Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

30 de junho de 2014

PSTU de São José lança Secretaria LGBTT

30/6/2014 - O PSTU sempre esteve na luta contra as opressões. Entendemos que o capitalismo utiliza das diferentes características humanas pra dividir a classe trabalhadora e, por meio dessas divisões, aumentar a exploração de certos setores, como LGBTT´s, mulheres, negros e negras.

Nesse sentido, nosso partido tem se empenhado em criar secretarias que tragam o tema à discussão, intervenham na sociedade e resgatem o espírito de luta destes setores.

Nosso programa inclui a luta pelas mudanças que os oprimidos necessitam para desfrutar de uma vida digna. Acreditamos que na atual conjuntura torna-se mais indispensável que nunca reunir os oprimidos da classe trabalhadora para que aumentem o eco de suas vozes por direitos e libertação.

Não está tudo bem
Quem basear suas opiniões sobre a situação dos LGBTTs com base nas telenovelas brasileiras ou que tem uma proximidade limitada com o cotidiano deste setor pode facilmente se confundir ou se iludir em relação à realidade daqueles que vivem além do modelo de sexualidade supostamente coerente – a heteronormatividade.

No horário nobre dos canais mais assistidos, os LGBTTs (quase sempre G, raramente L, mas nunca, nunquinha T) conseguem levar uma vida harmônica, ter bons empregos e poucas dificuldades no dia a dia, além de ser o sinônimo de risadas para a família brasileira.

O gay do horário nobre é tão “nobre” que é gay apenas pela caricatura, desenhada por anos pelos mesmos canais midiáticos que afirmavam (e a maioria ainda afirma, mesmo que de forma mais restrita) que entre as distintas “liberdades”, só resta aos gays a marginalidade.

Por ironia, esses canais pagam dia após dia o preço das suas contraditórias falácias, sendo forçados a exibir a realidade de uma parcela importante da sociedade, que também se relaciona, que também beija e que também ama.

A mídia, no esforço descontrolado de reparar o seu serviço de desinformação, troca a antiga experiência por uma nova: um desserviço de informação. Num mundo LGBT imaginário onde tudo são flores, maquiagens, corpos malhados e mansões luxuosas, onde o preconceito e a homofobia são limitados a pequenos conflitos familiares, a imagem que está tudo bem predomina, e qualquer transtorno consegue ser facilmente confundido pela opinião pública como algo corriqueiro, algo do qual todos os seres humanos estão propensos a passar, sejam gays ou não.

A consequência desta experiência reflete claramente na opinião pública e, consequentemente, nas políticas públicas e na vida deste setor oprimido.

Foi valendo-se deste discurso que a bancada evangélica do legislativo vetou o que quis quando o assunto era política para LGBTTs - alicerçada numa opinião pública embriagada de alienação, com o aval da primeira presidente mulher.

O PL122 e o kit contra a homofobia não saíram do papel. Falou-se de tudo, até em cura gay. Em vez de avançarem na discussão, voltaram com as suposições de 20 anos atrás. Tudo isso rolando e da presidente não se ouviu nada. O que foi aprovado foi um disque 100 que não resolve em nada o problema.

Voltando àqueles que baseiam suas opiniões meramente nas “realidades em pixels”, é possível que se perguntem: são essas políticas públicas realmente necessárias para os LGBTs? Outros ainda questionam se essas políticas não transformam os LGBTT’s num setor privilegiado da sociedade.

Diariamente, um LGBTT é morto no Brasil
Está nos jornais e na internet pra quem quiser ver: a homo-lesbo-trans-fobia constantemente. No Brasil, um LGBT é morto por dia! No mês de janeiro foi uma morte a cada 18 horas!

Somos o país que mais assassina LGBTT´s no mundo.  Não estamos falando de humilhação, constrangimento, nem de assédio moral. Estamos falando de mortes violentas, fruto de um ódio impregnado na sociedade patriarcal que vivemos. Logo, não é nenhum pouco coerente dizer que nós estamos em busca de um privilegio, a não ser o de nos mantermos vivos.

Diante do número de mortes ligadas à homofobia que aumenta a cada dia, o que poderia se esperar de um governo dito democrático? Que aprove leis que garantam o direito à vida? Que faça valer a Constituição, que repudia qualquer tipo de discriminação? Que aprove programas educativos que tratem sobre o tema, conscientizando a população?

O governo Dilma não fez nada disso, e pior, aliou-se aos setores mais reacionários do legislativo em nome de alianças eleitorais. Assistem a chacina diariamente, e não fazem nada. O direito a vida nesse instante se distancia para dar lugar ao direito de se eleger, de continuar no poder, mesmo que tendo as mãos sujas de sangue.

Somados a isso, temos a precarização do trabalho, principalmente das travestis e transexuais. Os gays e lésbicas hoje, assim como as mulheres, trabalham mais e recebem menos. O estereótipo promovido pela televisão empurra milhares de jovens para a marginalização, prostituição e suicídio. Longe da vida dos gays de novela, não está tudo bem.

Nasce a Secretaria LGBTT em São José
O PSTU de São José dos Campos está criando sua secretaria LGBTT justamente por isso. Enxergamos que há muito pelo que lutar e há disposição dos setores oprimidos para que seus direitos sejam garantidos.

Nós nos colocamos ao lado destes setores e, junto com a classe trabalhadora, propomos a transformação da sociedade. Lutamos por um mundo em que a LGBTTfobia, assim como o machismo e o racismo, seja apenas uma lembrança triste de uma sociedade confusa. Propomos uma sociedade socialista.

Nas próximas quatro semanas, o blog do PSTU Vale trará artigos e entrevistas que falarão sobre o tema da opressão aos LGBT’s. Volte mais vezes por aqui!

Debate
Na próxima quarta-feira, dia 2 de julho, faremos uma atividade em nossa sede para lançar a Secretaria LGBT da regional. Será às 19h. O tema será: “No país da Copa, um LGBTT é morto por dia: conjuntura e caminhos do movimento LGBTT no Brasil”. Haverá venda de caldinhos, pipoca, cerveja e refrigerante! Convidamos a todos a participar!


27 de junho de 2014

Greve dos operários da construção civil de Fortaleza completa quatro dias apesar da violência da PM. Todo apoio e solidaridade!

26/6/2014 - Aconteceu, nesta manhã, mais um ataque ao direito de greve. Em Fortaleza (CE), operários da construção civil, em greve há quatro dias, foram duramente reprimidos. A polícia está impedindo o sindicato de chegar até os canteiros de obras. São 18 pontos na cidade. Junto à ação policial, a juíza da 16ª Vara da Justiça do Trabalho expediu uma liminar que proíbe o sindicato de se aproximar mais do que 500 metros do Shopping Rio Mar, sob pena de multa de R$ 50 mil a cada descumprimento.

O professor George Bezerra, militante do PSTU que apoiava os grevistas num piquete na obra do Shopping Rio Mar, foi detido, mas já foi liberado. A PM também ameaçou dar voz de prisão aos ativistas que se aproximavam do canteiro de obra em frente à Arena Castelão, um dos estádios que sediam jogos da Copa. No Shopping Rio Mar, várias pessoas desmaiaram e muitas ficaram feridas, inclusive com fraturas.

“Hoje, o que aconteceu em uma das principais obras aconteceu também durante os outros três dias: a tentativa de acabar com a greve por meio de uma repressão brutal protagonizada pela Tropa de Choque do governo Cid Gomes. Hoje eles avançaram mais, que foi executar prisão de ativistas, como no meu caso. Foi algo completamente sem sentido, uma vez que minha função na greve era evitar que houvesse ações isoladas que pudessem contribuir para que uma repressão policial acontecesse”, disse George.

Os trabalhadores não se intimidaram diante da violência. Pelo contrário, fizeram uma passeata e, em assembleia, decidiram continuar a greve. Além das reivindicações por salário e por melhores condições de trabalho, eles exigem a retomada das negociações. A patronal simplesmente se retirou da mesa de negociações.

Essa ação absurda é mais um capítulo do ataque ao direito de greve e de livre manifestação que deve ser repudiada por todos os trabalhadores. “É uma tentativa clara de criminalizar o movimento. Mas a greve e a luta vão continuar”, afirmou George.

A burguesia e os governos têm tido uma política coordenada, em todo o país, de utilizar a PM e represálias, como demissões, para acabar com as greves e com as manifestações, a exemplo do que aconteceu com os metroviários de São Paulo.

*Com Camila Chaves, direto da greve

Fonte: www.pstu.org.br

26 de junho de 2014

Governo Dilma: 25 pacotes de incentivo à indústria. Para os trabalhadores, nada

26/6/2014 - No último dia 18, o Ministério da Fazenda anunciou um novo conjunto de medidas de “estímulo à economia”, com benefícios e incentivos à indústria. Dessa vez, o governo reeditou medidas já testadas anteriormente, como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), o Reintegra e o Refis.

O PSI, criado em 2009, prevê juros subsidiados para os financiamentos realizados por empresários. O Reintegra garante a devolução de até 3 % dos impostos recolhidos pelo governo aos exportadores e o Refis garante a liberação de financiamentos às empresas que devem impostos ao governo federal.

