Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

30 de julho de 2014

Conheça os Comitês do PSTU no Vale e ajude em nossa campanha



30/7/2014 - Para levar a campanha eleitoral aos principais bairros operários da região, o PSTU inaugurou quatro Comitês em São José dos Campos e Jacareí. O espaço é aberto à participação da população que queira contribuir com a campanha de nossas candidaturas operárias e de luta.

Os comitês vão organizar a campanha nas fábricas, escolas, feiras e bairros das regiões, com panfletagens, debate sobre o programa de governo e reuniões com apoiadores.

Diferentemente das campanhas dos outros partidos, que recebem dinheiro de grandes empresários e banqueiros e depois vão governar a serviço dos interesses dos poderosos, a campanha do PSTU não tem dinheiro de empresa. Somos construídos com o apoio da militância e dos trabalhadores, pois é assim que temos independência para defender e lutar pelas reivindicações da classe trabalhadora e do povo pobre.

“Estamos cadastrando os apoiadores e marcando atividades nos bairros. Queremos construir uma grande rede de apoio, com trabalhadores, estudantes, aposentados, donas de casa, enfim, todos aqueles que estejam interessados em contribuir de alguma forma por acreditar em nosso programa. É assim que nossa campanha é construída”, afirma Toninho, candidato a deputado federal pelo PSTU.

Quem quiser contribuir, pode passar em um de nossos comitês e preencher o cadastro de apoio. Os apoiadores podem contribuir participando das panfletagens, colocando placa em casa, adesivo em carro, organizando reuniões, divulgando a campanha nas redes sociais, entre outras formas.

Confira os endereços:
- Centro São José dos Campos: Rua Romeu Carnevalli, 63 (próximo ao Mercadão). Fone: 3941-2845. E-mail: pstusjc@uol.com.br.

- Zona Sul de São José: Rua José Aulísio, 342, Jardim Imperial. Fone: 98855-8359

- Zona Leste de São José: Av. Juscelino Kubitschek, 1402. Vila Industrial. Fone: 98852-2806 98261-6071

- Jacareí: Rua José Bonifácio, 141, Centro. Fone:98266-5043

29 de julho de 2014

Acesse o site Zé Maria Presidente!


29/07/2014 - Já está no ar o site especial da campanha Zé Maria Presidente e Cláudia Durans vice. Fique por dentro da campanha do PSTU à presidência e acompanhe de perto as últimas notícias das eleições.

Além das notícias e artigos da campanha, no site você encontra a biografia de Zé Maria e Cláudia, a agenda dos candidatos, fotos e os último vídeos do partido.

Você pode ainda se cadastrar como apoiador dessa campanha independente dos patrões e banqueiros.

Acesse, compartilhe e ajude a divulgar a campanha Zé Maria Presidente, a candidatura que defende um Brasil para os trabalhadores.

Clique aqui para acessar.

A luta pela visibilidade lésbica e seus direitos

29/7/2014 - Diariamente, mulheres lésbicas e bissexuais passam por agressões verbais, psicológicas e físicas decorrentes do machismo e da lesbofobia. Essa opressão muitas vezes começa em casa com a família e continua nas escolas e faculdades, vida profissional e pessoal. A falta de apoio pode levar a problemas sérios, até mesmo ao suicídio, um fato que não é difícil de se ter notícias.

A chance de uma mulher sofrer um estupro é maior se ela for lésbica. Dentre as violências sofridas por essas mulheres, uma das mais crueis consequências do machismo e da homofobia é o "estupro corretivo", um crime cometido supostamente com a intenção de “corrigir” a orientação sexual de uma mulher.

Essa prática é realizada legalmente em alguns países da África e do Oriente Médio e, informalmente no Brasil, muitas vezes com apoio da própria família. Quando essas mulheres sofrem violência sexual e/ou física, encontram-se as mais diversas dificuldades para denunciá-las, prova mais revoltante do descaso do governo para com as mulheres lésbicas e bissexuais.

A lista de dificuldades que as lésbicas encontram em suas vidas é enorme, vindo desde a escola, onde sofrem assédio moral e psicológico, passando pelo mercado de trabalho, onde acabam trabalhando nas piores condições e sem poder viver sua sexualidade livremente sob a ameaça de perderem seus empregos e, inclusive na saúde pública, onde não há política específica para atender a mulher homossexual.

As lésbicas e bissexuais sofrem com chacotas machistas e lesbofóbicas cotidianamente. Muitos homens veem casais lésbicos como fetiche masculino, como se elas precisassem de uma presença masculina para se satisfazer. É fruto da cultura machista o pensamento de que uma mulher precisa de um homem para ser feliz, precisa do ‘príncipe encantado’ para se tornar completa. Essa ideologia é tão forte e absurda que desde crianças as meninas são educadas com estereótipos do que é ser mulher e, consequentemente, procurar o ‘homem de suas vidas’, através dos contos de fadas, livros infantis, propagandas e brinquedos infantis.

O que não se pode deixar de ressaltar é que essa opressão dupla de machismo e lesbofobia se potencializa com o capitalismo, sistema que depende também desta discriminação para continuar dividindo a classe e explorar cada vez mais @s trabalhador@s.

Quando se trata de uma mulher negra que é lésbica ou bissexual, essa opressão é tripla, pois além de sofrer com o machismo e a lesbofobia/bifobia, essa mulher também sofre cotidianamente com o racismo, tendo principalmente, seu trabalho ainda mais precarizado.

No dia 29 de agosto de 1996 aconteceu o 1° Seminário Nacional de Lésbicas (Senale). Durante esse evento, que foi realizado no Rio de Janeiro, mulheres lésbicas e bissexuais se reuniram para falar de suas questões específicas e nasceu o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

Um dia que representa a resistência ao machismo, ao patriarcado e à heteronormatividade. Significa dizer não à censura, a violência e à restrição dos desejos e afetos que essas mulheres sofrem cotidianamente.

Sabemos que a realidade de um LGBT pobre não é a mesma daqueles que tem mais dinheiro e, consequentemente, maior segurança, tendo mais chance de sobreviver aos ataques homofóbicos e transfóbicos.

O PSTU está presente nessa luta diária contra o racismo, machismo, homofobia e transfobia!

Defendemos a aprovação da PLC122/06 para a criminalização da LGBTfobia, além do incentivo para que kit’s anti-homofobia e transfobia sejam distribuídos nas escolas e que a educação seja voltada para a diversidade e o respeito.


Secretaria LGBT de São José dos Campos


28 de julho de 2014

Ato reúne 300 pessoas e lança candidaturas socialistas do PSTU no Vale

28/7/2014 - O ato realizado na Flight Eventos, no último sábado, dia 26, deu a largada em grande estilo às campanhas do PSTU no Vale do Paraíba. Com a presença de cerca de 300 pessoas, as candidaturas de Toninho para deputado federal e dos candidatos a deputado estadual do PSTU foram lançadas sob forte animação dos presentes.

O evento reuniu trabalhadores, ativistas e dirigentes sindicais de várias categorias como metalúrgicos, petroleiros, alimentação, dos Correios, professores, aposentados, bem como a juventude, movimento popular, Pinheirinho, entre outros.

Estiveram presentes ainda os candidatos do PSTU à presidência da República, Zé Maria, do PSOL a governador, Gilberto Maringoni, e a candidata ao Senado Ana Luiza Figueiredo (PSTU). Representações de outras cidades do estado também compareceram.

Quinto candidato a vereador mais votado nas eleições de 2012, Toninho será o candidato prioritário do PSTU em todo o estado.

Outros cinco nomes foram lançados para deputado estadual. De São José dos Campos, serão candidatos a deputado estadual:  Luiz Carlos Prates (Mancha), secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e dirigente nacional da CSP-Conlutas; Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Bento Luiz (Renatão), dirigente da CSP-Conlutas do Vale do Paraíba e Raquel de Paula, diretora do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios. Em Jacareí, o candidato para deputado estadual será João Batista Arruda, também dirigente da CSP-Conlutas.

Candidaturas de luta
O evento foi marcado pela animação e disposição da militância e de todos os presentes para fazer uma forte campanha e disputar o voto e a consciência dos trabalhadores e da população.

O candidato do PSTU à presidência, Zé Maria, lembrou que as mudanças que os brasileiros precisam não virão das eleições, mas sim das lutas e da organização dos trabalhadores e da juventude e cada voto obtido para as candidaturas socialistas do PSTU fortalecerá essas lutas.

Cada voto arrancado dos partidos da burguesia é um voto que fortalece as lutas do povo e por mudanças profundas na sociedade, no modelo econômico vigente no país, para que possamos colocar a riqueza produzida no país a serviço dos trabalhadores e do povo pobre. Para isso, é preciso atacar os lucros e os privilégios dos poderosos”, defendeu.

Gilberto Maringoni (PSOL) e Ana Luiza (PSTU) que são os candidatos da Frente de Esquerda, a governador e ao Senado, respectivamente, denunciaram a política de privatizações, corrupção e repressão do PSDB à frente do estado de São Paulo há 20 anos, bem como o candidato do PT, Alexandre Padilha e do PMDB, Paulo Skaf, que não são alternativas, pois também representam a mesma política a favor dos poderosos.

Maringoni defendeu que é preciso “desprivatizar” o estado, retomando o controle de empresas estratégicas que foram entregues pelo PSDB à iniciativa privada.
Ana Luiza lembrou ainda episódios como a desocupação do Pinheirinho e a demissão dos metroviários após a greve da categoria para exemplificar como Alckmin não se importa com os trabalhadores e o povo pobre.

O candidato a deputado federal Toninho Ferreira, em uma fala emocionada, chamou cada companheiro e companheira presente a se somar à campanha em defesa das candidaturas socialistas do PSTU e da Frente de Esquerda e ressaltou que as campanhas do PSTU não são sustentadas com financiamento de empresas como os outros partidos.

"Empresário não faz doação. Faz empréstimo, faz investimento para cobrar depois das eleições, através de privilégios e políticas que os beneficiem. Nossas campanhas não têm cabos eleitorais pagos, não têm dinheiro de empresa, para sermos independentes. Somos um partido construído pela militância e pelos trabalhadores e que pode realizar as mudanças que o país precisa", disse.

Queremos que cada companheiro e companheira aqui se some a nossa campanha. Eleger um representante no Congresso ou na Assembleia vai fortalecer nossas lutas. Vamos disputar voto a voto, a consciência dos trabalhadores, da juventude, para um projeto de mudanças profundas na sociedade”, disse Toninho.

