Dia 5 de dezembro tem lutas por todo o país, apesar da traição da cúpula das maiores centrais

Assembleias, trancamentos de rodovias e manifestações mobilizaram trabalhadores de várias categorias

6 de dezembro de 2017

Setores de direita novamente atacam Mancha com racismo. Não passarão!

6/12/2017 - Os trabalhadores da Johnson & Jonhson estão numa valorosa greve desde a última segunda-feira (4), em razão do impasse na Campanha Salarial. Uma luta que merece todo apoio, principalmente em meio ao atual momento no país em que a patronal desfere vários ataques aos trabalhadores com base na Reforma Trabalhista, visando retirar direitos.

Como se não bastasse a ofensiva e repressão da própria empresa que tenta acabar com a paralisação, setores da direita de São José voltam a atacar a luta dos trabalhadores e dirigentes sindicais com ofensas racistas dignas de repúdio.

Nesta quarta-feira (6), uma postagem nas redes sociais citando a greve dos trabalhadores da Johnson voltou a atacar o companheiro Luiz Carlos Prates, o Mancha, dirigente do PSTU e integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que levou apoio à mobilização dos químicos.

Uma fotomontagem com a imagem de Mancha faz referência a um produto de limpeza e traz a inscrição “Dica para não entrar em greve em SJC”, apagando a foto do companheiro em seguida. Além do racismo evidente, a postagem sugere inclusive “sumir” com o dirigente.

Postagem semelhante já havia sido divulgada em julho deste ano (clique aqui)




Voltamos a repudiar o ataque racista contra Mancha e reafirmamos que serão tomadas todas as providências cabíveis contra essa prática criminosa.




4 de dezembro de 2017

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos elege Comissão Eleitoral que comandará pleito sindical em 2018

01/12/2017 - Os metalúrgicos de São José dos Campos e região elegeram, nesta quinta-feira (30), a comissão que irá conduzir o processo eleitoral da diretoria do Sindicato para o período de 2018 a 2021. Num salão lotado, a categoria elegeu a Equipe 1 com 86% dos votos. A Equipe 2 obteve 14%.

A Comissão Eleitoral terá a responsabilidade de elaborar o regimento e conduzir todo o processo de forma transparente e democrática, fazendo valer a vontade da categoria. Na assembleia, foram eleitos o metalúrgico aposentado Adilson dos Santos, a trabalhadora dos Correios Raquel de Paula e o carteiro aposentado Ezequiel Ferreira Lima Filho.

A eleição da diretoria do Sindicato acontecerá no primeiro semestre de 2018. O calendário será definido pela comissão.

Na abertura da votação, o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, ressaltou a importância do trabalho da Comissão Eleitoral para garantir que seja cumprida a democracia operária e empossar a futura diretoria.

Antes dos trabalhadores votarem, dois representantes de cada equipe puderam apresentar suas propostas e defender os caminhos a serem seguidos pelo Sindicato no próximo período.

“Esta foi uma assembleia democrática, com espaço para diferente ideias e propostas. Agora, é começar a organizar o processo eleitoral de forma que tudo corra dentro do que está determinado no Estatuto da categoria”, afirma Adilson dos Santos, membro da Comissão Eleitoral.

Na assembleia, compareceram 437 metalúrgicos. Deste total, 376 votaram na Equipe 1 e 61 na Equipe 2.



Informações: Sindmetalsjc




Trabalhadores repudiam recuo das centrais sindicais e reafirmam dia de luta neste dia 5 de dezembro

4/12/2017 - Mesmo após a decisão da maioria das Centrais Sindicais em desmarcar a Greve Nacional, convocada para esta terça-feira (5), sindicatos, federações e trabalhadores de diversos cantos do país não recuaram e decidiram manter greves, paralisações e mobilizações neste dia. Em bases sindicais em que as Centrais optaram pelo recuo, houve a decisão dos trabalhadores em manter o dia de luta, inclusive, com críticas à postura tomada por parte dessas direções.

A CSP-Conlutas não foi consultada para tomar essa decisão pelo cancelamento e logo que soube publicou nota discordando das outras centrais.