Foi o 25° pacote de incentivo à indústria, anunciado pelo governo Dilma, confirmando uma política econômica voltada essencialmente para socorrer e garantir os lucros dos empresários, enquanto as reivindicações e necessidades dos trabalhadores seguem sofrendo com o descaso e até mesmo com os ataques do governo.

Em maio, o governou Dilma tornou permanente a desoneração da folha de pagamento. A medida beneficiou 56 setores da economia, como a construção civil, o setor automotivo e o setor têxtil. Com a isenção, o governo abrirá mão de cerca de R$ 21,6 bilhões, dinheiro que poderia garantir investimentos sociais em áreas como saúde, educação e moradia, mas vai diretamente para os bolsos dos empresários.

Ao contrário, é dinheiro que sai dos cofres da Previdência Social e representa uma séria ameaça à aposentadoria de milhões de brasileiros. Segundo a Receita Federal, em todo o ano passado, o Tesouro Nacional deixou de arrecadar R$ 13,2 bilhões com a medida.

Reuniões com empresários
Somente este ano, Dilma reuniu-se com empresários em grandes encontros por pelo menos quatro vezes. Somente no mês passado, a presidente participou de uma reunião com empresários de 36 segmentos da indústria brasileira e no dia 8 de maio conversou com líderes do varejo, quando prometeu a flexibilização nas contratações.

No afã de agradar e atender o empresariado, a presidente Dilma chegou a prometer a liberação de contratações temporárias no país ao setor do comércio com a desculpa da Copa. Os empresários poderiam contratar trabalhadores pelo período máximo de 14 dias, renováveis até o limite de 60 dias. Seria a regulamentação do trabalho precário. Somente após pressão, o governo recuou.

Se analisarmos os benefícios concedidos às montadoras, o favorecimento do governo aos patrões fica ainda mais evidente. No início de junho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que iria rever a recomposição total do IPI sobre os automóveis, previsto para julho.

Desde 2012, as montadoras do país têm obtido redução e até isenção do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados). Somente com esta medida, o governo federal deixou de arrecadar mais de R$ 12,3 bilhões.

Enquanto isso, as remessas de lucros das montadoras às matrizes no exterior cresceram 35% no ano passado, comparadas a 2012. Foram US$ 3,5 bilhões em 2013 contra US$ 2,4 bilhões no ano anterior. Somente nos últimos quatro anos, mais de US$ 15,4 bilhões foram remetidos pelas montadoras ao exterior.

Para as empresas, tudo. Para os trabalhadores, nada
O fato é que enquanto a economia do país desacelera e a presidente segue defendendo os empresários, nenhuma medida para proteger os trabalhadores é tomada.

Nas montadoras, por exemplo, nos últimos meses, o quadro é de aumento de demissões, afastamentos temporários e férias coletivas, criando novamente um clima de apreensão aos trabalhadores e ataques aos direitos. Nos últimos sete meses, o setor automotivo demitiu 7.300 trabalhadores, apesar de todo o incentivo recebido à custa do dinheiro público.

As demissões no setor industrial também aumentaram. Em maio, a indústria de transformação fechou 28.533 vagas a mais do que gerou em postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo dados da Fiesp, dos 22 setores que a indústria está dividida, 14 demitiram, 3 permaneceram estáveis e apenas 5 contrataram.´

Contudo, até o momento não há, por exemplo, nenhuma intenção do governo em discutir e implementar a convenção 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que determina estabilidade no emprego aos trabalhadores.

Em reunião com os patrões, Dilma afirmou ser contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários. Com a medida, cerca de 2,5 milhões de empregos poderiam ser criados, de acordo com o Dieese.

Proibir a remessa de lucros das multinacionais e demissões em empresas que ganham isenção fiscal e são beneficiadas com incentivos com dinheiro público também são medidas que passam longe do governo do PT.

O fato é que na prática o governo Dilma comprova que, a exemplo de governos anteriores, também optou por governar com os banqueiros, empreiteiras, multinacionais, empresários da indústria e do agronegócio. Já aos trabalhadores, o tratamento é o descaso a suas reivindicações e desrespeito aos direitos.

Por Douglas Dias

Campanha do MML denuncia turismo sexual com a Copa

26/6/2014 - Na Copa das injustiças sociais, as trabalhadoras estão dizendo não à exploração sexual. O Movimento Mulheres em Luta (MML) colocou na rua a campanha “Cartão Vermelho para o Turismo Sexual”. A campanha é uma denúncia do turismo sexual que aumentou com o Mundial no país.

O blog PSTU Vale entrevistou Janaína dos Reis, integrante do MML do Vale do Paraíba.

Blog PSTU Vale - Que motivos levaram o MML a lançar a Campanha "Cartão Vermelho para o Turismo Sexual"?
Janaína dos Reis - O Brasil é rota do tráfico internacional de mulheres, sendo as mais jovens, negras e da região do Nordeste as mais afetadas. Ainda é muito disseminada, inclusive pelos próprios governos, a visão da mulher brasileira como objeto sexual, de que aqui no país há sexo fácil.

Com a Copa da Fifa isso se aprofundou ainda mais, sendo utilizada a visão da mulher brasileira como um atrativo para a vinda de turistas estrangeiros. Segundo matéria recente do jornal Folha de São Paulo estima-se um aumento de cerca de 60% da exploração sexual de mulheres e crianças no país com o Mundial. 

Por isso, o MML definiu pela construção da campanha “Cartão Vermelho para o Turismo Sexual”. Queremos denunciar essa situação absurda contra as mulheres e as poucas iniciativas do governo Dilma para coibir essa prática, bem como exigir medidas concretas para proteger mulheres e crianças.

Que legado a Copa vai deixar para as mulheres no Brasil?
Janaína - As mulheres são afetadas de diversas formas, como, por exemplo, pelas remoções e repressões que têm ocorrido. Mas o aumento da exploração sexual é dos mais gritantes, afetando as mulheres e transexuais. 

Ainda antes do início da Copa, a Adidas fez uma camiseta que associava a Copa no Brasil ao turismo sexual, com frases e imagens com duplo sentido e ao corpo de uma mulher negra. Essa imagem foi tão ofensiva que a Adidas foi obrigada a retirar a camiseta do mercado.

Essa semana mesmo, o apresentador Luciano Huck nos seus perfis do Facebook e Twitter pediu que as mulheres cariocas e solteiras se inscrevem-se para conseguir um “gringo dos sonhos. "Carioca? Solteira? Louca para encontrar um príncipe encantado entre os 'gringos' que estão invadindo o Rio de Janeiro durante a Copa? Chegou a sua hora... Mande fotos e por que você quer um gringo'sob medida", escreveu ele, possivelmente preparando algum novo quadro para o seu programa “Caldeirão”. Os posts sofreram uma enxurrada de críticas. Afinal, é uma clara apologia ao turismo sexual e até a prostituição.

Já há denuncias do crescimento de focos de exploração sexual, como no entorno do Itaquerão e do aeroporto de Guarulhos. A Fifa e patrocinadores realizaram um evento em Florianópolis, cuja revista de divulgação tinha na capa a propaganda de uma boate de prostituição. Por todo o país, os empresários do sexo visam lucrar muito com essa uma prática odiosa.

Como você avalia a postura da Fifa e do governo Dilma diante deste tema?
Janaína - A postura da Fifa é a postura de exploração e desrespeito à soberania. Por onde a Copa passou as mazelas contra o povo pobre só aumentaram e as mulheres são as maiores vítimas, principalmente por conta do turismo sexual.

O governo Dilma e a própria Fifa apresentaram muito poucas medidas no sentido de coibir essa prática. As campanhas de conscientização são muito tímidas e a fiscalização sequer foi ampliada efetivamente. Basicamente agiram pressionados, após escândalos como a camiseta da Adidas

Blog PSTU Vale - Há um projeto que defende a regulamentação da prostituição. Por que o MML é contra esse projeto?
Janaína - Enquanto alguns setores apontam a regulamentação da prostituição como solução, como é o caso do projeto de lei do deputado federal do PSOL Jean Wyllys, nós nos colocamos na defesa das mulheres em situação de prostituição, mas reafirmamos que a regulamentação da prostituição é a institucionalização de uma prática de escravidão do corpo da mulher. Uma exploração que a expõe a uma situação de maior violência e opressão. Nos países onde houve a regulamentação, o mercado do sexo se ampliou, favorecendo a cafetinagem.

A falta de oportunidades para conseguir empregos e acesso a serviço públicos de saúde, educação, entre outros, é a principal base para jogar milhares de meninas e mulheres na prostituição. O preconceito joga as mulheres transexuais na marginalidade. O mercado que mais absorve as mulheres transexuais é o mercado do sexo e da prostituição. A resolução desses problemas sociais é o caminho para eliminar essa forma de exploração. O MML está nessa luta.






PSTU de Jacareí realiza festa nesta sexta para marcar 20 anos do partido

26/6/2014 - Nesta sexta-feira, dia 27, acontecerá o Arraiá “20 anos do PSTU”. A festa será realizada a partir das 18 horas, numa chácara localizada no bairro Porto Velho, em Jacareí (Estrada dos Pintassilgos, 613).