Solidariedade aos palestinos
A denúncia do genocídio que está sendo cometido pelo Estado de Israel ao povo palestino foi lembrado em várias falas ao longo do ato de lançamento das candidaturas do PSTU. Zé Maria lembrou que esta é uma luta de todos. “Temos de nos indignar e cobrar do governo brasileiro medidas efetivas para pressionar Israel a parar com essa carnificina. Dilma tem de romper imediatamente as relações diplomáticas e comerciais com este estado assassino”, defendeu.

Um dos momentos marcantes do ato foi quando a palestina Soraia Misleh, integrante da Frente em Defesa do Povo Palestino, entregou a Toninho um keffiyeh (lenço palestino), símbolo do movimento pela libertação da Palestina.



Governo Dilma tem de romper relações diplomáticas com Israel!

28/7/2014 - O mundo assiste perplexo a mais um genocídio promovido pelo Estado de Israel contra a população palestina. Desde que o país iniciou uma ofensiva militar contra a Faixa de Gaza no dia 8 de julho, já são mais de 800 palestinos mortos, incluindo 200 crianças. Mais de 90 pessoas morreram só nesse dia 24, um dos mais mortíferos desde que Israel se lançou sobre o território ocupado.

Nessa quinta, uma escola primária no norte de Gaza, Beit Hanoun foi atingida por disparos do exército israelense, num ataque que tirou a vida de 16 crianças palestinas, ferindo mais de 200. A escola funcionava como um refúgio guardado pela ONU à população civil. É a quarta escola da ONU atacada por Israel, mostrando que a justificativa de que a ofensiva militar e a invasão por terra se dariam para combater "extremistas" do Hamas não passa de falácia. Na ânsia assassina do Estado sionista, todos os palestinos são alvos, como mostra um vídeo divulgado na Internet em que um franco atirador israelense abate um civil desarmado que procurava a família em meio aos escombros de sua casa destruída pelos mísseis (veja o vídeo aqui).

Se Gaza já era uma espécie de campo de concentração a céu aberto devido ao bloqueio e toda sorte de restrições impostas por Israel, agora se transforma num verdadeiro abatedouro. A população palestina de Gaza de 1,8 milhão, espremida em apenas 360 km², não tem onde se refugiar dos ataques do Exército e os poucos locais de refúgio são sistematicamente alvejados pelo Exército sionista.

O massacre perpetrado por Israel a Gaza vem provocando uma onda de manifestações de massas não só no mundo árabe, mas em todo o planeta, incluindo Europa e EUA. No próprio território israelense começam a surgir protestos da comunidade judaica contra os ataques.

Governo brasileiro deve romper com Israel
No último dia 23, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota criticando Israel pelos ataques. A nota afirmava que o "conflito" era "inaceitável". "Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças", afirma a nota. Além disso, o governo convocou o embaixador brasileiro em Israel para "consultas", o que em linguagem diplomática demonstra desaprovação em relação a determinado país. O Brasil também votou a favor de investigações sobre "supostos crimes de guerra na Faixa de Gaza" no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Apesar de o Itamaraty reiteradamente reconhecer o direito de "Israel se defender", e responsabilizar o Hamas pelos ataques, a resposta do governo israelense foi virulenta. O Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, deu uma declaração ao jornal The Jerusalem Post afirmando que o Brasil, que era um "gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático". Yigal Palmor foi mais ainda mais longe e, no auge de sua arrogância e prepotência, afirmou que "desproporcional" havia sido a goleada de 7 a 1 que o Brasil levou da seleção da Alemanha na Copa do Mundo, mostrando como Israel trata com ironia e deboche o massacre que promove na Palestina.

É inadmissível que, diante do genocídio promovido pelo Estado de Israel, o Brasil continue mantendo relações diplomáticas com esse país e, mais ainda, acordos comerciais como o Tratado de Livre Comércio Israel-Mercosul e acordos de cooperação para tecnologia bélica e de defesa e segurança, como o que mantém desde 2010. Uma grande empresa de armamento israelense, por exemplo, a Elbit Systems, tem contrato com as Forças Armadas brasileiras. Para a Copa do Mundo, o Brasil adquiriu um drone israelense por nada menos que R$ 18 milhões. Recursos que financiam a matança de crianças palestinas.

É preciso exigir do governo brasileiro a ruptura imediata das relações diplomáticas e comerciais com Israel, e a anulação de todos os contratos de defesa e segurança com este Estado genocida.

fonte: www.pstu.org.br


25 de julho de 2014

Ato em São Paulo marca lançamento das candidaturas da Frente de Esquerda


25/7/2014 - Mais de 500 pessoas compareceram à sede do Sinpeem na noite desta quinta-feira, dia 24, para prestigiar o ato de lançamento das candidaturas da Frente de Esquerda, em São Paulo. Os presidenciáveis Zé Maria de Almeida (PSTU) e Luciana Genro (PSOL) marcaram presença, além dos candidatos pela Frente ao governo do estado, Gilberto Maringoni (PSOL), ao Senado, Ana Luiza Figueiredo, e ao Congresso Nacional, Toninho Ferreira, ambos do PSTU.

Em sua fala, Zé Maria defendeu uma alternativa de esquerda e socialista às candidaturas de Dilma (PT), Aécio (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Para o representante do PSTU, essa alternativa não deve apenas defender a radicalização da democracia, mas acima de tudo, deve ter um programa anticapitalista, na defesa dos interesses dos trabalhadores.

O candidato ao Congresso, Toninho saudou o ato e destacou a necessidade de lutarmos contra a criminalização dos movimentos sociais e a prisão de ativistas. “Com essa onda de repressão, o governo tenta barrar as greves e lutas que estão por vir, como fez Alckmin com a greve dos metroviários. Mas não vão nos calar”, ressaltou Toninho.

Também presente no ato, o Presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazes, lembrou a corajosa greve da categoria, que enfrentou a truculência do governo Alckmin, e ressaltou que as candidaturas da Frente de Esquerda são a chance dos trabalhadores terem suas lutas representadas na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Para Ana Luiza, a Frente de Esquerda em São Paulo é uma alternativa tanto aos 20 anos de governo do PSDB, como também ao PT e PMDB.

Gilberto Maringoni ressaltou que Padilha (PT) e Skaf (PDMB) não representam as mudanças que a população demonstrou querer com as manifestações de junho. O candidato ao governo também defendeu a proposta de “desprivatização” do patrimônio público privatizado nas gestões tucanas.

Em dia de luta da mulher negra, candidata à vice-presidência pelo PSTU, Cláudia Durans, denuncia a violência policial e sexual



25/7/2014 - No dia 25 de julho, é comemorado o “Dia Latino Americano da Mulher Negra”. A data foi definida no Encontro de Mulheres Negras, realizado em Santo Domingo, capital da República Dominicana, em 1992. Desde então, o dia, reconhecido pela ONU, tornou-se referência para os movimentos sociais, em especial para o movimento negro.

A candidata a vice-presidente pelo PSTU, Cláudia Durans, denuncia a situação das mulheres negras trabalhadoras, situação que ela, negra e mulher, sente na pele. "A escravidão já acabou, mas ainda hoje nós, mulheres negras, somos as mais oprimidas e exploradas", afirma. "Nossos salários não chegam à metade do de um homem branco e, além disso, somos 40% das desempregadas e a maioria das trabalhadoras terceirizadas e sem carteira assinada", denuncia a candidata.

"No Brasil, somos 60% das vítimas de violência doméstica e sexual", alerta, explicando que são as mulheres negras que moram nas periferias, com ruas mal iluminadas e mais expostas à insegurança pública. Uma mulher é estuprada a cada 12 segundos e morta a cada hora e meia", indigna-se, complementando que a violência atinge mais as mulheres negras, que são 61% das mulheres assassinadas.

Além disso, são as mulheres negras as maiores vítimas da violência policial contra a população pobre das periferias, a exemplo das cenas que chocaram o país em março deste ano, quando uma mulher negra, Cláudia Silva Ferreira, foi morta a tiros pela PM e arrastada por 350 metros pelas ruas do Rio. "Nós, mulheres negras, somos a mulher do Amarildo, a mãe do DG, irmãs e amigas de cada um dos negros que são mortos a cada 25 minutos no Brasil", afirma Cláudia.

Para Cláudia Durans, o dia 25 de julho é uma data de luta para denunciar o racismo e o machismo e exigir melhores condições de vida às mulheres negras. "É um dia para irmos à luta por salários iguais entre homens e mulheres, negros e brancos, por investimentos em programas de combate à violência à mulher, o direito ao aborto, o fim da violência policial e todas as reivindicações das mulheres negras", defende.

23 de julho de 2014

Frente de Esquerda em SP lança candidaturas no próximo dia 24



23/7/2014 - Acontece no próximo dia 24 de julho, às 19h, a plenária de Lançamento das candidaturas da Frente de Esquerda (PSTU e PSOL) em São Paulo. A atividade acontecerá no SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de SP), que fica na Rua Guaporé, 240.

Com homenagem ao companheiro Plinio de Arruda Sampaio, que faleceu no último dia 8 de julho, a atividade contará com a presença da candidata ao Senado, Ana Luiza (PSTU), e do candidato ao governo do Estado, Gilberto Maringoni (PSOL), além de Zé Maria, candidato à presidência pelo PSTU, e Luciana Genro, pelo PSOL.

Outras lideranças e figuras públicas dos partidos também estarão presentes.

Participe, compareça e construa uma plataforma de esquerda conosco!

Contra limpeza étnica, solidariedade incondicional à Palestina



23/7/2014 - Além dessa nova onda de ataques aéreos à faixa de Gaza, iniciados no dia 7 de julho, Israel iniciou uma invasão terrestre. Desde que teve início a ofensiva, denominada “Margem protetora”, foram mortos mais de 300 palestinos. Os feridos somam cerca de 1,5 mil, número que deve aumentar na fase atual desse verdadeiro genocídio.

A maioria das vítimas é formada por mulheres e crianças. É o maior ataque promovido pelas forças de ocupação desde 2008-2009, quando foram assassinados cerca de 1.400 palestinos em Gaza, na chamada operação “Chumbo fundido”, entre 27 de dezembro e 18 de janeiro. Em novembro de 2012, em apenas oito dias, somaram-se 150 vítimas fatais. Os dados elucidam que a prática israelense em relação à estreita faixa é recorrente. Assim como os pretextos utilizados e os métodos. Nesse sentido, é importante situar histórica e politicamente as razões para essa nova onda de massacres em Gaza.

Gaza
Localizada em território palestino ocupado militarmente desde 1967, Gaza é a área mais densamente povoada do mundo: em apenas 360 km² vivem 1,5 milhão de palestinos. A maioria deslocada internamente, ante a expulsão de suas terras e casas, sobretudo a partir de 15 de maio de 1948, ano da criação do Estado de Israel (para os árabes, a ‘nakba’, catástrofe).

