Fábricas paradas, protestos e manifestações marcam dia de Greve Geral em São José e região

Houve manifestações e paralisações em metalúrgicos, petroleiros, químicos, construção civil, rodoviários e bancários

31 de março de 2015

Ditadura nunca mais!

31/3/2015 - O golpe de 1964 foi apoiado, preparado e financiado por empresários, por multinacionais e pelos Estados Unidos, que temiam que o governo do então presidente João Goulart não conseguisse conter as lutas travadas pelos trabalhadores.

Na época, os trabalhadores realizaram centenas de greves e lutas por salário e direitos. Entre 1962-64, aconteceram 176 greves. No campo, as Ligas dos Camponeses enfrentavam o latifúndio, ocupavam terras e exigiam reforma agrária.

Todas essas lutas obrigavam os patrões e o governo a fazerem concessões. Por exemplo, o 13º salário foi uma conquista das greves dessa época, sendo instituído por Goulart em 1962. Outro exemplo é a instituição da lei sobre as remessas de lucros, que proibia as multinacionais de mandar dinheiro para fora do país. Os lucros deveriam ser reinvestidos no Brasil. O embaixador norte-americano Lincoln Gordon ficou furioso, e Goulart não assinou a lei. Mas como as mobilizações continuaram, em janeiro de 1964, Jango se viu obrigado a assiná-la.

Apesar de ser obrigado a fazer concessões, Goulart tentava implementar uma política de estabilização financeira baseada no congelamento salarial. O FMI e o governo dos EUA exigiam a implementação desse programa de arrocho, mas atender às exigências só seria possível reprimindo as greves.

Em 13 de março, o comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, reuniu 300 mil pessoas. Novamente pressionado, Jango decretou a nacionalização das refinarias de petróleo e desapropriou, para a reforma agrária, propriedades às margens de ferrovias e rodovias. A resposta veio alguns dias depois quando militares derrubaram o presidente e instauraram o regime autoritário. Os EUA prepararam a chamada Operação Brother Sam para apoiar o golpe. Caso houvesse alguma reação popular, tropas norte-americanas poderiam invadir o Brasil.

O golpe derrotou as greves operárias, esmagou as lutas travadas no campo, fechou sindicatos, prendeu e torturou militantes, proibiu a existência de partidos políticos e cassou mandatos parlamentares. Assim, com mão de ferro, o regime militar conseguiu impor o aumento do arrocho salarial e fez com que sua política econômica fosse inquestionável.

Um país endividado
Os anos entre 1968 e 1974 foram marcados pelo chamado milagre econômico. Na época, a economia crescia com taxas acima de 10% ao ano. O ministro da Economia da ditadura, Delfim Netto, dizia que era preciso fazer o bolo crescer para depois reparti-lo. Mas o bolo cresceu e nunca foi dividido. Na verdade, houve um aumento da desigualdade social. Os 10%, mais ricos que detinham 38% da renda em 1960, chegaram a ter 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, caíram para 12% vinte anos depois. O salário também foi achatado. Em 1974, o poder de compra do salário representava a metade do que em 1960.

O crescimento da economia só aconteceu porque as empresas e as multinacionais foram fazendo empréstimos em bancos do exterior. Depois, foram as estatais que pegaram empréstimos lá fora. O resultado de tudo isso foi o endividamento brutal do país. Durante a ditadura, a dívida externa passou de cerca de US$ 3 bilhões, em 1964, para US$ 100 bilhões, em 1984.

Trabalhadores foram as maiores vítimas da ditadura
Nas manifestações do dia 15, vários grupelhos de extrema direita defenderam a volta da ditadura. A defesa da volta dos militares ao poder foi minoritária no ato da Avenida Paulista. Uma pesquisa indica que apenas 10% dos presentes defenderam isso. Na passeata da CUT, no dia 13, também havia os que defendiam a ditadura: eram 6%.

A ditadura representou um dos períodos mais cruéis da história do país. Ao contrário do que dizem seus defensores, a corrupção corria solta. Manifestações e greves foram proibidas, e a imprensa foi censurada. Prisões e torturas de opositores eram rotina.

Muitas das obras faraônicas da ditadura foram construídas com o sangue dos trabalhadores. Por exemplo, a construção de Itaipu provocou a morte de pelo menos 145 operários. Calcula se que milhares de indígenas e camponeses foram assassinados, principalmente na Amazônia, no momento em que a ditadura resolveu construir hidroelétricas e estradas por lá.

A ditadura levou o país a uma tremenda crise econômica. O resultado foi a explosão da revolta social. Em 1984, o povo realizou os maiores protestos da história com as campanhas das “Diretas Já”.Poucos anos depois, a ditadura caiu. Quem defende a volta dos militares não sabe o que fala. Mas o povo não esquece. Ditadura nunca mais!

Corrupção rolou solta
A ditadura foi tão corrupta quanto os governos democráticos. Bilhões foram desviados das obras faraônicas da ditadura (Rodovia Transamazônica, usinas Angras 1, 2 e 3 e hidrelétrica de Itaipu, entre outras). Como não havia nenhuma fiscalização, e a ditadura não prestava contas dos gastos públicos, nunca saberemos exatamente o quanto foi desviado. Além disso, a imprensa estava sob censura, e qualquer notícia sobre corrupção era barrada. Ou seja, se você denunciasse um corrupto, podia ir para a cadeia.

26 de março de 2015

Fala Toninho: “O ajuste fiscal acima de tudo. Apesar das disputas, eles estão unidos”


26/3/2015 - Esta semana, a agência de classificação de risco Standard & Poor's manteve a nota do Brasil como grau de investimento, o que funciona como um selo de “bom pagador” e atesta que o país é “seguro para investir”. O anúncio foi recebido com alívio e festa pelo governo. Afinal, o contrário, seria mais um problema para o já combalido governo Dilma. Entretanto, há muito mais em jogo por trás de tal fato.

A Standard & Poor´s é uma das mais influentes agências de classificação de risco do mercado. Um dos mecanismos que ditam as regras no capitalismo atual e por isso é um elemento para medir os ânimos e os interesses do imperialismo e da burguesia em relação a determinado país.

O detalhe na decisão da agência é que ela só manteve a nota do Brasil por conta da “mudança de rumo” na condução da política econômica no segundo mandato da presidenta. Quer a aplicação do plano de ajuste fiscal, com cortes nos investimentos, direitos trabalhistas e previdenciários.

A agência disse que a "politicamente desafiadora correção de política em curso continuará angariando apoio da presidenta Rousseff, e, finalmente, do Congresso, restaurando gradualmente a credibilidade política perdida e pavimentando o caminho para perspectivas de um crescimento mais forte no próximo ano e daí por diante".

É o recado claro do imperialismo ao governo Dilma e ao Congresso: é para fazer o ajuste fiscal sim ou sim, pois é com isso que eles pretendem garantir seus lucros e interesses.

Ataques aos direitos
Ainda sobre a política de ajuste fiscal, a semana teve mais dois outros acontecimentos.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) entregou ao Congresso uma lista com 128 matérias que pede rapidez em sua aprovação, sendo 18 prioritárias e cinco urgentes. Entre as urgentes, está o PL 4330 que libera a terceirização de forma geral, inclusive nas atividades-fim. Os empresários também pedem que os parlamentares rejeitem a proposta de redução da jornada de trabalho.

O ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro (PMDB), que já foi presidente da CNI e estava na solenidade, defendeu a aprovação pelo Congresso do projeto que regulamenta as terceirizações no país.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que também apoia a medida, já avisou que colocará o projeto em votação no início de abril.

Já o presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu a manutenção do programa de desoneração da folha de pagamento, que beneficia 59 setores da economia, e também figura entre os pedidos patronais.

O terceiro fato que vale ser destacado é um movimento do vice-presidente Michel Temer (PMDB), informado em nota do Painel da Folha, na edição de terça-feira, dia 24.