A regional do PSTU de Jacareí organizou o evento, para comemorar o aniversário do partido, fundado no dia 5 de junho. Será uma animada festa junina para levar os amigos e a família.

O preço do convite é R$ 20, com tudo incluído. O cardápio inclui comidas variadas, como caldinhos, milho verde, cuscuz, pipoca, cachorro quente, arroz doce, doces e outros. De bebidas, haverá quentão, vinho quente, cervejas, refrigerantes e água.

Não vai faltar a fogueira, música e muita diversão.

A festa promete. Companheiros e companheiras de São Paulo estão confirmando presença, inclusive o pré-candidato à presidente da república do PSTU, Zé Maria, e a pré-candidata ao Senado Ana Luiza. O Toninho Ferreira, é claro, também já confirmou presença.

Não fique de fora!

Confirme presença no evento criado no Facebook: https://www.facebook.com/events/1462145567363310/




25 de junho de 2014

Convenção Estadual oficializa candidatura de Toninho Ferreira a deputado federal

25/6/2014 - Em ato na Assembleia Legislativa de São Paulo no início da noite desta terça-feira, dia 24, foram lançadas as candidaturas estaduais do PSTU. A convenção eleitoral aprovou por unanimidade o nome de Toninho Ferreira, presidente municipal do partido em São José dos Campos, como o único candidato do partido a deputado federal no estado.

Outros cinco nomes do diretório joseense também foram homologados para concorrer a deputado estadual. São eles: Luiz Carlos Prates (Mancha), secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e dirigente nacional da CSP-Conlutas; Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Renato Bento Luiz (Renatão) e João Batista Arruda, dirigentes da CSP-Conlutas do Vale do Paraíba e Raquel de Paula, diretora do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios. Todos já estão licenciados conforme determinação legal.

A chapa completa dos candidatos do PSTU soma 25 candidatos estaduais em cidades paulistanas, como São Paulo, São José dos Campos, Jacareí, São Bernardo, Osasco, Santos, Araraquara, Bauru, entre outras.

Frente de Esquerda para enfrentar o PSDB e o PT
Com a presença de cerca de 200 pessoas, a Convenção confirmou a aliança com o PSOL nas eleições em São Paulo. A Frente de Esquerda entre os dois partidos terá candidatos únicos ao governo do estado e ao Senado.

O candidato a governador será o professor e jornalista Gilberto Maringoni (PSOL) e a candidata ao Senado será a servidora pública e dirigente sindical Ana Luiza Figueiredo (PSTU). Ambos estavam presentes na atividade desta terça.

Na mesa que coordenou o evento também esteve presente José Maria de Almeida, o Zé Maria, candidato do PSTU a presidente da República, cuja candidatura foi homologada no último dia 14 de junho.

Os militantes presentes defenderam que a Frente de Esquerda será a alternativa socialista e dos trabalhadores para enfrentar o PSDB e o PT no estado.

Nas falas, críticas aos vinte anos de administrações tucanas em SP, marcadas por privatizações, corrupção, repressão e criminalização da pobreza e dos movimentos sociais, e defesa da construção de uma alternativa que combata a reeleição de Alckmin e do PSDB.

Depois de 20 anos de governos do PSDB, é hora de derrotar Alckmin! Os trabalhadores e a juventude querem mudanças! Queremos mais saúde, educação e transportes públicos. Mais segurança e o fim da violência policial. Queremos a Sabesp 100% estatal para acabar com a falta d´água e o fim da corrupção que marcou os anos de governo tucano. Enfim, queremos São Paulo para os trabalhadores e o povo”, disse Ana Luiza Figueiredo, que concorreu ao Senado em 2010 e obteve 109 mil votos.

Foi ressaltado que o PT também não é alternativa para os trabalhadores e a juventude. “O PT governa o país há mais de 10 anos, mantendo o mesmo modelo econômico implantado pelo PSDB, que privilegia as grandes empresas em detrimento dos interesses da classe trabalhadora e da maioria do povo”, afirmou Toninho Ferreira.

Toninho lembrou ainda que nas eleições de SP, mais uma vez, os petistas e seu candidato Alexandre Padilha se aliaram a Paulo Maluf, um dos símbolos da corrupção no país.

Candidaturas a serviço das lutas
A Convenção do PSTU reafirmou o apoio às mobilizações em curso no país, com destaque para as greves em andamento nas universidades estaduais e federais, bem como dos servidores públicos e do judiciário federal.

Houve ainda manifestação de solidariedade e apoio total à campanha pela anulação das demissões dos metroviários, que realizaram uma heroica greve recentemente, enfrentando a truculência de Alckmin, do PSDB e da PM, e foram demitidos arbitrariamente. O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres, integrou a mesa de abertura da convenção.

As mudanças que o país e que São Paulo precisam virão das lutas e da organização da classe trabalhadora e da juventude. As candidaturas do PSTU estarão a serviço dessas lutas”, disse Toninho.






18 de junho de 2014

PSTU realiza Convenção Estadual de São Paulo no próximo dia 24

18/6/2014 - O PSTU realiza convenção estadual no próximo dia 24, terça-feira, em São Paulo, para oficializar a coligação da Frente de Esquerda com o PSOL e as candidaturas do partido para as eleições deste ano.

A convenção acontecerá na Assembleia Legislativa, Auditório Franco Montoro, às 18h30, e homologará as candidaturas do partido ao Senado, a deputado federal e deputado estadual.

Em São Paulo, o PSTU e o PSOL fecharam uma aliança para a formação de uma Frente de Esquerda.  Os partidos lançarão uma candidatura única para o governo e o senado. Para governador, o PSOL indicou o professor e jornalista Gilberto Maringoni e, para vice, Hildete Nepomuceno, candidaturas que foram oficializadas no último domingo, em convenção do partido.

A servidora pública Ana Luiza Figueiredo será a indicada pelo PSTU à candidatura do Senado. Ana Luiza começou sua militância política em 1979. Ajudou a construir a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 1994, ajudou a fundar o PSTU. É trabalhadora do judiciário federal em São Paulo e constrói a CSP-Conlutas. Reconhecida lutadora dos direitos das mulheres trabalhadoras, foi candidata ao Senado em 2010 e obteve 109 mil votos.

Estará presente o companheiro Zé Maria, confirmado em Convenção Nacional, no último dia 14, como candidato do PSTU à Presidência da República.

Deputados federal e estadual
Já o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, será o candidato a deputado federal. O advogado, de 56 anos, será o candidato único do partido à vaga na Câmara dos Deputados.

Toninho foi o quinto candidato a vereador mais votado nas eleições de 2012 em São José dos Campos.

Com uma trajetória histórica de militância nas lutas sociais, Toninho participou de várias mobilizações de trabalhadores e do movimento popular desde 1979. Atualmente, é advogado das famílias do Pinheirinho e atua na luta pelo direito à moradia.

Nos últimos anos, Toninho esteve à frente da luta contra os altos salários dos vereadores em São José dos Campos e Jacareí. Ajuizou ações judiciais contra os reajustes e, junto com a juventude e a população, conseguiu impedir os supersalários dos políticos por duas vezes. Trabalhou na GM e Embraer. Foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos por dois mandatos.

Para deputado estadual, o PSTU lançará uma chapa com cerca de 30 nomes, tendo representantes de São José dos Campos e Jacareí.

A Convenção Estadual do PSTU será também mais uma oportunidade do partido, que completou 20 anos de fundação no último dia 5 de junho, apoiar as lutas que a classe trabalhadora e a juventude estão protagonizando desde junho do ano passado.

Vamos aproveitar nossa convenção para apoiar a greve das Universidades Estaduais Paulistas e dos servidores públicos federais, como das Universidades Federais e do Judiciário federal. E seguir a campanha pela anulação das demissões dos lutadores metroviários, que realizaram uma heroica greve, enfrentando a truculência de Alckmin, do PSDB e da PM.

Leia também: Ato político marca lançamento de Frente de Esquerda em SP



Artigo: Financiamento privado e uso da máquina marcam eleições brasileiras

18/6/2014 - Atualmente, é impossível esconder a grande insatisfação popular com os políticos tradicionais e com os chamados “grandes partidos”, que se orientam sempre por defender os interesses das empresas privadas em detrimento às justas reivindicações dos trabalhadores, da juventude e da maioria do povo brasileiro.

Desde as grandes manifestações de junho do ano passado, que seguem agora principalmente com uma grande onda greves e mobilizações da classe trabalhadora e dos movimentos populares, vemos os “velhos políticos” preocupados em como se garantir no poder, mantendo seus mandatos e privilégios.

Por um lado, vemos a manutenção do financiamento privado de campanha eleitoral e, agora, a doação financeira de grandes empresas diretamente a estes partidos. No mês passado veio a público, pela grande imprensa, que o PT, PSDB, PMDB e PSB têm boa parte de seu orçamento pago por doações de grandes empresas, especialmente das famigeradas construtoras. Só no ano de 2013, que não é um ano eleitoral, o PT recebeu 79,8 milhões de reais, sendo 65% de construtoras, e o PSDB 20,4 milhões de reais, sendo 86% de construtoras.

