Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

Leia Editorial do jornal Opinião Socialista n° 540

26 de agosto de 2013

Fora Ortiz, Fora Edson! Eleições já, por um governo socialista dos trabalhadores!

26/08/2013 - Após meses de denúncias, finalmente, a Justiça Eleitoral de Taubaté cassou os mandatos do prefeito Ortiz Junior (PSDB) e do vice-prefeito Edson Oliveira (PTB), por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2012.

Lamentavelmente, Taubaté vem sendo palco de escândalos de corrupção desde o governo anterior (Roberto Peixoto) e o caso atual envolve, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), o desvio de recursos públicos da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), entidade ligada ao governo do Estado e que era presidida pelo ex-prefeito Bernardo Ortiz, pai de Júnior.

Segundo a promotoria, o objetivo do esquema era arrecadar cerca de R$ 8 milhões para a campanha do tucano nas eleições de 2012. Em apenas uma licitação fraudulenta na FDE para compra de mochilas, ele teria recebido R$ 1,74 milhão como comissão.

A postura dos governantes na cidade é um desrespeito à população taubateana que no dia a dia é que acaba sofrendo os efeitos dos desvios e mau uso do dinheiro público. Taubaté apresenta hoje uma série de problemas, como o sucateamento dos serviços públicos, o caos na saúde, a falta de infraestrutura em diversos bairros, entre outros.

A população está farta dos políticos e partidos que a cada dia se veem mais afundados em escândalos de corrupção. Seja com o Mensalão, do PT, ou o recente esquema de corrupção do PSDB nas licitações do metrô em São Paulo, passando por outros escândalos envolvendo o PMDB, DEM e outros, o fato é que a corrupção tornou-se uma prática comum nos governos desses partidos.

Não é a toa que na onda de mobilização que tomou o país desde junho, o repúdio à corrupção tem sido um dos principais protestos dos manifestantes.

A cassação definida pela Justiça Eleitoral de Taubaté, contudo, não implica na saída imediata de Ortiz Júnior e seu vice da Prefeitura. Enquanto estiverem recorrendo da decisão, poderão permanecer nos cargos.  Esta situação é insustentável e só prejudica a cidade e a população. É preciso exigir a saída imediata de Ortiz Júnior e seu vice!

Vamos às ruas exigir a saída imediata de Ortiz e de Edson da Prefeitura, seja com sua renúncia ou impeachment, a punição e prisão de corruptos e corruptores e a devolução de todo o dinheiro roubado aos cofres públicos!

O PSTU defende que os mandatos dos políticos sejam revogáveis a qualquer momento e que os representantes eleitos devem receber o mesmo salário de um operário qualificado, não mudando o nível de vida que tinham antes.

Fora Ortiz, Fora Edson! Eleições, já! Por um governo socialista dos trabalhadores!


PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

21 de agosto de 2013

São José dos Campos não pode aceitar quebra de acordo e demissão de 897 na General Motors

Nota oficial do PSTU São José dos Campos.


21/08/2013 - Causou surpresa e indignação geral o anúncio pela General Motors, no último dia 16, de que pretende romper o acordo assinado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e demitir até o final de agosto 897 trabalhadores do setor conhecido como MVA.

A medida é mais uma demonstração do descaso e desrespeito desta multinacional com os trabalhadores e com toda a população joseense.

Assinado no início deste ano, o acordo foi fruto de meses de mobilização e negociação, que envolveram a própria GM, o Sindicato, bem como representantes dos governos federal, estadual e municipal. É inadmissível que agora a empresa simplesmente anuncie o rompimento deste acordo, que mobilizou toda a cidade, e demita quase 900 trabalhadores.

A GM alega que a continuidade da produção do Classic é inviável. Contudo, o modelo acumula vendas superiores este ano em relação a 2012 e a empresa planeja a transferência da produção para São Caetano do Sul e a Argentina. Ou seja, é pura ganância. Desde agosto de 2011, a GM já demitiu mais de 1.700 trabalhadores.

Os governos federal, estadual e a Prefeitura não podem aceitar esta quebra de acordo pela GM. Não só por que também participaram das negociações, mas principalmente, por que nos últimos anos têm concedido milhões de reais em isenções e incentivos fiscais à empresa.

