1 de agosto de 2013

Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

11/8/2017 - Encastelados no poder, Temer, o Congresso e os juízes (corruptos representantes do mercado) estão cada dia mais separados dos trabalhadores e da maioria do povo por um abismo sem fim.

Engana-se quem confia em aparências e acredita que há apatia na classe operária e no povo. Ninguém pode prever qual será a gota d’água que pode fazer transbordar o copo. A Greve Geral de 28 de abril foi só um apito da panela de pressão.

Temer impediu a votação de sua denúncia na Câmara com compra de deputados e ajuda da oposição. “Diretas já” só da boca para fora. O PT se mostrou favorável ao “fica Temer”. Para o PT, é melhor que Temer fique até 2018, aprove as reformas, faça as privatizações e seja vitorioso na operação salva-corruptos.

É por isso que Lula declarou que não vai desfazer as reformas que Temer fizer. É por não ter um projeto para o país diferente e contrário ao que exige o mercado que o PT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo orientam e veem com naturalidade que a cúpula da CUT puxe o tapete de Greve Geral e negocie a reforma trabalhista.

A cúpula da Força Sindical também está nesse acordão, pois o partido Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, é da base de sustentação de Temer no Congresso. Essa gente que segura Temer é a mesma que, na maior cara de pau, joga a culpa no povo.

Os capitalistas internacionais (imperialismo) e seus sócios menores, os capitalistas brasileiros (banqueiros, grandes empresários e latifundiários) têm como projeto para sair da crise roubar as riquezas do país e aumentar a exploração dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

O projeto deles entrega ainda mais o país às multinacionais. Transfere para banqueiros e donos dos títulos da dívida do governo metade de tudo o que o país arrecada. Aumenta a taxa de lucro das empresas com desemprego, reformas, terceirizações e diminuição de salários.

Para enfrentar essa guerra social e defender a soberania do país, precisamos ir à luta unificados. A greve geral continua sendo necessária.

Precisamos também de um projeto oposto ao projeto dos capitalistas.

É preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros. Anular as reformas de Temer, Dilma, Lula, FHC. Expropriar e estatizar, sob controle dos trabalhadores, as empresas envolvidas em corrupção e as empresas que devem mais de R$ 545 bilhões em PIS e Confins para a Seguridade Social e outros R$ 426 bilhões à Previdência. Estatizar o sistema financeiro.

Para aplicar esse projeto, precisamos de um governo socialista dos trabalhadores, que governe por Conselhos Populares e faça, de verdade, com que os capitalistas paguem pela crise.


Editorial Opinião Socialista 540



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