Segundo o jornal, “o vice-presidente Michel Temer procurou o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para pedir que a oposição vote contra o projeto que estende a aposentados a política de reajuste do salário mínimo. (…) Aécio mostrou disposição de convencer a bancada tucana na Câmara a derrubar a equiparação, mas disse que só fará qualquer gesto depois que o PT se comprometer publicamente a votar contra a medida”.

É preciso combater o governo e a direita
Em resumo: apesar da alta temperatura nos bastidores da política e na disputa pelo poder entre governistas e a oposição de direita, nenhum deles está, de fato, contra o ajuste fiscal do governo Dilma. Muito pelo contrário, todos estão a favor do corte no orçamento das áreas sociais para pagar os juros da Dívida Pública aos banqueiros e especuladores, a favor dos ataques aos direitos.

No atual momento, a classe trabalhadora precisa ter claro quem são seus inimigos para poder combatê-los e derrotá-los. Precisa ir à luta contra o governo Dilma e também contra o Congresso e os partidos de direita.

O governo Dilma está seguindo à risca o que manda o imperialismo. Uma amostra é que mesmo diante das manifestações contra o governo e da queda de popularidade, Dilma segue firme nos ataques aos direitos.

O PSDB tenta posar de oposição e de paladinos contra a corrupção, mas também estão afundados em escândalos como do Metrô de SP e na própria Petrobras, e defendem a mesma política de ajuste, com ataques aos trabalhadores.

Portanto, continuamos afirmando: à classe trabalhadora só resta unificar e fortalecer suas lutas, rumo a uma Greve Geral. Só assim poderemos impedir que eles joguem o custo da crise nas nossas costas, derrotar os ataques e lutar por mudanças reais na condução do país.


Toninho Ferreira 
Presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal





Artigo: A educação já está no "volume morto"

26/3/2015 - Por Ernesto Gradella

O título acima, citado por um professor na assembleia que foi realizada na última sexta-feira, dia 20, reflete bem o desespero dos que trabalham na educação estadual paulista. Em greve desde o último dia 13, os professores sofrem com a política de redução de gastos públicos do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Os ataques tiveram início logo após as eleições do ano passado com o corte de verbas para manutenção das escolas. Em seguida, veio o fechamento de milhares de salas de aula em todo o estado e a consequente superlotação das demais. Milhares de professores, que foram contratados nos últimos anos em caráter precário (categoria O), estão impedidos de assumirem novas aulas por 200 dias.

Para completar o descaso com a educação de mais de 4 milhões de crianças e jovens, o governador, após aumentar o seu próprio salário, dos secretários e dos deputados estaduais, o governador baixou o decreto nº 61132/15, que “proíbe” o reajuste para os professores e demais funcionários. Tais medidas, apesar de públicas, são desconhecidas pela grande maioria da população, especialmente pelos pais e pelos alunos. Não fazem parte da propaganda oficial do governo, que deveria ser utilizada para informar a população.

Serão notadas, paulatinamente, na medida em que o pai perceber que a sala de aula do seu filho está superlotada, que faltam professores para algumas disciplinas, que há falta de materiais básicos (copos, papel higiênico, giz, etc). E, é claro, receberá como resposta do diretor de cada unidade escolar que são “problemas pontuais”, uma vez que os mesmos são proibidos de criticar essa triste realidade.

A atual greve dos professores tende a tornar clara a grave situação vivida pela educação paulista. Ainda assim, pasmem, a reação do governo tucano é tentar mais uma “maquiagem”. Primeiro, afirma que a greve não existe. Confrontado com a realidade, o governador Geraldo Alckmin edita uma portaria para todas as escolas do estado, mandando os diretores colocarem professores eventuais no lugar dos grevistas.

Se não houver professores suficientes, devem juntar os alunos de várias salas em uma só. Nesta semana, numa escola de São José dos Campos, um professor que não estava em greve ministrou uma aula para sessenta alunos.

É mais uma arbitrariedade de um governo que não prioriza a educação pública e não aceita o direito de greve de seus funcionários, direito esse garantido no artigo 9º da Constituição Federal. Uma decisão do ano de 2007 do STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que, até que lei específica seja votada, vale para os servidores públicos a lei de greve dos trabalhadores da iniciativa privada (nº 7783/89).

Portanto, como qualquer empresa privada, não pode o governo de São Paulo contratar trabalhadores para substituir os grevistas, durante todo o período de greve.

Assim é que hoje, nesse dia 26 de março, o Dia Nacional de Luta da Educação,  precisamos todos nós, professores, funcionários de escolas, pais e alunos, ir para as ruas para denunciar os problemas causados pela carência de recursos nas escolas públicas e exigir a anulação do corte de verbas para a Educação, tanto da presidenta Dilma Rousseff (PT), quanto do governador Geraldo Alckmin.

Todo o apoio à greve dos professores em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos!


Por Ernesto Gradella, 
professor da rede pública estadual e dirigente PSTU de São José dos Campos

Artigo publicado no jornal O Vale, de 26 de março de 2015

25 de março de 2015

Todo apoio à greve dos professores da rede estadual de SP

25/3/2015 - “Todo ano é a mesma novela” falou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) diante da deflagração da greve dos professores da rede estadual no último dia 13. De fato, uma verdade. A paralisação dos professores repete a mesma novela. Mas não no sentido que o tucano quis dar a entender, tentando desmoralizar a mobilização.

A greve na educação pública do estado é a mesma novela, porque, infelizmente, os professores precisam ir à luta novamente em defesa de um ensino de qualidade e contra os ataques do governo de Alckmin, que trata com descaso e negligência a educação de mais de 4 milhões de crianças e jovens.

Já no início do ano letivo os professores e funcionários da rede de ensino paulista denunciaram. Após um corte de verbas em torno de R$ 800 milhões, milhares de salas de aula foram fechadas. Turmas inteiras deixaram de existir, professores foram demitidos, classes passaram a ficar ainda mais superlotadas. A política de corte de gastos do governo tucano resultou até mesmo na falta de materiais básicos nas escolas, como giz, papel higiênico, copos, etc. Sem contar, os ataques aos direitos e condições de trabalho dos professores, que a cada ano estão mais precarizados. A educação pública agoniza na UTI.

A greve dos profissionais da educação traz à tona a denúncia desta realidade. Exige soluções. Reivindica melhores condições de trabalho, melhores condições de ensino, enfim, quer uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.

Os governantes enchem a boca para falar em educação, mas na prática, priorizam o superávit primário para pagamento da Dívida Pública a banqueiros em detrimento dos investimentos em educação. Assim como Alckmin, o governo Dilma (PT) também cortou mais de R$ 7 bilhões do Orçamento da Educação este ano. As universidades federais também enfrentam uma situação caótica.

Os ataques à educação são apenas um aspecto do ajuste fiscal que está sendo aplicado a ferro e fogo pelos governos.

Essa é uma luta de todos. Somente a mobilização de professores, pais, alunos, dos trabalhadores em geral, é que pode mudar esse quadro. Todo apoio e solidariedade à greve dos professores!



24 de março de 2015

26 de março é Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação

24/3/2015 - Em meio a greves de professores da rede pública e lutas nas universidades em São Paulo e em várias capitais do país, esta quinta-feira, dia 26 de março, será um Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação. Será um dia para denunciar os ataques dos governos e lutar em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade.

A data foi convocada inicialmente por organizações estudantis como Anel, Juntos e Esquerda da UNE, mas foi incorporada por outras entidades do setor como os sindicatos de profissionais da educação estadual do Rio de Janeiro, o Sepe, e o  SindRede de Belo Horizonte, o Andes-SN e o Sinasefe, além de compor o calendário de lutas da CSP-Conlutas.

Várias atos e atividades já estão programados, como em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro (confira parte da programação no site da CSP-Conlutas).