Pode ser considerado um grande campo de concentração a céu aberto. Um bloqueio assassino é imposto por Israel desde 2006, quando o Hamas venceu democraticamente as eleições para governar a região. Um ano antes, os cerca de 8 mil colonos que viviam em assentamentos ilegais foram retirados sob as ordens do então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon - não à toa apelidado de “carniceiro”, com uma vasta folha de serviços prestados ao projeto sionista de limpeza étnica do povo palestino.

Não compensava financeiramente manter uma força de ocupação na região para garantir a presença de apenas 8 mil colonos. A partir daí, estava aberto o caminho para que Gaza se tornasse um alvo preferencial ao intento sionista de dar continuidade a sua política de limpeza étnica do povo palestino. A eleição do Hamas – e o argumento falso de que se tratava de um grupo de extremistas que queriam jogar os judeus ao mar – foi a pá de cal para sedimentar essa política. Não obstante as críticas que se possa ter a esse partido, vale reiterar que foi eleito democraticamente e o que faz diante de ofensivas é resistência a uma ocupação criminosa. Sem, obviamente, o mesmo poder de fogo.

Breve contexto histórico
Além de sua geopolítica, Gaza assim seria um local estratégico para Israel seguir de forma direta com sua política de limpeza étnica, a qual é elemento fundante da criação do estado como etnicamente homogêneo: ou seja, um estado exclusivamente judeu. Hoje, já há documentação suficiente que comprova que houve planos deliberados de limpeza étnica do povo palestino para que tal projeto fosse exitoso. O mais agressivo deles e derradeiro é conhecido como Plano Dalet. Ali estavam mapeadas as aldeias palestinas que deveriam desaparecer do mapa para dar lugar ao novo estado. Em apenas seis meses desde que foi posto em prática, em maio de 1948, foram destruídas cerca de 500 dessas aldeias e expulsos 800 mil palestinos de suas terras.

Era necessário simultaneamente promover ondas de imigração de judeus para lá e expulsar os habitantes nativos para garantir uma maioria judaica naquelas terras – até 29 de novembro de 1947, ano em que a Assembleia Geral das Nações Unidas recomendou a partilha da Palestina em um estado judeu e um árabe, sem consulta aos habitantes, o percentual de judeus não passava de 30%. Isso mesmo após ondas de imigração. Iniciadas ainda no final do século XIX, ano em que surge o movimento sionista, cujo pai foi o austríaco Theodor Herzl, buscavam assegurar a colonização da terra e a conquista do trabalho, com a recusa de emprego a palestinos.

Com o apoio decisivo da Grã Bretanha, que passou a deter o mandato sobre a Palestina como espólio da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), foi possível levar a cabo seu projeto. O uso do terrível Holocausto perpetrado na Europa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) contribuiu para que uma nova injustiça e crimes contra a humanidade fossem cometidos, desta vez na Palestina. A partir daí, Israel viria a ter um novo aliado preferencial, os Estados Unidos, que se tornaram potência desde então.

Os governos árabes, aliados do imperialismo, também são cúmplices da nakba, como apontado pela história. A comunidade internacional, responsável por essa tragédia, precisa ser denunciada pela sua continuidade. Retórica excessiva, mas ação não efetiva ou nenhuma diante das arbitrariedades cometidas cotidianamente por Israel são o pano de fundo para essa nova onda de massacres em Gaza.


O pretexto e os fatos
O pretexto desta vez foi a morte de três jovens colonos na Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel também em 1967. A despeito de o Hamas ter negado ser responsável e a morte dos adolescentes ter se dado em circunstâncias ainda não esclarecidas, Israel condenou toda a população de Gaza a uma punição coletiva.

O que a grande mídia não divulga é que – como nas ofensivas anteriores -, os antecedentes couberam a Israel. Em maio último, matou a sangue frio dois jovens palestinos. Seus nomes: NuwaraNadim e Muhammad Abu Al-Thahir. Eles compõem uma extensa lista de vítimas de crimes cometidos pelo estado sionista nos últimos meses e anos. O que também não se divulga é que os jovens judeus transitavam entre um assentamento ilegal e outro e foram mortos em uma região em que colonos fundamentalistas não raro atacam violentamente os palestinos.

Em outras palavras, a responsabilidade por sua morte é de Israel, que os colocou lá para dar cabo ao seu projeto e vem disseminando a cultura do ódio - em uma região onde até 1948, segundo relatos de palestinos que viveram a nakba e eram crianças à época, “judeus, cristãos e muçulmanos” brincavam juntos, sem rótulos. Após a morte dos jovens judeus, teve início uma perseguição a palestinos na Cisjordânia, também ocupada - um deles, Mohammed Abu Khdair, de apenas 16 anos, foi queimado vivo após tortura.

Como se pode observar, as ações não se restringem a Gaza. Muitas casas vêm sendo invadidas e demolidas na Cisjordânia e a lista de presos políticos palestinos – que hoje somam cerca de 5 mil, incluindo crianças – tem crescido, sem qualquer justificativa, como também é praxe em Israel. A repressão às manifestações ali conta lamentavelmente com a colaboração da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que se converteu em gerente da ocupação após os fracassados acordos de Oslo, há 20 anos. Além disso, como tem sido regra, a nova onda de massacres conta com o apoio do imperialismo estadunidense e aliados. A ONU, as potências europeias, a Rússia e a Liga Árabe se limitam a dar declarações pela paz. O Brasil, infelizmente, não tem sido até o momento exceção à regra.

Na estratégia de continuidade da limpeza étnica do povo palestino, mais uma fracassada “negociação de paz” e a busca por destruir a unidade entre Fatah e Hamas também explicam os ataques a Gaza. Assim como uma crise interna no governo israelense. Como nas ofensivas anteriores, o ganho político está nos cálculos. Lamentavelmente, a maioria dos israelenses apoia essas ações criminosas, vendidas a eles como em sua defesa contra terroristas. Para garantir esse suporte, Israel tem sido hábil em sua propaganda de desumanização dos palestinos.

O que se vê, contudo, é um crescimento da indignação mundial, com centenas de manifestações ao redor do globo, e uma heroica resistência por parte dos palestinos, nas diversas partes do território. Há perspectivas de que a nova onda de massacres detone uma terceira Intifada (levante) e é urgente apoiar esse processo. Num contexto de revoluções populares iniciadas no mundo árabe em final de 2010 e em curso – inspiradas na longa e heroica luta do povo palestino -, o novo levante pode ser o fermento para reanimar e expandir o movimento contra ditadores aliados do imperialismo em toda a região – os quais garantem a manutenção da ocupação e apartheid na Palestina. Manifestações gigantescas em solidariedade a Gaza no Iêmen, na Síria, no Egito, entre outros países, demonstram isso.

Colocar-se incondicionalmente ao lado da resistência e exigir que todos os governos árabes rompam os acordos com o Estado de Israel e entreguem armas e ajuda humanitária para os palestinos se defenderem é parte fundante da solidariedade internacional. O ditador Al-Sissi, que persegue e oprime os palestinos exilados no Egito, precisa imediatamente abrir a fronteira com Gaza, prover ajuda humanitária e armas e para a resistência palestina. Bashar El Assad, que massacra cotidianamente palestinos e sírios, é cúmplice de Israel, por não direcionar seus tanques contra Tel Aviv. O mesmo se aplica ao Hezbollah, milícia libanesa que ao invés de abrir um novo front de combate contra Israel, tem se dedicado a lutar contra a revolução síria em Damasco.

Por outro lado, cresce também o movimento de boicotes, desinvestimento e sanções a Israel. No Brasil, a solidariedade ao povo palestino deve fortalecer esse chamado. O País se converteu no segundo maior importador de tecnologias militares de Israel nos últimos anos. As mesmas tecnologias utilizadas neste momento nos verdadeiros laboratórios humanos em que se converteram os palestinos de Gaza. É fundamental exigir do governo brasileiro a ruptura imediata desses acordos com Israel, bem como de relações diplomáticas.

É urgente isolar econômica e politicamente o estado sionista e cercar de solidariedade os palestinos. Se hoje o sentido é de uma emergência em relação a isso, assim como a limpeza étnica do povo palestino é um contínuo, é necessário que a solidariedade não se encerre após o fim desse novo massacre. Mas que continue até que a Palestina seja livre e se garanta o retorno dos 5 milhões de palestinos que vivem em campos de refugiados as suas terras e propriedades. Até que se faça justiça, o que somente se dará em um estado único, laico, democrático em toda a Palestina histórica, com direitos iguais a todos que queiram viver em paz com os palestinos.

Fazemos a todos um chamado a que levantem essas bandeiras e fortaleçam ainda mais essa luta, até a derrota do projeto sionista e racista de Israel. Solidariedade incondicional à Palestina, agora e sempre!


Soraya Misleh, de São Paulo (SP)

A disputa das eleições numa perspectiva revolucionária


23/7/2014 - Mesmo depois de passados meses do impasse que inviabilizou a constituição de uma Frente de Esquerda que envolvesse PSTU e PSOL em nível nacional, este debate vez ou outra reaparece. Nas últimas semanas, ele surgiu na esteira da crise que viveu o PSOL e da troca de sua candidatura à presidência da república, com a saída do senador Randolfe Rodrigues e a entrada da ex-deputada Luciana Genro.

Luciana Genro, mais de uma vez, deu a entender que, ainda que fosse certo o PSTU não aceitar ser vice de Randolfe, não haveria razão para não aceitar ser vice na chapa encabeçada por ela. Por outro lado, alguns militantes do PSOL apontam uma pretensa incoerência pela não realização da frente em nível nacional quando ela pôde constituir-se em alguns estados.

A companheira Luciana e muitos militantes do PSOL parecem partir do pressuposto de que quando ela, representando um setor à esquerda dentro do partido, assume a candidatura à presidência deixam de existir as diferenças de programa com o PSTU. Eu respeito muito a companheira Luciana e estes militantes que raciocinam desta forma, mas tenho uma opinião muito diferente sobre essa questão e trato de esclarecê-la a seguir.

O PSTU participa das eleições não por acreditar que por esta via vamos mudar o país e garantir vida digna para os trabalhadores. Como sabemos, as eleições em nosso país são completamente controladas pelo poder econômico (através do financiamento dos partidos, das campanhas e candidaturas; através do controle da mídia, etc). Participamos delas porque consideramos importante disputar politicamente a consciência dos trabalhadores e da juventude de nosso país, apresentando uma alternativa de classe, operária e socialista para o Brasil, que seja um contraponto ao mesmo tempo aos projetos defendidos pela direita tradicional e seus candidatos, como também ao projeto de PT e seus aliados.