O financiamento privado de campanha e diretamente aos partidos é uma das grandes fontes de corrupção da política brasileira. Na verdade, essas empresas fazem deste financiamento um grande investimento, pois quando estes políticos se elegem ou reelegem vão governar segundo os interesses de quem os financiou e os financiará em uma futura eleição. É a velha máxima: “quem paga a banda, escolhe a música”.

No caso das construtoras o esquema é muito fácil de ser entendido. O dinheiro investido na campanha destes partidos voltará para esses megaempresários em valores ainda maiores, através de obras faraônicas e superfaturadas, todas pagas com dinheiro público. Verbas que faltam para garantir moradia digna para o povo pobre, saúde, educação e um transporte público e de qualidade.

Meu partido, o PSTU, que completou 20 anos de fundação no último dia 5 de junho, tem entre um dos seus princípios de atuação não receber nenhum centavo de empresas privadas. Somos um partido de trabalhadores, é a eles que queremos representar.

Quando, por exemplo, conseguimos romper a barreira do poder econômico e elegemos parlamentares, como no caso dos mandatos de Amanda Gurgel e Cléber Rabelo, respectivamente, vereadores de Natal e Belém, nossos mandatos são 100% voltados para apoiar as mobilizações dos trabalhadores e da juventude, apresentando projetos de lei que expressem essencialmente suas reivindicações.

Por essa visão totalmente oposta aos dos “partidos da ordem”, nosso partido foi o primeiro a apoiar a Ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que ainda tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), propondo a proibição do financiamento privado de campanha.

Mas, além do financiamento privado, vemos também o uso das máquinas governamentais e das verbas dos gabinetes parlamentares sempre a serviço da manutenção destes políticos em seus cargos.

O Jornal Folha de São Paulo divulgou recentemente o aumento de 46% no gasto das verbas dos gabinetes dos Deputados Federais com propaganda e publicidade de seus próprios mandatos.

Somente de janeiro a maio de 2014, juntos os “senhores deputados” consumiram 17,7 milhões de reais financiando a divulgação na imprensa e publicação de folhetos de suas míseras iniciativas parlamentares. Ou seja, usam o dinheiro do povo para enganar o próprio povo, tentando provar o que é impossível: que estão fazendo alguma coisa de bom para a maioria da população.

Com esse tipo de atitude buscam impedir o que já começa a ficar evidente em todas as análises políticas e pesquisas de opinião: existe uma grande insatisfação e um grande desejo de mudança na política brasileira. E o grande alvo desta indignação crescente é o Congresso Nacional.

Por isso, a classe trabalhadora e a juventude, que estão se mobilizando desde junho do ano passado, além de ampliar e unificar as suas lutas, precisam nas eleições de outubro repudiar esses grandes partidos burgueses, como PSDB, PMDB, PSB, entre outros e negar também o PT, que embora tenha uma origem próxima aos movimentos sociais, quando chegou ao governo acabou mantendo o mesmo modelo econômico aplicado historicamente pelos partidos da direita tradicional.

Mais do nunca é necessário fortalecer alternativas socialistas que sejam radicais contra as injustiças sociais, candidaturas realmente identificadas com os trabalhadores e suas reivindicações.

Por isso, o PSTU apresenta a pré-candidatura de Zé Maria, operário metalúrgico e socialista, à Presidência da República. E saúdo também a consolidação em São Paulo da Frente de Esquerda, que uniu o PSTU e o PSOL, com o lançamento de Gilberto Maringoni (PSOL) ao Governo do Estado e a camarada Ana Luiza (PSTU) ao Senado.

Estarei engajado na primeira linha destas campanhas e na tarefa de levar à Câmara de Deputados representantes legítimos da luta dos trabalhadores e da juventude.

Queremos conquistar mandatos que sirvam para denunciar o grande “balcão de negócios” que segue instalado no parlamento brasileiro, defender sempre os interesses da classe trabalhadora e apoiar as mobilizações que o nosso povo já está realizando de forma cada vez mais forte.


Por Toninho Ferreira
Presidente municipal do PSTU de São José dos Campos


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17 de junho de 2014

Ato político marca lançamento da Frente de Esquerda em SP

17/06/2014 - No último domingo, dia 15 de junho, foi realizado, em um dos principais auditórios da Assembleia Legislativa, o ato político de lançamento da Frente de Esquerda para as eleições de São Paulo. A atividade aconteceu ao final da convenção estadual do PSOL.

Formada pelo PSTU e pelo PSOL, a Frente de Esquerda em SP terá sua chapa majoritária composta pelo professor e jornalista Gilberto Maringoni (PSOL), como pré-candidato ao Governo do Estado, e pela servidora pública do judiciário federal e dirigente sindical licenciada Ana Luiza Figueiredo (PSTU) como pré-candidata ao Senado. A professora Hildete Nepomuceno (PSOL) será a pré-candidata a vice-governadora.

As principais falas da atividade destacaram que a Frente de Esquerda deve ser uma alternativa de esquerda, socialista e dos trabalhadores. Que defenda o fim das privatizações e a reestatização das empresas privatizadas. A educação, a saúde, o transporte, a moradia e a nossa água não podem mais ser mais encaradas como mercadoria, voltadas para o lucro de grandes empresas. Precisamos de um verdadeiro governo dos trabalhadores que garanta serviços públicos de qualidade para a maioria do povo pobre e trabalhador.

Nossa campanha sempre apoiará as lutas dos trabalhadores e da juventude, que voltaram a ocupar o cenário político desde as grandes manifestações de junho do ano passado.

Agora, em 2014, vemos principalmente os trabalhadores protagonizarem um grande número de greves e mobilizações para garantir seus direitos, salários e conquistas. Como foi recentemente a greve dos metroviários de SP que, além de lutarem por suas reivindicações salariais, levantaram bem alto a necessidade urgente de um transporte público, estatal e de qualidade para o povo pobre de São Paulo. Para concretizar esse apoio às lutas, estaremos na linha de frente da campanha pela anulação das demissões dos metroviários.

A Frente de Esquerda vai combater em sua campanha o atual Governador Geraldo Alckmin e o PSDB, que governa o estado há 20 anos com sua política de privatização, corrupção e criminalização da pobreza e dos movimentos sociais.

Mas vamos combater também o PT que governa o país há mais de 10 anos sem mudar o modelo econômico que privilegia as grandes empresas em detrimento dos interesses dos trabalhadores, da juventude e da maioria do povo. Nas eleições paulistas, o PT apresenta a candidatura de Alexandre Padilha, ex-ministro da saúde de Dilma, novamente aliado com Paulo Maluf, um dos símbolos da corrupção em nosso país.

Para derrotar o PSDB, o PT não é mais uma alternativa de mudança de fato! Por isso, nossa tarefa é fortalecer a Frente de Esquerda em SP como uma alternativa socialista, para os trabalhadores, a juventude e a maioria do povo!

Na próxima semana, no dia 24 de junho, às 18h30, na Assembleia Legislativa, o PSTU realizará sua Convenção Estadual para confirmar, mais uma vez, a construção da Frente de Esquerda e as suas pré-candidaturas no Estado de São Paulo.

Toninho Ferreira, presidente municipal do PSTU São José dos Campos

16 de junho de 2014

#NaCopaVaiTerGreve: Motoristas de São José e Jacareí fazem greve e operação tartaruga nesta segunda-feira

Operação tartaruga em São José nesta segunda. Foto: Manuela Moraes
16/6/2014 - Colocando em prática o aviso de greve protocolado na semana passada, os motoristas e cobradores de São José dos Campos e Jacareí iniciaram nesta segunda-feira, dia 16, a mobilização na categoria pela Campanha Salarial.

Os funcionários da JTU, em Jacareí, entraram em greve. Com 480 funcionários, a paralisação é de 100% e os ônibus não circularam na cidade. No último dia 9, os trabalhadores já tinham realizado um protesto, com uma operação tartaruga pelas ruas da cidade.

Em São José, houve protesto dos trabalhadores das empresas CS Brasil, Saens Peña e Expresso Maringá do Vale, com uma operação tartaruga. A manifestação envolveu cerca de 80 ônibus. Durante uma hora, das 7h às 8h, os ônibus circularam em velocidade reduzida na Avenida José Longo, que é uma das principais da cidade.

A mobilização tem a participação ativa da Oposição dos Condutores, ligada à CSP-Conlutas, que deu início aos protestos na semana passada em Jacareí e realizou a operação tartaruga desta segunda-feira em São José.

Diante da mobilização dos trabalhadores, as empresas convocaram uma reunião para hoje, às 9h.

Reivindicações
A data-base da categoria é 1° de maio, mas as negociações estão em impasse. As empresas ofereceram reajuste de 5,82%, que corresponde apenas à inflação do período. Os trabalhadores reivindicam 10,82% de aumento salarial, convênio médico, reajuste do vale-alimentação e da PLR (de R$ 610 para R$ 1 mil), além de melhores condições de trabalho.

