Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

29 de maio de 2014

Entidades do Fórum de Lutas reúnem-se nesse sábado para discutir mobilizações e ato do dia 12 de junho

29/5/2014 - Sindicatos e entidades dos movimentos popular e estudantil de São José e região realizam neste sábado, dia 31, uma reunião do Fórum de Lutas, com o objetivo de discutir a atual situação do país, marcada por greves e mobilizações, e preparar o ato contra as injustiças da Copa no dia 12 de junho, em São Paulo.

A reunião será na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, às 10h. Abaixo a convocação que está sendo feita pela juventude:

Convocação para o Fórum de Lutas

Os ventos de junho sopram novamente em nossa região e em todo o país! Desde o ano passado aprendemos nas ruas, greves e ocupações que unidos podemos arrancar conquistas!

Este ano da Copa da FIFA novamente o mês de junho traz um novo e importante elemento: a classe trabalhadora organizada entra em campo com seus métodos radicalizados de luta. Pipocam greves, ocupações, mobilizações e muita disposição de lutar pelos nossos direitos!

Os garis mostraram o caminho e hoje já são rodoviários, professores, operários da construção civil, metalúrgicos, petroleiros e outras categorias em luta. Isso sem falar na radicalização das lutas nas universidades paulistas, em especial na USP com uma greve que parou a universidade!

Salta aos olhos que o governo Dilma prioriza os investimentos em estádios para a FIFA e isenções aos empresários, enquanto os hospitais, escolas, transporte, habitação e um longo etc continuam de péssima qualidade!

Portanto, é preciso unificar as lutas e apontar para uma estratégia de rompimento com os governos, patrões e banqueiros!

Queremos fazer um chamado a todos e todas ativistas para que venham construir conosco esta ferramenta de mobilização; e que possamos debater e organizar uma jornada de mobilizações em nossa região, unindo a juventude e a classe trabalhadora.

Essa será a Copa da mobilizações!

Governos avançam em tentativa de criminalizar ativistas. É preciso resistir e lutar contra ataques!

29/5/2014 - Em Porto Alegre, militantes são perseguidos. Basta! Liberdade pra lutar! Ditadura nunca mais! 

A repressão dos governos estaduais e federal procura criminalizar os movimentos sociais. Seu objetivo é fazer recuar os trabalhadores e a juventude que ocuparam as ruas desde junho de 2013 e hoje realizam greves e mobilizações.

Os governos, a justiça e a polícia se perfilaram sob o comando da Fifa para garantir a festa das multinacionais durante a Copa.

O governo gaúcho, de maneira mais seletiva, ataca diretamente militantes do PSTU, do PSOL e da Federação Anarquista Gaúcha (FAG).

No dia 16 de maio, o Juiz da 9º Vara Criminal de Porto Alegre aceitou uma denúncia do Ministério Público contra seis ativistas do Bloco de Lutas pelo Transporte Público, que lideraram as manifestações do ano passado.  A injusta acusação é de “formação de associação criminosa” armada para “prática de dano ao patrimônio”, explosão e furto.

Os ativistas do Bloco de Lutas processados são: Matheus Pereira Gomes, ligado ao PSTU e membro da Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL); Lucas Maróstica filiado ao PSOL e do coletivo Juntos; José Vicente Mertz, militante anarquista; Rodrigo Barcellos Brizolla e Alfeu Costa da Silveira Neto,do Movimento Autônomo Utopia e Luta, e Gilian Vinícius Dias Cidade, filiado ao PSTU.

Como prova da suposta associação criminosa, alegam que durante reunião na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados do estado, o grupo teria organizado crimes a serem efetuados na manifestação do dia 27 de junho de 2013. A prova seria o depoimento de um repórter do jornal Zero Hora (ligado à Rede Brasil Sul de Televisão, afiliada à Rede Globo) que relata genericamente e sem precisão fatos completamente falsos.

No inquérito policial é possível ver o relato de policiais civis infiltrados durante as manifestações, em completa afronta ao princípio constitucional da liberdade de manifestação, reunião e organização política.

Apesar de toda essa prática absurda, a investigaçao não conseguiu traçar qualquer relação com os crimes denunciados. Ou seja, não há provas de que os ativistas tenham cometido qualquer um dos crimes de que são acusado.

Na verdade, os ativistas estão sendo processados por lideraram manifestações do ano passado contra o aumento da passagem, em uma clara perseguição política e cujo objetivo é calar aqueles que lutam.

Campanha de solidariedade
É urgente a realização de uma campanha que garanta a liberdade destes jovens que estão sendo denunciados, nos marcos de uma campanha Contra toda a Criminalização dos Movimentos Sociais.

Uma companha democrática onde todos os setores, partidos e organizações do movimento social devem participar.

Este calendário inclui o dia 5 de junho, data em que será realizado um ato em Porto Alegre (RS), e o próximo dia 6, data do Seminário Contra a Criminalização em Florianópolis (SC).

Para avançar na campanha é preciso que entidades e personalidades enviem telegramas, moções e notas de apoio.

130 ativistas são processados em Campinas (SP)
No dia 22 de maio, a Justiça de Campinas acatou a denúncia do Ministério Público e iniciou o processo criminal contra 100 ativistas que participaram da manifestação na Câmara de Vereadores em agosto de 2013. Outros 30 ativistas, menores de idade, também respondem na Justiça.

Os lutadores são acusados de “desobediência” e “dano ao patrimônio público”. A manifestação que durou cerca de 3 horas teve o objetivo de pressionar os vereadores a atender as reivindicações dos trabalhadores e da juventude que exigiam a redução da tarifa do transporte coletivo e o Passe Livre.

A manifestação fez parte da onda de mobilizações que tomou conta do país desde junho do ano passado. Os processos em Campinas são mais um capítulo da política dos governos de tentar coibir as lutas através da criminalização dos movimentos sociais, com processos e ataques a centenas de ativistas do país.


Por Américo Gomes, membro da Fundação Jose Luís e Rosa Sundermann
Publicado originalmente no Opinião Socialista 481


Leia também:
 Se mandar calar, mais eu falo! Artigo de Matheus Gomes, publicado no Zero Hora



28 de maio de 2014

Com organização exemplar, trabalhadoras metalúrgicas obtêm vitórias

Assembleia que aprovou greve na Sun Tech - Foto: Manuela Moraes

28/5/2014 - As trabalhadoras metalúrgicas da Sun Tech, de São José dos Campos, da Blue Tech e 3C, de Caçapava, encerraram suas greves nesta quarta-feira, dia 28, depois de aprovarem a proposta de PLR (Participação nos Lucros e Resultados).

As metalúrgicas conquistaram suas reivindicações. Na Sun Tech e na Blue Tech, a PLR fechada foi de R$ 6.000. Na 3C, o valor fechado foi de R$ 2.300.

A conquista veio depois de uma forte mobilização que atingiu quase que ao mesmo tempo as três fábricas do setor eletroeletrônico, que são terceirizadas da LG, e somam 900 trabalhadoras.

Na Blue Tech, a greve começou na quinta-feira, dia 22. Na Sun Tech, teve início na sexta, dia 23, e na 3C, na segunda, dia 26.

Assembleia na Blue Tech, em Caçapava. Foto: Sindmetalsjc/Flávio Pereira
Organização e disposição de luta
A mobilização nas três empresas compostas majoritariamente por mulheres chamou a atenção. Foram greves fortes, marcadas pela unidade e participação ativa das trabalhadoras, que não só aderiram à paralisação, mas participaram das negociações e de piquetes na porta da fábrica.

Nas três empresas, 22 ativistas, entre cipeiras, delegadas sindicais e integrantes de comissões de PLR, estiveram à frente da organização da mobilização.

Trabalhadoras reunidas no Sindicato
Segundo a cipeira da Sun Tech, Aline Bernardo, as trabalhadoras estavam dispostas a lutar pelas reivindicações desde o início.

O ritmo de trabalho tá demais. Tem muitas trabalhadoras lesionadas. A produção nem se compara com a do ano passado. Já o salário não dá para comprar o necessário. No supermercado, tudo aumentou. Por isso, quisemos uma PLR maior e sem metas”, contou.

No ano passado, na Sun Tech e a Blue Tech, a PLR foi de R$ 4.200. Na 3C, foi de R$ 800.

Para Aline, a organização foi fundamental. “O Sindicato deu todo apoio, mas quem segurou a onda foram as meninas. E isso foi muito importante”, disse. “Muitas vieram para o piquete, mesmo todo mundo tendo aderido à greve. Quisemos mostrar para os patrões que estávamos unidas. E foi isso que fez a empresa ver a nossa força e negociar”, disse.

Para a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos Rosangela Calzavara, as greves nas três empresas de trabalhadoras é um grande avanço.

Mais do que a conquista econômica, é um exemplo do que é capaz a organização de base. São as trabalhadoras que tomam para si a condução de suas lutas. Uma grande vitória”, disse.


Prefeitura volta atrás e vai reavaliar casos de 83 famílias do Pinheirinho que foram descredenciadas


28/5/2014 - Em reunião na Casa do Idoso, na zona sul, nesta terça-feira, dia 27, a Prefeitura de São José dos Campos voltou atrás no descredenciamento de 83 famílias do Pinheirinho do direito ao aluguel social e à casa no conjunto residencial Pinheirinho dos Palmares.

