Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

26 de agosto de 2013

Fora Ortiz, Fora Edson! Eleições já, por um governo socialista dos trabalhadores!

26/08/2013 - Após meses de denúncias, finalmente, a Justiça Eleitoral de Taubaté cassou os mandatos do prefeito Ortiz Junior (PSDB) e do vice-prefeito Edson Oliveira (PTB), por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2012.

Lamentavelmente, Taubaté vem sendo palco de escândalos de corrupção desde o governo anterior (Roberto Peixoto) e o caso atual envolve, segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), o desvio de recursos públicos da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), entidade ligada ao governo do Estado e que era presidida pelo ex-prefeito Bernardo Ortiz, pai de Júnior.

Segundo a promotoria, o objetivo do esquema era arrecadar cerca de R$ 8 milhões para a campanha do tucano nas eleições de 2012. Em apenas uma licitação fraudulenta na FDE para compra de mochilas, ele teria recebido R$ 1,74 milhão como comissão.

A postura dos governantes na cidade é um desrespeito à população taubateana que no dia a dia é que acaba sofrendo os efeitos dos desvios e mau uso do dinheiro público. Taubaté apresenta hoje uma série de problemas, como o sucateamento dos serviços públicos, o caos na saúde, a falta de infraestrutura em diversos bairros, entre outros.

A população está farta dos políticos e partidos que a cada dia se veem mais afundados em escândalos de corrupção. Seja com o Mensalão, do PT, ou o recente esquema de corrupção do PSDB nas licitações do metrô em São Paulo, passando por outros escândalos envolvendo o PMDB, DEM e outros, o fato é que a corrupção tornou-se uma prática comum nos governos desses partidos.

Não é a toa que na onda de mobilização que tomou o país desde junho, o repúdio à corrupção tem sido um dos principais protestos dos manifestantes.

A cassação definida pela Justiça Eleitoral de Taubaté, contudo, não implica na saída imediata de Ortiz Júnior e seu vice da Prefeitura. Enquanto estiverem recorrendo da decisão, poderão permanecer nos cargos.  Esta situação é insustentável e só prejudica a cidade e a população. É preciso exigir a saída imediata de Ortiz Júnior e seu vice!

Vamos às ruas exigir a saída imediata de Ortiz e de Edson da Prefeitura, seja com sua renúncia ou impeachment, a punição e prisão de corruptos e corruptores e a devolução de todo o dinheiro roubado aos cofres públicos!

O PSTU defende que os mandatos dos políticos sejam revogáveis a qualquer momento e que os representantes eleitos devem receber o mesmo salário de um operário qualificado, não mudando o nível de vida que tinham antes.

Fora Ortiz, Fora Edson! Eleições, já! Por um governo socialista dos trabalhadores!


PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

21 de agosto de 2013

São José dos Campos não pode aceitar quebra de acordo e demissão de 897 na General Motors

Nota oficial do PSTU São José dos Campos.


21/08/2013 - Causou surpresa e indignação geral o anúncio pela General Motors, no último dia 16, de que pretende romper o acordo assinado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e demitir até o final de agosto 897 trabalhadores do setor conhecido como MVA.

A medida é mais uma demonstração do descaso e desrespeito desta multinacional com os trabalhadores e com toda a população joseense.

Assinado no início deste ano, o acordo foi fruto de meses de mobilização e negociação, que envolveram a própria GM, o Sindicato, bem como representantes dos governos federal, estadual e municipal. É inadmissível que agora a empresa simplesmente anuncie o rompimento deste acordo, que mobilizou toda a cidade, e demita quase 900 trabalhadores.

A GM alega que a continuidade da produção do Classic é inviável. Contudo, o modelo acumula vendas superiores este ano em relação a 2012 e a empresa planeja a transferência da produção para São Caetano do Sul e a Argentina. Ou seja, é pura ganância. Desde agosto de 2011, a GM já demitiu mais de 1.700 trabalhadores.

