Pelo país, categorias aprovam adesão e preparam a Greve Geral

Trabalhadores dos transportes, construção civil, metalúrgicos, petroleiros, entre outras, estão aprovando e preparando a Greve Geral de 30 de junho

30 de novembro de 2015

Senador petista e banqueiro presos na Lava Jato trazem à tona mais corrupção e mar de lama

30/11/2015 - Nesta quarta, 25 de novembro, mais um capítulo da Operação Lava Jato fez estremecer o Congresso Nacional. Em meio à relativa calmaria sustentada pelo acordão entre PT e PSDB para manter Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à frente da presidência da Câmara, a prisão do senador e líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) expõe uma crise que pode escapar do controle do PT e da oposição burguesa capitaneada pelos tucanos.

Foi a primeira prisão de um senador no exercício do cargo desde o fim da ditadura militar. Isso porque um congressista, que conta com o privilégio da imunidade parlamentar, só pode ter sua prisão decretada pelo Superior Tribunal Federal em duas ocasiões: se for pego em flagrante cometendo algum delito ou se tentar obstruir uma investigação. E foi justamente o que o senador petista fez ao tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, o ex-executivo da Petrobrás preso pela Lava Jato.

Uma gravação realizada pelo filho de Cerveró mostra como Delcídio tentou fazer com que o ex-diretor da estatal não firmasse acordo de delação premiada com a Justiça. Em troca, o senador, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro, financiados pelo banqueiro dono do BTG Pactual, André Esteves, viabilizaria um mirabolante esquema de fuga de Cerveró para a Espanha, via Paraguai. A fuga ocorreria assim que saísse um habeas corpus do STF, o qual Delcídio já estaria pressionando através de alguns ministros do tribunal.

O banqueiro, além de financiar a fuga de Cerveró com R$ 4 milhões, incluindo aí os custos de um jato do Paraguai pra Europa, ainda bancaria o ex-diretor da Petrobrás com R$ 50 mil mensais.

André Esteves, que se aproximou muito do PT no último período, tem motivos de sobra para tentar impedir que Cerveró fale e exponha sua ligação no esquema investigado pela Lava Jato. Mas não é apenas com o PT que o banco é próximo.

O BG Pactual, maior banco de investimento da América Latina, financiou o PT, PSDB e PMDB nas eleições. Tem como gerentes e sócios quadros de primeira linha do PSDB, como Pérsio Arida, que vai assumir agora a presidência no lugar de Esteves. Pérsio Arida, economista de longa data do PSDB, foi presidente do Banco Central no governo FHC e um dos principais idealizadores do Plano Real. Era casado com Elena Landau, que chefiou o programa de privatizações do governo Fernando Henrique.

Além do senador petista e do banqueiro, o STF determinou a prisão do chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreria.

O homem de confiança de Dilma
Delcídio é mais um exemplo do quão fundo é o poço no qual o PT se meteu nos últimos anos. Para começar, o senador era ninguém menos que o líder do governo no Senado. Na votação em que os senadores aprovaram manter a prisão decretada pelo STF, 13 tiveram a "coragem" de se posicionarem contrários à prisão, nove deles do PT.

Mas o senador também é um exemplo vivo da proximidade do programa do PT com o PSDB, tal como o modus operandi da corrupção que agora vem à tona. Fazendo carreira nos altos postos de empresas como a Shell, Delcídio foi ministro das Minas e Energia do governo Itamar Franco, na mesma época em que presidiu o Conselho da então estatal Vale do Rio Doce. Depois, já no PSDB (foi formalmente filiado de 1998 a 2000), foi diretor da Petrobrás, onde trabalhou com Cerveró.

Pouco antes do PT assumir o governo federal, Delcídio já estava de mala e cuia no partido, onde foi recebido de braços abertos. Eleito senador pela sigla, ficou conhecido ao presidir a CPI dos Correios, que desatou no escândalo do mensalão. Construiu ali sua imagem de político ético e imparcial.

No último período, defendeu o projeto de Lei de José Serra (PSDB) que tira a participação de 30% da Petrobrás na exploração do Pré-sal, e a chamada lei antiterrorismo, editada sob medida para atacar os movimentos sociais. Apesar de criticado por alguns dentro do partido, era o mais próximo de Dilma e, não por coincidência, líder do governo no Congresso Nacional.