“Isto acontece exatamente no momento em que o governo Temer está com dificuldade em conseguir o número de votos necessários para a aprovação do fim da aposentadoria dos trabalhadores brasileiros. Acontece no momento em que na base aumenta a disposição em realizar a Greve Nacional e manifestações para derrotar definitivamente a Reforma da Previdência. Este recuo é um grave erro e ajuda somente ao governo Temer. Não conta com o apoio da CSP-Conlutas”, afirmou a nota.

Não falam em nosso nome!
A Fasubra, que organiza os técnico-administrativos das universidades federais, também rechaçou a nota das centrais. “O Comando Nacional de Greve (CNG) da FASUBRA Sindical vem a público expressar a sua indignação e discordância com essa decisão. O correto é que as cúpulas das centrais revejam essa decisão e mantenham a greve nacional (…) Há muitos sindicatos e ativistas que são das bases dessas centrais e que não concordam com tal decisão; por isso nós, do Comando Nacional de Greve da Fasubra Sindical, integrado por trabalhadoras e trabalhadores de diferentes grupos políticos, somos solidários a todos que acreditam na luta e na unidade da Classe Trabalhadora e propomos manter as mobilizações e o calendário de lutas contra as reformas e o governo Temer. As cúpulas das centrais, neste momento e deliberação específica, não falam em nosso nome!”, destacou a entidade, saudando as Centrais que não acataram e assinaram a nota.

A Fenametro, Federação dos Metroferroviários, também descordou da desmarcação da greve. “Nos somamos àqueles que repudiam essa decisão e propomos que os atos sejam realizados em todas as cidades no dia 5 de dezembro. E mais do que isso, consideramos fundamental a realização de uma greve nacional ainda antes da votação da reforma. Mas para isso é necessário que as Centrais e todo movimento sindical realmente se empenhem na sua preparação”, pontuou a entidade.

A CNTE, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que é filiada à CUT, mesmo com a orientação de desmarcação da greve por parte de sua central representativa, manteve a orientação para que suas bases realizem manifestações. “A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), representante dos/as trabalhadores/as em educação, grandes prejudicados com a proposta da reforma previdenciária, orienta suas entidades a manterem as suas mobilizações previstas no dia 5 de dezembro. Mesmo com a Nota das Centrais e CUT, vamos continuar a mobilização, e pressão sobre os parlamentares nos escritórios políticos, casas, aeroportos e nas ruas onde residem. Também que se utilize essa data para fortalecer a conscientização da população sobre os prejuízos causados pela reforma da previdência”, reforçou em nota.

O Sepe, sindicato dos professores do Rio, cuja entidade é filiada a CUT, divulgou nota em que contraria a orientação da sua direção nacional. “Trata-se de um erro histórico. Numa conjuntura que o presidente tem menos de 3% de aceitação, que o Congresso está comprovadamente envolvido em escândalos de corrupção, desmoralizados perante a população, é papel das direções impulsionar as lutas, organizar comitês de mobilização em escolas, fábricas, bairros e construir uma grande Greve Geral para derrotar Temer e seus ataques. Não temos dúvida de que todos os esforços do governo serão feitos para aprovar a Reforma da Previdência”, destacou em nota.

No Maranhão, e em outros estados, contrariando a orientação das Centrais nacionais, manteve-se o ato e a orientação de Greve Nacional no estado. Em nota intitulada “não tem arrego” e assinada pelas Centrais CSP-Conlutas, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central Sindical, reforçaram o chamado para o dia.

CSP-Conlutas reforça chamado. Nenhum passo atrás!
Bases da CSP-Conlutas, como Andes-SN, Sinasefe, Sindicato Nacional dos Docentes de Universidades Federais, Aduneb, de professores da Bahia, movimento S.O.S Emprego no Rio de Janeiro seguem com orientação da Central de manter a paralisação neste dia.

O Sindicato dos Metroviários do Rio Grande do Sul também filiado à CSP-Conlutas repudiou o recuo e seguiu a orientação da CSP-Conlutas. “O Sindimetrô/RS não compactua com este recuo e aponta para a necessidade de manter a mobilização, com forte pressão nos deputados federais em suas bases e no Congresso Nacional (…) Agora não é hora de recuarmos, uma vez que o recuo do governo não é definitivo. Portanto, a reforma pode ser colocada em votação ainda em dezembro”.

A FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) repudiou a decisão. “O conjunto da classe trabalhadora já se preparava para mais um enfrentamento contra o projeto de reforma da previdência do governo Temer. Com a dificuldade do governo de angariar votos, a ida às ruas teria um efeito progressivo na luta contra as reformas do governo e na conscientização da classe trabalhadora”, apontou a entidade. A Federação reforçou ainda a orientação de manutenção deste dia de luta. “A categoria petroleira encontra-se em luta em defesa do Acordo Coletivo de Trabalho, que vem sendo atacado pela direção da Petrobras. (…) A direção da Federação Nacional dos Petroleiros indica a manutenção da data, como dia nacional de mobilizações para pressionar a Petrobrás a apresentar uma proposta de acordo que não retire direitos”.

Não é hora de recuar
O governo Temer promoveu novos jantares neste fim de semana para continuar angariando votos para a aprovação da Reforma da Previdência. Na quarta-feira se reunirá com integrantes do PSDB para tentar um acordo favorável para a aprovação de mais esse ataque. Há informações já divulgadas na grande imprensa de que se conseguir o apoio pode colocar em votação no próximo dia 13 de dezembro.


Por isso, a CSP-Conlutas segue a orientação de não recuar, tampouco baixar a guarda para essa corja de corruptos que está querendo ganhar tempo e desmobilizar o povo. Neste sentido, a classe trabalhadora deve seguir em luta e não se deixar enganar com um suposto recuo do governo Temer. Mesmo sabendo que a população reprova a medida, não medirão esforços para aprová-la. Só nas ruas e fazendo greve será possível barrar essa reforma.


Informações: CSP-Conlutas







23 de novembro de 2017

Diga não à Reforma da Previdência! Greve Geral neles!

23/11/2017 - Temer, o Congresso e o ministro da Fazenda, o banqueiro Henrique Meirelles, prometem votar a reforma da Previdência ainda este ano. Dizem que vão apresentar uma proposta enxuta da reforma para conseguir os 308 votos necessários na Câmara. A ideia do governo é aprovar pelo menos metade da proposta original e satisfazer os banqueiros e os grandes empresários, o tal mercado, os bilionários desse país injusto e desigual.

Banqueiros e empresários querem que sejam aprovados já os pilares centrais da reforma para o roubo da sua aposentadoria. Como tem eleições ano que vem e esse governo é rejeitado por 95% da população, o Congresso de picaretas, que se o povo pudesse, botava fogo como no Paraguai, sabe que, mais rejeitada que o presidente, só a reforma da Previdência. Por isso, não vai ser mole conseguir os 308 votos. Mas eles vão tocar assim mesmo, querem agradar ao mercado e, para tentar aprovar, vêm com essa história de reforma enxuta.

Já contrataram agência publicitária para tentar enganar você. Vão tentar dizer que estão combatendo privilégios dos funcionários públicos. Já começaram aumentando de 11% para 14% o desconto da Previdência sobre o salário do funcionalismo, dizendo que o governo arrecadará R$ 5 bilhões. Porém, só na semana passada, perdoaram mais de R$ 10 bilhões de dívidas dos ruralistas.

As grandes empresas devem R$ 426 bilhões para o INSS, três vezes mais do que o déficit que alegam existir e que, já está provado, nem existe. Só os bancos devem R$ 124 bilhões à Previdência. Por que o governo não cobra os banqueiros ao invés de cortar a aposentadoria dos trabalhadores, sejam eles da construção civil, sejam das fábricas, sejam professores? É que Temer é um lacaio dos banqueiros e dos empresários. E a reforma trabalhista comprova muito bem isso.

O governo diz que apresentará, depois do dia 20, uma proposta para ser votada em dezembro. O objetivo, entre outros ataques, é aumentar a idade mínima para se aposentar de 65 anos, para os homens, e 62 para as mulheres. Ou seja, isso fará com que a maioria dos setores mais pobres da população trabalhe até morrer, e toda a classe trabalhadora não tenha nenhuma segurança depois de trabalhar a vida inteira.

Privilegiados são os seis milionários que têm a renda equivalente à de 100 milhões de brasileiros. Privilegiado é Temer, que se aposentou aos 55 anos e recebe R$ 45 mil por mês.

