Fábricas paradas, protestos e manifestações marcam dia de Greve Geral em São José e região

Houve manifestações e paralisações em metalúrgicos, petroleiros, químicos, construção civil, rodoviários e bancários

29 de agosto de 2014

Em encontro, sindicalistas do Vale firmam apoio à candidatura de Toninho


 29/8/2014 - Na última quinta-feira, dia 28, o Encontro de Sindicalistas do Vale do Paraíba reuniu cerca de 60 representantes de diversas categorias da região e firmou apoio à candidatura de Toninho para deputado federal.

Estiveram presentes, sindicalistas, cipeiros e ativistas de várias categorias da região, como metalúrgicos, petroleiros, indústrias de alimentação, dos Correios, químicos, condutores, professores estaduais e universitários, profissionais de radiologia, guardadores de carro de Campo do Jordão, aposentados, movimentos de mulheres, popular e estudantil, além de partidos PSTU e PSOL.

Na reunião, que durou das 16h30 às 18h30, os sindicalistas discutiram a necessidade de impulsionar a construção de candidaturas classistas e de luta, que sejam um ponto de apoio às reivindicações dos trabalhadores.

Os dirigentes ressaltaram a necessidade de ter parlamentares que defendam as pautas da classe trabalhadora e fortaleçam suas lutas, por estabilidade no emprego, redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim do Fator Previdenciário, aposentadoria digna, a defesa dos direitos, etc.

João Rosa, da CSP-Conlutas e ativista na categoria dos trabalhadores químicos, defendeu o voto em Toninho pelo programa que ele defende. “Com a crise econômica que se avizinha, a condição de vida dos trabalhadores deve piorar muito, por isso, será fundamental ter um representante na Câmara”, afirmou.

Décio de Oliveira, diretor do Sindicato da Alimentação, lembrou que, a partir de agora, cada representante sindical tem o dever de ir às portas das fábricas não apenas para discutir as campanhas salariais, mas sobretudo para discutir política nessas eleições.

O ex-diretor do Sindicato da Alimentação e ativista na Ambev, Valter Gildo, lembrou que é importante que os representantes das entidades dos trabalhadores tenham posição definida nas eleições. Ele lembrou a fala do candidato a governador Paulo Skaf (PMDB), que criticou Alckmin (PSDB) por “demorar” a demitir os metroviários em greve. Para ele, os trabalhadores não podem votar em candidatos como esses, que defendem os interesses dos patrões.

“Nós não temos o dinheiro que Eduardo Cury e Amélia têm pra fazer campanha nessas eleições e nem queremos, por que o dinheiro deles vem dos empresários e nós queremos ser livres pra lutar contra eles. Então nossa campanha é limpa e depende da ajuda dos trabalhadores”, disse Toninho.

Todos os ativistas declararam apoio à candidatura para deputado federal de Toninho. “Toninho tem uma vida dedicada à luta da classe trabalhadora e do povo pobre. Foi trabalhador na GM e na Embraer, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos por duas vezes. Sempre esteve à frente de importantes mobilizações em defesa dos empregos e direitos dos trabalhadores. Reconhecermos nele uma das mais combativas lideranças sindicais do estado e um incansável ativista por justiça social”, diz trecho do abaixo-assinado, para o qual os dirigentes irão coletar assinaturas de apoio.

“Vamos nos engajar na campanha de Toninho, pois precisamos ter quem seja uma voz dos trabalhadores no Congresso e seja um ponto de apoio às lutas operárias do Vale. Toninho tem um histórico ao lado da classe trabalhadora e irá fortalecer nossas mobilizações”, afirma Valter José dos Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação.

Fala Toninho: Vitória da luta! Justiça determina reintegração de dez metroviários demitidos por Alckmin

29/8/2014 - A Justiça determinou ontem a reintegração, em caráter liminar, de dez trabalhadores do Metrô de São Paulo demitidos durante a greve de junho passado. Esta é uma primeira vitória dos metroviários e de todos os trabalhadores em luta do estado contra a truculência e arbitrariedades do governo Alckmin (PSDB).

Ao entender da Justiça, não há provas de que os trabalhadores tenham cometido faltas graves, o que reforça a tese defendida pelo sindicato da categoria de que as demissões foram políticas, ou seja, uma estratégia de intimidação do governo aos metroviários em luta.

No total, foram 42 demissões irregulares, após a greve de cinco dias por melhores salários e condições de trabalho. Com essa vitória, a luta precisa seguir, com ainda mais força, até a reintegração de todos os demitidos.

O governo Alckmin está atolado em acusações de corrupção nas obras do Metrô e segue privatizando este serviço, essencial para a população. O tucano ainda tenta calar aqueles que lutam por um transporte público e de qualidade.

Outras categorias do estado estão em greve, como professores e funcionários das universidades estaduais paulista. Esperamos que essa decisão da Justiça sirva de aviso ao governo, que já vem também praticando atos de truculência contra essa mobilização, como corte de ponto.

Estamos juntos nessa luta! Não tem arrego!

Acesse: www.toninhopstu.com.br

28 de agosto de 2014

Ato neste sábado, em São José, marca Dia da Visibilidade Lésbica


28/8/2014 - Neste sábado, dia 30, a partir das 10h, na Praça Afonso Pena, acontece o “Ato pelo Combate à Lesbofobia, Homofobia e Transfobia”. A manifestação é organizada pela Frente de Luta LGBT de São José dos Campos e vai marcar o dia da Visibilidade Lésbica.

O Brasil é o campeão mundial em crimes de ódio motivados pela transfobia ou homofobia. De todas as mortes ocorridas no mundo por essa motivação, 40% acontecem no Brasil. Isso representa o assassinato de um LGBT (lésbica, gay, bissexual e transgênero) por dia.

O ato vai dizer não à violência, à censura e às restrições de direitos e afetos que as mulheres lésbicas e trans sofrem diariamente.

A chance de uma mulher sofrer estupro é ainda maior se ela for lésbica. Dentre as violências sofridas por essas mulheres está o chamado “estupro corretivo”, um crime cruel supostamente cometido com a intenção de “corrigir” a orientação sexual da mulher lésbica.

Esse quadro também é motivado pela falta de leis que garantam direitos básicos aos LGBTs. As poucas leis que existem não funcionam por que as autoridades não se empenham para seu cumprimento.

Caso Adi
No último mês, a homofobia fez mais uma vítima em São José. Neste dia, a estudante Adi foi agredida na rua por sua vizinha, pelo simples fato de ser lésbica.

Adi teve ajuda policial negada no momento da agressão, o que evidencia o descaso da polícia para com a violência sofrida cotidianamente por LGBTs da classe trabalhadora.

Há um ano, essa violência causou uma vítima faltam em nossa cidade, quando Susy, uma mulher trans, foi barbaramente assassinada.

Não podemos aceitar que os governos permitam e até sejam coniventes com esses crimes de braços cruzados. Por isso, vamos às ruas neste dia 30, exigir a aprovação da lei que transforma em crime a homofobia e a transfobia (PLC 122/06). Exigimos do governo que essa lei seja aprovada de forma integral.

Vamos lutar também políticas de saúde e segurança para a mulher lésbica, pelo fim da violência policial e a desmilitarização da PM, a aprovação da lei da identidade de gênero, políticas efetivas que tirem pessoas trans da marginalidade e políticas educacionais de combate à homofobia nas escolas.

Acompanhe o PSTU Vale nas redes sociais


28/8/2014 - Em um ano, o blog PSTU Vale já conta com mais de 34 mil acessos. Você que já é leitor de nosso blog, também pode acompanhar as novidades da página nas redes sociais e ajudar a impulsionar nossas publicações para um número cada vez maior de leitores. Para isso, basta seguir o PSTU Vale no Facebook.

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Em um ano, já tivemos uma vitória importante na construção de uma imprensa voltada aos interesses da classe trabalhadora e para a divulgação do programa revolucionário. Esperamos seguir em frente e, para isso, contamos com sua ajuda.

Curta nossa página e compartilhe nossas postagens! Vamos impulsionar uma ferramenta voltada para a conscientização e organização da luta de nossa classe!

27 de agosto de 2014

Metalúrgicos da GM aceitam lay-off e batalha por empregos recomeça


27/8/2014 - Com garantia de retorno ao trabalho e pagamento integral dos salários, os metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos aprovaram a proposta de lay-off (suspensão do contrato de trabalho) em assembleia nesta terça-feira, dia 26.

Até 930 trabalhadores ficarão afastados por cinco meses e, após o retorno, terão garantidos seis meses de estabilidade, condição imposta pelo Sindicato e pelos trabalhadores para adoção da medida.

Contudo, será preciso muita mobilização e cobrança do governo Dilma para afastar o risco de demissão. Como parte do plano de reestruturação para aumentar seus lucros, após o último lay-off no ano passado, a montadora demitiu quase 700 trabalhadores, um episódio que não podemos aceitar que se repita.

Chantagem sem fim
Com a nova proposta de lay-off, a GM volta a colocar a corda no pescoço dos trabalhadores da planta de São José. A chantagem é tão grande que a empresa chegou a ameaçar demissão imediata, caso os metalúrgicos não aceitassem a medida.

A montadora alega a necessidade de adotar o lay-off para ajustar a produção diante de queda nas vendas. A verdade, no entanto, é que a indústria automobilística bombou em vendas e lucros no Brasil nos últimos anos e diante de tantos incentivos fiscais concedidos pelos governos ainda têm muita lenha para queimar, ao invés de recorrer a este recurso tão prejudicial aos trabalhadores.

