Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

30 de setembro de 2014

Em campanha no Vale, Zé Maria candidato à Presidência pelo PSTU defende Petrobras 100% estatal


30/9/2014 - Em São José dos Campos, o candidato à Presidência pelo PSTU Zé Maria fez campanha na Revap, na manhã desta terça-feira, dia 30, onde defendeu uma Petrobras 100% estatal, comandada pelos trabalhadores, como forma de acabar com a corrupção que assola a empresa.

Junto ao candidato a deputado federal pelo PSTU Toninho Ferreira, Zé Maria falou aos trabalhadores da Revap sobre seu programa para a economia do país. “O Brasil é um país de grandes riquezas, que foram entregues pelos governos do PSDB e PT às multinacionais e ao capital privado por meio das privatizações. Defendemos a reestatização das empresas que foram privatizadas para que esse patrimônio seja colocado à servido das necessidades dos trabalhadores e da população pobre”, disse o candidato.

Zé Maria também visitou o antigo terreno do Pinheirinho, onde pode constatar o triste abandono do local que já serviu de moradia para milhares de famílias e hoje acumula mato e lixo, sem cumprir nenhuma função social. O candidato voltou a defender a necessidade da desapropriação do terreno para construção de moradias populares.


Solidariedade aos bancários em greve
Ainda durante a manhã, Zé Maria, juntamente com Toninho e os candidatos a deputado estadual do partido na região, fez uma caminhada pelas ruas do centro da cidade e falou à população.

Em meio à caminhada, Zé Maria e Toninho prestaram solidariedade aos bancários, que iniciaram uma greve por melhores salários nesta terça-feira. “Com o governo do PT, os banqueiros ampliaram ainda mais seus lucros à custa dos altos juros cobrados da população e da superexploração dos trabalhadores. Por isso, apoiamos a justa luta da categoria por  melhores salários e condições de trabalho,” defendeu Zé Maria, em uma das agências onde estavam os bancários.


 Cerca de 100 militantes do PSTU participaram da caminhada e realizaram atividades em cerca de 30 fábricas da região como Embraer, Eaton, Hitachi, Ericsson, Parker Filtros, Jonhson, Avibras, em São José dos Campos, Blue Tech, de Caçapava, Cebrace e Basf, em Jacareí.

Esta é a terceira vez que o candidato à presidência do PSTU faz campanha na região, que voltou a ser priorizada nesta reta final da eleição pela importância econômica que tem e por ser uma das principais concentrações operárias do estado.

29 de setembro de 2014

Em São José dos Campos, barraca do PSTU vira referência para campanha de Toninho


29/09/2014 - Localizada na Praça Afonso Pena, a barraca da campanha de Toninho Deputado Federal e das candidaturas do PSTU vem chamando a atenção na disputa eleitoral no centro de São José dos Campos.

Com muita animação, a militância do partido, apoiada por militantes de outras cidades como Campinas, Guarulhos e São Paulo, vem dando um grande impulso a já forte campanha do partido na região do Vale do Paraíba.

Além da campanha de Toninho para federal, todos os dias estamos nas ruas polemizando com as campanhas do PT, PSB e PSDB, defendendo a candidatura de Zé Maria para presidente, Ana Luiza para senadora, Maringoni para governador e de nossos candidatos a deputados estaduais na região - Mancha, Renatão, Raquel, Herbert e Arruda. 

Toda a militância está animada com a grande quantidade de declarações de votos todos os dias, principalmente para a candidatura de Toninho Federal. São muitos trabalhadores (as) e jovens que param para pegar materiais de campanha e conversar com nossos militantes. Em alguns dias, a barraca no Centro já cadastrou cerca de 100 apoiadores. 

Outra característica da barraca é a propaganda do nosso partido. No mesmo período, já foram vendidos mais de 70 jornais do PSTU. Só em um único dia foram vendidos 17 jornais, nosso recorde até o momento.

Cresce também a filiação ao partido na nossa barraca. Já são dez filiados, entre eles vários metalúrgicos (as).

Na reta final, vamos intensificar a agitação política da nossa campanha no centro da cidade, bem como a nossa propaganda e construção do partido.

Fonte: http://pstupaulista.blogspot.com.br/

Cada voto que arrancarmos da burguesia fortalecerá as lutas dos trabalhadores


29/9/2014 - Faltam sete dias para as eleições. Nesta reta final de campanha é hora de intensificar ainda mais a disputa pela consciência dos trabalhadores para que, no domingo, votem em candidaturas de luta e socialistas.

As grandes candidaturas, financiadas pelas grandes empresas, empreiteiras, agronegócio e banqueiros e que contam com o apoio e cobertura dos meios de comunicação, são variações do mesmo. Com Dilma, Marina ou Aécio, o país continuará nas mãos dos banqueiros e das grandes empresas, pois são eles que financiam suas campanhas e, na prática, compram seus mandatos ainda na campanha eleitoral.

Durante toda a campanha, o PSTU defendeu que para mudar de verdade e colocar as riquezas do país a serviço dos trabalhadores e da maioria da população é preciso romper com os ricos e poderosos e tomar medidas firmes, como romper com os bancos, estatizar o sistema financeiro e parar de pagar a dívida pública para investir em saúde e educação. É isso o que defende a candidatura Zé Maria presidente.

Por isso, no próximo domingo, cada voto que arrancarmos da burguesia será um voto que fortalecerá as nossas lutas que virão.

É hora de eleger um parlamentar do PSTU
No Vale do Paraíba, há anos os trabalhadores não têm um representante classista e socialista no Congresso. Este espaço foi totalmente ocupado por representantes dos empresários, banqueiros e do agronegócio e vem sendo usado como balcão de negociatas para promover a corrupção e para aprovar leis que favorecem apenas a seus interesses.


Já passou da hora de os trabalhadores se organizarem para eleger seu representante no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.

Eleger um deputado federal ou estadual do PSTU será um importante apoio para fortalecer as lutas da classe trabalhadora, da juventude e dos movimentos sociais, bem como denunciar as maracutaias que acontecem no parlamento e apresentar projetos que defendam as reivindicações dos trabalhadores.

Para deputado federal, o PSTU apresenta a candidatura de Toninho e para deputado estadual, as candidaturas de Arruda, Herbert, Mancha, Raquel e Renatão.

Candidatura de Toninho cresce a cada dia
As campanhas socialistas do PSTU foram às fábricas, bairros e escolas de São José e região. A candidatura de Toninho, especialmente, ganhou um forte apoio popular.

Nas eleições de 2012, Toninho foi o quinto vereador mais votado de São José, não sendo eleito apenas em razão do quociente eleitoral.

Fundador do PSTU, Toninho é uma das principais figuras públicas do partido. Se destacou como candidato a governador, em 1998, e a prefeito de São José dos Campos, em 2008, quando obteve 4% dos votos.

Toninho foi metalúrgico da GM e da Embraer, presidiu do Sindicato dos Metalúrgicos por duas vezes, participou da luta por moradia no Pinheirinho e ainda hoje é advogado das famílias que foram desalojadas. Lutou junto com a juventude contra o aumento da passagem de ônibus e pelo passe-livre e por duas vezes conseguiu impedir o aumento dos salários dos vereadores de São José dos Campos e Jacareí.

Um voto em Toninho não é um voto qualquer. É um voto em favor da luta por empregos e direitos dos trabalhadores, em favor da moradia para quem precisa, em favor da luta por saúde, educação e transporte públicos e de qualidade e também é um voto que expressa a vontade de dar um basta na corrupção que toma a política de governo de nosso país.

Por isso, é hora de colocar força total na campanha. Convidamos todos a participar desta corrente para eleger um representante que seja a voz dos trabalhadores e do povo no Congresso Nacional.

Vote e consiga mais cinco votos! Fale com seus vizinhos, amigos, familiares, colegas de trabalho.

Faça campanha na sua rua, no seu local de trabalho, faculdade, escola. Entre em contato conosco e saiba como conseguir material de campanha.

Comitês:
- Centro São José dos Campos: Rua Romeu Carnevalli, 63 (próximo ao Mercadão). Fone: 3941-2845. E-mail: pstusjc@uol.com.br.
- Zona Sul de São José: R. José Aulísio, 342, Jardim Imperial.
- Zona Leste de São José: Av. Juscelino Kubitschek, 2402. Vila Industrial.
- Jacareí: R. José Bonifácio, 141, Centro.

Não está na hora de garantir a eleição de um deputado do PSTU?

Valerio Arcary

Não há pior inimigo que um falso amigo
Sabedoria popular inglesa

Escrevo estas linhas, especialmente, para aqueles que nunca votaram no PSTU. Quero lhe pedir que considere o voto em um candidato a deputado do PSTU nestas eleições. Peço que me dê uma oportunidade de explicar porque a eleição de um deputado do PSTU vai fazer diferença. Sei que não é uma escolha fácil. É preciso, em primeiro lugar, definir alguns critérios. Tem que peneirar. Sem alguns filtros, é impossível decidir em quem votar.

Sei que você teve suas razões. Alguns entre vocês nunca votaram no PSTU porque achavam nossas propostas demasiado radicais. Outros consideravam o PSTU um partido, eleitoralmente, ainda muito minoritário. Sei que, também, deve ter pesado o fato de que o candidato do PSTU era menos conhecido, não tinha alcançado visibilidade, acesso à TV. E pensava que não valia a pena correr o risco de perder o voto, já que nossas candidaturas tinham poucas chances de conseguir um mandato. Até porque você já tinha um candidato em quem votava desde outras eleições.

 Bom, chegou o momento em que é possível eleger um candidato do PSTU. Sim, é possível. Mas, mais importante, mais do que nunca é indispensável a presença do PSTU no Congresso Nacional.

É indispensável, em primeiro lugar, porque você quer votar em alguém honesto, honrado, íntegro. Mas como ter a certeza? Afinal, é dominante a ideia de que aqueles que se candidatam estão somente à procura de alguma vantagem pessoal.  Não é verdade que são todos iguais. Nas eleições, como na vida, há um pouco de tudo.