Nosso objetivo fundamental aí é ganhar o maior número possível de trabalhadores e jovens para a luta em defesa deste projeto operário e socialista, e avançar na construção da direção política para esta luta em nosso país. É este o conteúdo que vamos dar à disputa que faremos pelo voto (e vamos fazer uma disputa dura por cada voto) dos trabalhadores e jovens. Quanto mais votos obtivermos, mais fortalecida estará a luta por este projeto. Se elegermos parlamentares comprometidos com este projeto, melhor ainda. Mas o nosso objetivo fundamental aqui é claro: disputar a consciência dos trabalhadores e jovens para um projeto operário e socialista para o país e fortalecer a direção política desta luta.

E que projeto de classe, operário e socialista é este? Muito simples. Trata-se de um programa que seja capaz de responder às necessidades da nossa classe e da juventude brasileira; de um governo que seja capaz de aplicar este programa; e de como será possível tornar isso realidade, já que sabemos que pelas eleições não é.

O programa que o PSTU vai apresentar nas eleições parte de responder às demandas das manifestações de rua de junho passado e das centenas de greves que sacodem o país nos dias de hoje, pois expressam as necessidades fundamentais da nossa classe: salário digno, emprego e direitos para todos; saúde e educação pública e de qualidade para todos; moradia digna; transporte coletivo de qualidade e acessível a todos; reforma agrária; aposentadoria; enfim, vida digna a quem trabalha.

Para tanto, este programa precisa atacar o domínio e controle que os bancos, as grandes empresas e as multinacionais têm sobre o nosso país. Vamos defender a suspensão imediata do pagamento da dívida externa e interna, a estatização dos bancos e do sistema financeiro; o fim das privatizações e a re-estatização dos bens e empresas privatizadas (hoje, todas nas mãos de multinacionais, como o setor de telecomunicações, de energia, setor siderúrgico, mineração, aeronáutico, transporte ferroviário; estradas; portos; aeroportos, etc); anular os leilões das reservas do Pré-Sal e as privatizações feitas na área do petróleo e da Petrobrás; estatizar todo o setor de transportes; nacionalizar as terras que estão sob controle do Agronegócio e do latifúndio e colocá-las a serviço da produção de alimentos para a população; atacar os privilégios e o lucro das grandes empresas para reduzir a jornada de trabalho e ampliar os direitos dos trabalhadores, e estatizar todas as empresas que promoverem demissões; acabar com a repressão policial aos trabalhadores e jovens e com a criminalização das lutas e da pobreza, desmilitarizar a PM e assegurar o controle da polícia pela comunidade; atacar fortemente toda forma de discriminação e opressão, o machismo, o racismo e a homofobia; atender demandas democráticas históricas das mulheres como a legalização do aborto, e da juventude, como a legalização da maconha e descriminalização das drogas; livrar o país da corrupção, colocando na cadeia e confiscando os bens de corruptos e corruptores; e um longo et cetera.

Este programa, como se pode ver, tem bandeiras democráticas e econômicas importantes. Mas não se limita à defesa da radicalização da democracia, de reformas ou do desenvolvimento econômico nos marcos do capitalismo. É um programa anticapitalista, que aponta para a superação deste sistema.

Por isso mesmo, requer para a sua aplicação um governo dos trabalhadores, sem patrões, que rompa com os bancos, as multinacionais e grandes empresas e mude o país, acabando com os privilégios destes setores e assegurando vida digna para quem trabalha, apontando para a construção de uma sociedade socialista. Aqui se configura um caráter de classe para este projeto.

Obviamente, um governo assim e que promova mudanças desta natureza não vai se constituir através de eleições controladas pelos banqueiros, grandes empresários e multinacionais. Por isso, dizemos que este governo dos trabalhadores, sem patrões, só poderá se constituir e só conseguirá governar e realizar o programa acima apoiado nas organizações e nas lutas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

Este é, resumidamente, o projeto que o PSTU vai apresentar nas eleições. Nas discussões que tivemos com a direção do PSOL, os companheiros nos esclareceram que o seu partido defendia um programa que apontasse para a radicalização da democracia em que vivemos, evitando a defesa de medidas mais radicais que poderia não dialogar com o nível de consciência médio da população, pois isso dificultaria a disputa dos votos.

O PSTU, como eu disse antes, quer e vai disputar os votos dos trabalhadores e da juventude. Mas não vai deixar de defender o seu programa para isso, nem de dizer a verdade aos trabalhadores sobre o que é necessário – e como -mudar no país para que todos tenham vida digna. Precisamos e queremos ganhar os trabalhadores para a luta pela transformação deste país, e não simplesmente ganhar o voto deles a qualquer custo. E isso não é simplesmente um capricho nosso. Se os trabalhadores e a juventude brasileira não abraçarem a luta por este projeto, não haverá revolução e, sem ela, não haverá mudança de verdade no país. Simples assim.

Este debate, sobre a necessidade de rebaixar programa para ganhar votos, nós já vivemos na história recente da esquerda brasileira. Foi dentro do PT, no início da sua existência. Sabemos como terminou esta história e não queremos repeti-la.

Em 2006, quando os parlamentares que fundaram o PSOL recém haviam rompido com o PT e lançaram a candidatura da Senadora Heloisa Helena como expressão da negação da conciliação de classes representada pelo PT, e que empalmou com o sentimento de esperança por uma alternativa em setores amplos dos trabalhadores e jovens, o PSTU decidiu fazer a Frente de Esquerda e somar-se àquele processo que era importante, mesmo com todas as limitações e dificuldades para construirmos um programa em comum que já ali se vislumbrava.

Hoje, temos um quadro muito diferente. O senador Randolfe Rodrigues retirou sua candidatura à presidência para impulsionar, no Amapá, uma frente eleitoral com o PSB e o PT, num completo abandono do critério da independência de classe! Ao que consta, Randolfe é a principal expressão política da direção do PSOL e, de mais a mais, não se sabe de qualquer decisão do partido contrária ao que foi feito lá.

Entendemos que isso seja normal para o PSOL, pois, mesmo sendo parte da esquerda socialista brasileira e oposição de esquerda ao governo do PT, não se propõe a ser um partido revolucionário, portanto não adota, como sua estratégia, a revolução, ou seja, uma transformação completa da estrutura econômica, social e política do país. E compreendemos o porquê do acordo feito pela companheira Luciana com a direção do PSOL (logo após o congresso deste partido), que deu a ela a vaga de vice de Randolfe. Apesar das diferenças que existem entre eles, são parte do mesmo partido e, portanto, comungam da mesma estratégia.

No entanto, o PSTU é outro partido, tem outro projeto para o país e sua candidatura presidencial está a serviço de levar este projeto para os trabalhadores, trabalhadoras e jovens do Brasil. Para nós –e acreditamos que também para toda a militância socialista que defende, de fato, uma revolução socialista no Brasil - aproveitar a disputa eleitoral em curso para ganhar para este projeto uma parcela da nossa classe é fortalecer nossa luta por uma revolução no país. Nós acreditamos que rebaixar nosso programa, deixar de dizer com clareza para os trabalhadores as mudanças que precisamos fazer no país e como podemos fazê-las, abrir mão da independência de classe, ainda que nos leve a ganhar mais votos, vai nos distanciar cada vez mais do nosso objetivo. Essa é a diferença e, como se vê, não se trata simplesmente de quem é vice de quem. Por isso não houve Frente Eleitoral nacional.

Nos diversos estados do país, o processo se desenvolveu de forma desigual e combinada. Onde se conseguiu chegar a um termo aceitável no programa e demais condições para uma frente estadual, ela se constituiu e está sendo apresentada uma alternativa unitária às candidaturas burguesas tradicionais e também ao PT e seus aliados naquele estado. No entanto, em todo o país, com frente eleitoral ou candidatura própria nos estados, toda a militância do PSTU estará trabalhando duro para disputar a consciência dos trabalhadores e da juventude brasileira em defesa deste projeto de classe, operário e socialista para o Brasil. E é a serviço dele que estará a nossa candidatura, minha e da companheira Claudia Durans, à presidência e vice presidência da república.

As jornadas de junho do ano passado abriram uma nova situação política no país, mais favorável ao avanço da luta e da organização dos trabalhadores e da juventude. Enxergar nisto apenas o potencial eleitoral que pode favorecer a esquerda nas eleições seria de um oportunismo sem perdão. A esquerda socialista brasileira tem a obrigação de apresentar, na disputa eleitoral, uma alternativa de classe e socialista, e de lutar para ganhar para esta alternativa todos os trabalhadores e jovens que puder. Ganhar sim os seus votos, mas principalmente, ganhá-los para a luta em defesa deste projeto. Apenas desta forma vamos aproveitar de forma conseqüente as melhores condições que a realidade política nos brinda para avançarmos no sentido da nossa estratégia que é a transformação socialista do país onde vivemos.

É para dar conta deste desafio que convidamos a somar conosco toda a militância que está na luta da classe trabalhadora e da juventude brasileira.

*Zé Maria é metalúrgico, membro licenciado da Coordenação Nacional da CSP-Conlutas e candidato a Presidente da República pelo PSTU

Artigo: A destruição de Gaza


23/7/2014 - Jogar bola na praia é algo que todos já fizemos em algum momento. Brincadeira saudável, atrai qualquer criança. Mas não será assim que as peladas a beira mar serão lembradas pela família Bader. Foi em meio a uma delas que os irmãos Zacarias e Ahed, além de dois primos chamados Mohamed, morreram após um bombardeio de navios de guerra israelenses à costa da Faixa de Gaza. Eles tinham entre 9 e 11 anos. Vieram somar-se aos mais de 500 mortos da atual agressão orquestrada por Israel.

Verdade que a vida em Gaza nunca foi fácil, mas desde que os palestinos da região elegeram o Hamas, em 2006, o cotidiano tornou-se impossível. Assistimos à terceira guerra de Tel Aviv contra a faixa, em meio a um cerco por ar, terra e mar que sufoca os palestinos há sete anos. Aliás, muito se diz sobre as ditaduras do mundo árabe. Porém, quando experiências democráticas produzem governos antipáticos a Israel, passa a prevalecer a tese da “guerra ao terrorismo”, que justifica qualquer ação, até mesmo uma campanha consciente de destruição por completo de uma sociedade.