Somente com os incentivos dados por Lula e Dilma às montadoras, desde 2008, o país deixou de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Este ano, já estão previstos outros R$ 2,2 bilhões, com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Em junho, a Prefeitura (PT) e o Governo do Estado (PSDB), por sua vez, anunciaram um pacote de benefícios, concedendo isenção de IPTU, ISS e ICMS à GM e vão viabilizar um terreno para a construção de um condomínio industrial para a montadora.

Os trabalhadores e a população de São José não podem aceitar este abuso!
Nesta quarta, dia 21, os metalúrgicos ocuparam a Prefeitura e exigiram uma posição do prefeito Carlinhos (PT). A mobilização em defesa dos empregos começou e, mais uma vez, este é o caminho.

É preciso que os governos e toda a população joseense repudiem esta medida da GM e exijam da empresa a manutenção dos empregos e o anúncio dos novos investimentos, conforme ficou acordado na negociação realizada em junho.

- Chega de desrespeito e enrolação! O PSTU se soma a essa luta e estará junto com os metalúrgicos da GM na mobilização para manter todos os empregos!
- GM ruptura de acordo é ataque aos trabalhadores, a São José e ao Brasil!
- Todos contra as demissões!
- Carlinhos: exija da GM o cumprimento do acordo e manutenção dos empregos!
- Dilma: edite uma medida provisória proibindo demissões!
- GM: chega de enrolação, investimentos já!

PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/ São José dos Campos

13 de agosto de 2013

Governo anuncia compra de terreno às famílias do Pinheirinho, mas a luta continua

13/08/2013 - Há um ano e meio ocorreu a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, uma das maiores desocupações já realizadas no país. Porém, o despejo das 1.800 famílias não significou o fim do movimento por moradia.
Ao contrário. Os ex-moradores não pararam de lutar e este mês, os governos federal, estadual e municipal finalmente anunciaram o local para a construção de casas às famílias despejadas.
Um terreno de 645 mil metros quadrados no bairro Putim 2, região sudeste de São José, será o local para construção das 1.800 moradias. A estimativa é que o contrato com a construtora seja assinado em 30 de novembro deste ano. A empresa terá 90 dias para começar os trabalhos, que devem durar 15 meses.
As informações foram passadas oficialmente à ADMDS (Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais), que representa as famílias do Pinheirinho, em reunião no último dia 5 de agosto.

Muita luta e resistência
Ainda no ano passado os governos federal, estadual e Prefeitura já haviam anunciado a construção de moradias e acordado que o projeto aconteceria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades. Com isso, a idealização da obra e sua execução estariam sob a direção da associação de ex-moradores do Pinheirinho, através da ADMDS (Associação Democrática pela Moradia e Direitos Sociais).
No entanto, desde então, houve muitas dificuldades. A primeira foi encontrar um terreno adequado e com um mínimo de infraestrutura.
Chegou-se a encontrar uma boa área no bairro do Interlagos e um pré-projeto de cerca de 500 apartamentos foi elaborado com a assessoria da Usina-CTAH (Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado).
Cada unidade teria 63 metros quadrados de área ao custo unitário R$ 96 mil. Mas, logo surgiu o questionamento sobre se o projeto encontraria uma construtora que estivesse disposta a executá-lo com essa metragem e preço. Havia certa pressão para se reduzir o custo de produção, a começar pelo tamanho dos apartamentos. O projeto terminou não prosperando por irregularidades na documentação do terreno.
Desde então, se recomeçou uma nova peregrinação em busca de terrenos. A maioria das áreas era muito acidentada. Outras não eram regularizadas ou estavam em boas condições, mas logo tiveram seu preço de venda aumentado, saindo do enquadramento do preço unitário de R$ 96 mil por apartamento.

Ocupação relâmpago
Quase um ano já havia se passado desde que começaram as negociações em torno à construção de moradias. Enquanto isso, o Pinheirinho voltou a se tornar um terreno abandonado, sem nenhum fim social, acumulando uma dívida de R$ 30 milhões com os cofres públicos.
Indignados, no dia 19 de julho, cerca de 400 ex-moradores do Pinheirinho fizeram uma ocupação relâmpago para protestar contra a enrolação em construir as casas e pelo aumento do valor do auxílio-aluguel de R$ 500, que não é suficiente para pagar uma moradia na cidade.
O protesto reabriu a ferida do drama do Pinheirinho e no dia 5 de agosto, os governos federal, estadual e a Prefeitura anunciaram a compra do terreno no bairro Putim 2.
Isso significou uma vitória, já que a compra da área e os prazos concretos foram, enfim, definidos.
No entanto, a proposta inclui uma mudança na forma da produção das moradias. Inicialmente, a construção das casas seria feita com base no Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, através do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). A idealização do projeto de construção das moradias e sua execução seriam geridas pelos próprios ex-moradores através da ADMDS.
Agora, a proposta é que sejam construídas através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O projeto e sua execução estarão nas mãos da construtora contratada pelo governo.