Votar na candidatura do PSTU é depositar um voto em quem podemos ter confiança. Quem entra no PSTU faz um compromisso. O PSTU é um partido independente. Sem independência não há liberdade. Independência tem que ser econômica, política e ideológica. A classe dominante tenta aliciar, atrair, seduzir, permanentemente, os representantes da classe trabalhadora. O candidato do PSTU merece a sua confiança porque tem uma trajetória, e foi escolhido para ser o porta-voz de milhares de militantes abnegados porque já passou por muitas provas. A primeira delas, é que vai continuar a viver como sempre viveu, possivelmente, pior. Tem que estar disposto a fazer uma doação. Nós temos critérios de seleção. Tem que ter desprendimento. Porque o mandato não será do eleito, será do coletivo, da fraternidade de ativistas que o elegeu. Tem que ter altruísmo, disposição de luta e espírito de sacrifício. A militância é uma entrega, uma atitude diante da luta dos trabalhadores e da juventude. Nossos candidatos são assim.

Tem também que ter confiança de que será alguém comprometido com as lutas e um projeto socialista. Nossos candidatos nasceram na militância junto às lutas populares. São ativistas corajosos, que já demonstraram sua devoção. Mas são mais do que ativistas. São socialistas sérios que estudaram marxismo. São revolucionários pra valer. Não serão manipulados.

Os candidatos para quem pedimos o seu voto merecem a sua confiança porque são internacionalistas. Nenhum partido da esquerda brasileira tem uma prática internacionalista maior do que o PSTU.  Podem ter feito, em alguma campanha, tanto quanto nós. Mais não. Estivemos no Haiti ao lado da resistência, fomos à Palestina levar nossa solidariedade, nos engajamos na Síria, lutamos contra a guerra no Iraque, fizemos do levante na Argentina nossa bandeira, organizamos caravanas à Bósnia.

 Eleger um candidato do PSTU é ter a confiança de que será alguém lúcido e ousado, que estará sempre do lado das causas justas. Porque aqueles que estamos hoje no PSTU, temos uma história na esquerda brasileira. Queremos que considere o papel que tivemos no passado para decidir em quem confiar no futuro.

 Em 1978/79, estávamos na primeira linha da defesa da formação do PT, quando a maioria da esquerda aceitava que a liderança da luta para derrubar a ditadura devia ser depositada nas mãos do MDB de Tancredo Neves. Em 1983 estávamos na vanguarda dos que defendiam a fundação da CUT, quando a maioria da esquerda era contra a formação de uma Central sindical independente para unificar as lutas, porque defendiam um acordo com os pelegos. Em 1984, quando das Diretas, já, defendemos um dia de greve geral, sem pedir permissão a Montoro, Tancredo e Brizola. Em 1986, fizemos a denúncia do plano cruzado contra Sarney. Em 1987/89, estávamos à frente da organização das greves gerais que fizeram história. Em 1992, assumimos a defesa do Fora Collor contra a maioria da direção do PT, e fomos aqueles que fizeram a campanha por antecipação das eleições gerais, contra a posse de Itamar. Em 1994, realizamos a unificação que criou o PSTU, provando nossa disposição unitária com a dissolução da Convergência Socialista dentro do novo partido.

 Em 1999, combatemos pela defesa da campanha do Fora FHC, quando a direção do PT decidiu esperar as eleições. Em 2002, apresentamos candidatura própria, alertando para os imensos limites da candidatura Lula. Mas como a maioria da classe trabalhadora alimentava ilusões em um governo do PT e Lula, declaramos que não seríamos um obstáculo a essa vontade, e indicamos o voto Lula no segundo turno. Entre 2003/04, abraçamos a luta por uma Central Sindical Independente, o processo de desfiliação da CUT e construção do que veio a ser a CSP/Conlutas.

Em 2005, denunciamos como de máxima gravidade o escândalo do mensalão, mas, também, denunciamos, energicamente, o perigo que seria uma unidade da oposição socialista de esquerda com a oposição burguesa de direita. Dissemos não ao impeachment de Lula, porque a tentativa ensaiada de derrubar Lula pelo Congresso Nacional seria uma saída reacionária para a crise.

Em 2006, nos comprometemos com a luta por uma Frente de Esquerda, mas com um programa anticapitalista. Mesmo quando o programa acentuou uma proposta nacional desenvolvimentista, e ainda depois que a legítima defesa da indicação de Zé Maria como vice-presidente na chapa nos foi negada, mantivemos nosso compromisso. Finalmente, em 2013, estivemos nas ruas de Junho, em uma luta par unir a rebelião da juventude com os batalhões mais maduros da classe trabalhadora, sem capitular às pressões do governo ou às pressões dos blackblocs.

 Nossa participação eleitoral obedece a uma estratégia. Somos o partido dos que recusam a capitulação a esta institucionalidade. Assim como participamos dos sindicatos, sem capitular ao burocratismo dinástico. Assim como participamos nos movimentos populares, mas sem capitular ao apoliticismo, ou movimentismo. Assim como participamos da luta teórica, sem capitular ao academicismo.

Merecemos a sua confiança. Seja quem for eleito para a presidência. Nós somos os marxistas do século XXI. Somos os internacionalistas revolucionários. Somos os comunistas de Lenin, Trotsky, e Rosa Luxemburgo. Somos os trotskistas. Ajude um dos nossos a ser eleito. Você não vai se arrepender.

Fonte: http://www.pstu.org.br/pstu16/

25 de setembro de 2014

Em debate no Sindicato, Toninho critica isenção fiscal às empresas e defende redução da jornada


25/9/2014 - O candidato do PSTU a deputado federal Toninho Ferreira participou na noite desta quarta-feira, dia 24, do debate promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região e pela CSP-Conlutas.  O evento reuniu cerca de 100 pessoas e tratou de temas como emprego, redução da jornada, moradia e aposentadoria.

Toninho debateu com a candidata do PT Ana Lídia Aguiar. Os demais candidatos convidados pelas entidades, Amélia Naomi (PT), André Miragaia (PV), Eduardo Cury (PSDB), Flavinho (PSB), João das Mercês Tampão (PTB) e Lino Bispo (PR) não compareceram.

Além de metalúrgicos, participaram trabalhadores e dirigentes sindicais de outras categorias, como das indústrias de alimentação, condutores, dos Correios, aposentados, Movimento Mulheres em Luta, entre outros.

Pelas regras do debate, os candidatos inicialmente se apresentaram. Em seguida, as entidades organizadoras fizeram cinco perguntas, que foram respondidas por Toninho e Ana Lídia. E, por último, foram feitas as considerações finais de cada candidato.

Toninho iniciou lamentando a ausência dos demais que haviam sido convidados, ressaltando que essa postura revelava uma posição de classe.  “Se fosse um debate realizado por empresários, que financiam suas campanhas e para quem governam, eles iriam. Mas, como é um debate realizado pelos e para os trabalhadores, eles tratam com desrespeito. Nós, ao contrário, nos sentimos em casa. Nossa candidatura e mandato estão a serviço das lutas e das reivindicações dos trabalhadores”, disse Toninho.

Toninho foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos por dois mandatos, em 1990 e 1997, e dirigiu inúmeras lutas da categoria e greves históricas.

Emprego e jornada
Diretores do Sindicato dos Metalúrgicos fizeram as duas primeiras perguntas sobre os temas emprego e trabalho, em que foram questionadas a política de isenção fiscal do governo às empresas e as demissões que as montadoras estão realizando no país. Outra questão foi sobre a redução da jornada.

Já no início ficou clara a diferença entre as propostas de Toninho e a candidata do PT. Toninho foi taxativo em denunciar a política do governo que garantiu nos últimos anos R$ 25 bilhões de incentivos fiscais às empresas, enquanto as demissões não pararam e os salários foram arrochados. Ele lembrou a luta dos metalúrgicos da GM, da qual também participou, e defendeu medidas como o fim das isenções às empresas, a garantia de estabilidade no emprego e a proibição da remessa de lucros das multinacionais ao exterior.

Ana Lídia, por outro lado, defendeu a geração de empregos nos governos do PT e disse não ser contra as isenções às empresas, desde que se exija como contrapartida a garantia dos empregos, coisa que o governo Dilma não fez.

Sobre o tema da redução da jornada, uma das principais reivindicações dos trabalhadores atualmente e que tem uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) parada há anos no Congresso, novamente, a diferença na posição dos candidatos foi salientada.

Toninho lembrou que foi a histórica greve dos metalúrgicos da GM, em 1985, que permitiu a redução da jornada de 48h para 44h, inclusive garantida na Constituição de 1988. Ele criticou os governos do PSDB e do PT, que não se dispuseram a debater a redução para 40h, e mantêm a proposta parada no Congresso. “Isso acontece porque a maioria dos parlamentares é financiada ou ligada a empresários. Não dá para confiar no Congresso. Por isso, a redução da jornada terá de ser conquistada na luta”, disse.

Ana Lídia também disse ser a favor da redução da jornada, mas saiu em defesa dos governos do PT para justificar o porquê até hoje não foi reduzida a jornada. Ela destacou a necessidade de uma Reforma Política, principal linha petista no momento, para destravar as pautas mais sentidas da sociedade.

Diante das contradições da candidata petista, que é da corrente Articulação de Esquerda, Toninho chegou a dizer que ela estaria no partido errado, pois defendia propostas que seu partido e o governo não colocavam em prática.

O debate também abordou temas sobre moradia, Lei Maria da Penha, violência contra as mulheres e aposentadoria. Assim, fatos como a desocupação do Pinheirinho, especulação imobiliária, reforma urbana, falta de investimentos do governo para combater o aumento da violência contra a mulher, Fator Previdenciário e reajuste das aposentadorias foram abordados pelos candidatos.

Ao final, Toninho saudou novamente a iniciativa do Sindicato dos Metalúrgicos e demais sindicatos da CSP-Conlutas que organizaram o debate e da importância de poder levar aos trabalhadores as propostas socialistas do PSTU e de sua candidatura.

“Seguimos acreditando na classe trabalhadora e na luta pelo socialismo. Seguiremos a serviço das lutas dos trabalhadores e do povo pobre, pois é com luta que vamos mudar esse país”, disse.