Somente nos últimos dois anos, o governo Dilma abriu mão de R$ 11 bilhões em IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor, além da desoneração da folha de pagamento, do programa de incentivo à produção Inovar Auto e dos empréstimos a juros baixos e prazos a perder de vista, concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Tudo isso, no entanto, não se reverteu em investimentos na cadeia produtiva nacional. Desde 2011, as montadoras enviaram às matrizes no exterior nada menos que R$ 27 bilhões na forma de remessa de lucros. Se investido no Brasil, esse dinheiro poderia garantir avanço tecnológico, melhorias na produção e, o mais importante, empregos. Ao invés disso, as empresas preferem garantir os lucros de seus acionistas no exterior.

Agora, ao primeiro sinal de queda nas vendas e em uma tentativa de preservar seus lucros, a GM volta a aplicar sua política de reestruturação - adotada após a crise que quase levou à falência em 2008 - e, assim como outras montadoras, aumenta a exploração e as demissões.

Em todo setor já são 9,7 mil demissões neste ano e outros quatro mil trabalhadores estão em lay-off, com os empregos ameaçados. Além da GM, é também o caso das montadoras Volks, Ford, Mercedez, Peugeot e Man.

No caso de São José dos Campos, é claro o objetivo da GM de reduzir a massa salarial, trocando trabalhadores com salários maiores, por salários inferiores, bem como aumentar cada vez mais a produtividade (mais produção com menos trabalhadores), como já denunciou o Sindicato.

Quebra de acordo
Não bastasse o lay-off, a GM deixou a unidade de São José de fora dos planos de investimento de R$ 6,5 bilhões que pretende fazer no Brasil até 2018, conforme anúncio feito diretamente à presidente Dilma Rousseff (PT), há duas semanas.

Com a decisão, a empresa descumpre o acordo firmado ano passado com os trabalhadores e o Sindicato dos Metalúrgicos, que garantia prioridade à planta joseense em caso de novos investimentos. Havia sido acordado um investimento de R$ 2,5 bilhões em uma nova fábrica na cidade, com criação de cerca de 2.500 empregos diretos.

A montadora recebeu todas as condições para isso: um terreno doado pela Prefeitura, condições de trabalho aprovadas pelos metalúrgicos da planta, além dos inventivos fiscais já citados. Mas a GM ainda quer mais.

Estabilidade no emprego, já!
O governo Dilma assiste calado à demissão de milhares de trabalhadores da indústria automobilística. A presidente tem plenos poderes para editar uma medida provisória que proíba as demissões e que garanta estabilidade no emprego, mas não o faz. Ao invés disso, segue concedendo benefícios às empresas e garantindo os lucros dos empresários.

O prefeito Carlinhos Almeida (PT) e os vereadores de São José silenciaram diante do lay-off, mas chegaram a comemorar a vinda de investimentos para a cidade, o que não se concretizou até o momento. O governo municipal e a Câmara têm responsabilidade neste processo e não podem ser omissos. Devem cobrar da empresa os investimentos acordados.

As centrais sindicais, que têm o dever de defender os trabalhadores, também devem se unir nesta luta e cobrar do governo sua responsabilidade para com centenas de pais e mães de família que podem ficar sem trabalho.

A CSP-Conlutas já fez o chamado de unidade na luta em defesa dos empregos em todo país à CUT, Força Sindical e CTB.

É preciso medidas urgentes de proteção aos empregos, com redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, estabilidade no emprego a todos os trabalhadores, proibição de demissões imotivadas e de demissões em empresas que recebem incentivos fiscais e fazem importações, adoção de um contrato coletivo nacional, com salários e direitos iguais em todo o país no setor automotivo e estatização das empresas que demitirem.

Foto: Tanda Melo/divulgação Sindmetalsjc

26 de agosto de 2014

Seringueiro denuncia Marina Silva e declara apoio a Zé Maria


26/8/2014 - Como você conheceu a Marina Silva?
Conheci a Marina nas Comunidades Eclesiásticas de Base. Ela trabalhou como catequista, eu também comecei como catequista e nós trabalhamos juntos. As comunidades eram ligadas à Teologia da Libertação. Depois, ela se candidatou, foi eleita deputada eu fiquei de suplente. Mas aí, em 1993, eu saí do PT por divergir do programa do partido, porque estava vendendo todos os seus princípios. Na época, o PT expulsou algumas tendências como a Convergência Socialista. Eu saí do PT em solidariedade à expulsão destes companheiros.

A Marina fez parte dos empates [mobilizações de seringueiros contra o desmatamento da floresta]. No começo teve uma trajetória boa, mas depois se adaptou à legalidade burguesa, indo ocupar uma cadeira de deputada e, depois, de senadora e ministra. Então, fez a grande traição do movimento dos seringueiros.

O que você pensa sobre a candidatura de Marina Silva à presidência da República?
Eu acho que é um retrocesso total tanto pra questão campesina como pra questão da Amazônia. Ela nunca teve uma preocupação com a questão da educação. Ela foi senadora e nunca teve essa preocupação de fortalecer esse setor.

Na Amazônia, ela fez toda a logística para que o agronegócio e para que as multinacionais pudessem dizimar com todo esse potencial aqui da região.

Acho que estamos numa situação em que os candidatos que tão na frente [das pesquisas] não se diferenciam muito. A Dilma não propõe a reforma agrária, o PSDB e a Marina também não. Na questão ambiental, os três têm a mesma agenda que é a economia verde. Como eles vão sustentar isso? Propondo uma esmola pra classe trabalhadora. Vão propor o Bolsa Família. Aqui na Amazônia vão propor a Bolsa Verde, o Bolsa Floresta. Então, vão distribuir esmola e os bancos vão ser os grandes beneficiários pela política propostas por esses candidatos.

Esse pessoal não governa o Brasil. Eles obedecem a uma política econômica do grande empresariado deste país. A Marina sequer tem uma ideologia. A Marina se apresenta como sendo alguém que não é nem de esquerda, nem de direita. Ela não cumpriu com o seu compromisso quando foi ministra. Ela privatizou a Amazônia com a Lei de Concessão de Florestas Públicas, garantiu que o agronegócio se fortalecesse com a liberação dos transgênicos, não teve uma política dura contra a importação dos pneus usados da Europa e da China.

O que você acha da proposta de Marina a respeito do desenvolvimento sustentável pra Amazônia?
Isso aí é a mercantilização total dos recursos naturais que ela quer implementar aqui. Hoje aqui tudo virou mercado. Hoje se propõe vender toda a madeira como matéria-prima. Tem a proposta do mercado de carbono, que garante aos empresários de Las Vegas poluir lá e “compensar” aqui na Amazônia. Isso é a proposta da economia verde. Sustentável para as multinacionais e para o grande capital.

Isso afeta os seringueiros e os indígenas aqui. A proposta dessa economia verde vai querer expulsar essas populações de suas áreas. Eles não vão poder nem colocar o seu roçado.  A Lei de Florestas Públicas vai entregar pra iniciativa privada a sua área de floresta.

O que você acha da escolha de um vice ligado ao agronegócio na chapa de Marina Silva?
Já era algo esperado. A Marina não tem uma proposta de reforma agrária, nunca teve essa preocupação. Com a escolha desse vice [Beto Albuquerque] ela combina a imagem de lutadora que teve no passado com esse setor que sempre foi o grande inimigo daqueles que defendem a reforma agrária e lutam contra a concentração da terra. Os seringueiros e os índios vão sofrer as consequências disso na Amazônia.

Marina sempre usou a história de Chico Mendes em sua trajetória política. O que você acha disso?
Esse pessoal tenta dizer que o Chico era um ambientalista. O Chico nunca foi um ambientalista. Ele foi um libertário, um sindicalista socialista. O que o Chico discutiu com os ambientalistas foi uma aliança em alguns pontos. Mas a reforma agrária adequada pra essa região foi a proposta que o Chico defendeu. Pouco ante de morrer ele já tava divergindo da Marina por conta da proposta apresentada no congresso do Conselho Nacional de Seringueiro, do uso múltiplo da floresta. Isso era fazer o seringueiro aceitar o corte de madeira [comercial] aqui nas Reservas Extrativistas. Hoje o Chico estaria totalmente contra essas políticas que tão sendo implementadas.

Porque você está apoiando a candidatura de Zé Maria?
Eu tô apoiando porque é o único candidato que tá propondo a reforma agrária, a estatização da Amazônia. Tá ligado à luta de classe, ao movimento sindical da CSP-Conlutas. É um cara que tem um passado de luta que nunca foi negado por ele. Continua hoje com as mesmas convicções, como lutar contra a concentração de terras nas mãos de poucas pessoas.

O Lula que foi a esperança da classe trabalhadora sai de lá dizendo que os usineiros são heróis. Mas ainda tem muita gente que ainda luta como Chico Mendes fazia. Eu tenho certeza que essa população que se mobilizou em junho vai ter consciência disso.

Fonte: http://www.pstu.org.br/

Em encontro, sindicalistas discutem apoio à candidatura de Toninho a deputado federal


26/8/2014 - Acontece nesta quinta-feira, dia 28, o Encontro de Sindicalistas em Apoio à Candidatura de Toninho, que vai impulsionar a construção de uma campanha classista e socialista em defesa dos trabalhadores e do povo pobre. A reunião acontece no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, às 16h.