As famílias voltarão a receber imediatamente o aluguel até que cada caso seja analisado pela Prefeitura, a partir de esclarecimentos dos ex-moradores.

Na semana passada, sob a alegação de que as famílias já tiveram algum imóvel, assistentes sociais informaram que elas haviam perdido o direito ao aluguel social e a casa no conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares, que está sendo construído no bairro do Putim.

Os casos chegaram ao advogado do movimento e presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, que denunciou a medida arbitrária da Prefeitura e cobrou uma solução. Na reunião desta terça-feira, esteve presente o secretário de Desenvolvimento Social da Prefeitura, Luiz Jacometti.

A Prefeitura não poderia ter cortado o aluguel social e o direito às casas. Foi uma medida arbitrária, sem qualquer comprovação e sem dar direito às famílias de se explicarem”, explicou Toninho.

A reunião de hoje resultou em uma solução razoável. Agora, será analisado caso a caso, para que possam ser consideradas situações, por exemplo, em que a mulher perdeu a casa ao se separar do marido ou que tenha sido expulsa por motivos de violência, como muitas vezes ocorre nas periferias, entre outras situações”, avaliou.

Vamos acompanhar a situação e garantir que o direito de cada família seja respeitado. O aluguel social é uma obrigação dos governos  e todos lutaram muito para garantir a nova casa no Pinheirinho dos Palmares”, disse Toninho.

27 de maio de 2014

Greves começam a afetar fábricas da região. GM para 24 horas

27/5/2014 - A onda de greves que atinge várias categorias pelo país começa a chegar à região. Nesta terça-feira, dia 27, os 5.500 metalúrgicos da General Motors, de São José dos Campos, entraram em greve de 24 horas.

Os trabalhadores estão em campanha pela PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e exigiram avanço nas negociações, bem como estabilidade no emprego.

A montadora propôs uma PLR inferior à de 2012 e insiste em manter metas de produção que têm
poucas chances de serem atingidas. Na negociação, o Sindicato reivindicou uma PLR de R$ 29 mil. A empresa, entretanto, se recusou a atender a reivindicação e considerou as negociações encerradas.

A proposta da GM foi de apenas R$ 9.700 e não pode nem mesmo ser levada a sério. Isso é uma provocação que não será aceita pelos metalúrgicos. Além disso, os trabalhadores não têm segurança de que conseguirão atingir as metas de produção apresentadas pela GM”, disse o presidente o Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

O clima entre os trabalhadores é de indignação e de disposição de luta para conquistar suas reivindicações.
Nos últimos dois anos, o faturamento cresceu 74%, apesar da redução no número de funcionários. A fábrica de São José dos Campos, altamente lucrativa, deve faturar R$ 9,2 bilhões em 2014.

Três empresas do setor eletroeletrônico, Blue Tech, Sun Tech e 3C, também estão em greve pela campanha de PLR. No caso da Blue Tech, desde o último dia 22. Ao todo, são cerca de 900 trabalhadoras de braços cruzados em São José e Caçapava. Outras empresas da categoria também estão mobilizadas e podem entrar em greve a qualquer momento.


Estabilidade
Na assembleia de hoje, os trabalhadores da GM também aprovaram a exigência de que a presidente Dilma Rousseff assine uma medida provisória proibindo as montadoras de realizarem demissões.

Apesar de todos os incentivos já recebidos pelo governo, as montadoras estão se movimentando para pressionar o governo a abrir ainda mais os cofres públicos para o setor. Demissões, férias coletivas e afastamentos por lay-off estão ocorrendo em várias montadoras do país.

A GM, por exemplo, abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDV) em todas as suas fábricas no Brasil. A montadora também havia anunciado férias coletivas no mês de junho, mas teve de cancelar diante de atrasos registrados na produção – o que comprova que não existe a crise sugerida pelo setor.

Já passou da hora da presidente Dilma enfrentar as montadoras e assinar essa medida provisória. Os trabalhadores não podem continuar perdendo seus empregos enquanto as montadoras recebem bilhões em incentivos fiscais. Por isso, nossa greve é por PLR, mas também por estabilidade no emprego”, afirma Macapá.

Assembleia no 1° turno/ Sindmetalsjc-Tanda Melo



Informações: sindmetalsjc

Nota do PSTU: Do kit escolar à arena esportiva, tudo tem de ser investigado

27/5/2014 - Novamente, a população de São José assiste um festival de denúncias de desvio e mau uso do dinheiro público.

Depois do escândalo da compra dos kits escolares, pelo governo Carlinhos (PT), agora são irregularidades nas obras da Arena de Esportes, iniciadas no governo Eduardo Cury (PSDB).

A obra, iniciada em 2010, tem um orçamento de R$ 33,3 milhões. Era para ter sido entregue em um ano, mas não foi. Já consumiu R$ 14 milhões e está parada.

Segundo a Prefeitura, uma perícia judicial apontou a descaracterização do projeto licitado, com a substituição de itens previstos no edital por outros mais baratos, bem como a existência de indícios de superfaturamento de, pelo menos, R$ 4 milhões. Haveria ainda serviços pagos, mas não concretizados.

Agora, PT e PSDB trocam farpas, com acusações no caso do kit escolar e da Arena de Esportes. É o roto falando do esfarrapado, a exemplo do que já vemos em nível nacional. Ambos os partidos estão envolvidos em denúncias de corrupção, como no caso dos trens e metrô de SP e da Petrobras.

O PT suspendeu o contrato com a empreiteira Recoma e, com maioria governista na Câmara de Vereadores, conseguiu a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), no último dia 22, para investigar as denúncias da Arena.

Esta é a primeira CEI aberta pela Câmara de São José em 12 anos. Mas deveria ser, pelo menos, a segunda CEI a ser criada este ano. Afinal, a compra dos 66 mil kits escolares pelo governo Carlinhos, com fortes indícios de irregularidades e superfaturamento de R$ 6 milhões, também exige uma investigação por parte da Câmara. O que, lamentável e vergonhosamente, não ocorreu.

Os vereadores da base governista não podem utilizar a CEI apenas como manobra para abafar as denúncias em torno da compra do kit escolar pelo PT, que se recusaram a investigar.

As suspeitas de desvio e de mau uso do dinheiro público nos dois casos são preocupantes. Todos os indícios apontam graves irregularidades e, portanto, devem ser investigadas seriamente pela Câmara.

Para garantir que a Câmara cumpra seu dever, a população precisa ficar de olho. Os sindicatos dos trabalhadores, associações de bairro e entidades democráticas precisam acompanhar e fiscalizar os vereadores para que não haja apenas um teatro de enganação e que ambos os casos acabem pizza.

O PSTU defende que tudo deve ser investigado e apurado. Do kit escolar à Arena de Esportes. Que haja punição dos responsáveis e devolução de todo o dinheiro desviado aos cofres públicos, para que possa ser investido em educação, saúde, transporte e moradias populares.


Toninho declara apoio à greve dos professores e à luta dos sem-teto de SP. Assista os vídeos

27/5/2014 - Em apoio à greve dos educadores municipais de São Paulo, que se enfrentam com a intransigência do prefeito Fernando Haddad (PT), o presidente municipal do PSTU em São José dos Campos, Toninho Ferreira, fez uma intervenção em solidariedade aos professores em luta, durante ato realizado na última sexta-feira, dia 23.




Na quinta-feira, dia 22, Toninho participou da manifestação por moradia "Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo!”, convocada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e Resistência Urbana, que reuniu aproximadamente 20 mil pessoas. O ato percorreu algumas das principais avenidas da zona oeste de São Paulo, a marginal Pinheiros e terminou por volta de 21h, na ponte Octavio Frias de Oliveira, conhecida como ponte Estaiada, no Brooklin.
















26 de maio de 2014

Os debates sobre Frente de Esquerda no interior do PSOL e a posição do PSTU

26/5/2014 - Circulou dias atrás nas redes sociais, carta pública da companheira Luciana Genro endereçada “à direção nacional do PSOL e a todos os militantes que lutam por um Brasil socialista”, onde a ex-deputada critica a decisão do diretório paulista do seu partido por ter trocado o pré-candidato a governador do Estado, Vladimir Safatle, por Gilberto Maringoni. Nesta carta são feitas referências ao PSTU que acabam por nos envolver no debate travado entre os companheiros. Antes, numa carta, o professor Safatle já havia feito o mesmo.

Não é parte de nosso cotidiano opinar sobre debates internos de outros partidos. No entanto, nestas condições, consideramos necessário tornar pública nossa opinião, de forma a esclarecer o que realmente pensa o PSTU acerca do assunto.

A carta da companheira afirma, depois de criticar a troca realizada pelo diretório de seu partido, que a escolha de Maringoni “inviabiliza a frente com o PSTU” e, em outra parte da carta, anuncia “disposição em renunciar ao lugar de pré-candidata a vice presidente” agregando, logo em seguida, que “com este gesto, garanto o lugar para que o PSTU aceite participar da chapa nacional”.

Não podemos deixar de reconhecer o gesto de generosidade política da ex-deputada no que toca ao debate interno em seu partido, mesmo entendendo que se trata da decisão de um setor do partido apenas, e não do PSOL. No entanto, não podemos concordar com as bases e fundamentos que a carta da companheira usa para envolver o nosso partido na discussão. Queremos reiterar aquilo que já tornamos público anteriormente quando algumas decisões do PSOL acabaram por inviabilizar a constituição da Frente de Esquerda.