Debate com estudantes
Nesta quinta-feira, dia 25, pela manhã, Toninho participou de outro debate e falou aos estudantes da Escola Estadual Major Miguel Naked, no Jardim Morumbi, região sul de São José dos Campos. O debate também contou com a presença do candidato a deputado federal Flavinho do PSB e de Ângela Guadagnin, representando a candidata Amélia Naomi, do PT.

Toninho respondeu às questões elaboradas pelos alunos dos terceiros anos da escola sobre os temas educação, saúde, salários dos parlamentares e direitos sociais.

Ao falar sobre a absurda diferença que existe entre os altos salários dos parlamentares e o salário mínimo recebido pela maioria dos trabalhadores, Toninho foi aplaudido.

“A primeira ação dos parlamentares quando eleitos quase sempre é elevar os próprios salários. Com muita luta, em conjunto com a juventude, conseguimos barrar esse processo por duas vezes em São José e Jacareí, impedindo o aumento de vereadores e prefeitos. Se eleito, levarei essa luta à Câmara Federal. É escandaloso que num país como o nosso, em que a maioria das famílias tenha de sobreviver com um salário mínimo, os parlamentares tenham salários de mais de R$ 26 mil”, afirmou Toninho.

Sobre saúde, Toninho denunciou as terceirizações e privatização de hospitais e postos de saúde, quando também foi bastante aplaudido.

23 de setembro de 2014

Professores da PUC organizam ato em apoio à candidatura de Toninho


23/9/2014 - Professores da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo organizam nesta sexta-feira, dia 26, um debate com a presença do candidato a Deputado Federal pelo PSTU Toninho Ferreira. O evento será às 19h, no campus de Perdizes.

O debate “A luta pela moradia popular e a voz do povo trabalhador nessas eleições” está sendo convocado pelos professores da PUC José Arbex Júnior, do Departamento de Jornalismo, Lúcio Flávio, do Departamento de Ciências Sociais, e Beatriz Abramides, do Departamento de Serviço Social, ambos apoiadores públicos da candidatura de Toninho.

Além de Toninho, participarão do debate professores da USP, Unicamp, da própria PUC e do movimento por moradia Luta Popular.

Esta é a segunda iniciativa de intelectuais em apoio à candidatura de Toninho. Em agosto, professores universitários organizaram um manifesto em apoio à sua candidatura com signatários como Vladmir Safatle, Bortis Vargaftig, Henrique Carneiro e Ruy Braga, todos da USP, Álvaro Bianchi e José Vitório Zago, da Unicamp, Maria Orlanda Pinassi, da Unesp, dentre outros. Ao todo, o manifesto já conta com 52 assinaturas de intelectuais e acadêmicos.

Outros debates
Ainda nesta semana, Toninho participa de debate entre candidatos a deputado federal da região organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e na Unifesp de São José dos Campos, ambos nesta quarta-feira, dia 24.

Na quinta-feira, dia 25, o do debate será na Universidade Metodista de São Bernardo do Campo, às 19h.

19 de setembro de 2014

Trabalhadores da Ambev comemoram decisão da Justiça que acaba com Banco de Horas


19/9/2014 - Em assembleias nos três turnos, os trabalhadores da Ambev de Jacareí comemoraram a decisão da Justiça do Trabalho que derrubou o Banco de Horas na empresa.

As assembleias realizadas pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação de São José dos Campos e Região ocorreram desde o terceiro turno na quinta-feira, dia 18. Nesta sexta-feira, os cerca de 600 trabalhadores do primeiro e segundo turnos realizaram um enterro simbólico do banco de horas.

Carregando um caixão escrito “Banco de Horas da Ambev”, os trabalhadores caminharam do bairro Pagador de Andrade até a porta da empresa, numa forte manifestação que é o desfecho de um conflito que já dura desde 2008.

Decisão do TRT
Foi na última quarta-feira, dia 17, que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas decretou como ilegal o Banco de Horas aplicado pela Ambev aos funcionários de Jacareí.

A justiça já havia derrubado o banco de horas na empresa em dezembro do ano passado, mas a Ambev recorreu e o assuntou voltou a ser julgado pela 2ª Turma do TRT. A empresa ainda pode recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas o Sindicato considera uma importante vitória a decisão desta semana.


A Ambev vinha impondo um sistema de Banco de Horas irregular desde 2008, sem qualquer acordo firmado com o Sindicato. Em 2013, a entidade sindical chegou a conseguir uma liminar proibindo a prática. Mas, a empresa seguia insistindo em impor a medida.

O banco de horas é um sistema que flexibiliza a jornada de trabalho e a empresa não paga o adicional de horas extras aos trabalhadores. As horas excedentes ou a menos são colocadas num "banco", para eventuais compensações no futuro. Contudo, na prática, o banco de horas escraviza o trabalhador, que fica totalmente refém das decisões da empresa.

A derrubada do banco de horas é uma importante vitória dos trabalhadores, que por diversas vezes chegaram a reprovar em assembleia essa flexibilização da jornada. Apesar de todas as manobras contra os trabalhadores, esse foi um basta ao assédio moral da empresa, que perdeu dessa vez”, afirma o diretor do Sindicato da Alimentação João Carlos de Oliveira Mota, que também é trabalhador da Ambev.

“Esta é uma importante vitória não apenas para os trabalhadores da alimentação, mas também para outras categorias da região, pois fortalece a luta contra esse mecanismo nefasto que prejudica toda a classe trabalhadora”, avalia Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e um dos advogados que atuou no processo.

A Ambev é uma das maiores cervejarias do mundo e em Jacareí possui cerca de 1 mil trabalhadores.

Neste sábado, dia 20, tem carreata do PSTU em Jacareí


19/9/2014 - Jacareí receberá neste sábado, dia 20, a terceira “Carreata das Candidaturas Socialistas” realizada pelo PSTU nessas eleições. Os carros iniciarão o percurso no bairro Meia Lua e percorrerão mais três bairros da cidade.

Estarão presentes o candidato a deputado federal Toninho e os candidatos a deputado estadual Arruda, Herbert, Mancha, Raquel e Renatão. No percurso, os candidatos falarão à população pelo carro de som.

Essa será a terceira carreata realizada durante a campanha eleitoral, que já contou com agitações nas regiões leste e norte de São José dos Campos. No próximo sábado, dia 27, o partido realiza a última carreata de campanha, na zona sul de São José.

“Fomos o primeiro partido a iniciar a campanha eleitoral com distribuição de material nas feiras e bairros de São José, e fomos também o primeiro a colocar a carreata na rua. O apoio da população a nossa campanha tem crescido. Sentimos isso nas ruas. Com apoio dos trabalhadores e do povo sentimos que podemos chegar lá e sermos eleitos. Vamos em frente", afirma Toninho.



Toninho participa de debate no Sindicato dos Metalúrgicos, dia 24


19/9/2014 - Na próxima quarta-feira, dia 24, Toninho participa do debate entre deputados federais promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos, às 19h, na sede da entidade.

Além de Toninho, foram convidados Amélia Naomi (PT), Ana Lídia Aguiar (PT), André Miragaia (PV), Eduardo Cury (PSDB), Flavinho (PSB), João das Mercês Tampão (PTB) e Lino Bispo (PR).

Segundo as regras do debate, os participantes vão responder as perguntas feitas por dirigentes dos sindicatos dos Metalúrgicos, Correios e Alimentação, além da Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas do Vale do Paraíba (Admap), que são os organizadores da atividade.

Dentre os temas a serem abordados estão geração de emprego, reforma trabalhista, jornada de trabalho, entre outros.

Ainda segundo as regras, também haverá espaço para que cada candidato comente a resposta do oponente, mas não haverá perguntas entre eles.

O debate será aberto ao público, com transmissão ao vivo pelo site do Sindicato dos Metalúrgicos. (sindmetalsjc.org.br)  A mediação será feita pelo jornalista Max Ramon.

Com o pouco tempo que temos na TV e no rádio que temos nas eleições, espaços como esses são fundamentais para debatermos nossas propostas e para levá-las ao conhecimento dos trabalhadores. Com certeza, estaremos lá", afirma Toninho, candidato a deputado federal pelo PSTU.


Contribua com uma campanha operária e socialista


19/9/2014 - Enquanto Dilma, Marina e Aécio são financiados pelos milhões das empresas, bancos e empreiteiras, a campanha do PSTU é sustentada unicamente pelos seus militantes e pelos trabalhadores e jovens que apoiam um programa classista e socialista para o Brasil. O financiamento dos bancos e empresas para a campanha eleitoral não ocorre à toa. Após as eleições, esses candidatos vão governar para os bancos e empresas que os financiaram. Esse é o começo dos casos de corrupção.

Até agora, segundo a última prestação de contas no TSE, a campanha de Dilma já recebeu quase R$ 190 milhões. Quase R$ 100 milhões só de empreiteiras. Já Aécio Neves (PSDB) recebeu R$ 92 milhões, sendo que quase metade disso também das empreiteiras. Já Marina Silva, que se coloca como alternativa ao PT e PSDB, é também financiada pelos bancos e empreiteiras. A ex-ministra do governo do PT declarou ter recebido até o momento quase R$ 42 milhões, sendo que o setor que mais doou para a candidata foi o agronegócio, com R$ 14,5 milhões.

Infelizmente, até mesmo o PSOL vem aceitando recursos das empresas. A candidatura de Luciana Genro e para o governo do Rio Grande do Sul receberam R$ 50 mil do Grupo Zaffari, maior rede de supermercados do estado e conhecida pelas relações precarizadas que impõe a seus funcionários.

O PSTU não aceita recursos de empresas, bancos ou empreiteiras pois entende que isso significa, mais cedo ou mais tarde, abrir mão de sua independência política. A história do PT está aí para mostrar isso. A campanha de Zé Maria Presidente e as candidaturas do PSTU nos estados é bancada unicamente pelos militantes e os trabalhadores.

Ajude a fortalecer essa campanha operária e socialista, independente das empresas e dos patrões. Clique AQUI e faça uma doação online!