Os governos federal, estadual e a Prefeitura não podem aceitar esta quebra de acordo pela GM. Não só por que também participaram das negociações, mas principalmente, por que nos últimos anos têm concedido milhões de reais em isenções e incentivos fiscais à empresa.

Somente com os incentivos dados por Lula e Dilma às montadoras, desde 2008, o país deixou de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Este ano, já estão previstos outros R$ 2,2 bilhões, com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Em junho, a Prefeitura (PT) e o Governo do Estado (PSDB), por sua vez, anunciaram um pacote de benefícios, concedendo isenção de IPTU, ISS e ICMS à GM e vão viabilizar um terreno para a construção de um condomínio industrial para a montadora.

Os trabalhadores e a população de São José não podem aceitar este abuso!
Nesta quarta, dia 21, os metalúrgicos ocuparam a Prefeitura e exigiram uma posição do prefeito Carlinhos (PT). A mobilização em defesa dos empregos começou e, mais uma vez, este é o caminho.

É preciso que os governos e toda a população joseense repudiem esta medida da GM e exijam da empresa a manutenção dos empregos e o anúncio dos novos investimentos, conforme ficou acordado na negociação realizada em junho.

- Chega de desrespeito e enrolação! O PSTU se soma a essa luta e estará junto com os metalúrgicos da GM na mobilização para manter todos os empregos!
- GM ruptura de acordo é ataque aos trabalhadores, a São José e ao Brasil!
- Todos contra as demissões!
- Carlinhos: exija da GM o cumprimento do acordo e manutenção dos empregos!
- Dilma: edite uma medida provisória proibindo demissões!
- GM: chega de enrolação, investimentos já!

PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado/ São José dos Campos

13 de agosto de 2013

Governo anuncia compra de terreno às famílias do Pinheirinho, mas a luta continua

13/08/2013 - Há um ano e meio ocorreu a reintegração de posse do Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, uma das maiores desocupações já realizadas no país. Porém, o despejo das 1.800 famílias não significou o fim do movimento por moradia.
Ao contrário. Os ex-moradores não pararam de lutar e este mês, os governos federal, estadual e municipal finalmente anunciaram o local para a construção de casas às famílias despejadas.
Um terreno de 645 mil metros quadrados no bairro Putim 2, região sudeste de São José, será o local para construção das 1.800 moradias. A estimativa é que o contrato com a construtora seja assinado em 30 de novembro deste ano. A empresa terá 90 dias para começar os trabalhos, que devem durar 15 meses.
As informações foram passadas oficialmente à ADMDS (Associação Democrática por Moradia e Direitos Sociais), que representa as famílias do Pinheirinho, em reunião no último dia 5 de agosto.

Muita luta e resistência
Ainda no ano passado os governos federal, estadual e Prefeitura já haviam anunciado a construção de moradias e acordado que o projeto aconteceria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades. Com isso, a idealização da obra e sua execução estariam sob a direção da associação de ex-moradores do Pinheirinho, através da ADMDS (Associação Democrática pela Moradia e Direitos Sociais).
No entanto, desde então, houve muitas dificuldades. A primeira foi encontrar um terreno adequado e com um mínimo de infraestrutura.
Chegou-se a encontrar uma boa área no bairro do Interlagos e um pré-projeto de cerca de 500 apartamentos foi elaborado com a assessoria da Usina-CTAH (Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado).
Cada unidade teria 63 metros quadrados de área ao custo unitário R$ 96 mil. Mas, logo surgiu o questionamento sobre se o projeto encontraria uma construtora que estivesse disposta a executá-lo com essa metragem e preço. Havia certa pressão para se reduzir o custo de produção, a começar pelo tamanho dos apartamentos. O projeto terminou não prosperando por irregularidades na documentação do terreno.
Desde então, se recomeçou uma nova peregrinação em busca de terrenos. A maioria das áreas era muito acidentada. Outras não eram regularizadas ou estavam em boas condições, mas logo tiveram seu preço de venda aumentado, saindo do enquadramento do preço unitário de R$ 96 mil por apartamento.