Resumindo: Delcídio mostra a corrupção que toma conta do PT, sempre associado às relações espúrias do partido com os grandes bancos e empreiteiras. Mostra como o PT se aproximou do PSDB, captando não só quadros do partido, mas seus próprios esquemas de corrupção. Joga suspeitas ainda sobre os ministros do STF. Delcídio negociaria um habeas corpus do STF se realmente não tivesse meios de influir nas decisões do tribunal?

É preciso lembrar ainda do apoio que o PSOL do Mato Grosso do Sul deu a Delcídio no ano passado quando o petista disputava o governo do estado contra um candidato do PSDB. Como denunciar e combater um partido e um governo estando ao seu lado?

Basta de PT, PMDB e PSDB!
A crise política se aprofunda e mostra que estão todos envolvidos. Do governo Dilma, passando pelo Senado presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL) até chegar na Câmara do notório delinquente Eduardo Cunha (PMDB-SP). Estão juntos na corrupção, e estão juntos na aplicação do ajuste fiscal, no desmonte da Petrobrás e nos ataques aos trabalhadores. É preciso por todos pra fora! Basta de PT, de PSDB e PMDB!

www.pstu.org.br

Inauguração na zona sul: “Queremos estar cada vez mais juntos nas lutas dos trabalhadores e do povo da periferia”, disse Toninho

30/12/2015 - No último dia 28, aconteceu a esperada inauguração da nova sede do PSTU na região sul de São José dos Campos. Ato político, boa música e a presença de setores em luta no último período marcaram a atividade.

Metalúrgicos, trabalhadores dos Correios, professores, alunos de escolas ocupadas em São José, pessoas da comunidade e ex-moradores do Pinheirinho passaram pelo local, dando o pontapé inicial no funcionamento da nova sede.

Toninho Ferreira e Ernesto Gradella deram as boas vindas a todos os presentes e falaram da importância da nova sede para o partido.

 “Nós queremos mudar a sociedade, lutamos por uma sociedade socialista e sabemos que quem vai estar nesta luta é quem está nas fabricas, nas periferias, na escola pública. A presença de todo aqui é muito importante para esse passo que queremos dar e agradecemos a todos”, disse Gradella.

Toninho falou da grave crise econômica e política que vive o país e os ataques dos governos aos trabalhadores e ao povo e ressaltou a importância e a necessidade de luta e de organização “de baixo”, afirmando que a sede do partido na região tem o objetivo de ser uma trincheira nesta luta.

“Essa sede vai estar aberta a todos aqueles que queiram lutar, que queiram discutir e fazer política em defesa dos trabalhadores e do povo pobre. Queremos estar cada vez mais juntos nas lutas dos trabalhadores e do povo da periferia. Pois sabemos que não dá para aceitar a situação que vivemos hoje, com tanta corrupção, ataques aos direitos e medidas como o fechamento de escolas que Alckmin está fazendo. Por tudo isso, contem conosco”, afirmou Toninho.

A proposta é que a sede seja ponto de encontro para debates, reuniões, cursos, palestras e eventos culturais, entre outras atividades.

A nova sede do PSTU na zona sul fica na Rua Felisbina de Souza Machado, n° 112, no Jardim Imperial.





















Carnaval dos trabalhadores: samba-enredo 2016 do bloco Acorda Peão será definido em concurso

30/11/2015 - O tradicional bloco dos trabalhadores de São José dos Campos, o Acorda Peão, decidiu promover um concurso para definir o samba-enredo para o Carnaval 2016.

O concurso é aberto à participação do público em geral, mas os interessados precisarão seguir algumas exigências contidas no regulamento. Afinal, o tom crítico e irreverente que já se tornaram marcas do bloco deverão ser mantidos.

Os participantes precisam entregar a letra do samba-enredo e um CD com a gravação na sede do Sindicato, em São José dos Campos, até 18 horas, do dia 14 de dezembro.

Serão analisados os quesitos letra e melodia, com base nos temas definidos pelo regulamento, como os 60 anos de existência e lutas do Sindicato dos Metalúrgicos, a crise e os ataques aos trabalhadores, corrupção, fechamento das escolas pelo governo Alckmin, falta d´água, tragédia ambiental em Mariana/MG, entre outros.