O encontro vai reunir sindicalistas, cipeiros, delegados sindicais e ativistas de diversas categorias, além de representantes dos movimentos sociais, com a proposta de unir forças na construção de uma forte campanha para eleger um candidato que seja a voz dos trabalhadores no Congresso Nacional.

Toninho foi metalúrgico da GM, Embraer e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos por duas vezes, participando de importantes lutas na categoria como a mobilização pela redução da jornada na GM, contra a privatização da Embraer, em defesa dos empregos e direitos dos trabalhadores.

Com longa trajetória de atuação junto aos movimentos sociais, Toninho participou da luta por moradia junto aos ex-moradores do Pinheirinho e ainda hoje é advogado das famílias. Impulsionou a luta que derrubou o aumento dos salários dos vereadores de São José e Jacareí e das manifestações contra o aumento da passagem, em 2013.

Com uma campanha independente de empresários, banqueiros e do agronegócio, construída nas portas de fábricas, escolas, universidades e nas mobilizações das ruas, a eleição de Toninho depende unicamente da colaboração dos trabalhadores e daqueles que acreditam no programa socialista.

“Os empresários já têm seus representantes no Congresso. Eles financiam os seus candidatos para exigir compensações depois das eleições. Não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar que um candidato que recebe dinheiro das empresas, por exemplo, vá defender um projeto de lei da redução da jornada de trabalho. Por isso, nós trabalhadores temos que ter os nossos candidatos para defender nossos interesses em Brasília”, afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Fonte: http://www.toninhopstu.com.br/

25 de agosto de 2014

Intelectuais assinam manifesto em apoio à candidatura de Toninho



25/8/2014 - Professores universitários divulgaram neste fim de semana um manifesto público em apoio à candidatura de Toninho a deputado federal. No documento, os intelectuais ressaltam a postura de Toninho como defensor da universidade pública e uma combativa liderança sindical e dos movimentos populares.

Dentre os professores que assinam o documento estão trabalhadores da USP, como Vladimir Safatle, que realizam uma greve desde maio contra o corte de recursos que financiam a universidade e o plano de demissões imposto pelo governo Alckmin (PSDB).

Este é mais um importante apoio na construção de uma campanha voltada para as lutas e para a defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo pobre. Leia e divulgue: http://www.ipetitions.com/petition/Toninho1616


Professores e intelectuais apoiam a candidatura de TONINHO (1616)

Em 2014, as graves contradições políticas e sociais reveladas pelas manifestações de junho do ano precedente estão assumindo feições cada vez mais agudas. A repressão aos movimentos sociais tornou-se mais intensa, as prisões arbitrárias se sucederam e a criminalização de ativistas revelou os limites da democracia brasileira. Nas universidades estaduais paulistas as investidas privatizantes tornaram-se explícitas. Reitores propagandeiam planos de demissões, cortes de recursos, congelamento de salários e cobranças de mensalidades. Um estado de emergência torna-se evidente.

As manifestações que ocorreram ao longo do ano e a greve da comunidade universitária deixaram claro que novas forças políticas e sociais continuam também a emergir. A constituição da Frente de Esquerda em São Paulo dão um novo sentido a essa emergência.

Aliado de primeira hora da universidade pública e dos movimentos sociais, TONINHO (1616) esteve presente nas mais importantes lutas travadas nos últimos anos. Foi protagonista na resistência dos moradores do Pinheirinho em São José dos Campos, esteve à frente das lutas contra as demissões na indústria automobilística e participou ativamente das jornadas de junho. Nas universidades paulistas TONINHO apoiou nossas greves, debateu com professores, estudantes e trabalhadores administrativos os rumos da universidade e enfrentou os governos de plantão em nome dos autênticos princípios democráticos que ainda perseveram na universidade paulista.

Por meio desse abaixo-assinado, vimos publicamente manifestar nosso apoio à candidatura de TONINHO a deputado federal por São Paulo. Reconhecermos nele um defensor do projeto de universidade pública, autônoma e democrática, uma das mais combativas lideranças sindicais do estado e um incansável ativista dos movimentos populares.

Primeiros signatários:
Beatriz Abramides (professora PUCSP)
Boris Vargaftig (professor USP)
Henrique Carneiro (professor USP)
Ruy Braga (professor USP)
Vladimir Safatle (professor USP)

Justiça nega direito de resposta a Alckmin em ação contra PSTU


25/8/2014 - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo negou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) o direito de resposta no programa de TV e rádio do PSTU. A decisão foi tomada pelo desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin neste domingo, dia 24.

A coligação do PSDB pediu direito de resposta em programa eleitoral do PSTU à afirmação de que Alckmin odeia os pobres, feita pelo candidato a Deputado Federal, Toninho Ferreira, em programa exibido no dia 21.

"Na desocupação do Pinheirinho, Alckmin demonstrou que odeia os pobres",  afirmou Toninho, referindo-se à reintegração de posse do terreno em São José dos Campos que resultou na remoção violenta de 1.840 famílias pela Tropa de Choque da Polícia Militar, em 2012.

Em um dos trechos da decisão, o desembargador afirma: “a referida frase revela opinião manifestada pelo candidato-representado, opinião que se refere a crítica às opções de gestão do governo do Estado de São Paulo, do qual é o chefe, o ora representante Alckmin, cujas opções não teria dado a devida atenção por meio de políticas públicas e de escolhas benéficas à camada menos favorecida da população.”

Para o juiz, “com essa postura, evidentemente, não se trata de fato sabidamente inverídico; não se trata porque se refere a opinião manifestada diante da conduta política do Governador do Estado”.

“Entendemos que a decisão da justiça é uma vitória. Nossa campanha eleitoral não tem financiamento de empresas e temos pouquíssimo tempo de TV. Alckmin, pelo contrário, tem muito dinheiro de empresários e tempo de TV e não vai nos calar. Vamos seguir na luta e na defesa dos trabalhadores e da população pobre. Inclusive, voltaremos a falar do Pinheirinho”, afirma Toninho.


22 de agosto de 2014

Artigo: Basta de violência contra a população negra da periferia


22/8/2014 - A juventude negra e pobre vai às ruas nesta sexta-feira, dia 22, denunciar o aumento da violência cometida pela Polícia Militar nas periferias do Brasil e do mundo. A Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro acontece em São Paulo e vai exigir o fim desta situação.

Em nosso país, a violência policial cresceu 111% apenas este ano, uma dura realidade que, infelizmente, tem cor e classe social bem demarcadas. Segundo o último mapa da violência no Brasil, um jovem negro tem 139% mais chances de ser morto na rua do que um jovem branco. Casos como o de Amarildo, Douglas, o dançarino DG e Cláudia, todos mortos pela PM, são apenas alguns exemplos de uma triste realidade vivida por milhares de pessoas no país, que tem a maior população negra fora da África.

Essa violência policial é legitimada pelo racismo disfarçado de “justiça”, em que primeiro se mata, para depois perguntar o nome. O preconceito racial é uma característica típica da PM, que vê na população negra um potencial inimigo.

Não são raros no Brasil casos absurdos como o ocorrido na última semana, em Ferguson, nos Estados Unidos, onde um policial matou com seis tiros o jovem Michael Brown, que estava desarmado. O episódio chocante provocou revolta e grandes protestos por parte da população daquela cidade.

Desigualdade social
Mas a principal razão para tanta violência está na grande desigualdade econômica e de direitos sociais que atingem particularmente a população negra. Uma herança da escravidão, que os governos comandados pelos ricos e poderosos não têm interesse em resolver.

Passados 12 anos em que o Brasil é comandado pelo PT, a população extremamente pobre, que vive com menos de um dólar por dia, está estimada em 16 milhões de pessoas, das quais, 71% são negras.

A presidente Dilma, assim como fazia Lula, defende o Bolsa Família como a salvação da lavoura para acabar com a pobreza no país. Mas enquanto destinou R$ 4 bilhões ao programa no ano passado, repassou aos banqueiros R$ 718 bilhões para pagamento dos juros da dívida pública. Ou seja, está claro que o compromisso do governo é com os empresários e não com a população pobre.

Não é possível acabar com a pobreza sem emprego, melhores salários, educação, saúde, moradia de qualidade. Entretanto, os trabalhadores negros seguem recebendo os menores salários, em média 57% dos rendimentos de um branco, e sendo a parcela da população com menos acesso aos serviços públicos.

Essa situação não vai mudar enquanto tivermos governos financiados e a serviço dos grandes empresários, banqueiros e ruralistas, que precisam manter as desigualdades para sustentar seus lucros.

Por Raquel de Paula, do Movimento Quilombo Raça e Classe e candidata a deputada estadual pelo PSTU

21 de agosto de 2014

Saiu na imprensa: Ana Luiza, candidata a senadora, defende fim do Senado



21/8/2014 - Em campanha na cidade de Osasco na última segunda-feira, dia 18, Ana Luiza (PSTU), candidata ao Senado pela Frente de Esquerda, concedeu entrevista ao jornal Visão Oeste e falou sobre as principais propostas defendidas por sua candidatura.

Uma delas é a extinção do Senado, “uma instituição conservadora, que não representa a população”. Para a candidata, “o Senado cumpre o papel de uma Casa revisora das votações da Câmara. É desnecessário o papel dele, tinha que ser uma Câmara única”.
Ana Luiza defende ainda o financiamento público de campanhas políticas. “Hoje [com o financiamento privado] você não sabe quem vai ganhar a eleição, mas já sabe quem vai governar, porque quem está pagando tem um peso muito grande nas decisões”.