O PSTU, desde o ano passado, defendeu e insistiu durante meses para que fosse conformada uma Frente de Esquerda envolvendo PSTU, PSOL e também o PCB. O fizemos porque acreditamos que seria melhor se pudéssemos unir os três partidos para apresentar ao país uma alternativa de classe e socialista nas eleições desse ano. Uma frente que defendesse a ruptura com o imperialismo, os banqueiros, grandes empresas, empreiteiras e o agronegócio, para aplicar um programa econômico que atendesse às necessidades, interesses e direitos da classe trabalhadora e da juventude.

Nas discussões que fizemos com o PSOL, sempre nos balizamos pela construção de um programa que defendesse a suspensão imediata do pagamento da dívida interna e externa, a estatização dos bancos, o fim das privatizações e a reestatização de todos os setores estratégicos entregues ao capital privado (petróleo, energia, telecomunicações, transportes siderurgia etc.). Nosso partido acredita que somente partindo dessas medidas será possível garantir o atendimento das demandas levantadas nas mobilizações que sacodem o país – das grandes passeatas de junho passado às centenas de greves, ocupações e mobilizações de hoje –, ou seja, melhores salários, saúde, educação, moradia, transporte coletivo, reforma agrária, aposentadoria. Um programa que assegurasse fim toda a forma de discriminação e opressão contra mulheres, negros e negras e as pessoas LGTB. Que defendesse, a plena vigência de liberdades democráticas, contra a repressão e a criminalização das lutas sociais. Que defendesse, o fim da corrupção, com a prisão e confisco dos bens de corruptos e corruptores etc.

Enfim, sempre nos pautamos por defender uma alternativa de classe e socialista, independente da burguesia, um governo da classe trabalhadora, sem capitalistas, em contraponto tanto aos projetos da direita tradicional (representada pelos candidatos do PSDB e do PSB) quanto à candidatura do PT. Que fizesse uma campanha a serviço das lutas da nossa classe, que denunciasse a farsa que é o processo eleitoral, completamente controlado pelo poder econômico e que, por óbvio, não aceitasse nenhum tipo de financiamento de empresas, dos bancos ou empresários.

Acreditamos que esta é a resposta que a esquerda socialista brasileira deve aos milhões de jovens que foram às ruas em junho passado pedir mudanças no país, aos operários, professores, garis, rodoviários, petroleiros, servidores públicos que sacodem o país com uma onda grevista que não víamos há muitos anos, às milhares de famílias que tem lutado em todo o país por moradia digna. Aos que resistem contra a violência das polícias e contra a criminalização de ativistas e das lutas sociais, aos que lutam contra todas as formas de opressão que martirizam a vida das mulheres, negros e negras e LGBTs.

E nas discussões que fizemos, nós não conseguimos chegar a este acordo com o PSOL. Portanto, o que inviabilizou a conformação da Frente de Esquerda não foi, como dá a entender a companheira Luciana em sua carta, simplesmente o fato de o PSTU não ter o lugar de vice na chapa presidencial. Sim, nós acreditamos que em uma Frente deve ser respeitado o espaço político de cada partido, senão não é Frente, seria uma adesão. Mas frente não se deu devido a opção que fez o PSOL, ao definir o conteúdo político da candidatura presidencial, no caso representada pelo senador Randolfe Rodrigues.

Ademais, é bom que se saiba que sequer conseguimos entabular uma discussão séria em torno ao programa da Frente de Esquerda que nos propúnhamos a construir, pois os companheiros já tinham suas posições tomadas, algumas delas públicas, antes mesmo de reunir-se conosco. O fato de decidirem ocupar também o lugar de vice-presidente na chapa presidencial expressou apenas a opção política feita pelos companheiros acerca do conteúdo da alternativa que decidiram apresentar nas eleições. Opção com a qual, em seu conjunto, não temos acordo.

Não queremos nos ater aqui aos graves problemas que tem tido a administração do PSOL na prefeitura de Macapá – os professores e professoras da rede municipal daquele município, que estão lutando para que a prefeitura pague o piso nacional, que o digam. As próprias entrevistas concedidas pelo senador, em que apresenta sua candidatura tratam de explicitar as diferenças de programa que temos, como se pode ver na longa entrevista concedida à revista Caros Amigos, entre outras. Em entrevista recente ao portal UOL (19/5/2014), ao ser questionado se sua campanha receberia recursos de empresas, responde que “Em princípio não. Se viermos a receber qualquer doação de empresa vamos avaliar. Podemos receber, mas iremos definir.” Ora, sequer a independência financeira de sua campanha está assegurada.

Com tudo isso, nós entendemos e respeitamos a opinião da ex-deputada e da corrente política da qual ela faz parte, que considera correto compor a chapa com o senador Randolfe, na condição de vice-presidente. Na sua carta a companheira diz que ”As posições que Randolfe tem defendido reafirmam minha convicção de ter tomado a decisão correta em aceitar a tarefa de candidata à vice-presidente (...)”. Como a companheira afirma ter acordo com “as posições que Randolfe tem defendido”, nada mais justo que considere correto ocupar o lugar de vice em sua chapa. Não obstante, pelos motivos expostos à cima, não é assim que pensa o nosso partido.

A alternativa que o PSTU defende, e que expressamos quando buscamos construir a Frente com os companheiros não cabe no conteúdo definido pelo PSOL. Por essa globalidade é que se inviabilizou a Frente de Esquerda, o que levou o PSTU a lançar candidatura própria à Presidência da República. Esta decisão, aliás, foi tomada em nosso Encontro Nacional, após debate em todo o partido e é nossa tradição respeitar as decisões tomadas desta forma. Por outro lado, a decisão de lançar candidatura própria em nível nacional não interfere nem traz prejuízos às frentes que já foram feitas em alguns estados ou às discussões em curso em outros estados, sempre em base a acordos programáticos, na independência de classe e no respeito ao espaço dos partidos.

Nós acreditamos que é necessário, mais ainda na situação política atual, apresentar à nossa classe uma alternativa classista, socialista, independente da burguesia e a serviço das lutas dos trabalhadores e jovens do nosso país. Por isso, decidimos lançar candidatura própria à Presidência. E não consideramos esta tarefa como sendo exclusivamente da militância do PSTU. É tarefa de todas e todos que lutam neste país por um Brasil socialista. E a todos e todas chamamos para que assumam conosco esta responsabilidade. É o que temos a dizer a cerca do debate em questão.

Nota da Direção Nacional do PSTU

23 de maio de 2014

Em vários estados, professores em greve exigem educação pública de qualidade

23/5/2014 - Em meio à onda de greves que atinge várias categorias pelo país, professores e profissionais da área de educação também estão mobilizados em várias capitais, levando milhares às ruas. As mobilizações trazem novamente à tona a necessidade da luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil.

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Teresina. Professores dessas capitais realizam fortes mobilizações.

Em São Paulo, o movimento dos professores municipais completa 30 dias nesta sexta-feira, dia 23, quando foi realizado um ato e uma assembleia para decidir os rumos da greve. O presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, esteve presente.

Nas últimas semanas, a forte luta dos profissionais da educação paulista levou milhares às ruas para reivindicar a incorporação do bônus de 15,38% ao salário-base e outros benefícios.

Nesta sexta, dia 23, os profissionais da Unicamp e da Unesp também entraram em greve. Professores e servidores da USP já tinham entrado em greve no dia de ontem (22).

No Rio de Janeiro, a greve dos professores estaduais e municipais iniciada, no último dia 12, continua forte. Nesta quinta-feira, dia 22, cerca de mil professores realizaram um protesto e votaram a continuidade da mobilização que exige um aumento de 20% nos salários e redução da jornada de 40 para 30 horas semanais, sem redução de salário.

Em Belo Horizonte, a continuidade da greve dos servidores municipais, entre os quais estão profissionais de educação, também será decidida nesta sexta-feira. Os servidores estão em greve desde o dia 6 de maio para exigir um reajuste de 15%, aumento do vale-refeição e outras reivindicações específicas.

Os professores municipais de Recife também aderiram ao movimento que se espalha por todo o país e realizaram uma greve de 48 horas, como forma de advertência, nesta quinta-feira. Os professores realizaram uma passeata que percorreu as ruas da cidade e terminou na Câmara de Vereadores da cidade, onde uma pauta de reivindicações da categoria foi protocolada.

Em Teresina, professores também estão em greve há dois dias. Professores da rede municipal de Goiânia ameaçam iniciar uma paralisação a partir da próxima segunda, dia 26.

Toninho no ato dos professores de SP, nesta sexta, dia 23
Por uma educação de qualidade
Essas greves são a expressão da luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade, uma das reivindicações mais sentidas da população e que foram uma das principais bandeiras nas manifestações de junho.

É notória a situação da educação pelo país e dos professores que não têm condições dignas para garantir ensino aos estudantes. As reivindicações não são apenas salariais, pedindo reajuste e a incorporação de gratificações, mas também por melhores condições de trabalho, menos alunos por sala de aula, fim da violência nas escolas, etc.

Enquanto o governo federal destina cerca de 50% do PIB (Produto Interno Bruto) para o pagamento da Dívida e juros aos banqueiros, e gasta bilhões para realizar a Copa do Mundo, a educação sequer tem garantido os 10% necessários para garantir um ensino de qualidade.