Ajuste fiscal na educação
Apesar do suposto lema do governo Dilma (PT) para seu segundo mandato de “Pátria Educadora”, a educação pública vem sofrendo fortes ataques e redução de investimentos. A área foi uma das mais afetadas pelos cortes no Orçamento anunciados pelo governo, perdendo pelo menos R$ 7 bilhões no ano. Tudo para garantir o superávit primário e o pagamento dos juros da Dívida Pública a banqueiros.

Os governos estaduais não estão fazendo diferente. O governo Alckmin (PSDB), por exemplo, cortou R$ 800 milhões do orçamento da educação. No Paraná, Beto Richa (PSDB) também quer aplicar um brutal ajuste fiscal que ataca a educação.

O resultado é uma educação cada vez mais sucateada. Nas universidades públicas a situação é precária. Em razão do ajuste fiscal do governo, falta dinheiro para pagar os salários de funcionários terceirizados, contas de energia e água, garantir gastos com materiais de manutenção e políticas de permanência estudantil. O início das aulas foi adiado em várias universidades. Bolsas estudantis estão sendo cortadas.

Já na rede estadual de ensino, como em São Paulo, os ataques tiveram início logo após as eleições do ano passado. Alckmin cortou verbas para a manutenção das escolas, fechou milhares de salas de aula em todo o estado, levando à consequente superlotação de classes. Milhares de professores, contratados nos últimos anos em caráter precário (categoria O) estão impedidos de assumirem novas aulas por duzentos dias.

Para completar o descaso com a educação de mais de quatro milhões de crianças e jovens, Alckmin aumentou o seu próprio salário, dos secretários e deputados estaduais. Enquanto isso, faltam materiais básicos nas escolas como papel higiênico, giz, copos, etc e o governador se nega a atender as reivindicações dos professores em greve desde o último dia 13.


Ato em São José dos Campos
Em São José dos Campos, os companheiros da Oposição Alternativa da Apeoesp realizarão um ato na Praça Afonso Pena, às 15 horas. O objetivo é realizar uma passeata com a participação de professores, pais e alunos e debater junto à população a gravidade do ajuste fiscal que está sendo aplicado pelo governo e os ataques à educação.

Os professores de São Paulo iniciaram uma greve por tempo indeterminado. No Paraná, a categoria também já se mobiliza, sem contar várias mobilizações estudantis e de trabalhadores nas universidades públicas. Trabalhadores e estudantes estão demonstrando disposição de luta e esse é o caminho. O PSTU se coloca a serviço destas lutas e do seu fortalecimento”, afirma o presidente do PSTU de São José dos Campos e suplente de deputado federal Toninho Ferreira.



23 de março de 2015

Conheça algumas medidas que o PSTU defende para combater a corrupção

23/3/2015 - No local de trabalho, na escola, no bairro, no bar da esquina, enfim, atualmente, o tema da corrupção tem dominado as conversas entre os trabalhadores e trabalhadoras, jovens e a população em geral.

O descrédito nos políticos é imenso, a Operação Lava a Jato desnudou, inclusive, um lado que muitas vezes ficava escondido nos escândalos: o corruptor. Nas denúncias que têm vindo à tona no caso da Petrobras, o papel das empreiteiras é escancarado, com empresários subornando políticos e funcionários do governo para obter licitações fraudulentas, desvio de dinheiro público e outras maracutaias.

As denúncias tem trazido à tona o verdadeiro balcão de negócios em que o Estado é transformado para favorecer grandes empresários, banqueiros e políticos corruptos.

Na edição 993 do jornal Opinião Socialista, o PSTU defende a prisão de corruptos e corruptores, confisco de seus bens e discute como a corrupção e o capitalismo "andam de mãos dadas".

Não existe nenhuma possibilidade de "transformar" o sistema capitalista e acabar com a corrupção, pois esse sistema se caracteriza pela exploração e opressão da maioria para garantir os lucros e privilégios de uma minoria de poderosos. Isso só vai ocorrer quando a classe operária se levantar contra os exploradores e tomar o poder e construir seu próprio Estado. Com suas formas de governo, conselhos operários, onde as decisão sejam tomadas democraticamente pelos trabalhadores.

Nem mesmo medidas mínimas de combate à corrupção, PT, PSDB, PMDB e os demais partidos deste Congresso de picaretas são capazes de colocar em prática, por que são todos farinha do mesmo saco. Somente a mobilização da classe trabalhadora, os principais interessados no fim da corrupção, pode dar um basta nessa roubalheira e avançar em outras medidas que superem esse sistema capitalista corrupto.

Conheça algumas propostas do PSTU:

# PRENDER CORRUPTOS E CORRUPTORES E CONFISCAR SEUS BENS
De nada adianta prisões temporárias sem expropriação das propriedades dos corruptos, ou a impunidade das “delações premiadas”, porque, ao sair da prisão, o corrupto vai usufruir o que roubou. É necessário também prender e expropriar as empresas que corromperam. Não existem corruptos sem corruptores. Em geral, as grandes empresas corruptoras não são afetadas. Muitas empreiteiras envolvidas na corrupção, por exemplo, estão fazendo acordos com a justiça para continuarem participando de novas licitações com o governo.

# FIM DOS PRIVILÉGIOS DOS POLÍTICOS
Os altos salários dos deputados, ao invés de "evitar a corrupção", garantem a eles inúmeros privilégios. Essas regalias corrompem os partidos e políticos, mudam o seu modo de vida e servem como um trampolim para a corrupção. Qualquer político de qualquer partido deveria ganhar um salário igual ao de um operário médio qualifi cado ou ao de um professor.

# MANDATOS REVOGÁVEIS 
Os mandatos dos deputados devem ser revogáveis. Isso significa que, a qualquer momento em que o deputado se envolva em corrupção ou aprove medidas contra os trabalhadores, seu mandato possa ser revogado pelo poder do povo.

# FIM DO FINANCIAMENTO PRIVADO DAS CAMPANHAS ELEITORAIS
São as grandes empresas e bancos que têm controle sobre as campanhas dos grandes partidos, do PT ao PSDB. Uma vez eleitos, empresários, banqueiros e latifundiários, cobram a fatura. O PSTU foi o único partido que apresentou ao Supremo Tribunal Federal uma medida que proíba o financiamento de empresários nas campanhas eleitorais (Ação Direta de Inconstitucionalidade 4650). O Ministro Gilmar Mendes, que tem compromissos com o empresariado, pediu vistas do processo, suspendendo o julgamento.

# FIM DO SIGILO BANCÁRIO E FISCAL
É preciso também que sejam abertos os sigilos bancário e fiscal dos donos dos bancos e empreiteiras, assim como dos deputados e senadores, governantes e diretores das estatais.

# FIM DO SENADO
O Senado uma instituição corrupta e conservadora que serve para impedir a aprovação de qualquer medida que favoreça o povo.

# CPI DA PETROBRAS É UMA FARSA 
Não devemos depositar nenhuma confiança na CPI da Petrobras, pois ela é dirigida pelos políticos que receberam dinheiro das empreiteiras em suas campanhas. Nenhuma confiança num Congresso Nacional dirigido por Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Toda investigação deve ser realizada por 
uma comissão independente que reúna entidades dos trabalhadores.

19 de março de 2015

A classe operária e os trabalhadores precisam entrar em campo contra o governo do PT e contra o PSDB!