Outra bandeira do PSTU é a reestatização de estatais privatizadas ou sob concessão. “Hoje uma empresa privatizada não é só privatizada, passa a ser internacionalizada, desnacionalizada. Então é muito mais grave o ataque ao patrimônio público”, analisa.

“A gente está vendo a crise da água agora, com a Sabesp. A Sabesp tem uma parte do seu capital aplicado na Bolsa de Nova York. Vamos passar sede aqui, vai faltar água, mas os investidores, em Nova York, vão ter bastante lucro. Isso é gravíssimo”, exemplifica Ana Luiza.

A candidata ao Senado pelo PSTU também critica a ação dos black blocs, que, diz, usam “uma tática equivocada”.

Sobre Marina Silva, candidata à presidência pelo PSB no lugar de Eduardo Campos – morto na semana passada em um acidente aéreo –  Ana Luiza avalia: “Está fazendo a nova cara de uma velha política”.

A candidata afirma ainda que sua principal bandeira é “a luta contra a opressão”. “Além dos problemas sociais, temos a questão de ser um dos países onde se mata mulheres todo dia. Não existe o investimento numa política para conter a violência contra as mulheres”.

Ana Luiza está em quarto lugar, com 3% das intenções de voto ao Senado, segundo a última pesquisa Datafolha, atrás de José Serra (PSDB), que tem 33%, Eduardo Suplicy (PT), com 30%, e Gilberto Kassab (PSD), com 7%. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Visão Oeste - Quais são suas principais bandeiras para o Senado?
ANA LUIZA - Nosso programa para o Brasil é construir um país para os trabalhadores, partindo das lutas, das greves e mobilizações da classe trabalhadora. Dentro dessa questão mais do Senado, o estado de São Paulo tem muitos recursos e não reverte esses recursos para a população.
Por exemplo, aqui em Osasco há um problema grave na saúde. Mesmo sendo uma cidade que tem uma das maiores arrecadações do estado, não dá aos trabalhadores condições de saúde e de direitos.

E dentro do Senado, do Congresso Nacional, é onde se define orçamento. Mesmo que não se discuta a especificidade dos municípios, dos estados, mas define a parcela da Federação. Então, a ideia é inverter essa lógica, de que 40% vai para os juros da dívida, para pagamento da divida interna e da externa. Entendemos que é preciso suspender esse pagamento da dívida, discutir isso e reverter essa situação para os trabalhadores.

Os trabalhadores e a juventude saíram às ruas em 2013 com essa pauta. Conseguiram, com a mobilização, impedir o reajuste da passagem, mas não era só por R$ 0,20. Era uma pauta grande de direitos reivindicados que até agora não foram garantidos.

Nossa candidatura tem a preocupação de fortalecer essa luta, pelos direitos dos trabalhadores e da juventude. 10% do PIB para a Educação, 10% do PIB para a Saúde, 2% para Transporte, o que permitiria que, pelo menos, pudesse reduzir as passagens e investir na reestatização dos transportes. 
Além disso, também precisamos discutir o próprio papel do Senado, uma instituição conservadora, que não representa a população. O Senado cumpre o papel de uma Casa revisora das votações da Câmara. É desnecessário o papel dele, tinha que ser uma Câmara única. Achamos que ele deve deixar de existir e a gente se propõe a fazer esse debate.

Tem também a questão dos salários dos senadores e deputados. É um acinte, um Congresso que vota um salário mínimo de R$ 724, vota para os seus parlamentares R$ 26 mil, R$ 27 mil. E, além desse salário, eles têm diversas regalias.

V.O. - A senhora citou as mobilizações de 2013, mas o PSTU também foi hostilizado nas manifestações.
ANA - As pessoas não nos conhecem. Então, fizeram uma analogia com todos os demais partidos. Hoje já não existe mais polêmica conosco. No começo, houve uma generalização da política.
V.O. - Como a senhora vê a ação dos black blocs?
ANA - Consideramos que a tática que eles implementam é errada e prejudicou muitas ações nossas. Ter aquela atitude de quebrar um vidros, um carro, justificou a agressão policial. A polícia sempre nos agrediu. Ela estava sempre procurando um argumento para agredir os trabalhadores e eles [os black blocs] acabaram dando esse argumento. É uma tática equivocada, não concordamos com o método deles.
  
Agora, a gente também não concorda que haja uma criminalização, que forjem provas, que generalizem, que acusem todo mundo de ser black bloc, enquanto deixam de punir os corruptos das empresas do cartel do Metrô, as mesmas empresas que agora estão financiando a campanha à reeleição do governador Geraldo Alckmin.
V.O. - Uma das principais bandeiras do PSTU é a reestatização das empresas privatizadas ou sob concessão. Em uma economia globalizada, é possível fazer isso sem gerar caos na economia?
ANA - Totalmente. O capitalismo sempre atuou de maneira globalizada.  Hoje, uma empresa privatizada, não é só privatizada, passa a ser internacionalizada, desnacionalizada. Então é muito mais grave o ataque ao patrimônio público.

A gente está vendo a crise da água agora, com a Sabesp, uma empresa que tem parte do seu capital aplicado na Bolsa de Valores de Nova York. Vamos passar sede aqui, vai faltar água, mas os investidores, em Nova York, vão ter bastante lucro. Isso é gravíssimo.

V.O. - As pesquisas apontam a senhora em quarto lugar nas intenções de voto. Na sua frente estão Eduardo Suplicy, tradicionalmente o candidato do eleitor mais à esquerda e dois nomes mais conservadores, José Serra e Kassab. A senhora se apresenta como uma alternativa à esquerda ao Suplicy ou o foco é tirar votos dos conservadores?
ANA - Nós queremos ganhar votos de todos eles. Sabemos que existe diferença. Kassab e Serra são representantes da direita tradicional de São Paulo. O Suplicy tem outras características, mesmo dentro do PT, ainda é um dos que se relacionam com os movimentos sociais. Em lutas dos trabalhadores ou pela democracia, se você chama, ele vem. Só que uma coisa é ele como figura, isoladamente, nos movimentos sociais, outra é quando ele entra no Senado. 
Quando ele entra no Senado, faz o que o PT manda. Ali, ele se alia com Sarney, com Collor, e vota esse orçamento que dá a maioria dos recursos para os banqueiros. Ele, como parte do PT, leva a mesma política que nos oprime e retira direitos.
V.O. - A candidatura do PSTU à presidência, Zé Maria, sinceramente visa mais marcar posição, fortalecer o debate, do que esperar uma vitória. Entre os três principais candidatos colocados hoje, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva, há alguém que a senhora avalie como ‘menos pior’, alguém para apoiar num eventual segundo turno?
ANA - Nós vamos votar nulo no segundo turno. Achamos que Marina  não rompeu com os empresários, ainda que seja a candidata que vai refletir os anseios de mudança, seja pelo seu perfil, pela sua história ou pela referência de ser uma herdeira de Chico Mendes.

E ela tem como um dos seus financiadores a Natura, uma empresa de cosméticos que destrói as florestas para pegar matéria prima para seus cremes e perfumes em grande escala.

Marina está fazendo a nova cara de uma velha política de conciliação. Vai criar muita expectativa e iludir bastante os setores mais descrentes.


20 de agosto de 2014

Não à transfobia, venha de quem vier!

20/8/2014 - Por que as pessoas trans* são invisíveis? Por que todo mundo, mesmo dentro dos próprios movimentos que teoricamente deveriam entender alguma coisa sobre opressões, não entende quase nada sobre a nossa própria existência? E quando finalmente temos condições de anunciar nossa existência, ainda tentam nos dizer quem nós somos e do que nós precisamos. Temos a impressão que as pessoas tentam o tempo todo nos empurrar de volta à inexistência. Não, engano meu, não é impressão, isso realmente acontece. É isso que a humanidade "aprendeu" durante milênios.

A inexistência social das pessoas trans*
A criminalização da "homossexualidade" (antes denominada "sodomia" significou, durante milênios, o genocídio de LGBTs. Na verdade, alteraram a própria História para tentar apagar a nossa existência, mas não conseguiram. Durante a Idade Média, a perseguição a LGBTs impossibilitava que sua existência fosse conhecida senão por um setor minoritário da sociedade. A nossa sociedade ficou alienada a tal ponto que não sabia sequer que LGBTs existem e sempre existiram dentro dela. Ainda que esta alienação tenha sido revertida em parte pela luta do movimento LGBT, ela continua a existir em todos os países capitalistas e, na maioria deles, continua a atingir mais fortemente as pessoas trans*.

Quando os comunistas do século 19, mesmo o próprio Marx, se depararam com os homossexuais que apareciam na imprensa ou lançavam livros, acreditaram que a homossexualidade era uma degeneração burguesa, já que estes homossexuais eram todos burgueses. Mesmo na década de 1920, a maioria dos comunistas que defendiam a descriminalização da homossexualidade (como ocorreu na Revolução Russa) acreditavam que não existia homossexualidade na classe operária.

No campo da (pseudo)-esquerda, o troféu de burrice vai para as seitas stalinistas que acreditam que as pessoas trans* são uma degeneração burguesa pós-moderna. Marx, apesar de ter estudado inúmeros livros, ao menos tinha duas desculpas para sua burrice: (1) ele vivia no século 19 e (2) não existia identidade LGBT antes do surgimento do capitalismo, mas, ah, esses stalinistas! Em que mundo vivem? As centenas de tribos africanas e indígenas em que travestis e transexuais são aceitos socialmente mandaram lembranças.