Quem quiser concorrer deve retirar a ficha de inscrição e o regulamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e região, que organiza o bloco. Os documentos também podem ser baixados no site do Sindicato.

Escolha
No dia 18, às 19 horas, um grupo de jurados vai ouvir as apresentações das canções pré-selecionadas e definir o samba-enredo que embalará a folia do Acorda Peão em 2016.
Essa atividade será realizada no local de concentração do bloco: Rua Francisco Paes, 316, Centro, São José dos Campos.

Haverá prêmio de R$ 1 mil para o samba escolhido. O segundo e terceiro colocados também serão premiados: receberão R$ 600 e R$ 400, respectivamente.

Histórico
Em 2016, o bloco Acorda Peão vai completar 18 anos de vida.

O bloco desfilou pela primeira vez em 1998, em São José, mas naquela época se chamava "Se liga Brasil". No ano seguinte, o bloco foi rebatizado com o nome que hoje é conhecido.

Ao longo de sua existência, os principais acontecimentos que marcaram o país e o mundo foram levados para a avenida com humor crítico e muita folia pelo Acorda Peão, que é símbolo de um Carnaval que resiste, sem fantasias caras, mas irreverente e espontâneo.







28 de novembro de 2015

Há 17 dias, greve na Trimtec e Intertrim enfrenta empresas e atropela sindicato pelego

28/11/2015 - Trabalhadores de duas fábricas de Caçapava realizam há 17 dias uma forte mobilização em defesa de seus direitos.

Na Intertrim e Trimtec, a luta é por reajuste salarial e outras reivindicações, como vale-alimentação e convênio médico.

Além de terem de enfrentar a intransigência da empresa, os trabalhadores têm mais um obstáculo a superar: o Sindicato dos Têxteis de Taubaté, que traiu os trabalhadores. Apenas dois diretores do sindicato, que são da oposição, estão apoiando a mobilização.

A greve está tendo total apoio da CSP-Conlutas e do Sindicato dos Metalúrgicos.

Confira vídeo sobre a mobilização!



26 de novembro de 2015

Trabalhadores da Santa Casa de Jacareí fazem passeata e exigem pagamento de salários atrasados

26/11/2015 - Trabalhadores terceirizados da Santa Casa de Jacareí realizaram uma passeata pelo centro da cidade, nesta quinta-feira, dia 26, em protesto contra o atraso de três meses de salário. Eles estão em greve desde a última quarta-feira.

Os trabalhadores são contratados da empresa de limpeza e vigilância patrimonial ServBrasil, que culpa a Prefeitura de Jacareí (PT) pelos atrasos. Em reunião com os secretários de Administração, André Donizete da Silva, e Saúde, Antonio de Paula Soares, uma comissão de trabalhadores reivindicou que a Prefeitura assuma sua responsabilidade e garanta o pagamento dos salários.

Os secretários afirmaram que o repasse de verbas está sendo feito normalmente para a Santa Casa. Os trabalhadores querem que a Prefeitura comprove a informação.

A passeata começou em frente à Santa Casa, às 9h, e seguiu pelas ruas centrais da cidade, passando pela Avenida Alfredo Schurig, Praça Conde Frontin, Pátio dos Trilhos, terminando na Prefeitura.

Cerca de 40 trabalhadores terceirizados da ServBrasil prestam serviços à Santa Casa de Jacareí.

A greve tem o apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e CSP-Conlutas.


O PSTU de Jacareí também apoia a mobilização e participou do ato nesta quinta.

"No momento que vive o país, com aumento significativo da inflação e do custo de vida penalizando brutalmente os trabalhadores, não é possível aceitar que a Prefeitura do PT e a Câmara façam ataques como esse atraso nos salários ou a criação da taxa abusiva de iluminação", opina o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Guirá Borba.




25 de novembro de 2015

25 de novembro: Pela vida das mulheres trabalhadoras!

25/11/2015 - Hoje é Dia Latino-Americano e Caribenho de Combate à Violência Contra as Mulheres. Um dia internacional de luta para denunciar e lutar contra a violência machista que penaliza milhões de mulheres em todo o mundo, seja por meio de violência física, sexual, moral ou psicológica.