Segundo a Anistia Internacional, o bloqueio não apenas impede a maioria da população de Gaza de sair ou exportar mercadorias, como também permite apenas a importação bastante restrita de itens básicos. Não por acaso, materiais como cimento, madeira, canos, vidro, barras de aço, alumínio e peças de reposição, são extremamente raras ou indisponíveis. Mas a par de insumos para a construção civil, a lista de proibições israelenses barra produtos tão perigosos quanto grão-de-bico, chá, macarrão, geléia, biscoitos, molho de tomate, quebra-cabeça, lápis e canetinhas de colorir.

A punição à desobediência eleitoral palestina não se limita à política de sufocar Gaza, que se tornou um campo de concentração a céu aberto. De dois em dois anos Israel bombardeia, invade e destrói o máximo possível da Faixa.
De acordo com o relatório Goldstone, produzio a pedido da Assembleia Geral da ONU, e de documentos de organizações internacionais de direitos humanos como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, destruir Gaza parece ter-se convertido em um dos objetivos preferenciais de Tel Aviv.

Ao longo da incursão israelense de 2009, além de mais de mil e quatrocentos mortos e dezenas de milhares de feridos, Israel destruiu ou danificou 58 mil casas, 280 escolas e creches (18 das quais foram inteiramente pulverizadas junto com 6 prédios universitários), 1.500 fabricas e oficinas, as principais instalações de água e esgoto, 80% dos grãos armazenados e quase 1/5 da terra cultivável. Os bombardeios israelenses resultaram em 600.000 toneladas de entulho, 900 milhões de dólares em destruição e 3 a 3.5 bilhões em prejuízo aos palestinos. Já em Israel, cuja destruição física em seu território custou em torno de 15 milhões de dólares, os foguetes do Hamas, conforme diz a Anistia, danificaram “diversas casas de civis e outras estruturas… uma foi quase inteiramente destruída”.

Ainda segundo a entidade, “ao contrário das afirmações dos representantes israelenses sobre a utilização de “escudos humanos”, (…) não foram encontradas provas de que o Hamas ou outros grupos armados locais utilizaram-se de civis para proteger objetivos militares dos ataques”. O problema, explica o relatório, é que neste território de 360 km2, com 1,8 milhões de habitantes, caracterizando uma das mais densas concentrações humanas do planeta, as instalações do Hamas e os guerrilheiros palestinos misturam-se naturalmente aos civis.

A nova aventura israelense em Gaza certamente seguirá seus padrões de destruição bienal, a despeito das críticas que ecoam de todo o mundo. Resta saber se a repetida estratégia vai ter sucesso em minar a independência e a autodeterminação palestinas.

* Aldo Cordeiro Sauda é cientista político e Marcia Camargo, jornalista e escritora, tem pós-doutorado em história pela USP.

Artigo originalmente publicado no Jornal Folha de São Paulo, do dia 22 de Julho, na sessão Tendências & Debates, com o título Bienal da Destruição

22 de julho de 2014

As candidaturas do PSTU têm a cara da classe trabalhadora



22/7/2014 - Um levantamento feito pelo jornal O Vale e divulgado neste domingo, dia 20, mostra que na RMVale o perfil das candidaturas nestas eleições é majoritariamente composto por homens, brancos e empresários. Com maioria negra e metalúrgica, as candidaturas do PSTU são o oposto e têm a cara da classe trabalhadora.

Dos 107 candidatos na região (65 para deputado estadual e 42 para deputado federal), 85 são homens (80%), contra apenas 22 mulheres. A maioria se declarou branca, 80 no total, enquanto apenas 16 se declararam negros e 11 pardos. O perfil de classe de uma parte dos candidatos também é bem diferente do da maioria da população: sete deles se declaram milionários e 11 são empresários.

Este perfil revela que em nossa região se repete a realidade da elite política branca e rica que comanda o país. Por outro lado, as candidaturas do PSTU têm a cara da classe trabalhadora.

Dos seis candidatos do PSTU na região, quatro são metalúrgicos, sendo dois negros. Além deles, a candidata à deputada estadual Raquel de Paula, mulher, mãe, negra, trabalhadora dos Correios e militante do movimento negro, tem papel destacado em nossa campanha na região. Soma-se à ela, a candidata à vice-presidência da República, Cláudia Durans, mulher, negra, professora e também militante do movimento negro, e a candidata ao Senado, Ana Luiza Figueiredo, servidora da justiça federal.

Em todo país, nas últimas eleições, o PSTU foi o partido que apresentou o maior número de candidatas mulheres, superior inclusive ao mínimo exigido por lei, que é de 30%.

Com longa trajetória na classe operária, Toninho Ferreira foi metalúrgico da GM e Embraer. Presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região por duas vezes, e até hoje, participa das lutas da categoria, mantendo-se fiel à sua origem.

A campanha do PSTU é feita assim: por trabalhadores e trabalhadoras, negros e negras, que vivem na pele a realidade da exploração, da pobreza, da violência da periferia, da precariedade dos serviços públicos e que participam das lutas exigindo melhores salários, direitos, além de mais saúde, educação, moradia e transporte público de qualidade.

“Essas são necessidades da classe trabalhadora e só poderão ser atendidas pela ação de nós trabalhadores, homens e mulheres. Os ricos e poderosos governam o país há anos a serviço de seus próprios interesses. Por isso, nosso programa propõe uma ruptura com os empresários, banqueiros e latifundiários para promover as mudanças que o Brasil necessita”, afirma Raquel.

21 de julho de 2014

Após greve, trabalhadores da Guarda Civil de Jacareí enfrentam perseguição do prefeito Hamilton (PT)



21/7/2014 - Em mais uma atitude autoritária do governo Hamilton Ribeiro (PT), a prefeitura de Jacareí está perseguindo trabalhadores da Guarda Municipal, após a greve realizada no início do ano, com a abertura de processos administrativos contra 45 trabalhadores.

Um dos pontos acordados para o fim da greve foi o comprometimento da Prefeitura de que não haveria retaliação contra os grevistas.

Além da abertura de processos, os trabalhadores também estão sofrendo perseguição por parte da chefia, com troca de turno e local de trabalho, sem consulta prévia.

No início do ano, os trabalhadores da Guarda Civil realizaram uma greve história de 82 dias por melhores salários e condições de trabalho e enfrentaram a truculência do governo Hamilton, que se recusava a negociar e chegou a cortar o ponto de alguns trabalhadores.

Não tem arrego
Os governos PT e PSDB vêm mostrando o mesmo empenho em reprimir os trabalhadores que lutam por seus direitos. Em São Paulo, os trabalhadores do Metrô seguem mobilizados pela readmissão dos 42 funcionários e diretores sindicais demitidos pelo governo Geraldo Alckmin após a greve realizada em junho.

Além de receberem o apoio de várias categorias, os metroviários agora recebem a solidariedade da população, com a assinatura de abaixo-assinado, reivindicando a readmissão dos trabalhadores.

Apesar da tentativa de criminalização dos governos, com uso da tropa de choque, demissões, processos judiciais ou administrativos, a mobilização de trabalhadores, da juventude e dos movimentos sociais por melhores condições de vida vem crescendo em todo país, mostrando que não vão se calar diante da repressão dos governos e patrões.

O PSTU repudia a perseguição que a Prefeitura do PT de Jacareí está fazendo aos trabalhadores da Guarda Civil. Exigimos o fim das retaliações, já!

Por um movimento mais consequente e verdadeiramente LGBT!

21/7/2014 - A sociedade pautada pela heteronormatividade só reconhece casais de “orientação” sexual hetero, sendo que nesses relacionamentos a prioridade é sempre o homem. A mulher deve ficar calada, de preferência cuidando da casa e dos filhos. Tudo que não se enquadre nas identidades de gênero e orientação sexual pré-programadas deve ser expurgado, apagado da sociedade.

A maneira de agir de muitos movimentos LGBT se assemelha bastante com este esquema, ao priorizar apenas um setor. O que pode demonstrar que apesar de fazer a luta contra as “leis” da heteronormatividade, o movimento LGBT vem reproduzindo isso em seu interior. Uma contradição que acaba impedindo a luta por importantes pautas de categorias da sigla.

A sigla LGBT diz que somos um movimento que luta por pautas de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros.  Mas, na realidade, as pautas de luta giram em torno de questões que são necessidades, prioritariamente, de homossexuais. Questões específicas da mulher lésbica, muitas vezes necessitam de grupos específicos dentro do grupo. Lutamos contra a homofobia como se fosse uma questão unicamente da orientação sexual homossexual. Mas, e a bifobia? E a transfobia?

Os bissexuais “não têm pauta”. São verdadeiros “estranhos no ninho” dentro do movimento.
No caso das pessoas trans o problema é ainda maior. Um verdadeiro apagamento é o que está acontecendo. Essa população tem demandas sérias e específicas que vêm sendo esquecidas nas ações e publicações da maior parte do movimento LGBT. Essas pessoas estão sendo empurradas, dia após dia, para a marginalização e a prostituição diante dos nossos olhos e continuamos todos imóveis.

A Lei da Identidade de Gênero tem enorme importância. É preciso lutar por ela. Mas é preciso mais. É preciso lutar por políticas públicas que produzam mudanças efetivas na vida das pessoas trans.
Derrubar a “cura” gay foi uma grande vitória do movimento. Porém, nada se fala sobre a cura trans que está em plena vigência. Em 2013, homens e mulheres trans sofreram uma grande derrota imposta pelo governo do PT. A portaria que reduzia a idade mínima de 18 para 16 anos para iniciar o processo de transexualização foi revogada pelo então ministro da saúde Alexandre Padilha. Tudo isso passou por fora das jornadas de junho, da qual o movimento LGBT foi vanguarda.

Situações como essas devem, no mínimo, acender um sinal de alerta para todo o movimento. Estamos, de fato, levantando a bandeira LGBT – lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros, com as demandas respectivas de todas as categorias envolvidas? Ou estamos “participando” do grupo, apenas por nossas demandas individuais?

O individualismo não nos levará mais longe em nossas conquistas. Unidos é que somos mais fortes! Por isso, é preciso acabar com as contradições dentro do movimento para fazermos uma luta mais consequente contra as imposições sociais heteronormativas.

E, principalmente, é necessário um movimento LGBT classista e combativo! As opressões vêm servindo aos patrões para aumentar a exploração sobre os oprimidos. Por isso, quem sente a homofobia, bifobia e transfobia cotidianamente em suas vidas são os LGBT da classe trabalhadora.

Nós, do PSTU entendemos que é preciso lutar pela construção de um verdadeiro movimento LGBT que represente, de fato, todas as categorias da sigla e que se construa junto à classe trabalhadora. Um movimento que lute pelo combate à homofobia, bifobia e transfobia, inclusive em seu próprio interior. E que lute pela ressocialização das pessoas trans e contra o apagamento de suas pautas dentro do movimento.