 “Os motoristas e cobradores mostraram que estão insatisfeitos com a proposta rebaixada oferecida pelas empresas e estão dispostos a ir à luta para conquistar aumento real. A categoria está mobilizada e não vai engolir choradeira de patrão”, afirma Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho dos Condutores, membro da Oposição CSP-Conlutas.

Para Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos, as reivindicações da categoria são justas e expressam a mesma situação que já ocorreu em outras cidades.

O transporte público tornou-se um setor dominado por empresas privadas que se enriquecem a custa da exploração e sofrimento dos trabalhadores e da população. Sem falar da péssima qualidade dos serviços prestados, é preciso destacar a exploração imposta aos trabalhadores, que em geral fazem jornadas exaustivas, cumprem dupla função e recebem baixos salários”, afirmou Toninho.

Para o presidente do PSTU, as prefeituras também têm responsabilidade.

Em São José dos Campos, a Prefeitura concedeu isenção de impostos por ano, até 2016, para as empresas de transporte coletivo, num total de R$ 3 milhões. A alíquota zero sobre o ISS (Imposto sobre Serviços) foi concedida pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT), em contrapartida à implementação no bilhete único na cidade. Além disso, as empresas recebem 100% do valor de venda de publicidade nos ônibus, ficando 20% do espaço reservado para propaganda do governo.

Os governos são responsáveis pelos contratos de concessão, concedem subsídios e, na maioria das vezes, são coniventes com as empresas do setor, por que em vários casos elas são doadoras de campanhas eleitorais. Por tudo isso, é preciso que as empresas atendam imediatamente as reivindicações dos trabalhadores”, defende Toninho.

É preciso também mudarmos a atual situação do transporte público. Enquanto esse serviço essencial estiver nas mãos dos grandes empresários, não será garantido um transporte de qualidade à população. É preciso estatizar o transporte, com controle dos trabalhadores e da população e garantir Tarifa Zero”, disse.


14 de junho de 2014

Convenção Nacional do PSTU lança Zé Maria candidato à Presidência e Cláudia Durans vice

14/6/2014 - A Convenção Nacional do PSTU lançou oficialmente, na manhã desse 14 de junho, a candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à Presidência da República. O lançamento ocorreu através de um emocionante ato que reuniu algo em torno de 500 pessoas no auditório do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), na região da Ponte Pequena, Zona Norte da cidade.

O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.

Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.

Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB  será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé.

As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.

Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.

O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.

Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".

"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.

A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.

Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.

Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.

Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.

Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições.

Fonte: www.pstu.org.br



13 de junho de 2014

Na abertura da Copa, mesmo com repressão, nove capitais têm manifestações

Manifestação no Rio
13/6/2014  - Em outros tempos, não daria para imaginar um dia de abertura de Copa Mundo com protestos, principalmente no Brasil. Mas aconteceu. Nesta quinta-feira, dia 12, em pelo menos dez capitais do país, ocorreram protestos contra as injustiças da Copa.

No país do futebol, os brasileiros naturalmente assistiram e torceram com o jogo de estreia entre Brasil e Croácia, mas isso não impediu que manifestantes fossem às ruas em atos convocados por diversas entidades dos movimentos sociais.

Apesar da campanha ufanista que o governo vem tentando impor e da repressão policial, as lutas já são uma marca desta Copa no Brasil, e tiveram destaque na imprensa, principalmente a internacional.

Ocorreram manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Maceió, São Luiz, Teresina e Belém. Trabalhadores de diversas categorias, muitas em luta, estudantes, aposentados, sem-teto e ativistas participaram dos protestos. Os maiores atos ocorreram no Rio (cerca de 5.000 pessoas) e em São Paulo (1.500 manifestantes).

Com faixas e bandeiras, os manifestantes exigiram mais investimentos dos governos em saúde, educação, corrupção e denunciaram as injustiças da Copa. As mortes dos operários nas obras dos estádios da Copa também foram lembradas.

Rua do Sindicato dos Metroviários sitiada, em SP
Sindicato dos Metroviários foi sitiado pela Tropa de Choque
Em São Paulo, o ato contra as injustiças da Copa incorporou a luta pela readmissão dos metroviários demitidos pelo governo Alckmin e reuniu cerca de 1.500 pessoas.

A manifestação começou a se reunir em frente à sede do Sindicato dos Metroviários, na Zona Leste, e desde cedo, um forte aparato policial cercou toda a região. A rua do sindicato foi bloqueada pela Tropa de Choque.

Operários mortos nas obras da Copa foram lembrados
Num flagrante desrespeito ao direito constitucional de manifestação, a PM informou que não permitiria uma passeata pela Radial Leste e nem mesmo o ato na rua do sindicato.

Foi preciso muita negociação, para que os manifestantes, que aumentavam a cada momento, pudessem ocupar a rua. O ato foi realizado em frente ao Sindicato, com os ativistas encurralados pela PM.

Existe uma decisão política de impedir as manifestações durante a Copa, mas nós vamos fazer o nosso ato”, denunciou o dirigente da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes. “Dilma, escuta, na Copa já tem luta!”, gritavam os ativistas.

Repressão
Apesar de o ato se manter pacífico, o aparato policial aumentava cada vez mais. Quando um grupo, formado por setores como os Black Blocs, começou a montar pequenas barricadas de lixo ao final da rua, a Tropa de Choque, sem qualquer aviso ou negociação, começou a atirar com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Em frente ao Sindicato, o ato prosseguia de forma pacífica. No entanto, a Tropa de Choque também investiu contra a manifestação de forma generalizada, ignorando os apelos da direção do ato no carro de som.

Apesar da repressão, o ato não se dispersou e os manifestantes continuaram o protesto dentro do Sindicato. Contudo, após algum tempo, com os manifestantes sitiados dentro da entidade, a organização decidiu determinar o encerramento da manifestação diante da ameaça de a Polícia Militar de “limpar” a rua e até invadir o Sindicato, o que poderia causar uma tragédia.

Até agora os governos não conseguiram obter dividendos políticos com a Copa. Não têm como justificar as injustiças cometidas, o desperdício do dinheiro público, enquanto abandonaram a saúde, educação e os serviços públicos. Esta Copa já pode ser conhecida como a Copa das lutas, dando continuidade às reivindicações que tomaram as ruas desde junho do ano passado”, avalia Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos.

Desesperados, os governos tentam calar a voz das ruas com repressão. Em São Paulo e em outras capitais, o que vimos foram manifestantes sitiados como na época da ditadura. Um absurdo. Mas isso não nos calará. É nas ruas, nas lutas e nas greves que podemos conquistar nossas reivindicações. O povo já aprendeu isso e por isso na Copa está tendo luta”, disse.

Lamentável papel dos “Black Blocs”
É impossível falar da brutal repressão policial ao ato desse dia 12 sem, no entanto, denunciar o lamentável papel cumprido por setores minoritários, como os Black Blocs.  Em São Paulo, por exemplo, apesar do forte aparato repressivo que cercava os manifestantes, esses setores insistiam em provocar a PM e forçar um enfrentamento maior que só beneficiaria a polícia, colocando em risco os participantes do ato.

Lamentavelmente, fica cada vez mais evidente o papel nefasto desses setores que, com atitudes isoladas e total irresponsabilidade, servem de linha auxiliar da repressão para acabar com os protestos e as manifestações de rua.

Já passou da hora desses jovens repensarem seus métodos de ação se, de fato, seus objetivos, forem em defesa das reivindicações das manifestações.

Informações: www.pstu.org.br


Pela readmissão imediata dos metroviários de São Paulo

Toninho participou do ato de solidariedade aos metroviários
13/6/2014 - Os metroviários de São Paulo aprovaram uma ampla campanha nacional e internacional pela readmissão dos 42 trabalhadores desligados da empresa por terem participado da greve da categoria.

Em assembleia, no último dia 11, os trabalhadores decidiram que não iriam paralisar as atividades no dia 12, mas continuarão mobilizados. Entre os desligados, estão diretores do Sindicato (11) e delegados sindicais.

O ato contra as injustiças da Copa, realizado no dia de abertura do mundial teve, inclusive, como uma das principais bandeiras a defesa dos metroviários.

"Aqui não tem vândalo. O único vândalo é o governador Geraldo Alckmin", disse Altino Prazeres, presidente do sindicato e militante do PSTU, durante a assembleia, que também foi um ato de solidariedade aos demitidos. Altino também disse que a categoria tinha orgulho dos cinco dias de greve que realizaram.

Readmissão já!
Os metroviários realizaram uma das mais fortes greves de sua história. Com uma adesão próxima dos 100% em praticamente todos os setores, a categoria enfrentou a intransigência do governo Alckmin e a sua Justiça subserviente, além de uma campanha massiva realizada pela imprensa a fim de jogar a população contra os trabalhadores.

O governo do PSDB, porém, além de se recusar a negociar, jogou a Tropa de Choque contra os funcionários em greve e ainda determinou a demissão de 42 trabalhadores.

