivo é atender as necessidades do povo e não a ganância por lucros de empresários.

Toninho Ferreira é presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal

22 de janeiro de 2016

Artigo: "Pinheirinho quatro anos depois"

22/1/2016 - Por Toninho Ferreira
Apesar do tempo que avança e torna distante aquele dia, a desocupação do Pinheirinho, ocorrida no dia 22 de janeiro de 2012, ainda ecoa na memória das famílias brutalmente expulsas de suas casas e daqueles que de alguma forma vivenciaram e lutaram contra aquela violência. Mas, mais do que na memória, a luta do Pinheirinho, quatro anos depois, ainda vive.

E de diversas formas. Na semana passada, os jornais estamparam uma foto dos moradores da Vila Soma, ocupação de Sumaré/SP. No dia 13, dezenas de moradores, usando capacetes de motocicleta e empunhando paus e escudos feitos de material reciclado, formaram uma "tropa" para defender a ocupação que estava na iminência de uma reintegração de posse. Foi a reprodução do que fizeram os moradores do Pinheirinho às vésperas da desocupação em 2012.

A ocupação da Vila Soma existe há quase quatro anos, ocupa um terreno de 1 milhão de metros quadrados pertencente a uma massa falida, que ficou abandonado por décadas. São mais de 2.500 famílias no local. A histórica resistência do Pinheirinho inspira enormemente a luta dos moradores da Vila Soma.

A luta do Pinheirinho que durou oito anos e não parou com a desocupação inspira essa e outras centenas de lutas pelo país. Virou modelo de resistência e organização. Criou jurisprudências no campo jurídico que embasaram, inclusive, a decisão do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a liminar que determinava a reintegração da Vila Soma.

O fato é que quatro anos depois da desocupação do Pinheirinho, o Estado segue alheio ao direito de moradia e à vida de milhares de pessoas deste país, a maioria mulheres, crianças e idosos. A ameaça de violentas desocupações ainda paira sobre a vida de famílias pobres que não têm um teto digno para viver.

No Orçamento de 2016, a presidente Dilma Roussef (PT) reduziu em R$ 8,6 bilhões a verba destinada ao Minha Casa Minha Vida, principal programa habitacional do governo federal. O corte, resultado da política de ajuste fiscal do governo, ameaça a construção de milhões de moradias populares em todo o país.

Hoje, os próprios ex-moradores Pinheirinho estão à espera das casas próprias no conjunto Pinheirinho dos Palmares, conquistadas após muita pressão sobre os governos. Desde a desocupação, vivem em casas pagas com o aluguel social de R$ 500, valor que nunca foi reajustado.

A entrega das casas foi prometida para junho. Ainda falta muito. Boa parte das obras de infraestrutura continua na estaca zero e ainda não houve a terraplenagem do segundo terreno que também receberá os imóveis. Só a vigilância e pressão das famílias podem garantir o cumprimento dos prazos e evitar que o conjunto seja entregue incompleto.

Por tudo isso, nunca esqueceremos. Para que nunca mais aconteça uma violência como ocorreu no Pinheirinho.

Para que as famílias sejam reparadas pelos danos morais e materiais que sofreram.

Para que a chama da luta pelo direito à moradia siga acesa em defesa de cada ocupação deste país e para exigir dos governos uma política habitacional que atenda as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre, ao contrário de servir aos interesses dos poderosos e da especulação imobiliária como ocorreu no Pinheirinho.




Por Toninho Ferreira, presidente do PSTU SJCampos e suplente de deputado federal

Artigo publicado no jornal O Vale, de 22 de janeiro de 2016






19 de janeiro de 2016

Solidariedade: Toninho participa de ato na Ocupação Soma, em Sumaré/SP

19/1/2016 - No último sábado, dia 16, a Vila Soma, em Sumaré/SP, foi palco de um grande ato de solidariedade. Na quadra da ocupação, além de milhares de moradores, estiveram presentes diversos apoiadores. Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal, esteve presente.

Foi um ato para demonstrar a solidariedade à luta desses moradores que há quase quatro anos lutam pelo direito à terra e à moradia, mas também uma grande comemoração. Após iniciar a semana passada sob o medo de uma iminente desocupação, a Vila Soma garantiu uma importante vitória com a suspensão da liminar que determinava a reintegração de posse.

“Foi um ato muito emocionante. Estivemos presentes para cumprimentar as famílias e levar todo nosso apoio e solidariedade. É interessante as semelhanças que guardam essa ocupação com a luta do Pinheirinho. Aliás, eles mesmos dizem que se inspiram na histórica resistência do Pinheirinho para sua organização e mobilização”, relata Toninho.