Se tem padrão Fifa para os estádios, por que não tem dinheiro para a educação? A vitória dessa greve é a vitória de todos os trabalhadores brasileiros”, disse Toninho Ferreira, durante a manifestação dos professores de SP, nesta sexta, dia 23.

Por isso, é necessário cobrir de solidariedade e apoio todas as greves e lutas em curso dos profissionais da educação. Fortalecer esse movimento é fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

Por Douglas Dias


Rodoviários vão à luta e colocam em xeque empresas e governos


23/5/2014 - A exemplo da forte greve de 48h dos rodoviários do Rio de Janeiro na semana passada, motoristas e cobradores de várias outras cidades também foram à luta.

Depois do início dessa semana ter sido marcado por dois dias de intensos protestos da categoria em São Paulo, nesta quinta-feira, dia 22, outras 13 cidades da região metropolitana paulista, como Osasco e Diadema, segundo informações na imprensa, também registraram paralisações e manifestações da categoria.

Em São Luís, no Maranhão, motoristas e cobradores também entraram em greve no dia de hoje.
Reajuste salarial, melhorias na cesta básica e nas condições de trabalho e medidas contra o assédio moral são, em geral, as principais reivindicações das bases.

Como sempre, empresas, prefeituras e a imprensa fazem um brutal ataque à luta dos trabalhadores, tentando jogar a população contra a categoria e criminalizar a mobilização, com interditos proibitórios e liminares para obrigar a circulação dos ônibus.

Apesar de tudo, as lutas seguem com muita força, inclusive passando por cima das direções sindicais pelegas, como aconteceu no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A máfia dos transportes
As mobilizações dos rodoviários são totalmente legítimas. São trabalhadores que chegam a trabalhar até 12h por dia e muitos cumprindo dupla função, em que um mesmo trabalhador é motorista e cobrador, com salários brutos em média de R$ 1.500, para motoristas, e R$ 800 para cobradores.

A população enfrenta um serviço ruim e caro. Nas cidades, a realidade é ver ônibus permanentemente lotados, principalmente nos horários de pico. Os horários são poucos e o número de ônibus em circulação é insuficiente. Esses foram, inclusive, os motivos que levaram à explosão das manifestações de junho do ano passado.

Já as empresas de ônibus vão muito bem. Segundo O Globo, entre 2011 e 2012, empresas de ônibus da cidade de São Paulo chegaram a aumentar seu lucro líquido em até 2.056%. Os dados podem ser verificados nas planilhas de custo das empresas, disponíveis em arquivos da Secretaria municipal de Transportes e divulgadas também pelo Fórum de Transparência e Controle Social de São Paulo.

No caso da Viação Santa Brígida, por exemplo, que opera na área 1 da cidade, demonstrações dos resultados dos exercícios da empresa nos dois anos mostram que seu lucro líquido passou de R$ 340.735, em 2011, para R$ 7.346.690, em 2012. Uma variação de 2.056%.

As empresas também receberam R$ 22,2 bilhões da SPTrans (autarquia gestora da Prefeitura de SP), de janeiro de 2010 a março de 2014, de acordo com dados do Portal da Transparência da Secretaria Municipal de Transportes.

O valor, que representa os subsídios pagos pelo poder público e o valor da tarifa, que é registrada pela SPTrans e depois devolvida às empresas, é equivalente ao necessário para construir 22 “Itaquerão”, estádio de abertura da Copa.

O último acordo pelo aumento dos subsídios mensais ocorreu há menos de um ano, depois dos protestos de junho de 2013. Passaram de uma média de R$ 230 milhões mensais, em 2012, para cerca de R$ 300 milhões mensais pagos atualmente.

Uma reportagem do jornal O Globo também mostrou que metade das capitais do país não tem licitação de ônibus urbano, e que empresas e empresários do ramo estão inscritos na dívida ativa da União com um montante de quase R$ 3 bilhões em dívidas previdenciárias e tributárias. Apesar disso, parte continua a ganhar licitações.

Estatização dos transportes e tarifa zero, já!
O fato é que com a greve dos rodoviários vem à tona novamente a verdadeira máfia que impera nos transportes pelo país. Um setor que se enriquece a custa da exploração e sofrimento da população e dos trabalhadores.

A mobilização coloca em xeque as empresas, mas também os governos, que são os responsáveis pelos contratos de concessão, concedem subsídios e, na maioria das vezes, são coniventes com as empresas do setor, por que em vários casos elas são doadoras de campanhas eleitorais.

Por isso, é absurdo que, como aconteceu no Rio e agora em São Paulo, os prefeitos tratem os rodoviários como criminosos. Os governos devem atender imediatamente as reivindicações.

Enquanto o transporte público estiver nas mãos dos grandes empresários, não será garantido um transporte de qualidade à população. É preciso romper com as máfias das empresas privadas de ônibus, estatizar o transporte, com controle dos trabalhadores e da população e garantir Tarifa Zero.

Todo apoio às lutas dos trabalhadores!

Não à criminalização dos rodoviários em greve!

Atendimento das reivindicações já!

2% do PIB para o transporte público!

Estatização e tarifa zero!


22 de maio de 2014

Atraso em obras é mais um retrato do descaso com a saúde em São José e Jacareí

22/5/2014 - Não bastasse o atendimento cada vez mais precário na rede pública de saúde, duas situações revelam a que ponto chega o descaso dos governantes com a população. Na região, duas obras, a construção do Pronto Socorro Municipal, em Jacareí, e da UBS do Putim, em São José dos Campos, enfrentam atrasos de mais de um ano.

Em Jacareí, o novo Pronto Socorro Municipal, promessa de campanha do prefeito Hamilton Mota (PT), teve as obras iniciadas em dezembro de 2012.
Contudo, estão atrasadas há mais de cinco meses e hoje estão paradas sem nenhum funcionário trabalhando. Segundo a Prefeitura, 30% da obra está concluída, mas no local, um terreno de seis mil metros quadrados, só se vê madeiras de sustentação.

A Prefeitura de Jacareí alega que no dia 30 de abril rompeu o contrato com a BSM Empreendimentos, responsável pela obra do Pronto Socorro, em razão dos atrasos na construção. Uma nova licitação deve ser aberta, mas ainda não há prazo para a abertura do processo. Assim, não há previsão de retomada das obras e entrega.

Em São José, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Putim, na região sudeste, deveria ter sido entregue em abril do ano passado. Contudo, até hoje não abriu as portas.

O governo Carlinhos Almeida (PT) alega que o atraso de mais de um ano se deve a duas correções feitas no projeto original - uma mudança viária e a ampliação no tamanho de algumas salas, para atender as normas do Ministério da Saúde. A última previsão da Prefeitura define o fim do mês de junho para o início do funcionamento.

Terceirizações
Enquanto essas e outras obras que poderiam ampliar o atendimento à população sofrem atrasos e paralisações, os moradores das duas cidades continuam sofrendo com longas filas, falta de médicos, demora para marcar consultas com especialistas e atendimento precário. A espera pode chegar, em alguns casos, há mais de um ano.

Em Caçapava, moradores também denunciam o mau atendimento na Fusam – Fundação de Saúde e Assistência do Município e iniciaram um abaixo-assinado online para ampliar a campanha de exigências à Prefeitura.

O fato é que os governantes tratam a saúde pública com descaso e como se fosse uma mercadoria para gerar lucro. Por exemplo, podemos citar o processo de terceirizações e privatizações na área.

Em São José, o prefeito Carlinhos vai entregar a nova UPA do Putim para uma entidade privada administrar. A Secretaria de Saúde estimou em R$ 1,150 milhão mensal o valor do repasse à vencedora, por um período de 12 meses, que pode ser prorrogado por até cinco anos.

O município gasta mais da metade do orçamento da saúde para repassar à entidades privadas como a SPDM e o PróVisão, que são entidades privadas que visam o lucro. Ou seja, enquanto a política de terceirizações continuar, não vai ter dinheiro para investir o necessário para garantir uma saúde pública e de qualidade, que vise acima de tudo o bem estar da população”, avalia Toninho Ferreira, presidente municipal do PSTU.

É preciso por fim a essa política de terceirizações e privatizações na saúde. São medidas urgentes re-municipalizar o Hospital Municipal e o Hospital Clínicas Norte e garantir mais investimentos para ampliar o atendimento na rede municipal”, concluiu Toninho.

21 de maio de 2014

Grafiteiro morto pela PM será homenageado neste domingo em São José

21/5/2014 - O grafiteiro Richard David, morto pela PM de São José dos Campos em setembro do ano passado, será homenageado no próximo domingo, dia 25. Familiares e amigos realizarão um tributo em memória do MEC, como era conhecido.

O evento será realizado a partir do meio-dia na praça próximo ao Morro do Querosene, onde Richard morou durante toda a vida. O local fica próximo à Rodoviária Nova. A programação inclui atividades como Dj's, grafite, break, Mc's  e atividade para as crianças.

Seis meses depois do assassinato do jovem, o objetivo da atividade é também protestar contra a violência policial e exigir justiça. Até hoje as investigações não avançaram e nenhum dos policiais envolvidos foi punido. O Movimento Luta Popular apoia e participa da organização desta homenagem.

Queremos celebrar a memória do MEC com um ambiente alegre e aconchegante. A atividade é aberta a toda a comunidade”, disse Danilo Firmino, do Movimento Luta Popular.