Secretaria LGBT - PSTU de São José dos Campos


Ato em São José dos Campos, neste sábado, dia 26, marca lançamento das candidaturas do PSTU


21/7/2014 - No próximo sábado, dia 26, acontece em São José dos Campos o grande ato de lançamento das candidaturas do PSTU. O evento será às 10h, na Flight Eventos, em Santana, e lançará a candidatura prioritária de Toninho Ferreira para deputado federal, além das candidaturas estaduais.

O evento será aberto à participação pública e tem presença confirmada de Zé Maria, candidato do PSTU à presidência da República, Gilberto Maringoni (PSOL), candidato ao governo estadual pela Frente de Esquerda, e Ana Luiza Figueiredo (PSTU), candidata ao Senado.

Além de Toninho Ferreira para deputado federal, de São José dos Campos, serão candidatos a deputado estadual: Luiz Carlos Prates (Mancha), secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e dirigente nacional da CSP-Conlutas; Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Bento Luiz (Renatão), dirigente da CSP-Conlutas do Vale do Paraíba e Raquel de Paula, diretora do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios.  

Em Jacareí, o candidato para deputado estadual será João Batista Arruda, também dirigente da CSP-Conlutas.

Propostas para mudar o país
As candidaturas do PSTU tem um perfil de luta e trazem um programa de governo voltado aos trabalhadores, juventude, aposentados e a população pobre, com propostas que, de fato, representam uma mudança para o país.

Os candidatos do partido são lideranças sindicais e políticas reconhecidas por estarem presentes nas lutas da classe trabalhadora e na defesa das principais reivindicações em favor da população, como mais investimentos em saúde e educação públicas, redução da jornada de trabalho para  gerar empregos, melhores salários e direitos, transporte de qualidade com tarifa zero, construção de moradias populares, contra a violência à mulher, o racismo e a homofobia, entre outras.

O PSTU defende que é preciso enfrentar os interesses das grandes empresas, banqueiros, empreiteiras e do agronegócio para poder atender as reivindicações da maioria da população.

“Sabemos que as mudanças que o país precisa só virão através das lutas e organização da classe trabalhadora. Por isso, nossos mandatos estarão a serviço de defender as reivindicações dos trabalhadores, juventude, aposentados, da população pobre e fortalecer suas lutas, greves e ocupações”, afirmou Toninho Ferreira.

“Nossa campanha já está nas ruas, nas fábricas, escolas, feiras e bairros da região. Não teremos uma campanha milionária como os outros candidatos, pois o PSTU não aceita dinheiro de empresas, banqueiros e empreiteiras. Nossa campanha será feita pela nossa militância e com a contribuição voluntária de trabalhadores, pois é assim que mantemos nossa independência”, disse.

“Convidamos todos e todas a comparecerem em nosso ato no dia 26. Levem amigos, familiares. Vamos fazer um grande ato e dar força às campanhas de luta e socialistas do PSTU em defesa de verdadeiras mudanças no país, de um Brasil para os trabalhadores”, finalizou Toninho.

A Flyght eventos fica na Rua Pedro Rachid, 140, em Santana, ao lado do Senai.

18 de julho de 2014

Campanhas para deputado federal podem chegar a R$ 10 milhões. Quem vai pagar a conta?


18/7/2014 - A Justiça Eleitoral anunciou esta semana a previsão de gastos de campanha dos partidos na região. Como é de costume, serão campanhas milionárias: juntos, PT, PMDB, PSDB e PSB planejam gastar R$ 26 milhões nas candidaturas a deputado federal.

A maior conta é a da candidata do PT, Amélia Naomi, que prevê um gasto de nada menos que R$ 10 milhões! Em seguida, vem o ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), que planeja gastar R$ 6 milhões.

As estimativas informadas pelos partidos à Justiça Eleitoral não representam, necessariamente, quanto será gasto na campanha, mas são um indicativo do limite máximo. Conhecemos bem essa história e sabemos quem, no final, paga essa conta.

Certamente, essa dinheirama toda não virá dos próprios candidatos e de sua militância partidária. Tampouco virá da doação voluntária dos trabalhadores e da população, que espreme o salário para pagar todas as contas no final do mês.

É bom ter claro que esses milhões vêm das grandes empresas, bancos, empresas de ônibus, empresas prestadoras de serviços, como as que recolhem lixo, e empreiteiras. São contratos milionários.

Os candidatos e dirigentes de partidos dizem que a legislação permite as doações de empresas privadas, portanto, seria legal e chamam de “doação”. Mas, na verdade, de doação não tem nada. O que os empresários fazem é um empréstimo, que cobram depois com juros altos. Recebem centenas de vezes mais através de licitações fraudulentas e contratos superfaturados. Ou seja, quem paga no final é o povo.

O pior é que estes políticos, depois de eleitos, vão responder aos interesses de quem financiou suas campanhas. Afinal, como diz o ditado, quem paga, manda.

Recentemente, foi divulgado que as construtoras são as maiores doadoras de campanha no Brasil. O PT, por exemplo, recebeu R$ 60 milhões de grandes construtoras, em 2013. Isso representou 75% de todas as doações recebidas pelo partido. O PSDB recebeu R$ 20,4 milhões, sendo 86% de construtoras.

Tanto dinheiro assim não vem de graça. Não é à toa que os chamados “grandes partidos” sempre defendem os interesses das grandes empresas em detrimento das justas reivindicações dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre.

Por tudo isso, para manter sua independência financeira e política e fazer a luta em defesa da classe trabalhadora, o PSTU não aceita doação de empresários e empresas. Nossa campanha é feita por ideologia. Estamos nas ruas e nas eleições por um ideal.


Assim é minha candidatura. Nossa campanha será custeada pelos militantes e pela doação financeira dos trabalhadores, trabalhadoras, jovens estudantes, aposentados, por aqueles que acreditam em nosso programa de governo e propostas políticas.

É assim que mantemos nossa independência para defender e lutar pelas mudanças que, de fato, podem mudar o país e atender as reivindicações dos trabalhadores e da maioria do povo, como mais o investimento público em saúde, educação, transporte público de qualidade, moradia, entre outras.

Por Toninho Ferreira, candidato do PSTU a deputado federal - 1616

17 de julho de 2014

Pesquisa mostra Zé Maria com 2%

17/7/2014 - Apesar da cobertura antidemocrática da mídia, a exemplo da TV Globo que sequer informa nos seus telejornais que Zé Maria é candidato à presidência da República, Zé Maria segue pontuando nas pesquisas e, na última, atinge 2%.

Além do forte boicote da TV Globo e da grande mídia, o processo eleitoral é marcado pelo controle do grande capital sobre as campanhas eleitorais. Recentemente, foi divulgado que 75% dos recursos doados ao Diretório Nacional do PT vieram de grandes construtoras como Camargo Corrêa, Odebrecht e Queiroz Galvão. Os 10 maiores doadores, que além das construtoras incluem grandes grupos como a JBS Friboi, somam quase R$ 70 milhões.

Em outras palavras, as finanças que movem o PT e suas campanhas milionárias são bancadas pelas empreiteiras e as grandes empresas. E o que move essas empresas é o interesse de ter governos que atuem a seu favor.

Com o PSDB, PMDB e PSB também é assim. As grandes empresas pagam a conta em troca de uma política econômica que as beneficiem e mantenham os seus privilégios.

O PSTU é um partido diferente. Somos financiados pelos militantes e trabalhador@s simpatizantes do partido. Isso garante nossa independência dos patrões e dos governos para defender um programa que atenda os interesses dos trabalhadores e da juventude. O PSTU é o partido das Lutas e do Socialismo.

Zé Maria, o operário que não mudou de lado
José Maria de Almeida nasceu em Santa Albertina, interior de São Paulo, em 2 de outubro de 1957. Foi três vezes candidato à Presidência da República, 1998, 2002 e 2010. Mas não começou aí a sua trajetória política no país.

Zé Maria, como ficou conhecido, começou sua militância política nas greves operárias do ABC no final da década de 70.

O jovem metalúrgico Zé Maria começou sua militância entre os anos de 1976 e 1977, em Santo André (SP). Participou ativamente das lutas e mobilizações da classe operária no ABC paulista que foram fundamentais na luta pelo fim da ditadura.

Foi preso duas vezes e torturado durante o regime militar por lutar pelo direito à organização dos trabalhadores e pelas liberdades democráticas.

Esteve à frente, em 1980, da fundação do PT e, posteriormente, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em 1992, foi expulso do PT junto com a Convergência Socialista por defender o "Fora Collor" contra a direção do partido e por discordar da adaptação petista aos patrões e ao Estado.

Em 1994, ajudou a fundar o PSTU. Hoje, constrói a CSP-Conlutas, importante instrumento de organização dos trabalhadores.

São quase quatro décadas ao lado dos trabalhadores e da juventude e com a mesma convicção de que só a luta pelo socialismo pode mudar de verdade a vida dos trabalhadores.


Informações do site de Zé Maria – presidente 16

16 de julho: candidatos do PSTU vão às fábricas apresentar propostas aos trabalhadores


17/7/2014 - O 16 de julho ficou marcado em várias cidades do país como Dia Nacional de Campanha das Candidaturas do PSTU. No Vale do Paraíba, nossos candidatos foram às fábricas e às ruas apresentar aos trabalhadores e trabalhadoras uma alternativa de luta nessas eleições.

Em São José dos Campos, no período da manhã, os candidatos a deputado estadual Mancha (16001), Herbert (16099) e Raquel (16107) e o candidato a deputado federal Toninho Ferreira (1616) fizeram corpo a corpo com metalúrgicos da Hitachi, Embraer e Sun Tech. Já conhecidos entre a categoria metalúrgica, eles distribuíram material de campanha e apresentaram propostas aos trabalhadores.

Também teve campanha em Caçapava. Renatão (16161) fez campanha junto aos metalúrgicos da MWL. No período da tarde, Raquel também esteve na cidade, falando às trabalhadoras da Blue Tech sobre o problema da violência contra a mulher e da necessidade de mais iniciativas protetivas por parte dos governos.


Em Jacareí, o companheiro Arruda fez campanha junto com a militância na Schrader. Houve ainda agitação na Volkswagen, em Taubaté, com a presença de Mancha e Renatão.