A invisibilidade lésbica, bissexual e trans* também são expressões desta mesma alienação. Quando homens gays rejeitam a travestilidade porque acreditam que um "homem" não precisa vestir-se ou comportar-se "como se fosse" uma mulher, isso nada mais é do que a conclusão precipitada de alguém que se depara com uma travesti pela primeira vez na vida. Quando uma pessoa é expulsa de uma balada gay porque beija alguém do gênero oposto, é porque os gays não sabem que existem pessoas bissexuais. O mais curioso é quando homens gays ficam em roda conversando sobre sexo entre homens e outras coisas masculinas e ainda por cima reclamam quando as mulheres lésbicas não se interessam com essas conversas! Eles por acaso são burros? Sim, são alienados!

Foram as travestis as primeiras que se revoltaram com a polícia em Nova Iorque em 1969, dando origem à Revolta de Stonewall. É triste, muito triste, que hoje o aniversário desta revolta seja popularmente conhecido como "Parada Gay". Gay? Ai, ai...

Muitas feministas radicais, por incrível que pareça, dizem que as mulheres trans são homens que dizem que são mulheres porque querem ocupar os movimentos feministas e os espaços públicos ocupados pelas mulheres. Se nossa história não tivesse sido apagada, essas feministas saberiam que, pelo contrário, as pessoas trans* existem desde "sempre" e que foram expulsas dos espaços públicos da mesma forma que as mulheres.

Fazem questão de excluir as mulheres trans de seus espaços porque elas têm "sexo masculino". Muitas vezes dizem que as mulheres trans têm privilégios masculinos. Oi? Privilégios masculinos?

Gabriela Monelli, presente!
Quem são as travestis?
Uma vez que existe um esforço constante para apagar as travestis da história e da sociedade, existem poucos dados sobre a vida social das travestis. Mas temos alguns.

Segundo o GGB, dos assassinatos documentados de LGBTs em 2013, 35% eram travestis. A estimativa do GGB de 2012 é que existem 50 mil travestis e 2 mil transexuais no Brasil. Ou seja, ano passado, cerca de uma travesti a cada 460 foi assassinada em 2013.

Comparando os dados do GGB de forma relativa à população (considerando que 7,8% dos homens se declararam homossexuais num estudo do Instituto de Psiquiatria do HC da USP em 2009), concluímos quea probabilidade de uma travesti ser vítima fatal de um crime de ódio é cerca de 90 vezes maior que a de um homem gay.

Estima-se que 3 em cada 5 mulheres trans já tentaram ou tentarão cometer suicídio em algum ponto de sua vida. Temos também alguns dados sobre as travestis na Argentina: lá, a expectativa de vida de uma travesti é de 35 anos, 90% delas vive em situação de prostituição e 86% não concluíram o ensino fundamental.

A conclusão inevitável é que a grande maioria das travestis (que começam a se identificar, em média, entre 10 e 12 anos de idade) é expulsa das escolas e é arrastada à prostituição por não encontrarem nenhum espaço no mercado de trabalho formal.

O único espaço social que não expulsa sistematicamente as travestis de seu interior são as casas de prostituição. Saúde pública, transporte público, polícia, sistema judiciário e universidades são apenas alguns exemplos das instituições nas quais as travestis são constantemente hostilizadas. Entre as travestis, são também comuns os relatos de estupro, assédio e agressões físicas e psicológicas, desmoralizações, etc.

A exploração sexual de travestis é bastante lucrativa. O tráfico humano associado à prostituição também atinge as travestis ainda crianças. Existem, inclusive, especialistas em procurar as travestis jovens que ainda estão dentro do armário. Só como um exemplo, imagine um "menino" de 12 anos que sonha constantemente em "tornar-se" uma menina, que é hostilizada na escola e em sua casa, quando não é expulsa. Este(a) especialista, no momento oportuno, lhe faz uma oferta: ela pode ganhar um corpo de mulher, mas terá que "trabalhar" para pagá-lo. Para quem não sabe, para as travestis da periferia, este "corpo de mulher" é criado a partir de pesadas doses de hormônios e pela aplicação clandestina de silicone industrial em seu corpo pelas chamadas bombadeiras. É desnecessário dizer o quanto isso é arriscado para a saúde e a própria vida destas crianças. Esta travesti, ainda adolescente, não terá escolha senão ser vítima de exploração sexual até pagar sua "dívida".

Resumindo, a posição social mais comum das travestis está muito longe de serem as posições privilegiadas de alguns homens: os empregos mais bem remunerados, os postos administrativos e políticos ou entre os capitalistas. Algumas travestis podem ser encontradas nos postos típicos ocupados pela maioria das mulheres, mas a maioria das travestis não são professoras e pedagogas mal remuneradas, nem cozinheiras, faxineiras, terceirizadas, etc. A condição mais comum das travestis é muito parecida com a das mulheres mais oprimidas, mais pobres e marginalizadas da nossa sociedade, assim como acontece com muitas mulheres negras.

Portanto, do ponto de vista social, as travestis não são homens, mas mulheres,mulheres oprimidas, pobres e marginalizadas. Elas não são vítimas apenas dos crimes de ódio direcionados a LGBTs, mas também da naturalização da violência contra a mulher, da objetificação e sexualização da mulher, da exploração sexual, da expulsão dos espaços públicos e de quase todo tipo de marginalização e violência que as mulheres sofrem (exceto aqueles relacionados à gravidez e à reprodução). Mesmo as travestis que não se identificam como mulheres, na maior parte das vezes estão socialmente mais próximas das mulheres do que dos homens. É verdade que as pessoas dizem que as travestis são homens disfarçados como mulheres, mas, ao mesmo tempo, as travestis são tratadas como aberrações da natureza e como mulheres indesejadas.
Invisíveis.

Quem determina nossa existência?
Parece ser óbvio, deveria ser óbvio, mas ainda precisamos dizer pra todo mundo que nós somos quem nós somos. Quem determina quem nós somos e quem nós deveríamos ser não é a sociedade, nem os capitalistas da mídia, da imprensa e das religiões que mais parecem empresas, nem as teorias acadêmicas absurdas que reduzem o nosso gênero à nossa genitália, nem os psicólogos e endocrinólogos, muito menos as pessoas que nos chamam de pirocos, mas sim nós mesmas.

Contribuição da companheira do PSTU de Campinas Jéssica Milaré, autora do blog “Uma travesti marxista”.

Secretaria LGBT PSTU de São José dos Campos

Artigo: Eu vejo o futuro repetir o passado


20/8/2014 - Infelizmente, estas eleições têm se mostrado cada vez mais um balcão de negócios, em que não se apresenta ideias e propostas, mas se vendem candidatos e slogans. As eleições são o terreno da burguesia. É o poder econômico que elege os candidatos e não a força ou a justeza de suas ideias e planos.

Um levantamento feito pelo site UOL informa que as campanhas eleitorais vão custar até três Copas do Mundo (R$ 73,9 bilhões). Nessa negociata, Dilma Rousseff (PT) pretende gastar R$ 298 milhões, Aécio Neves (PSDB), R$ 290 milhões e  Marina (PSB/REDE), R$ 150 milhões.

Apesar de muito ricos, estes candidatos ou partidos não possuem toda essa dinheirama. São as grandes empresas, bancos e empreiteiras que investem esse dinheiro para manter seus lucros e garantir que, depois de eleitos, os políticos continuarão governando para os interesses daqueles que os financiaram. É como diz o ditado popular: “quem paga a banda, escolhe a música”.

Não por acaso, até mesmo a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal), a mais alta corte de juízes do país, questionando a legalidade do financiamento privado de campanha. A votação estava 6 x 1 favorável a acabar com o financiamento de empresas a partidos e políticos. O PSTU foi o único partido a tomar parte da ação junto com a OAB, defendendo o fim do financiamento privado (assista aqui o vídeo). Após o pedido de um dos juízes, o processo está suspenso.

A importância de ser independente dos patrões
Quando a maioria do PT decidiu por retirar do programa de fundação daquele partido a expressão “sem patrões” e manteve apenas “por um partido dos trabalhadores” abriu-se uma enorme polêmica. Nós denunciamos que essa manobra era o início do fim daquele projeto organizativo. E foi.

Agora em 2014, com a entrega da primeira prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral, é possível constatar que o PSOL do Rio Grande do Sul recebeu R$ 50.000,00 do Grupo Zaffari. Valor que foi dividido: R$ 30.000,00 para a campanha de Roberto Robaina (MES) ao governo e R$ 15.000,00 para a campanha à presidência de Luciana Genro (MES). Desta forma, este partido demonstra que não aprendeu com os erros do passado.

O PSOL fala uma coisa e faz outra
Publicamente, Luciana Genro se coloca contra o financiamento privado de campanha, mas nos bastidores aceita o financiamento que supostamente condena.

Em outras eleições, o PSOL, tendo a frente a corrente MES (Movimento Esquerda Socialista), que na juventude é o JUNTOS, já havia recebido dinheiro de grandes empresas como a Gerdau, Taurus e o próprio Zaffari. O mesmo fazem outras correntes do PSOL, como a do senador Randolfe na eleição de 2012.

O PSOL diz se contrapor à “velha política”, mas age da mesma forma que os velhos partidos tradicionais.