Não vamos deixar cair no esquecimento essa violência que fizeram com esse jovem. Junto com a sua família exigimos justiça. Queremos ainda que o prefeito Carlinhos, do PT, revogue a lei absurda existente em São José que criminaliza o grafite, uma cultura popular e da periferia”, afirmou Danilo.

Saiba mais
Richard Vinícius David, de 21 anos, foi assassinado pela PM no dia 23 de setembro. David fazia grafite em um muro na Vila Tatetuba, zona leste da cidade, e foi atingido com um tiro pelas costas quando ia embora. O rapaz estava acompanhado do primo.

Os policiais envolvidos chegaram a ser afastados de suas atividades operacionais, mas já voltaram às ruas. Até hoje a investigação da polícia não foi concluída.

A morte do jovem, que tinha um grande talento para o grafite e sonhava poder um dia se aperfeiçoar na área, motivou vários protestos de familiares e amigos.

No dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o Movimento Luta Popular e Quilombo Raça e Classe, filiados à CSP-Conlutas, denunciaram o genocídio que vem sendo feito nas periferias do país contra a juventude pobre e negra e lembraram da morte do grafiteiro, que faria 22 anos neste dia.


Grafites de MEC, que sonhava aperfeiçoar seu dom




Por uma alternativa socialista e dos trabalhadores em São Paulo

21/5/2014 - As Jornadas de Junho do ano passado abriram uma nova realidade política: milhões de brasileiros saíram às ruas para mudar o país. Porém, contrariando o desejo de mudança, os governos não atenderam as reivindicações levantadas pela juventude e a classe trabalhadora.

O resultado não poderia ser diferente: as manifestações seguem tomando conta do país com greves, protestos e ocupações. Na última quinta-feira, 15 de maio, mais de 50 cidades foram palco de manifestações, no que ficou conhecido como o 15M.

Nesse cenário de protestos e greves – muitas delas passando por cima das direções sindicais pelegas – o Estado de São Paulo continua ocupando um lugar de destaque. Os professores da capital protagonizam uma heroica greve, a juventude vai às ruas contra as injustiças da Copa, diversas categorias de trabalhadores (metroviários, rodoviários, operários da construção civil, metalúrgicos etc.) exigem salários decentes e milhares de família sem-teto vão à luta pelo direito à moradia.

Os governantes e a grande mídia já não conseguem mais esconder: a maioria dos trabalhadores e dos jovens está insatisfeita com as condições de vida e com a precariedade dos serviços públicos. Todos querem mudanças! Contudo, os governos, a começar pelo Governo da presidente Dilma e do PT, seguem atendendo somente aos interesses das grandes empresas, empreiteiras e dos bancos, e deixam de lado as demandas da maioria do povo por mais saúde, educação, moradia, salário e transporte de qualidade. Além da alta da inflação que está corroendo o poder de compra dos trabalhadores e o déficit de moradia nas grandes cidades.

Em nosso Estado, o governo de Geraldo Alckmin, do PSDB, é responsável pela falta de água que atinge a população mais pobre da região metropolitana e pelos escândalos de corrupção envolvendo grandes multinacionais, a CPTM e o Metrô. Já o prefeito da capital, Haddad, do PT, segue sem atender a nenhuma de suas promessas eleitorais. A vida na capital paulista segue um caos, sobretudo para os trabalhadores e os mais pobres. Não à toa, os professores e as famílias sem teto estão em luta.

Daqui a três semanas começa a Copa do Mundo. A FIFA e as grandes construtoras lucrarão bilhões de dólares com o megaevento financiado com dinheiro público. As obras da Copa não beneficiam quem mais precisa. Ao contrário, assistimos as mortes de operários nos estádios, as remoções forçadas, a ampliação do déficit habitacional, a especulação imobiliária, o turismo sexual, a criminalização da pobreza e a repressão aos movimentos sociais. Portanto, não haverá legado aos trabalhadores. Na Copa da FIFA, o povo está de escanteio!

A abertura do Mundial acontecerá na cidade de São Paulo e, com certeza, nas próximas semanas continuarão as manifestações de rua, greves e ocupações. Como dizem os manifestantes: “Na Copa vai ter luta!”. Por isso, no dia 12 de junho, vamos realizar uma grande manifestação popular na capital paulista.

O governo Dilma e o governo Alckmin, embora com discursos diferentes, aplicam o mesmo modelo econômico, que beneficia os poderosos e os ricos, e são aliados na tentativa de criminalização das manifestações e greves. São prisões e inquéritos em todo o Brasil, com o objetivo de garantir a continuidade das privatizações, dos baixos salários e o desmonte dos serviços públicos. Só em nosso Estado, já são centenas de ativistas indiciados apenas por lutar por mudanças sociais.

Portanto, além de fortalecer e unificar as greves e mobilizações em curso se faz necessário também aproveitar as eleições do segundo semestre para lançar uma alternativa política em sintonia com as mobilizações de Junho – uma alternativa socialista, que contribua para que a classe trabalhadora e a juventude avancem na sua mobilização, consciência e organização.

O impasse na construção da Frente de Esquerda e Socialista em SP
Com esse objetivo, o PSTU propôs ao PSOL e ao PCB a construção de uma Frente de Esquerda Socialista nas próximas eleições. Nas eleições presidenciais, essa frente não se conformou pela impossibilidade de um programa comum com a candidatura do PSOL e pela postura hegemonista da direção do PSOL que resolveu escolher sozinha as candidaturas de presidente e vice-presidente. O PCB, por sua vez, optou pelo lançamento de suas candidaturas próprias.

Porém, em São Paulo, assim como em outros estados do país, o PSTU ainda busca unificar em uma mesma frente eleitoral os partidos que fazem oposição de esquerda aos governos do PSDB e do PT, como também ao novo bloco do PSB e Rede (Marina Silva).

Queremos uma candidatura ao governo do estado que não tenha nenhum acordo com estes partidos que representam, cada um ao seu modo, a continuidade do modelo econômico que está aí. Neste sentido, somos totalmente contrários a uma aliança com a Rede, tanto em São Paulo como em todo país. Esse partido, apesar do discurso aparente do “verde” e do “sustentável”, está estreitamente vinculado a grandes grupos empresariais e velhos políticos, como Eduardo Campos.

Neste sentido, foi um erro a tentativa de setores do PSOL de negociar uma coligação com o partido de Marina Silva em São Paulo. Desse modo, não é possível construir uma verdadeira alternativa de esquerda e socialista. Defendemos uma frente eleitoral que tenha total independência política e financeira dos grandes empresários e de seus partidos. Defendemos a ampliação desta frente, mas não com os partidos da burguesia, e sim com o movimento popular, estudantil e sindical.

Em nossa opinião, para a conformação desta frente deve-se respeitar o peso político de cada partido que a compõe. Por isso, propusemos à direção do PSOL que, se o candidato a governador da frente for de seu partido, a candidatura ao Senado da frente deve ser do PSTU. É preciso respeitar o fato de que os partidos terão chapas distintas a Presidente da República, definindo uma presença igualitária aos dois candidatos nas atividades comuns da frente estadual. Além disso, é fundamental uma divisão justa do tempo de TV e Rádio.

Infelizmente, até o momento, observamos uma postura igualmente equivocada da direção majoritária do PSOL de São Paulo, que vêm apresentando uma proposta que representa na verdade uma simples adesão do PSTU às candidaturas do PSOL.

No último final de semana, vimos inclusive uma troca repentina do pré-candidato do PSOL ao governo paulista, quando seu diretório estadual retirou a pré-candidatura de Vladimir Safatle e definiu por uma nova pré-candidatura, de Gilberto Maringoni. Esta é uma discussão interna do PSOL e o PSTU não está comprometido, política ou financeiramente, com um ou outro candidato isoladamente e sim com a construção da frente.

Embora reivindiquemos a construção política em torno do nome de Vladimir Safatle, a troca do candidato ao governo estadual não inviabiliza, por si só, a construção de uma frente eleitoral no Estado de São Paulo entre nossos partidos.

Seguimos defendendo essa política, mas o problema central é a postura vacilante da direção majoritária do PSOL em garantir as condições programáticas, de arco de aliança e de respeito ao peso político de nosso partido na composição da frente.

Por exemplo, nos preocupam notícias já veiculadas na imprensa apontando que a candidatura de Maringoni teria um perfil menos anti-petista. Em nossa opinião, para enfrentar os tucanos, as demais candidaturas burguesas (como as do PMDB e do PSB/Rede) e apresentar uma alternativa verdadeiramente de esquerda e socialista, é preciso enfrentar também a falsa alternativa petista representada pelo nome de Alexandre Padilha. Sem essa condição programática, para o PSTU, se inviabilizaria uma frente eleitoral com o PSOL.

PSTU apresentará uma pré-candidatura ao governo de São Paulo
Diante do impasse nas negociações com a direção do PSOL, o PSTU lançará sua pré-candidatura ao governo do Estado de São Paulo. Vamos discutir com a nossa militância e em reunião de nosso diretório estadual, marcada para o dia 31 de maio, definiremos um nome do partido como pré-candidato ao governo estadual.

Uma pré-candidatura que expresse não somente o programa e as reivindicações, mas também toda a rebeldia das mobilizações de junho e das greves e lutas em curso, fortalecendo a oposição de esquerda ao PT e ao PSDB, sem vacilações, apontando a necessidade da luta por uma sociedade socialista e para os trabalhadores.