Advogado e liderança do Pinheirinho, Toninho parabenizou a resistência das famílias e falou da luta ocorrida em São José. “É uma ocupação consolidada, com várias casas de alvenaria, muitas mulheres e crianças, a mesma heróica resistência e mobilização pelo direito à moradia. Levamos nosso testemunho do que foram os oito anos de luta no Pinheirinho e também da covardia que foi a desocupação que coincidentemente completará quatro anos na próxima sexta, dia 22. Mas também da luta que não parou ali naquela desocupação, da conquista de novas casas”, disse Toninho.

Ato realizado na ocupação no último sábado, dia 16

Ato realizado na ocupação no último sábado, dia 16


A exemplo do Pinheirinho, moradores da Vila Soma criam
"exército" para defender moradias

“Ocupar e resistir bradaram os bravos guerreiros e guerreiras da Vila Soma. E, de fato, essa é a palavra de ordem neste país em que há tanta desigualdade, especulação e exploração. Enquanto houver tantas pessoas sem moradia digna a luta continua”, afirma Toninho.

Participaram do ato deste sábado, lideranças de movimentos sociais, como Guilherme Boulos, do MTST, trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô, Eduardo Valdoski, da Secretaria Geral da Presidência, defensores públicos do Estado de São Paulo, partidos políticos, sindicatos, entidades populares, movimentos estudantis, coletivos, vereadores, entre outros representantes da classe trabalhadora.

Debate “Pinheirinho quatro anos depois”
Na próxima sexta-feira, dia 22, o Sindicato dos Metalurgicos de São José dos Campos promove o debate “Pinheirinho quatro anos depois”. O evento vai marcar os quatro anos da desocupação, mas também vai discutir os efeitos da crise econômica na habitação popular e qual modelo de cidade pode atender os interesses dos trabalhadores e do povo pobre.

Os debatedores serão o renomado arquiteto urbanista e professor da FGV Kazuo Nakano e a militante do movimento Luta Popular Helena Silvestre. Toninho será o coordenador da atividade.
Representantes da Vila Soma, assim como de outras ocupações, deverão estar presentes.

15 de janeiro de 2016

Não ao aumento da passagem! MPL marca ato em São José no próximo dia 18

15/1/2016 - A luta contra o aumento das passagens de transporte, que ganhou as ruas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte nos últimos dias, vai chegar a São José na próxima segunda-feira, dia 18. A manifestação, convocada pelo MPL (Movimento Passe Livre), está marcada para ocorrer às 17h, na Praça Afonso Pena.

Diferentemente das demais cidades, o protesto em São José ocorrerá antes do anúncio oficial da Prefeitura de reajuste da tarifa, solicitado semana passada pelas três empresas de ônibus que atuam na cidade.

Porém, razões não faltam para já ir às ruas. O reajuste pedido pelas operadoras tornaria a tarifa na cidade a mais cara do Brasil.

A Saens Peña, Expresso Maringá e CS Brasil querem que a Prefeitura autorize 35% de aumento. Com isso, a passagem aumentaria de R$ 3,40 para R$ 4,59.

A cara de pau das empresas é tanta que, segundo o jornal O Vale, o pedido de reajuste feito pelas três empresas não cita a revisão de 13,33% aplicada em janeiro de 2015, quando a passagem passou de R$ 3 para R$ 3,40. Nas planilhas apresentadas à prefeitura para solicitar o novo reajuste, as concessionárias consideram como base de cálculo o mês de fevereiro de 2013, quando a tarifa foi de R$ 2,80 para R$ 3,30.

O governo Carlinhos anunciou que está analisando o pedido e deve definir a nova tarifa ainda este mês.

Mobilizar para derrotar o aumento da passagem
Assim como ocorreu em 2013, o aumento da passagem causou a revolta da população, principalmente da juventude e dos trabalhadores. Em São Paulo, as manifestações estão reunindo milhares de pessoas. Já ocorreram três grandes passeatas e um novo ato está marcado para o dia 19.

Uma revolta e indignação mais do que justificadas. Afinal, o aumento do custo de vida, com a alta da inflação, das tarifas de água e luz, do transporte, está tornando a vida para o povo pobre a cada dia mais difícil e a mobilização é o caminho para derrotar o ataque que as Prefeituras e governos estão fazendo em conjunto com as empresas de ônibus. Vale lembrar, grandes financiadoras de campanha de vários prefeitos e governadores.

Por isso, merece todo o repúdio e denúncia a violência e a repressão com que os governos estão tratando as mobilizações, principalmente, em São Paulo, onde a PM e Geraldo Alckmin querem impedir os protestos na base de cassetetes, gás lacrimogêneo e gás pimenta.

Para o presidente do PSTU e suplente de deputado federal, Toninho Ferreira, é preciso intensificar a luta e derrotar esses aumentos como ocorreu em 2013. “Em São José, as empresas jogam o pedido lá em cima para no final atingir sua meta de obter reajuste. Mas mesmo que a Prefeitura autorize o repasse da inflação, a passagem vai para quase R$ 3,80 o que é um assalto”, opinou.