Já na sua fundação, o estatuto do PSOL deixava em aberto o financiamento pela burguesia nacional.

“CAPÍTULO XI - DAS FINANÇAS E DA CONTABILIDADE
Art. 71 – Os recursos financeiros do Partido serão originários de:
III – Rendas eventuais e receitas de atividades financeiras e partidárias, observadas as
disposições legais;
Parágrafo Único - Não serão aceitas contribuições e doações financeiras provindas, direta ou indiretamente, de empresas multinacionais, de empreiteiras e de bancos ou instituições financeiras nacionais e/ou estrangeiros (...). (grifo meu).”

Quer dizer que dinheiro da burguesia nacional pode? Segundo a prática e o estatuto do PSOL podemos concluir que não há problema em ser financiado pela burguesia nacional industrial, do agronegócio, do comércio e varejo (como o caso do Zaffari). Mas há diferenças entre o dinheiro dos exploradores daqui ou de fora?! Opinamos que não!

Para onde vai o PSOL?
Essa postura do PSOL, não se trata apenas de incoerência e hipocrisia. Isso é pouco em relação ao que essa atitude de fato representa. O grande problema é que numa sociedade dividida entre trabalhadores e patrões, ser financiado pelos patrões é romper a barreira de classe. É tomar dinheiro do inimigo e namorar seu programa. É dizer aos trabalhadores que podemos nos aliar, mesmo que eventualmente, com quem nos explora todo dia!

Para nós, essa barreira entre patrões e trabalhadores é clara e intransponível! É parte dos princípios de nossa organização jamais receber dinheiro da burguesia para financiar nossas lutas ou nossas candidaturas!

É óbvio que o grupo Zaffari não é bonzinho, nem acredita nas ideias do PSOL. Assim como financia o PSOL, financia todos os partidos da ordem. Quando os capitalistas fazem isso com os partidos tradicionais (PSDB, DEM, PMDB, PSB e o PT), o fazem para ter certeza que se eleitos serão recompensados com licitações e obras públicas, além de favores estatais.

Mas quando os capitalistas fazem isso com um partido da esquerda socialista, que reúne uma importante parcela dos ativistas do movimento social combativo do nosso país, o fazem – além dos mesmos motivos de antes – para minar as bases dessa organização. Fazem para que, aos poucos, esse partido vá se adaptando, tranquilizando o discurso, os métodos, as ações. Fazem para comprar e destruir este partido. Assim, com o tempo a organização vai se tornando refém dos inimigos de classe até que pula de “mala e cuia” (como se diz no RS!) para o outro lado. Tragicamente, essa  não é uma história nova.

A nova velha prática da conciliação de classes
O PT não serve mais aos interesses dos de baixo. A direção do PSOL sabe disso. Então por que repete esse erro? O PSOL saiu do PT fazendo estardalhaço, denunciando o financiamento das empreiteiras e a aliança com os setores mais atrasados da sociedade. Agora, pega dinheiro das empresas e aprova uma candidatura que defende o Estado assassino de Israel (Solange Pacheco, candidata a deputada estadual, do PSOL no RJ).

O PSOL ser financiado pela burguesia, infelizmente, também não é nenhuma novidade. Vem recebendo dinheiro das grandes empresas desde a eleição de Porto Alegre em 2008 e fizeram isso de maneira aberta nas eleições de Belém e no Macapá, em 2012. Aceitar dinheiro da burguesia tem sido um ponto em comum do MES e da Unidade Socialista (corrente do Senador Randolfe). Essa atitude da direção do PSOL se dá justamente após tudo que aconteceu no último ano. Quando a população se moveu por um novo projeto, por uma alternativa. Logo após todos os protestos de junho e as greves que sacudiram o país. Logo quando os trabalhadores e a juventude, aos milhares e depois de muitos anos, voltaram às ruas, ousaram lutar e vencer. Apesar de tudo, o PSOL optou mais uma vez por reforçar o “vale tudo para eleger”.

Talvez, esta seja a primeira frustração de vários militantes honestos do Bloco de Esquerda do PSOL, que ao defender Luciana Genro em contraposição à Randolfe, a viam de fato como uma alternativa real de mudanças. Enxergaram nela não só outro perfil, mas outro programa e prática. Lamentavelmente, Luciana e Randolfe são iguais nesse sentido. Desde a primeira vez que o PSOL rompeu a barreira de classe e pegou dinheiro com a burguesia nós alertamos e continuaremos dizendo: esse é um caminho sem volta!!

Uma atuação revolucionária nas eleições
O PSTU é profundamente diferente do PSOL e dos partidos tradicionais. Acreditamos na total independência política dos trabalhadores, e ela só é possível com independência financeira.

Somente com as mãos livres a classe operária poderá cumprir sua tarefa histórica de salvar a humanidade da barbárie capitalista. Não procuramos atalhos ou caminhos que, à primeira vista, parecem mais fáceis. Temos mais paciência, somos mais otimistas. Seguimos acreditando que a união dos trabalhadores pode mudar o mundo.

Queremos ganhar muitos votos, mas o que mais queremos é trazer os trabalhadores e a juventude para um programa que aponte para tomada do poder pela classe trabalhadora. Enxergamos as eleições com o entusiasmo que as liberdades democráticas nos dão para falar aos milhões de trabalhadores. E lutamos para eleger parlamentares que sejam a voz da luta revolucionária. Mas os nossos sonhos não se acabam nas urnas.

Os trabalhadores e a juventude em luta devem tirar conclusões. Muitos deles estão rompendo com o PT e procurando onde se apoiar. Aqui se reabre uma polêmica e queremos incentivar ao máximo a esquerda socialista a tirar conclusões sobre o que significa esse fato para a própria natureza do PSOL e para a trajetória dos movimentos sociais. O caminho de receber dinheiro das empresas nas eleições tem se mostrado um caminho sem volta. Com a palavra, os trabalhadores e a juventude.


Por Chico César, do Rio Grande do Sul, e Edgar Fogaça, de São José dos Campos



Leia também:
Porto Alegre: campanha do PSOL é financiada pela burguesia mais uma vez


19 de agosto de 2014

Falta de democracia marca propaganda eleitoral na TV e no Rádio


19/8/2014 - Tem início nesta terça-feira, dia 19, o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Até o dia 2 de outubro, serão 50 minutos diários em que os partidos e políticos tradicionais vão monopolizar o tempo e a atenção dos eleitores na disputa pelo voto. Isso por que, a propaganda eleitoral é marcada pela desigualdade e falta de democracia na distribuição de tempo entre os partidos.

Dos 25 minutos reservados para disputa à presidência, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT) terá mais de 11 minutos, seguida por Aécio Neves (PSDB), com quatro minutos e meio. Enquanto isso, Zé Maria, do PSTU, terá apenas 45 segundos para apresentar sua candidatura e programa partidário, o que mostra o caráter antidemocrático desse processo.

Mas a falta de democracia não para por aí. Enquanto Dilma, Aécio, Marina Silva (PSB) e Pastor Everaldo (PSC) terão entrevista de 15 minutos, ao vivo, na bancada do Jornal Nacional, o telejornal de maior audiência no Brasil, o candidato do PSTU só terá 40 segundos de entrevista gravada.

A Rede Globo, que tem concessão pública para transmitir, já escolheu os seus candidatos e dará a eles mais tempo para apresentar seus programas. Não por acaso, são os mesmos candidatos que recebem rios de dinheiro das grandes empresas e banqueiros para manter tudo como está.

Campanha estadual
A situação é mesma nos programas para o governo estadual, Senado, para deputado federal e estadual. Enquanto as coligações do PSDB de Alckmin, PT de Padilha e PMDB de Paulo Skaf dominarão mais da metade do horário eleitoral, a Frente de Esquerda entre PSTU e PSOL terá 49 segundos para o candidato a governador Maringoni, 22 segundos para a candidata ao senado Ana Luiza, 30 segundos para os candidatos a deputado federal e 23 para dividir entre todos os candidatos a deputado estadual.

Está claro como a divisão dos tempos de rádio e TV, como ocorre hoje, limita o espaço de discussão sobre as propostas dos candidatos e partidos, para que os políticos tradicionais possam manter o controle do processo eleitoral.

Com isso, a população, que tem o direito de conhecer todos os programas políticos colocados, acaba conhecendo apenas uma parte deles, o dos partidos que já dominam o processo eleitoral por ter maior financiamento privado e maior número de mandatos.

Mas esse processo que já é desigual vai piorar ainda mais nas próximas eleições com a reforma eleitoral aprovada por Dilma no ano passado. Com a nova Lei Geral de Eleições, o tempo de TV a ser dividido entre todos os partidos vai cair de 10 minutos para 3 minutos e 20 segundos. Com isso, 89% do horário eleitoral será dividido entre os partidos que já têm representação na Câmara.

"As eleições, que já são dominadas pelos ricos e poderosos, serão ainda mais injustas em 2016, com a diminuição do tempo de TV e rádio destinados aos pequenos partidos. Por isso, o PSTU defende a repartição igual do tempo de TV e rádio entre todos os candidatos, além da proibição do financiamento privado de campanha", defende Toninho, candidato a deputado federal pelo PSTU.

Aécio, Dilma e Marina representam política que privilegia banqueiros e empreiteiras

19/8/2014 - Nesta terça, 19, começa o horário eleitoral gratuito no rádio e televisão. É quando, para muitos, começa de fato a campanha eleitoral. Mostrando o caráter profundamente antidemocrático desse processo, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff, terá mais de 11 minutos, seguido por Aécio Neves, com quatro minutos e meio. O candidato do PSTU, Zé Maria, terá, por sua vez, apenas 45 segundos para apresentar sua candidatura e o programa do partido.