Com Dilma, Marina ou Aécio, país continuará nas mãos dos banqueiros

Banqueiros no programa do PT: 'Você quer dar esse poder a eles?'
19/9/2014 - A rápida ascensão de Marina Silva (PSB) nas pesquisas de intenção de votos vem gerando situações no mínimo absurdas. Agora, a fim de atacar sua adversária que já a ultrapassa em um provável segundo turno, Dilma Roussef (PT) voltou suas baterias contra a proposta de autonomia do Banco Central contida no programa da candidata do PSB.

Um comercial de 30 segundos do PT começou a ser veiculado na televisão nesse dia 9. Nele, o partido afirma que Marina quer "entregar aos banqueiros" o comando do Banco Central. "Os bancos assumem um poder que é do presidente e do Congresso (...) Você quer dar a eles esse poder?", questiona o programa bolado pelo marqueteiro João Santana e que, acredita-se, tenha sido testado com sucesso em pesquisas qualitativas com grupos de eleitores.

Se o PT acerta ao dizer que um país entregue aos banqueiros é prejudicial à população, por outro lado surpreendente pelo cinismo dessa estratégia. Dilma já se cansou de reafirmar que o Banco Central, em sua gestão, tem "autonomia" operacional. Assim como o projeto de autonomia formal de Marina Silva, isso nada mais é que um eufemismo para dizer que os grandes bancos é quem mandam na política econômica. Não é por menos que o setor financeiro seja um dos setores que mais lucram no governo Dilma. Só neste primeiro semestre os bancos lucraram R$ 37,2 bilhões. Os três maiores bancos privados lucraram juntos R$ 7,8 bilhões.

O banco campeão de lucros nesse período, aliás, foi o Itaú, que abocanhou R$ 3,8 bilhões nos primeiros seis meses do ano. Banco, aliás, cuja herdeira Maria Alice Setúbal, coordena o programa de governo de Marina e é uma de suas principais conselheiras. Marina, inclusive, que acusou Dilma de ter criado o "bolsa banqueiro" com sua política de juros altos. Crítica mais do que justa a um governo que destina o equivalente a 43% do PIB com juros e amortizações da dívida pública. O problema é que a programa de governo de Marina prevê mais ajuste fiscal a fim de garantir a continuidade dessa política econômica e a prioridade do pagamento dos juros da dívida.

Bancos mandam
Essa polêmica sobre o Banco Central se assemelha à polarização fomentada nas últimas eleições presidenciais ao redor das privatizações. A fim de atacar o então candidato tucano José Serra, o PT tascou a pecha de privatista no PSDB. E aí, o que Dilma fez após eleita? Privatizou portos, estradas, aeroportos e o megacampo de petróleo de Libra, que é, em valores, simplesmente a maior privatização que esse país já viu.

O PT recorreu ao tema das privatizações naquele período, pois sabia que a grande maioria da população repudiava a venda do patrimônio público ao setor privado. Da mesma forma, se hoje o PT recorre ao tema dos bancos, é porque sabe que grande parte do povo reconhece que os interesses dos banqueiros são contrários ao seu. Por isso mesmo não cita a gestão de Henrique Meirelles, ex-diretor do Bank of Boston, no Banco Central durante praticamente todo o governo Lula.

Assim como no caso das privatizações, tanto Dilma quanto Marina defendem a mesmíssima política econômica que significa, na prática, deixar o controle não só do Banco Central (responsável pela taxa de juros e da política cambial) mas de toda a política econômica nas mãos dos banqueiros. Tanto que a própria propaganda do PT contra os banqueiros foi em parte financiada por eles próprios. Segundo declaração apresentada pelo PT ao TSE, os bancos repassaram R$ 9,5 milhões à campanha de Dilma. Já Marina Silva recebeu R$ 4,5 milhões, R$ 2 milhões só do Itaú.

Ganhe Dilma, Marina ou Aécio, o país continuará nas mãos dos banqueiros, com ou sem "independência" do Banco Central.

Não há como mudar isso sem romper com os bancos, parar de pagar a dívida para investir em saúde e educação e estatizar o sistema financeiro, colocando-o à serviço dos trabalhadores, e não o contrário. É isso o que defende a candidatura Zé Maria presidente.

Fonte: http://www.pstu.org.br/pstu16/

18 de setembro de 2014

Artigo: “Sexo e as nega” estreia e comprova: é racista e machista

18/9/2014 - Quem ainda tinha alguma dúvida sobre as críticas previamente levantadas sobre a nova minissérie global “Sexo e as nega” pode comprovar na estreia na última terça-feira que o problema não está apenas no nome do programa. Realmente, a peça escrita por Miguel Falabella é absurdamente racista e machista.

O local onde é ambientada a minissérie é a favela Cidade Alta, no Rio de Janeiro, onde vivem a camareira Zulma (Karin Hils), a recepcionista de churrascaria Lia (Lilian Valeska), a cozinheira Soraia (Maria Bia) e desempregada Tilde (Corina Sabbas.

Como não poderia deixar de ser, a estreia foi marcada por cenas picantes de sexo protagonizadas pela camareira Zuma e pela cozinheira Soraia. Assim como no seriado norte americano (Sex end the City), que já é machista e que inspira a cópia de mau gosto escrita por Falabella, tudo na vida das personagens – seus empregos, ambições e qualquer tipo de interação social com os homens - gira em torno do interesse pelo sexo.
 
Aí eu pergunto, é ou não é machismo reduzir o universo da mulher ao sexo? Pior, reforçando o estereótipo de que as mulheres negras têm a sexualidade mais acentuada. Quer dizer então que não temos outros interesses, ambições ou simplesmente outras coisas com que nos preocupar?

A coisa piora ainda mais quando entram em cena os personagens masculinos, que reduzem as mulheres a seres que só pensam em "casar", "engravidar" ou, então, "pegar o dinheiro da pensão". Infelizmente, tem muito homem por aí que pensa assim, é verdade. O machismo está presente na sociedade e é algo que devemos combater, e não estampar na TV como se fosse algo que devemos simplesmente aceitar, ou como coisa engraçada, para divertir, uma piadinha que não tem nada de mal.


Todo ano no Brasil, cinco mil mulheres morrem vítimas de feminicídio, segundo pesquisa da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Deste total, 60% das vítimas são mulheres negras, um dado triste que mostra que a mistura de racismo e machismo provoca muitas mortes em nosso país.
 
Outro dado revela que a associação permanente entre mulher e sexo faz com que dos 10.378 casos de estupro registrados no Rio de Janeiro, entre 2009 e 2010, 49% das vítimas eram negras, 38% brancas e 12% sem cor declarada. Os dados são de um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

É por tudo isso que defendemos que nesta sociedade em que temos que conviver com estatísticas como essas; uma sociedade que usa do racismo e do machismo para aumentar a opressão e a exploração dos trabalhadores, que tem no corpo da mulher e, sobretudo, das negras um objeto sexual, não podemos aceitar que estereótipos como esses sejam reforçados.
 
Nosso dever é lutar cotidianamente contra o racismo e o machismo. Em relação a mais esse lixo da Rede Globo, “Sexo e as nega” não nos representa! Boicote, já!

Raquel de Paula é ativista do Movimento Quilombo Raça e Classe e candidata a deputada estadual pelo PSTU

17 de setembro de 2014

Fala Toninho: Mais uma vez, a violência de Alckmin contra os pobres


17/9/2014 - O governo Alckmin (PSDB) foi protagonista de mais uma violenta reintegração de posse. Foi ontem, terça-feira, dia 16, no centro de São Paulo. Com uso de grande aparato policial, cerca de 800 pessoas, muitas crianças, idosos e mulheres grávidas, foram despejadas de suas moradias debaixo de bombas e cassetetes. 

Assim como ocorreu no Pinheirinho, novamente, famílias foram jogadas na rua para que um prédio fosse entregue à especulação imobiliária.

Abandonado há mais de dez anos, o antigo Hotel Aquarius, que na verdade nunca chegou a funcionar, possui 100 apartamentos e foi ocupado há seis meses por 200 famílias sem-teto. A ação foi organizada pelo movimento Frente de Luta por Moradia (FLM), que reivindicava que o prédio fosse transformado em moradia popular.

A reintegração foi pedida na Justiça pelos antigos proprietários do imóvel e a ação da Tropa de Choque da Polícia Militar foi autorizada pelo governo Alckmin.

Durante todo o dia, as ruas próximas à Avenida São João se transformaram em uma verdadeira praça de guerra. Dezenas de moradores foram presos e muitos foram feridos por balas de borracha usadas pela PM. Segundo os moradores, os proprietários do imóvel descumpriram o acordo de providenciar 40 caminhões para retirada e transporte dos móveis.


A história se repete
Mais uma vez, o governo tucano usa de violência contra a população pobre para atender os interesses dos proprietários e especuladores.

Por sua vez, o governo do PT, na figura do prefeito Haddad, também não se dispôs a resolver o problema, já que se recusou a atender às reivindicações dos moradores e desapropriar o prédio para transformá-lo em moradia popular.

Em 2012, a prefeitura chegou a publicar um decreto manifestando interesse em desapropriar o imóvel, mas voltou atrás por considerar que a ação seria “economicamente inviável”.

O impasse em torno do antigo hotel Aquários é igual ao de tantos outros prédios e construções de São Paulo, sobretudo na região central da cidade. São imóveis abandonados, que acumulam lixo, milhões de reais em dívidas de IPTU e não cumprem nenhuma função social.

Segundo levantamento feito em 2013 pela Secretaria Municipal de Habitação, são 49 prédios abandonados apenas na região central. Este número, entretanto, pode ser bem maior, já que há construções de fora da contagem oficial. Destes imóveis, 30 estão ocupados por movimentos de moradia, 17 estão vazios e apenas 2 estão em reforma pelo programa de habitação Renova Centro.

Ao invés de desapropriar esses imóveis e transformá-los em moradia social, atendendo a milhares de famílias, criando moradia perto de onde há emprego e devolvendo vida ao centro da cidade, Prefeitura e Estado preferem deixá-los a cargo da chamada especulação imobiliária e jogar a população cada vez mais para a periferia. 

Um papel lamentável que mostra perfeitamente a quem esses governos estão à serviço: dos ricos e poderosos.