O verdadeiro problema
A luta dos ex-moradores do Pinheirinho deixa claro os limites do projeto Minha Casa, Minha Vida, que não é acompanhado por uma reforma urbana e fundiária. Não basta crédito e subsídio.
“Para poder se enquadrar no custo unitário da moradia prevista no projeto é necessário recorrer a terrenos mais periféricos e menos urbanizados. Quando encontramos terrenos melhores, em áreas com certa infraestrutura urbana, ainda que na periferia, nos deparamos com a especulação imobiliária”, explica o presidente do PSTU de São José dos Campos e advogado dos sem-teto, Toninho Ferreira.
Na verdade, o fato de se utilizar o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) ao invés do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social) é uma forma de excluir os ex-moradores da gestão do projeto.
“Todo o programa passa para as mãos da construtora que adquire o terreno e constrói as unidades habitacionais de forma a garantir sua taxa de lucro. Isso se dá não só pela redução dos custos de produção, mas principalmente pela renda extraordinária extraída da compra e venda do terreno”, disse Toninho.
Um projeto de moradia que esteja a serviço dos interesses da população trabalhadora tem de combater a especulação imobiliária e a lógica capitalista na produção de moradias. Para isso, urgem medidas como instituir o IPTU fortemente progressivo, expropriar áreas sem fins sociais e constituir um banco de terras públicas.

A luta continua
Com a definição da área no Putim e a construção das casas, como reivindicava as famílias, foi dado o primeiro passo.
“Mas nossa luta continuará até garantir que as casas saiam do papel e se concretize, de fato, a entrega das unidades a cada família. Junto com isso queremos que de alguma forma os ex-moradores incidam na elaboração, execução e fiscalização do projeto”, afirma Toninho.
A ADMDS também continuará na luta para que o prefeito Carlinhos (PT) desaproprie o terreno do Pinheirinho para construção de mais casas populares para zerar a fila da moradia na cidade.
“Os governos federal, estadual e municipal, que foram coniventes com a violenta desocupação e negligenciaram o déficit habitacional em São José, têm uma dívida social com essas famílias. Vamos cobrar!”, concluiu Toninho.

1 de agosto de 2013

Podemos enfrentar e derrotar a guerra social do governo contra os trabalhadores

20/7/2017 - A puxada de tapete da Greve Geral por parte das cúpulas da Força Sindical, da CUT e da UGT teve, por trás, a negociação da reforma trabalhista e da operação “salva-corrupto”. O Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, faz parte do governo Temer no Congresso.

O PT está na oposição parlamentar, mas não tem um projeto realmente contrário às reformas dos patrões, porque se propõe a governar com banqueiros e empresários. Tanto que Lula já disse: “seria falso dizer que eu vou anular tudo”, referindo-se às reformas de Temer e à possibilidade de se eleger em 2018. Basta dizer que Meirelles, atual ministro da Fazenda, foi ministro de Lula. O PT prefere que Temer faça o trabalho sujo, aprove as reformas para tentar voltar a governar em 2018 com elas já feitas.

Perante a crise, a receita da burguesia é desatar uma guerra social contra os trabalhadores. Dilma começou a aplicar a reforma cortando o PIS e o seguro-desemprego. Temer continua com as reformas que os banqueiros e empresários querem: cortam nossos direitos e aposentadorias e pagam bilhões da dívida pública a banqueiros e empresários.

O pagamento dos juros mais altos do mundo aumenta a dívida pública. A necessidade de pagar esses juros serve de justificativa para o ajuste fiscal: corte nos gastos sociais, desvio de verbas da saúde educação e reforma da Previdência. O pagamento da dívida é um roubo ainda maior do que a corrupção.

O governo ainda beneficia os bancos com operações feitas pelo Banco Central que, com a desculpa de segurar a inflação, enxugam R$ 1 trilhão que sobram no caixa dos bancos, trocando essa sobra por títulos da dívida pública. Com isso, os bancos vão aumentar seus lucros, pois são pagos os juros mais elevados do mundo aos títulos.