Greve geral neles!
No dia 10 de novembro, depois de um forte dia de luta em todo o país, as principais centrais sindicais lançaram uma nota pública unitária, chamando uma paralisação nacional caso a reforma da Previdência vá à votação no Congresso. É necessário efetivamente alertar toda a classe trabalhadora e se preparar para a guerra. Não podemos deixar que o Congresso de picaretas vote mais esse ataque.

É preciso construir, pela base, uma campanha de esclarecimento e uma greve geral. Temos força para impedir mais esse ataque se tomarmos o caminho da luta unificada e pararmos o Brasil. É preciso exigir assembleias nos sindicatos e, também, exigir dos movimentos sociais e populares que construam esse processo pela base.

Temos de exigir das centrais que, diferentemente do que fizeram no dia 30 de junho, quando todas elas, exceto a CSP-Conlutas, desmobilizaram a greve geral, mobilizem até o fim agora. Não podemos ficar em silêncio, esperando que liguem a máquina de mentiras e pensem que vão passar por mais essa. Impedimos a votação da reforma da Previdência em maio, quando fizemos a Greve Geral de 28 de abril. Podemos fazer isso novamente e derrotar esses picaretas.

Por uma alternativa operária e socialista para o Brasil
Os capitalistas estão jogando a crise nas nossas costas, aumentando o desemprego e a exploração, desmantelando os serviços públicos, aumentando a violência contra os lutadores, grevistas e, especialmente, contra o povo e a juventude pobre e negra da periferia. Como se não bastasse, para aumentar a exploração, tentam dividir a classe trabalhadora para aumentar a desigualdade, atacando direitos e promovendo extrema violência contra mulheres, LGBT’s, imigrantes, indígenas e quilombolas.

Os ricos é que devem pagar pela crise. Para se ter emprego, salário, moradia, saúde, educação, terra e direitos, é preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros, anular as reformas do Temer e impedir as privatizações. É preciso estatizar o sistema financeiro sem indenização, expropriar e colocar sob controle dos trabalhadores as empresas corruptas e as multinacionais.

Só conseguiremos isso com um governo socialista dos trabalhadores, que governe por conselhos populares. E esse governo, só conquistaremos com a nossa luta. Vamos unir os de baixo para derrubar os de cima!



Neste sábado, dia 25, vamos às ruas denunciar a violência machista e racista contra as mulheres

23/11/2017 - O Brasil saltou do 7° para o 5° lugar no ranking de assassinatos de mulheres no mundo. Os números são assustadores. Todos os dias 13 mulheres são assassinadas, 135 são estupradas e uma é agredida a cada cinco minutos.

Nesse quadro de violência, as mulheres negras são as mais afetadas. Em 10 anos (entre 2003 e 2013), a taxa de homicídio de mulheres negras aumentou 54%, enquanto que entre as mulheres brancas diminuiu 9%.

Em outro dado alarmante, as notificações de estupros coletivos mais que dobraram desde 2011, passando de 1.570 para 3.526, em 2016.

Não bastasse essa barbárie fruto da violência machista, o governo Temer e os corruptos do Congresso tomam medidas e editam leis contra as mulheres, como a que está prestes a ser votada que proíbe o aborto totalmente no Brasil, mesmos nos casos extremos hoje permitidos por lei, como em casos de estupro e quando há risco para a vida da mulher (PEC 181).

Ato na Praça Afonso Pena
Neste Novembro de Lutas, iremos às ruas para denunciar essa situação.

Neste sábado, 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, os sindicatos do Fórum de Lutas do Vale do Paraíba realizam um ato em São José dos Campos, na Praça Afonso Pena, às 10 horas, para marcar a data e denunciar o machismo, o racismo e a violência. Participe!




22 de novembro de 2017

Artigo: Sobre estupro e aborto

22/11/2017 - Está avançando na Câmara dos Deputados a PEC 181 (Proposta de Emenda Constitucional), que torna crime o aborto em qualquer circunstância, inclusive em caso de estupro, de risco de vida para a mulher ou de anencefalia do feto. Este é um grave retrocesso nos direitos da mulher e no atendimento de saúde pública.