Se as negociações para a construção de uma Frente de Esquerda e Socialista em São Paulo não avançarem, o PSTU não hesitará em apresentar uma candidatura própria ao governo do estado, com o intuito de seguir defendendo os interesses da classe trabalhadora, da juventude e da maioria do povo, apresentando um programa de ruptura anticapitalista e socialista, que busque responder às principais reivindicações dos trabalhadores e da juventude.

João Zafalão, Presidente do Diretório Estadual do PSTU-SP

20 de maio de 2014

Aumento da inflação e ataques nas montadoras são temas de boletim do PSTU de São José dos Campos

20/5/2014 - Está nas ruas a edição de maio do Boletim Regional do PSTU de São José dos Campos. O panfleto já começou a ser distribuído nas feiras e fábricas da região.
Leia e compartilhe:

- Contra a inflação e o endividamento, aumento geral dos salários e congelamentos dos preços
- Zé Maria afirma: é preciso uma alternativa socialista para mudar o país
- Caos na saúde só terá solução com mais investimentos
- Dilma, garanta estabilidade no emprego, já!


Acesse o PDF no Issuu: 




Nota da LIT-QI sobre acidente em mina na Turquia

20/5/2014 - No dia 13 de maio, a Turquia presenciou um grande massacre de operários mineiros. A mina, localizada na cidade de Soma, no oeste do país, explodiu. Oficialmente morreram 301 operários.

Os responsáveis por este massacre são evidentes. O partido islamita AKP, no governo, privatizou as minas de acordo com suas políticas neoliberais. Os patrões, que não pensam em nada além de lucros, não gastaram dinheiro em medidas de segurança.

Apesar das 58 medidas pendentes encontrados em dez inspeções de segurança diferentes, o governo não fechou a mina. O AKP recusou-se a aplicar a resolução apresentada no parlamento que pedia a investigação das deficiências em Soma.

O próprio Ministro da Energia Taner Yildiz abriu a mina com os patrões e elogiou em seu discurso as precauções que foram tomadas.

Após o massacre em Soma, como o AKP está com medo da ira dos trabalhadores, há uma situação de ocupação na área. Milhares de policiais e soldados foram mobilizados para lá.

O AKP e os capitalistas turcos colocaram todo o país em um ambiente de trabalho inseguro.

O eixo principal da nossa luta é unir as massas da rebelião de junho com os trabalhadores de baixo salário, com empregos flexíveis e precários, contra a subcontratação de trabalhadores.

O Movimento RED proclama que o partido do governo e os patrões são responsáveis pelo massacre.

Vamos fazer de tudo para que eles sejam presos. Assim que ocorreu o desastre, chamamos a greve geral e o boicote nas escolas para protestar contra o massacre em Soma e ter certeza de que os responsáveis sejam mandados para a prisão.

Boicotes e protestos já começaram em muitas universidades. Os burocratas sindicais estão fazendo de tudo para evitar a greve geral. Mas ninguém pode parar o povo pobre.

Em muitas cidades os protestos já começaram! Os trabalhadores sabem quem são os responsáveis e estão saindo às ruas.

Vamos fazê-los pagar por nossos irmãos mineiros mortos!



Greve Geral e boicote nas escolas!

Membros do governo e patrões na cadeia!

Barricada! Greve! Revolução!



Acesse o site da LIT-QI

Pedestre é agredida pela PM de SP e quase perde a visão

20/5/2014 - No dia 15 de maio, enquanto acontecia o ato do “Dia Internacional de luta contra a Copa” em São Paulo, Patrícia Rodsenko, 28 anos, foi atingida no rosto pela Polícia Militar. Ela não participava do protesto. Tentava voltar para casa depois de ir ao cinema com uma amiga. Com o metrô fechado, elas desceram a Rua da Consolação, no centro da capital paulista, momentos depois de a polícia ter dispersado a manifestação contra as injustiças da Copa, próximo dali.

A jovem relatou que passaram duas viaturas da polícia quando, de dentro de um dos carros, um PM atirou em sua direção, atingindo seu rosto. Patrícia teve um intenso sangramento e foi socorrida pelos próprios manifestantes. Ela sofreu uma lesão num osso da face e fraturou o nariz e terá de passar por uma cirurgia esta semana. Pela natureza dos ferimentos, acredita-se que tenha sido um disparo de bala de borracha. Os médicos que a socorreram afirmaram que por pouco a jovem não perdeu um olho, como aconteceu com um fotógrafo que cobria as manifestações de junho do ano passado.

Toninho Ferreira, advogado e militante do PSTU de São José dos Campos (SP), participava do protesto e ajudou a socorrê-la. “O ataque covarde a essa jovem mostra como a polícia não precisa de motivos para reprimir”, disse Toninho. “Vamos denunciar e exigir punição para esse absurdo”, afirmou.

No Facebook, Patrícia publicou uma nota sobre a agressão. “Eu não estava na manifestação que ocorreu aqui em São Paulo, mas sou totalmente a favor da população se reunir e expressar suas insatisfações com o Estado. Quantas vezes forem necessárias. Não é um favor o que os governos fazem ao deixar a população ir às ruas se expressar. É uma obrigação!”, escreveu.

PM mente
Após a repercussão do caso, Secretaria de Segurança do Estado de SP afirmou, em nota divulgada pela imprensa, que não teria utilizado balas de borracha. No entanto, a equipe da TV PSTU registrou os disparos. Porém, é irrelevante que tipo de arma atingiu Patrícia.

Não pretendo entrar numa discussão semântica sobre qual o nome do artefato que atingiu meu rosto na última quinta-feira. O fato inegável é que, sendo estilhaço de bomba ou bala de borracha, esse objeto quebrou meu nariz e por pouco não me cegou”, afirmou a jovem. “Uma polícia que atira no meu rosto é uma polícia que nos põe em dúvida com relação ao seu próprio sentido de existir!”, concluiu.

O que aconteceu com Patrícia é uma prévia do que pode acontecer durante a Copa. O governo federal, em parceria com os governos estaduais e municipais, tem investido pesado para garantir que nenhum protesto atrapalhe a realização do mundial. Se for preciso, serão repetidas as cenas de barbárie vistas nas Jornadas de Junho de 2013, quando a polícia aplicou sua violência de forma indiscriminada contra manifestantes, imprensa e população em geral.

Toda essa repressão só torna mais necessária do que nunca a organização dos trabalhadores e da juventude para, além de garantir seu direito à livre manifestação, protestar contra as injustiças de uma Copa que já é a mais cara da história.

Assista vídeo no You Tube com imagens do momento em que Patrícia foi socorrida
http://youtu.be/K7wRpfjNQzw


Do 15 de maio ao 12 de junho: crescem as lutas em todo o país

20/5/2014 - Os trabalhadores e jovens que fazem greves, ocupações e manifestações de rua querem melhores salários, recursos para saúde, educação, moradia, transporte público, reforma agrária e aposentadoria digna. Querem o fim da violência policial e da criminalização da luta social. E protestam contra a política do governo da presidenta Dilma, dos governos estaduais e municipais, que só destina recursos públicos para a FIFA, grandes empresas, empreiteiras, bancos e para o agronegócio.

Neste 15 de maio, vivemos um amplo processo de lutas em todo o país. Na maioria das capitais, manifestações de rua protestaram contra as injustiças da Copa. Mas não foram apenas as passeatas – algumas duramente reprimidas pelo polícia, como ocorreu em São Paulo. O país viveu centenas de outras formas de protesto.

Em São Paulo, tivemos greves em mais de uma dezena de fábricas metalúrgicas, convocadas pelo sindicato de metalúrgicos local em protesto contra a política econômica do governo federal. Uma enorme passeata dos professores da rede municipal em greve ergueu a voz da categoria que cobra do prefeito Haddad (PT/SP) atendimento das reivindicações dos educadores em contraponto à destinação de recursos públicos para as empreiteiras e para a Copa. Os metroviários paralisaram o setor de manutenção e fizeram uma linda passeata por todo o centro da cidade. As famílias da Ocupação Esperança, do Luta Popular, fecharam a rodovia Anhanguera ainda no inicio da manhã. O MTST promoveu diversas mobilizações, também pela manhã em vários pontos da cidade. O protesto dos movimentos populares era contra as injustiças da Copa e exigiam moradia para o povo pobre.

Em Belo Horizonte, uma grande manifestação reuniu trabalhadores em greve de diversas categorias (professores da rede municipal de Belo Horizonte, servidores municipais de BH, professores da rede estadual) com as famílias da Ocupação Wiliam Rosa, do Luta Popular, outros movimentos populares da região e estudantes. No Rio de Janeiro, na esteira da greve dos rodoviários que paralisou a cidade por dois dias, uma manifestação no centro da cidade uniu os professores da rede municipal e da rede estadual que estão em greve, diversas outras categorias e estudantes. Todos protestando contra as injustiças da Copa, a política econômica do governo federal e o descaso dos governos estaduais e municipais para com as demandas dos trabalhadores e do povo pobre.

E assim foi em diversas outras capitais, com manifestações organizadas pelo Comitê Popular da Copa, pela CSP-Conlutas, pela ANEL, por sindicatos e movimentos populares. O que o país viveu, portanto, foi um forte dia de protestos contra as escolhas feitas pelos governantes das três esferas (federal, estaduais e municipais) e exigindo mudanças no país. Não é que os trabalhadores e jovens que lutam queiram impedir a realização da Copa do Mundo. Pequenos grupos como os adeptos da tática Black Bloc, que com seu modo de agir só prejudicam o movimento, não representam as centenas de milhares de jovens que participaram dos protestos em todo o país.