19/03/15 - A classe operária e todos os trabalhadores devem estar pensando e refletindo sobre os atos que ocorreram esses dias.
No dia 13, ocorreu um ato em apoio ao governo Dilma Rousseff (PT). Embora parte dos trabalhadores presentes neste ato tenha se manifestado contra a retirada dos direitos por parte do governo, o conteúdo do ato, dado pela sua direção, foi essencialmente em defesa do governo, contra um suposto golpe da direita.
Os atos do dia 15, apoiando-se no sentimento tremendamente majoritário e progressivo de oposição e de indignação contra o governo do PT, acabaram tendo na sua condução grupos de centro-direita e a participação explícita de partidos da oposição de direita como o PSDB e o DEM, que tentam se beneficiar da crise do governo para capitalizar eleitoralmente a insatisfação existente.
No dia 15 houve uma participação expressiva da classe média, em particular de seus estratos mais elevados, que foram às ruas contra o governo e a corrupção (22% dos manifestantes recebiam entre 10 e 20 salários mínimos, e 19% ganhavam mais de 20 salários mínimos por mês segundo pesquisa do jornal Folha de S. Paulo na Avenida Paulista). Uma parte desse setor social não esconde ter ódio e preconceito de classe contra os trabalhadores e o povo pobre do Brasil.
Impeachment não é solução
A classe operária deve estar refletindo por que os atos do dia 15 não falaram nada da retirada de direitos que o governo Dilma do PT está fazendo. Também não disseram nada sobre o aumento do preço das tarifas e dos alimentos. Tampouco mencionaram o ministro banqueiro da Fazenda, Joaquim Levy, nomeado pelo PT, ou a ministra dos ruralistas, Kátia Abreu. Enfim, as manifestações do dia 15 não reclamaram dos direitos trabalhistas surrupiados, do seguro-desemprego, do aumento das passagens, do preço dos alimentos, da luz e da água.
A razão disso foi que, quem esteve por trás da organização da manifestação e dos grupos que se diziam independentes e que a convocaram, era gente do PSDB, do DEM e até de grupos que reivindicam a volta do regime militar. O PSDB, o DEM e os grupos que estiveram na sua organização apoiam as medidas de ajuste fiscal do governo do PT contra a classe trabalhadora.  Ao mesmo tempo, a condição social de parte dos manifestantes, composta por estratos mais altos da classe média brasileira, não se ressente com a retirada do seguro-desemprego, da medida que dificulta o acesso ao PIS. Já os grupos que defendiam a volta do regime militar eram bem minoritários. De qualquer maneira, é repugnante ver essa gente que defende a tortura, a ditadura e a perseguição das lideranças da classe trabalhadora serem aceitos em manifestação. 
O PSTU chamou o voto nulo no segundo turno das eleições e defende que os trabalhadores devem sair às ruas e construir uma Greve Geral contra o governo Dilma e contra os governadores do PSDB, do PMDB e também contra a maioria do Congresso Nacional para defender nossos direitos. Por isso, não apoiamos a manifestação do dia 13, porque este era um ato de apoio ao governo Dilma. E não convocamos o dia 15 porque este foi chamado em defesa do impeachment, que é uma proposta que entrega o governo para o vice Michel Temer (PMDB) ou para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (também PMDB), e por não haver, em sua convocação, a defesa das demais reivindicações da classe trabalhadora. Ou seja, impeachment é trocar seis por meia dúzia.
Golpe da direita?
Logo após o protesto do dia 15, militantes do PT e do PCdoB saíram com a tese de que o governo Dilma enfrenta uma tentativa de golpe da direita. Outros setores falam de onda conservadora.  Essa tese, porém, não encontram amparo na realidade. Vejamos: nem o PSDB, nem a Folha de S. Paulo, nem a Globo, nem os banqueiros, nem as empreiteiras e todos os grandes empresários e banqueiros do país, muitos dos quais apoiaram o dia 15, defendem golpe. Aliás, no momento, não defendem nem mesmo o impeachment.
Hoje, esses setores não querem dar um golpe porque estão empenhados, ao lado de Dilma, na aprovação do ajuste fiscal. Ou seja, apoiam as Medidas Provisórias que retiram o seguro-desemprego e dificultam o acesso ao PIS. Apoiam o aumento dos preços das tarifas de energia, de transporte e dos alimentos. Também apoiam as demissões e a venda de ativos da Petrobras. Defendem o corte de gastos sociais no orçamento (saúde, educação, moradia) para dar ainda mais dinheiro aos banqueiros com o pagamento da dívida pública. Todos estão a favor das demissões e de maior exploração: fazer os trabalhadores produzirem mais e ganharem menos.
Aliás, mesmo o imperialismo norte-americano não quer derrubar o governo. Longe disso, o presidente dos EUA, Barack Obama, inclusive adiantou a agenda para realizar um encontro com Dilma em abril, após o vice-presidente daquele país ligar renovando o apoio do governo dos EUA a Dilma. Como é que o PT e o PCdoB explicam esse apoio?
Os banqueiros e os grandes empresários, além disso, ganharam muito dinheiro em todos esses anos de governos do PT, muito mais do que os trabalhadores e o povo pobre. Agora, querem que a classe trabalhadora pague o preço da crise que eles criaram. Esses senhores não preparam nenhum golpe contra Dilma. O máximo que o PT pode dizer a eles é que são muito mal agradecidos.
O PT sempre governou e continua governando para eles. Por isso, nomeou um banqueiro como ministro da Fazenda, um grande empresário como ministro da Indústria e uma latifundiária como o ministra da Agricultura. Na verdade, hoje, o PSDB, legítimo representante de banqueiros e multinacionais, prefere e quer voltar ao governo nas próximas eleições. Para isso, conta com o apoio dos patrões e da grande imprensa.
Todos têm acordo com a atual política econômica. É isso que faz com que banqueiros, multinacionais, agronegócio, FHC, Aécio Neves, PSDB, DEM, Globo, Folha de S. Paulo e toda a mídia queiram desgastar ainda mais o governo: para ter mais poder de chantagem sobre ele e tentar voltar à Presidência da República em 2018. Enquanto isso, apoiam o governo na aplicação das medidas contra a classe trabalhadora. Apoiaram o dia 15 e estimularam os grupos de centro-direita que estiveram por trás dessas manifestações contra o governo e contra a corrupção (embora eles também sejam corruptos). Mas eles não querem que a classe trabalhadora se mobilize para valer contra o governo Dilma e contra governadores e o Congresso e defendam seus direitos, porque eles têm acordo com o governo em jogar a crise sobre as costas dos trabalhadores.
A manifestação do dia 15, então, embora tenha por trás dos grupos que a organizaram a oposição de direita e tenham dela participado setores de classe média que respondem a um ideário de centro- direita, não inaugura uma onda conservadora no país. Ao contrário, a classe operária e toda a classe trabalhadora, que são a imensa maioria dos habitantes deste país, estão indignados com o governo federal do PT e com todos os governadores do PSDB, do PMDB e demais partidos que aplicam o ajuste fiscal, além do próprio Congresso Nacional e sua maioria de deputados corruptos.
A necessidade mais importante é que essa maioria entre em campo contra o governo e contra a oposição de direita, impondo suas reivindicações e não permitindo que joguem o preço da crise sobre suas costas. A classe trabalhadora, em ação contra o governo e contra a direita, pode também responder às angústias de um setor expressivo da classe média que está indignada e com razão. Afinal, nem todos os setores médios são reacionários por natureza.
Construir a Greve Geral: formar um bloco dos trabalhadores, contra o governo, os patrões e a direita
A saída da crise passa pela mobilização da classe trabalhadora contra o governo do PT e, também, contra o PSDB, e pela derrota do ajuste fiscal. É preciso se mobilizar contra o governo e contra a oposição de direita. É importante a classe operária tomar as ruas com suas bandeiras contra os patrões.
O PSTU entende que é preciso construir uma alternativa dos trabalhadores. A CSP-Conlutas, centenas de sindicatos, entidades estudantis e movimentos populares, além de outros movimentos reunidos no Espaço Unidade de Ação, que fizeram manifestações no dia 6 de março, agora vão realizar uma ampla reunião na próxima sexta-feira, 20, em São Paulo. Em pauta está a articulação de um plano de ação que busque romper esta falsa polarização entre o governo do PT, em aliança com a burguesia, e o PSDB.
O PSTU empenhará seu esforço militante na construção dessa reunião. Nosso partido faz um chamado às organizações da classe trabalhadora, ao MTST, aos partidos de esquerda que fazem oposição ao governo, como PSOL e PCB, e mesmo a setores da CUT ou da base do próprio PT, que concordam com a necessidade de formar um campo da classe trabalhadora contra o governo e a direita: vamos construir um processo de luta de massas, de ação, que busque romper a falsa polarização e criar um campo da classe trabalhadora e da juventude contra os patrões, o governo e a oposição de direita.
Ao mesmo tempo, fazemos um chamado às centrais sindicais e aos movimentos populares que estão contra a retirada de direitos: vamos preparar uma Greve Geral para derrubar as medidas do governo apoiadas pela oposição de direita. A CUT e o MST precisam romper efetivamente com o governo. A Força Sindical precisa romper com o PSDB.
Chamamos as centrais sindicais e os movimentos sociais e populares a construir uma Greve Geral com as seguintes reivindicações:
– Nenhuma demissão! Redução da jornada sem redução do salário! Estatização das empresas que demitirem!
– Retirada das MPs 664 e 665, em defesa do seguro-desemprego, do abono do PIS, da pensão por morte e dos direitos dos pescadores; retirada do PL 4330 (da terceirização)!
– Redução e congelamento dos preços dos transportes, das tarifas e dos alimentos!
– Petrobras 100% estatal sob o controle dos trabalhadores!
– Cadeia para todos os corruptos e corruptores e expropriação dos seus bens, ou seja, incluir a investigação e punição dos casos de corrupção também do PSDB e do HSBC, que envolvem inúmeras empresas e políticos, incluindo a Rede Globo.
– Suspensão imediata do pagamento da dívida aos banqueiros e auditoria, para que os trabalhadores não paguem o preço da crise!