Esse troca-troca aumenta ainda mais a dívida pública, que gera, por sua vez, novo aumento da despesa pública com o pagamento dos juros aos bancos. Pura agiotagem. É assim que os banqueiros levam metade do orçamento do país.

Esse dinheiro, segundo números da Auditoria Cidadã da Dívida, correspondente a 17,5% do valor do PIB (tudo que é produzido no Brasil). Mas ninguém vê o governo, a televisão, nem mesmo o PT denunciando que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que manda economizar dinheiro da saúde, da educação e da aposentadoria, é para pagar essa dívida. Tampouco se vê o PT propondo parar de pagá-la.

Guerra contra os de cima
Ao puxarem o tapete da Greve Geral, as cúpulas das centrais ajudaram a dar sobrevida a Temer e à provação da reforma trabalhista. Mas nós podemos derrotar os de cima organizando os debaixo. Precisamos tirar lições dessa traição e organizar, pela base das categorias, uma alternativa às cúpulas dessas centrais. Devemos exigir que os sindicatos enfrentem as direções das centrais e organizem a luta unificada para impedir a aplicação da reforma trabalhista.

Podemos unificar setores importantes da classe trabalhadora e não permitir a retirada de nenhum direito dos contratos coletivos. É necessário e possível, também, uma Greve Geral de 48 horas para derrotar também a reforma da Previdência e botar abaixo Temer e todos eles!

Precisamos debater um projeto dos trabalhadores, independente dos patrões e dos banqueiros. Um projeto que garanta os direitos e uma vida digna para a classe trabalhadora e o povo pobre. Que enfrente banqueiros, empresários e latifundiários.

Precisamos construir na luta um governo socialista dos trabalhadores, que governe em Conselhos Populares. Um governo que suspenda o pagamento da dívida aos banqueiros; exproprie e estatize as empresas corruptas e as coloque sob controle dos trabalhadores; estatize e coloque sob controle dos trabalhadores o sistema financeiro; entre outras medidas.


Editorial do Opinião Socialista nº 539
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Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

11/8/2017 - Encastelados no poder, Temer, o Congresso e os juízes (corruptos representantes do mercado) estão cada dia mais separados dos trabalhadores e da maioria do povo por um abismo sem fim.

Engana-se quem confia em aparências e acredita que há apatia na classe operária e no povo. Ninguém pode prever qual será a gota d’água que pode fazer transbordar o copo. A Greve Geral de 28 de abril foi só um apito da panela de pressão.

Temer impediu a votação de sua denúncia na Câmara com compra de deputados e ajuda da oposição. “Diretas já” só da boca para fora. O PT se mostrou favorável ao “fica Temer”. Para o PT, é melhor que Temer fique até 2018, aprove as reformas, faça as privatizações e seja vitorioso na operação salva-corruptos.

É por isso que Lula declarou que não vai desfazer as reformas que Temer fizer. É por não ter um projeto para o país diferente e contrário ao que exige o mercado que o PT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo orientam e veem com naturalidade que a cúpula da CUT puxe o tapete de Greve Geral e negocie a reforma trabalhista.

A cúpula da Força Sindical também está nesse acordão, pois o partido Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, é da base de sustentação de Temer no Congresso. Essa gente que segura Temer é a mesma que, na maior cara de pau, joga a culpa no povo.

Os capitalistas internacionais (imperialismo) e seus sócios menores, os capitalistas brasileiros (banqueiros, grandes empresários e latifundiários) têm como projeto para sair da crise roubar as riquezas do país e aumentar a exploração dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

O projeto deles entrega ainda mais o país às multinacionais. Transfere para banqueiros e donos dos títulos da dívida do governo metade de tudo o que o país arrecada. Aumenta a taxa de lucro das empresas com desemprego, reformas, terceirizações e diminuição de salários.

Para enfrentar essa guerra social e defender a soberania do país, precisamos ir à luta unificados. A greve geral continua sendo necessária.

Precisamos também de um projeto oposto ao projeto dos capitalistas.

É preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros. Anular as reformas de Temer, Dilma, Lula, FHC. Expropriar e estatizar, sob controle dos trabalhadores, as empresas envolvidas em corrupção e as empresas que devem mais de R$ 545 bilhões em PIS e Confins para a Seguridade Social e outros R$ 426 bilhões à Previdência. Estatizar o sistema financeiro.