Ocupação relâmpago
Quase um ano já havia se passado desde que começaram as negociações em torno à construção de moradias. Enquanto isso, o Pinheirinho voltou a se tornar um terreno abandonado, sem nenhum fim social, acumulando uma dívida de R$ 30 milhões com os cofres públicos.
Indignados, no dia 19 de julho, cerca de 400 ex-moradores do Pinheirinho fizeram uma ocupação relâmpago para protestar contra a enrolação em construir as casas e pelo aumento do valor do auxílio-aluguel de R$ 500, que não é suficiente para pagar uma moradia na cidade.
O protesto reabriu a ferida do drama do Pinheirinho e no dia 5 de agosto, os governos federal, estadual e a Prefeitura anunciaram a compra do terreno no bairro Putim 2.
Isso significou uma vitória, já que a compra da área e os prazos concretos foram, enfim, definidos.
No entanto, a proposta inclui uma mudança na forma da produção das moradias. Inicialmente, a construção das casas seria feita com base no Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, através do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). A idealização do projeto de construção das moradias e sua execução seriam geridas pelos próprios ex-moradores através da ADMDS.
Agora, a proposta é que sejam construídas através do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). O projeto e sua execução estarão nas mãos da construtora contratada pelo governo.

O verdadeiro problema
A luta dos ex-moradores do Pinheirinho deixa claro os limites do projeto Minha Casa, Minha Vida, que não é acompanhado por uma reforma urbana e fundiária. Não basta crédito e subsídio.
“Para poder se enquadrar no custo unitário da moradia prevista no projeto é necessário recorrer a terrenos mais periféricos e menos urbanizados. Quando encontramos terrenos melhores, em áreas com certa infraestrutura urbana, ainda que na periferia, nos deparamos com a especulação imobiliária”, explica o presidente do PSTU de São José dos Campos e advogado dos sem-teto, Toninho Ferreira.
Na verdade, o fato de se utilizar o FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) ao invés do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social) é uma forma de excluir os ex-moradores da gestão do projeto.
“Todo o programa passa para as mãos da construtora que adquire o terreno e constrói as unidades habitacionais de forma a garantir sua taxa de lucro. Isso se dá não só pela redução dos custos de produção, mas principalmente pela renda extraordinária extraída da compra e venda do terreno”, disse Toninho.
Um projeto de moradia que esteja a serviço dos interesses da população trabalhadora tem de combater a especulação imobiliária e a lógica capitalista na produção de moradias. Para isso, urgem medidas como instituir o IPTU fortemente progressivo, expropriar áreas sem fins sociais e constituir um banco de terras públicas.

A luta continua
Com a definição da área no Putim e a construção das casas, como reivindicava as famílias, foi dado o primeiro passo.
“Mas nossa luta continuará até garantir que as casas saiam do papel e se concretize, de fato, a entrega das unidades a cada família. Junto com isso queremos que de alguma forma os ex-moradores incidam na elaboração, execução e fiscalização do projeto”, afirma Toninho.
A ADMDS também continuará na luta para que o prefeito Carlinhos (PT) desaproprie o terreno do Pinheirinho para construção de mais casas populares para zerar a fila da moradia na cidade.
“Os governos federal, estadual e municipal, que foram coniventes com a violenta desocupação e negligenciaram o déficit habitacional em São José, têm uma dívida social com essas famílias. Vamos cobrar!”, concluiu Toninho.

1 de agosto de 2013

Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

6/12/2017 - Em mais uma demonstração da disposição de luta dos trabalhadores, esta terça feira, 5 de dezembro, foi mais um dia de importantes mobilizações pelo país. Assembleias e atrasos na entrada dos turnos de fábricas, protestos e trancamento de rodovias e atos públicos ocorreram nas capitais e em várias cidades de norte a sul do país, contra a Reforma da Previdência, o governo Temer e o Congresso de corruptos.