O início da campanha na TV começa a menos de uma semana do trágico acidente que tirou a vida do candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos. A morte do ex-governador de Pernambuco embaralhou completamente o cenário eleitoral, que caminhava para uma disputa polarizada entre o PT e o PSDB, se as eleições fossem para o segundo turno.

Com a entrada de Marina Silva em cena, tudo indica que a disputa irá para o segundo turno. A candidata filiada ao PSB para concorrer nessas eleições, já que o seu Rede não conseguiu legalização em tempo hábil, está sendo apontada como uma terceira via à polarização entre o PT e o PSDB. Marina Silva seria, assim, a expressão do 'novo' na política, a cara das manifestações de junho. Mas seria mesmo assim?

Que PT e PSDB representam essencialmente a mesma política é uma compreensão cada vez mais comum. Foi um dos aspectos das Jornadas de Junho, que expressou a repulsa aos políticos e às instituições de forma generalizada. Foi por isso ainda que Dilma sofreu, nesse período, um severo desgaste que, ao mesmo tempo, não se refletiu em transferência de intenção de votos para o PSDB. Ou seja, as pessoas não aprovam a candidata do PT, mas muito menos querem a volta da direita tradicional ao poder.

Quem é Marina?
Marina Silva, nesse contexto, aparece como uma cara nova, distante dos políticos tradicionais. Seu prestígio parte de sua trajetória política e pessoal, que guarda muita semelhança com a de Lula, e o seu discurso ambiental. Nas próprias manifestações que sacudiram o país em junho passado, Marina aparecia com destaque nas pesquisas para presidente.


Mas Marina representa as reivindicações colocadas pelas ruas? Apesar de a candidata estar sendo insuflada como a novidade nessas eleições, atraindo boa parte das pessoas descontentes com a política, ela representa o mesmo programa colocado aí pelas duas outras candidaturas.

Nem mesmo um programa ambiental coerente a candidata representa. Como ministra do meio ambiente do governo Lula, cargo que ocupou de 2003 a 2008, foi liberado o cultivo de sementes transgênicas no país. Sua gestão também atacou órgãos federais como o Ibama, que foi desmembrada e esvaziado para facilitar a concessão de licenças ambientais às grandes obras.

Um dos maiores ataques do período que esteve à frente do meio ambiente, contudo, foi a Lei de Gestão de Florestas Públicas que, na prática, aluga as florestas para a exploração privada. É a privatização de florestas inteiras para os lucros do setor privado. Esse é o significado da 'ecologia sustentável' que Marina defende, uma forma de colocar os recursos naturais à disposição do capitalismo.

Já o programa de governo encabeçado pela candidata segue a linha neoliberal que ela já apresentou nas eleições em 2010. Na época, Marina se cercou de economistas de mercado para defender medidas como a autonomia do Banco Central. Agora não é diferente. O principal elaborador do atual programa de governo do PSB, o economista Eduardo Giannetti, afirmou que "há uma forte convergência" entre o PSDB e o PSB. Sem meias palavras, ele defende "ajustes duros que restabeleçam a confiança", referindo-se a cortes no Orçamento e aumento nas tarifas de energia elétrica e gasolina.

Não é por menos que Marina tem por trás o apoio da Natura e do Itaú. Seu programa de governo não só não vai dar conta das necessidades e reivindicações colocadas nas ruas em junho, como aprofundar os problemas que levaram milhões às ruas. Com o ajuste fiscal, vai piorar a situação dos serviços públicos, e com o reajuste da gasolina o transporte público vai aumentar, assim como a inflação em geral.

Terceira via só operária e socialista
Tanto Aécio quanto Dilma e Marina representam, com poucas nuances, a mesma política que vem sendo levada a cabo há anos nesse país. Todos representam uma política econômica que privilegia banqueiros, empresas e empreiteiras e, por isso, não vão trazer qualquer tipo de mudança. Pelo contrário, esses candidatos já tem programado uma lista de ataques para 2015, tão logo sentem na cadeira de presente.

A única forma de mudar de fato e atender as reivindicações de junho, e também das greves que se sucederam após as mobilizações de rua, é através de uma outra política econômica, que rompa os bancos e empresas. Ou seja, que pare de pagar a dívida interna e externa aos agiotas internacionais (que representa hoje quase metade do Orçamento Federal), e invista maciçamente em saúde, educação e transporte públicos. Que reestatize as empresas privatizadas, anule os leilões do petróleo e se comprometa com uma Petrobras 100% estatal.

Uma terceira via à falsa polarização entre PT e PSDB teria que ser necessariamente uma alternativa dos trabalhadores, sem banqueiros ou patrões. É isso que a candidatura Zé Maria e Cláudia Durans apresenta.

18 de agosto de 2014

PSTU realiza palestra de apresentação do partido neste sábado, dia 23


18/8/2014 - No próximo sábado, dia 23, o PSTU realiza uma palestra de apresentação do partido com o dirigente e historiador marxista Valério Arcary. Será às 16h, na sede de São José dos Campos, com participação aberta à população.

Com o tema “Meu Partido é assim”, a palestra abordará temas centrais de nosso programa, como independência da burguesia para lutar ao lado dos trabalhadores, construção de uma sociedade socialista; bem como sobre o funcionamento do partido, como a democracia interna nas discussões e decisões políticas.

A atividade acontece em meio ao debate eleitoral, importante momento em que trabalhadores, juventude, aposentados e a população em geral discutem projetos políticos para melhorar a sociedade. Passadas as eleições, os políticos e partidos tradicionais voltam a se fechar em seus gabinetes e passam a governar para aqueles que financiaram suas campanhas eleitorais milionárias, ou seja, os ricos. Enquanto isso, a população continuará sofrendo com a exploração e a falta de serviços públicos essenciais como moradia, saúde, educação.

O PSTU se apresenta não apenas como uma alternativa eleitoral, mas de luta por direitos e, sobretudo pela construção de uma nova sociedade, justa e igualitária, uma sociedade socialista. Convidamos todos a conhecer o PSTU e fazer parte da nossa organização!

Como ninguém é de ferro, após a atividade, haverá uma confraternização com comes e bebes.

A sede do PSTU fica na rua Romeu Carnevalli, 63, no centro de São José.

Artigo: Financiamento privado e corrupção

18/8/2014 - Desde o início da corrida eleitoral, tem sido divulgado com destaque os dados de doação financeira de grandes empresas do país aos candidatos à presidência, governos e cargos legislativos. São quantias milionárias que escancaram o controle econômico que a iniciativa privada exerce sobre nosso sistema eleitoral e que, após o pleito, se reverte em benefícios a esse setor.

O PSTU tem por princípio não aceitar dinheiro de empresas. Fomos o único partido a ingressar com ação na Justiça, junto com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pedindo a proibição do financiamento privado de campanhas.

Entendemos que o financiamento privado está, na verdade, no início do ciclo de corrupção que toma as relações com o setor público no Brasil. É o que explica, por exemplo, escândalos como o do superfaturamento das obras do Metrô de São Paulo, envolvendo o pagamento de propina pela empresa francesa Alstom a políticos do governo PSDB. Não por acaso, o Ministério Público de São José dos Campos pediu à Justiça um levantamento sobre eventuais doações a campanhas eleitorais feitas pelas empresas envolvidas no caso de superfaturamento dos kits escolares.

Em nossa região, apenas as candidaturas a deputado federal devem custar R$ 26 milhões. As maiores contas são de Amélia Naomi do PT (R$ 10 milhões) e Eduardo Cury do PSDB (R$ 6 milhões). Em nível nacional, a presidência deve custar nada menos que R$ 1 bilhão! Dilma (PT) e Aécio (PSDB) pretendem gastar juntos R$ 600 milhões.

Esse dinheiro não virá da contribuição de simpatizantes e trabalhadores. É preciso ter muitos “amigos” industriais, empreiteiros, banqueiros e ruralistas para fazer uma campanha desse calibre. E eles têm!

Andrade Gutierrez, JBS (Friboi), Ambev, Camargo Correia, OAS, BMG, Itaú e Queiroz Galvão são apenas algumas das empresas que figuram entre as grandes financiadoras de campanhas.

Este ano, os primeiros dados de declaração financeira à Justiça Eleitoral mostram que o frigorífico JBS doou R$ 5 milhões para as campanhas de Dilma e Aécio e R$ 1 milhão à candidatura do PSB à presidência.

Tanto dinheiro assim não vem de graça. Não existe “doação”. Trata-se de um toma lá, dá cá, em que as empresas realizam um “investimento” para obter vantagens em dobro. Após as eleições, são os candidatos eleitos que abrem os cofres públicos com contratos superfaturados de obras, favorecimento em licitações, caixa dois, além de leis que favorecem as empresas.

Recente levantamento revelou que sete dos dez maiores doadores de campanha em 2010 são suspeitos de corrupção.

Entretanto, isso não quer dizer apenas que esses candidatos se deixam corromper pelo dinheiro, trata-se de uma opção de classe. Os políticos e partidos que aceitam dinheiro do setor privado fazem uma escolha por governar para os ricos, e não para os trabalhadores e a maioria da população.