Contra a criminalização dos que lutam
Ainda no período da manhã, Toninho Ferreira participou de uma manifestação organizada por entidades sindicais contra a criminalização das lutas e dos movimentos sociais. Cerca de 170 trabalhadores e representantes sindicais saíram da sede do Sindicato dos Condutores de São José dos Campos e Região e percorreram as ruas do centro até a Praça Afonso Pena, onde realizaram um ato com carro de som e distribuição de materiais à população.


O objetivo foi denunciar a violência dos governos e dos patrões contra os trabalhadores e a população, que lutam por salários, direitos e mais investimentos nos serviços púbicos.

O ato denunciou os ataques dos governos e patrões aos lutadores em todo o país. Centenas de pessoas já foram presas desde o início das grandes manifestações, no ano passado. Em São José, o diretor do Sindicato dos Condutores, Natanael Silva, chegou a ser preso após uma mobilização da categoria por melhores salários, que realizou uma operação tartaruga no dia 7 de julho.

Em São José dos Campos, o diretor do Sindicato dos Condutores, Natanael Silva, foi preso no início do mês enquanto organizava uma operação tartaruga como parte das mobilizações da categoria por melhores salários.

“Essa onda de repressão contra os que exigem melhores condições de vida não vai nos calar. As candidaturas do PSTU estão a serviço de impulsionar as lutas em defesa dos trabalhadores, da juventude e do povo pobre. Por isso, nossa campanha é feita assim, nas portas das fábricas e nas mobilizações”, afirma Toninho Ferreira.

15 de julho de 2014

Sindicatos realizam ato contra criminalização dos movimentos socais em São José, nesta quarta

15/7/2014 - Sindicatos da região realizam nesta quarta-feira, dia 16, em São José dos Campos, uma manifestação contra a criminalização dos movimentos sociais e pelo direito de greve. Os sindicalistas se concentrarão às 9h na sede do Sindicatos dos Condutores e às 10h sairão em passeata pelas ruas do centro até a Praça Afonso Pena, onde realizarão um ato político.

A CSP-Conlutas e sindicatos filiados estarão presentes. O objetivo é denunciar os ataques dos governos e patrões a movimentos sociais e ativistas em todo o país.Em São José, especificamente, o diretor do Sindicato dos Condutores, Natanael Silva, chegou a ser preso após uma mobilização da categoria, que realizou uma operação tartaruga no dia 7 de julho.

O aumento da repressão é claramente um reflexo do desgaste dos governos, que usam a força para tentar deter as mobilizações dos trabalhadores, juventude e das camadas mais pobres da população.

Nos protestos contra as injustiças da Copa, vimos o direito à manifestação ser duramente golpeado pelos governos. Há ativistas, em sua maioria jovens, presos e com processos criminais, podendo pegar até 20 anos de prisão, como no Rio Grande do Sul e São Paulo, por participação nas manifestações.

Audiência no Senado
A prisão de 19 ativistas na manhã do último sábado, dia 12, por suspeita de envolvimento em atos violentos em protestos no Rio de Janeiro foi criticada nesta segunda-feira, dia 14, durante audiência pública promovida para debater a criminalização dos movimentos sociais. A audiência foi realizada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado.

Representantes de estudantes e trabalhadores apontaram o episódio como exemplo do fortalecimento da repressão do Estado contra as manifestações.

Ativistas denunciam que pessoas foram presas sem o devido processo legal, enquanto advogados, membros da OAB e jornalistas teriam sido detidos "para averiguação".

A ação ocorreu na véspera da final da Copa do Mundo entre Alemanha e Argentina, no Estádio do Maracanã.

O diretor licenciado do Sindicato Luiz Carlos Prates, o Mancha, representou a CSP-Conlutas na audiência. Ele classificou a prisão dos ativistas e a atuação da Polícia Militar contra manifestações durante a Copa do Mundo como medidas desproporcionais. Segundo ele, manifestantes vem sendo tratados como terroristas.

"Prevê-se que você vai cometer um crime, segundo eles, que é fazer uma manifestação, e, de antemão, as pessoas são presas. Isso nem o regime militar fazia dessa maneira. Então, é necessário barrar essa ofensiva", disse Mancha.

Para Lucas Brito, representante da Anel (Assembleia Nacional de Estudantes - Livre), desde as jornadas de junho do ano passado, quando milhões de brasileiros saíram às ruas para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus e por mais investimentos em educação e saúde, o Estado tornou-se mais violento contra manifestantes.

"A resposta que a gente teve de vários governos, e da Polícia Militar em especial, foi uma resposta de agressividade e criminalização de nossas lutas e de nossos lutadores e lutadoras", afirmou Brito, que criticou a prisão dos ativistas no sábado.

Metroviários
Assim como outros debatedores, o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres, denunciou a repressão contra ativistas que promoveram manifestações e paralisações durante a Copa do Mundo. Ele é um dos 42 metroviários demitidos pelo Metrô de São Paulo em consequência da greve da categoria que ocorreu às vésperas da Copa do Mundo.

"Há uma tentativa de criminalização dos movimentos sociais. De parte dos trabalhadores não houve uma lâmpada quebrada. Se houve alguma truculência, foi por parte da Tropa de Choque da Polícia Militar", apontou Prazeres.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que presidiu a audiência, informou que vai encaminhar um ofício ao Governo de São Paulo pedindo a readmissão dos trabalhadores.

Lourenço Ferreira Prado, coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores, afirmou que “a tentativa de criminalizar os movimentos sociais é cada vez mais forte”. José Reginaldo Inácio, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), apontou uma escalada de criminalização contra os trabalhadores, com prisões e repressão das lutas.

Projetos
Além de defenderem a desmilitarização da polícia, representantes de estudantes e trabalhadores também fizeram um apelo pela derrubada de projetos em tramitação no Congresso que restringem o direito de mobilização.

Um dos projetos citados é o PLS 508/2013, na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que aumenta a pena no caso de homicídios, lesões corporais e danos ao patrimônio que ocorrerem durante manifestações. Eles também são contra o PLS 499/2013, que define o crime de terrorismo, por entender que a proposta, que aguarda votação em Plenário, compromete a atuação dos movimentos sociais.



6ª Cúpula dos Brics: mais uma farsa capitalista

15/7/2014 - Nos dias 15, em Fortaleza, e 16 de julho, em Brasília, os presidentes dos países que fazem parte do grupo chamado Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reúnem para tentar mostrar a suposta “força dos países emergentes” na política mundial e definir as diretrizes do grupo nos próximos anos.

A principal intenção da 6ª Cúpula dos Brics é criar o Novo Banco de Desenvolvimento, o NDB. Esse órgão serviria como uma espécie de Fundo Monetário Internacional (FMI), com o objetivo de garantir o crescimento, investimentos e desenvolvimento dos países em desenvolvimento, sem que eles tenham de se submeter às imposições do FMI.

O capital do NBD tem previsão inicial de US$ 50 bilhões, podendo chegar a US$ 100 bilhões. Seria o chamado “arranjo de contingente”, com o objetivo de garantir um fundo de reservas de emergência, que poderá ser sacado pelos países do grupo. A instituição começaria a operar em 2016.

Muda-se o explorador...
No papel é tudo muito bonito, mas na prática as coisas não funcionam exatamente dessa maneira. Longe de significar um avanço para os trabalhadores desses países, o objetivo do grupo ainda é o de sobrepor os interesses econômicos sobre os sociais. Muda o explorador, mas os explorados continuam sendo os trabalhadores.

Nos países do bloco, são frequentes as denúncias de violação aos direitos trabalhistas e até mesmo democráticos. As péssimas condições de trabalho da China são amplamente conhecidas, assim como a repressão enfrentada pelo movimento trabalhista na África do Sul e no Brasil.

No início da crise econômica mundial, as multinacionais investiram nos Brics para contrabalançar a crises de suas matrizes e retomar seus lucros. Essa situação impediu que estes países acompanhassem a dinâmica de recessão e desaceleração econômica visto nos EUA e na EU.

Contudo, hoje o cenário é bem diferente. Há uma dinâmica de recuperação da economia dos países imperialistas. Nos EUA, por exemplo, o governo de Barack Obama já planeja terminar com as políticas de reativação econômica.

Enquanto isso, os preços dos produtos primários estão caindo. Nos últimos dois anos, o preço do cobre caiu 35%, o de ferro 40% e o de ouro 36%. Ainda que em menor medida, os preços dos alimentos também têm uma tendência de baixa: o preço da soja baixou de 610 dólares, em julho de 2012, para US$ 520 na atualidade; o do trigo (que era US$ 360) caiu para US$ 320; e o milho, caiu de US$ 340 a US$ 300.

Mudança da política financeira dos EUA, como o aumento das taxas de juros para os bônus do tesouro norte-americano, também provocam uma retração dos investimentos e do fluxo de capitais para os Brics.  A China, por sua vez, deixou pra trás os tempos em que crescia com índices de dois dígitos do PIB. Desde 2011, a economia do país começou a sofrer quedas sucessivas, chegando a 7,6% em 2013. Naturalmente, isso vai afetar os demais países dos Brics, em particular o Brasil.

Prevendo um futuro turbulento no próximo período, a reunião dos Brics vai se concentrar muito mais em responde a sua desaceleração econômica do que qualquer suposta proposta de “alternativa” ao domínio imperialista ou uma redesenho “equitativo” da geopolítica mundial.

Mesmo a proposta de criar um “Banco dos Brics” não significa uma alternativa contra- hegemônica ao imperialismo, mas sim a dura realidade de que estes países não estão imunes à crise mundial. Entre a retórica e a realidade, a orientação dos Brics passa longe de qualquer desafio sério ao imperialismo.

Farsa capitalista
Para denunciar mais essa farsa do capitalismo, a CSP-Conlutas e outras entidades de luta farão mobilizações durante a Cúpula. É mais uma oportunidade de denunciar a ganância dos banqueiros e dos governos que seguem colocando os lucros acima da vida dos trabalhadores.

Levando mais uma vez às ruas as vozes que ecoaram em junho do ano passado, os manifestantes vão pedir o fim da criminalização dos movimentos sociais e a defesa dos interesses da classe trabalhadora dos países do Brics.

Essas manifestações são parte dos encaminhamentos do Encontro Nacional do Espaço de Unidade de Ação, realizado em março deste ano. Farão parte da atividade entidades como o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Bloco de Lutas em Defesa do Transporte Público de Porto Alegre, o Comitê contra a criminalização dos movimentos sociais, a CSP-Conlutas, entre outros.

Os trabalhadores desses países não precisam de mais um banco, que só vai explorá-los para garantir os lucros de uma meia dúzia. Queremos mais direitos trabalhistas e garantias democráticas, como o fim da repressão aos lutadores. Chega de ataques à classe trabalhadora”, afirma o candidato a deputado federal  pelo PSTU, Toninho Ferreira.