16 de setembro de 2014

PSTU realiza grande campanha de candidaturas no Vale



16/9/2014 - Durante a manhã desta terça-feira, dia 16, o PSTU realizou uma vitoriosa ofensiva de campanha no Vale do Paraíba, com a presença dos candidatos à Presidência da República, Zé Maria, ao Senado, Ana Luiza, à Câmara Federal, Toninho, além dos candidatos a deputado estadual.
Foram realizados bandeiraços e distribuição de materiais em 20 fábricas de São José dos Campos, Jacareí e Caçapava, como Revap, TI Automotive, Hitachi, Heatcraft, Heineken, Parker Hannifin, Sun Tech e Blue Tech. Também foram realizados bandeiraços no centro de Jacareí e de São José dos Campos.
As atividades são parte de um dia nacional de agitação das candidaturas do PSTU e reuniram cerca de cem militantes no Vale.
Zé Maria e Toninho iniciaram o dia na TI Automotive, fábrica metalúrgica de São José onde os trabalhadores encontram-se em greve desde a última segunda-feira. Eles prestaram solidariedade à luta dos trabalhadores e seguiram para Jacareí, onde participaram da assembleia dos metalúrgicos da Parker Hannifin e realizaram campanha no centro da cidade.
Em sua fala, Toninho defendeu que os trabalhadores precisam ter seus candidatos nas eleições. “Os patrões financiam as campanhas de seus candidatos para, após as eleições, terem suas compensações. Por isso, nós trabalhadores também temos que nos organizar para eleger quem vai defender nossos interesses”, afirmou o candidato.


 A candidata ao Senado Ana Luiza fez corpo a corpo junto às trabalhadoras da Sun Tech e Blue Tech, fábricas de São José e Caçapava, respectivamente, que são majoritariamente formadas por mulheres.
Em quarto lugar nas pesquisas para o Senado, Ana Luiza denunciou a opressão e exploração que penalizam muito mais as mulheres e destacou a importância das trabalhadoras elegerem candidatas de luta e classistas para, de fato, defenderem os interesses das mulheres trabalhadoras.
Campanha para em luto
Às 10h, entretanto, as atividades de campanha, que contariam com uma caminhada pelo centro, nova ida às fábricas no período da tarde e bandeiraço na zona sul, foram suspensas por motivo de luto diante do falecimento do companheiro Dirceu Travesso, membro da direção nacional do PSTU e militante histórico da esquerda socialista.
O Didi, como era conhecido, se encontrava internado há mais de um mês vítima de um câncer e, infelizmente, veio a falecer na manhã desta terça, em São Paulo.
Didi, que também era membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, foi um dirigente de muita tradição entre os trabalhadores bancários. Trabalhou por mais de 24 anos como bancário da Nossa Caixa, banco do qual chegou a ser demitido por perseguição desta instituição.
Participou da construção da CUT e, em 2004, passou a construir a CSP-Conlutas. Também participou da construção do Partido dos Trabalhadores, de onde foi expulso juntamente com a corrente Convergência Socialista da qual fazia parte. Em 1994, Didi participou da fundação do PSTU. Atualmente, era um dos encarregados pelo trabalho internacional da CSP-Conlutas.
Didi foi um incansável defensor da classe trabalhadora, da construção do partido revolucionário e do internacionalismo. Ficará sempre presente e a melhor forma de homenageá-lo será continuarmos sua luta.

Camarada Didi, presente!


16/9/2014 - Faleceu na manhã desta terça-feira, dia 19, Dirceu Travesso, o Didi, dirigente histórico do PSTU e da CSP-Conlutas. Vítima de um câncer no pulmão, Didi ficou internado por 45 dias no Hospital do Câncer, em São Paulo.

A classe trabalhadora perde um de seus grandes combatentes.  Didi enfrentava o câncer há cinco anos. Foram anos de muita luta. Não só uma corajosa batalha contra a doença que o afetava, mas acima de tudo, anos de luta pelo que sempre acreditou.

Ao invés de esmorecer, Didi arranjou mais forças, mais disposição, mais coragem para continuar lutando em defesa da classe trabalhadora.

Com longa trajetória na luta política e sindical dos trabalhadores brasileiros, Didi começou a militar em 1977, ainda quando era estudante da Universidade de São Carlos.

Ali, organizou manifestações pela libertação de operários que estavam sendo presos e torturados. De certa forma, foram manifestações que garantiram a vida desses presos políticos. Eram eles Celso Brambilla, Márcia Basseto e José Maria de Almeida.

Didi foi um dos que lutaram contra a ditadura militar. Militante da Convergência Socialista, ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1994, foi um dos fundadores do PSTU.

Quando da ruptura da CUT já nos anos 2000, Dirceu foi fundamental para a organização de uma alternativa de esquerda no movimento sindical e popular no Brasil: a CSP-Conlutas.

Entrou para a categoria bancária no início dos anos 80, onde atuou por anos. Trabalhou no Itaú, Bradesco, Banco Noroeste e na Nossa Caixa. Fez parte da organização nacional da categoria na década de 1980. Esteve na diretoria do Sindicato dos Bancários de São Paulo e também na construção da oposição bancária.

Atualmente, atuava na área internacional da CSP-Conlutas, articulando campanhas internacionalistas dos trabalhadores e coordenando a Rede Internacional de Solidariedade e Lutas.

Didi foi um incansável defensor da classe trabalhadora, da construção do partido revolucionário e do internacionalismo. Ficará sempre presente e a melhor forma de homenageá-lo será continuarmos sua luta.

Camarada Didi, presente!

13 de setembro de 2014

Dia 16 terá grande ofensiva das campanhas do PSTU em São José dos Campos


13/9/2014 - O dia 16 de setembro será marcado por uma grande ofensiva da campanha eleitoral do PSTU, em São José dos Campos.

A campanha estará presente nas portas das principais fábricas da região e no centro da cidade, com a presença do candidato à Presidência Zé Maria de Almeida e ao Senado Ana Luiza, além das candidaturas a deputado federal e estadual.

No período da manhã, às 5h, Zé Maria e o candidato a deputado federal Toninho farão corpo à corpo junto aos trabalhadores da Embraer. No mesmo horário, Ana Luiza estará na Sun Tech, fábrica composta majoritariamente por trabalhadoras mulheres, na Zona Leste de São José.

Ao todo, a campanha deve passar por mais de 40 fábricas de São José, Jacareí e Caçapava, como GM, Embraer, Bundy, Revap, Ambev, Ericsson e Jonhson.

Às 9h, os candidatos participam de uma caminhada pelo calçadão no centro da cidade. A atividade deve reunir cerca de 100 militantes.

Às 14h, a campanha volta às fábricas. Zé Maria, Ana Luiza e os candidatos farão panfletagem junto aos trabalhadores da GM. Fechando as atividades, às 17h, a militância se reúne para um bandeiraço no viaduto da Kanebo.

"Vamos reunir a militância e agitar a campanha nessa reta final. Nossa candidatura tem conquistado importante apoio de trabalhadores e moradores da periferia. Seguimos nesse caminho!", afirma Toninho.

12 de setembro de 2014

Acidente na Revap deixa seis feridos e expõe precarização da Petrobras


12/9/2014 - O acidente na Revap que deixou seis operários gravemente feridos na última quinta-feira, dia 12, é mais uma triste consequência da política de precarização e corte de funcionários levada pela empresa, a fim de aumentar seus lucros.

Dentre os feridos, três trabalhadores sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus e outros sofreram queimaduras leves. Todos estão internados na UTI, um deles em coma induzido. Entre as vítimas estão dois funcionários da própria refinaria da Petrobras e quatro da empresa terceirizada Potencial Engenharia.

Nos solidarizamos com os trabalhadores feridos e com seus familiares.
Infelizmente, este acidente não é um caso isolado. A nova tragédia ocorre quase dois anos após o acidente que fez uma vítima fatal na refinaria de São José dos Campos.

A cada ano, cresce a quantidade de acidentes na Revap como resultado da política de precarização da fábrica, que vem operando com um efetivo abaixo do necessário para garantir a segurança do trabalho. Em alguns setores, o déficit de mão de obra varia de 25% a 30%, segundo o Sindicato dos Petroleiros.

Além disso, as jornadas excessivas, com grande número de horas extras e dobra de turno vêm levando os trabalhadores à exaustão. Ao invés de investir em mão de obra e segurança, a empresa prefere punir os trabalhadores que se envolvem em acidentes.

Em uma tentativa de cortar custos com mão de obra, a Petrobras ainda está incentivando demissões voluntárias e contratando funcionários terceirizados, com menores salários e menor direitos.

Para o presidente do PSTU de São José dos Campos e candidato a deputado federal Toninho Ferreira, essa precarização é consequência da crescente privatização da Petrobras realizada pelo PSDB e PT. Hoje, 53% das ações da empresa estão nas mãos dos acionistas estrangeiros, o que explica também a corrupção que corre solta nas relações espúrias que ocorre entre a estatal e as empreiteiras.

“Por isso defendemos uma Petrobras 100%. Para que a empresa volte a estar à serviço das necessidades da população e ofereça emprego de qualidade, que não coloque o lucro acima da vida de seus funcionários”, avalia Toninho.

Carreatas nos bairros da região vão agitar campanha de candidatos do PSTU



12/9/2014 - Na reta final da campanha para eleger os candidatos do PSTU, vamos aos bairros da região nos próximos fins de semana com a 'Carreata das Candidaturas Socialistas".

Neste sábado, dia 13, a agitação vai ser na Região Norte de São José dos Campos, com carreata saindo às 8h30 do Parque da Cidade. O destino será o bairro Altos de Santana.

No caminho, o candidato a deputado federal Toninho e os candidatos a deputado estadual, Arruda, Herbert, Mancha, Raquel e Renatão falarão no carro de som. A militância também estará presente, fazendo muita agitação com bandeiras e buzinaço.

Quem quiser se somar à carreata será muito bem vindo.

No sábado seguinte, dia 20, será vez da carreata em Jacareí e, no dia 27, a movimentação será na Zona Sul de São José.

No último sábado, dia 6, aconteceu a primeira carreta na região norte de São José.

Participe com a gente! Ajude a construir a campanha para eleger candidatos que serão a voz da classe trabalhadora no Congresso Nacional e na Alesp.