O PSTU reafirma: nem PT, nem PSDB nos representam
É necessário construir nas lutas uma alternativa dos trabalhadores, operária e popular, a esse governo e à oposição patronal de direita. É preciso construir uma greve geral que derrube as medidas que atacam a classe trabalhadora. Só nessa luta podemos criar uma alternativa dos trabalhadores para a crise. A classe operária e toda a classe trabalhadora em luta têm mais força do que o governo, os patrões e a oposição de direita.
E será com essa força em ação que se poderá abrir o caminho para uma luta em prol de um governo dos trabalhadores sem patrões e sem corruptos.

13 de março de 2015

Nada de paciência! É necessário construir a Greve Geral!

13/3/2015 - No discurso da presidente Dilma, em 8 de março, ela comparou o país a uma família. Disse que, às vezes, somos obrigados a controlar os gastos para que as contas não saiam do controle. 

Disse que a crise internacional atingiu o Brasil mais fortemente, e o governo foi obrigado a usar armas diferentes e mais duras, mas garantiu que as medidas que seu governo está adotando preservam direitos e asseguram conquistas sociais que estão igualmente distribuídas sobre todos os setores segundo ela. 

Disse, ainda, que a seca é responsável pelo aumento temporário dos alimentos e pelos custos da energia. “Isso traz reflexos na sua vida e você tem direito de se indignar e de se preocupar”, disse a presidente. E continuou: “peço sua paciência e compreensão”

Por fim, pediu que confiemos na condução do governo e do Congresso. Isso mesmo: pediu que confiemos nesse Congresso corrupto, em que a maioria dos parlamentares teve sua campanha milionária financiada por empreiteiras, e os presidentes do Senado e da Câmara estão na lista da operação Lava-Jato.

O discurso de Dilma gerou mais indignação. Primeiro, porque não é verdade que suas medidas preservam conquistas dos trabalhadores. Menos ainda que os sacrifícios estão distribuídos de forma igual. A crise não foi criada pelos trabalhadores, mas pelos capitalistas. Em segundo lugar, o governo Dilma, com suas medidas, está tirando dos pobres para dar aos ricos. Está retirando conquistas sim!

A mudança nas regras do seguro desemprego, do PIS, da pensão por morte, entre outros, atinge gravemente os setores mais pobres da classe trabalhadora, bem como o aumento do preço dos alimentos e das tarifas. E quanto mais pobre for, mais prejudicado será, além de atingir também setores médios. Os cortes nas verbas da saúde e da educação atingem, especialmente, a juventude trabalhadora. Há, ainda, as demissões em massa nas obras da Petrobras e na indústria.

Na verdade, Dilma quer economizar cerca de R$ 66 bilhões este ano com os cortes no Orçamento (1,2% do PIB) para aumentar o superávit primário (economia para pagar juros da dívida, que hoje já consomem 47% do Orçamento do país). Além disso, garante mais remessa de lucros e privatização da Petrobras pelas multinacionais. Resumindo, governo e Congresso, com o apoio da oposição de direita (PSDB), concordam em jogar nas costas dos trabalhadores o preço da crise para preservar os lucros indecentes de banqueiros e grandes empresários.

Impeachment é trocar seis por meia dúzia
O sentimento de indignação dos trabalhadores com o governo do PT é mais do que justo. Indignados, muitos querem o “Fora Dilma”, e acabam caindo na armadilha do impeachment. Mas o impeachment é, na verdade, uma alternativa de direita que entrega o poder para o vice-presidente Michel Temer ou, na impossibilidade desse
assumir, para o corrupto e homofóbico Eduardo Cunha, presidente da Câmara, ambos do PMDB.

O PSDB e outros setores da oposição de direita aderiram à manifestação pelo impeachmentdo dia 15 de março. Porém o PSDB não defende o impeachment e até cogitou um pacto em defesa do ajuste fiscal. Esses setores defendem as mesmas medidas de ajuste fiscal em prol dos banqueiros e as aplicam nos estados em que governam. Que o digam o funcionalismo do Paraná e os professores de São Paulo. Esses mesmos governos e setores vão surfar na manifestação para tentar crescer eleitoralmente, em 2018, como espaço de oposição.

Por outro lado, CUT, CTB, MST, UNE e Consulta Popular convocam manifestação para defender o governo, no dia 13 de março, apesar de dizerem que se opõem às medidas contra os direitos. Alardeiam um golpe da direita que não existe para defender e tentar empurrar para a esquerda um governo que governa contra a classe trabalhadora. É preciso romper essa falsa polarização.

No dia 6 de março, a CSP-Conlutas e o Espaço Unidade de Ação realizaram um dia de luta que demonstrou ser possível construir um campo da classe trabalhadora, de esquerda e independente. A indignação dos trabalhadores precisa se converter em ação contra o governo, o Congresso, a oposição de direita, os corruptos e os patrões.

Não podemos aceitar pagar pela crise. Podemos derrubar essas medidas do governo, impedir as demissões e exigir o controle dos preços de alimentos e tarifas. Devemos defender a suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros. Que cortem os salários dos deputados e ministros, coloquem na cadeia os corruptos e corruptores, expropriem os bens de todas as empresas envolvidas em corrupção e as estatizem.

Um chamado à unidade
CUT, MST, UNE, CTB, Consulta Popular precisam romper com o governo. Essas organizações têm cumprido um papel nefasto, que desarma a classe trabalhadora. Tentam aparecer como esquerda, mas defendem o governo. Inclusive, têm se reunido com setores do PSOL e do MTST para tentar construir um campo que, em essência, não se oponha ao governo do PT, dizendo que há ameaça de golpe no país.

A CSP-Conlutas está fazendo um chamado a essas organizações e demais centrais sindicais, como a Força Sindical, para que rompam as negociações com o governo e unifiquem esforços para realizar um dia de greve geral no país. O PSTU entende que o caminho e o calendário apontado pela CSP-Conlutas devem ser tomados pelas organizações de esquerda.