Quando até mesmo a direção da empresa acenava em rediscutir as demissões, Alckmin pessoalmente decidiu pela manutenção da medida arbitrária, demonstrando que se tratava de um ataque político para enfraquecer a mobilização e tornar os metroviários num exemplo às outras categorias.

A greve dos metroviários, no entanto, conseguiu aglutinar um amplo apoio, tanto de outras categorias em todo o país, como internacionalmente. Parte significativa da própria população expressou apoio aos trabalhadores em greve, condenando a repressão e a truculência do governo tucano.

É hora agora de reforçar a campanha pela readmissão dos metroviários. Essa luta não é apenas pelo emprego dos trabalhadores demitidos, mas é uma luta pela liberdade de organização e greve da classe trabalhadora.

Entre as medidas já definidas pela entidade, ainda durante a realização da Copa do Mundo, será confeccionado um adesivo em três idiomas (português, espanhol e inglês) pela readmissão. Um adesivo para carro também será elaborado.

Outra iniciativa será a redação de manifesto com a adesão de artistas, esportistas, intelectuais e várias personalidades exigindo a reintegração dos companheiros.

Clique aqui e assine o abaixo-assinado em defesa da readmissão imediata dos metroviários!



Fonte: www.pstu.org.br e www.metroviarios.org.br



Artigo: A Copa das lutas

13/6/2014 - Em 2007, quando o Brasil se candidatou a ser sede da Copa do Mundo da Fifa 2014, ninguém poderia imaginar o que está acontecendo em nosso país. No chamado “país do futebol”, a Copa não contagiou. Nos bairros, nas periferias, não estamos vendo ruas pintadas, enfeites decorando as casas, como sempre ocorreu.

Ao contrário. Está tudo muito tímido. O clima geral é de indignação e protesto contra as injustiças da Copa. Greves e manifestações tomam o país. São trabalhadores metroviários, rodoviários, operários da construção civil, professores, metalúrgicos, sem-teto e tantos outros. Apesar de ainda não repetir as manifestações multitudinárias de 2013, novamente, o mês de junho é marcado por uma onda de mobilizações.

O Brasil é e sempre foi o país do futebol. Um esporte que contagia e faz parte da cultura e do cotidiano de milhares de homens, mulheres, jovens e crianças. O estilo brasileiro de jogo, com dribles e certa indisciplina tática, encanta dentro e fora do país.

Também sou fã de futebol. Gosto de ver a seleção em campo. O problema é quando a relação de afeto que o povo brasileiro tem com esse esporte é usada para favorecer os interesses de uma minoria, em desrespeito e descaso às necessidades mais sentidas da população.

O governo e os defensores da Copa da Fifa tentam criar o velho clima “Brasil: ame-o ou deixe-o”. Colocam os manifestantes como se fossem inimigos do futebol e do país. E, na tentativa de dourar a pílula, falam de um suposto legado do mundial. Ainda não entenderam o recado das jornadas de junho.

As mobilizações contra as injustiças da Copa não são contra o futebol. Mas sim contra o descaso, a corrupção e os ataques dos governos, que favorecem a Fifa e grandes empresas, mas abandonam os serviços públicos e ignoram os direitos dos trabalhadores e do povo. “Da Copa eu abro mão. Quero dinheiro para saúde, transporte, moradia e educação” foi e ainda segue sendo a principal bandeira levada nas manifestações.

Levantamento do Ibope Inteligência, realizado em maio, apontou que 42% da população brasileira é contra o torneio no país. O fato é que as pessoas se perguntam: Copa para quem?

Para a Fifa e os empresários patrocinadores será a mais lucrativa. O megaevento renderá 10 bilhões de reais aos cofres da entidade. A Lei Geral da Copa garantiu a esta corporação, alvo de vários escândalos de corrupção, poderes que atentam contra a soberania brasileira.

Já para os trabalhadores e a maioria do povo, infelizmente, o legado é outro. As mortes são a face mais cruel e desumana dos preparativos do mundial. Nove operários perderam a vida em acidentes de trabalho. Na África haviam sido dois.

Mas os problemas são vários e de todos os tipos. Remoções forçadas de comunidades para a realização de obras da Copa afetaram milhares de pessoas. Todos os estádios tiveram o orçamento estourado em até 200% mais caro. Obras não foram entregues a tempo ou nem serão. Uma legislação de exceção está em vigor no país e, no ano que marca os 50 anos do início da ditadura militar, a repressão tem recrudescido a cada dia.

É por tudo isso, que os governos viram seus sonhos de obter dividendos políticos com a Copa ir por água abaixo. É por isso que na Copa vai ter luta! Junho de 2013 mostrou o caminho: o povo nas ruas garante conquistas e mudanças!

Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos

Estudantes da Unifesp de São José protestam contra corte de verbas

13/6/2014 - Os alunos da Unifesp, de São José dos Campos, realizaram um protesto na quarta-feira, dia 11, contra o corte de verbas na universidade, atraso nas bolsas estudantis e falta de estrutura para o novo campus. Houve paralisação parcial de alunos ao longo do dia.

A manifestação foi convocada pelo Centro Acadêmico Ada King (Caak), com apoio da Anel - Assembleia Nacional dos Estudantes Livre.


Segundo os alunos, a Unifesp vem tendo problemas com atraso de bolsas desde o ano passado. Teria
havido um corte no orçamento anual da universidade, o que está afetando as bolsas de auxílio moradia, alimentação e transporte, além de ser um dos motivos pelos quais ainda não ocorreu a mudança das instalações da universidade para o Parque Tecnológico.

"Já estamos no final do semestre e ainda não há garantia de transporte aos alunos para o Parque Tecnológico", denunciou Ana Beatriz Pena, integrante do Centro Acadêmico e da Anel.

"Há dinheiro para a Copa, mas não há para educação. Queremos que a reitoria, o governo e a prefeitura tomem providências e resolvam os problemas que estão nos afetando. A mobilização vai continuar com mais iniciativas", disse Ana Beatriz.


11 de junho de 2014

Dias 14 e 15, acontece o Seminário Nacional de Programa e lançamento das candidaturas de Zé Maria e Claudia Durans


11/6/2014 - Nos próximos dias 14 e 15 de junho, em São Paulo, será realizado o Seminário Nacional de Programa da pré-candidatura de Zé Maria à presidência da República.

O objetivo é realizar um processo de elaboração programática que permita aprofundar e avançar o programa para a candidatura do PSTU, buscando responder, com medidas anticapitalistas e socialistas, aos desafios colocados pela realidade brasileira e mundial.

O seminário será aberto a todos os grupos, ativistas e intelectuais que se disponham a colaborar com a campanha. Já há diversas manifestações de apoio, na cidade e no campo, à candidatura de Zé Maria.

Para garantir um Brasil para os trabalhadores e a juventude é preciso mudar muita coisa. O centro do programa deve partir das reivindicações levantadas pelas massas em junho passado como saúde, educação, transporte públicos e de qualidade, reforma agrária, aposentadoria, meio ambiente, moradia para todos e a defesa de melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores da cidade, do campo e a juventude.

É preciso dizer que, para mudar, o Brasil tem que ser 100% classe trabalhadora. Mudar é ser de luta e ter coragem de romper com os banqueiros para garantir a melhora significativa na vida de milhões de trabalhadores.

Mudar é garantir uma lei de responsabilidade social e não pagar um tostão a mais da dívida aos banqueiros e agiotas internacionais. Mudar é garantir 10% do PIB para a saúde e 10% para a educação, em lugar de milhões para empreiteiras construírem estádios.

Mudar é a estatizar o transporte público, com tarifa zero e ônibus de qualidade. Mudar é reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem reduzir os salários. Mudar é garantir casas para todos. Mudar é enfrentar o agronegócio e fazer reforma agrária.

Mudar é acabar com a exploração. Mudar é desmilitarizar as PM’s e acabar com toda violência policial na periferia. Acabar com a criminalização das lutas e com as opressões às mulheres, aos negros e aos homossexuais. Mudar é tirar as tropas brasileiras do Haiti. Mudar é fazer um governo dos trabalhadores de verdade para tomar medidas anticapitalistas.

Você está convidado. Participe do Seminário Nacional e ajude a construir um programa classista e socialista para o país.

Zé Maria é pré-candidato do PSTU à presidência
Neste momento em que o governo e a oposição conservadora são incapazes de atender as reivindicações das ruas, reprimem e criminalizam os movimentos sociais, é preciso construir uma alternativa dos trabalhadores e da juventude para mudar o país.

O povo quer mudanças, a insatisfação é enorme, mas não quer a volta da velha direita. É preciso dar voz às ruas e lutar contra tudo isso que está aí. É necessária uma candidatura que esteja a serviço das lutas da classe trabalhadora e da juventude em torno a um programa operário, anticapitalista e antiimperialista, que defenda uma transformação radical da sociedade rumo ao socialismo.

Por isso, o PSTU aprovou em seu Encontro Nacional a indicação do metalúrgico Zé Maria como pré-candidato à presidência da República.