A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo, na República Dominicana.

Vergonhosamente, em todo o mundo, o fato de ser mulher é na atual sociedade um fator de risco de morte, pois o machismo e a opressão submetem as mulheres a uma realidade de violência, discriminação e exploração.

Os números são alarmantes. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 3,3 bilhões de mulheres vivem em situação crítica e os principais crimes são violência doméstica, estupro e assédio sexual. No Brasil, 13 mulheres morrem por dia vítimas de feminicídio.

Em várias cidades do país as mulheres estão saindo às ruas contra Eduardo Cunha e seu Projeto de Lei que dificulta ainda mais o atendimento às mulheres vítimas de estupro.  Mas as manifestações, assim como campanhas nas redes sociais, como por exemplo #MeuAmigoSecreto tem denunciado o machismo de forma geral.

Confira abaixo artigo de Silvia Ferraro sobre a violência contra as mulheres, com destaque para a situação brasileira.



Artigo: Pela vida das mulheres trabalhadoras

Treze é o número de mulheres que morrem por dia vítimas de homicídio e o Brasil é o 5º país que mais mata mulheres no mundo, perdendo somente para El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia. Muitas pessoas ficaram surpresas com a divulgação dos dados do Mapa da Violência 2015, que demonstrou que o número de homicídios de mulheres aumentou nos últimos anos.

Um país governado há cinco anos por uma mulher, e há 13 anos pelo PT e que teve aprovada a Lei Maria da Penha em 2006 e neste ano a Lei do Feminicídio, não deveria estar vendo uma diminuição dos assassinatos de mulheres? Por mais incrível que pareça a resposta é negativa.

Os dados mostram que de 2007 a 2013, as taxas passaram de 3,9 homicídios para cada 100 mil mulheres, para 4,8 por 100 mil, ou seja, um aumento de 23,1%. Houve uma queda nos homicídios de mulheres no ano de 2007, logo após a promulgação da Lei Maria da Penha, mas já a partir do ano seguinte os números continuaram num crescente. E pelas estimativas, o ano de 2014 confirma a tendência ao crescimento, pois foram 4.918 mulheres assassinadas, 156 a mais do que em 2013.

Mulheres Negras são as principais vítimas
A ilusão da “democracia racial” cai por terra e o racismo se revela, quando vamos verificar quem são as mulheres que estão sendo assassinadas. No intervalo de uma década, de 2003 a 2013, o número de homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%, enquanto no mesmo período, os homicídios de mulheres negras aumentaram 54,2%!!

São as mulheres trabalhadoras, negras, pobres e moradoras da periferia que têm pago com suas próprias vidas o preço pela omissão total do Estado, comandado por um governo que não dá a mínima para a vida destas mulheres.

Somente leis não salvam vidas!
O governo Dilma sempre se apoiou na existência da Lei 11.340/2006, ou Lei Maria da Penha, para fazer discurso que o Brasil era exemplo de combate à violência contra a mulher ou mesmo com a promulgação este ano da lei 13.104/2015, a Lei do Feminicídio.

Só que a questão é que as Leis, sem os investimentos necessários, se tornam letra morta e só servem para incrementar discursos. São milhares de casos de homicídios de mulheres que não chegam a ser julgados por ineficiência do sistema. As poucas delegacias especializadas que existem ficam abarrotadas de boletins de ocorrência e de processos que não são encaminhados. É mais do que provado que a impunidade é aliada do aumento de casos.

Quando vamos tratar da prevenção da violência, então é possível entender porque as mulheres, e na sua maioria mulheres negras, estão morrendo. Os casos mostram que a recorrência e a repetição da vitimização é constante na vida das mulheres, ou seja, o ciclo da violência não começa com um homicídio.

A cada dia de 2014, 405 mulheres deram entrada em uma unidade de saúde, por alguma violência sofrida. O número de agressões físicas é muito superior às mortes e muitas mortes poderiam ser evitadas se para cada denúncia houvesse de fato mecanismos adequados de proteção. Muitas mulheres denunciam o agressor e depois são obrigadas a voltar para casa ou para situações de exposição que poderão levar ao homicídio.