O forte dia de manifestações ocorreu apesar da traição das cúpulas das maiores centrais sindicais que, na semana passada, novamente desmarcaram a Greve Nacional, que havia sido unitariamente convocada, repetindo o recuo feito em 30 de junho.

Sem ter sido consultada e com total discordância sobre o cancelamento da Greve Nacional, a CSP-Conlutas manteve o caráter de dia nacional de paralisações e protestos e orientou suas entidades filiadas a realizarem o maior número de ações neste dia. Mas mesmo na base das outras centrais, como da CUT e Força Sindical, houve rebelião da base e diversos sindicatos e direções estaduais também decidiram manter o caráter de dia nacional de mobilizações.

Em estados como Sergipe e Maranhão houve paralisação no transporte, bancos e comércio, além de mobilizações em locais de trabalho, que praticamente conferiram um clima de esquenta de Greve Geral.

Pelo país, mobilizaram-se trabalhadores de diversas categorias, como metalúrgicos, operários da construção civil, rodoviários, professores, servidores públicos, petroleiros (que se mobilizaram em todas as bases), bancários, comerciários, entre outros.

As mobilizações tiveram início nas primeiras horas do dia, ainda de madrugada, com assembleias em fábricas, e trancamentos de rodovias. Ao longo do dia, ocorreram atos e passeatas em várias cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Maranhão, Ceará, Natal, Piauí, Pará, Paraíba, Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Manifestação em São Luis (MA)


Manifestação no Rio de Janeiro




Em São José teve mobilização nas fábricas e manifestação
Em São José dos Campos, metalúrgicos realizaram assembleias e passeata.  Trabalhadores da GM, Parker Filtros, Friuli e Panasonic repudiaram em assembleia a reforma do governo Temer que, na prática, vai acabar com o direito à aposentadoria para milhares de trabalhadores.








Também houve assembleias de outras categorias, com protestos dos petroleiros na Revap (Petrobras) e químicos na Johnson & Johnson. Em Jacareí, os trabalhadores do setor de alimentação também se manifestaram na Ambev.



Ainda na parte da manhã, por volta das 10h, manifestantes começaram a se reunir na Praça Afonso Pena. Com faixas e palavras de ordem, convocaram a população a se juntar contra os ataques do governo.

Cerca de 200 representantes de 13 sindicatos, entre eles metalúrgicos, professores, químicos, servidores públicos, bancários e trabalhadores dos Correios, estiveram no ato que também contou com a participação dos partidos PSTU e PSOL, além de aposentados e moradores do conjunto habitacional Pinheirinho dos Palmares e da ocupação Dirceu Travesso.

“Os trabalhadores seguem dando demonstrações de que estão indignados e têm disposição para lutar e defender seus direitos. São as cúpulas das centrais sindicais, como a Força Sindical, ligada ao governo corrupto de Temer, ou a CUT e a CTB, braços sindicais do petismo que preferem que o governo faça o serviço sujo agora para facilitar a eleição de Lula em 2018, que estão travando a realização de uma nova Greve Geral”, avalia o presidente do PSTU de São José dos Campos Toninho Ferreira.

“O corrupto governo de Temer fará de tudo para aprovar esta reforma da Previdência tão exigida pelos banqueiros e empresários. Já está demonstrado que desse Congresso também não se pode esperar nada. Ou seja, na calada da noite eles podem aprovar o fim da aposentadoria dos trabalhadores. Portanto, a tarefa é organizar uma poderosa Greve Geral que enterre de vez essa reforma. O PSTU está junto com os trabalhadores e jogará todas suas forças para esse objetivo”, afirmou Toninho.