Procure nossos comitês de campanha e se informe sobre como contribuir.

- Centro São José dos Campos: Rua Romeu Carnevalli, 63 (próximo ao Mercadão). Fone: 3941-2845. E-mail: pstusjc@uol.com.br.

- Zona Sul de São José: Rua José Aulísio, 342, Jardim Imperial. Fone: 98855-8359

- Zona Leste de São José: Av. Juscelino Kubitschek, 1402. Vila Industrial. Fone: 98852-2806 98261-6071

- Jacareí: Rua José Bonifácio, 141, Centro. Fone:98266-5043

10 de setembro de 2014

Comissão da Verdade vai pedir punição às empresas do Vale que contribuíram com ditadura


10/9/2014 - Empresas da região como Embraer, General Motors, Volkswagen, Ericsson, Avibras, Philips, Rhodia e a extinta Engesa estão na lista de apoiadoras da ditadura, segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), e podem ser responsabilizadas judicialmente por isso.

Para a presidente da CNV, Rosa Maria Cardoso, já existe um conjunto substancial de provas sobre essa colaboração. Outras empresas nacionais e estrangeiras constam no relatório, como Monark, Caterpillar, Confab, Ford, FNV, Petrobras, Johnson, Kodak, Telesp, Villares, Embrape e Vibasa.

O relatório final da CNV deverá ser concluído em dezembro e entregue à presidente Dilma Rousseff. Inspirado na experiência argentina de punição aos envolvidos com o regime, o documento deve pedir a responsabilização judicial das empresas que colaboraram com a repressão durante a ditadura.

“A forma como os civis participaram do regime ainda é pouco conhecida e é muito interesse investigar. É preciso a judicialização dos casos. Essa responsabilidade não pode ser esquecida”, ressaltou Rosa durante um curso com a pesquisadora argentina Victoria Basualdo, que apresentou uma análise dos impactos da ditadura sobre a classe trabalhadora e o movimento sindical argentino, bem como a posterior luta por justiça.

Para Sebastião Neto, do Grupo de Trabalho Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e Movimentos Sindicais da CNV, pesquisas no DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo forneceram provas de que empresas monitoravam os trabalhadores, repassavam informações para órgãos de repressão e ajudavam a elaborar a chamada “lista negra”. Essa lista era composta por trabalhadores demitidos por serem engajados na luta sindical, na resistência ao regime ou em organizações de esquerda e que não deveriam ser contratados por outras empresas.


"Tudo indica que as estatais foram usadas como laboratórios para se pensar a repressão dentro das empresas", afirmou Neto. Ele cita as 516 demissões feitas pela Petrobras entre abril e outubro de 1964.

Repressão no Vale
No Vale do Paraíba, documentos do Cecose (Centro Comunitário de Segurança) comprovam que pelo menos 25 empresas colaboraram com o regime monitorado o movimento operário da região. Segundo o Grupo de Pesquisa da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (GP-CVM/SJC), trabalhadores que participavam de mobilizações tinham suas atividades vigiadas e relatadas pelas empresas aos órgãos de inteligência e repressão do governo.

Em toda região, centenas de trabalhadores da Embraer, GM, Volks, Engesa foram demitidos, amargaram anos sem emprego. Outros chegaram a ser presos e sofreram tortura. Com muita mobilização, parte desses trabalhadores já recebeu anistia do governo, em uma luta que ainda continua.

“A ditadura no Brasil acabou, mas os torturadores e seus mandantes permanecem impunes por todas as atrocidades que cometeram. Um acerto de contas só será possível com a responsabilização criminal por esses crimes. É possível fazer, basta o governo querer”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, representante da Comissão da Verdade dos Metalúrgicos e dirigente da CSP-Conlutas.

Censura: juíza processa autor de samba do Pinheirinho


10/9/2014 - Aconteceu nesta terça-feira, dia 9, a primeira audiência do processo que a juíza responsável pela desocupação do Pinheirinho, Márcia Loureiro, moveu contra o dirigente licenciado da CSP-Conlutas e ex-diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Renato Bento Luiz, o Renatão.

A juíza alega ter sofrido calúnia e difamação com o samba-enredo “Covardia Nacional”, de autoria de Renatão, que foi às ruas no carnaval de 2012, no Bloco Acorda Peão.

A música faz referência à violenta desocupação do Pinheirinho ocorrida em janeiro daquele ano. Com uso de grande aparato policial, cerca de 1.800 famílias foram desalojadas da área que havia sido ocupada há oito anos.

No processo, a juíza afirma que foi pessoalmente ofendida pela música e que carros alegóricos do bloco faziam alusão a ela.

Um dos trechos usados pela acusação diz: “Falou Eliana Calmon /Espalha rápido essa droga / Em São José já tem bandido de toga”. O trecho é uma referência a uma afirmação da corregedora geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, que disse que havia “bandidos de toga” espalhados pelo país. A frase teve repercussão nacional na época.

Segundo Toninho Ferreira, um dos advogados de defesa de Renatão, o trecho fala da justiça de forma genética, como fez Eliana Calmon, e não especificamente da juíza Márcia Loureiro.

“Todo mundo sabe que o Bloco Acordo Peão faz samba com irreverência, tratando de temas da atualidade. Na verdade, o processo aberto pela juíza é uma tentativa de censurar a letra de uma música e a liberdade de expressão em uma das mais típicas manifestações culturais de nosso povo, que é o carnaval”, afirma Toninho.

“A ofensa, na verdade, foi praticada pela própria juíza às famílias do Pinheirinho, com a ordenação daquela barbaridade que foi a desocupação do terreno, que agora está abandonado, acumulando mato e lixo”, finaliza o advogado.

Na audiência de ontem, foram ouvidas testemunhas de defesa. Uma nova audiência foi marcada para 22 de janeiro de 2015, quando outras testemunhas deverão depor.

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Fala Toninho: Mais uma favela incendiada em São Paulo


10/9/2014 - Mais uma favela pegou fogo em São Paulo, no domingo, dia 7, provocando uma tragédia na vida de cerca de duas mil pessoas que perderem tudo que tinham. Coincidência ou não, a favela, que contava com 600 moradias, fica em uma região que é alvo de crescente especulação imobiliária, ao lado das obras da linha 17 Ouro do Metrô.

Outra estranha coincidência é que os hidrantes instalados pela Sabesp no local não estavam em operação. Isso porque a favela Buraco Quente, já havia sofrido incêndios em 2004 e 2012.

A desocupação em decorrência da destruição pelo fogo ocorre em meio à negociação entre governo estadual e moradores, que também pedem indenização pelas casas derrubadas para dar espaço à instalação das obras do Metrô.

Ao redor do Buraco Quente estão sendo construídos luxuosos prédios residenciais, hotéis, escritórios e supermercados que aguardam a conclusão das obras do Metrô para serem beneficiados por uma nova linha de transporte público.

A relação entre incêndios em favelas e crescimento do mercado imobiliário não é mera especulação. Segundo levantamento jornalístico relatado no documentário Limpa com Fogo, nos últimos 20 anos, foram registrados 1,2 mil incêndios em favelas da capital paulista, mais da metade deles entre 2008 e 2012. Segundo os jornalistas responsáveis pela produção, há uma relação direta entre os incêndios e as regiões que estão passando por valorização, seja pela realização de obras públicas ou empreendimentos privados.

O fato é que as cidades são governadas e planejadas para garantir os interesses de uma minoria representada pelas empreiteiras, imobiliárias e ricos proprietários de imóveis. Não podemos nos esquecer que são esses os principais financiadores das campanhas dos grandes candidatos ao governo de São Paulo que, justamente por isso, têm alto poder de influência.

É por isso que as políticas habitacionais não são pensadas para garantir o direito à moradia à população, principalmente mais pobre. Assim como em outros casos recentes, há fortes indícios de que esse incêndio foi criminoso e praticado com intenção de jogar os pobres cada vez mais para as periferias e abrir terreno para que a especulação imobiliária possa correr solta. É preciso um basta nesta situação, investigação rigorosa e punição de responsáveis. O Estado também não pode se omitir e tem de garantir o direito à moradia e condições dignas às famílias.

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9 de setembro de 2014

Em vídeo, Zé Maria chama trabalhadores do Vale a votarem em candidatos do PSTU

Candidato à presidência, Zé Maria chama trabalhadores do Vale a votarem em candidatos do PSTU nessas eleições para fortalecer a luta na região. Confira, curta e compartilhe!



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Artigo: Conivência no caso dos kits

9/9/2014 - A cada semana surgem novas denúncias que deixam mais evidente a possibilidade de fraude no caso da compra de kits escolares pela Prefeitura de São José dos Campos.

As novas descobertas revelam que a empresa responsável pelos kits, a Inovatt Comércio Ltda, também é alvo de investigação do Ministério Público em caso semelhante em São Carlos, cidade administrada pelo PSDB, e ainda teria ligação com empresas da chamada “Máfia do Uniforme”, cartel que teria fraudado licitações em pelo menos dez prefeituras do estado de São Paulo.

Já se passaram mais de sete meses desde que o escândalo estourou e, a cada nova denúncia, surgem novos indícios de que tem muita coisa errada. Até hoje, o prefeito Carlinhos (PT) não conseguiu dar explicações convincentes, o que levou o Ministério Público a pedir sua cassação, bloqueio de bens, pagamento de multa e ressarcimento dos prejuízos aos cofres públicos.

O que causa ainda mais indignação é a conivência da Câmara Municipal, comandada pela presidente Amélia Naomi (PT). Enquanto imprensa, Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado investigam seriamente as denúncias, a Câmara é de uma omissão escandalosa.

Através da Comissão de Educação, a maioria governista de vereadores diz ter investigado as denúncias, mas, apesar de todas as evidências, a Câmara se limitou a emitir um relatório dizendo não ver irregularidades no processo licitatório.

O Legislativo, que deveria fiscalizar o Executivo e zelar pelo dinheiro público, negou-se e não aponta a menor possibilidade de abrir uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar o caso. Um absurdo! Uma relação promíscua que abusa da inteligência da população joseense.