Para aplicar esse projeto, precisamos de um governo socialista dos trabalhadores, que governe por Conselhos Populares e faça, de verdade, com que os capitalistas paguem pela crise.


Editorial Opinião Socialista 540



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Especial LGBT

2/7/2014 - O PSTU de São José dos Campos lançou, no dia 2 de julho, a Secretaria LGBT, cujo objetivo é discutir permanentemente o tema das opressões sobre lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais e propor iniciativas de organização e luta em defesa dos direitos deste setor oprimido.
Como parte das atividades da secretaria, o blog PSTU Vale trará artigos e entrevistas que falarão sobre o tema da opressão aos LGBT’s. Volte mais vezes por aqui!

Leia:

PSTU de São José lança Secretaria LGBT

Setorial LGBT do PT minimiza ataques do governo Dilma e a aliança com setores homofóbicos

Defender a luta contra a LGBTfobia nas ruas e nas urnas

Por um movimento mais consequente e verdadeiramente LGBT!

A luta pela visibilidade lésbica e seus direitos




Especial: Crise e Degeneração do PT

Uma análise sobre a história e as origens da falência do projeto petista  

Em junho deste ano, o Partido dos Trabalhadores realizou seu Congresso em meio a uma profunda crise. Ao comemorar 35 anos de sua fundação, o PT vê o governo Dilma alcançar o mais alto índice de desprestígio depois de aplicar um ajuste fiscal contra os trabalhadores.

A crise do governo e o envolvimento dos dirigentes partidários em tremendas denúncias de corrupção na Petrobras atinge duramente o partido. Milhões de trabalhadores se sentem enganados pelas promessas do PT, decepcionados, traídos e se afastam da organização. A direita ganha confiança e até mesmo setores que defendem a volta dos militares saem às ruas para disputar a insatisfação popular.

O PT atual não é sequer uma caricatura do partido que gerou uma grande expectativa em milhares de militantes: a de que era possível construir um verdadeiro partido de trabalhadores, defensor dos explorados e oprimidos, que combatesse a corrupção e fosse capaz de liderar uma mudança social profunda no país.

Essa esperança se foi. Não se trata, portanto, de uma crise circunstancial, passageira. É a crise de um projeto político, de uma estratégia de governo, de um programa, de uma política de alianças, de um modelo de partido. Diante de um abalo de tamanha proporção é preciso buscar as explicações mais profundas para a degeneração do PT.

O PT foi se adaptando à política burguesa e terminou aplicando os mesmos métodos que dizia combater. Isso é parte da verdade. Mas por que se adaptaram? Por que se corromperam? Por que não houve resistência de setores dirigentes? Qual foi a lógica política e a ideologia que sustentaram este caminho?

A resposta a essas e outras perguntas é decisiva para o futuro da classe trabalhadora no Brasil.

A etapa aberta com a fundação do PT e da CUT no começo dos anos 1980 chegou a um beco sem saída.

É preciso encontrar uma nova estratégia e um novo caminho que retome a luta histórica dos trabalhadores e dos oprimidos deste país.

A série de sete artigos publicados no jornal Opinião Socialista se propõe a abrir este debate. Confira!

1º ARTIGOA falência de um projeto: governar o Brasil como uma potência capitalista com pequenas reformas sociais
2º ARTIGOAs ilusões num capitalismo humano
3º ARTIGOPor que o PT se envolveu na corrupção
4º ARTIGOO PT e a farsa da soberania sem ruptura com o imperialismo
5º ARTIGOÉ possível reformar o Estado brasileiro e seu regime político?
6º ARTIGOPT: o balanço de um fracasso










Por Bernardo Cerdeira



Fábricas paradas, protestos e manifestações marcam dia de Greve Geral em São José e região

30/6/2017 - São José dos Campos e região tiveram um novo dia de fortes mobilizações nesta sexta-feira, dia 30, a exemplo da Greve Geral realizada em abril. Como em outras regiões do país, foram realizadas greves, protestos e manifestações, demonstrando, mais uma vez, a forte disposição de luta dos trabalhadores.

Houve paralisações e mobilizações nas categorias: metalúrgica, petroleira, química, construção civil, rodoviários e bancária.

Em São José dos Campos, não houve produção na General Motors, seja entre os trabalhadores diretos da montadora, seja entre os terceirizados. Também pararam a Prolind, Hitachi, Parker Filtros, Heatcraft, Ericsson e Sun Tech.