Mas o Brasil conta com apenas 77 casas abrigo, 226 centros de referência e 497 delegacias especializadas, sendo que muitos destes equipamentos se encontram sucateados.

Os recursos federais, que já eram mínimos, destinados à Secretaria de Políticas para Mulheres foram cortados pela metade e a própria Secretaria foi eliminada com a reforma ministerial. Foram prometidas a entrega de 27 “Casas da Mulher Brasileira”, mas o governo federal só entregou duas até agora e provavelmente com os cortes, pare por aí.

O ajuste fiscal de Dilma, e de todos os governos estaduais e municipais que também estão aplicando, está produzindo mais mortes de mulheres.

Quem necessita dos mecanismos de proteção são justamente as mulheres trabalhadoras, na sua maioria negras, pois são elas que não tem pra onde ir quando o próprio parceiro é o agressor, sendo que metade das vítimas de homicídios em 2013 foram praticados por um familiar. São elas que estão expostas o tempo todo, pois no dia seguinte à violência sofrida, vão ter que ir trabalhar, pegar o transporte público e andar nas vias públicas. São elas que são agredidas na frente dos filhos e muitas vezes os filhos são agredidos junto com as mães.

Por isso, a falta de políticas de proteção e prevenção é fatal para estas mulheres. Cada corte no orçamento é seletivo, vai acabar com a morte de uma mulher trabalhadora e negra!

É este país que retira do Plano Nacional e da maioria dos Planos Municipais de Educação, a educação para a igualdade de gênero, outra política preventiva que os deputados e políticos não estão preocupados em garantir, ao contrário, expressões como o machista, racista e LGBTfóbico Eduardo Cunha, tem sido a regra das casas legislativas.

Por isso, não estranhamos os dados alarmantes do aumento dos homicídios de mulheres.

É por isso que o caminho para as mulheres trabalhadoras só pode ser a luta contra o governo Dilma, contra Cunha e o Congresso Nacional e contra todos os governos!

Silvia Ferraro é do Movimento Mulheres em Luta e da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU

24 de novembro de 2015

Em ocupações, alunos e professores demonstram que outra escola, democrática e de qualidade, é possível

24/11/2015 - Na segunda-feira, dia 24, foi a vez dos alunos da E.E. Moabe Cury, localizada no Conjunto Residencial Elmano Veloso, na zona sul de São José dos Campos, também ocuparem a escola contra o projeto de reorganização do governo Alckmin (PSDB).

A mobilização teve início ainda pela manhã logo após uma assembleia dos estudantes. Pela proposta de divisão de ciclos de ensino do governo, a Moabe Cury deixará de ter os cursos de ensino médio, cujos alunos serão obrigados a se transferir para outras escolas.

Ao longo do dia, a ocupação já começou a receber o apoio de pais, professores e da comunidade em geral. Inclusive, alunos da Miguel Naked, primeira escola a ser ocupada em São José, no último dia 18, foram visitar e dar apoio aos colegas do Moabe.

“Ocupa Naked”


Confira um pouco do que está rolando na Naked

A ocupação da E.E. Miguel Naked, localizada no Morumbi, entrou no sexto dia de ocupação nesta segunda-feira e a data foi marcada por um ato em frente à escola. Às 17h, a manifestação reuniu alunos, pais, professores e apoiadores da comunidade e dos movimentos sindical e social.

Depois de quase uma semana, a ocupação está cada dia mais organizada. Os alunos e apoiadores realizam uma agenda diária com várias atividades educacionais e recreativas.

A exemplo das mais 150 escolas ocupadas em todo o país, na Naked, a juventude está dando uma verdadeira lição para os governos que tratam a educação pública como se fosse um lixo, com corte de verbas, escolas sucateadas, professores mal remunerados, salas superlotadas, etc.

Mesmo que de forma embrionária, as ocupações estão colocando em prática uma concepção de escola, de fato, a serviço da juventude da classe trabalhadora. Enquanto, a proposta de Alckmin, na prática, “desorganiza” a rede escolar e prejudica milhões de alunos, a juventude nas ocupações “organiza” as escolas.