Diante da iminência de uma votação da Reforma da Previdência e se precavendo do vacilo das cúpulas das maiores centrais sindicais, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o Sindicato dos Eletricitários e o Sintaema convocaram uma reunião aberta e ampliada para esta quinta-feira (7) para construir a Greve Geral. A CTB, que assinou a nota desmarcando a Greve Nacional, mas depois voltou atrás, também fez um chamado para uma nova reunião com todas as centrais na sexta (8).

Para o PSTU todas as iniciativas que, de fato, apontem para ação direta dos trabalhadores para barrar esta nefasta reforma que acaba com a aposentadoria no país são fundamentais, pois só a mobilização da nossa classe poderá barrar este ataque.




Especial LGBT

2/7/2014 - O PSTU de São José dos Campos lançou, no dia 2 de julho, a Secretaria LGBT, cujo objetivo é discutir permanentemente o tema das opressões sobre lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais e propor iniciativas de organização e luta em defesa dos direitos deste setor oprimido.
Como parte das atividades da secretaria, o blog PSTU Vale trará artigos e entrevistas que falarão sobre o tema da opressão aos LGBT’s. Volte mais vezes por aqui!

Leia:

PSTU de São José lança Secretaria LGBT

Setorial LGBT do PT minimiza ataques do governo Dilma e a aliança com setores homofóbicos

Defender a luta contra a LGBTfobia nas ruas e nas urnas

Por um movimento mais consequente e verdadeiramente LGBT!

A luta pela visibilidade lésbica e seus direitos




Especial: Crise e Degeneração do PT

Uma análise sobre a história e as origens da falência do projeto petista  

Em junho deste ano, o Partido dos Trabalhadores realizou seu Congresso em meio a uma profunda crise. Ao comemorar 35 anos de sua fundação, o PT vê o governo Dilma alcançar o mais alto índice de desprestígio depois de aplicar um ajuste fiscal contra os trabalhadores.

A crise do governo e o envolvimento dos dirigentes partidários em tremendas denúncias de corrupção na Petrobras atinge duramente o partido. Milhões de trabalhadores se sentem enganados pelas promessas do PT, decepcionados, traídos e se afastam da organização. A direita ganha confiança e até mesmo setores que defendem a volta dos militares saem às ruas para disputar a insatisfação popular.

O PT atual não é sequer uma caricatura do partido que gerou uma grande expectativa em milhares de militantes: a de que era possível construir um verdadeiro partido de trabalhadores, defensor dos explorados e oprimidos, que combatesse a corrupção e fosse capaz de liderar uma mudança social profunda no país.

Essa esperança se foi. Não se trata, portanto, de uma crise circunstancial, passageira. É a crise de um projeto político, de uma estratégia de governo, de um programa, de uma política de alianças, de um modelo de partido. Diante de um abalo de tamanha proporção é preciso buscar as explicações mais profundas para a degeneração do PT.

O PT foi se adaptando à política burguesa e terminou aplicando os mesmos métodos que dizia combater. Isso é parte da verdade. Mas por que se adaptaram? Por que se corromperam? Por que não houve resistência de setores dirigentes? Qual foi a lógica política e a ideologia que sustentaram este caminho?

A resposta a essas e outras perguntas é decisiva para o futuro da classe trabalhadora no Brasil.

A etapa aberta com a fundação do PT e da CUT no começo dos anos 1980 chegou a um beco sem saída.

É preciso encontrar uma nova estratégia e um novo caminho que retome a luta histórica dos trabalhadores e dos oprimidos deste país.

A série de sete artigos publicados no jornal Opinião Socialista se propõe a abrir este debate. Confira!

1º ARTIGOA falência de um projeto: governar o Brasil como uma potência capitalista com pequenas reformas sociais
2º ARTIGOAs ilusões num capitalismo humano
3º ARTIGOPor que o PT se envolveu na corrupção
4º ARTIGOO PT e a farsa da soberania sem ruptura com o imperialismo
5º ARTIGOÉ possível reformar o Estado brasileiro e seu regime político?
6º ARTIGOPT: o balanço de um fracasso










Por Bernardo Cerdeira