“As planilhas e as fórmulas de cálculo das empresas seguem sem que haja transparência, auditoria e um debate claro com a população. A realidade é que no país existem verdadeiras máfias e esquemas de corrupção envolvendo o transporte público. O que precisa se discutir não é mais um aumento, mas sim a municipalização e estatização desse serviço essencial à população, rumo à tarifa zero”, afirma Toninho.

Saiba mais:
Em São Paulo, o reajuste de R$ 3,50 para R$ 3,80 passou a valer desde o dia 9 de janeiro, um reajuste de 8,57%.
No Rio de janeiro, a tarifa subiu de R$ 3,40 para R$ 3,80, um aumento de 11,7%, desde o último dia 2 de janeiro. 
Em Belo Horizonte, a tarifa registrou o terceiro aumento em um ano. No final de 2014, a passagem custava R$ 2,80. E desde o último dia 3 subiu de R$ 3,40 para R$ 3,70, aumento de 8,82%. 

A reforma da Previdência e os ataques que estão sendo preparados pelo governo Dilma para 2016

15/1/2016 - Agora veio da boca da própria Dilma. Após o recém-empossado ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, terem afirmado que a reforma da Previdência seria prioridade do governo no próximo período para a implementação do duro ajuste fiscal, foi a vez da presidente Dilma oficializar esse objetivo do governo.

A afirmação ocorreu na entrevista coletiva realizada durante café da manhã com jornalista na quinta, 7, em Brasília.

"Vamos ter que encarar a reforma da Previdência", disse Dilma.  "Não é possível que a idade média de aposentadoria no Brasil seja 55 anos", reafirmou. A presidente defendeu o estabelecimento da idade mínima para a aposentadoria ou a fórmula 85/95 "progressiva". Dilma não só defendeu a medida, como conclamou a oposição a apoiar mais esse ataque aos trabalhadores brasileiros. "A responsabilidade também é da oposição em encaminhar de um jeito do quanto pior melhor, que tem sido a característica no último ano, ou ter uma atitude construtiva com o país", afirmou.

Reafirmando a prioridade absoluta do governo no ajuste fiscal, Dilma definiu três objetivos principais para o governo, além da reforma da Previdência: ampliar os cortes, aumentar impostos principalmente através da CPMF, e o leilão de aeroportos, portos, ferrovias e hidrelétricas. Defendeu ainda a permanência da DRU (Desvinculação das Receitas da União), mecanismo que permite ao governo redirecionar 20% do orçamento para o pagamento da dívida.

Tudo para garantir o superávit primário de 0,5% definido para 2016. O superávit é o dinheiro “economizado” pelo governo para pagar os juros da dívida aos banqueiros, ou seja, recursos desviados de áreas como saúde e educação que vão direto para os bolsos de meia dúzia de banqueiros internacionais. Dilma deixou claro que não economizará esforços para isso.

Sobre a suposta "guinada à esquerda" defendida por setores ligados ao PT e ao governo, Dilma chegou a fazer graça: "Olha, para mim não falaram isso". Respondendo sobre a nota do presidente do PT criticando a política econômica do governo, disse, em tom de galhofa, que "todo mundo pode soltar nota, eu também solto".

Levy saiu, mas ajuste ficou
O anúncio de Dilma sobre uma nova reforma da Previdência e do aprofundamento do ajuste fiscal prova de uma vez por todas que a política econômica recessiva e de ataques sistemáticos aos direitos dos trabalhadores não era obra do ex-ministro da Fazenda, Joaquin Levy, mas do próprio governo Dilma. Mostra ainda que a tese da "guinada à esquerda" do governo com a saída de Levy não passa disso que Dilma fez ao comentá-la: uma piada.

O governo prepara um pacote de ataques para 2016, que tem a reforma da Previdência como ponta de lança, mas que vai muito além disso. Trata-se de um verdadeiro plano de austeridade a exemplo dos planos aplicados na Europa e que tem como único objetivo jogar os custos da crise nas costas dos trabalhadores.

Fora todos eles
Se Dilma fica, enfrentaremos um duro ajuste fiscal, o aumento galopante do desemprego e um ataque sem precedentes aos nossos direitos previdenciários. Se Dilma sai, mas entra Temer ou Aécio, o problema continua o mesmo. A única forma de derrotar essa política do governo Dilma, que é a política da burguesia e do imperialismo em nosso país, é botando para fora Dilma e as alternativas que nada representam de novo, como Temer ou Aécio.

É preciso, na luta, construir uma alternativa dos trabalhadores que dê uma saída à crise que faça com que os ricos paguem por ela. Neste sentido, ganha cada vez mais importância a plenária convocada pelo Espaço Unidade de Ação para o próximo dia 22 de janeiro, em São Paulo, que discutirá o fortalecimento de um pólo dos trabalhadores à crise, a esse governo e ao PSDB e PMDB.