Editorial do Opinião Socialista Nº 493

12 de março de 2015

Precisamos de uma alternativa dos trabalhadores contra o governo do PT e contra a direita


12/3/2015 Nosso país vive uma escalada na crise econômica que o governo, os bancos e o grande empresariado tratam de descarregar nas costas dos trabalhadores. Vive também uma grave crise política, envolvendo o governo e sua base de sustentação no Congresso Nacional.
A presidenta Dilma foi à televisão no domingo passado pedir paciência para os trabalhadores e para contar mais uma mentira: que o ajuste fiscal que seu governo está fazendo distribui sacrifício para todos. Na verdade, o seu governo está atacando o seguro-desemprego, o abono do PIS, a pensão por morte dos trabalhadores e cortando verbas da educação pública, tudo isso para repassar mais dinheiro público aos bancos e especuladores internacionais. O governo se comprometeu a repassar aos bancos quase R$ 100 bilhões só este ano. E quer tirar estes R$ 100 bilhões do bolso dos trabalhadores.
A conversa fiada, de que se trata de “correção de distorções” é só mais um abuso. Se as políticas sociais estão sofrendo fraudes, então por que o governo não manda prender quem está fraudando, ao invés de acabar com o direito social que beneficia os trabalhadores? Por outro lado, que moral tem este governo para cortar direitos dos trabalhadores alegando fraude? Quem é que está envolvido até o pescoço nas fraudes e falcatruas que roubou bilhões de reais da Petrobras? São justamente as autoridades deste governo, além de deputados e senadores da sua base de apoio no Congresso Nacional. É este o resultado de o PT ter decidido aliar-se a banqueiros e grandes empresários para governar o país. Governa para eles e como eles.

Impeachment não é a solução - Nós, trabalhadores, não podemos aceitar esta situação. Nem podemos aceitar a chantagem do “perigo da direita” para defender o governo da presidenta Dilma e do PT. Precisamos, isto sim, lutar contra ele para impedir que continue a atacar nossos direitos para beneficiar justamente os banqueiros e grandes empresários, ou seja, a tal direita.
No entanto, também não podemos aceitar a demagogia e a cara-de-pau da direita (PSDB, DEM, PPS, PMDB) que tenta se aproveitar da justa revolta da população para se apresentar como uma alternativa contra o PT. Ora, o PSDB já governou o Brasil (junto com o PMDB, igual o PT está fazendo), e qual foi o resultado? Atacou com toda violência os direitos e as organizações dos trabalhadores para beneficiar os mesmos banqueiros e grandes empresários que o governo Dilma está beneficiando agora. O PSDB governa o estado de São Paulo, é o responsável pela mais grave crise da água que o país já viu. Privatizou metade da SABESP, mandando para o exterior na forma de remessa de lucros de empresas estrangeiras, os recursos que deveriam ser aplicados para garantir água para a população de São Paulo. E não nos esqueçamos do escândalo da corrupção nos contratos do Metrô e Trens de São Paulo. Isso para ficar em apenas dois exemplos.
O governo de FHC, do PSDB, iniciou a privatização da Petrobras, deu início ao processo de submissão da empresa aos interesses de especuladores internacionais e da sanha de lucro das empreiteiras. É verdade que o PT deu continuidade e aprofundou este processo, até chegarmos à situação em que nos encontramos hoje. Mas o PSDB não pode fugir à sua responsabilidade pelo quadro atual. Ou seja, a direita não é alternativa que possa preservar os interesses e direitos dos trabalhadores, e muito menos acabar com a corrupção, pois são tão corruptos e contra os trabalhadores quanto o governo atual.
Por isso, o impeachment não é uma solução que sirva aos trabalhadores. Vamos deixar nas mãos deste Congresso Nacional corrupto a decisão sobre a grave crise que o país passa? Veja que quase 10 % dos senadores e deputados do Congresso estão metidos com as falcatruas na Petrobras, sem contar que o Procurador Geral da República livrou a cara de vários deles, a começar pela própria Dilma do PT e Aécio Neves do PSDB. Alguém acha que daí vai sair algo que presta? E mesmo que eles resolvessem fazer algo, se fosse afastada a Dilma, entraria no lugar dela o vice, Michel Temer, ou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ou ainda Renan Calheiros, todos do PMDB, atolados na mesma lama que Dilma. O que isso ia mudar? O seis pela meia dúzia...
Uma alternativa da classe operária e dos trabalhadores
Nós, trabalhadores, precisamos fortalecer a nossa luta contra o governo Dilma, mas precisamos também lutar contra estas alternativas de direita. Precisamos fortalecer a nossa luta contra os bancos e grandes empresas multinacionais e nacionais. E, nessa luta, precisamos avançar na construção de uma alternativa que atenda as necessidades e interesses da nossa classe. A CSP-Conlutas já impulsionou uma primeira iniciativa neste sentido, com mobilizações em várias partes do país no dia 6 de março.
Mas é preciso muito mais que isso. As grandes centrais sindicais, como a CUT, precisam parar de apoiar o governo e assumir a luta em defesa dos trabalhadores. É preciso que as centrais sindicais sigam o exemplo da CSP-Conlutas, e convoquem uma greve geral no país.
Precisamos unir em uma só luta os trabalhadores de norte a sul do país, para derrotar as políticas econômicas que vem sendo aplicadas pelo governo, e em defesa de um plano econômico dos trabalhadores que assegure que os recursos do nosso país e a riqueza produzida pelo nosso trabalho sejam usados para assegurar vida digna para o nosso povo e não para alimentar lucros de bancos e grandes empresários e a corrupção de políticos.
Uma greve geral que exija a revogação das leis que cortaram os direitos dos trabalhadores e a revogação dos cortes nos gastos na educação e outras políticas sociais; para exigir o fim da terceirização; que cobre do governo leis que protejam o emprego dos trabalhadores e que sejam estatizadas as empresas que demitem em massa; que exija do governo que pare de dar dinheiro aos bancos, que suspenda imediatamente o pagamento da chamada dívida externa e interna aos agiotas do sistema financeiro; que exija que a Petrobras e o petróleo de nosso país voltem a ser 100% estatal; e para cobrar a prisão e confisco dos bens de todos os políticos corruptos e dos empresários que os corromperam. E que abra caminho para que possamos ter em nosso país um governo dos trabalhadores, sem patrões, um governo da nossa classe, que aplique estas e outras medidas necessárias para mudar nosso país de verdade.
Só assim podermos derrotar, ao mesmo tempo, o governo do PT, a direita (PSDB, DEM, PMDB e companhia) e também aos banqueiros, multinacionais e grandes empresários, pois é para eles que tanto o PT como o PSDB governam quando estão no poder.
E só assim poderemos avançar para a construção de um Brasil socialista. Um país soberano, livre de toda forma de exploração e opressão, onde todos e todas possam viver de forma plena, como seres humanos, e não como escravos de banqueiros e multinacionais, em que o capitalismo nos transformou.
Fonte: pstu.org.br

Se gritar ”pega ladrão”, não fica um...