O que motiva os protestos são as injustiças sociais que a Copa do Mundo apenas evidencia. A pergunta que não se cala é por que os governos podem garantir, com recursos públicos, o famoso “padrão FIFA” para os estádios e não pode garantir este mesmo “padrão” para a qualidade dos serviços públicos de saúde, educação, transporte? Por que os recursos repassados às empreiteiras não são usados para garantir moradia para o povo pobre, para fazer a reforma agrária, para pagar uma aposentadoria digna para aqueles que trabalharam sua vida inteira? E por que não há uma ação concreta das autoridades para mudar o quadro da violência machista contra as mulheres, o racismo e a homofobia que só se alastram na sociedade?

O que motiva os protestos é a violência com que a polícia, a mando dos governos, trata os jovens e trabalhadores nas manifestações, a criminalização da luta social. No Rio Grande do Sul, um juiz acaba de aceitar uma denúncia feita pelo Ministério Público contra o jovem Matheus Gomes, dirigente do PSTU e da ANEL, e mais 5 companheiros que, se condenados, podem pegar até 20 anos de prisão. Já são centenas de jovens indiciados pela policia em todo país. O crime? Lutar por seus direitos! O que motiva os protestos é o verdadeiro genocídio praticado pela policia na periferia das grandes cidades, contra o povo pobre e negro.

O governo da presidenta Dilma pronunciou-se tratando de diminuir e desmerecer a importância dos protestos que houve no 15M. Tenta desvincular as greves e lutas dos movimentos populares dos protestos contra a Copa, como se estas greves e estas lutas também não questionassem as políticas e escolhas feitas pelo seu governo. Como propaganda na grande imprensa e na televisão isso pode até ser feito. Mas a realidade que vive o país é muito diferente da propaganda oficial.

Desde junho do ano passado – quando milhões foram às ruas expressando seu descontentamento com os governos e exigindo mudanças no país - vivemos uma nova situação política no Brasil. Esta nova situação vem se aprofundando nos últimos meses e vive um pico de mobilizações nas últimas semanas. O fato deste processo não se dar na forma de manifestações de centenas de milhares nas ruas, mas sim através de centenas de greves em todo o país, de ocupações e mobilizações dos movimentos populares e de lutas estudantis não lhe tira força ou importância. Muitas destas greves são expressões de rebelião dos trabalhadores que, para defender seus direitos, passam por cima das direções sindicais quando estes preferem apoiar o governo e os empresários.  Em vários estados, a mobilização já chegou à base das forças de segurança, como vimos na greve da PM na Bahia e, mais recentemente, em Pernambuco.

O que vemos é um salto adiante no processo de lutas no país, agora com um protagonismo cada vez maior da classe trabalhadora organizada, através de suas formas tradicionais de luta. E esse quadro tende a se ampliar nas próximas semanas.

Fortalecer e unificar as lutas! 
12 de junho é dia de greves, ocupações e manifestações de rua! 
Os servidores federais da área técnica e administrativa das universidades federais estão em greve em todo o país. Também estão em greve os trabalhadores (professores e técnico-administrativos) dos Institutos Federais de Educação no Brasil inteiro. Participaram dos protestos em seus estados e continuam em greve exigindo o atendimento de suas reivindicações. Nesta semana, começou a greve dos trabalhadores do poder judiciário federal e, no início de junho, várias outras categorias do serviço público federal devem parar suas atividades.

Os operários da construção civil de empreiteiras da Petrobrás estão em greve na baixada santista. Operários da construção civil preparam, para os próximos dias, greves em Belém e Fortaleza. Os trabalhadores no transporte coletivo – ônibus, trens e metrô – seguem em luta e devem ocorrer várias greves nas próximas semanas.

Enfim, o panorama que temos, ao contrário do que diz (e torce) o governo, é de crescimento da mobilização social em todo o país. Os trabalhadores e a juventude brasileira querem mudanças no país!

É este o contexto da preparação da jornada de mobilizações convocada para o dia 12 de junho, dia do primeiro jogo da Copa do mundo. Vamos trabalhar para confluir nesta data, todas as mobilizações já em curso e em preparação. Vamos unir todas as lutas numa grande jornada de greves, ocupações e manifestações para exigir mudanças de verdade no país, com melhores salários, recursos públicos para atender as necessidades da população, o fim da violência policial e da criminalização da luta social. Chega de privilégios e dinheiro para a FIFA, empreiteiras, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais! A mudança vem das ruas!

Nossa luta é a mesma em todo o mundo
E queremos estender este chamado a nossos irmãos trabalhadores e jovens de todo o mundo para que se somem a nossa jornada, organizando em seus países protestos que apoiem as lutas no Brasil. Nossa luta é em defesa dos interesses e direitos da classe trabalhadora e da juventude. É a luta contra a dominação do nosso país pelas grandes empresas e bancos multinacionais que exploram e oprimem o nosso povo. É a mesma luta daqueles que se enfrentam em todo o mundo contra todas as formas de exploração e opressão do capitalismo. Vamos, então, unir a nossa luta!

Zé Maria, é presidente nacional do PSTU e pré-candidato a presidência da República

16 de maio de 2014

Saiu na imprensa: Dois anos após reintegração, Pinheirinho vive abandono e vê nascer 'cracolândia'

16/5/2014 - Às margens da Estrada do Imperador, em São José dos Campos, interior de São Paulo, um jovem viciado em crack está sentado de cócoras, comendo arroz velho em uma bacia suja, enquanto diz palavras desconexas. Ele e outros usuários persistem no local em barracas improvisadas do lado de fora dos muros que cercam o terreno de Pinheirinho. O mato que cresce ali há dois anos ainda não escondeu as árvores frutíferas, plantadas pelos antigos moradores da ocupação, no bairro Campo dos Alemães, na zona sul da cidade. As marcas dos carros incendiados e das bombas de
gás lacrimogêneo também continuam no asfalto. O que antes era um bairro irregular, com igrejas e comércios, hoje é um descampado vigiado dia e noite por homens em motocicletas, com uma minicracolândia em seu entorno.

Em 22 de janeiro de 2012, a situação dos moradores de Pinheirinho virou assunto na imprensa em todo o Brasil. Considerada por muitos como uma ação desastrosa dos governos municipal e estadual, a reintegração de posse deixou vários feridos, um morto e milhares de desabrigados. Na época, a operação foi criticada por entidades do País. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) também denunciaram violações de direitos humanos.

Pires lembra bem daquele dia. Era uma manhã de domingo e ele havia saído por volta das 5 horas para buscar a mulher na fábrica onde trabalhava como auxiliar de limpeza. Ao voltar para casa, eles se depararam com um cenário de guerra e foram proibidos de entrar no terreno para procurar os três filhos. A família só conseguiu se reencontrar às 14 horas, no acampamento improvisado no centro poliesportivo do bairro, que acolheu os desabrigados. "A minha casa foi derrubada com tudo dentro, não consegui pegar nada. Eu tinha um carro velho na porta que a polícia tocou fogo", relata.

A auxiliar de serviços gerais, Rosilene Aparecida do Nascimento, de 44 anos, também guarda marcas do dia em que perdeu sua casa. Apenas com documentos e a roupa do corpo, a mãe solteira pegou as três filhas e fugiu às pressas do antigo Pinheirinho. Ao correr para ajudar uma amiga, caiu e cortou a perna profundamente. "Eles (policiais) arrombavam nossas portas, não pediam licença. Perdi tudo. Fogão, roupa que eu ainda estava pagando", lamenta. Com a ajuda do aluguel social de R$ 500, benefício concedido pelos governos municipal e estadual, ela conseguiu complementar a renda e encontrar uma casa no Campo dos Alemães que coubesse no orçamento, mas a situação deve se complicar até a liberação das novas moradias em 2015. "O aluguel vai aumentar neste ano. Se eu pudesse, mudaria hoje mesmo para a minha casinha. Não vejo a hora de ter meu canto."

Abaixo, vídeo produzido pela TV Estadão sobre a atual situação do Pinheirinho




Ainda na Justiça. Mais de mil processos cíveis e pelo menos 12 de crimes supostamente cometidos durante a desocupação continuam em aberto na Justiça. Pela Polícia Militar, segundo informações da assessoria de imprensa, foram instaurados três inquéritos e dois procedimentos disciplinares. Um dos casos mais emblemáticos, que foi registrado em vídeo - de um senhor espancado por três policiais -, resultou em punições administrativas. Há denúncias de violência também contra a Guarda Municipal de São José dos Campos, que envolvem agressão e assédio sexual. Durante a reintegração de posse, 2 mil policiais da Tropa de Choque e da Rota de São Paulo utilizaram carros blindados. Dois helicópteros Águia da PM também estiveram no local. Durante o confronto com os moradores, que também resultou em veículos queimados, foram utilizadas armas letais e não letais.

"Tiraram famílias que viviam aqui muito bem. E hoje este terreno não tem nenhuma função social", reclama o advogado das famílias de Pinheirinho, Toninho Ferreira. Segundo ele, mesmo com a construção no Putim, a Associação de Moradores de Pinheirinho continuará lutando na Justiça pela desapropriação da área de 1,3 milhão de km² que pertence à massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas. Depois do despejo, o local chegou a ser leiloado para cobrir dívidas de Nahas com a prefeitura de São José dos Campos, mas a possível venda foi suspensa no Judiciário.