Confira o calendário de atividades da CSP-Conlutas 

- Dia 14/7, segunda feira – organização das atividades e discussão interna da Central em relação à organização das atividades.

- Dia 15/7, terça-feira, manhã- debate sobre Criminalização dos Movimentos Sociais em unidade com a Consulta Popular e outros setores

- Dia 15/7 terça-feira, tarde – Ato de rua em local a definir

- Dia 16/7 quarta-feira, manhã – Plenária da CSP-Conlutas Nordeste, em local a definir

- Dia 16 /7 quarta-feira, tarde – Plenária da ANEL às 14h, em local também a definir

Com informações PSTU e CSP-Conlutas



Por Douglas Dias








Qual o legado da Copa?

15/7/2014 - O gol do alemão Mario Götze na prorrogação do jogo contra a Argentina selou a final da Copa do Mundo no Maracanã, nesse dia 13 de julho. Durante um mês os jogos da Copa monopolizaram a atenção da mídia e de grande parte da população e, verdade seja dita, foram disputas emocionantes como há muito não ocorriam. Apesar do vexame histórico da seleção brasileira, o que se viu foi um verdadeiro show de futebol. Passado o mundial, no entanto, a pergunta que fica é: qual o legado deixado pela Copa?

Pra quem foi essa Copa?
Oficialmente, a Copa do Mundo no Brasil custou R$ 25,6 bilhões, sendo que só R$ 17,3 bilhões já foram pagos. Isso significa que resta ainda uma dívida de R$ 8,3 bilhões. Quase o valor total só dos estádios construídos e reformados para os jogos, praticamente todos marcados pelo superfaturamento. O caso mais absurdo foi o do estádio Mané Garrincha em Brasília. De um custo inicial estimado em R$ 631 milhões, acabou ficando em R$ 1,4 bilhão, mais que o dobro.

E como se isso não bastasse, o governo do petista Agnelo Queiroz acabou de anunciar seu desejo de privatizar o estádio. Ou seja, depois de todos os recursos públicos gastos na reforma do estádio, ele vai de bandeja para a iniciativa privada. Ocorreu o mesmo com o Maracanã, cuja reforma ficou em mais ou menos R$ 1 bilhão e que depois foi privatizado.

O superfaturamento das obras públicas não se limitou aos estádios, mas também às chamadas obras de mobilidade urbana. O exemplo mais trágico foi o viaduto que desabou no dia 3 de julho em Belo Horizonte matando duas pessoas. O Tribunal de Contas do Estado avalia que o custo do viaduto foi superfaturado em 350%, o que significa R$ 6 milhões a mais que o valor inicial.

A verdade é que, mesmo antes da final no Maracanã, essa Copa já tinha um ganhador: o conjunto das grandes empreiteiras que se beneficiou dessas obras superfaturadas e que retribuem o favor despejando milhões em doações às principais candidaturas na campanha eleitoral. Diante disso, os noves operários mortos durante as obras da Copa tornam-se 'normais', nas infelizes palavras do próprio Pelé. Esse número é quatro vezes mais que os dois operários que morreram durante toda a preparação da Copa na África do Sul. Além das 250 mil pessoas removidas de suas casas, nos dados levantados pelo Comitê Popular da Copa.

A Copa da Repressão
De todo esses legados deixados pelo governo e pela Fifa ao país, destaca-se o avanço da repressão e da criminalização das lutas sociais. A escalada repressiva desatada pelos governos e pelos aparatos policiais após junho de 2013 ganhou novo impulso com a Copa. Greves como a dos metroviários de São Paulo e dos operários da construção civil de Fortaleza foram tratadas como casos de polícia, literalmente.  Pela primeira vez após o fim da ditadura militar vimos manifestações sendo sistematicamente impedidas de serem realizadas, e presos políticos em série.

Na véspera da final da Copa, a Polícia Civil do Rio de Janeiro expediu 28 mandados de prisão e deteve 20 ativistas. Como no filme Minority Report, em que a polícia prendia suspeitos com base em previsões sobrenaturais do futuro, a polícia carioca prendeu os ativistas com base em crimes que eles supostamente poderiam cometer no dia seguinte. Na verdade, trata-se de uma fraude descarada e um verdadeiro atentado aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Algo parecido que ocorreu com os ativistas Rafael Lusvarghi e Fábio Hideki em São Paulo. Ambos foram detidos num protesto no dia 23 de junho e permanecem em prisão preventiva por conta de flagrantes forjados pela polícia.

Se a repressão e a criminalização dos movimentos sociais sofreram uma escalada após junho de 2013, com a Copa elas se aprofundaram ainda mais, com o país sendo transformado numa área privada da Fifa, e as cidades-sedes militarizadas vivendo um verdadeiro estado de sítio através da Lei Geral da Copa. A isso se agrega o processo de higienização social levada a cabo nas cidades turísticas, como no Rio, onde o próprio Ministério Público estadual denunciou o recolhimento compulsório de centenas de moradores de ruas.

A Copa das Copas?
Já dentro dos estádios, nem tudo foi festa e gols. O escândalo da máfia dos ingressos na Match, empresa oficial responsável pela venda dos tickets, mostrou ao mundo mais uma vez a corrupção intrínseca à Fifa. A federação internacional de Joseph Blatter e Jérôme Valcke, não só não foi responsabilizada como foi agraciada com um lucro recorde de R$ 9 bilhões durante os jogos, completamente isento de qualquer imposto.

Junto a isso, a farra dos ingressos pagos com dinheiro público e das estatais rolou solta entre as autoridades. Só o Banco do Brasil e a Caixa gastaram R$ 9 milhões na compra de ingressos, supostamente para suas ações de marketing junto aos clientes “Vips”. Pelo menos dois dirigentes do Banco do Brasil, porém, incluindo o presidente do banco, Aldemir Bendine, usou esses ingressos para levar a família ao estádio.

As belas jogadas da Copa passaram, mas o verdadeiro legado deixado ao povo brasileiro vai permanecer. Além da conta a ser paga, uma série de elefantes brancos, famílias removidas, operários mortos e criminalização dos protestos e do direito de greve. Uma cicatriz bem pior que os 7 a 1 tomados pela seleção brasileira no jogo contra a Alemanha.

 A disjuntiva "Vai ter Copa" e "Não vai ter Copa", porém, não deixa de ser falsa. Era possível não ter sido desse jeito? Era sim, se a prioridade dos governos não fosse os lucros das grandes empresas, empreiteiras e multinacionais, mas os interesses da maioria da população que tem o futebol tão arraigado em sua cultura e identidade.

Fonte: www.pstu.org.br

Defender a luta contra a LGBTfobia nas ruas e nas urnas


15/7/2014 -   - Passada a Copa da Fifa, o Brasil entra em um novo ciclo de discussões.  As seleções e o espetáculo da bola saem de campo para dar lugar a outro evento: as eleições de outubro.

A mídia, o governo e a ampla maioria dos partidos políticos se preparam para apresentar um espetáculo. Mobilizam um grande número de profissionais para tentar convencer a população de que todos os problemas serão resolvidos a partir de suas promessas e apenas com o voto na urna.

Para o PSTU, as mudanças que o Brasil precisa virão das lutas e organização da classe trabalhadora, da juventude e setores oprimidos. As eleições são um campo secundário, uma forma para apresentar nosso programa em um período em que as pessoas se mostram mais dispostas a falar sobre política e discutir a importância de fortalecer as lutas.

Nós, da Secretaria LGBT do PSTU, nas eleições deste ano, queremos discutir sobre a transfobia e a homofobia. Queremos trazer as bandeiras LGBT para as lutas da classe trabalhadora, onde estão esses setores oprimidos. No último período tivemos pouquíssimos avanços para os LGBT’s, muito longe do necessário para barrar o aumento da violência e da marginalização. Principalmente das pessoas trans.

O governo do PT, que se mostrava como uma alternativa para a classe trabalhadora, depois de 12 anos acabou trazendo um sentimento de descrença em muitas pessoas em relação aos partidos. Esse sentimento é causado por sucessivas traições e com o distanciamento cada vez maior que esse governo foi tomando das ruas e das lutas.

Os governos PT preferiram se afastar dos trabalhadores e se unir aos empresários e com quem mais lhe traga votos. A Carta ao Povo de Deus apresentada por Dilma, em 2010, foi uma afronta à liberdade religiosa e laicidade do Estado, mas não devemos nos surpreender caso ela seja reeditada, numa versão 2014.

Banhada de ambiguidade e conservadorismo, esta carta é um ataque aos setores oprimidos e um marco da transformação e adaptação do PT em uma grande máquina a serviço do capital.

Os laços entre o governo federal e a bancada religiosa se estreitaram muito nos últimos anos. Dilma sujeitou seu governo à tirania dos setores homofóbicos ao vetar o Kit Gay, sob pretexto de que eles não seriam educativos.

O projeto de lei 122/2006 não saiu do papel e o número de assassinatos por homofobia voltou a crescer. Dentre uma ampla lista de reivindicações, só obtivemos um Dique 100 para denúncias, que não resolve em nada o problema. De que adianta ter dados de denúncias, se eles não serão usados pra nada?

Defendemos a ruptura com a classe que nos explora e que nos oprime. Para nós, tanto o PT de Dilma, quanto Aécio e Eduardo Campos/Marina não são opções para os que lutam por um mundo sem machismo, racismo e homofobia.

Toda opressão serve a uma classe, que lucra e se beneficia à custa do trabalha alheio. A única forma de acabar com a opressão é acabando com os parasitas que exploram e dividem os trabalhadores.

É por esses motivos que nas eleições estaremos unidos para apresentar um programa socialista, com independência de classe, que ouse questionar o atual regime patriarcal. Apresentaremos para a sociedade os candidatos operários, trabalhadores que nunca mudaram de lado, que continuam lutando pelo fim da exploração e opressão.

Não rebaixaremos nosso programa para ganhar votos de fundamentalistas, nem nos vendemos em campanhas milionárias pagas por patrões. Mantemos nosso programa de transformação de sociedade e nossa independência de classe.

Nossa luta não começa e nem termina em outubro. Nossos sonhos não cabem nas urnas. Nossa luta é todo dia, contra o machismo, racismo e homofobia.

Pela aprovação da PLC122/06, que criminaliza a homofobia!

Pela aprovação imediata da Lei João Nery, a lei de identidade de gênero!

Cotas para pessoas trans em concursos públicos e por políticas efetivas no combate à marginalização dessa população!

Por políticas efetivas contra a homofobia e a transfobia nas escolas!

Pela desmilitarização da PM, já!