12/3/2015 - Declaração Política da Secretaria Nacional de Juventude do PSTU

Na última sexta-feira, dia 06 de março, o ministro do STF, Teori Zavascki, liberou a divulgação da lista dos políticos ligados ao escândalo de corrupção na Petrobras, a principal empresa estatal do país. O relator da Operação Lava Jato abriu inquérito contra 50 políticos, entre eles 12 senadores, 22 deputados federais, além de ex-ministros e ex-governadores, de seis partidos diferentes, PT, PMDB, PSDB, PTB, PP e Solidariedade.
Em destaque, aparecem os nomes dos atuais presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, respectivamente, ambos do PMDB. O senador petista Lindbergh Farias, antiga liderança da UNE e do movimento “Fora Collor “também aparece na listados dos envolvidos, ironicamente, ao lado do ex-presidente Fernando Collor, do PTB.
Corrupção rima com privatização
O esquema de corrupção girava em torno de contratos superfaturados entre a Petrobras e as maiores empreiteiras do Brasil. O dinheiro embolsado a mais pelas empreiteiras, cerca de 10 bilhões de reais, servia para pagar propinas a altos funcionários da estatal e políticos, que, por sua vez, beneficiavam as empreiteiras em processos de licitação. Foi construído, ao longo de anos, um verdadeiro cartel.
O fim do monopólio estatal da Petrobras durante os governos FHC, que abriu caminho à exploração e à distribuição privada do petróleo brasileiro, deu inicio à farra dos contratos superfaturados com as empreiteiras. Os governos Lula e Dilma não colocaram fim à privatização da Petrobras, mas, ao contrário, expandiram as terceirizações e os leilões do nosso petróleo, inclusive do pré-sal.
Quem paga a banda escolhe a música
O financiamento privado das campanhas eleitorais é um dos principais mecanismos da corrupção endêmica que assola o país. O poder econômico controla o processo eleitoral e os políticos eleitos, que transformam-se em representantes não de seus eleitores, mas sim das empresas que doaram milhões de reais às suas campanhas e que, depois, cobram a conta. Os capitalistas não fazem doações, fazem investimentos.
Nas eleições presidências de 2014,  o PT recebeu de grandes empresas privadas por volta de R$ 79,8 milhões, sendo 65% de construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras. O PSDB ficou com R$ 20,4 milhões, sendo 86% das construtoras corruptoras. Na Câmara do Deputados, mais de trezentos parlamentares foram eleitos com o dinheiro das empreiteiras, sendo 255 deputados financiados diretamente pelas construtoras  investigadas.
O sujo falando do mal lavado
Mais uma vez, o PT se vê envolvido até a medula com um escândalo de corrupção de repercussão nacional. Desde o “mensalão”, o partido demonstra que já incorporou as velhas práticas políticas da direita. Depois de doze anos no poder, o PT não só governou a serviço dos bancos e das multinacionais, como também incorporou a compra de votos e as propinas em seu exercício da administração pública.
Por outro lado, a direita, o PMDB, o PP e, especialmente, os oposicionistas do PSDB, não tem nenhuma autoridade moral para criticar os políticos petistas. Os governos FHC estão, sem dúvida, entre os mais corruptos da história brasileira. Os desvios de verbas no decorrer da venda de importantes empresas estatais, como a Vale do Rio Doce, e a compra de votos para aprovar o direito à reeleição foram símbolos da corrupção tucana. Em São Paulo, o atual governo de Geraldo Alckmin é acusado de licitações fraudulentas nos contratos com multinacionais fornecedoras do Metrô e da CPTM.
O PT, a direita e o Congresso Nacional não nos representam!
O ano de 2015 começou quente. As mentiras que Dilma contou na campanha eleitoral e a demagogia da direita, de dentro e de fora do governo federal, já foram desmascaradas. Além da aproximação de uma grave crise econômica, o governos federal, agora, precisa enfrentar uma enorme crise política e um descrédito crescente das instituições da democracia brasileira, particularmente do Congresso Nacional.
As elites querem que o povo pobre pague a conta da crise econômica e vão, provavelmente, buscar uma saída negociada para a crise política e o escândalo de corrupção, um novo acordão para evitar um desgaste ainda maior do regime político deve ocorrer.
De nossa parte, a juventude e os trabalhadores já entraram em cena e resistem, com mobilizações e greves, ao “tarifaço”, ao ajuste fiscal, às demissões e à retirada de direitos sociais. Diante dos novos fatos políticos, para não deixar a operação Lava-Jato terminar em pizza e combater a corrupção, a juventude do PSTU defende:

  • Afastamento imediato de todos os envolvidos no “petrolão” de seus cargos de comando no Congresso Nacional, como mesas diretoras, relatorias, comissões e Conselho de Ética. Fora Renan  Calheiros e Eduardo Cunha!
  • Nenhuma confiança na CPI da Petrobras!   Investigação independente do escândalo de corrupção, realizada pelas organizações da classe trabalhadora, principalmente da categoria petroleira, e pelos partidos da oposição de esquerda.
  • Prisão e confisco dos bens dos políticos corruptos e das empresas corruptoras!
  • Fim do financiamento privado das campanhas eleitorais! Aprovação imediata da Adin 4650 no STF. Desarquiva já, Gilmar Mendes!
  • Demissão da nova diretoria da Petrobras! Fim do processo de privatização e das terceirizações! Estatização das empreiteiras corruptoras, pagamento imediato dos salários e benefícios atrasados dos operários! Por uma Petrobras 100% estatal, gerida pelos trabalhadores petroleiros!   

Fonte: pstu.org.br

4 de março de 2015

CSP-Conlutas fará dia de luta contra ataques do governo nesta sexta-feira


04/03/2015 - A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realizada neste final de semana em São Paulo, entre outras resoluções, aprovou a realização de um Dia Nacional de Lutas e Paralisações neste 6 de março, sexta-feira.


O movimento dos trabalhadores precisa dar uma resposta imediata aos ataques promovidos recentemente pelo governo Dilma Rousseff (PT). Diante da crise econômica que se agrava, os trabalhadores são os primeiros a sofrer as consequências. As empresas já começam a demitir sem que o governo se manifeste; foi reeditado o Projeto de Lei 4330, que favorece as terceirizações, que implica em retirada de direitos dos trabalhadores; as Medidas Provisórias 664 e 665 anunciadas no início deste ano atacam benefícios fundamentais como o seguro-desemprego e o benefício das aposentadorias.  
O ato nacional convocado para o Rio de Janeiro, na mesma data, principalmente pela Fasubra e pelo Andes-SN, contra a privatização dos serviços públicos, dos hospitais universitários e contra a Ebserh, também será palco para o ato unificado que marcará este dia nacional de lutas. Haverá caravanas de todo o país nesta atividade.  
Assim, a CSP-Conlutas faz um chamado a todas suas entidades e movimentos filiados e os movimentos que querem lutar, para que organizem mobilizações nesta data. Podem ser panfletagens, assembleias, atos públicos, manifestações, passeatas e paralisações onde for possível.  
Os operários da construção civil de Belém (PA) já decidiram que paralisarão os canteiros de obras e farão uma manifestação pelas ruas da capital paraense. Os operários da construção civil de Fortaleza (CE) também farão paralisações e, no fim da tarde, diversas categorias se unem às mulheres para o ato antecipado do 8 de Março – Dia Internacional de luta da Mulher; e, no interior, param as atividades os professores de Juazeiro.

Em Minas Gerais, também já estão organizando o dia 6. Na Helibras, nas metalúrgicas de São João Del Rey, Itajubá, Itaúna e Divinópolis já têm paralisações marcadas, assim como os gráficos de Alterosa; diversas categorias farão um ato naPraça Sete às 14 horas e, em seguida, às 16 horas, se juntam ao ato pelo Dia Internacional da Mulher. Em outros estados também estão sendo preparadas mobilizações para esta data.  
Resolução aprovada pela Coordenação impulsiona dia 6 de março e se distancia do movimento de direita
O aprofundamento da crise política e econômica exige uma resposta classista por parte dos trabalhadores” afirma a resolução aprovada na reunião da Coordenação defendendo a luta dos trabalhadores contra os ataques que vem sendo desferidos pelo governo Dilma Rousseff.  
As últimas semanas foram marcadas pela intensificação da crise econômica e política e por processos de mobilização dos trabalhadores, dentre eles as greves dos servidores do Paraná, dos operários da GM de São José dos Campos, de servidores de várias partes do país e ainda por mobilizações como a dos trabalhadores demitidos do Comperj e a paralisação e bloqueios de estradas realizadas pelos caminhoneiros”, resgata o documento.  
Na avaliação dos presentes, a indignação entre os trabalhadores, o povo mais pobre e os setores médios vem crescendo rapidamente. As medidas de ajuste fiscal e, sobretudo, os ataques ao seguro desemprego, PIS, pensões, combinado com o aumento da inflação e do custo de vida são elementos importantes para esse descontentamento, que se agravam com o aumento generalizado dos preços dos alimentos e das tarifas, a falta de água e possibilidade de apagão, as demissões e notícias de corrupção, principalmente na Petrobrás, com a Operação Lava Jato. As Medidas Provisórias 664 e 665 são o exemplo mais acabado, ao retirarem direitos de viúvas, desempregados, familiares de presos e doentes.  
A polarização entre o governo e a oposição de direita está cada vez mais em evidência e reafirma a necessidade política de construção de um campo de luta, independente do governo e da direita, “que se apoie nas mobilizações da classe trabalhadora, para levantar um programa e lutar em defesa do emprego e dos direitos ameaçados”, resgata a resolução aprovada pela Coordenação, ao defender o 6 de março como dia de luta em contraposição à convocação do dia 15 de março convocado pelo PSDB e a direita.  
Um chamado à unidade para construir um dia de paralisação nacional rumo à Greve Geral!
 A reunião da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas também aprovou um chamado amplo de unidade para lutar, dirigido em especial às centrais sindicais majoritárias e demais organizações sindicais e populares do nosso país.  
A CSP-Conlutas defende que é hora de começar a preparar uma grande greve geral no país com as diversas centrais sindicais e entidades que representam os trabalhadores, os movimentos populares, os que lutam contra as opressões e a juventude.