O antigo terreno da ocupação está abandonado, em meio a uma área residencial onde cresce o número de condomínios no entorno. "Nossa luta continua. Aqui deveriam ser construídas moradias populares e o hospital regional da cidade, que já tem projeto, mas não local para ser erguido", afirma Ferreira. A reportagem tentou entrar no local, mas foi proibida pelos vigias que fazem rondas diaramente e ficam em uma guarita onde era a antiga praça de assembleias de Pinheirinho. Mesmo quando perguntados sobre para quem trabalhavam, os homens se limitaram a dizer: "Não posso falar nada. Não sei de nada".

De acordo com a prefeitura, a Selecta já foi notificada e multada por causa da sujeira e do mato que se acumula na área. Já sobre a minicracolândia, a assessoria de imprensa informou que "a Guarda Municipal e a Polícia Militar realizam rondas rotineiras no local. Equipes de assistentes sociais também realizam um trabalho permanente de orientação e apoio social, oferecendo ajuda para os que desejarem tratamento contra dependência química". Moradores do bairro contam, no entanto, que a medida não tem inibido a permanência e uso de entorpecentes no lado de fora do terreno.

Outras ocupações. Em casos extremos, sem-teto do Pinheirinho acabaram entrando em outras ocupações irregulares da região, como o catador de lixo Antônio Calixto da Silva, de 78 anos. Sentado em um sofá sob o chão batido de seu pequeno barraco de madeira, seu Antônio guarda boas lembranças dos anos em que viveu em Pinheirinho. Ele tinha um bar no bairro e complementava a renda com a coleta de lixo reciclável. Com a reintegração de posse, sua casa foi destruída e pouco sobrou. Até mesmo seus documentos se perderam, e ele não conseguiu se cadastrar para receber o aluguel social na época. "Meu bar tinha sinuca, freezer e geladeira. Tudo sumiu", lamenta.

O idoso não encontrou outra saída senão se juntar com outras pessoas e montar moradia às margens de um morro. A comunidade que ele atualmente mora, chamada Menino Jesus, está ali, ao lado da Rodovia Presidente Dutra, há cerca de 15 anos, mas também corre o risco de desaparecer. Está em uma área de risco de desabamento e há uma liminar de reintegração de posse na Justiça. O destino das mais de cem famílias que moram no local está nas mãos da prefeitura, que pretende realocá-los em um conjunto habitacional que será construído até o ano que vem na cidade. Enquanto isso, seus moradores vivem em meio ao esgoto aberto e lixo acumulado nas encostas do terreno montanhoso.

Seu Antônio e sua filha de 3 anos são uma das 11 famílias de Pinheirinho que moram na Comunidade Menino Jesus. Assim como ele, outros brigam na Justiça para serem reconhecidos como antigos moradores da ocupação e terem o direito a uma casa no Pinheirinho dos Palmares. No Campo dos Alemães, o catador de lixo vivia ao lado de outra filha, a dona de casa Maria Sandra da Silva, de 29 anos. Ela e o marido Raniel Barreira Santana, de 28 anos, também não conseguiram alugar uma nova casa depois da reintegração de posse e foram parar na favela com o pai.

Diferentemente de seu Antônio, Sandra conseguiu se cadastrar na assistência social e poderá morar no Pinheirinho dos Palmares. Hoje, ela vive com os seis filhos pequenos e a mãe, deficiente visual, em um barraco de madeira próximo do pai, mas está ansiosa, assim como os outros ocupantes, para mudar esta realidade e construir sua casa com a ajuda do marido, que é ajudante de pedreiro. "Se Deus quiser vamos pra lá. Seja em 2015 ou 2016, eu estarei lá", conta otimista.



Celso Filho - O Estado de S.Paulo - 14 de maio de 2014
Fotos: Sérgio Castro - Estadão


Link do vídeo

http://tv.estadao.com.br/videos,dois-anos-apos-reintegracao-violenta-pinheirinho-vive-abandono-e-ve-nascer-cracolandia,233896,250,0.htm


Construção das casas do Pinheirinho dos Palmares começa em julho

16/5/2014 - Teve início a construção da infraestrutura das primeiras casas do Pinheirinho dos Palmares. Os platôs, ou seja, a base das duas primeiras casas, onde serão feitos os alicerces, já estão prontos. As casas estão localizadas na Rua Dezesseis, do novo residencial.

Segundo o advogado e liderança das famílias do Pinheirinho Toninho Ferreira, a previsão é de que em julho já se comece a construção de casas.

Semanalmente, vamos ao local ver como estão as coisas. As famílias do Pinheirinho querem acompanhar de perto as obras, para garantir que tudo seja feito no prazo e não haja nenhuma irregularidade”, explicou Toninho.

Dois meses depois do anúncio da construção do conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares, na região sudeste de São José, são vários trabalhadores em caminhões, escavadeiras e máquinas trabalhando no local. A terraplenagem avançou em boa parte do terreno de 645 mil metros quadrados, inclusive com a definição de ruas.

O ex-morador do Pinheirinho e liderança do movimento, Sérgio Pires, disse que a expectativa das famílias também é com relação aos moradores que irão trabalhar nas obras do residencial. “Queremos ajudar o quanto antes na construção das nossas moradias e participar de todo o processo”, disse Serginho.

Esse é um sonho que se realiza depois de muita luta. Enquanto o antigo terreno, fruto do descaso dos governantes tornou a ficar abandonado e se tornou uma cracolândia, o novo bairro Pinheirinho dos Palmares começa a se tornar realidade e será um orgulho para a cidade”, afirma Toninho.

Assista entrevista feita pela TV Estadão com Toninho e Serginho, sobre o novo bairro do Pinheirinho

http://tv.estadao.com.br/videos,DOIS-ANOS-APOS-REINTEGRACAO-VIOLENTA-PINHEIRINHO-VIVE-ABANDONO-E-VE-NASCER-CRACOLANDIA,233896,250,0.htm


13 de maio de 2014

Epidemia de dengue: a responsabilidade dos governos

13/5/2014 - O avanço da dengue em cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte tem causado apreensão e insegurança na população. A doença já atinge 20 das 39 cidades da região, com quase oito mil vítimas.

Em seis municípios, a situação é de epidemia. O quadro mais grave é em Taubaté, que figura como uma das cidades mais atingidas no estado, com 2.754 registros. Em seguida, está Ilhabela com 1.888 casos e Pindamonhangaba com 1.193 registros veja tabela abaixo).

Em todo o Estado de São Paulo, o número de casos aumentou 61,92% em um mês, segundo balanço divulgado no último dia 9, pela Secretaria Estadual da Saúde. De janeiro até o dia 7 de maio, foram 54.423 registros. Até o início de março, haviam sido 33.609 casos.

Falta de combate e prevenção
Lamentavelmente, os surtos e epidemias de dengue têm se tornado recorrentes, ano após ano, a exemplo das enchentes e deslizamentos das épocas de chuvas, por falta de combate e prevenção.

Em Taubaté, que sofre a segunda pior epidemia de sua história, vereadores ameaçam criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso. O presidente da Câmara questiona os números oficiais da Prefeitura e estima que os casos podem atingir até 10% da população da cidade.

A CPI investigaria também as ações de combate e prevenção implementadas pela Prefeitura. Denúncias apontam que o município teria reduzido os investimentos para a Vigilância Epidemiológica.

O fato é que as campanhas de esclarecimento dos governos focam no papel da população. Os moradores é que devem se preocupar com os pneus, vasinhos de planta, caixas d´água e recipientes descobertos. Afinal, o mosquito da doença se prolifera em contato com água parada.

São campanhas educativas corretas e que devem continuar. Contudo, o que essas campanhas não falam é que os governos também não fazem a sua parte. Os investimentos públicos em saúde e saneamento básico são cada vez mais escassos.

Segundo especialistas, uma boa política de combate à dengue tem de estar vinculada à coleta de lixo e fornecimento de água eficientes, pois problemas relacionados a falta de saneamento básico contribuem decisivamente para o aumento do risco da doença. É o caso de várias cidades do país e também no Vale.

Estudos prévios como o Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegyptu (LIRAa), feito pelo Ministério da Saúde, e o próprio histórico das cidades dão condições para prever riscos de surtos e epidemias da doença.

Cabem aos governos ações permanentes para evitar o agravamento do problema, como ações educativas e preventivas, mas para isso é preciso investimentos, seja em saneamento básico, contratação de agentes e fiscais de saúde, equipamentos, inseticidas, limpeza pública, entre outras medidas, para evitar que a população seja penalizada.

Por Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos


Casos registrados
Taubaté                2.754
Ilhabela                1.888  
Pindamonhangaba        1.193  
São Sebastião           723  
Ubatuba                   528
Tremembé                 258
São José dos Campos   216  
Caraguatatuba   217  
Caçapava    39
Jacareí     26
Cruzeiro             23  
Guaratinguetá             17
Aparecida    16  
Lorena              7
Natividade da Serra      4  
Campos do Jordão      3
Cachoeira Paulista      2  
Queluz              2
Redenção da Serra      1  
Roseira              1

* Fonte: G1 (Secretaria do Estado da Saúde e prefeituras)