Sob controle estudantil, os prédios têm se tornado um espaço onde os alunos, de fato, se veem como parte da escola. Os jovens cuidam, limpam, há programação cultural, artística e política.

Na Naked, por exemplo, já teve de tudo: saraus, aulas de ioga, fotografia, violão, palestras sobre racismo, machismo e homofobia, oficinas de dança, batalhas de MC’s e hip hop, aulas de literatura de cordel e reforço para alunos que vão prestar vestibular, entre outras. Equipes dividem-se entre tarefas de limpeza, segurança, preparação da comida, comunicação, organização e outras. Tudo é decidido coletivamente e em assembleias.

“A experiência das ocupações demonstra também que é possível romper com o modelo escolar neoliberal aplicado pelos governos, seja federal, estadual ou municipal, que impõe o sucateamento da escola pública, rebaixa o nível do ensino e veem a educação como uma mercadoria. A escola pode ser pública e de qualidade, sim”, afirma Ernesto Gradella, que é professor, ex-deputado federal e dirigente do PSTU de São José.

Abaixo a reorganização de Alckmin
O governo tucano vem sofrendo várias derrotas. Não bastasse o número de escolas ocupadas que aumenta diariamente, nesta segunda-feira, a Justiça, mais uma vez, se pronunciou contra a reintegração de posse das escolas ocupadas.

Contudo, apesar de estar perdendo a batalha junto à população e das mobilizações forçarem o governo a negociar, Alckmin e seu secretário Herman Voorwald segue com intransigência e, em vários casos, usando a PM para tentar intimidar e reprimir os alunos.

“Para a população já está claro que essa proposta do governo tucano nada tem a ver com melhoria do ensino e motivos pedagógicos. Trata-se do mesmo ajuste fiscal que Dilma está aplicando, com cortes na educação para garantir o ajuste fiscal e dinheiro para banqueiros. Por isso, precisamos fortalecer e ampliar essa mobilização contra todos os ataques que os governos estão fazendo”, afirma o presidente do PSTU e suplente de deputado federal Toninho Ferreira.









23 de novembro de 2015

Sábado, dia 28, tem inauguração da nova sede do PSTU na zona sul de São José

23/11/2015 - O PSTU inaugura no próximo sábado, dia 28, sua nova sede na região sul de São José dos Campos.

Será na Rua Felisbina de Souza Machado, n° 112, no Jardim Imperial.

A atividade de inauguração será a partir das 14 horas. Vai ter ato político, lançamento da Revista Raça e Classe e atividades culturais, como capoeira e outras.

“Queremos fazer uma inauguração de casa cheia. Com essa nova sede na zona sul estaremos mais próximos dos trabalhadores e do povo da periferia e das suas necessidades e lutas”, afirma Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal.

Novembro Negro de Lutas: manifestação denuncia racismo e machismo e exige Fora Cunha

23/11/2015 - O boneco de Eduardo Cunha e uma faixa exigindo a saída do presidente da Câmara chamaram a atenção no centro de São José dos Campos, no último sábado, dia 21. Foi a manifestação organizada pelo Fórum de Lutas do Vale do Paraíba para marcar o dia nacional da consciência negra e o dia internacional de luta contra a violência às mulheres.

Mesmo sob a chuva fina que caiu durante toda a manhã, trabalhadores e representantes de vários sindicatos e movimentos sociais participaram da manifestação. Estiveram presentes metalúrgicos, trabalhadores da alimentação, dos Correios, professores, químicos, aposentados, além dos alunos da E.E. Miguel Naked que foi ocupada contra a reorganização do governo Alckmin.

Faixas e placas traziam frases que denunciaram o racismo, o machismo e a violência contra as mulheres.

No centro da denúncia sobre o racismo, o ato falou sobre a violência policial contra a população negra, bem como medidas como a redução da maioridade penal em tramitação no Congresso que podem significar o agravamento da discriminação e violência contra negros.

As trabalhadoras presentes ao ato exigiram o arquivamento do projeto e lei 5069/13, de autoria do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), que dificulta o atendimento às mulheres vítimas de estupro.