É preciso juntar a todos! É importante construir essa luta em torno de uma plataforma unificada contra o ajuste fiscal e as reformas dos governos federal, estaduais e municipais. Isso se traduz na luta pela revogação das MP's 664 e 665, pelo arquivamento do PL 4330 das terceirizações, pelo fim das demissões e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários, em defesa da Petrobrás 100% Estatal e a exigência de punição, confisco dos bens e prisão de todos os corruptos e corruptores, desde o governo FHC, contra os cortes no orçamento das verbas destinadas às áreas sociais e pela suspensão do pagamento da dívida pública aos banqueiros.  

Fonte: http://cspconlutas.org.br/


Seis motivos para cruzar os braços e ir às ruas no dia 6

04/03/2015 - 1  Tesourada nos nossos direitos


A maioria dos trabalhadores que votou em Dilma “contra a direita” está se sentindo traída. Isso porque as primeiras medidas tomadas pela presidente reeleita para enfrentar a crise econômica atacam, sobretudo, os setores mais explorados e pobres da classe trabalhadora. Medidas que a petista prometia não realizar na campanha eleitoral.
Entre elas está o aumentou do tempo de serviço para seis meses para que o trabalhador receba o abono salarial (PIS). Antes o trabalhador precisava trabalhar o mínimo de 30 dias. Além disso, o pagamento, que era de um salário mínimo, passa a ser proporcional ao tempo trabalhado. Dilma também aumentou o tempo mínimo de serviço para que o trabalhador possa receber o seguro-desemprego. Dos atuais seis para 18 meses. Essa medida afeta, sobretudo, a juventude pobre e negra. Eles vão ser obrigados a aceitar qualquer emprego e qualquer salário para voltar ao mercado de trabalho, o que vai rebaixar ainda mais os salários de todos os trabalhadores.
O governo também diminuiu pela metade a pensão por morte recebida pelas viúvas e atacou o auxílio-doença. Este benefício, que era de até 91% do salário, passa ser a média das 12 últimas contribuições. O corte no orçamento feito pelo governo é de mais R$ 65 bilhões este ano e vai afetar educação, saúde, reforma agrária, habitação etc.
Todas essas medidas mostram que Dilma (PT) joga a crise nas costas dos trabalhadores. Faz justamente aquilo que dizia que o PSDB faria caso ganhasse as eleições. Ataca os direitos dos mais pobres para garantir os lucros dos grandes empresários e banqueiros.
 Impedir novos ataques

A Câmara dos Deputados desarquivou um projeto que permite a terceirização em todas as atividades das empresas, do setor privado e público. O projeto também permite que uma empresa terceirizada possa subcontratar outra empresa em um processo sem fim e acaba com o vínculo entre a contratante e a terceirizada, deixando os trabalhadores terceirizados desprotegidos, por exemplo, em caso de um calote.
Além disso, o Ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, disse que é preciso “retardar a aposentadoria” e defende o fim do Fator Previdenciário para adotar a fórmula 85 (mulheres)/95 (homens). Essa fórmula estabelece aposentadoria integral somente para quem soma do tempo de contribuição e idade atingir 95, no caso dos homens, e 85, para as mulheres. Na prática, aumenta o tempo de contribuição e impõe uma idade mínima.
3  Corte de verbas da saúde e educação

Só no ano passado, o governo gastou R$ 978 bilhões com juros e amortizações da dívida pública. Isso representa 45,11% de todo o orçamento efetivamente executado que foi dado aos banqueiros e especuladores da dívida. Essa quantia corresponde a 12 vezes o que foi destinado à Educação, 11 vezes aos gastos com Saúde, ou mais que o dobro dos gastos com a Previdência Social.
O ajuste fiscal de Dilma e os cortes no orçamento mostram que esse governo tem apenas um compromisso: manter os lucros dos banqueiros e empresários. Não foi por acaso que Dilma escolheu Joaquim Levy, ligado aos governos do PSDB, para pilotar o Ministério da Fazenda e o “ajuste fiscal”. É ele que está tesourando o dinheiro da saúde, educação e dos serviços sociais para engordar os bolsos de banqueiros e especuladores. 
4  Demissões e desemprego

As mesmas grandes empresas que se beneficiaram com bilhões em subsídios do governo e isenção de pagamento de imposto tentam agora demitir em massa, como a Volkswagen tentou fazer em São Bernardo ou a General Motors em São José dos Campos. Nas duas montadoras os operários entraram em greve e impediram as demissões.
 Muitas construtoras e terceirizadas das obras da Petrobras ou do PAC também realizam demissões em massa. De acordo com levantamento da Fenatracop (Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada), já são 20.116 trabalhadores das obras da Petrobras demitidos em todo o país. Contando com a família desses operários e dos trabalhadores em atividades terceirizadas, esse tsunami de demissões pode afetar diretamente a vida de 80 mil pessoas.
5  Corrupção

Escândalos de corrupção viraram uma rotina e atingem empreiteiras, o governo do PT, PMDB. A corrupção na Petrobras é consequência da privatização da petroleira. Hoje quem dá as cartas na empresa são os seus acionistas privados que abocanham a maior parte dos lucros da petroleira.
Ao chegar ao poder, o PT adotou o mesmo clientelismo e relações promíscuas com os grandes partidos e com as empresas e bancos. O governo Dilma também não fugiu à regra, loteando ministérios e cargos das estatais.
Na maior cara de pau, o PSDB tenta posar como defensor da honestidade. Mas ninguém esquece que, em oito anos de governo tucano, FHC foi um comprador descarado de votos para a emenda da reeleição. Também foi comandante das privatizações das estatais Vale do Rio Doce e Telebrás, uma das maiores negociatas envolvendo dinheiro público da história.  Ou seja, o PSDB é o sujo falando do mal lavado. Como diz o ditado a velha canção: “se gritar pegar ladrão, não fica um meu irmão”.
 6  Inflação e aumento das tarifas

O povo tem testemunhado um aumento generalizado do transporte, luz, água e dos alimentos. Prefeitos e governadores aproveitaram as férias para impor um aumento no transporte público muito acima da inflação. Em São Paulo, a passagem passou de R$ 3 para R$ 3,50 (mais na página 4), aumento de 16%, três vezes a inflação do último ano.
Já a energia teve um aumento gigantesco. A Agência Nacional de Energia Elétrica estima que neste ano a conta de luz vai aumentar 45% em média. Com o ajuste fiscal, o governo vai deixar de repassar subsídios às empresas privadas (R$18 bilhões só no ano passado) e esse dinheiro que elas embolsam, e no mais das vezes mandam para fora, agora sairá do nosso bolso.

Fonte: www.pstu.org.br