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Dia 22, acontece no Sindicato dos Metalúrgicos o debate "Pinheirinho quatro anos depois"


15/1/2016 - No dia em que completará quatro anos da desocupação do Pinheirinho, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e a CSP-Conlutas realizarão um debate para marcar a data. A atividade acontecerá na próxima sexta-feira, dia 22, às 19h, na sede do Sindicato.

O debate “Pinheirinho: quatro anos depois” vai lembrar a violenta desocupação, mas vai discutir também os reflexos da crise econômica na habitação popular e como deve ser uma cidade voltada aos interesses dos trabalhadores e do povo pobre.

Os debatedores serão o renomado arquiteto urbanista e professor da FGV Kazuo Nakano e a militante do movimento Luta Popular Helena Silvestre. Toninho Ferreira, liderança e advogado das famílias do Pinheirinho e suplente de deputado federal pelo PSTU, será o coordenador da atividade.

“Indiscutivelmente, a ocupação do Pinheirinho foi um marco da luta por moradia no Brasil e até hoje traz reflexos nas lutas sociais e nas questões habitacionais e jurídicas no país”, avalia Toninho.

O urbanista Kazuo Nakano que participará do debate

“Esta semana, por exemplo, simbolicamente, os moradores da ocupação da Vila Soma, em Sumaré, repetiram a cena feita pelos moradores do Pinheirinho em 2012. Na iminência de uma desocupação, que felizmente foi suspensa, os moradores formaram uma tropa para defender suas moradias, portando capacetes, bastões de madeira e empunhando escudos feitos de material reciclado”, disse Toninho.

“Quatro anos depois da reintegração de posse do Pinheirinho, o Estado segue alheio ao direito de moradia, à vida de milhares de pessoas, a maioria mulheres, crianças e idosos. Portanto, a luta em defesa de milhares de sem-teto em todo o país continua”, afirma.

“É preciso não esquecer jamais, para evitar que ações covardes como aquela desocupação não se repitam, mas também precisamos discutir a cidade que queremos. Diante da crise econômica que vivemos atualmente, precisamos debater os problemas que afligem o povo pobre, a falta de moradia, o transporte caro, a alta da carestia e intensificar a mobilização”, disse Toninho.

Exposição de fotos
No debate também será feito o lançamento da exposição “Retratos do Pinheirinho”, com fotos que retratam a realidade da ocupação desde o depois da desocupação. As imagens são da autoria de vários fotógrafos, que estão no arquivo do Sindicato, que deu apoio à ocupação desde o seu surgimento em 2004.

Plenária Sindical e Popular em São Paulo vai debater lutas dos trabalhadores para 2016

15/1/2016 – Cortes no Orçamento que vão sucatear ainda mais os serviços públicos, planos de realizar uma nova reforma na Previdência e atacar os direitos dos trabalhadores, crescimento do desemprego e da inflação. Esses são alguns dos ataques às condições de vida dos trabalhadores brasileiros já no início do ano.

O fato é que a corrupção e a crise econômica e política seguem se aprofundando e paralisando o país, jogando a conta nas costas da classe trabalhadora e do povo pobre.

Contudo, os trabalhadores não estão aceitando esses e outros ataques calados. O aumento das lutas que marcou o ano passado continua neste início de 2016. A luta contra o aumento das passagens de transporte é o maior exemplo.

É diante deste cenário que a CSP-Conlutas e as entidades que participam do Espaço Unidade de Ação estão convocando uma Plenária Sindical e Popular para o próximo dia 22 de janeiro.

A plenária terá um papel importante na construção da resistência dos trabalhadores, com o objetivo de unificar as lutas em curso, bem como recolocar em discussão a construção de um polo classista, dos trabalhadores, contra o governo e a oposição de direita.

 “As lutas econômicas, por direitos sociais e contra a retirada de direitos seguem ocorrendo todo dia. O desafio de unir essas lutas e dar a elas um sentido comum de luta contra o governo e a oposição de direita segue na ordem do dia para os setores de oposição de esquerda ao Governo Federal”, afirmou Sebastião Carlos, o Cacau, da CSP-Conlutas.

“A marcha e o encontro de lutadores que realizamos em setembro foram ações importantes, que demonstraram o potencial dessa política de unificação das lutas. Agora, precisamos é construir um programa de luta e um calendário de mobilizações dos trabalhadores para 2016, definir as campanhas políticas comuns e também buscar organizar novas manifestações unificadas”, disse Cacau.

A Plenária Sindical e Popular convocada pela CSP-Conlutas e pelo Espaço Unidade de Ação será realizada às 9 horas, no Sindicato dos Metroviários de São Paulo (Rua Serra do Japi, 31, Tatuapé, São Paulo).