“Estamos vendo a violência contra as mulheres crescer no Brasil, sobretudo contra as negras. Ao invés de fazer valer a Lei Maria da Penha e investir no combate e punição contra a violência machista, a proposta de Cunha é punir as mulheres pelo estupro, ao dificultar o direito de interromper uma gravidez que é fruto de uma violência”, afirmou Janaína dos Reis, do MML (Movimento Mulheres em Luta).

O presidente do PSTU e suplente de deputado federal Toninho Ferreira lembrou que os trabalhadores negros e as mulheres são os que mais sofrem com o ajuste fiscal aplicado pelos governos com apoio da oposição de direita e não poupou Dilma e os parlamentares do PT, PMDB e PSDB.

Vídeo com trecho da fala de Toninho no ato

“Lembramos da luta e resistência do povo negro e dos quilombos e da necessidade de reviver Palmares em nossas lutas nos dias atuais contra o racismo e a violência às mulheres e contra os ajustes fiscais dos governos que como sempre estão a serviço dos poderosos”, resumiu Toninho.
















20 de novembro de 2015

Apesar de manobra de Alckmin, ocupação nas escolas contra reorganização continua!

20/11/2015 - O governo Alckmin bem que tentou, mas não conseguiu. Em audiência no dia de ontem, no Tribunal de Justiça de São Paulo, o Secretário de Educação, Heman Voorward, tentou suspender as ocupações das escolas com uma manobra, mas os estudantes não se deixaram enganar e decidiram pela continuidade das ocupações e ampliação da mobilização contra a proposta de reorganização do governo.

Herman propôs suspender a reorganização do ensino até 4 de dezembro, mediante desocupação imediata dos prédios. As escolas receberiam, em até 48 horas, um material explicativo sobre o projeto e sobre como ele atingiria as unidades. Depois disso, pais, alunos e professores discutiriam com a diretoria de ensino e apresentariam uma nova proposta para a Secretaria de Educação.

A Folha de S.Paulo se antecipou e divulgou a informação de que o governo teria suspendido a reorganização, sem explicar todo o conteúdo da proposta, o que num primeiro momento foi comemorado pelo movimento, mas os estudantes trataram logo de denunciar a manobra.

A suspensão seria apenas por dez dias e o secretário não garantiu que as propostas da comunidade escolar sequer seriam acatadas pelo governo. Ao contrário, ele garantiu que a política de reorganização não será suspensa. A confusão, claramente, tinha o objetivo de desmobilizar o movimento.

Os alunos não tiveram dúvida: a decisão é que as ocupações continuam!

Aumentar a pressão
Tem sido diário o crescimento do número de escolas ocupadas em São Paulo. Segundo levantamento da Apeoesp, até ontem eram 64 unidades ocupadas.

Apesar da intransigência e da truculência características do governo tucano, o fato é que Alckmin está sentindo a pressão. As ocupações expressam uma forte mobilização da juventude, o que já é um fato vitorioso, pois deixaram o governo recuado e na defensiva, obrigando-o a negociar.

Na audiência de ontem, a propostas dos estudantes, juntamente com a defensora pública, é que a reorganização seja suspensa durante um ano para ser discutida com todas as escolas de forma democrática, com ampla participação de estudantes, pais e professores. Até lá, que nenhuma escola seja fechada.

O governo ficou de responder em uma nova audiência na próxima segunda-feira.

É preciso fortalecer e ampliar as ocupações. É possível barrar este projeto de reorganização de Alckmin, que nada mais é do que a aplicação do ajuste fiscal para cortar recursos da Educação.


19 de novembro de 2015

20 de novembro: fortalecer a luta contra o racismo e a violência contra negros e negras


19/11/2015 - Novembro é o mês da Consciência Negra. Uma data para resgatarmos a luta contra o racismo e a violência ao povo negro. Apesar de haver quem diga que no Brasil existe “democracia racial”, pois somos um povo fruto da mistura de vários povos, a realidade trata de derrubar esse mito.

No dia a dia, vemos que o racismo é uma triste e vergonhosa realidade, que pode ser constatada em vários setores da sociedade. Seja na diferença salarial no mercado de trabalho, na desigualdade de oportunidades nas universidades ou na violência policial contra o povo negro nas periferias.