Também não dá para confiar no PSDB, que está envolvido em denúncias como do cartel do metrô em São Paulo (governo Alckmin), em São Carlos (com a própria Inovatt) ou, em Taubaté, no escândalo das mochilas escolares.

Carlinhos tentou usar a opinião dos pais dos alunos sobre os kits para justificar a compra do material, numa iniciativa vergonhosa de desviar o foco do problema. Mas a distribuição gratuita do material escolar aos estudantes da rede pública não é um favor prestado pela Prefeitura, é um direito, que não está em questão.

Todo processo, desde a licitação até a compra e distribuição, deve ter lisura e transparência. O material deve ser de qualidade e deve respeitar as necessidades das crianças, de acordo com a faixa etária. Nada justifica a compra de material escolar a preços acima dos praticados pelo mercado ou com qualidade inferior. Isso é um duplo desrespeito à população trabalhadora e pobre que depende do ensino público e merece um serviço de qualidade.

Não pode ser que o governo Carlinhos e a Câmara tratem a população com tanto desrespeito. O pior é que, seja no governo do PT ou do PSDB, nunca cumpriram com suas funções de zelar pelo patrimônio público e agora vemos muitos pedirem voto para cargos a deputado federal e estadual.

Para o PSTU, está cada vez mais evidente que há erros graves no processo de compra dos kits escolares que causaram prejuízo aos cofres públicos. Não podemos aceitar que a população seja penalizada. É preciso que tudo seja rigorosamente investigado e os responsáveis sejam punidos, bem como qualquer prejuízo aos cofres públicos seja ressarcido.

Ernesto Gradella, ex-deputado federal e dirigente do PSTU de São José dos Campos
Artigo publicado no jornal O Vale, de 9 de setembro de 2014

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8 de setembro de 2014

Marina Silva é alternativa para a classe trabalhadora?


8/9/2014 - A morte de Eduardo Campos, candidato à Presidente da República, num acidente de avião no último dia 13, gerou uma comoção nacional. Marina Silva, que era sua vice, ao assumir a candidatura presidencial em seu lugar, ainda mais nestas circunstâncias, causou uma reviravolta na disputa eleitoral.

A primeira pesquisa, realizada sob o impacto do acidente, mostrou Marina empatada, em segundo lugar na corrida presidencial, com Aécio Neves (PSDB), tendo 21% das intenções de voto contra 20% do candidato do ex- presidente FHC. A pesquisa ainda indicou que num eventual segundo turno entre Dilma (PT) e Marina (PSB), as duas também estariam em uma situação de empate técnico. Porém, hoje, Marina teria 47% dos votos contra 43% de Dilma.

Essas pesquisas devem ser vistas com cautela, por terem acontecido em meio à emoção do acidente, sem que a campanha na televisão e rádio tivesse começado, sem que as demais candidaturas tenham enfrentado a de Marina (Atualização: As pesquisas posteriores confirmaram essa tendência. A mais recente, do Datafolha divulgada no dia 4, mostra Dilma Roussef (PT) com 35% das intenções de voto, empatada tecnicamente com Marina, com 34%. Já Aécio caiu para 14%).

Mas, uma coisa é certa: muitos jovens e mesmo trabalhadores que querem mudança, que têm uma justa bronca dos políticos que estão aí e não se sentem representados, agora estão pensando que Marina pode ser uma alternativa. Mas, será que um possível governo de Marina seria diferente do governo Dilma ou de um governo Aécio?

As propostas, as alianças e o financiamento de campanha da candidatura Marina, da mesma forma que suas ações e conduta como senadora e ministra, indicam que não. Marina Silva faria um governo em favor dos patrões.

Nova Política? Veja quem Marina representa de verdade
Marina Silva anunciou, em 2013, o projeto de criação de um novo partido, que se chamaria Rede Sustentabilidade, que seria uma “nova forma de fazer política” e não seria “nem de esquerda, nem de direita”.

Na época, Marina não conseguiu legalizar o novo partido e aproximou-se do PSB, tornando- se vice de Eduardo Campos. Mas, nem sua proposta de novo partido, nem sua candidatura a presidente (em 2010) apresentaram diferenças com a velha forma de fazer política dos grandes partidos. Marina teve como vice um grande empresário, o dono da Natura, Guilherme Leal, o 13º homem mais rico do Brasil, cuja empresa foi acusada pelo Ministério Público Federal de “biopirataria” no Acre. A Natura teria usurpado um fruto utilizado por índios da região, o murmuru, para a produção de shampoos e sabonetes, registrando-o como sua propriedade.

Uma pesquisa realizada pela Unicamp mostrou que a empresa é um exemplo da exploração da mão-de-obra: explora o trabalho informal de aproximadamente 1 milhão de revendedoras.

Sua campanha, em 2010, também foi financiada por grandes empreiteiras. A construtora Andrade Gutierrez investiu R$ 1,1 milhão e a Camargo Correa, R$ 1 milhão.

Entre os apoiadores de Marina estão desde fundadores do PSDB, como o deputado Walter Feldman (SP), passando pela herdeira do banco Itaú, Maria Alice Setúbal. Sua filiação ao PSB, tradicional partido da burguesia, em outubro do ano passado, é outro indicativo de que Marina seria mais um governo muito parecido com tudo que está aí.


Embora diga defender um novo modo de fazer política, ao se aliar a empresários, Marina demonstra de que lado está. E este lado não é o dos oprimidos e explorados.

O que a candidata defende?
Quando Marina foi candidata em 2010, apresentou um programa econômico que em nada se diferenciava das principais candidaturas. Defendia, por exemplo, a manutenção do fator previdenciário, criado ainda no governo Fernando Henrique e que obriga os trabalhadores a se aposentarem cada vez mais tarde. Em entrevista à rádio CBN, no dia 24 de maio, a então candidata do PV defendeu uma reforma da Previdência. Em declarações ao jornal Valor Econômico, de São Paulo, em outubro do ano passado, Marina Silva defendeu com ênfase uma política neoliberal, de cortes nos gastos sociais para economizar mais dinheiro para o pagamento da dívida aos banqueiros.

Publicado originalmente no Opinião Socialista 484

5 de setembro de 2014

Artigo: Caso de racismo da PM em São José merece repúdio e punição

 5/9/2014 - É digno de repúdio e punição exemplar o caso de racismo praticado por policiais militares contra três homens negros em São José dos Campos na semana passada. O vídeo, que mostra a abordagem policial e a indignação da população diante do fato, já tem milhares de visualizações na internet e serve como um alerta a tantos outros casos de racismo que muitas vezes não são denunciados e terminam impunes.

O caso aconteceu na última sexta-feira, dia 29, quando policiais militares, um deles com arma em punho, abordou os jovens negros Jefferson Correa e Fabiano dos Santos no calçadão do centro de São José, sob suspeita de roubo. Ao perceber a abordagem violenta e racista, Claudinei Correa, pai de um dos jovens, corajosamente começou a denunciar a agressão e pedir ajuda.

O motivo da abordagem foi um só: para a PM, negro é sempre bandido. Essa é a única explicação já que os dois jovens não faziam nada no momento além de olhar vitrines. Indignado, Claudinei mostrava a nota fiscal de uma compra que haviam acabado de fazer.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana da Assembleia Legislativa de São Paulo vai convocar o comando da Polícia Militar para prestar esclarecimentos sobre o caso.

A Corregedoria Interna da PM comunicou que vai investigar as denúncias. Infelizmente, não dá pra esperar muita coisa já que, na maioria dos casos em que a polícia investiga seus próprios crimes, nada acontece. É ilusão acreditar que a polícia vai punir seus próprios agentes.

Até hoje segue impune a morte do jovem grafiteiro David, morto pela PM de São José no ano passado.

Uma pesquisa da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) revelou o racismo da PM paulista. Nos anos de 2010 e 2011, de todos os assassinatos cometidos pela polícia, 58% das vítimas eram negras. Esse percentual é inclusive maior que o da população negra no estado, que é de 34%.

É por isso que sempre dizemos que a Polícia Militar é uma instituição racista, que vê uma ameaça nos negros, sobretudo nos negros pobres. Existe hoje no Brasil um verdadeiro genocídio da juventude negra nas periferias.

Defendemos a desmilitarização da PM, o fim dessa polícia, com a substituição por uma polícia civil unificada, controlada pelas comunidades.

Mais racismo
Outro caso de racismo que ganhou destaque nos últimos dias, o praticado por integrantes da torcida do Grêmio contra o goleiro Aranha, do Santos, resultou na decisão inédita de eliminar o clube do Copa do Brasil. O trio de arbitragem também foi denunciado pela procuradoria por não ter colocado o episódio relatado por Aranha.

Após terem sido flagrados em ato de racismo contra o goleiro, dois sócios do Grêmio também foram expulsos da agremiação e oito torcedores foram proibidos de frequentar a Arena do clube.

Essas são decisões inéditas que esperamos que sirvam para combater essa prática odiosa, mas tão comum nos campos e nas torcidas de nosso país. Acima de tudo, nossa luta é para acabar com a impunidade e, de fato, garantir punições para quem comete esse crime.

Raquel de Paula é ativista do Movimento Quilombo Raça e Classe e candidata a deputada estadual pelo PSTU

Em ação do PSTU, Alexandre da Farmácia (PP) tem candidatura barrada pela justiça eleitoral


5/9/2014 - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo barrou a candidatura de Alexandre da Farmácia (PP) a deputado estadual em ação movida pelo PSTU de São José dos Campos e pela Procuradoria Regional Eleitoral.

O ex-vereador de São José foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, pois já havia sido condenado por improbidade administrativa, em 2012.

Segundo denúncia do Ministério Público, entre 2001 e 2004, o então vereador usou festas patrocinadas com dinheiro público da Prefeitura para se autopromover.

Além de promoção pessoal, Alexandre também cobrava dos barraqueiros uma espécie de taxa para uso do espaço, o que é ilegal. A prática ocorria em festas no Jardim Santa Inês e Jardim Pararangaba, na zona leste da cidade.

A Justiça também condenou o ficha-suja a devolver R$ 210 mil aos cofres públicos.