Pararam os trabalhadores a Monsanto, os petroleiros e operários da construção civil terceirizados da Revap, e os bancários fecharam todas as agências da região central da cidade.

Já em Jacareí, pararam as metalúrgicas Avibras, Parker Hannifin, Armco e Deca e a química Basf (Jacareí). Em Taubaté, na indústria química IFF também teve greve.

O dia começou com mobilização e piquetes nas garagens de ônibus urbanos, tanto em São José como em Jacareí. Mas, ainda nas garagens, houve fortíssima repressão da PM que usou de muita violência para tentar impedir que se repetisse na região a forte paralisação ocorrida em abril, quando nenhum ônibus circulou.

Na Maringá, na zona sul, a Guarda Municipal agiu com truculência para forçar a saída dos ônibus. Dirigentes sindicais foram agredidos com cassetetes e gás de pimenta. Apesar de tudo, houve atrasos e paralisações pela manhã em São José e Jacareí.

Passeatas tomaram as ruas de São José e Jacareí
Após as mobilizações nas garagens e fábricas que tiveram início nas primeiras horas da madrugada, manifestantes de várias categorias se concentraram nos centros das cidades de São José dos Campos e Jacareí e saíram em marcha pelas ruas.

Em São José, o ato começou na Praça Afonso Pena, por volta das 10h, e seguiu pela Rua 15 de novembro e Avenida Madre Paula de São José, terminando por volta das 12h em frente ao INSS, na Avenida João Guilhermino.

Em Jacareí, os condutores da viação JTU conduziram os carros em operação tartaruga pelo centro da cidade, como forma de protesto contra Temer e as reformas que retiram direitos. A manifestação também contou com a participação de servidores públicos da Prefeitura, trabalhadores do serviço de água e esgoto, da alimentação, químicos, vidreiros, papeleiros e aposentados.

Durante duas horas eles percorreram as ruas da cidade com carro de som, faixas e cartazes que denunciavam a corrupção no governo Temer e os deputados federais da região Eduardo Cury (PSDB) e Pollyana Gama (PPS), que votaram a favor da reforma trabalhista e defendem a reforma da Previdência.

Repressão
Além da forte repressão feita pela PM nas garagens de ônibus, na Embraer, onde teve manifestação na entrada do primeiro turno, também houve abuso e violência contra manifestantes. A Polícia Militar chegou a agredir covardemente o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira.






No final do ato, na Praça Afonso Pena, em São José, houve um escandaloso caso de arbitrariedade. Cerca de 20 ativistas que participaram da passeata realizada no centro foram detidos após o final da manifestação, por cerca quatro horas no 1º Distrito Policial. A absurda prisão ocorreu quando os ativistas aguardavam na delegacia a liberação de outros dois manifestantes que haviam sido presos anteriormente.

Para o presidente do PSTU de São José dos Campos, Toninho Ferreira, as mobilizações deste dia 30 de junho demonstram mais uma vez que há disposição de luta da classe trabalhadora para derrotar as reformas e o governo Temer.

A luta continua
“Os setores mais organizados da classe em diversas categorias pararam em todo o país. Assistimos greves, cortes de estradas, manifestações. Uma mobilização que alcançou todos os estados do país mais o Distrito Federal”, avaliou Toninho.

“Ficou mais uma vez demonstrado que há muita reserva de forças na classe trabalhadora, mas também vimos que nem todas as centrais sindicais estão comprometidas com a derrota das reformas”, disse.

Para Toninho, as mobilizações só não foram maiores em razão do vacilo de algumas centrais como a Força Sindical e a UGT e do processo de negociação que estas centrais estão fazendo com o governo Temer jogam contra a luta dos trabalhadores.

“Neste dia 30, quando milhares de trabalhadores estavam nas ruas contra as reformas, o Supremo Tribunal Federal retomou o mandato de Aécio e soltou o ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, e os governos agiram com extrema violência e repressão contra os manifestantes. O governo também segue firme com o propósito de aprovar a reforma Trabalhista nos próximos dias”, analisa Toninho.

“Portanto, a nós trabalhadores, não resta outro caminho senão seguir lutando, intensificando as mobilizações, inclusive com a exigência de que as centrais sindicais rompam qualquer negociação com o governo e organizem a mobilização para derrotar as reformas de uma vez”, concluiu.