Um estudo divulgado esta semana pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas) revela as desigualdades no ambiente de trabalho. Apesar de representarem a maior parte da classe trabalhadora no Brasil, negros e negras ainda são as principais vítimas do desemprego e recebem menores salários. Na Região Metropolitana de São Paulo, negros recebem o equivalente a 65,5% dos salários dos brancos.

No caso das mulheres negras, a exploração e a opressão são ainda maiores, pois elas enfrentam a mistura do racismo e do machismo.

No que toca à questão da violência o cenário é grave.  Estudo da ONU (Organização das Nações Unidas) revela que  Brasil ocupa o 5° lugar no ranking de assassinato de mulheres no mundo. As mulheres negras são as maiores vítimas.  De 2003 a 2013, pesquisa revela que as mortes entre negras teve um aumento de 54%

Redução da maioridade penal agravará racismo
Em meio ao agravamento da crise econômica, os ataques do governo Dilma e do Congresso afetam diretamente os negros e pobres.

O ajuste fiscal de Dilma (PT), que tem resultado em aumento da inflação, desemprego, ataques aos direitos e sucateamento dos serviços públicos, afeta ainda mais duramente os trabalhadores negros e pobres, que recebem os menores salários e estão nos postos de trabalho mais precarizados.

Já o projeto que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos e está em discussão no Congresso, longe de ser uma solução para combater a violência, vai agravar ainda mais o quadro de racismo.

Afinal, as chacinas e ações violentas da polícia nas periferias revelam que, para a PM, basta ser negro e pobre para ser taxado como bandido.

Por tudo isso, neste mês de novembro, vamos resgatar os 320 anos da luta dos líderes da resistência negra, Zumbi dos Palmares e Dandara.

Vamos reafirmar nossa luta contra o racismo, a violência contra os negros e pelo fim do capitalismo.

Exigimos o fim do genocídio do povo negro nas periferias, defendemos a desmilitarização da PM  e o arquivamento do projeto que reduz a maioridade penal.

O PSTU estará nas Marchas das Periferias pelo Brasil afora, nos atos e manifestações contra o racismo e a violência policial. Realizemos um Novembro Negro de Lutas!


Artigo: "Por mais empregos e direitos, é hora de cobrar GM e Embraer"

19/11/2015 - Por Antônio Ferreira de Barros, o Macapá

O combate à crise econômica que abala o país exige uma operação de guerra contra o desemprego - e não contra a classe trabalhadora, como está acontecendo. O que temos visto são medidas de proteção aos banqueiros e grandes empresários, que em nenhum momento garantiram o emprego dos trabalhadores.

O governo Dilma Rousseff abriu mão de R$ 342 bilhões em redução de impostos, entre os anos de 2010 e 2015, em que as maiores beneficiadas foram as empresas, segundo a Receita Federal. Enquanto isso, os trabalhadores são obrigados a apertar os cintos e engolir o ajuste fiscal.

Apesar da evidente urgência, a presidente Dilma (PT), o Congresso Nacional e os partidos de oposição de direita, como o PSDB e PMDB, não se mexeram para garantir estabilidade no emprego aos trabalhadores e acabar com as demissões no país.

Em São José dos Campos, a General Motors tem de ser cobrada pelo poder público e população sobre o cumprimento de acordo que prevê investimentos de R$ 2,5 bilhões na cidade e a contratação de 2,5 mil trabalhadores.

A Embraer está desnacionalizando sua produção, ao transferir os jatos Legacy e Phenom para os Estados Unidos. O cargueiro KC 390 está gerando milhares de empregos fora do Brasil. Essa política da empresa, se não for barrada, levará a milhares de demissões em São José. Vale ressaltar que a desnacionalização é financiada com dinheiro público, via BNDES.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos convoca toda sociedade para lutar contra a desnacionalização e em defesa dos empregos.
Por tudo isso, qualquer Agenda Positiva deve incluir severas cobranças ao governo federal e ao empresariado. Infelizmente, o que se viu no fórum de discussões da Agenda foram os empresários pedindo ainda mais incentivos.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, não assina a Agenda Positiva criada pelo Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social), mas não se furta ao debate.

Para nós, positivo seria criar medidas de proteção ao emprego e aos direitos da classe trabalhadora. Chega de privilégios para os patrões!







Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, é presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e militante do PSTU