Pela Lei da Ficha Limpa, ele deveria ficar inelegível por cinco anos. Entretanto, apesar da condenação em 2012, Alexandre chegou a concorrer nas últimas eleições, se reelegendo vereador. Na ocasião, o PSTU chegou a entrar com recurso na Justiça para impedir a posse do ficha-suja. Contudo, Alexandre era suplente na Assembleia Legislativa e acabou assumindo a vaga de deputado estadual.

Nessas eleições, também foram enquadrados na Lei da Ficha Limpa o deputado federal Paulo Maluf, do PP, o deputado estadual Marco Aurélio, do PT, e o ex-prefeito de Taubaté Roberto Peixoto do PSDB. Em todos os casos cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

"Quem deveria tomar a atitude de entrar com processo contra esses fichas sujas deveria ser os partidos com representação parlamentar, mas sabemos que eles não fazem porque são parte do mesmo esquema e têm o rabo preso. Neste sentido o PSTU cumpre seu compromisso em defesa dos trabalhadores e do povo", avalia o presidente do PSTU de São José dos Campos e candidato a deputado federal Toninho Ferreira.

“A condenação dos fichas sujas é uma vitória para os trabalhadores. Além da corrupção e dos prejuízos aos cofres públicos, eles só sabem agir em interesse próprio. Esperamos agora que o TSE mantenha a condenação”, completa.

4 de setembro de 2014

A homofobia e as eleições de 2014


4/9/2014 - No momento  em que o movimento LGBT brasileiro discute as parcas políticas de saúde e de segurança pública para o setor, fomos surpreendido com uma grande novidade: uma das principais candidaturas à Presidência, Marina Silva, declarou que contemplaria as principais pautas reivindicadas pelo movimento, como a criminalização da homofobia, lesbofobia e transfobia, equiparando estas discriminações ao crime de racismo. Além disso, reconheceria a identidade de gênero de travestis e transexuais por meio da desburocratização da troca de documentos. Essa medida valida o nome social, aquele escolhido pelas pessoas trans* de acordo com o gênero com o qual se identificam. Também reconheceria o casamento civil igualitário em lei e a utilização de material didático contra a opressão aos LGBTs, educando os estudantes a respeitarem a diversidade. Segundo pesquisas, Marina Silva está empatada com Dilma Rousseff, do PT, e tem grandes chances de ir ao segundo turno.

Contudo, após uma pressão pública de Silas Malafaia, influente pastor fundamentalista, a seção de direitos humanos do programa de Marina Silva foi completamente desconfigurada. Em nota divulgada um dia depois, a assessoria da campanha do PSB informou que o texto inicialmente divulgado, que apoiava o casamento gay, “infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo”. O comunicado também destacou que uma “falha processual na editoração” da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação “que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBTs”. A própria candidata anunciou que foi um erro de sua equipe de campanha.

Na realidade, as alianças de Marina com setores homofóbicos não começaram agora. Nas eleições de 2010, quando estava disputou a presidência pelo PV, ela já se comprometia com setores reacionários. Nos anos seguintes, de fato, não teve qualquer relação com o movimento LGBT organizado. Muito pelo contrário, em 2013, defendeu Marco Feliciano, maior expressão da onda homofóbica no país nos últimos tempos. Dizia: “Não gosto como este debate vem sendo conduzido. [Legalização do aborto e casamento gay]. Hoje, se tenta eliminar o preconceito contra gays substituindo por um preconceito contra evangélicos”. Esta fala, em plena polarização do tema nos levantes de junho, mostrou o tamanho de seu atraso. Afinal, foi quando foi apresentado o projeto de Cura Gay, enquanto milhares marchavam nas ruas contra o aumento das tarifas e pelo “Fora Feliciano”.

Oportunismo deslavado do PT
O tema de combate à homofobia acabou ganhando destaque nessas eleições. Diante da possibilidade de ter algum saldo político sobre a concorrente, Dilma, candidata à reeleição pelo PT e atual presidente, utilizou o tema de forma oportunista e com a maior cara de pau. Disse, no dia 1º de setembro, que é preciso criminalizar a homofobia. Lembramos que Dilma, em sua primeira campanha à presidência, em 2010, escreveu a Carta ao Povo de Deus, em que se comprometeu a não defender nenhuma lei que contrariasse os princípios da família tradicional, aquela formada por pai e mãe heterossexuais, a única forma válida para os fundamentalistas religiosos.

Durante todo o seu governo, Dilma não fez qualquer declaração sobre qualquer direito democrático para os LGBT. Nunca vimos a presidente falar sobre os reconhecimentos jurídicos feitos pelo Judiciário brasileiro. Cobramos até hoje: para onde foi o kit anti-homofobia? Por que não implementar?

Por isso, de modo algum podemos dar um voto de confiança no governo que viu os LGBTs lutando e não fez nada. Da mesma forma que Marina, Dilma também faz alianças com fundamentalistas. Para garantir a governabilidade, Dilma não só se aliou a Maluf, Sarney e Collor como aos ultraconservadores Crivella, Garotinho e Feliciano.

Além da religião
Muitos acham que Marina cortou as bandeiras históricas do movimento LGBT de seu programa por ser evangélica. No entanto, dizer que Marina voltou atrás por causa de sua orientação religiosa é um argumento simplista e pouco político. A verdade é que Marina rifou os direitos dos LGBTs que estavam contemplados em seu programa porque defendê-los exige um posicionamento claro contra o crescente fundamentalismo religioso no Brasil e contra interesses muito poderosos. E se tem uma coisa que Marina não faz é se posicionar contra interesses dos poderosos.

Alguns dizem que ela está em cima do muro, mas o fato é que não há neutralidade na política. Reivindicar neutralidade significa aceitar as coisas como estão. Portanto, é um conservadorismo disfarçado. Não há nada de novo no discurso conciliatório de Marina, que procura agradar a gregos e troianos, indígenas e agronegócio, trabalhadores e banqueiros, fundamentalistas e setores oprimidos.

O PT faz este mesmo discurso. A diferença é que a experiência de 12 anos de governo do PT demonstrou a impossibilidade da conciliação entre interesses de classes antagônicas. O fato é que, num possível governo de Marina, assim como nos governos petistas, tal conciliação vai ficar apenas no discurso. Só quem se beneficia quando não há um posicionamento claro de classe são os patrões, os latifundiários, os banqueiros. Marina pode dizer que “não é nem de direita, nem de esquerda, muito pelo contrário”, mas o fato é que ela tem um lado bem definido: o dos bancos, do agronegócio, do fundamentalismo religioso e de tudo o que possa fazê-la ganhar. Isso não tem nada de nova política.

Um Brasil para trabalhadoras/es negras/os, mulheres e LGBTs
A candidata Luciana Genro (PSOL) procura ser alternativa para os LGBTs. No entanto, foi a direção nacional do seu partido que defendeu, com unhas e dentes, a validação de uma candidatura fundamentalista religiosa e homofóbica no Rio de Janeiro, ligada à Marcha para Jesus do mesmo Silas Malafaia que pressionou Marina contra as pautas LGBTs. Portanto, ao mesmo tempo em que Luciana se opõe ao uso do título religioso na candidatura do Pastor Everaldo, seu partido no Rio tem um candidato fundamentalista, o Pastor Jeferson Barros.

Estivemos com Luciana no último dia 3, em São Paulo. Assinamos um manifesto em conjunto com outras candidaturas nos comprometendo com os LGBTs. Achamos fundamental que isso ocorra. Queremos unir forças contra os homofóbicos, afinal de contas estamos no momento em que eles estão renovando os quadros da bancada fundamentalista e religiosa.

Devemos, ainda, denunciar todos os partidos que têm candidaturas homofóbicas. O PSDB, por exemplo, lançou o empresário Matheus Sathler. Ele é candidato a deputado federal do Distrito Federal. Ele propõe o Kit Macho e o Kit Fêmea. São materiais de conteúdo machista e homofóbico que seriam difundidos. Durante o programa de TV, ele alardeia um documento de fé pública, assinado em cartório, se comprometendo em empregar metade de seu salário para “o combate e a recuperação de crianças vítimas do estupro pedófilo homossexual”, que tem sido visto e divulgado amplamente nas redes sociais. Um verdadeiro absurdo.

Nestas eleições, muitos partidos procuram se colocar como alternativas à velha política. No entanto, muitos destes utilizam os mesmos métodos que os partidos mais conhecidos, como financiamento privado de campanha e alianças escusas com objetivo eleitoreiro. A campanha de Zé Maria a presidente, pelo PSTU, não recebe financiamento de empresas, sejam grandes, sejam pequenas. Além disso, todas as candidaturas são escolhidas a partir da luta que os candidatos desempenham e da defesa do programa do partido. Os posicionamentos das candidaturas e dos mandatos são resultado de uma decisão coletiva que passa por votação. Dessa forma, no PSTU, não existem contradições. Por exemplo, não há um candidato homofóbico e outro que defenda as bandeiras LGBTs: todos os candidatos do PSTU defendem, sem hesitar, o combate a toda forma de opressão.

Faz parte de todas as nossas candidaturas a defesa intransigente da criminalização da homofobia e da transfobia, da regulamentação do nome social e desburocratização do acesso a hormonioterapia e cirurgia de redesignação sexual pelo SUS, do reconhecimento legal do casamento civil igualitário, da facilitação da adoção por casais homoafetivos, do uso de material didático que eduque a respeito da diversidade sexual e contra a opressão, do atendimento médico específico para as demandas LGBTs no SUS, da legalização do aborto coberto pelo SUS, da aplicação real da Lei Maria da Penha.

Queremos chamar a todos os ativistas do movimento LGBT para um processo mais amplo e organizado de discussão para o nosso país. Queremos, nessa campanha eleitoral, junto com Zé Maria, Thiago, candidato a deputado estadual em SP, e Marília, candidata a vice-governadora no RJ, fazer um chamado ao movimento de trabalhadores organizados, sindicatos, entidades estudantis e movimento popular a construir um movimento de trabalhadores LGBT que estude, elabore e dispute o tema pela via da organização política dos trabalhadores. A pauta LGBT deve estar entrelaçada com um projeto mais profundo e geral de construção de uma nova sociedade.

Secretaria Nacional LGBT do PSTU