A proposta pretende criminalizar quem, na verdade, é vítima de um crime cruel. Mulheres estupradas carregam consigo, por anos, as cicatrizes de uma violência difícil de esquecer. Obrigá-las a ter o filho é prolongar e elevar o sofrimento a um estágio que só a mulher pode entender.

No Brasil, um milhão de abortos são realizados todos os anos, e a cada dois dias uma mulher morre em decorrência de complicações no procedimento. É um contrassenso defender a PEC com o argumento de ser “a favor da vida”, como disse o autor da proposta, o deputado Jorge Mudalen (DEM).

Se a PEC for aprovada, as trabalhadoras, principalmente negras e pobres, serão as maiores prejudicadas. Elas estão mais expostas ao risco de estupro, não têm acesso à educação sexual e planejamento familiar e têm que recorrer a clínicas clandestinas de aborto, colocando em risco sua própria vida.

Não podemos aceitar que o Congresso Nacional, composto em sua maioria por homens corruptos e hipócritas, decida sobre nossas vidas. Precisamos tomar as ruas para continuar com o direito ao aborto seguro e gratuito em caso de estupro ou risco para a mulher. É preciso legalizar o aborto em qualquer circunstância.


Janaína dos Reis – membro da Executiva Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML)


Artigo publicado no jornal O Vale de 22/11/2017

11 de agosto de 2017

Metalúrgicos do país definem dia de greves e manifestações em 14/9 e plenária nacional no dia 29/9

11/8/2017 - Os principais sindicatos de metalúrgicos do país reuniram-se nesta sexta-feira (11), em São Paulo, pela segunda vez neste mês de agosto, para organizar e definir iniciativas da unidade de ação nas campanhas salariais desse ano e na luta para combater as reformas Trabalhista e da Previdência.

As entidades presentes definiram a realização de um dia nacional de manifestações e greves no dia 14 de setembro e também uma plenária nacional dos metalúrgicos aberta a trabalhadores de outros setores industriais no dia 29 de setembro para discutir a luta contra as reformas e em defesa dos direitos.

Na última semana de agosto, haverá um “esquenta” com a realização de assembleias e distribuição de um jornal unificado.

A unidade de ação envolve representantes sindicais da CSP-Conlutas, CUT, CTB, Força Sindical, UGT e Intersindical. Estiveram presentes na reunião desta sexta, dirigentes da CSP-Conlutas, CNTM Força Sindical , CNM CUT , Fitmetal (CTB), Intersindical, sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo, Guarulhos, Santo André, Santos, São José dos Campos, ABC, Sorocaba e Jaguariúna.

“O governo não pode continuar atacando os trabalhadores, sem reação das centrais e do movimento sindical de conjunto. Neste segundo semestre, teremos campanhas salariais de importantes e combativas categorias. Nas bases, a indignação é grande e os trabalhadores já demonstraram no último período que têm disposição e força pra lutar”, avalia Luiz Carlos Prates, o Mancha, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, que participou da reunião.

“Nossa palavra de ordem é unir e resistir! Nenhum direito a menos”, concluiu.

Uma nova reunião foi marcada para o dia 22 de agosto e será aberta a sindicatos de outros setores da indústria.

Com terceirização, Prefeitura do PSDB vai precarizar atendimento médico em São José dos Campos

8/8/2017 - Amparado pela nova lei da terceirização, o prefeito Felício Ramuth (PSDB) vai terceirizar parte do atendimento médico à população de São José dos Campos. A medida precariza a contratação dos profissionais e, para especialistas, está longe de resolver o problema da saúde na cidade.

A Prefeitura pretende contratar até 110 mil consultas nas áreas de clínica geral, pediatria e ginecologia, a um preço médio de R$ 22 cada. Em seis meses, a medida custará R$ 2,4 milhões aos cofres públicos. O atendimento será feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Segundo médicos ouvidos pelo Sindicato dos Metalúrgicos sob a condição de anonimato, a contratação de consultas não é o ideal. Entre os diversos problemas apontados, há um que atinge diretamente o paciente. Dificilmente, ele será atendido pelo mesmo médico em caso da necessidade de uma nova consulta – o que pode comprometer a eficiência do tratamento.