Por tudo isso, defendemos a proibição da doação de empresas no processo eleitoral e aos partidos. Esta seria uma das formas de garantir o mínimo de igualdade de competição neste processo eleitoral, marcado por tantas desigualdades, bem como combater a influência de empresas nas eleições e a corrupção.

Defendemos também a redução do salário dos políticos para o mesmo que ganha um trabalhador especializado e que os mandatos sejam revogáveis, como uma forma de controle dos trabalhadores e da população sobre as candidaturas.

Ernesto Gradella, professor, ex-deputado federal e candidato do PSTU a prefeito em 2012
Artigo publicado no jornal O Vale, de 17 de agosto de 2014

15 de agosto de 2014

Em seis meses, Carlinhos não esclareceu denúncias e agora pode ser cassado


 15/8/2014 - Seis meses após o surgimento das primeiras denúncias de superfaturamento na compra de kits escolares pela Prefeitura de São José, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) corre o risco de ser cassado a pedido do Ministério Público.

O MP pediu na Justiça, na sexta-feira, dia 8, o afastamento de Carlinhos, a suspensão dos seus direitos políticos por até oito anos, pagamento de multa, ressarcimento de eventuais prejuízos ao erário público e bloqueio de bens por suposto superfaturamento e fraude na compra dos kits. A Promotoria pediu ainda a quebra do sigilo bancário e telefônico do prefeito.

Além de poder ter causado um prejuízo de R$ 5 milhões aos cofres públicos, segundo o MP, os kits ainda apresentam problemas como material de baixa qualidade ou inadequado para a faixa etária dos alunos e falta de itens.

Além de Carlinhos, o MP também pede a aplicação das mesmas penalidades ao ex-secretário da Administração Paulo Rogério Martins Toledo (atual assessor de Projetos Estratégicos da prefeitura) e ao ex-diretor financeiro da Secretaria de Educação, Geraldo Aparecido de Freitas (hoje assessor da Secretaria de Esportes).

Desde o início, por meio da imprensa, do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do próprio Ministério Público (MP), surgiram várias denúncias de erros, superfaturamento e direcionamento do processo de licitação pública para o pregão de compra dos kits.

A cada nova denúncia, Carlinhos se limitou a ficar na defensiva e a dizer que todo processo foi feito de acordo com as regras de licitação, o que fez, inclusive, com ajuda da Câmara Municipal, sob o comando da presidente da Casa Amélia Naomi (PT).

A instituição, que deveria ser responsável por fiscalizar o poder executivo, não se preocupou em abrir uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar as denúncias, se limitando apenas a emitir uma nota isentando a Prefeitura de qualquer erro no processo licitatório.

Para o PSTU, com a confirmação das denúncias, todos os envolvidos devem ser rigorosamente responsabilizados, com confisco de bens de corruptos e corruptores e devolução do dinheiro aos cofres públicos.

Não podemos aceitar que a população de São José seja penalizada por mais um caso de corrupção, dentre tantos que acontecem em nosso país, seja nos governos do PT, PSDB, PMDB, DEM, PSB e outros.

Mais casos
Além de Carlinhos, também estão na mira da Justiça, o ex-prefeito de São José e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Robson Marinho, e o prefeito de Taubaté, Ortiz Júnior (PSDB).

Robson é acusado pelo MP de envolvimento no esquema de pagamento de propina no caso de corrupção envolvendo a empresa Alstom, responsável por obras no Metrô de São Paulo.

Já Ortiz (PSDB) corre o risco de ser cassado pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2012. Ortiz teve o mandato cassado pela Justiça em 2013, mas recorreu da ação.

14 de agosto de 2014

Reestatização das empresas privatizadas, uma polêmica necessária


Carta à militância da Frente de Esquerda em SP e ao conjunto dos movimentos sociais combativos

14/8/2014 - Recentemente, cumprimos o primeiro mês oficial da campanha da Frente de Esquerda em SP, composta pelo PSOL e pelo PSTU. Sem dúvida, estamos nos consolidando, especialmente com as candidaturas de Maringoni para o Governo do Estado e Ana Luiza para o Senado, como uma alternativa de esquerda, dos trabalhadores e socialista, contra os 20 anos de governos do PSDB e a reeleição de Alckmin, mas oposta também à falsa oposição representada tanto pelo PMDB de Skaf, como pelo PT de Padilha.

Estamos construindo importantes acordos programáticos como, por exemplo, o repúdio ao financiamento de empresas para nossa campanha em SP. Tem nos causado preocupação a postura distinta do PSOL na sua campanha presidencial e em campanhas em outros Estados, como Rio Grande do Sul e Amapá.

Mas, com a exibição das primeiras entrevistas, na grande imprensa, semana passada, do companheiro Maringoni - como no Estadão e na Record News -, observamos uma diferença em um importante ponto programático na campanha para o Governo do Estado - a defesa da reestatização das empresas privatizadas, especialmente na discussão sobre o caso da Sabesp.

Nas duas entrevistas citadas acima, nosso candidato defendeu como alternativa à crescente privatização da empresa, várias alternativas, tais como o aumento do peso de ações controladas pelo Estado, compra de ações em baixa, ou, somente no caso de “outra correlação de forças” (afirmação de Maringoni), a reestatização total da Sabesp. Disse ainda que tinha intenção de respeitar o direito dos acionistas. A resposta dá a entender que esse mesmo critério poderia ser estendido também para outras empresas privatizadas em São Paulo pelos tucanos. Como o caso da linha 4 do Metrô.

É fundamental dizermos a verdade aos trabalhadores: é impossível a garantia de serviços públicos de qualidade para maioria do povo caso essas empresas se mantenham sob controle privado. Portanto, a defesa da reestatização é uma das medidas decisivas para mudar a lógica de mercado, uma das marcas dos governos do PSDB e da aplicação do projeto neoliberal em nosso país.

As privatizações contaram com certo apoio popular durante a década de 90. Mas, a experiência que a classe trabalhadora e a maioria do povo fez com o processo de privatização de setores fundamentais da nossa economia, demonstrou que o controle de empresas privadas não significa melhora nos serviços e sim provocaram um aumento exorbitante de preços das tarifas.

Portanto, hoje, em 2014, a esquerda socialista tem um grande espaço para discutir com os trabalhadores, a juventude e a maioria do povo a necessidade de se acabar com a política de privatização, como também a necessidade de se reestatizar tudo o que foi vendido a “preço de banana” e que não tem representado um serviço de qualidade para os paulistanos.

Não faltam exemplos. O racionamento de água nas periferias de grandes cidades do Estado, o sufoco no transporte, a situação degradante da saúde, entre outros exemplos, demonstram que um verdadeiro governo dos trabalhadores e da esquerda socialista não poderá deixar intactos estes contratos de privatização, como também as parcerias público-privada (PPP´s) e as chamadas Organizações Sociais na área da saúde. Ainda por cima, na maioria dos casos, são contratos que são marcados por fraudes e corrupção, onde um exame
mínimo abre até brechas legais para questioná-los.

A campanha da Frente de Esquerda em SP não pode se limitar a defesa de propostas que caibam na limitada legalidade institucional, sob pena de deixarmos de ocupar o grande espaço político de contestação à própria democracia burguesa, que se abriu em nosso país a partir das grandes mobilizações de junho do ano passado.

Inclusive, para nós, não só a defesa do controle do Estado sobre estas empresas é fundamental, mas também a defesa que elas sejam de fato controladas pelos trabalhadores e pela maioria do povo que é usuário dos serviços públicos.

Foi com essa visão que o próprio programa de governo que entregamos à Justiça Eleitoral para inscrever a nossa candidatura comum ao Governo do Estado de SP afirma:
“A Frente de Esquerda defende a reestatização das empresas estratégicas e a retomada do pleno controle estatal e público de empresas como o Metrô e a Sabesp. Defende também o fim das parcerias público-privadas e das OS’s (Organizações Sociais) no serviço público e a revisão dos contratos irregulares e fraudulentos que envolvem outras privatizações ... Defesa do transporte público de qualidade como direito básico da população a ser garantido pelo Estado ... O mesmo se dá em outras áreas da infraestrutura, como transportes e outras que estejam na alçada no estado de São Paulo”.

Portanto, o PSTU propõe que nas próximas entrevistas do companheiro Maringoni e, principalmente, nos debates entre candidatos na TV aberta, que começam a acontecer já na próxima quinta-feira, dia 14/8, na TV Bandeirantes, se retome a defesa no mínimo do conteúdo que consta no programa que entregamos conjuntamente ao TRE.

Temos que deixar bem explícito e de forma direta que no governo da Frente de Esquerda em SP a Sabesp será totalmente reestatizada, que vamos acabar com todas as PPP´s e também com as OS´s na saúde, que a linha 4 do Metrô passará imediatamente para o controle do Estado, que acabará a verdadeira “farra” do lucro exorbitante das empresas de ônibus interestaduais, entre outras medidas fundamentais para desconstruir a política de privatização implementada pelo PSDB em nosso Estado.

Só com estas medidas, somadas a outras que constam também em nosso programa, como a auditoria e suspensão do pagamento da dívida do Estado, o fim das isenções fiscais para as grandes empresas, uma reforma tributária que sobretaxe o capital e as grandes fortunas, vamos garantir os investimentos necessários para conquistarmos saúde e educação públicas e de qualidade, transporte e moradia, enfim, melhorar de fato a vida da classe trabalhadora, da juventude e da maioria do povo.


São Paulo, 11 de agosto de 2014

Direção Estadual do PSTU-SP