A pré-candidatura do metalúrgico Zé Maria é uma expressão das lutas da juventude e do povo que foi às ruas em junho de 2013. Expressão das greves dos trabalhadores, como os garis do Rio, os rodoviários de Porto Alegre, os operários do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), da luta dos servidores federais e dos profissionais de educação, do movimento popular que, com suas ocupações, conquistam casas para morar, da luta no campo contra o agronegócio e pela reforma Agrária e de negros, LGBT’s e mulheres contra a opressão.

José Maria de Almeida, o Zé Maria, iniciou sua militância em meio às greves metalúrgicas do final da década de 1970, no ABC paulista, junto com Lula, com quem chegou a ser preso em 1980. No entanto, ao contrário dos sindicalistas daquele período que foram para os palácios e assumiram os cargos no Estado, Zé Maria continuou na luta da classe operária. É atualmente dirigente da CSP-Conlutas.

O governo federal e a oposição conservadora procuram restringir o debate eleitoral aos seus candidatos. Todos eles defendem o mesmo modelo econômico, que privilegia os bancos, as grandes empresas e o agronegócio, em detrimento das necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

O PSDB, de Aécio, é a velha direita que só vai trazer mais miséria ao povo trabalhador. O PSB, de Eduardo Campos e Marina, não se dispõe a mudar o país, sendo mais uma promessa que vai levar a outra desilusão. Por outro lado, também o governo de Dilma, do PT, não correspondeu às grandes expectativas dos trabalhadores, porque governa para os ricos e poderosos.

Alternativa de classe
Sabemos que as verdadeiras transformações sociais não virão das eleições. Só através da organização e mobilização dos trabalhadores, da juventude e dos oprimidos é que conseguiremos um plano econômico alternativo que garanta aumento geral de salários, reajuste de acordo com a inflação, congelamento dos preços e das tarifas, saúde, educação, moradia, reforma agrária e transporte para todos.

O PSOL inviabilizou a constituição de uma Frente de Esquerda nacional que apresentasse um  projeto e um programa da classe trabalhadora, de transformação socialista do Brasil.

A pré-candidatura de Zé Maria quer apresentar uma alternativa nas próximas eleições que esteja a serviço das lutas, que seja um ponto de apoio à mobilização, da consciência e da organização dos trabalhadores e de todos os setores oprimidos de nosso país, pois só assim serão garantidas as profundas mudanças que o Brasil precisa. A participação nas eleições deve estar a serviço desta estratégia maior.

Vamos voltar às ruas! Vamos unificar a juventude, os movimentos populares e os sindicatos para fazer uma grande luta unificada durante a Copa da Fifa e exigir que se pare de dar dinheiro para banqueiros e empreiteiros. Não estamos sós. Os trabalhadores e a juventude da Europa, do Norte da África, do Oriente Médio, da Argentina e do Chile demonstram que é possível enfrentar e derrotar os governos e seus planos de austeridade.

É preciso lutar, é possível mudar! #TôComZéMaria


QUANDO E ONDE: 

14/06 - Lançamento das candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans às 9h, no Sindicato dos Professores Municipais de São Paulo (Sinpeem)
Endereço: Av. Santos Dumont 596, Ponte Pequena, SP (próximo ao metrô Armênia)

14 e 15/06 - Seminário de Programa com os grupos temáticos começa ainda no sábado, às 15h, no sábado, no Cefet 
Endereço: Rua Pedro Vincente, 625, Canindé, SP (próximo ao metrô Armênia)

10 de junho de 2014

Não à criminalização: Toninho participa de ato de solidariedade a estudante preso e torturado

10/6/2014 - O presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, participa nesta terça-feira, dia 10, de um ato na PUC de São Paulo em solidariedade ao estudante Murilo Magalhães.

A atividade, que acontecerá a partir das 19h30, vai debater a violência sofrida pelo estudante do curso de Direito da PUC e militante do PSTU, que foi preso e torturado pela PM de São Paulo durante o ato em solidariedade à greve dos metroviários, realizado ontem.

Entre os debatedores, também estarão presentes o jurista Jorge Souto Maior, o jornalista Leonardo Sakamoto, um representante do Sindicato dos Metroviários de SP, entre outros.

Tortura física e psicológica
Murilo, que também faz parte da ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), iria realizar um protesto simbólico, acorrentando-se em frente à Secretaria dos Transportes do Estado, para reivindicar a abertura de negociações e a solução para a greve.

Detido sob a falsa alegação de resistência à prisão e dano ao patrimônio público, ele foi levado por três policiais para uma sala no interior da secretaria.

No local, o jovem sofreu tortura física e psicológica. Foi agredido pela polícia, obrigado a ficar nu e humilhado. De forma homofóbica, foi chamado de "veado, veado" (como se a orientação sexual pudesse ser utilizado como xingamento).

O militante foi transferido para a 36º DP, onde permaneceu por várias horas detido e algemado. Ele só foi liberado mediante o pagamento de uma fiança de R$ 1000. Após sair da delegacia, Murilo acompanhado de advogados do movimento realizou exame de corpo de delito.

“A violência sofrida por Murilo é absurda e demonstra que apesar do fim da ditadura, o Estado brasileiro ainda mantém os mesmos aparelhos de repressão, como a Polícia Militar, e repete práticas odiosas daquele triste período”, disse Toninho.

O que os governos querem é criminalizar os manifestantes, para tentar abafar as lutas em curso no país. Não passarão. Vamos denunciar e exigir a punição desse tipo de prática”, afirmou Toninho.

Com informações: www.pstu.org.br

Neste dia 12 de junho, vamos às ruas em São Paulo

10/6/2014 - Nesta quinta-feira, dia 12 de junho, data de abertura dos jogos da Copa, vamos novamente tomar as ruas.

Várias entidades sindicais e dos movimentos popular e estudantil realizarão um grande ato em São Paulo para exigir saúde e educação públicas de qualidade, moradia, transporte e reforma agrária.


Vamos cobrar os governos para que atendam as reivindicações dos trabalhadores e do povo! Além de denunciar os gastos com a Copa e cobrar investimentos nas áreas sociais, vamos nos solidarizar com a luta dos metroviários e exigir a reintegração dos 42 demitidos.

Com concentração às 10h, na sede do Sindicato dos Metroviários, a manifestação terá caráter nacional com representações de diversos estados do país e outras cidades do estado de São Paulo. Estarão presentes trabalhadores e trabalhadoras de várias categorias em luta, estudantes, aposentados, sem-teto, movimentos de mulheres, negros e contra a homofobia.

Apesar de o futebol ser uma paixão nacional e os brasileiros torcerem pela seleção, a indignação com as injustiças desta Copa da Fifa é muito grande. O Mundial começa com um legado de desperdício do dinheiro público, corrupção, repressão e ataques à população pobre.

Os governos destinaram mais R$ 30 bilhões para a Copa, mas abandonaram os serviços públicos e tratam com descaso os direitos dos trabalhadores e do povo.

Não é a toa que greves e manifestações se espalham por todo o país: rodoviários, professores, servidores públicos, operários da construção civil, metalúrgicos, metroviários, trabalhadores da saúde, estudantes. São diferentes categorias mobilizadas, mas uma só luta: por melhores condições de trabalho e por serviços públicos de qualidade.

É hora de unificarmos todas as greves, ocupações populares e lutas estudantis e marcar o gol dos trabalhadores e do povo brasileiro! As mobilizações de junho mostraram o caminho: o povo nas ruas garante conquistas e mudanças! Vamos à luta!

Fórum de Lutas do Vale participará de ato
O Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, que reúne sindicatos, movimento popular e estudantes da região, enviará uma caravana para participar da manifestação. As inscrições devem ser feitas nos sindicatos ou na CSP-Conlutas (3911-4458).


9 de junho de 2014

#NaCopaVaiTerGreve: Motoristas e cobradores de Jacareí fazem operação tartaruga

9/6/2014 -  Motoristas e cobradores de ônibus de Jacareí realizaram uma operação tartaruga na manhã desta segunda-feira, dia 9. Cerca de 80 ônibus da JTU percorreram em fila as ruas do centro da cidade durante uma hora.

A manifestação, que aconteceu das 6h30 às 7h30, foi um protesto contra a demora nas negociações da Campanha Salarial da categoria, que tem data-base em 1° de maio. O comboio saiu da Rua Siqueira Campos e seguiu até a Prefeitura.

Já era para termos recebido nosso aumento salarial e até agora é só enrolação”, criticou Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho dos Condutores, motorista na JTU e membro da Oposição.

Como essa mobilização de hoje os trabalhadores demonstram que estão com disposição de luta e se não houver uma proposta da patronal, pode haver greve", disse.

O Sindicato da categoria realiza a quarta negociação com as empresas que atuam nas cidades de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava e Taubaté nesta segunda e convocou uma assembleia para esta terça-feira, em três horários: às 9h, 15h e 17h, na sede e subsedes.

A CSP-Conlutas esteve presente na manifestação dos trabalhadores da JTU e apoia a mobilização da categoria.


Todo apoio à luta dos metroviários! Lutar não é crime!

9/6/2014 - Os metroviários da cidade de São Paulo declararam greve na última quinta feira, dia 5, e sua luta tem comovido a cidade.