Em um primeiro momento, o modelo de contratação deve desafogar as filas nas UBS, mas não vai resolver o problema dos pacientes, que logo voltarão a sofrer com a espera pelo atendimento em outras especialidades, a fila para exames e a falta de medicamentos.

Baixos salários
O prefeito argumenta que a medida seria uma solução “inovadora” e visa resolver de imediato o problema da falta de médicos concursados na cidade. No entanto, os profissionais da rede municipal argumentam que o salário está defasado, inclusive muito abaixo de outras prefeituras. Este cenário leva ao número reduzido de médicos interessados em permanecer na rede pública da cidade.

Avanço da precarização
Na prática, a medida vai aprofundar a terceirização e a precarização nos serviços da saúde da cidade. Na rede pública de São José dos Campos, já existem empresas terceirizadas atuando nos serviços de agendamento, gerenciamento, limpeza e exames médicos.

O modelo rendeu muitos problemas e levantou suspeitas. Em março deste ano, a Comatic, empresa que era responsável pela limpeza nas unidades, foi flagrada cometendo uma série de irregularidades, como atrasos nos pagamentos dos funcionários e o não cumprimento de diversas cláusulas contratuais.

Em outro caso, a ICV (Instituto Ciências da Vida), responsável pela gestão da UPA do Putim, foi denunciada por quarteirizar suas funções para outras cinco empresas. Na época, a empresa recebeu R$ 1,15 milhão por mês da Prefeitura para gerenciar a unidade, mas se tornou, na prática, apenas uma mediadora, já que o serviço era realizado por outras. A UPA do Putim era alvo de muitas reclamações por parte da população.





Um projeto para enfrentar a guerra social e a rapina do país

11/8/2017 - Encastelados no poder, Temer, o Congresso e os juízes (corruptos representantes do mercado) estão cada dia mais separados dos trabalhadores e da maioria do povo por um abismo sem fim.

Engana-se quem confia em aparências e acredita que há apatia na classe operária e no povo. Ninguém pode prever qual será a gota d’água que pode fazer transbordar o copo. A Greve Geral de 28 de abril foi só um apito da panela de pressão.

Temer impediu a votação de sua denúncia na Câmara com compra de deputados e ajuda da oposição. “Diretas já” só da boca para fora. O PT se mostrou favorável ao “fica Temer”. Para o PT, é melhor que Temer fique até 2018, aprove as reformas, faça as privatizações e seja vitorioso na operação salva-corruptos.

É por isso que Lula declarou que não vai desfazer as reformas que Temer fizer. É por não ter um projeto para o país diferente e contrário ao que exige o mercado que o PT e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo orientam e veem com naturalidade que a cúpula da CUT puxe o tapete de Greve Geral e negocie a reforma trabalhista.

A cúpula da Força Sindical também está nesse acordão, pois o partido Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, é da base de sustentação de Temer no Congresso. Essa gente que segura Temer é a mesma que, na maior cara de pau, joga a culpa no povo.

Os capitalistas internacionais (imperialismo) e seus sócios menores, os capitalistas brasileiros (banqueiros, grandes empresários e latifundiários) têm como projeto para sair da crise roubar as riquezas do país e aumentar a exploração dos trabalhadores para aumentar seus lucros.

O projeto deles entrega ainda mais o país às multinacionais. Transfere para banqueiros e donos dos títulos da dívida do governo metade de tudo o que o país arrecada. Aumenta a taxa de lucro das empresas com desemprego, reformas, terceirizações e diminuição de salários.

Para enfrentar essa guerra social e defender a soberania do país, precisamos ir à luta unificados. A greve geral continua sendo necessária.

Precisamos também de um projeto oposto ao projeto dos capitalistas.

É preciso parar de pagar a dívida aos banqueiros. Anular as reformas de Temer, Dilma, Lula, FHC. Expropriar e estatizar, sob controle dos trabalhadores, as empresas envolvidas em corrupção e as empresas que devem mais de R$ 545 bilhões em PIS e Confins para a Seguridade Social e outros R$ 426 bilhões à Previdência. Estatizar o sistema financeiro.

Para aplicar esse projeto, precisamos de um governo socialista dos trabalhadores, que governe por Conselhos Populares e faça, de verdade, com que os capitalistas paguem pela crise.


Editorial Opinião Socialista 540



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