Em razão do pouco investimento do governo, esses trabalhadores enfrentam todos os dias condições difíceis para garantir o transporte de mais de 5 milhões de pessoas.

A categoria, que trabalha num estado de sufoco permanente, acumula perdas reais de salário de 35%,  sofre com o não pagamento dos adicionais de periculosidade, com a falta de um plano de carreira sólido, entre outros problemas.

Frente às justas demandas dos trabalhadores, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, tem respondido com intransigência e autoritarismo. O governador recusou a proposta do Sindicato de realizar uma greve com catraca livre, o que permitiria que a luta dos metroviários não afetasse a população. O Sindicato, desde o início, mostrou disposição em negociar as condições do acordo e reduzir sua proposta inicial. Entretanto, Alckmin mostrou-se intransigente, não recuando de sua proposta de 8,7%, um valor que mal cobre a inflação do último período e não repõe as perdas acumuladas.

Frente à forte paralisação, que chega a 100% em diversos setores, o governador forçou os supervisores de estação a operarem os trens, sem as qualificações técnicas nem a manutenção dos trilhos, necessárias para garantir a segurança dos usuários. Frente aos piquetes, que são ferramentas legítimas dos trabalhadores em qualquer greve, Alckmin colocou a tropa de choque nas estações, explodindo bombas de gás e disparando balas de borracha contra metroviários desarmados, em luta por seus direitos.

Quem faz mal ao transporte e prejudica a população é o governador! A luta dos metroviários é também a luta do conjunto dos trabalhadores e da juventude. Somos nós que dependemos completamente do transporte público para trabalhar, estudar, passear e viver a cidade. Somos nós que sofremos todos os dias com o sufoco, descaso, assédio sexual e com todos os problemas do transporte público.

Só com melhores condições de trabalho e mais investimentos poderemos ter o transporte que precisamos e merecemos. E é com o mesmo autoritarismo com que o governador nos empurra para vagões lotados todos os dias que ele agora quer atropelar a luta dos trabalhadores com bombas e balas.

O argumento de que não há dinheiro para atender às reivindicações é injustificável. O número de passageiros aumenta a cada ano e junto dele também aumenta a arrecadação do Metrô. Sem falar no dinheiro perdido com a corrupção e o desvio de investimentos na aquisição de novos trens.

Segundo a revista IstoÉ, o propinoduto tucano teria desviado R$ 425 milhões dos cofres públicos (e algumas estimativas falam de mais de um bilhão de reais), num processo que resultou na compra de trens que quebram toda hora – a famosa “frota K”.

Sem esse desperdício e corrupção, seria possível melhorar as condições de transporte da população e dos trabalhadores do metrô. Exigimos que a companhia do Metrô e o governo do Estado de São Paulo abram as contas da empresa para a população. Só assim poderemos ver qual a arrecadação real do Metrô, combatermos a corrupção, os desvios e abusos. Exigimos também mais investimentos no transporte público, para acabar com o sufoco diário que é pegar o metrô.

É por isso que a luta dos metroviários é a luta de todo o povo trabalhador da cidade de São Paulo. Ao atacar seu direito de fazer greve, o governador Geraldo Alckmin ataca o direito de luta de todos nós. Esse governo tem medo do povo. Alckmin teme a retomada das lutas de junho, onde a população foi às ruas e tomou em suas mãos seu próprio destino. Reprime os metroviários com bombas e truculência, com medo de que seu exemplo inspire outras lutas, assim como a luta dos garis, dos operários do COMPERJ no Rio, dos rodoviários de São Paulo e tantas outras têm servido de exemplo para os trabalhadores de todo o país.

Mas assim como em junho, onde nossa presença nas ruas derrubou as tarifas, os metroviários podem vencer! Mas para isso eles precisam de todo o apoio da população da cidade.

Nós, do PSTU, apoiamos essa greve desde seu início, e damos toda nossa solidariedade aos metroviários. Estaremos juntos nos piquetes, assembleias e manifestações, até a vitória!

Por Ana Luiza Figueiredo e Toninho Ferreira


Publicado originalmente no blog PSTU Paulista


Leia também:

Metroviários de São Paulo aprovam continuidade da greve e pedem intervenção do governo federal

Estatizar o transporte público sob o controle dos trabalhadores

As ilegalidades cometidas contra o direito de greve: o caso dos metroviários de São Paulo


6 de junho de 2014

Entidades do Fórum de Lutas produzem jornal de convocação para ato no dia 12 contra as injustiças da Copa

6/6/2014 - As entidades sindicais, do movimento popular e estudantil, que compõem o Fórum de Lutas do Vale do Paraíba, produziram um jornal especial convocando os trabalhadores e a população para o grande ato contra as injustiças da Copa, que acontecerá em SP, no próximo dia 12.

O panfleto fala das mobilizações que estão ocorrendo em todo o país e dos motivos que temos para lutar.

Leia, compartilhe, divulgue!


ACESSE:
http://issuu.com/73220/docs/jornal_forum_de_lutas-

  

Todo apoio à greve dos metroviários

6/6/2014 - Diante da intransigência do governo, metroviários aprovam continuidade da greve. Alckmin se nega a liberar as catracas e coloca a população em risco para forçar o funcionamento de algumas linhas

O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) reforçou sua truculência e ameaçou com demissões. Já a grande imprensa cumpriu seu papel habitual e faz uma intensa campanha contra os trabalhadores. Mas não adiantou. Dando seqüência à forte greve deflagrada nesse dia 5, os metroviários aprovaram a continuidade da paralisação em assembleia realizada na noite dessa quinta-feira.

Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os metroviários reduziram a reivindicação de 16,5% para 12,2% , num esforço para negociar o fim da paralisação. A empresa e o governo, porém, se mantiveram intransigentes e se negaram a oferecer algo a mais de 8,7%, proposta já rejeitada por unanimidade durante a assembleia dos metroviários. “Essa proposta apresentada pelo Metrô é inferior ao que várias categorias estão conquistando, como os rodoviários, que ganharam 10%”, relata Altino Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários e militante do PSTU.

Catraca livre e descaso do governo
Em contrapartida, os metroviários lançaram mais uma vez a proposta de voltar a trabalhar, com desconto em folha inclusive, se o governo liberar as catracas em alternativa à greve. Ou seja, os trabalhadores do Metrô aceitam trabalhar com todo o efetivo e ter o dia descontado, desde que o governo libere as catracas. Pela lei, se os metroviários liberarem as catracas por conta própria podem ser demitidos por justa causa.

Enquete realizada pelo site R7 questionando se o governo deveria ou não liberar as catracas dava mais de 86% a favor da medida proposta pelo sindicato e os metroviários. O governo, porém, voltou a recusar a proposta, mostrando que pouco liga para os transtornos à população que ele mesmo causa.

O descaso do governo vai além. Para garantir o funcionamento de parte das linhas do Metrô, parte da administração está sendo pressionada a operar os trens. Estes funcionários, no entanto, não contam com preparo técnico para realizar a tarefa de maneira segura.

Com a greve, os trens e a malha ferroviária seguem sem manutenção, o que pode causar falhas e acidentes. Com greve total nos setores de manutenção e de operação de trens, caso ocorra qualquer falha técnica, não será possível resolvê-la. O governo Alckmin está pondo a vida da população em risco para evitar mais desgaste político.

A greve continua, Alckmin a culpa é sua!

A luta dos metroviários é legítima. Durante a reunião de conciliação, contudo, a juíza Rilma Hemérito argumentou que os metroviários deveriam operar 100% dos trens em horário de pico e reafirmou que nos outros horários a operação tem que ser de 70%. Esse tipo de determinação por parte da Justiça acaba com qualquer tipo de paralisação e é uma afronta ao direito constitucional de greve.

A precarização do metrô de São Paulo é cotidiana. O metrô não opera com 100% de capacidade nem mesmo nos dias normais. Não há estrutura nem quadro de funcionários para isso. O sufoco diário é fruto do desmonte que o transporte público vem sofrendo. Só no caso do propinoduto tucano já foi descoberto o desvio de R$ 450 milhões, além de outras operações fraudulentas com as licitações da Alstom. E o dinheiro que deveria servir para melhorar o Metrô vai parar no bolso dos corruptos.

Existe dinheiro para ser investido no transporte público de São Paulo, mas acabar com o sufoco de quem pega metrô todo dia não é prioridade do governo Alckmin, como não foi nesses últimos 20 anos de governos do PSDB no estado.

Greve segue forte
O clima na categoria é de vitória, mesmo sem o avanço nas negociações por parte da empresa e do governo e as inúmeras ameaças, inclusive de demissão. Os metroviários entendem que há espaço para lutar e mostrar à população que é possível ter um Metrô de qualidade, mas que para isso é preciso combater a corrupção e usar esse dinheiro para investir e ampliar a malha ferroviária.

O desafio está lançado: os metroviários estão dispostos a negociar suas reivindicações e se propõem até a trabalhar de graça, desde que a catraca seja livre para a população. É a postura intransigente e truculenta do governador Alckmin e não a luta dos metroviários que prejudica a população. 




Por Martha Piloto, de São Paulo (fonte: www.pstu.org.br)